13 de fevereiro de 2010

Paganismo feminista na Revista Ultimato?

Carta enviada à Revista Ultimato em referência ao texto “Deus — Pai ou Mãe?”

Franklin Ferreira
Conquanto a revista Ultimato tenha um lugar de importância entre os periódicos evangélicos publicados no Brasil, alguns de seus autores têm difundido repetidas vezes opiniões que vão além do que nos é revelado nas Escrituras e em oposição à tradição evangélica. Em sua edição 318, de maio-junho de 2009, esta revista publicou o texto “Deus — Pai ou Mãe?”, escrito por Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, e presidente da JOCUM (Jovens com Uma Missão). Em 9 de junho de 2009 escrevi uma carta para a revista sobre este texto. Somente em 26 de agosto de 2009 recebi um tipo de resposta-padrão da editora: “Recebemos seu comentário, ele é sempre bem-vindo. Por uma questão de espaço nem toda correspondência que recebemos é publicada. Suas críticas, sugestões e/ou observações serão encaminhadas ao diretor-redator e articulistas para que eles tomem conhecimento”.
Abaixo, posto minha correspondência para a revista, ligeiramente revisada e editada.

Prezados irmãos,            
Preciso confessar que já há algum tempo ando desencantado com a revista Ultimato. Quando servi como membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, entre 2000-2007, minha esposa cuidou da livraria daquela comunidade. Fazíamos questão de promover a revista Ultimato, inclusive por meio de assinaturas, mesmo discordando de um ou outro texto — especialmente os de Ricardo Gondim e, algumas vezes, os de Robinson Cavalcanti e Paul Freston. Aliás, antes disso até, minha esposa já divulgava a Ultimato através de uma assinatura coletiva que mantinha com seus colegas de trabalho.
Hoje sirvo na equipe pastoral de uma igreja batista em São Paulo, e não tenho mais como indicar a revista como referência para os membros destas igrejas. O último escrito da Bráulia é um exemplo do que quero dizer. O texto intitulado “Deus — Pai ou Mãe?” é generalista, grosseiro e pagão.
Por exemplo, ela escreve a partir de sua experiência pessoal: “Minha experiência não é diferente do que é vivenciado pela maioria da população brasileira e do mundo. Mãe pra nós é igual amor caloroso, quente, cheiroso, vivo. Pai já é mais complicado. Pra muitos, infelizmente, pai significa abuso, violência, abandono, dor”. Bom, me permita compartilhar minha experiência. Eu sou pai de uma filha; ela tem oito anos. Não só a compreensão que tenho do que a Bíblia ensina sobre Deus o Pai, mas o que ela ensina sobre a paternidade me ajuda a agir para ser um pai de verdade para ela; duvido que a minha filha (inteligente e perceptiva que só) concorde com o que a Bráulia escreveu. E minha experiência como filho de igual forma não me permite concordar. Aliás, preciso notar que a autora consegue saltar de sua experiência pessoal para uma generalização infundada. Se ela supõe falar em nome de “muitos”, ela tem que provar seu argumento. Ela precisa mostrar quem são a “maioria da população brasileira e do mundo” que concorda com ela. Ou, se não, que ela restrinja-se a falar somente a partir de sua experiência pessoal, e pare de se esconder atrás de supostos “muitos”. Por outro lado, muito irônica a reportagem do Fantástico no domingo retrasado (24 de maio de 2009); uma mãe oferecendo sua filha para um “programa sexual” por... quatro garrafas de cerveja. E, depois, querendo vender sua filha por míseros R$ 500,00. Puxa! Isto é que é “amor caloroso, quente, cheiroso, vivo”! Segundo o Jornal Nacional, essa mãe foi presa na terça-feira passada (2 de junho de 2009). Mas esse é apenas um dos milhares de exemplos negativos em nosso país, em que há fartos exemplos de mães abandonando seus filhos ainda recém-nascidos. Menos generalidades superficiais, por favor. Em vez de fazer uma caricatura da paternidade, contrapondo-a superficialmente à suposta “perfeição” da maternidade (como se o pecado não desfigurasse igualmente maternidade e paternidade), ela faria muito melhor se mostrasse o que vem a ser a verdadeira paternidade e maternidade à luz da Bíblia. Não será ridicularizando ou rebaixando a paternidade que ela ajudará os homens a serem homens de verdade e verdadeiros maridos e pais.
Mais adiante, Bráulia escreveu: “Na América Latina, o continente onde o pai veio de longe e ao nos estuprar nos concebeu bastardos, vivemos no vazio da imagem masculina do amor. O pai se foi, e dói em nossa alma órfã”. Presumo que ela fale aí dos estrangeiros que vieram prá cá, para povoar e trabalhar nesta terra, em meio a grande sacrifício, fugindo da fome e da guerra no Velho Mundo e no Japão. Como muitos brasileiros, meu pai era português. O único membro da família que se converteu ao evangelho. Literalmente, morreu de tanto trabalhar (e ainda estudava num seminário teológico à noite, pois almejava servir no ministério pastoral) para dar uma vida digna para sua família. Exemplo de retidão e paixão pelo evangelho. Mais uma vez, Bráulia só pode falar por ela. Generalizações são toscas.
