11 de abril de 2010

Casal brasileiro recebe condenação criminal por educar filhos em casa

Casal brasileiro recebe condenação criminal por educar filhos em casa

Veredicto dado apesar de que os filhos passaram em provas de admissão para faculdade de direito — com as idades de 13 e 14

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina
MINAS GERAIS, Brasil, 26 de março de 2010 (Notícias Pró-Família) — Apesar do fato de que seus filhos passaram difíceis provas impostas pelo governo, e até se mostraram qualificados para a faculdade de direito com as idades de 13 e 14, Cleber Nunes e sua esposa Bernadeth, que educam os filhos em casa, levaram uma bofetada de multas equivalentes a um total de 3.200 por recusarem submeter seus filhos ao sistema escolar brasileiro.
Contudo, Nunes disse para LifeSiteNews.com (LSN) que ele não tem intenção de pagar a multa, embora diga que poderia ter de passar de 15 a 30 dias na cadeia se não pagar.
Embora a educação escolar em casa seja comum em muitos países, inclusive nos Estados Unidos, e esteja associada a níveis mais elevados de realização acadêmica, é completamente proibida no Brasil, onde o governo se tornou cada vez mais intrusivo em recentes décadas depois do estabelecimento de um regime socialista na década de 1990.
Desde que Nunes começou a educar em casa seus dois filhos mais velhos há quatro anos, sua família vem sendo submetida a freqüentes ameaças de multas, prisão e perda de custódia. No entanto, ele vem resistindo com firmeza e seu caso ganhou atenção nacional.
O veredicto de culpado no caso criminal contra Nunes, que vem depois de dois veredictos negativos num caso civil paralelo que terminou há um ano, foi dado apesar do fato de que David e Jonatas Nunes haviam passado uma difícil bateria de provas impostas pelo tribunal criminal.
“Eles haviam pedido que os meninos fizessem as provas para avaliar o nível de conhecimento deles, e também testes psicológicos para avaliar a saúde mental deles”, Nunes disse para LifeSiteNews (LSN). “Parece que o único resultado válido que eles esperavam era o fracasso dos meninos”.
As provas impostas pelo tribunal nos filhos de Nunes foram tão difíceis que uma das professoras que as haviam elaborado confessou que ela mesma não conseguiria passá-las. Contudo, David e Jonatas Nunes passaram nos exames por diferenças de cinco e oito pontos percentuais.
Apesar do desempenho de seus filhos, porém, o governo de novo deu decisão contra Nunes, desta vez em tribunal criminal, e ordenou uma multa. A quantia total em multas que Nunes está devendo como conseqüência das decisões contra ele se acumularam em mais de $3,200 em dólares americanos.
“Se eles impõem provas significa que se deve considerar duas possibilidades. Eles poderiam estar sofrendo de abandono intelectual ou não”, Nunes disse para LSN. “Em outras palavras, eles estavam tentando provar que [meus filhos] eram vítimas. Mas eles foram aprovados. Mesmo assim, o governo continuou dizendo que somos criminosos”.
Nunes diz que apesar de seu sucesso, o juiz decidiu contra ele por causa de seu estilo de educação escolar em casa, no qual os filhos dirigem seu próprio aprendizado, enquanto Nunes supervisiona o processo.
“O juiz disse que deixamos nossos filhos aprendendo sozinhos”, disse Nunes. “Ele reconheceu que eles passaram no exame de admissão da universidade e nas provas, mas ele disse que foi por causa dos próprios esforços deles”, acrescentou ele, chamando isso uma “piada”.
“Eles querem assumir o controle deles, de suas mentes”.
Nunes diz que decidiu não recorrer da decisão, pois o Supremo Tribunal Federal já recusou ouvir o apelo de seu caso civil. Embora ele tenha pago a multa de sua esposa para poupá-la da prisão, ele diz que não pagará sua própria multa.
“A coisa natural é recorrer, mas não confio nos juízes do Brasil”, Nunes disse para LSN. “Eles já mostraram quem são e o que querem. Eles não estão interessados em proteger nossas crianças… Eles querem assumir o controle delas, de suas mentes, eles as querem fora de casa”.
Embora tenha recusado acatar as decisões contra si, Nunes atualmente não enfrenta mais dificuldades legais devido à educação escolar de David e Jonatas, pois eles estão agora além da idade de escolarização compulsória.
Contudo, sua filha logo poderá ser submetida à escolarização compulsória no Brasil. Ela logo fará quatro anos, idade em que a escolarização compulsória começa no Brasil.
Informações de contato:
Cleber Nunes pode ser contatado em: cleber@andradenunes.org
Cobertura anterior de LifeSiteNews:
Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais
Shock: Brazilian Homeschooling Parents Face Arrest Even after Early-Teen Sons Pass Law School Exams
Family appeals case to Brazilian Supreme Court
Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa
Adolescentes que estudam em casa alcançam vitória surpresa em confronto com o governo
Casal que ensina em casa poderá ser preso se seus filhos falharem em duros testes governamentais
Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais
Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/mar/10032601.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

9 comentários:

João disse...

O que move nossa política atual é a valorização do sentimento de inveja e do ressentimento, pais emocionais do comunismo.

Se os filhos desse casal não tivessem passado nos testes nem nos vestibulares ninguém se importaria com eles e o fato deles serem educados em casa passaria desapercebido.

O sucesso desses jovens faz com que o povo se conscientize da educação lixona que seus filhos estão tendo nas escolas.

Anônimo disse...

