26 de maio de 2010

Outro pregador inglês preso e acusado por opiniões sobre o homossexualismo

Outro pregador inglês preso e acusado por opiniões sobre o homossexualismo

Hilary White
WORKINGTON, Inglaterra, 3 de maio de 2010 (Notícias Pró-Família) — Outro pregador de rua na Inglaterra foi preso simplesmente por proclamar ensinos cristãos que mostram que a conduta homossexual é pecado. Dale Mcalpine diz que estava distribuindo folhetos na cidade de Workington em 20 de abril, quando foi abordado por transeuntes e um agente policial de apoio de comunidade (APAC) que se identificou como homossexual.
No andamento da conversa Mcalpine, de 42 anos, lhes disse que tem a convicção de que a homossexualidade é pecado porque é contrária à Palavra de Deus na Bíblia. O jornal Daily Mail noticiou que a polícia disse que ele havia dito isso em “voz alta” que poderia ser causalmente ouvido por outros.
Mcalpine foi então preso, acusado de usar palavras abusivas e insultantes ou conduta contrária à Lei de Ordem Pública de 1986, ficando numa cela durante 7 horas. Ele está sendo auxiliado pelo Instituto Cristão, e diz que estará defendendo sua inocência diante das acusações.
A prisão de Mcalpine marca a segunda vez em apenas um mês em que um cristão foi preso na Inglaterra por fazer nada mais do que pregar a ética sexual cristã. No começo de abril LifeSiteNews.com (LSN) noticiou sobre o caso de Shaw Holes, um americano que foi preso em Glasgow, enquanto estava numa turnê de pregações com um grupo de colegas britânicos e americanos, depois que disse a um grupo de transeuntes, em resposta a uma pergunta direta sobre a questão, que a conduta homossexual é pecado.
Mcalpine, que se descreve como um cristão “nascido de novo”, disse para LSN que sua prisão é um mau sinal para a sociedade britânica.
“Alguém não quer que esta maravilhosa verdade de salvação seja pública e é isso o que está acontecendo em meu país. Está ocorrendo uma batalha espiritual pelas almas”, disse ele.
“Senti-me chocado e humilhado que eu havia sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que conheço”, Mcalpine disse para o Daily Mail. “Minha liberdade foi arrancada por causa de fofocas de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado sob uma lei não aplicável”.
Ele acrescentou: “Se você estiver pregando ódio e incentivando as pessoas a machucar outras, é certo que isso é contra a lei. Mas eu jamais faria isso. Se temos uma sociedade livre, eu deveria ter a liberdade de pregar o Evangelho como gerações fizeram antes de mim”.
Mcalpine disse numa declaração que enquanto estava pregando, uma mulher se aproximou e “procedeu dizendo que o que estávamos fazendo era errado e a verdade não era o preto ou branco que o que eu estava apresentando”.
Ele disse que continuou sua conversa com a mulher, discordando amigavelmente, mas que depois, um grupo de APACs que estavam perto falou com ela enquanto ela estava deixando. Um dos agentes então se aproximou de Mcalpine.
“Perguntei se estava tudo certo, e então ele respondeu: ‘Temos tido queixas e se você disser qualquer comentário racista ou homofóbico, prenderei você’”.
“Eu lhe disse que não sou homofóbico, mas às vezes eu me levanto e prego que a homossexualidade é pecado e que isso é o que a Bíblia diz. Eu também disse que isso não é crime”.
Mcalpine disse que o APAC então se identificou como o “agente de relações com os LGBTs” em nome da polícia: “Eu disse que ainda é pecado”.
Os meios de comunicação identificaram o APAC como Sam Adams, membro da associação de funcionários LGBT da polícia da Cumbria. Essa associação representou a polícia na parada do “orgulho gay” em Manchester no ano passado.
Mcalpine disse que sentiu que os APACs presentes estavam deliberadamente tentando encontrar desculpas para prender a ele e seus colegas. Num ponto na pregação do dia em Workington, ele escreveu, “um cavalheiro com camiseta vermelha” gritou para ele sobre “o perdão de Deus”. O APAC que se identificou como homossexual então se aproximou desse homem e falou com ele. “Isso confirmou minha suspeita de que ele estava tentando obter alguma queixa contra mim”, disse Mcalpine.
Quando o turno normal de agentes policiais chegou, Mcalpine disse que um deles perguntou: “O que você tem dito de forma homofóbica?”
Ele respondeu que ele havia explicado ao APAC que a Bíblia ensina que a homossexualidade é pecado, mas que isso não constitui “ódio” para com os homossexuais.
“Expliquei que não existe lei contra dizer isso e o policial discordou instantaneamente”.
Mcalpine, que nunca teve problemas com a lei antes, foi então preso por “crime, com agravante racial, contra a ordem pública, seção 5”. Mais tarde lhe disseram que ele estava sendo acusado de “usar palavras ou conduta ameaçadoras para provocar incômodo ou preocupação ou angústia” — uma classe de crime que originalmente era aplicável para agitadores violentos e abusivos e para torcidas violentas de futebol. Ele foi liberto sob fiança com a condição de que não pregue num lugar público para membros do público.
Mike Judge, porta-voz do Instituto Cristão, disse: “Dale é um cristão comum e normal com opiniões tradicionais sobre a ética sexual. Algumas pessoas concordarão com ele, outras discordarão. Mas não cabe à polícia prender alguém só porque outros poderão discordar do que é dito”.
O colunista Peter Hitchens escreveu no Mail que esse incidente é só mais um sinal da “revolução” que ocorreu na Inglaterra.
“A Lei de Ordem Pública de 1986 não tinha a intenção de permitir a prisão de pregadores cristãos em cidades inglesas por fazerem citações da Bíblia. Mas agora essa é sua intenção. A Lei de Parcerias Civis de 2004 não tinha a intenção de forçar funcionários públicos a aprovar a homossexualidade. Mas agora essa é sua intenção. A Lei de Crimes Sexuais de 1967 não tinha a intenção de levar a um estado de coisas onde é cada vez mais perigoso dizer qualquer crítica sobre a homossexualidade. Mas agora essa é sua intenção”.
O caso Mcalpine mostra que a Inglaterra desceu longe no abismo, disse Hitchens: “Ações pequenas e inofensivas, oferecimentos de oração, o uso de crucifixos, solicitações para se isentar de deveres, são encarados com ira e ameaças oficiais de demissão, de forma exagerada. Até quando antes que os cristãos sejam vítimas de chantagem de colegas de trabalho porque ousaram dizer publicamente suas opiniões ilegais?”
Cobertura relacionada de LSN:
Pregador americano é preso na Inglaterra por declarar que a conduta homossexual é pecado
Christian Ministers Arrested for Praying Near Gay Fest
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/jul/07071001.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/may/10050310.html
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6 comentários :