No fim, o pior. Ela terminou o texto orando com um ímpeto típico daqueles influenciados pela teologia feminista: “Pai-Mãe nosso celestial, acima do gênero e falhos modelos humanos, tenha piedade de nós, nos ajude a conhecer o verdadeiro amor...” Tomo a liberdade de citar, abaixo, o que escrevi com meu colega Alan Myatt na Teologia Sistemática que Edições Vida Nova publicou em 2007 (páginas 248-249). Respondemos ao uso indevido de imagens femininas para caracterizar Deus — prática bastante comum entre os pagãos do Antigo Testamento, que atribuíam sexualidade à divindade, como Baal e Astarote. Ao ir além da linguagem bíblica inspirada, que, no que se refere a Deus, é analógica — como ensinou João Calvino há muito tempo atrás, é a linguagem da acomodação da misericórdia divina —, Bráulia se colocou ao lado dos que abraçaram a teologia liberal e das feministas pagãs de nossa era. Se ela não se limitar agora à linguagem bíblica, não será um suposto “bom senso” que irá impedi-la de, em pouco tempo, tratar a deidade por... “Deus/a” ou, pior, “deusa”.
Lamento muito que a Ultimato promova este tipo de texto em suas páginas. Como disse, não foi o primeiro texto publicado na revista a gerar forte desconforto em mim. Por isto, reitero: por amor aos membros da igreja em que sirvo, não posso mais promover de boa fé a revista entre eles. Textos como este, longe de edificar, semeiam a contenda, a confusão e, no fim, uma representação pagã do Deus da Bíblia — majestoso, transcendente, cheio de glória, e que oferece o seu único Filho, em quem ele tem todo o prazer, para morrer por pecadores. Não preciso ir além da linguagem da Bíblia para, diante da revelação e beleza do evangelho, afirmar com as Escrituras que Deus Pai é amor, e sabemos disto, pois ele ofereceu seu único Filho como propiciação pelos nossos pecados, e este amor experimentamos em toda a sua exuberância por o Espírito Santo ter sido derramado sobre nós.
Ao responder às feministas, notamos que tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento usam o gênero masculino quando se referem a Deus. Uma dessas analogias é a analogia paterna.(1) Isto seria um indício de que Deus é do gênero masculino? Alister McGrath escreve:
Falar em Deus como pai é dizer que o papel do pai no antigo Israel permite compreendermos melhor a natureza de Deus. Isso não significa dizer que Deus seja do gênero masculino. Nem a sexualidade masculina, nem a sexualidade feminina devem ser atribuídas a Deus. Pois a sexualidade é um atributo que pertence à ordem da criação, sendo inadmissível aceitar uma correspondência direta entre esse tipo de polaridade (homem/mulher), conforme se observa na criação, e o Deus criador.
Na verdade, o Antigo Testamento evita atribuir funções sexuais a Deus, devido à ocorrência de fortes traços pagãos nesses tipos de associações. Os cultos à fertilidade dos cananeus davam ênfase às funções sexuais tanto dos deuses quanto das deusas; portanto, o Antigo Testamento recusa-se a endossar a idéia de que o gênero ou a sexualidade de Deus seja uma questão importante.
Então, para McGrath, qualquer tentativa de atribuir sexualidade a Deus representa uma volta ao paganismo. Ele continua: “Não há a menor necessidade de trazer de volta as idéias pagãs dos deuses e deusas para resgatar a noção de que Deus não é nem masculino nem feminino; essas idéias já estão potencialmente presentes, se não forem negligenciadas, na teologia cristã”.(2)
Na verdade, existem imagens maternais de Deus na Escritura. Deus é revelado como uma mãe pássaro (Rt 2.12; Sl 17.8; Mt. 23.37), uma mãe ursa que luta para proteger seus ursinhos (Os 13.8) e como uma mãe que consola seus filhos (Is 66.13). A presença de imagens paternais e maternais é evidência que apóia a conclusão de McGrath. Deus transcende as categorias do gênero humano. Não obstante, em lugar nenhum a Bíblia chama Deus de “mãe”. Portanto o título “mãe” não deve ser próprio para se falar da pessoa de Deus. Podemos reconhecer a plenitude da riqueza das imagens bíblicas de Deus, sem ir além da linguagem que a própria Bíblia emprega ao descrevê-lo.
1 — Cf. o capítulo 2, onde analisamos a natureza analógica da linguagem teológica.
2 — Teologia sistemática, histórica e filosófica, p. 315-316. Vale a pena ler toda a argumentação de McGrath nesta obra, com especial atenção para a citação final, da mística medieval Juliana de Norwich.
Fonte: Blog Fiel
Divulgação: www.juliosevero.com
Mais idéias estranhas de Bráulia Ribeiro:
Para conhecer mais sobre a invasão de conceitos feministas nas igrejas, adquira o livro De Volta Ao Lar aqui.
Esquerda evangélica quer unificação de evangélicos do Brasil

