28 de abril de 2010

Pregador americano é preso na Inglaterra por declarar que a conduta homossexual é pecado

Pregador americano é preso na Inglaterra por declarar que a conduta homossexual é pecado

Hilary White
GLASGOW, Inglaterra, 1 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um americano que prega nas ruas foi preso e multado em 1.000 libras em Glasgow por dizer a uma pessoa que estava passando na calçada, em resposta direta a uma pergunta, que a atividade homossexual é pecado. Shawn Holes passou a noite de 18 de março na cadeia, e de manhã confessou culpa diante das acusações de que ele havia feito “comentários homofóbicos… com o agravante de preconceito religioso”.
Holes, de 47 anos, é um fotógrafo de casamentos da cidade de Lake Placid, Nova Iorque, e estava em Glasgow como parte de uma turnê de pregações na Inglaterra com um grupo de colegas ingleses e americanos. Ele disse: “Eu estava conversando de modo geral sobre Cristianismo e pecado”.
“Só falei sobre essas outras questões porque as outras pessoas fizeram perguntas específicas. Havia homossexuais escutando — por volta de seis ou oito — que estavam se beijando e se amassando, e perguntando: ‘O que você pensa disto?’” Um grupo de homossexuais foi até a polícia com uma queixa. Holes mais tarde disse que a situação parecia como uma “armação de ativistas gays”.
“Quando me fizeram perguntas diretas sobre a homossexualidade, eu lhes disse que os homossexuais estavam se arriscando a sofrer a ira de Deus, a menos que aceitassem Jesus”.
A acusação, sob a Lei de Justiça Criminal da Escócia estabelecida em 2003, enfureceu os que defendem a liberdade de expressão na Inglaterra e foi até criticada pelo ativista homossexual Peter Tatchell, que chamou a multa de 1.000 libras “totalmente desproporcional”. Cristãos locais que apóiam o ministério de pregação fizeram uma coleta e pagaram a multa.
Tatchell disse para o jornal Daily Mail: “O preço da liberdade de expressão é que às vezes temos de aguentar opiniões que são desagradáveis e ofensivas. Exatamente como as pessoas têm de ter o direito de criticar a religião, as pessoas religiosas têm de ter o direito de criticar a homossexualidade. Só incitações à violência deveriam ser ilegais”.
Holes relata que na mesma ocasião lhe perguntaram sobre suas opiniões acerca do islamismo e ele disse que cria que há só um Deus cristão verdadeiro e que o Profeta Maomé é um “pecador como o resto de nós”.
Ele disse que dois homens que estavam escutando falaram com agentes policiais, que se aproximaram dele e disseram: “Essas pessoas dizem que você declarou que os homos estão indo para o inferno”.
“Eu disse que nunca diria isso, pois não uso o termo homo. Mas fui preso”.
Peter Kearney, porta-voz da Igreja Católica de Glasgow, disse ao jornal Scotsman. “Demos apoio ao estabelecimento de leis [contra crime de ódio], mas é bem difícil ver como esse homem pode ser acusado por expressar uma convicção religiosa.
“Os fatos desse caso mostram que a declaração dele era patentemente sua convicção religiosa. Sim, ele usou linguagem forte, mas é obviamente uma convicção religiosa e não uma forma de discriminação”.
Gordon Macdonald, da entidade Christian Action Research and Education for Scotland, disse: “Esse é um caso preocupante. Estarei escrevendo ao comandante da polícia Stephen House da polícia de Strathclyde pedindo esclarecimentos acerca da orientação dada aos policiais nessas situações”.
Em notícia relacionada, um juiz regional rejeitou o caso contra outro pregador, Paul Shaw, que foi preso em 19 de fevereiro por causa de comentários que fez sobre a atividade homossexual. Shaw, que não confessou culpa, disse: “Tenho pregado regularmente por três ou quatro anos sem nenhum incidente.
“Em quatro anos, tenho lidado com o assunto da homossexualidade duas vezes. Shaw disse ao juiz que ele era obrigado a agir de acordo com sua consciência e que a homossexualidade é uma questão importante na Inglaterra hoje. O caso foi descartado por falta de evidência e testemunho escrito dos queixantes.
Shaw disse: “Minhas razões foram duplas. Primeira, há uma consequência para o país e para a sociedade se a sociedade não avaliar a diferença entre certo e errado, principalmente óbvia pela homossexualidade.
“Como nação, seremos julgados por Deus num futuro não muito distante e haverá conseqüências terríveis para isso se a homossexualidade não for criminalizada de novo. Segunda, a nível pessoal, como com todos os outros pecados, é necessário se arrepender da homossexualidade a fim de se entrar no Reino de Deus”.
O juiz regional David Cooper disse para Shaw: “Há outros tipos de ‘pecados’. Você acha que conseguiria se concentrar nesses outros um pouco?”
Enquanto isso, um recente estudo conduzido em favor do instituto religioso Theos mostrou que aproximadamente 1/3 dos britânicos pensam que os cristãos estão sendo marginalizados e que a liberdade religiosa está sofrendo restrições. O autor do estudo, o Professor Roger Trigg, escreveu: “Uma sociedade livre jamais deveria entrar no negócio de amordaçar vozes religiosas, sem mencionar no nome da democracia ou fingida neutralidade”.
“Além disso, traímos nossa herança e tornamos nossa posição atual precária se valorizamos a liberdade, mas pensamos que os princípios cristãos que inspiraram o compromisso de muitos aos ideais democráticos são de certo modo dispensáveis”, disse o Professor Trigg.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10040103
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13 comentários :

