27 de dezembro de 2009

Papa adverte bispos brasileiros contra “enganosa” teologia baseada no marxismo

Papa adverte bispos brasileiros contra “enganosa” teologia baseada no marxismo

Hilary White, correspondente em Roma
ROMA, Itália, 8 de dezembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O Papa Bento 16 denunciou a “longa e dolorosa noite de violência e opressão” que era o governo comunista na Alemanha, e, na mesma semana, comemorou a supressão da Teologia da Libertação, de inspiração marxista, promovida por muitos padres católicos da América Latina em décadas recentes.
Num discurso para os bispos católicos do Brasil que estavam em visita a Roma, o Papa Bento recordou o aniversário de 25 anos do documento “Libertatis nuntius” preparado pela Congregação da Doutrina da Fé, que condenou as tendências da Teologia da Libertação marxista.
O Papa Bento disse em seu discurso no sábado que as “conseqüências visíveis” dos “princípios enganosos” da Teologia da Libertação na Igreja do Brasil têm sido “rebelião, divisão, discórdia, insultos e anarquia que ainda estão sendo sentidos, criando no meio de suas comunidades diocesanas grande dor e uma grave perda de força para viver”.
A Teologia da Libertação se enraizou em muitas áreas da Igreja depois do Concílio Vaticano 2 na década de 1960 e inspirou o permanente flerte da maior parte das instituições católicas americanas com o ativismo político esquerdista. Libertatis nuntius descreveu a tendência como algo levando a fazer pouco caso da importância da pecaminosidade individual para focar no que seus proponentes chamavam de “pecado sistêmico”, que eles diziam cria pobreza e injustiça.
E num concerto na Capela Sistina na sexta-feira de noite, o papa falou sobre o comunismo, dizendo: “Sob a ditadura comunista não havia ação que teria sido considerada como má e sempre imoral em si. Qualquer coisa que servisse aos objetivos do partido era boa — por mais desumana que fosse”.
O concerto foi patrocinado pelo presidente da Alemanha para marcar os 60 anos desde a fundação da República Federal da Alemanha e o aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim.
“Muitos na época experimentaram os eventos de 9 de novembro de 1989 como o alvorecer inesperado da liberdade, depois de uma longa e dolorosa noite de violência e opressão imposta por um sistema totalitário que, no fim, levou a um niilismo, um esvaziamento das almas”, disse o papa.
O Papa Bento elogiou a Lei Fundamental da Alemanha, fundada em 1949, dizendo que ela dá “prioridade à dignidade humana, ao respeito ao casamento e à família como o alicerce de toda sociedade e a um profundo respeito pelo que é sagrado para outros”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09120805.html
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3 comentários :

Herberti disse...

Diz a sabedoria popular que "há males que vem para bem.". Se há algum benefício que podemos creditar ao "Evangelho da Prosperidade" é o de ter atropelado e passado por cima da tal "Teologia da Libertação", pelo menos aqui no Brasil. Lembro-me nítidamente nos anos de 1980 como o discursso contra os ricos era a sensação tanto nas famingeradas Comunidades Eclesiais de Base como nas redações do jornais. Mas, paralelamente, uma certa Igreja Universal do Reino de Deus começou a ganhar espaço e visibilidade nas grandes cidades, silenciosa e eficientemente, fazendo um trabalho de reengenharia social, que nem a cúpula romanista conseguiu com seu jogo duplo (condenava a TL, mas não proibia).
Enquanto isto, o movimento neo-evangélico, encantado com os "resultados" obtidos pela IURD, adotou muitas de sua práticas, gerando esta "quimera religiosa evangélica" que ai está. Pode até ser que pulamos de espeto para a brasa, mas de qualquer modo, é sempre edificante ver como a soberania de Deus manifesta-se na História.

Anônimo disse...

Herberti, faço esse desafio a você: Tente saber onde surgiu a Teologia da Libertação?

Até aquele sítiozinho do wikipedia mostrou parcialmente de onde veio!

Nascimento

A Teologia da Libertação nasceu da influência de três frentes de pensamento: o Evangelho Social das igrejas norte-americanas, trazido ao Brasil pelo missionário e teólogo presbiteriano Richard Shaull; a Teologia da Esperança, do teólogo reformado Jürgen Moltmann; e a teologia política que tinha como seus grandes expoentes o teólogo católico Johann Baptist Metz, na Europa, e o teólogo batista Harvey Cox, nos EUA.

Há uma série de eventos que precederam o nascimento da Teologia da Libertação:

1952: O missionário presbiteriano Richard Shaull chega ao Brasil trazendo o Evangelho Social e cria uma estreita relação com os pastores presbiterianos Rubem Alves e Jaime Wright;
1964: O teólogo reformado Jürgen Moltmann publica sua obra Teologia da Esperança;
1965: O teólogo batista Harvey Cox publica A Cidade Secular;
1967: O teólogo católico Johann Baptist Metz pronuncia a conferência Sobre a Teologia do Mundo;
O marco do nascedouro da Teologia da Libertação está na publicação da obra Da Esperança, de Rubem Alves, que tinha o título de Teologia da Libertação, criticando a teologia metafísica de uma forma geral e propondo o nascimento de novas comunidades de cristãos animados por uma visão e por uma paixão pela libertação humana e cuja linguagem teológica se tornava histórica.

A primeira participação católica no lançamento da Teologia da Libertação foi a publicação da Teologia da Revolução, em 1970, pelo teólogo belga radicado no Brasil José Comblin. Em 1971, Gustavo Gutiérrez publicou Teologia da Libertação. Somente em 1972, Leonardo Boff surge no cenário teológico com a publicação de Jesus Cristo Libertador. Como Rubem Alves estava asilado nos EUA neste período, Boff passou a ser o mais conhecido representante desta corrente teológica que vivia no Brasil, devido à proteção recebida pela ordem dos franciscanos, à qual ele pertencia[carece de fontes?].

O método destas teologias é indutivo[1] : não parte da Revelação e da Tradição eclesial para fazer interpretações teológicas e aplicá-las à realidade, mas partem da interpretação da realidade da pobreza e exclusão e do compromisso com a libertação para fazer a reflexão teológica e convidar à ação transformadora desta mesma realidade. Ocorre também uma crítica à teologia moderna e sua pretensão de universalidade. Consideram esta teologia eurocêntrica e desconectada da realidade dos países periféricos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia_da_Liberta%C3%A7%C3%A3o

Lima

Anônimo disse...

Para aqueles que acham conhecedores da Igreja Católica:

5.1 A Igreja Católica: Construtora da Civilização - O Sistema Universitário

http://www.youtube.com/watch?v=g3OZw7s3QHk&feature=related

5.2 A Igreja Católica: Construtora da Civilização - O Sistema Universitário

http://www.youtube.com/watch?v=Fa9jF3t8hf0&feature=related

5.3 A Igreja Católica: Construtora da Civilização - O Sistema Universitário

http://www.youtube.com/watch?v=Bri-tAsIZjI&feature=related

Moreira