18 comentários :

Jin May disse...

O Marxismo e seus disfarces.

Essa ideologia sangrenta é como uma praga: onde toca, contamina e destrói.

Leandro disse...

Não é a primeira vez que vejo a Bráulia comparilhando idéias estranhas e estúpidas assim.
Como ex jocumeiro, acho que uma certa parte de Jocum esqueceu Deus, totalmente diferente do início, se tornando em muitas vezes uma instituição com pessoas (digo pessoas, pq os princípios de Deus ainda estão lá) soberbas...
lamentável..

Herberti disse...

O fato de Deus apresentar-se como um ser masculino, tem haver com o fato de que, desde os primórdios da criação, ficou estabelecido que, hierarquicamente, o homem tinha a preeminência sobre a mulher. Houvesse Deus se identificado com uma figura feminina, inevitavelmente pairaria nas mentes a dúvida: "mas quem está no comando de Deus?". Ou seja, a auto-revelação masculina de Deus é um tão somente um recurso para estabelecer e preservar Sua soberania e autoridade sobre toda a Criação, ainda que, como ser, obviamente Ele está acima e além de qualquer conceito de sexo ou raça.

daniela timótea disse...

Nâo é de hoje que sinto um certo "desconforto" com alguns artigos da "Ultimato". E tem hora que acho que eu estou muito radical... Peço até perdãoa Jesus.

Não gosto muito de manifestar meu desconforto com esses e aqueles que pensam diferente.

Mas quando leio coisas do tipo que acabo de ler, só me leva até o livro "A Cabana", que mostra um "deus mulher bonachona" que em nada edifica e nada se parece co o NOsso Deus.

Deus é Pai de Amor. Jesus em João se refere ao MEU PAI, muitas vezes. E ainda diz: Meu Pai e vosso Pai.

Ora, se Jesus diz Meu Pai por que vamos descaracterizar a Palavra para satisfazer os "instintos que precisam de arrependimento"?

