29 de abril de 2010

Casal cristão é forçado a vender hotel depois de ser absolvido de acusações de discriminação religiosa

Casal cristão é forçado a vender hotel depois de ser absolvido de acusações de discriminação religiosa

Hilary White
LIVERPOOL, Inglaterra, 1 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um casal cristão da Inglaterra foi forçado a colocar seu hotel à venda, mesmo depois de ter sido absolvido de todas as acusações num caso de discriminação religiosa. Ben e Sharon Vogelenzang disseram que a atividade comercial em seu Hotel Bounty House, de nove dormitórios, se desmoronou e eles estão perdendo 8.000 libras por mês.
O casal está recebendo ajuda do Instituto Cristão e está considerando ação legal contra a polícia de Merseyside e a promotoria federal. As acusações foram feitas em abril de 2009 por uma cliente do hotel que se converteu ao islamismo. Ericka Tazi acusou o casal de insultar as convicções religiosas dela durante uma discussão sobre religião, dizendo que Maomé era um “déspota” e que as mulheres muçulmanas são oprimidas, depois que ela deixou seu quarto vestindo o tradicional Hajib muçulmano. A polícia de Merseyside lançou uma investigação e acusou o casal de crime contra a ordem pública, com agravante religioso.
Numa decisão que foi comemorada como vitória pela liberdade de expressão, o juiz regional Richard Clancy do tribunal de pequenas causas rejeitou as acusações, dizendo que não dava para se confiar no relato da Sra. Tazi. A polícia de Merseyside está sendo muito criticada por perturbar os dois hoteleiros, que são cidadãos que cumprem a lei.
“Antes das acusações, nós realmente não tínhamos sentido os efeitos da recessão, pois recebíamos clientes regulares, que eram pacientes que compareciam aos cursos de alívio de dores no Centro Walton, parte do Hospital Aintree”, Ben Vogelenzang disse para a imprensa local. Apesar de receber doações de cristãos do mundo inteiro, o casal disse que está com dívidas de 400.000 libras.
“Aproximadamente 80 a 90 por cento de nossos dormitórios estavam sempre ocupados, mas desde as acusações temos tido só dois a três clientes por semana. Até mesmo depois que fomos absolvidos, o negócio não voltou ao normal — tudo por causa de uma inocente conversa que ocorreu em nossa sala de refeição”.
O casal, que tem cinco filhos adotados, poderá agora ser forçado a colocar seu negócio à venda a fim de pagar aos credores. Se não conseguirem vender o hotel, eles poderão ir à falência.
“O hotel estava indo muito bem, e tínhamos um trato em vigor com um hospital local para dar acomodação para pacientes num programa de tratamento de um mês”, disse Ben Vogelenzang. “Mas logo que essa calúnia infundada foi inventada o hospital parou de usar o hotel e muitas de nossas outras atividades comerciais sofreram muito por causa dos efeitos secundários”.
Apesar de ter sido absolvido de todas as acusações, o casal diz que pelo fato de que o caso levou oito meses para ser julgado, seu negócio sofreu um grande declínio e o relacionamento com o programa do hospital foi perdido. “Temos tentado todo esforço possível para salvá-lo, mas o banco não nos dará mais nenhum tempo ou dinheiro. Devido inteiramente ao caso judicial, hoje estamos sem condições de pagar nossas contas e estamos sendo forçados a ir ao leiloeiro para vender o hotel”.
“Estou muito amargurado com o modo como a polícia de Merseyside lidou com o caso”, disse ele. “Uma policial em particular disparou nas alegações e ela era como um cachorro com um osso. Não havia nenhuma evidência real contra nós, mas ela não queria largar o caso”
Na audiência, as acusações foram descartadas imediatamente. O juiz Richard Clancy disse naquela ocasião: “Vocês levantaram a questão da liberdade de expressão. A União Européia dá a todos nós o direito à liberdade religiosa, e pessoas não têm medido esforços para preservar essa integridade”.
Um porta-voz da promotoria federal respondeu ao veredicto dizendo: “Ainda assim, levaríamos adiante um caso semelhante no futuro, pois cremos que é do interesse público”.
A polícia de Merseyside também se recusou a admitir que errou. Um porta-voz disse: “Respeitamos a decisão do tribunal hoje. Crime de ódio não é só racismo — pessoas podem ser tornar alvo de ataques por causa de sua deficiência física, raça, religião ou convicção, orientação sexual e identidade de gênero.
“Todos os incidentes de crime de ódio são investigados totalmente pela polícia de Merseyside e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros, principalmente com a promotoria federal, para levar adiante tais incidentes nos tribunais”.
Mas Ben Vogelenzang disse que ele e sua esposa estão “devastados” com a perda de sua subsistência, mesmo depois de serem completamente absolvidos. “Muitas pessoas achavam que quando ganhássemos no tribunal, tudo estaria resolvido. Na realidade, o caso nos levou à beira da destruição, de modo que não foi de forma alguma uma vitória”, ele disse para o jornal Daily Mail.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10040102
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4 comentários :

Anônimo disse...