Atmosfera Densa Gravidade Dobrada disse...

http://atthosmatheus.blogspot.com/2009/11/como-viver-na-nova-ordem-mundial.html


COMO VIVER NA NOVA ORDEM MUNDIAL

Douglas disse...

Como cristão, obviamente não concordo com a prática homossexual, mas devo reconhecer que o ativista homossexual Peter Tatchell merece respeito. Ele quer ser homossexual, tudo bem. Nós sabemos o que Deus diz sobre isso, mas também sabemos que Ele nos deu o livre-arbítrio para fazermos da nossa vida o que nos der vontade (inclusive, seguir a vontade de Deus, obviamente). A atitude dele em defender a livre expressão de quem quer que seja é louvável. O direito de crítica deve ser recíproco. Quem dera todos (ou ao menos a maioria) dos ativistas homossexuais pensassem como Peter.

Herberti disse...

Um conhecido contou que, aqui na cidade onde moro, dois homens entraram em um restaurante e exigiram serem atendidos dentro de uma promoção oferecida pela casa, que dá um bom desconto para casais, alegando serem eles um "casal gay". O gerente, é claro, não aceitou, argumentando que eles não formavam um casal, mas que eram apenas dois homens. Resultado: o gerente foi denunciado e está sendo processado por discriminação e homofobia. E olha que nem existem ainda leis em vigor acerca deste assunto!
Caso a legislação pró-homossexualismo passe (Deus nos livre!!!), teremos um festival de chantagens, extorsões e demais abusos, tudo em nome da anti-discriminação. Cidadãos de bem ficarão nas mãos dos aproveitadores, instalar-se-á um verdadeiro terrorismo gay e a sociedade brasileira, já tão fragmentada por razões culturais e econômicas, irá experimentar uma quase-guerra civil. E ai, o caminho estará aberto para que uma abominável ditadura esquerdista seja implantada com pouca resistência.
Sobre a militância homossexual, começa a pesar uma terrível culpa: a de se deixar ser usada para semear o caos social no Brasil.

CAntonio disse...

Creio que fatos como os descritos poderão acontecer entre nós brevemente.

Acabo de ler o ministro Temporão:
“Esta é a demanda mais importante das travestis, que têm o direito de cuidar de sua saúde. Elas têm problemas específicos e o sistema de saúde tem que atender às suas singularidades”.
Elas (ou eles) deverão ser chamadas pelo nome de guerra, num flagrante desrespeito à lei.

