31 de dezembro de 2009

Pastor Boissoin é absolvido: juiz decide que carta dele sobre homossexualidade não é discurso de “ódio”

Pastor Boissoin é absolvido: juiz decide que carta dele sobre homossexualidade não é discurso de “ódio”

Thaddeus M. Baklinski
CALGARY, Canadá, 4 de dezembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O pastor evangélico que foi arrastado diante do Tribunal de Direitos Humanos de Alberta (TDHA) por escrever uma simples carta sobre a homossexualidade para o editor de um jornal foi absolvido por um juiz do Superior Tribunal de Justiça que decidiu que a carta não é crime de ódio, mas legítima expressão permitida sob a liberdade de expressão.
O Pr. Stephen Boissoin disse para LifeSiteNews.com (LSN) que ele está “cheio de alegria e aliviado” que a longa, estressante e dispendiosa batalha legal de sete anos por causa de sua carta ao editor acabou a seu favor.
A Comissão de Direitos Humanos de Alberta havia ordenado que Boissoin parasse de expressar suas opiniões sobre a homossexualidade em todos os tipos de fóruns públicos, mandou que ele pagasse prejuízos equivalentes a $7.000 para o queixoso ativista homossexual Dr. Darren Lund, e exortou Boissoin a fazer um pedido pessoal de perdão a Lund por meio de uma declaração pública no jornal local.
“A linguagem não chega ao extremo de incorrer na classificação proibida de ‘ódio’ ou ‘desprezo à lei’”, escreveu Wilson em sua decisão e disse que não havia nada na carta que sugerisse que Boissoin estava incentivando as pessoas a cometerem discriminações contra os homossexuais em áreas que estão dentro da jurisdição provincial e estão estipuladas nos estatutos, tais como moradia, emprego ou acesso a bens e serviços.
“O público alvo da carta são pessoas que (Boissoin) crê que são indiferentes às invasões feitas pelo ativismo homossexual”, disse Wilson.
“Inferir algum tipo de chamada a práticas discriminatórias proibidas pela lei provincial é uma interpretação irracional da mensagem da carta”.
Em sua carta, o Pr. Boissoin colocou em dúvida os novos currículos de direitos homossexuais que estavam permeando o sistema educacional da província, à luz dos perigos físicos, psicológicos e morais da homossexualidade.
“Crianças de cinco e seis anos de idade estão sendo sujeitas à psicologica e fisiologicamente prejudicial orientação e literatura pró-homossexualismo no sistema de escolas públicas; tudo sob a fraudulenta fachada de direitos iguais”, escreveu Boissoin na carta.
A Fundação da Constituição Canadense (FCC), uma organização que defende a livre expressão e interveio no caso, divulgou um comunicado à imprensa dizendo que estava feliz com a decisão de ontem, mas também advertiu que a legislação que foi usada contra o Pr. Boissoin ainda está em vigor.
“Estou feliz que a Ordem da Comissão de Direitos Humanos contra o Rev. Boissoin tenha sido revogada”, declarou John Carpay, advogado e diretor executivo da FCC.
“Infelizmente, a lei que foi usada contra o Reverendo Boissoin para sujeitá-lo a dispendiosos e desgastantes processos legais por mais de sete anos ainda está em vigor”, acrescentou Carpay.
“Apesar da decisão do tribunal hoje, os habitantes de Alberta precisam continuar exercendo cautela máxima ao falar acerca de questões de políticas públicas, para que não ofendam alguém que então entra com uma queixa de direitos humanos. Nenhum cidadão está a salvo de ser sujeito a uma ação legal custeada pelo contribuinte de imposto por ter falado ou escrito algo que um concidadão acha ofensivo”, concluiu Carpay.
Boissoin disse para LSN que ele estava “cheio de alegria e aliviado” que a decisão saiu em seu favor, mas que ele também “sentia um pouco de ira justa porque por sete anos e meio da minha vida tenho sido arrastado na lama por causa de um debate comunitário que existia em Red Deer, Alberta, que acabou virando manchete internacional por causa de uma queixa”.
“Contudo”, o Pr. Boissoin acrescentou, “essa queixa me deu um meio de compartilhar o Evangelho e compartilhar o que minha carta realmente significava, em vez de como foi mal interpretada, e me deu a chance de falar para muitos, muitos homossexuais sobre o incrível amor de Deus”.
Comparando sua experiência com o Tribunal de Direitos Humanos (TDH) de Alberta com a audiência do Superior Tribunal de Justiça, o Pr. Boissoin disse: “Comparado com o TDH que foi uma situação perdida e ridícula onde eu não tinha nenhuma chance, quando sai do Superior Tribunal de Justiça (a audiência de recurso ocorreu em 16 e 17 de setembro) foi muito difícil dizer de que jeito o juiz Wilson decidiria, mas me parecia que ele tinha um senso muito forte de liberdade de expressão e de liberdade religiosa”.
Boissoin criticou fortemente os processos do TDH, observando que num ponto o advogado nomeado pelo governo dirigiu uma pergunta à única testemunha especialista de Boissoin, dizendo: “Qual é a diferença entre a carta de Boissoin e o livro Minha Lula de Adolf Hitler?” 
Os comentários do juiz Wilson sobre essa questão foram muito fortes. “A insinuação incriminadora é óbvia”, Wilson escreveu em sua decisão, acrescentando: “Por outro lado, se desse para fazer um paralelo justo deveria-se notar que, longe de ser proibido, Minha Luta encontra-se à disposição na Biblioteca Pública de Calgary”.
O Pr. Boissoin concluiu agradecendo de coração àqueles que o apoiaram em toda essa tribulação.
“Desejo agradecer a todos os que me apoiaram em todo esse tempo de muitos testes. Mais de sete anos se passaram e o que aprendi a maior parte desse tempo é que Deus é incrivelmente fiel ao longo do caminho. Nunca se envergonhe de falar o que Deus pôs no seu coração. Fale com coragem e confie em que sua fidelidade ao Senhor jamais voltará vazia”.
O texto integral da decisão do juiz Wilson, Boissoin v. Lund, 2009 ABQB 592, será disponibilizado do site do Superior Tribunal de Justiça aqui em futuro próximo.
Veja a cobertura anterior de LSN:
Rev. Stephen Boissoin In Court Today Challenging "Hate Speech" Conviction
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091610.html
Alberta Pastor Fined $7000 and Ordered to Publicly Apologize and Remain Silent on Homosexuality
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jun/08060902.html
Alberta Human Rights Tribunal Rules Against Christian Pastor Boissoin
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/dec/07120306.html
Alberta Christian Pastor Hauled Before Human Rights Tribunal For Letter to Editor on Homosexuality
http://www.lifesitenews.com/ldn/2005/sep/05090204.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09120407.html
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30 de dezembro de 2009