SVM disse...

O que está em jogo aqui é a liberdade religiosa (ou melhor, a liberdade de professar o CRISTIANISMO, já que as demais religiões parecem estar confortavelmente protegidas nos braços do Estado). Imagino que o próximo passo na Inglaterra seja a proibição de se professar publicamente o Cristianismo. Depois, a criminalização do mesmo. Alguém mais vê nuvens negras e tempestuosas se aproximando para os cristãos? Mas estamos debaixo da soberania de nosso Deus, e é o que importa.

Claudia Nunes disse...

Estamos vendo coisas que aconteceram à igreja primitiva. Quantos Paulos, e Pedros ainda serão presos por pregarem o Evangelho? Não sei se me entristeço ou se me alegro, pois quando não se tem mais argumentos, usa-se a violência; isso quer dizer que eles não tem mais argumentos que neguem a Cristo. Eles só não lembram que as portas do inferno não prevalecerão!

Elaine disse...

Na verdade ele não deve se sentir humilhado, mas recompensado pois a biblia diz claramente que seriamos perseguidos pela Palavra, como foi Paulo e outros grandes pregadores do Evangelho. Temos que estar preparados para a perseguição também, bem como devemos nos tornar cada vez mais ousados e não ter vergonha do que cremos e nem medo e sermos mais unidos.

Anônimo disse...

URGENTE!

SEGREDOS MALÍGNOS DA MAÇONARIA

http://www.conchiglia.us/PORTUGAL/PT_extra/PT_Piano_Massonico.htm



LUÍS

Marcia disse...

Concordo Elaine,
Está mais do que na hora de todos os cristão, oriundos de todas as igrejas, se unirem e pleitearem por deus direitos enquanto cidadãos!
O Brasil, com a pl-122,vai se tornar a Londres das américas!
Continuemos exigindo que os deputados e senadores nos representem repudiando este projeto de lei que virá amordaçar a igreja cristã e por certo promoverá a heterefobia!

Anônimo disse...

Amigo Júlio, boa noite!

Eu imagino o motivo pelo qual meu comentário sobre a matéria em questão não foi publicado. Sei que não vivemos uma democracia plena em nosso Brasil, e tende a piorar se a mulher com cara de "general ditador" ganhar as eleições(que Deus não permita!). Queira eu ou não, já estamos vivendo a heterofobia, e é melhor que tenho a fazer é não ler mais esses textos em seu blog para não me aborrecer e ser obrigado a ficar calado, pois eu nunca vou sentar para escrever nada politicamente correto sobre gays. Já que perdi o meu sagrado direito de livre expressão, e uma minoria já está tendo mais direitos do que toda a sociedade brasileira, cabe a mim entregar tudo nas mãos de Deus - o que os olhos não vêm, o coração não padece.
A que ponto chegamos! Só acredito porque estou vivendo... meu Deus! tenha pena de pessoas como eu... Podendo ou não, sempre vou dizer em minha família: "ABAIXO A DITADURA GAY".
Foi um prazer conhecer seu blog e saber que ainda existe pessoas dignas como você. Continue firme em sua luta contra a sodomia gay e que Deus de proteja!

ELES QUEREM DILMAnchar A DEMOCRACIA.

um abraço do amigo baiano,

Lúcio