É o final dos tempos?

Marcelo disse...

Temo que o remédio amargo (contra um mal que não existe!) que os ativistas homossexuais querem enfiar goela abaixo da sociedade cause um efeito colateral nada agradável contra eles mesmos. Se eles acham que existe homofobia é porque não imaginaram a grande revolta que os privilégios que querem adquirir causarão nas pessoas de bem, que se virem vítimas dos caprichos de homossexuais inescrupulosos que enxergam a PLC 122 como o "decreto de Hamã" em seu favor. Essa abominação jurídica que visa proteger uma outra abominação moral vai sim é produzir uma onda de ódio e discriminação ainda maior contra os homossexuais. Coitados, espero que acordem a tempo se não quiserem conhecer a verdadeira homofobia.

Julio Severo disse...

Caro Marcelo

Você está certo. Existe a lei da semeadura, que a Bíblia ensina muito bem. Os ativistas homossexuais estão semeando muito ódio. Eles vão colher o que estão plantando.

Anônimo disse...

Seria engraçada se não fosse séria a hipocrisia dos que defendem o Estado laico quando os mesmos dizem que o tal é para garantir a liberdade de religião e de culto sem o privilégio e imposição obrigatória de uma só religião oficial. Bem pelo menos em teoria deveria ser, e seria muito bom se fosse só isso mesmo; mas o que percebemos é que a tão propalada ideia laicista tem servido, na verdade, para ocultar o estabelecimento progressivo de um totalitarismo ateu, relativista e hedonista. Se o objetivo do laicismo fosse de fato a liberdade religiosa, as religiões teriam, como consequencia a devida liberdade para cultuar e expressar os seus respectivos pensamentos religioso doutrinários, seja em termos de exposição de suas doutrinas fundamentais ou na forma de crítica apologética àquilo que se contrapõe às suas verdades religiosas, sendo vedadas, é claro, apenas atitudes em que pessoas ou grupos, seja em nome da religião ou de qualquer ideologia quisessem impor suas ideias aos outros através de violência ou terrorismo. Mas o que temos percebido frequentemente é o fato de um progressivo patrulhamento ideológico sobre a atividade religiosa, chegando-se ao cúmulo da interferência estatal sobre os preceitos doutrinários religiosos (em especial do cristianismo). Neste ínterim há uma contradição essencial por parte daqueles que defendem a ideia do laicismo, pois se o Estado é laico (sem religião) qual é a sua legitimidade de ação sobre as doutrinas religiosas? Em miúdos, o que o Estado entende sobre religião para querer determinar quais sejam as verdades religiosas válidas? Que competência tem o Estado para isso? A resposta é que o marxismo (que é a ideologia preferida de grupos, organizações e ONGs de ação afirmativa e dos “politicamente corretos”) sempre considerou a religião como um mero ópio, ou melhor dizendo, uma droga daninha que precisa ser extirpada da humanidade para que seja estabelecido o ideal da sociedade perfeita, aonde o ser humano e seus desejos (e vícios) sejam o centro de toda a verdade e o Estado o “deus” de todos. Não devemos nos surpreender se, em algum dia desses for promulgada uma lei que determine a proibição de venda e impressão de Bíblias, sobre o pretexto de ser considerada esta como sendo politicamente incorreta ou homofóbica e portanto incitadora de ódio e de crimes contra a humanidade. A realidade é que estamos vivendo os últimos dias da Igreja na terra e como disse Jesus: “Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui. “ (João 14: 29,31). Paz, graça e misericórdia a toda Igreja de Cristo Jesus na terra. Maranata!

JOÃO BATISTA JÚNIOR

carloshenrique disse...