Adultos canadenses educados em casa se saem excepcionalmente bem

Adultos canadenses educados em casa se saem excepcionalmente bem

Patrick B. Craine
LONDRES, Ontário, Canadá, 3 de dezembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Um novo estudo divulgado ontem pelo Centro Canadense de Educação em Casa (CCEC) revela que adultos educados em casa no Canadá se saem excepcionalmente bem em todas as áreas medidas da vida adulta, inclusive nível educacional, fidelidade religiosa, participação cívica e comunitária, satisfação da vida e renda.
O estudo, intitulado Quinze Anos Depois: Adultos Canadenses Educados Em Casa, entrevistou adultos cujos pais haviam respondido a um estudo de 1994 sobre educação em casa. No total, os pesquisadores coletaram 226 questionários. Variando da idade de 15 a 34 anos, os entrevistados responderam a perguntas sobre uma variedade de assuntos pelos quais o órgão de estatísticas canadense tem dados comparáveis de uma população mais ampla.
Os resultados foram surpreendentes, diz o CCEC.
O estudo revelou que, quando avaliados em comparação com os canadenses comuns, os adultos educados em casa têm mais envolvimento social e têm quase o dobro de probabilidade de votar em eleições federais. Sua renda média é mais elevada, com fontes de renda mais auto-suficientes, tais como investimentos e trabalho autônomo. Aliás, de todos os entrevistados, não havia casos de pessoas dependendo da assistência do governo como a principal fonte de renda.
Os entrevistados estão mais felizes em seu trabalho e acerca de suas vidas em geral. Eles também têm atividades recreativas mais variadas. O estudo observa, por exemplo, que os entrevistados “têm muito mais probabilidade do que a população comparável de ter lido livros e assistido a concertos de música clássica ou apresentações teatrais”. Em geral, ao refletir no valor de ser educado em casa, a maioria sentiu que era uma vantagem em sua vida adulta.
“Em termos de renda, educação, empreendimentos empresariais, envolvimento em sua comunidade e todas as outras características avaliadas, os adultos educados em casa não só se saem excepcionalmente bem, mas também fazem contribuições importantes para suas comunidades, declarou Paul Faris, presidente do CCEC. “Eles são o tipo de vizinhos que todos queremos”.
O estudo completo e um resumo estão disponíveis aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09120305.html
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29 de dezembro de 2009

Esquerda evangélica quer unificação de evangélicos do Brasil

Esquerda evangélica quer unificação de evangélicos do Brasil

Julio Severo
Aí vamos nós de novo. Com a aproximação da eleição presidencial de 2010, os evangélicos marxistas — que detestam ficar de fora das eleições — ressurgem. Como sempre, com as propostas mais elegantes e enfeitadas para unir os evangélicos.
De acordo com a revista Ultimato, umas das mais antigas publicações evangélicas esquerdistas do Brasil, “no dia 14 de dezembro, cerca de 90 líderes de diversos movimentos, associações, organizações e redes evangélicas reuniram-se na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, SP. Na pauta estava a proposta de formação de uma aliança que agregue organizações, movimentos, denominações e redes evangélicas no Brasil”.
A igreja do encontro é dirigida por Ed René Kiviz, considerado por Ariovaldo Ramos um dos principais desbravadores socialistas evangélicos do Brasil. Aliás, ao citar sua própria participação na comemoração dos 25 anos de MST, Ramos também mencionou outros socialistas evangélicos importantes: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.
O “espírito” do evento pode ser percebido vendo-se o autor da carta-convite: Valdir Steuernagel, durante anos articulista da revista Ultimato.
Esse “espírito” pode também ser percebido vendo-se os autores das principais palavras da reunião: Ed René Kivitz e Paul Freston.
Kivitz dirigiu a primeira palavra, lembrando aos pastores presentes: “Precisamos de uma rede que se articule para chamar a igreja para o serviço. E não para representatividade. Não é para trabalharmos ‘por nós’, mas sim mobilizarmos as igrejas para esta bem-aventurança [compaixão e solidariedade]”.
No entanto, não se sabe se ele se lembrou de mencionar aos pastores suas ligações pessoais com a ideologia marxista, conforme está exposto neste artigo: http://juliosevero.blogspot.com/2009/06/evangelicos-progressistas-evangelicais.html
Freston, que deu a segunda palavra, já foi militante do PT e também tem ligações com a Ultimato, sendo autor de matérias de capa nela.
E, como não poderia deixar de ser, lá estava também o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti, igualmente ligado à revista Ultimato, ex-militante do PT e um dos fundadores do Movimento Evangélico Progressista (MEP), que trabalhou intensamente pela eleição de Lula em anos passados. Ele também deu sua palavra.
Por algum motivo que desconheço, a matéria da Ultimato não mencionou a presença no evento de outro evangélico progressista também ligado a Ultimato: Ricardo Gondim. Será que Steuernagel se esqueceu de mandar uma carta-convite para seu irmão-kamarada? Pobre Gondim! Deve ser terrivelmente deprimente ficar de fora de uma genuína trama marxista com disfarce evangélico.
Ultimato, porém, faz questão de citar a participação de Silas Tostes, presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e Débora Fahur, da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social). Inocentes úteis?
Houve a participação de muitos pastores e líderes que, sabendo ou não, estavam ali sendo direcionados por um time majoritariamente da Ultimato para a formação de algo que ninguém “sabe” o que é ou o que será.
O resultado final do encontro produziu uma “Carta de Princípios” — ao que tudo indica, a fim de incitar a algum tipo de aliança evangélica diante das eleições de 2010. O nome ainda não está definido, pois o objetivo primordial agora é atrair mais líderes para a visão dessa “aliança”.
Talvez não seja difícil, principalmente porque eles têm sempre uma grande mídia evangélica marxista a seu lado, financiada muitas vezes por recursos de origem duvidosa. Além disso, com muitos discursos de flores e rosas, pode ser possível vencer qualquer resistência e suspeita.
O que me preocupa é o que virá no final, depois de todas as melosidades iniciais.
Valdir Steuernagel admitiu que ainda será preciso caminhar um pouco mais quanto à fundação da aliança. “Fica definido que a próxima reunião ainda não será a assembleia fundadora. Reconhecemos a necessidade de continuarmos conversando e de aglutinar mais pessoas em torno da proposta”, concluiu Valdir, conforme matéria da Ultimato, que finalizou deixando claro: “A Editora Ultimato, que tem apoiado o Grupo de Trabalho, estava presente à reunião”.
Totalmente presente!
É preciso dizer mais?
Leia mais:
Pregando muito mais do que o Evangelho: a teimosia esquerdista da Ultimato

