26 de março de 2010

Uma solução de 2 estados — para os EUA

Uma solução de 2 estados — para os EUA

Joseph Farah
No mundo inteiro ouvimos clamores pedindo uma solução de dois estados para a crise do Oriente Médio.
Não é segredo para ninguém que os muçulmanos recusam viver em paz e harmonia com seus vizinhos judeus. Por isso, Barack Obama, Hillary Clinton e a maior parte do Partido Democrata e, aliás, boa parte do resto do mundo querem que a nação de Israel seja ainda mais dividida para criar um novo estado “palestino” — como um tipo de recompensa pelos 50 anos de terrorismo e ódio autodestrutivo instigado pelos muçulmanos árabes contra o Estado judeu.
Isso nunca fez sentido para mim, como ex-correspondente na região e como cristão de ascendência árabe cujos avós fugiram do Oriente Médio porque os muçulmanos eram igualmente inospitaleiros para eles.
Mas essa idéia de uma solução de dois estados está crescendo em mim.
Não para o Oriente Médio, mas — veja bem — para os Estados Unidos.
Os EUA nunca estiveram tão divididos e polarizados por cosmovisões fundamentalmente conflitantes desde a Guerra da Secessão.
Isso é fato.
Recentemente, testemunhamos os adeptos de uma cosmovisão imporem sobre a outra um sistema de saúde nacional imoral e totalmente ilegal que está condenado à total falência e fracasso.
Muitos americanos não agüentam mais. Dezenas de estados estão fazendo fila para desafiar a legislação. É provável que centenas de milhares de cidadãos e organizações lutarão nos tribunais contra a ordem coerciva.  
Esse é apenas o mais recente e mais impactante exemplo do que vem ocorrendo nos EUA há muito tempo — tudo por causa de irreconciliáveis diferenças de cosmovisão.
Uma cosmovisão vê o governo como solução para todos os problemas da terra — inclusive “crises” inventadas, embusteiras e fraudulentas como o “aquecimento global”.
A outra cosmovisão crê em governo autônomo, sustentando que o poder do governo tem de ser estritamente limitado se quisermos preservar a liberdade.
A menos que nos separemos, uma dessas duas cosmovisões vai acabar perdendo.
Nem sempre tivemos esse problema nos EUA, porque a nação foi fundada no princípio do governo autônomo, com limites estritos no poder do governo federal em Washington.
Mas, exatamente como os muçulmanos no Oriente Médio, que não se importam com a obediência às leis e não ligam para o uso da força para impor sua própria vontade, os estatistas dos EUA pensam e agem dessa mesma forma.
No final das contas, a maioria das pessoas nos EUA que exigem uma solução de dois estados para Israel é estatista. Portanto, certamente eles verão a sensatez do meu plano. Afinal, o que é bom para um é bom para o outro.
Se Israel tem de ser forçado a mutilar sua própria propriedade permanente para aplacar extremistas religiosos armados e irados que buscam destruir o estilo de vida israelense, não consigo imaginar um motivo por que os estatistas não estariam dispostos a entregar parte deste grande país para aqueles de nós que simplesmente queremos viver sob o Estado de direito e a vontade do povo.
Qual é a diferença?
Na verdade, com toda a retórica venenosa que ouço dos estatistas acerca de americanos tradicionalistas, acho que eles ficariam entusiasmados sobre separação.
Com certeza, eu estou.
O problema, é claro, é que os estatistas sabem que o país deles não duraria um mês sem todas as pessoas produtivas que compõem a parte dos EUA que não é estatista. O estatismo só funciona tirando dinheiro das pessoas, explorando-as, parasitando-as, coagindo-as, taxando-as e oprimindo-as. Os estatistas sabem bem que os que não são estatistas não têm nenhum outro lugar para ir — e é desse jeito que os estatistas gostam. È desse jeito que eles necessitam disso.
Contudo, a menos que nós que não somos estatistas consigamos retomar nosso país de volta em médio prazo, acabaremos sendo forçados a adotar minha solução de dois estados sem pedir permissão. Afinal, a Declaração de Independência e a Constituição estão do nosso lado nessa questão. São os estatistas que estão quebrando a lei.
Joseph Farah é fundador e presidente de WND.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

2 comentários :

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Amado irmão,apesar de estar com um pouco de sono porque estou acordada desde quase 4 horas da manhã..rsrs não consigo ficar sem passar aqui. E quando vejo essa sua postagem, não consigo não linkar e levar para meu blog. Ah... Júlio, meu irmão, que o Senhor Jesus proteja você e você, querido, continue sendo este vaso lindo e cheio de verdade dEle,CQC... né? Pois é... ou não somos de Jesus, né, não?
Que postagem inteligente. Poderia mandar para Lula.
Fico pau da vida de ver o povo querendo se meter na terra de Israel... aquela nadica... mas tão poderosa... Fala sério, né?
Povo que brinca com Deus. Nâo aprende a lição.
Que bom, manomigo, que você fala sério... Que bom...
Todas as injustiças que você passou no Brasil porque queria o bem, você terá dupla honra. Dupla honra! Dupla Honra!
Um abraço cheiinho de Jesus na "familhona que você forja"!
E obrigada por nos ensinar tanto.
Brasil será conhecido como o País dos que falam sério. Em Nome de Jesus!E Você está falando sério a muito tempo.Eu nem sabia, te conheço a pouco tempo, mas você está forjando.

olha a palavrinha:
devort
"devo ter" o seu mesmo dna...kkkkkk

Maximiano Henrique Rebequi dos Santos disse...

Saudações
Talvez se os fiéis pagadores de impostos dos EUA deixarem de lado alguns impostos, teriamos o mesmo efeito.
Os americanos deveriam atrasar o salário do "Babacaobama".