Peço a Deus que Bráulia "quer se desvie para a direita, quer se desvie para a esquerda, ouça a Palavra que diz: Este é o caminho andai nEle." Isaías 30.21

Eita, Júlio, seria bem oportuno neste momento, para todos nós o livro de Steve Gallagher- "A Grande Apostasia."

Às vezes, a sede de ganhar as pessoas é tão grande que acabamos nos desviando do alvo. Temos que nos vigiar a todo momento. Por isso sempre digo: Jesus, não abençoa o que eu estiver fazendo se o que eu estiver fazendo não é o que o Senhor está fazendo. Bem, nunca vi Jesus se referir ao Pai de Amor como mãe.
Meu Deus...
Que o Espírito da Verdade venha sobre Bráulia, vida preciosa que o inimigo fica de olho...

A Jesus toda a Honra, Glória e Louvor.

daniela timótea disse...

Amado irmão Júlio,


Seria bom que a Bráulia pudesse ouvir isto aqui:
http://www.apostolicoprofetico.com.br/videos.asp?id=335

Anônimo disse...

Maus exemplos existem dos dois la dos,tanto do lado masculino como do feminino.Se essa senhora tapa os olhos e não quer ver a realida de da vida,azar dela,pois são inú meros os casos de¨mães¨que abando nam,maltratam,espancam,prostituem (as filhas)matam...fazem muitas coisas erradas.Hoje em dia,muitos pensam que não vale à pena ser comemorado o dia das mães,pelos repetidos maus exemplos dados mun do afora por essas mães.
Agora querer atribuir sexo a DEUS, só mesmo na cabeça de femininista desvairada e ensandecida,é demais.
Povo louco e sem entendimento que
vivem um evangelho social,politica
mente correto e coisa do gênero.
Muitos que militam como religiosos
não vivem as verdades bíblicas, vi vem o engana que eu gosto.
Serão decepcionados!Ap.1:7

Anônimo disse...

É bastante triste como o fundamentalista manipula textos de vários autores, retirando-os do contexto, a fim de abalizar suas teorias reacionárias. A própria forma como a Bíblia Sagrada, palavra de Deus, é interpretada por este tipo de pessoa, é exemplo claro desta crassa manipulação.
O autor deste blog, visando denegrir a imagem da revista “Ultimato” e da articulista Bráulia Ribeiro, usa trechos do brilhante teólogo anglicano irlandês Alister MacGrath para contestar o uso do termo materno referende a Deus feito pela autora.
Sabemos que Deus não é macho ou fêmea. Tais características sexuais são atribuídas às criaturas. Desta forma, considerar Deus homem ou mulher é um terrível equivoco. O que MacGrath contesta, não é o uso de termos maternais a respeito de Deus, mas a identificação de Deus, por determinadas feministas radicais, com o sexo feminino. O teólogo irlandês, diga-se de passagem, também se levanta contra o conceito patriarcal de considerar Deus como homem.
No entanto, ele é bem claro em seu livro “ Teologia- Sistemática, Histórica e Filosófica”, que o uso do gênero masculino atribuído a Deus reflete o contexto do Israel da época, não sendo, porém, normativo para todas as épocas. Desta forma, não há nenhum problema em se referir a Deus como “mãe “.
Vejamos o que nos diz o próprio MacGrath, tão mal utilizado pelo autor deste post;

“No capitulo anterior, observamos a natureza analógica da linguagem teológica, pela qual as pessoas e os papeis sociais, retirados em grande parte do mundo rural do antigo Oriente Próximo, eram vistos como modelos adequados para representar a atividade ou a personalidade divina. Uma destas analogias é a analogia paterna. Contudo, afirmar que a figura do pai na antiga sociedade israelita é um bom modelo para representar Deus não equivale a dizer que Deus pertença ao gênero masculino ou QUE DEUS ESTEJA LIMITADO AOS PARÂMETROS CULTURAIS DO ANTIGO POVO DE ISRAEL”.