28 de dezembro de 2009

Conselheiro cristão da Inglaterra demitido por se opor a parcerias de mesmo sexo

Conselheiro cristão da Inglaterra demitido por se opor a parcerias de mesmo sexo

Hilary White
LONDRES, Inglaterra, 30 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Um conselheiro cristão de questões matrimoniais na Inglaterra juntou-se às crescentes fileiras de homens e mulheres na Inglaterra que foram demitidos por suas convicções cristãs. Gary McFarlane, um antigo advogado e conselheiro de tempo parcial de 48 anos que trabalhava para uma instituição beneficente voltada para aconselhamento de relacionamentos, foi demitido quando se recusou a sancionar relacionamentos de mesmo sexo como equivalentes dos relacionamentos dos casais heterossexuais.
McFarlane perdeu sua chance de recorrer no Tribunal de Apelação Trabalhista em que ele afirmou demissão por injusta causa e discriminação contrária às Normas de Igualdade (Religião e Convicção) Trabalhista de 2003.
McFarlane disse que crê que a Bíblia ensina que a prática sexual de mesmo sexo é imoral e por isso ele nada deveria fazer para apoiá-la. Ele frisou que ele não tinha objeção a outros na instituição beneficente, Relate, que davam aconselhamento para parceiros de mesmo sexo, mas que para ele era um assunto de consciência. Um tribunal do trabalho decidiu em janeiro que ele havia sido demitido de forma errada pela Relate, mas não havia sido vítima de discriminação religiosa ou demissão por injusta causa.
McFarlane disse: “Essa decisão é um aviso claro para as pessoas de consciência nesta nação de que como conseqüência de 12 anos de governo trabalhista [socialista], a elite britânica não mais valoriza os direitos democráticos de seus cidadãos de respeitarem a consciência como um assunto de princípio. A sociedade fica pior quando não permite que as pessoas de consciência exerçam direitos legítimos”.
Ativistas de direitos humanos estão observando que na Inglaterra os cristãos que trabalham em qualquer função nas profissões de assistência aos outros estão cada vez mais vulneráveis à importunação e perdas de emprego quando suas convicções entram em conflito com a ideologia homossexual.
O recurso legal de McFarlane teve o apoio do Centro Legal Cristão, cuja diretora, Andrea Minichiello Williams, disse: “O ponto fundamental seriamente preocupante neste caso, que o tribunal recusou aceitar, é que para que a convicção religiosa seja protegida é necessário sustentar o direito de manifestar essa convicção”.
Essa decisão legal, disse ela, “excluirá qualquer expressão de convicções de consciência”.
“Repetidas vezes nos tribunais britânicos vemos que a liberdade de religião (Artigo 9 da Convenção Européia dos Direitos Humanos) não oferece nenhuma proteção aos cristãos e outras pessoas de fé com consciência”, disse Andrea.
Líderes religiosos da Inglaterra estão cada vez mais alertando que os cristãos e outros religiosos estão sendo “privados de seus direitos como cidadãos” na esfera pública. O Bispo Patrick O’Donoghue, bispo emérito de Lancaster, disse recentemente: “Até pouco tempo atrás, eu teria incentivado os jovens católicos a se envolverem no processo político… mas vamos falar a verdade: a voz católica está sendo bem-vinda na política britânica?”
Na semana passada, a declaração do bispo foi repetida pelo ator veterano britânico David Suchet, famoso por sua personificação do detetive Hercule Poirot, de Agatha Christie. Ele disse: “O Cristianismo está sendo marginalizado na Inglaterra”. Suchet disse que essa situação está ocorrendo porque os cristãos deixaram de defender suas convicções por medo de ofender os outros.
Ele disse numa entrevista à revista Woman’s Weekly: “Não lhe direi o nome disso, mas o governo recentemente recusou conceder verbas para uma instituição beneficente para a qual trabalho, pois é uma instituição cristã, muito embora tivesse recebido verbas governamentais por vários anos”.
“Não me entenda mal”, disse Suchet. “Temos de abraçar todas as religiões e não marginalizar nenhuma. Mas parecemos mais preocupados em marginalizar o Cristianismo, e não ofender outras religiões. Estamos em perigo de perder a importância da fé cristã em nosso próprio país”.
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09113007.html
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27 de dezembro de 2009