Bom, Júlio Severo, na Bíblia se alerta contra a tolice.
E, o prudente sempre busca medir as conseqüências dos seus atos, Agora o tolo cava a sua própria sepultura sem o perceber.
O movimento homossexual em sua incapacidade de medir as próprias conseqüências dos seus próprios atos e daquilo que defende, como tolos que cavam a própria sepultura, estão a cavarem a própria sepultura e a colocarem no fim das contas a própria população contra eles próprios.
O fim disso tudo será que o primeiro governante que resolver punir os homossexuais da forma mais enérgica e mais inimaginável possível, por causa do próprio movimento homossexual que luta para calar aqueles que lhe são divergentes, terá argumentos suficientes para fazer tal punição enérgica e sem piedade contra os próprios homossexuais, e a população que no tal tempo vai estar cansada do movimento homossexual não vai se lhe opor.
É justamente o que os próprios homossexuais estão plantando e certamente irão colherem, pois tudo o que se planta se colhe.

Julio Severo disse...

Prezado Douglas

O livre arbítrio que Deus deu não é parcial. É total. Isto é, as pessoas podem estuprar crianças, assassinar multidões, praticar sodomia com a ameaça concorrente de estuproes de crianças, que há o livre arbítrio. Mas depois virá o juízo. Contudo, o Estado ideal deveria coibir todas essas condutas, não fomentá-las.

Conspiracao disse...

Pessoal verdade seja dita. Leiam o blog do pregador.
Tive a impressão que ele cometeu dois erros: O primeiro foi cair na isca que os homosexuais lançaram para ele. Ele deveria, em amor e com sabedoria, ter respondido as provocações dos gays. Provavelemnte nao foi isso que aconteceu. Tentaram fazer isso com Jesus também, mas Ele com sabedoria, "saiu pela tangente" - "Dai a César o que é de César".
O segundo erro e mais grave foi ele ter feito um acordo no qual ele (seus amigos) pagaram uma multa e ele assumiu que era culpado, saindo assim da cadeia. Os escoceses estão agora mais preocupados ainda, pois esse pregador voltou para os EUA , mas deixou uma jurisprudencia perigosa para trás. Agora ficou mais fácil para se prender pregadores na Escócia!
Pessoal, o fim dos tempos está aí e precisamos ter sabedoria para enfrentar esse mundo tenebroso.

Julio Severo disse...

Concordo com você, Conspiração. Essa multa maldita nunca deveria ter sido paga. Ao fazer o acordo, o pregador covarde concordou com o Estado. Enquanto muitos ativistas gay são movidos por sentimentos tirânicos, muitos cristãos são movidos pela covardia diante da tirania.

Anônimo disse...

Na verdade a multa foi muito baixa. Pregações como estas deveria ser inafiançáveis.

Acho também que o pregador não foi covarde, apenas se arrependeu do ato vergonhoso e indigno perante Deus.

Espero que depois dessa lição as leis do deus de israel tenderão a cair no desuso e prevalecerá a lei do verdadeiro criador.

Investigador Cristão disse...

Parece, se não estou enganado, que está se formando uma inquisição, em que cidadãos precisam responder na Justiça sobre suas palavras e pensamentos, sem a preocupação com aquilo que poderia se configurar como um crime, que seria o caso da injúria.

Detalhe:
o pregador, ao se confessar "culpado", fez o mesmo que muitos cristãos fizeram na época de Roma, quando tinham a opção de negar a Cristo diante dos magistrados.

Eu sou um cristão, e tenho o direito de entender que os homossexuais cometem um pecado que os afasta de Deus e (em uma conclusão teológica simplória) os condena, sim, ao inferno.
Aliás, da mesma forma que os ladrões, homicidas, adúlteros ou mentirosos.

Porém, é falso que os homossexuais se sintam incomodados com isso. Há situações em que pode haver injúria, como situações em que é apenas um pretexto (parece ser essa a situação).
Contudo, a criminalização da opinião com agravante religioso abre caminho para um expediente totalitário que não se via desde que me entendo por gente.

Ademais, fica claro que a questão feita pelo tribunal escocês é distinta da dos romanos, mas o eixo da perseguição se torna o mesmo.