Ou;

“O novo interesse pelas questões levantadas acerca da masculinidade da maioria das imagens bíblicas de Deus levou a leitura cuidadosa da literatura espiritual dos primeiros períodos da história cristã, chegando-se à conclusão de que, nesse período, O USO DE IMAGENS FEMININAS DESFRUTAVA DE ALTO PRESTÍGIO. Um excelente exemplo disso é fornecido pela obra Revelations of divine Love, um relato sobre as dezesseis visões que o célebre escritor inglês Julian de Norwich teve em maio de 1373. Essas visões são célebres por sua tendência de referir-se tanto a Deus quanto a Jesus de um modo acentualmente maternal.

Fontes : MacGrath : Páginas 315 e 317.

Assim, fica claro que não há nenhum problema em se referir a Deus como mãe

Fundamentalistas, muitas vezes, não compreendem o óbvio em um texto.

André

Anônimo disse...

Se Bráulia tem nescessidade de uma Mãe espíritual, não precisa feminizar Deus Pai, pois Deus quando precisou de uma Mulher para enviar seu Filho Jesus Cristo a nós para nos redimir do pecado herdado, ele escolheu uma mulher sem pecado a Virgem Maria Santíssima, eis aí nossa Mãe espiritual, pois se somos irmãos de Jesus e irmãos em Jesus, somos também filhos espírituais de Maria a mãe de Jesus Cristo.
Bráulia recorra a Nossa Senhora Maria Santíssima, verá como ela te acolherá como uma Mãe espíritual que é.

Anônimo disse...

Ah sim, agora é o MacGrath que define se Deus é isso ou aquilo, o que a Bíblia diz não importa. Pelo que vejo a Bíblia diz que Deus é homem, mas precisamos dele para nos iluminar que homem não quer dizer homem, mas outra coisa como a interpretação do André. Vamos ver:
"E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do HOMEM não tem onde reclinar a cabeça." Mt 8.20.
"Ora, para que saibais que o Filho do HOMEM tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa." Mt.9.6.
"Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do HOMEM." Mt. 10.23
" Veio o Filho do HOMEM, comendo e bebendo ..." Mt 11.19
"Porque o Filho do HOMEM até do sábado é Senhor." Mt. 12.8. Enfim, só no livro de Mateus, Jesus disse Filho do Homem 32 vezes. Agora, quem será este Homem pai deste Filho? O próprio Cristo nos dá a resposta:"
Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó PAI, SENHOR do céu e da terra..." Lc 10.21. Quem é SENHOR do céu e da terra senão DEUS?
A Bíblia fala de SENHOR, PAI, REI, HOMEM quando se refere a Deus. Todos são substantivos masculinos, que estes intérpretes querem nos fazer entender que não é bem assim, que isso era "questão cultural da época". Tenha paciência!!!!! Se é assim como eles querem, porque será que Cristo não disse "Filho da Mãe", quando falou de Deus ??? Por que será que a Bíblia não fala de "SENHORA, RAINHA"... quando se refere a Deus ??? Bom os intérpretes irão dizer que é questão cultural. Fazer o quê ? Cada um acredite no que quiser, eu acredito na Bíblia até quando ela diz que viria o TEMPO em que muitos se desviariam seus ouvidos para fábulas, em que não suportariam mais as doutrinas bíblicas, mas ao invés disso se agarrariam a "doutores" que interpretariam o que eles(ouvintes) gostariam de ouvir. Tim 4.
Edinei.

Franklin Ferreira disse...