Papa adverte bispos brasileiros contra “enganosa” teologia baseada no marxismo

Papa adverte bispos brasileiros contra “enganosa” teologia baseada no marxismo

Hilary White, correspondente em Roma
ROMA, Itália, 8 de dezembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O Papa Bento 16 denunciou a “longa e dolorosa noite de violência e opressão” que era o governo comunista na Alemanha, e, na mesma semana, comemorou a supressão da Teologia da Libertação, de inspiração marxista, promovida por muitos padres católicos da América Latina em décadas recentes.
Num discurso para os bispos católicos do Brasil que estavam em visita a Roma, o Papa Bento recordou o aniversário de 25 anos do documento “Libertatis nuntius” preparado pela Congregação da Doutrina da Fé, que condenou as tendências da Teologia da Libertação marxista.
O Papa Bento disse em seu discurso no sábado que as “conseqüências visíveis” dos “princípios enganosos” da Teologia da Libertação na Igreja do Brasil têm sido “rebelião, divisão, discórdia, insultos e anarquia que ainda estão sendo sentidos, criando no meio de suas comunidades diocesanas grande dor e uma grave perda de força para viver”.
A Teologia da Libertação se enraizou em muitas áreas da Igreja depois do Concílio Vaticano 2 na década de 1960 e inspirou o permanente flerte da maior parte das instituições católicas americanas com o ativismo político esquerdista. Libertatis nuntius descreveu a tendência como algo levando a fazer pouco caso da importância da pecaminosidade individual para focar no que seus proponentes chamavam de “pecado sistêmico”, que eles diziam cria pobreza e injustiça.
E num concerto na Capela Sistina na sexta-feira de noite, o papa falou sobre o comunismo, dizendo: “Sob a ditadura comunista não havia ação que teria sido considerada como má e sempre imoral em si. Qualquer coisa que servisse aos objetivos do partido era boa — por mais desumana que fosse”.
O concerto foi patrocinado pelo presidente da Alemanha para marcar os 60 anos desde a fundação da República Federal da Alemanha e o aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim.
“Muitos na época experimentaram os eventos de 9 de novembro de 1989 como o alvorecer inesperado da liberdade, depois de uma longa e dolorosa noite de violência e opressão imposta por um sistema totalitário que, no fim, levou a um niilismo, um esvaziamento das almas”, disse o papa.
O Papa Bento elogiou a Lei Fundamental da Alemanha, fundada em 1949, dizendo que ela dá “prioridade à dignidade humana, ao respeito ao casamento e à família como o alicerce de toda sociedade e a um profundo respeito pelo que é sagrado para outros”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09120805.html
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Médico coreano enfrenta ameaças de morte depois de conversão pró-vida

Médico coreano enfrenta ameaças de morte depois de conversão pró-vida

Peter J. Smith
SEUL, Coréia do Sul, 30 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Depois de duas décadas vendo um grande número de pacientes chorando muitas lágrimas, já bastava para o obstetra Shim Sang-duk, que jurou que nunca mais realizaria abortos, um negócio financeiramente lucrativo na Coréia do Sul, noticiou o jornal Los Angeles Times. Mas recusar realizar abortos num país apelidado de “República do Aborto” carrega um preço excessivo para este médico: Shim tem de viver com ameaças de morte de mulheres que buscam aborto e não são atendidas. Ele também tem de viver sabendo que a perda de lucros provenientes de abortos poderá levar ao encerramento de suas atividades médicas.
Apesar disso, Shim continua fiel à sua decisão e está liderando um movimento de obstetras e ginecologistas para acabar com a prática do aborto na Coréia, transformando a profissão médica e incentivando o governo a impor uma antiga proibição ao aborto que é rotineiramente ignorada desde a década de 1970.
“Com o tempo, parei de sentir emoções”, Shim disse para o Los Angeles Times. “Vim a ver os resultados do meu trabalho exatamente como um pedaço de sangue. Durante a operação, eu sentia da mesma forma como se estivesse tratando cicatrizes e curando doenças”.
Shim atribuiu sua própria mentalidade pró-aborto em parte à antiga política de controle populacional da República da Coréia que durante décadas incentivava a profissão médica a fornecer aborto e contracepção às mulheres coreanas por motivos patrióticos.
“Eu apoiava o argumento do governo de que era certo fazer isso”, continuou Shim. “Era bom para o país. Estimulava a economia”.
O governo agora abandonou essa política, e está freneticamente agindo em direção oposta para salvar a nação de uma implosão demográfica provocada pelos próprios coreanos. Essa implosão ameaça minar a sobrevivência econômica e social da nação.
Contudo, a própria conversão de Shim na questão do aborto ocorreu porque ele observava a conduta das mulheres que haviam feito aborto. Ele notou que a maioria dessas pacientes chorava depois do aborto, mas as lágrimas o perturbavam porque elas eram bem diferentes das lágrimas das mães que haviam dado a luz. “Esse era um tipo diferente de lágrimas”, disse ele.
Shim realizou seu ultimo aborto a pedido de uma paciente antiga que lhe implorou que matasse seu bebê em gestação, muito embora ele já tivesse parado de realizar abortos. Depois de dar a ela aconselhamento extensivo, Shim cedeu, mas a mulher chorou como as outras mulheres, vistas por ele, que haviam feito aborto propositado, e essa foi a última vez que ele quebrou sua regra.
As pacientes que entram no salão de entrada da clínica de Shim podem ler um quadro que explica sua nova perspectiva pró-vida e sua posição na questão do aborto. “Os abortos, que rejeitam a valiosa vida de um feto, são a própria desgraça para o país e para a sociedade, bem como para as mulheres grávidas, famílias e médicos pediatras e ginecologistas”.
O aborto é um negócio lucrativo para os obstetras da Coréia do Sul. Considerando a taxa de natalidade excessivamente baixa (1.09) e a mentalidade de aborto do país, a prática se torna quase necessária do ponto de vista financeiro para os mais de 4.000 médicos pediatras e ginecologistas, pois aproximadamente de 43 por cento a três quartos das gravidezes acabam em abortos propositados, não nascimentos.
O Ministério da Saúde dá as estatísticas oficiais para o aborto em 350.000 bebês abortados por ano, enquanto os partos chegam a 450.000 bebês por ano. Contudo, um exame da Assembléia Nacional revelou em outubro que o número de abortos na Coréia pode ser muito mais elevado: 1.5 milhão por ano.
Aliás, mais de um terço das clínicas de obstetrícia e ginecologia são projetadas para realizar abortos. A Associação Coreana de Obstetrícia e Ginecologia calcula que 60 por cento das clínicas de obstetrícia e ginecologia têm o equipamento para lidar com partos, enquanto o número de clínicas de obstetrícia e ginecologia em funcionamento continua a diminuir sem parar com mais de 200 clínicas tendo fechado suas portas entre 2005 e 2008.
A clínica de obstetrícia e ginecologia de Shim fazia um quarto de seus lucros da realização de abortos, e agora que ele parou de realizá-los, ele diz que muitas pacientes pararam de se consultar com ele — tantas que ele poderá também ter de fechar seu negócio. Algumas fizeram ameaças contra sua vida pelo fato de que ele recusou fazer um aborto nelas.
Apesar disso, Shim disse para o Times que sem aborto, ele se sente como “um jovem médico de novo”.
A fim de lutar contra o aborto tanto nas leis quanto na cultura, Shim fundou uma associação chamada Associação Coreana de Médicos Ginecologistas, que está incentivando outros médicos a abandonarem a prática de abortos e está exortando o cumprimento rigoroso da lei de aborto, com penas para os médicos que violam a lei.
Aproximadamente, 700 médicos deram seu apoio à nova organização, embora Shim tenha dito ao Times que até agora só 30 médicos concordaram em abandonar suas atividades de aborto.
Mesmo assim, a organização tem um site, que destaca as clínicas que não realizam abortos, e recentemente enviou panfletos informativos para 3.400 médicos coreanos lembrando-lhes que a criança em gestação ou “feto” tem o “direito de viver”.
Os esforços de Shim se juntam aos esforços oficiais do governo, que está finalmente aceitando as conseqüências de suas campanhas míopes de controle de população. Na semana passada, o Conselho Presidencial para o Futuro e Visão anunciou um projeto “Aumente o Número de Coreanos”, que dá privilégios e subsídios econômicos para mulheres que têm mais de dois filhos, e considera impor com um grau maior a lei que proíbe quase que totalmente os abortos, a fim de aumentar a taxa de natalidade da Coréia.
“Temos visto uma sociedade que promovia o aborto”, Kwak Seung-jun, líder do Conselho Presidencial, disse para os jornalistas na semana passada. “Há poucas pessoas que percebem que o aborto é ilegal. Temos de trabalhar para criar uma disposição onde o aborto seja desestimulado”.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Demographic Implosion Spurs Panicked South Korea to Enforce Abortion Law
www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09112512.html
Shanghai Starts Backpedaling One-Child Policy in Face of Demographic Implosion
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072411.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09113006.html
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26 de dezembro de 2009