Estou chorando de triste e revoltado demais com essa notícia. Se eu fosse esses filhos, se meus pais fossem presos e acusados, eu os defenderia e acusaria os juízes de ser agentes de Satanás, ladrões, corruptos, manipuladores, socialistas e satanistas, eu diria aos juízes que eu os odiaria e também odiaria a polícia brasileira, eu recusaria me submeter ao sistema escolar brasileiro, vou junto com meus pais para a prisão. Agora virei cristão fundamentalista antilulista e antipatriota!

!! disse...

Esse juíz é um imbecil. Um legalista reacionário que não entende que a letra da lei não é um fim em si mesma, e que o que importa é o fim que ela visa alcançar. A obrigação de matricular os filhos na escola tem a função de garantir a educação, a socialização, coibir o trabalho e mendicância infantil, preparar os futuros cidadãos. A lei não pode ser encarada como uma criança birrenta que quer por que quer. Espero que os tribunais corrigam essa estupidez.

Obs: Pra completar, a qualidade das escolas públicas nesse país é uma porcaria (sem comentar a segurança!!). Esse juíz vai se comprometer a pagar escolas particulares para esses meninos? Claro que não.

Esli Soares disse...

Olá Julio,

Não que eu concorde com essa loucura de obrigar os meninos a estudarem no sistema educacional formal, que – diga-se de passagem (bem de passagem) – é péssimo meu, haja vista que uma das professora que elaborou a prova admitiu não conseguir respondê-la (o que expõem a cabalmente a fraqueza do “sistema” educacional), minha critica (se é que farei uma crítica) é o uso da expressão ‘governo’.

Na verdade, Julio, embora não seja tão mais exato assim, o termo certo é ‘sociedade’. A sociedade brasileira que vive ainda como (se acha) vítima (seja do Collor, do FMI, dos militares, do imperialismo ou dos portugueses) e em ‘pavor’ solta as rédeas; fica calada; se sente impotente; que é desinteressada; que gosta é da cachaça e do pagode; deixa o que importa para lá e espera uma nivelação (automática e irrefletida) com os países desenvolvidos.

É preciso considerar (denunciar) que o choque opiniões, o conflito de leis e interesses, a necessidade de pensar, arquitetar um solução, ‘cansa’ muito os brasileiros. Quem, dentre nós, realmente participa do preito? Quem se interessa por fiscalizar as contas públicas, que são públicas? Quem lê os projetos de leis? A agenda dos governantes? Quem se dá o caso de avaliar os ‘desenhos animados’ que os filhos assistem nas manhãs de sábado? Quem? Quem?

Na verdade somos culpados (todos) por não nos interessarmos por esses casos, por soltarmos fogos na condenação de um pai que mata sua própria menininha (devíamos todos chorar, pelo ato brutal daquele casal, e tristemente lamentar por que aquilo é sintomático da nossa própria vida); por não discutirmos religião, futebol e política; por não lembrar o nome do último candidato ao senado; por não utilizar as ferramentas sociais que caducam; por permitir que por omissão alguém fale por nós; por fim (ou talvez ‘por de início’) por não dobrarmos nossos joelhos e nem erguermos as nossas mãos para obedecer a Deus.

Em lamento, mas em esperança...
Graça e paz.

Esli Soares

Henrique Lima disse...

Julio, esse não é uma caso de crime homossexual? http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1565584-5598,00-EM+VIDEO+SUSPEITO+INDICA+LOCAL+ONDE+ENTERROU+CORPOS+DE+JOVENS+DESAPARECIDOS.html

pastor Renato disse...

Eu não sei onde vamos parar.
Esses dias a guarda municipal de alguma cidade de sp. tomou a criança a forca da mãe, por que ela era cigana enquanto isso um pivete de 12 anos já tinha várias passagem pela polícia não perde a guarda do pivete. e agora isso e lamentável.

Marcia disse...

O tal "jeitinho brasileiro", na verdade é a acomodação frente as esmolas dadas com nosso própio dinheiro!
Vejo diariamente pessoas "cultas", mas sem a menor sabedoria dizer-se indiferente aos problemas alheios, esquecendo-se que o alheio é o social e que por xs cai na nossa porta como respingos da falta de um posicionamento!
esperança temos, mas que irrita ver uma multidão caminhando para seu própio fim sem ao menos incomodar-se em perguntar, ah! isto é tremendamente irritante.
Deus nos defenda.

Investigador Cristão disse...

Eu trabalho em uma escola com aproximadamente 700 alunos e, de cabeça, tenho conhecimento de pelo menos 5 crianças que são vítimas daquilo que a lei define como a "Abandono Intelectual".

São crianças cujos pais não matricularam ou não garantiram frequência à escola, mas não para ensinar em casa (homeschooling, ao qual não defendo), e sim para não ensinar nada em lugar algum.

São processos que estão nas mãos do juiz da vara da infância e da juventude e os responsáveis jamais serão multados, apenas porque se comprometeram (por escrito) diversas vezes a realizar o que nunca cumpriram.
Além, é claro, de serem famílias pobres - embora isso não seja desculpa, já que o ensino é gratuito, e famílias bem mais pobres enviam seus filhos à escola.

Diante dessa flagrante incongruência, o que posso dizer que aconteceu em Timóteo-MG?

Perseguição religiosa.
Pura, simples e traiçoeira.
O Império voltou.

Anônimo disse...

na verdade é o cumulo ver a justiça, querendo condenar pessoas como esses pais.perdendo tempo uem garante q essas crianças estaria no nivel q eles estao se estive in do a escola ; ñ só escola publica como escolas particular tbm.hj em dia só aprende quem quer e a justiça só lamento, com tanta coisa p fazer néh,na verdade existe milhoes de crianças sem estudar e casa e em escola e ai oq vao fazer nada né pq ñ esta na midia essas crianças, o mal do é do brasil e sim dos seus governantes q nós mesmo colocamos p governar