3 de junho de 2010

Pílulas hormonais de controle da natalidade reduzem a função sexual das mulheres

Pílulas hormonais de controle da natalidade reduzem a função sexual das mulheres

Hilary White
7 de maio de 2010 (Notícias Pró-Família) — Na mesma época em que a pílula hormonal de controle da natalidade faz 50 anos, pesquisadores descobriram uma ligação entre ela e a disfunção sexual nas mulheres que a tomam. Num estudo alemão, 32 por cento de mais de 1.000 mulheres pesquisadas que tomavam a pílula tinham alguma forma de disfunção sexual.
“Nossos dados mostram que a contracepção hormonal em particular estava ligada a pontuações de reduzido desejo e estímulo quando comparados com outros contraceptivos”, os pesquisadores, dirigidos pela Dra. Lisa-Maria Wallwiener, da Universidade de Heidelberg, escreveram. O grupo que experimentou os níveis mais baixos de disfunção sexual era o que estava usando formas de controle da natalidade não hormonal.
“O efeito dos hormônios está aí, temos uma ligação. Mas, desta vez, não podemos dizer se isso é uma relação de causa e efeito”, disse o co-autor Dr. Alfred Mueck, professor do Centro de Saúde das Mulheres da Universidade de Tubingen. “Só podemos dizer que poderia haver um efeito de contraceptivos hormonais (no disfuncionamento sexual). Mas isso é só um fator além de outros fatores que podem influenciar a disfunção sexual”.
Um estudo, publicado na Revista de Medicina Sexual, examinou resultados de 1.086 estudantes de medicina do sexo feminino na Alemanha, e constatou que aquelas que tomavam pílulas de controle da natalidade e outras formas de contracepção hormonal corriam mais risco de libido baixa e problemas de estímulo. Falta de desejo sexual é o principal problema que as mulheres relatam, junto com falta de orgasmo, uma incapacidade de se excitar e intercurso doloroso.
Os pesquisadores crêem que a pílula pode reduzir os níveis circulatórios da testosterona, o hormônio necessário para estimular o desejo sexual e regular o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, em ambos os sexos
O editor-chefe da revista, o Dr. Irwin Goldstein, escreveu: “Quando você faz besteiras com seus hormônios sexuais de esteróide, você está apostando com sua vida sexual”.
“O valor desse documento é nos recordar que 300 milhões de usuárias da pílula (no mundo inteiro) estão se colocando em risco (de mudanças sexuais), com consentimento informado extremamente limitado de que isso está acontecendo”, disse Goldstein.
As mulheres, de seis diferentes faculdades de medicina, preencheram questionários online designados para identificar problemas com a função sexual dentro das quatro semanas passadas baseados no “Índice de Função Sexual da Mulher”, uma escala válida de 19 perguntas sobre os detalhes físicos de função sexual. Do grupo, aproximadamente 90 por cento usavam a contracepção, e quase todas tinham sido sexualmente ativas nas quatro semanas anteriores. Oitenta por cento estavam num “relacionamento estável”, que era definido como tendo tido o mesmo parceiro sexual durante pelo menos os seis meses passados. Setenta por cento das mulheres pesquisadas usavam contraceptivos hormonais.
Desde sua introdução no começo da década de 1960, os contraceptivos hormonais se tornaram um dos dois métodos mais populares de contracepção artificial, além da esterilização, com um número estimado de 300 milhões de mulheres usando-os no mundo inteiro. A Fiscalização Sanitária dos EUA (FDA) aprovou a pílula em 9 de maio de 1960.
Elaine Tyler May, de 62 anos, professora de história da Universidade de Minnesota e autora do livro “America and the Pill” (Os EUA e a Pílula) disse para a Associated Press nesta semana que as expectativas que se tinham com relação à pílula na década de 1960 não se concretizaram.
“Os casais poderiam ter sexo mais feliz com mais liberdade e menos medo. O índice de divórcio poderia descer e não haveria mais gravidezes indesejadas”, disse ela. “Nenhuma dessas coisas aconteceu, nem as esperanças otimistas ou os temores pessimistas de anarquia sexual”.
Contudo, apesar da garantia de May sobre “anarquia sexual”, as estatísticas mostram que embora o número de pessoas se casando continue a cair na maioria dos países ocidentais em que o uso da pílula é comum, esses mesmos países estão vendo uma explosão de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes fora do casamento. Aproximadamente metade de todas as gravidezes nos EUA é sem intencional e quase metade delas acaba em aborto.
A Inglaterra tem sido principalmente suscetível à anarquia sexual que May diz não aconteceu, com um dos índices mais elevados de gravidez entre adolescentes no mundo desenvolvido.
Embora as escolas tenham se tornado uma fonte comum de contraceptivos gratuitos para meninas, sem o conhecimento ou consentimento dos pais, estatísticas divulgadas nesta semana pela Secretaria de Estatísticas Nacionais mostram que aproximadamente 40.000 meninas britânicas abaixo de 18 anos ficaram grávidas em 2008, ou 40 por 1.000. Um relatório divulgado pela Fundação Relacionamentos, um instituto britânico, disse que o colapso da família está custando aos contribuintes do imposto de renda da Inglaterra aproximadamente 41.7 bilhões de libras por ano. Essa estimativa inclui 12.38 bilhões em créditos e benefícios fiscais, 4.27 bilhões em auxílio moradia e 13.68 bilhões em assistência de saúde e social.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10050701
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