Entrevista com jovem conselheira pró-vida ameaçada com faca na garganta

Entrevista com jovem conselheira pró-vida ameaçada com faca na garganta

John-Henry Westen

DULUTH, MN, EUA, 26 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Menos de dois meses depois do assassinato a tiros do ativista pró-vida Jim Pouillon em setembro, uma jovem ativista pró-vida foi ameaçada com uma faca na garganta por uma mulher que estava entrando numa clínica de aborto em Duluth, Minnesota. A ativista pró-vida Leah Winandy, de 21 anos, sua mãe Sarah e o diretor de um grupo pró-vida local conversaram com LifeSiteNews.com (LSN) sobre o incidente angustiante que ocorreu na terça-feira de manhã.

A mãe de Leah, Sarah Winandy, estava presente com sua filha na hora do ataque, mas cada uma estava em lados opostos de uma grande entrada do Prédio das Mulheres em Duluth, dentro do qual está localizado o abortuário Centro de Saúde das Mulheres.

Quando uma mulher se aproximou, Leah estava decidida a falar com ela, mas diz que a mulher então tirou para fora uma faca de lâmina longa embrulhada numa camuflagem rosa e ordenou que Leah não se aproximasse nem falasse. Leah não se moveu, mas antes que a mulher ficasse fora do alcance de sua voz, ela disse: "Por favor, não mate seu bebê". Nesse ponto, recorda Leah, a mulher se virou e se aproximou de Leah com a faca.

Leah disse para LSN que a mulher estava de frente para ela, com a faca no pescoço de Leah. Leah disse que estava no começo assustada, pensando "E se ela me esfaquear?" Mas então pensou: "Se ela me esfaquear, não haverá problema, pois irei para o Céu e estarei com Jesus". Leah recordou que então teve paz. Ela disse: "Depois disso não tive medo. Fiquei preocupada com a alma dela".

"Olhei nos olhos dela e disse: 'Tema a Deus. Você precisa temer a Deus, senhora", recordou ela. Depois disso, a mulher se virou e andou na direção do prédio. Quando ela passou, a mãe de Leah, Sarah, que não havia visto a faca antes, diz que suplicou com a mulher, dizendo, "Por favor, amamos você, nos importamos com você". Nesse ponto a mulher também movimentou a faca de forma ameaçadora.

Sarah então se aproximou de sua filha com preocupação. Quando ficou sabendo da ameaça com a faca contra sua filha, ela disse que ficou chocada e alarmada. Em retrospecto, ela disse que ficou grata por não ter reconhecido o objeto como faca de início, pois ela teria corrido para sua filha e "talvez algo terrível tivesse acontecido".

Sarah, uma mãe que dá aula escolar em casa para seus cinco filhos, disse para LSN que apesar do incidente ela não se deixou desanimar na clínica nem permitiu que seus filhos também se desanimassem. Embora seus três filhos maiores tenham suas próprias famílias, sua filha Leah e seu filho mais novo Michael, de 20 anos, a acompanham até o centro de aborto para aconselhar pelo menos uma vez por semana. Ela disse que ela e seu marido e família "verdadeiramente crêem que é o Senhor que nos protege onde quer que estejamos".

Sarah disse que a família Winandy perdoa, e continua a orar pela mulher.

Jim Tuttle, diretor dos Ministérios Pró-Vida de Duluth, estava também no abortuário terça-feira de manhã, mas ele não testemunhou o incidente já que ele estava aconselhando na entrada do centro. Tuttle disse para LSN que sua organização havia providenciado testemunho e aconselhamento pró-vida do lado de fora da clínica de aborto para todos os dias de seu funcionamento durante os 11 anos passados. Os esforços da organização, disse ele, haviam salvado pelo menos seis ou sete vidas por ano. Tuttle considera a família Winandy como entre seus voluntários mais fiéis.

A polícia de Duluth prendeu a suspeita Mechelle Talluah Hall, de 25 anos, dentro do abortuário e encontrou uma faca em seu bolso que correspondia à descrição de Leah. Ela foi acusada de agressão de segundo grau. Hall disse para o juiz que estava considerando as condições de sua libertação: "Sei que o que fiz é errado".

A família Winandy diz que ainda espera ministrar para Mechelle apesar do incidente, e poderá ter uma chance. Depois que a polícia se foi com Mechelle, uma amiga que havia ido à clínica para apoiá-la foi apenas informada pelos funcionários da clínica que ela havia ido embora rapidamente. As duas Winandys se aproximaram dela e quando perceberam por causa de quem ela estava ali, elas explicaram a situação. Elas conversaram com a amiga sobre o amor de Cristo e lhe deram uma Bíblia. Elas trocaram entre si seus números de telefone e esperam dar acompanhamento para a amiga e talvez até mesmo para a própria Mechelle um dia.