Oi André,
Pior que ser fundamentalista (que, acho, não é o meu caso), é padecer de analfabetismo funcional.
Dá certa preguiça em responder ao que vc escreveu. Não há nenhuma discrepância no que eu escrevi, e aquilo que McGrath está afirmando em sua obra. Se vc estivesse mais interessado em acompanhar meu argumento do que em tão apressadamente defender Bráulia e a revista Ultimato, talvez vc percebesse que tudo o que vc citou de McGrath em seu comentário está presente em meu texto: a natureza analógica da linguagem sobre Deus, os limites desta mesma linguagem, a acomodação divina (um tema recorrente nas obras de McGrath, que sempre paga seu débito a Calvino), a necessidade de enfatizar os múltiplos aspectos da revelação de Deus sobre si mesmo (tristemente, vc passou por alto as citações dos textos bíblicos sobre os aspectos maternais do ser de Deus acima) e até mesmo meu endosso à citação de Juliana de Norwich!
No que nos afastamos? Em seu infeliz non sequitur: “Assim, fica claro que não há nenhum problema em se referir a Deus como mãe”. Se isto é verdade, por que não há nesta mesma obra de McGrath que citamos uma explícita defesa deste ponto? Ou, por que, ao comentar o Credo dos Apóstolos, McGrath não se refere logo a Deus como mãe, seja na citação do credo (I believe in God, the Father almighty) ou mesmo no título da seção do capítulo sobre Deus, God as Father? Veja a discussão dele em Theology: The Basics, p. 22-26, que segue, basicamente, a discussão presente na obra que citamos, em que, seguindo a Bíblia, ele destaca as imagens maternas de Deus, mas sem abandonar a linguagem bíblica sobre a deidade. A falácia lógica fica por sua conta.
Minha crítica ao texto de Bráulia não se dá apenas por conta da mudança da linguagem sobre Deus, mas refere-se também à caricatura e ao reducionismo sobre a paternidade presente no mesmo – e isto vc não respondeu.
Mas, no fim, o que conta não é o que McGrath ou mesmo o que eu penso. Somos todos vasos de barro. O que conta (pelo menos para mim, que sou evangélico) é a autoridade da Escritura, até mesmo nesta questão: “Podemos reconhecer a plenitude da riqueza das imagens bíblicas de Deus, sem ir além da linguagem que a própria Bíblia emprega ao descrevê-lo.” Se somos cristãos, onde a Escritura fala, falamos. Onde ela cala, calamos. E meu desafio permanece: “Se ela não se limitar agora à linguagem bíblica, não será um suposto ‘bom senso’ que irá impedi-la de, em pouco tempo, tratar a deidade por... ‘Deus/a’ ou, pior, ‘deusa’.”

(comentário publicado no blog da Fiel)

Maya disse...

Caro Julio,

Infelizmente a revista Ultimato me deixa confusa acerca de seus verdadeiros propositos. Nao sei se a revista deseja servir a Deus e a sua Palavra ou a ideologias humanas, distantes do Deus da Biblia. Por isso, nao renovei minha assinatura e nao leio mais o periodico.

Maya

Aprendiz disse...

O povo é lento para entender. Faz muitos anos que a Ultimato é assim, o que acontece é que as pessoas que leem pensam que as coisas estranhas que veem são apenas opiniões com as quais não concordam, algo não planejado, simples fruto das divergencias naturais entre os seres humanos. Depois que eu conheci algo sobre as estratégias da Escola de Frankfurt e de Gramsci, compreendi que tais coiss fazem parte de um plano.

Infelizmente, quase todos os pastores estão despreparados, não sabem nada sobre isso, estão perdidos como cego em tiroteio.

O Olavo de Carvalho fala sobre os frankfurtianos e o Pe. Paulo Ricardo também. Sugiro fortemente que os colegas, leitores deste blog, procurem aprender mais sobre isso, para não serem engambelados com a conversa mal-intenciondada dessa gente.

Aprendiz disse...

Deixo mais uma recomendação aos colegas:

NADA do que um esquerdista diz, pode ser comprado pelo seu valor de face.

Não sou mais tolo, quando ouço alguma idéia na boca de um esquerdista (ou qualquer idéia que esteja sendo alardeada pelos meios de comunicação e academia), sempre procuro saber onde ela se insere no contexto cultural, quem foram as pessoas que a propuseram, e qual eram os seus objetivos.

Entre as pessoas comuns, o debate é muito mais franco, as pessoas dizem as coisas simplesmente por que pensam assim ou assado (embora muitos digam coisas para ficarem bem com os outros). Nas esquerdas, isso não existe, todo discurso é um ato político com OBJETIVOS, pouco ou nada tem a ver com o que a pessoa realmente pensa. Os idiotas úteis, repetirão tais "idéias" sem pensar, mas os autores originais defendem esse ou aquele ponto por motivos ocultos.

Julio Severo disse...