Seria engraçada se não fosse séria a hipocrisia dos que defendem o Estado laico quando os mesmos dizem que o tal é para garantir a liberdade de religião e de culto sem o privilégio e imposição obrigatória de uma só religião oficial. Bem pelo menos em teoria deveria ser, e seria muito bom se fosse só isso mesmo; mas o que percebemos é que a tão propalada ideia laicista tem servido, na verdade, para ocultar o estabelecimento progressivo de um totalitarismo ateu, relativista e hedonista. Se o objetivo do laicismo fosse de fato a liberdade religiosa, as religiões teriam, como consequencia a devida liberdade para cultuar e expressar os seus respectivos pensamentos religioso doutrinários, seja em termos de exposição de suas doutrinas fundamentais ou na forma de crítica apologética àquilo que se contrapõe às suas verdades religiosas, sendo vedadas, é claro, apenas atitudes em que pessoas ou grupos, seja em nome da religião ou de qualquer ideologia quisessem impor suas ideias aos outros através de violência ou terrorismo. Mas o que temos percebido frequentemente é o fato de um progressivo patrulhamento ideológico sobre a atividade religiosa, chegando-se ao cúmulo da interferência estatal sobre os preceitos doutrinários religiosos (em especial do cristianismo). Neste ínterim há uma contradição essencial por parte daqueles que defendem a ideia do laicismo, pois se o Estado é laico (sem religião) qual é a sua legitimidade de ação sobre as doutrinas religiosas? Em miúdos, o que o Estado entende sobre religião para querer determinar quais sejam as verdades religiosas válidas? Que competência tem o Estado para isso? A resposta é que o marxismo (que é a ideologia preferida de grupos, organizações e ONGs de ação afirmativa e dos “politicamente corretos”) sempre considerou a religião como um mero ópio, ou melhor dizendo, uma droga daninha que precisa ser extirpada da humanidade para que seja estabelecido o ideal da sociedade perfeita, aonde o ser humano e seus desejos (e vícios) sejam o centro de toda a verdade e o Estado o “deus” de todos. Não devemos nos surpreender se, em algum dia desses for promulgada uma lei que determine a proibição de venda e impressão de Bíblias, sobre o pretexto de ser considerada esta como sendo politicamente incorreta ou homofóbica e portanto incitadora de ódio e de crimes contra a humanidade. A realidade é que estamos vivendo os últimos dias da Igreja na terra e como disse Jesus: “Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui. “ (João 14: 29,31). Paz, graça e misericórdia a toda Igreja de Cristo Jesus na terra. Maranata!

JOÃO BATISTA JÚNIOR

Bee disse...

Imagina se a mulher tivesse tb dito que Maomé era um pedófilo (considerando-se que sua noiva Aisha tinha apenas 14 anos qdo consumou o casamento com ela)!!

Parece-me que qualquer prática e credo está protegido contra "crimes de ódio", menos o cristianismo. O panorama apocalíptico de perseguição e morte aos que professam o nome do Altíssimo e guardam os seus mandamentos já está "assando no forno". Louvado seja Deus porque estará ao nosso lado nos sustentando nas provações que virão.

Docil 43 disse...

Ola! Concordo totalmente com Julio Severo e o Anonimo em cima. Ate mais e fiquem com Deus!

bebeto_maya disse...

Peraí: uma coisa é crime de ódio outra é "crime de consciência". O casal não mentiu, realmente o islamismo radical representa opressão e perseguição, ao tempo que não proibiu ninguém de manifestar sua opinião e religião.

É temeroso o estado de coisas em que se encontram Inglaterra e Canadá: Quanto mais apanham dessa turma de fanáticos terroristas, mas insiste em criar leis para defendê-los da "maldita civilização judaíco-cristão ocidental".