Quem desejar fazer contato com Leah e sua família é só seguir esta direção:

Pro-life Ministry of Duluth
P.O. Box 161018
Duluth, MN 55816
E-mail: prolife4duluth@gmail.com

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110901.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09112603.html

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24 de dezembro de 2009

Natal: Maria escolheu vida

Natal: Maria escolheu vida

O resultado foi o nascimento de Jesus

Rev. Larry Christenson

A visita do anjo Gabriel a Maria é chamada de "A Anunciação". Do ponto de vista de Deus, foi o anúncio de que Deus a havia escolhido para se tornar a mãe do Messias.

Do ponto de vista de Maria, poderia se chamar de "A proposta". O cenário todo e o rumo da conversa sugerem que o anúncio foi uma solene proposta que requeria uma resposta de Maria. Do ponto de vista de Maria, foi como responder a uma proposta de casamento, envolvendo, como seria de esperar, a responsabilidade de dar à luz. Sua resposta foi simples e firme: "Cumpra-se em mim segundo a tua palavra".(Lucas 1:38 RC)

Não há dúvida de que, conforme mostra a Bíblia, Deus não forçou Maria a aceitar a proposta. Nada foi feito contra a vontade dela. Pelo contrário, Ele lhe apresentou uma escolha. É possível imaginar que ela poderia recusar. Ela poderia recuar da proposta e dizer: "Não, não quero que isso se cumpra".

Mas ela escolheu dizer sim. Ela aceitou a proposta e tudo o que essa proposta implicava.

Um triste cenário de fundo

De novo, estamos nos preparando para celebrar o nascimento de Cristo. Contudo, que triste cenário de fundo para esse maravilhoso evento estamos vendo nos contínuos assassinatos em massa de crianças nos Estados Unidos, assassinatos que vêm ocorrendo desenfreadamente desde que o aborto foi legalizado e se tornou uma questão de livre escolha em 1973.

Na sociedade romana, o pai tinha o direito de vida e morte sobre qualquer filho que nascesse na família. Quando uma criança recém-nascida era levada até ele, ele podia escolher ficar com ela ou ordenar que ela fosse morta. Nenhuma outra pessoa ou lei podia violar a decisão do pai.

Olhamos para o passado, para a época em que essa prática era aceita e, com toda justiça, sentimos nojo do que faziam. Qualquer pai que fizesse tal coisa hoje seria julgado e condenado por assassinato.

No entanto, pare para pensar no que está acontecendo agora nos EUA: as leis dão às mães o mesmo direito de vida e morte. Se uma mãe não quer que a criança que está dentro dela viva, ela pode escolher que a criança seja morta. E nenhuma outra pessoa ou lei pode intervir para proteger a vida da criança.

A lógica distorcida dos defensores da livre escolha

Chamam de "pró-escolha" ou livre escolha o direito de fazer aborto, e seria difícil imaginar que um termo como esse esconda intenções tão perversas e malignas, pois o foco da pró-escolha é o direito de a mãe fazer tal escolha. A pessoa inocente cuja vida está em perigo — a criança — não tem escolha, não tem direitos e não tem proteção. O Império Romano do primeiro século dizia: "Só o pai pode decidir". Os Estados Unidos de hoje dizem: "Só a mãe pode decidir". Até que ponto realmente chegamos?

Recentemente, a lógica distorcida do movimento pró-escolha foi revelada num grande anúncio publicado no jornal The Washington Post, o qual enumerou "nove razões por que o aborto é legalmente permitido". Eis uma das razões: "As leis de gravidez compulsória são incompatíveis com uma sociedade livre. Não há pior invasão à privacidade do que obrigar uma mulher a continuar a sua gravidez até o parto".

A gravidez não é compulsória. Nenhuma mulher ou homem é obrigado a se casar ou a ter relações sexuais. (Neste artigo não estamos considerando as gravidezes em casos de estupro e incesto, pois esses casos perfazem um total de bem menos do que um décimo de um por cento de todas as gravidezes nos Estados Unidos. Estamos examinando a questão dos milhões de crianças que são assassinadas por aborto por mulheres que escolheram livremente ter relações sexuais.)

A decisão de não ter filhos é uma decisão bastante séria, e os cristãos devem estudar cuidadosamente a Bíblia, orar e pedir a orientação de Deus antes de tomarem qualquer decisão. Mas sabemos que a Bíblia ensina que os cristãos têm liberdade para escolher não se casar (veja Mateus 19:11-12).

No entanto, a decisão de ter relações sexuais sempre inclui a possibilidade de gravidez. Quando uma mulher fica grávida, surge uma situação inteiramente nova. Outra pessoa entrou na cena, cuja vida, necessidades e direitos devem ser levados em consideração. O princípio moral mais fundamental é que o aborto não é uma opção, pois o assassinato de uma pessoa inocente não é uma opção.

Mas e se por acaso Maria tivesse primeiro dito sim, e então, meditando mais na situação, se arrependesse e pensasse em abortar a criança que estava vivendo dentro dela? Não mais seria uma questão pessoal de Maria: a vida da criança que Deus lhe dera estaria em jogo. E em jogo também estariam as vidas de todas as pessoas à quais Ele havia sido enviado para salvar. O peso moral de tal escolha teria sido enormemente maior do que a escolha que ela enfrentou quando o anjo tinha falado com ela.

Quem é responsável pelos filhos?

Quando um homem e uma mulher escolhem se casar, eles estão entrando num pacto muito especial. Para os cristãos, não é só um pacto entre o homem e a mulher. É também um pacto diante de Deus, que estava presente quando o homem e a mulher fizeram a promessa de serem fiéis um ao outro no casamento (veja Malaquias 2:15).

Quer saibam quer não, quer aceitem quer não, um homem e uma mulher que se casam estão concordando em gerar e cuidar dos filhos que forem concebidos de sua união. Isso é tão elementar, e está tão gravado na história, leis e costumes da raça humana, sem mencionar a tradição cristã, que nem é preciso dizer muito sobre o assunto. Mas esses fundamentos morais tão elementares estão sendo eliminados em nossa época. Tanto dentro como fora do casamento, as pessoas entretêm a noção de que seu relacionamento sexual é algo inteiramente particular, algo que envolve só um homem e uma mulher e mais ninguém. No que se refere ao relacionamento em si, isso pode ser verdade. Mas no que se refere ao fruto do relacionamento, a criancinha que foi concebida, os pais têm a responsabilidade de criá-la e protegê-la.