Prezado “André”

Não entendo o motivo por que você ficou “ofendido” com a resposta do Franklin. O Franklin foi muito educado de responder para um anônimo, e eu fui muito educado de postar comentário de alguém que nem se sabe se está dizendo a verdade.

O Franklin está identificado como Franklin, respondendo sob sua identidade pública. Mas você não tem motivo para se ofender, pois ninguém sabe quem é você. Tudo o que você descreveu sob si não leva a lugar algum, não leva a nenhuma identificação de sua pessoa e não leva a nenhuma prova das suas afirmações, deixando pois você completamente protegido sob o anonimato.

Não faz o mínimo sentido debater com um anônmo. Se quiser pois continuar debatendo e defendendo suas posições aqui, peço que se identifique.

Toni-Toni disse...

Graça e Paz.

Isto para mim se assemelha ao livro "A Cabana", onde Deus Pai é uma mulher negra que ama cozinhar e Deus Espírito Santo é uma asiática dócil que cuida de jardins.

No entanto, vejo uma maior semelhança entre ambos: de um lado temos um texto de uma MULHER cristã que torna Deus mais feminino do que tudo, do outro temos um livro onde duas Pessoas da Santíssima Trindade manifestam-Se como se fossem mulheres, sendo que a maioria dos leitores do livros são MULHERES!

Concluindo: Se em um temos a mulher que escreve, n'outro temos a mulher como leitora. É como se o nosso tão amado público feminino estivesse reivindicando o seu lugar na divindade.

Joguei R$ 20,00 fora ao ter comprado este livro, pois nem mesmo terminei de lê-lo e jogaria mais dinheiro fora se assinasse a "Ultimato". A Home Page da Revista nos dá uma outra ideia do seu conteúdo...

Tive até uma estimada colega que me taxou de preconceituoso e machista por ter ido contra à forma diferente de Deus, abordada por W. P. Young.

Paz do Senhor.

Anônimo disse...

Não concordo com o posicionamento revisionista assumido pelo André, que a título de modernidade quer, inclusive citando um teólogo, como se o mesmo tivesse o condão de tornar verdadeira qualquer asser tiva,que as escrituras sejam rela tivisadas.
Não vi manipulação nenhuma,e sim apego ao texto como ele é.O fato é que existem correntes liberais que corrompem o texto bíblico e querem impor suas idiossíncrasias.
Se DEUS se identificou como se fos
se do sexo masculino,o fez dentro
de Sua autoridade,porém se não a
aceitam,azar.E apanágio de DEUS fazer o que quiser,onde quiser, como quiser,a quem quiser,se qui ser.
Ou será que DEUS tem que informar
primeiro aos teólogos liberais e se
guidores de Seus intentos?
Discutir sexo dos anjos,tal qual na
corte de Bizâncio, é para quem não
o que fazer.
Se você não sabe,chamar alguém de
fundamentalista não é nenhuma ofensa,vem do fato de que pessoas fizeram da palavra de DEUS seu fundamento(e os meios de comunica ção,como sempre distorcem,e o vocábulo é usado como um pejorati vo),para mim é um orgulho.
Cito exemplos de como DEUS não muda
e que não devemos jamais relativisa
Lo.DEUS não aceitou o sacrificio
de Caim,pois Ele havia mandado que
oferecessem um cordeiro(Caim ofere ceu vegetais),não aceitou fogo estranho que os filhos de Arão
ofereceram,não aceitou que Uza to
casse na arca(só os levitas podiam ,não aceitou que o primeiro casal comesse do fruto proibido.Deus não muda (Ml 3:6).
O eterno transcende ao nosso enten dimento,e as escrituras são a mensa
gem de DEUS na lingugem humana.


José

amaury disse...

depois do artigo sobre o PL122 e agora com este, Bráulia já deu o que tinha que dar. fica claro que está trabalhando pelo esquerdismo, visando solapar a base bíblica da igreja de hoje.

Leandro disse...

Estranho a Ultimato não ter espaço editorial para cartas que contestem posições dentro da doutrina bíblica, mas tem espaço para artigo próximo ao paganismo.