18 de junho de 2010

Marie Stopes faz anúncio de TV de aborto na Inglaterra

Marie Stopes faz anúncio de TV de aborto na Inglaterra

Hilary White
LONDRES, Inglaterra, 20 de maio de 2010 (Notícias Pró-Família) — Organizações pró-vida estão condenando a transmissão de comerciais de TV para a organização abortista Marie Stopes da Inglaterra que dizem encobrem os perigos do aborto e “banalizam” a destruição da vida humana. Marie Stopes, uma das maiores organizações abortistas do mundo que recebe uma verba estimada de 30 milhões de libras esterlinas do Ministério da Saúde da Inglaterra, afirmou que os anúncios são necessários para “informar” as mulheres e ajudá-las “a confrontar o tabu” em torno do aborto.
O Ministério de Normas de Anúncios (MNA) aprovou a transmissão dos anúncios, que passarão na BBC Canal 4 de 24 de maio até o fim de junho. Anúncios de aborto são proibidos na Inglaterra sob as normas da Comissão de Transmissão de Práticas de Anúncios (CTPA). Contudo, essa norma se aplica a empresas particulares com fins lucrativos, ao passo que Marie Stopes é classificada como uma instituição beneficente.
Um pronunciamento no ano passado de que o MNA estava considerando aprovar o anúncio de aborto na TV foi recebido com 40.000 queixas contra a proposta. Em resposta, a CTPA adiou a decisão quanto à possibilidade de permitir os anúncios.
O anúncio de Marie Stopes não usa a palavra “aborto”, mas pergunta “Você está atrasada?” e encaminha a mulher grávida para o disque-ajuda de 24 horas de Marie Stopes Internacional. A organização em seu comunicado à imprensa se gaba de que dos 195.296 abortos realizados na Inglaterra e Gales em 2008, um de cada três foi feito nas dependências de Marie Stopes.
“Depois de uma consulta descobrimos que o anúncio foi permitido sob a atual diretriz porque somos uma instituição beneficente e não uma organização comercial”, disse Marie Stopes num comunicado à imprensa.
A Sociedade para a Proteção das Crianças em Gestação (SPCG) disse que estará consultando sua assessoria jurídica quanto à legalidade dos anúncios.
“Ao sugerir que o aborto é ainda outra escolha da consumidora, o anúncio banaliza a vida humana e viola completamente a essência da Lei de Aborto de 1967, que foi criada para permitir um pequeno número de abortos legais num número limitado de casos complicados, mas tem sido alterada e torcida para permitir aborto legal em massa”, disse Anthony Ozimic, da SPCG.
Os anúncios, disse ele, “banalizam o aborto. São um insulto para as centenas de mulheres prejudicadas pelo aborto todos os dias. Tais anúncios são ofensivos e iludirão os telespectadores sobre a realidade do aborto”.
Embora os anúncios estejam sendo transmitidos na Inglaterra inteira, na noite passada um porta-voz do Canal 4 disse que a decisão havia sido feita de não mostrar o anúncio na Irlanda do Norte, onde o aborto é ilegal.
Uma petição online está sendo circulada que permite que o público proteste e peça que seja cancelada a autorização para transmitir os anúncios.
A entidade beneficente LIFE (VIDA) disse que apesar das afirmações de Marie Stopes, os anúncios não têm nada a ver com a saúde das mulheres e eles sonegam informações cruciais às mulheres sobre os perigos do aborto. Michaela Aston, porta-voz de LIFE, disse: “Vamos ser absolutamente claros — o aborto não tem nada a ver com saúde sexual. Aliás, a probabilidade maior é que o aborto prejudica a saúde sexual da mulher”.
“Há um crescente volume de evidência científica que apóia a experiência de 40 anos de LIFE de aconselhar mulheres depois de um aborto, de que o procedimento pode provocar efeitos psicológicos adversos permanentes e às vezes graves”, Aston continuou.
“Marie Stopes não está sendo honesta nessa situação. Eles vendem aborto como um paliativo rápido para a gravidez difícil e em grande parte negam que o aborto provoque quaisquer conseqüências adversas. Marie Stopes não está dando às mulheres condições de fazerem “decisões confiantes e informadas”, conforme afirmam, porque não estão dando às mulheres todos os fatos”.
LIFE também questionou a transparência do processo de consulta do MNA sobre anúncios de aborto: “Por que eles foram em frente com uma consulta pública quando sabiam o tempo todo sobre a ‘lacuna legal de instituição beneficente’?… Quem fez essa descoberta e quando? E porque não fomos informados disso durante o período de consulta?”
Para contatar o Canal 4:

Channel 4 Enquiries
PO Box 1058
Belfast
BT 1 9DU
Fone: (44) (0) 845 076 0191
Envie email usando o
formulário online.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10052003
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2 comentários :

Nathana Lopes disse...

Olá Júlio. Estou te seguindo. Siga-me também.

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Nâo sei se estou falando abobrinha, mas sinto a cada dia que tudo que se refere a vida humana é tabu e caça aos "contra a atrocidade" e tudo o que se refere a "natureza e animais": PRESERVAÇÃO e caça aos predadores.

Eita mundo imundo!

Avance Júlio! Jesus é contigo.