A respeito disso, a mesma coisa que se aplica a um homem e uma mulher casados também se aplica a um homem e uma mulher que têm relações sexuais fora do casamento. Nossas leis, por exemplo, afirmam que os pais que nunca se casaram e os pais divorciados são responsáveis pelo sustento dos filhos.

Iniciar um relacionamento sexual implica um pacto implícito de ser responsável pelos filhos que forem concebidos como resultado desse relacionamento.

O que é realmente a livre escolha?

Defender o direito de um pai romano do primeiro século ou de uma mãe americana do século atual de "escolher livremente", quando a vida de uma criança está em jogo, mostra que os que são a favor do infanticídio e do aborto têm valores morais pervertidos.

Mas o anúncio a favor do aborto, que saiu no Washington Post, ainda diz mais: "Se as mulheres forem forçadas a continuar sua gravidez até o parto, o resultado será crianças indesejadas".

Duas coisas precisam ser ditas em resposta a essa declaração:

* O casamento e as relações sexuais não são obrigatórios. Ninguém é a favor de que as pessoas sejam forçadas a se casar ou a ter relações sexuais.

* Contudo, escolhendo-se o casamento ou o sexo, não se pode separar o casamento e as relações sexuais da possibilidade de conceber filhos.

Aí, então, está o lugar próprio da livre escolha. As pessoas que não querem filhos não devem casar nem ter relações sexuais.

Isso não é ser simplista. Apenas reconhece o modo como funciona a sexualidade humana. Pode não ser uma resposta agradável para os que querem o prazer do sexo sem as responsabilidades conseqüentes. Mas, sem dúvida alguma, é uma resposta bem melhor do que matar crianças.

Todo esse falatório sobre o direito da mulher à privacidade, ou sobre o direito de ela decidir o que acontece com seu próprio corpo, põe de lado a questão fundamental: a mulher que decide se casar e ter relações sexuais está aceitando as responsabilidades inerentes.

Se fosse denunciado que alguma mãe ou pai estivesse espancando, estuprando ou até mesmo matando os próprios filhos na privacidade de seu lar, a sociedade interviria para proteger as crianças ameaçadas. A gravidez da mãe é a casa da criança em sua primeira fase de vida. A mulher que inicia um relacionamento sexual está, por assim dizer, dando um contrato de aluguel de nove meses para seus filhos antes do nascimento. O direito moral de a criança viver e ser nutrida nessa primeira "casa" é igual ao direito de a criança viver e ser nutrida na casa de seus pais após o nascimento.

Quando a mulher decide fazer aborto, não é só seu corpo que é envolvido, mas também a vida de outro ser humano. Assim como não era certo o pai ter o direito de matar seu filho, assim também não é certo a mãe ter esse direito. São as leis e costumes pervertidos que estão se tornando comuns em nosso país que permitem que o horror do aborto seja infligido em milhões de crianças indefesas.

O que podemos fazer?

Por que estamos escrevendo sobre esse triste cenário de fundo para o Natal? Creio que a comum prática do aborto é uma — talvez a principal —das causas que estão impedindo a renovação espiritual do Espírito Santo de se espalhar em nossa nação. A crise do aborto nos EUA requer arrependimento, perdão e compromisso de defender a santidade do casamento e da vida humana.

O que nós, cristãos, podemos fazer?

Antes de mais nada, em todos os lugares e ocasiões que pudermos, vamos declarar a firme Palavra de Deus, que chama o pecado como realmente é: pecado. A comum prática do aborto legalizado em nosso país é um pecado muito grave. Se lidarmos com esse pecado sem vê-lo como de fato é, estaremos lidando com sintomas apenas, não com a cura.

De igual maneira, devemos levar a mensagem de misericórdia de Deus às mulheres que estiveram envolvidas com o aborto. Meus muitos anos de experiência pastoral me convencem de que a necessidade mais desesperadora das que fizeram aborto é a necessidade de perdão.

É difícil, neste momento da história, ver como ou se conseguiremos influenciar a sociedade nessa questão. Mas isso não deve nos desanimar. Vamos fazer o que pudermos. Deus vê a situação muito além da nossa visão limitada.

Sim, façamos o que pudermos. Vamos ajudar a tornar a consciência (a nossa e a dos outros) sensível ao valor e santidade da vida desde o momento da concepção. Vamos auxiliar — com conselhos, oração e ajuda — as mulheres que estão pensando em abortar.

Mas em análise final, a decisão toda está nas mãos da mulher que concebeu uma nova vida. Embora não tenha o direito de destruir essa vida, ela pode fazer isso, se assim o desejar.

Como vão ficar as coisas em nossa nação é difícil de saber. Mas que grande bênção seria se milhares de mulheres cristãs, que levam dentro de si mesmas o milagre de uma nova vida, dissessem como Maria: "Cumpra-se em mim segundo a tua palavra".

Em sua gravidez, Maria confiou e acolheu o bebê Jesus em sua barriga. Na gravidez, cada mulher cristã também tem o privilégio de confiar e acolher Jesus na pessoa da criança que está em sua barriga: "Quem por amor a mim receber uma criança estará recebendo a mim", disse Jesus (veja Mateus 18:5).

"Cumpra-se em mim segundo a tua palavra". Essa resposta foi muito mais do que o sim inicial que Maria disse ao anjo. Tornou-se o emblema da sua vida. Ela deu à luz o bebê Jesus porque ela havia colocado a sua vida nas mãos de Deus. Ela viveu seu chamado como mãe na alegria e na incerteza, na tristeza e na felicidade. Ela pôde dizer, em todos os problemas e circunstâncias: "o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim". (Lucas 1:49 NTLH)

Assim também poderá dizer toda mãe que colocar sua vida nas mãos de Deus e viver seu chamado como mãe.

Publicado anteriormente por Julio Severo com o título: Um triste cenário de fundo para o Natal

Artigo original: Larry looks at… A Sorrowful Backdrop to Christmas, publicado na edição dezembro de 1988 do boletim Lutheran Renewal. Traduzido e adaptado, com a devida permissão, por Julio Severo.

Fonte: www.juliosevero.com

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23 de dezembro de 2009

Denúncia pública: MEP virou EPJ

Denúncia pública: MEP virou EPJ

Apesar das camuflagens e mudança de máscaras, intenções dos evangélicos progressistas não mudam

Julio Severo
Durante anos eu vinha denunciando o Movimento Evangélico Progressista (MEP), fundado pelo ultra-socialista Robinson Cavalcanti, que tinha o propósito de ajuntar os evangélicos do Brasil e levá-los a um envolvimento político esquerdista. Depois que conseguiram o que queriam (Lula & Cia. no poder), eles desaparecem.
E reaparecem com outro nome. Agora, é Evangélicos pela Justiça (EPJ), formado no início de 2009.
Será que veremos no EPJ as mesmas aberrações que só o MEP conseguia produzir? Em 2004, por exemplo, o encontro do MEP sobre ética no Congresso Nacional trouxe nada menos do que o “ultra-ético” Caio Fábio. Em matéria de sexo e dinheiro, CF no Congresso falando sobre ética é como peixe nadando livre no próprio aquário.
Para ler as declarações de CF sobre ética e meio-ambiente, clique aqui. Mas aviso: segure-se na cadeira, pois em matéria de ecofanatismo, CF dá um show de bola, perdendo apenas para o “profeta” Al Gore, o homem que quer acabar com a raça humana a fim de salvar o meio-ambiente.
Durante o evento sobre ética, cheguei a ver Geter Borges, secretário-geral do MEP, junto com CF. A bancada evangélica do PT, com a qual Geter convivia tão bem, recepcionou CF de braços abertos. O que Lula e o PT teriam feito sem a sedução ideológica do Geter, MEP e CF entre os evangélicos?
Eu sei muito bem o que o MEP andou fazendo. Em 2002, a igreja pela qual eu era responsável recebeu por SEDEX milhares de folhetos de apoio a Lula, com nomes de pastores evangélicos diretamente ligados ao MEP. O pacote veio diretamente do diretório nacional do PT em São Paulo e estava endereçado à igreja no mesmo tipo de endereçamento utilizado pela cúpula da denominação da qual eu fazia parte. Tendo ou não a direção denominacional cumplicidade nessa traição, resolvi queimar todos os folhetos e expliquei aos membros da igreja que o candidato Lula era uma ameaça ao Brasil.
Hoje, com toda essa experiência, daria para eu fingir que as reais pretensões do EPJ são obscuras ou indecifráveis?
Vejamos o que os fatos mostram. Em seu documento “Evangélicos pela Justiça”, de 6 de janeiro de 2009, o EPJ, sem querer ou não, denuncia si mesmo ao declarar na página 15:
“Na América Latina apenas três países conseguiram vencer o problema do analfabetismo: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bo­lívia. A importância de um país alfabetizar seus cida­dãos é inquestionável”.
Desculpe-me, ex-MEP e hoje EPJ, mas vence-se o analfabetismo educando as pessoas a raciocinar. O que Cuba, Venezuela e agora a Bolívia fazem é apenas doutrinar sistematicamente suas oprimidas populações a ler, ouvir, comer, beber e ingerir o socialismo, dia e noite. Nesses países, a capacidade de raciocínio da população foi enforcada, pela imperiosa vontade de seus governantes. O povo cubano, venezuelano e boliviano estão incapacitados de julgar e avaliar o que lêem e “aprendem”. Eles são apenas repetidores robóticos da ideologia que o Estado socialista lhes impõe. Dá para chamar isso de vitória sobre o analfabetismo?
Se você acha que há muito marxismo nas escolas do Brasil, você ainda não viu nada. Se depender do EPJ, o Brasil só terá vitória contra o “analfabetismo” quando tiver 100% do controle sobre a educação e a mente da população. Só então o Brasil “merecerá” ser colocado ao lado das tiranias comunistas da América Latina. E esse tempo não está longe, pois o governo Lula conseguiu aprovar uma emenda à Constituição obrigando os pais a entregar seus filhos de 4 anos às escolas. O controle marxista sobre a mente das crianças será agora um “direito” do Estado consagrado na própria Constituição brasileira.
Quando o governo Lula e seus sucessores ideológicos atingirem sua meta de “alfabetizar” 100% da população brasileira, aí o EPJ poderá alegremente declarar que finalmente o Brasil alcançou o “majestoso” nível educacional de Cuba, Venezuela e Bolívia. Se matar a capacidade do povo raciocinar é “alfabetização”, então por que condenar Hitler e Stálin? Se doutrinação sistemática é “alfabetização”, então as ditaduras de Hitler e Stálin foram excelentes alfabetizadoras.
Se o EPJ fosse uma criatura honesta, seu documento diria a verdade:
“Na América Latina apenas três países conseguiram impor doutrinação comunista em 100% da população através das escolas: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bo­lívia. Para os comunistas, doutrinar os cida­dãos e controlar a educação é de importância inquestionável”.
Se o EPJ fosse um movimento genuinamente cristão, seu apoio seria direcionado para a educação escolar em casa, não para a “educação” estatal de países amasiados com o comunismo. A educação em casa traz genuína liberdade. A educação socialista estatal gera apenas escravidão psicológica. Mas, tal qual o MEP, o EPJ mostra suas inclinações.
O decrépito MEP adorava o MST, um movimento comunista radical. E o EPJ? Na comemoração dos 25 anos do MST, o esquerdista Ariovaldo Ramos recebeu permissão de Geter Borges para representar o EPJ e aproveitou para louvar os desbravadores evangélicos socialistas do Brasil: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Ed Rene Kivitz, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.
Se onde há fumaça há fogo, então toda essa turma junta significa o que?
De que adianta mudar de nome se o coração abriga depravação política e ideológica? Seja MEP ontem, EPJ hoje e algum nome mais meloso amanhã, o fato é que os evangélicos “progressistas” não podem dar ao Brasil uma libertação que eles mesmos não têm.
Quer eles gostem ou não, Lula na presidência foi também fruto dos esforços do MEP. Antes que venha algum fruto do EPJ, saibamos reconhecer a árvore pelos seus frutos.
A raiz socialista do MEP e do EPJ está espiritualmente podre.
Então como é que alguém poderia esperar algum fruto bom do EPJ?
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