3 de novembro de 2009

Escravidão educacional para crianças de 4 anos

Escravidão educacional para crianças de 4 anos

Cavalo-de-tróia no Congresso Nacional altera Constituição para estabelecer institucionalização compulsória de crianças novas

Julio Severo

Foi aprovada de forma conclusiva no Senado Federal, em 28 de outubro de 2009, a PEC 96A/03, que aumenta o orçamento para educação. A votação teve a presença de 52 senadores, e todos sem exceção votaram a favor do aumento do orçamento — um aumento que implicará mais sacrifícios do bolso do trabalhador brasileiro para a interminável sede de impostos do governo.

Mas não é só no bolso que o brasileiro será atingido. A PEC (que significa Proposta de Emenda à Constituição) torna, conforme informou o jornal esquerdista Folha de S. Paulo, “obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos da pré-escola e o ensino médio”.

Foi muito fácil aprovar a redução da idade para o ensino obrigatório, pois ninguém suspeitou que uma medida insípida sobre orçamento carregava uma armadilha para todas as famílias do Brasil. A PEC sobre orçamento, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados (onde recebeu o enxerto da institucionalização forçada das crianças de 4 anos), foi o cavalo-de-tróia do governo para capturar as crianças, arrancando-as mais cedo da esfera de seus pais e ferindo diretamente a autoridade dos pais.

Quando for promulgada em breve, essa PEC fará a Constituição “matar dois coelhos numa só cajadada”, obrigando os cidadãos a entregar mais de seu dinheiro para o Estado piranha e obrigando-os a entregar seus filhos mais cedo para o controle estatal disfarçado de “educação gratuita”.

Essa é a segunda vitória de Lula na área da educação. A primeira foi quando seu governo abaixou, sem nenhuma oposição, a idade de obrigatoriedade para 6 anos. O que essa obrigatoriedade fará é dar para as crianças de 4 anos o que as crianças de 6 anos em diante já estão recebendo do Estado.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, “um estudo preparado pelo Instituto de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, revelou oficialmente que um terço das crianças brasileiras matriculadas na 4ª série do ensino fundamental não sabe nem sequer o que deveriam ter aprendido ao final do 1º ano de escola”.

Segundo o IBGE, o Brasil tem 2,1 milhões de alunos entre 7 e 14 anos que são analfabetos. Isto é, são crianças que vão para a escola para aprender — mas não estão aprendendo. Pelo menos, não estão aprendendo o que os pais gostariam que elas aprendessem: ler, escrever, etc.

O único tipo de analfabetismo que o Estado não permite na escola é o analfabetismo sexual e marxista. Nesses dois pontos, os alunos brasileiros tirariam dez ou mais em qualquer teste nacional e internacional.

Além da péssima educação essencial e da predominante socialização sexual, há a “socialização aos ponta-pés”: um estudo revela que 66% dos alunos do ensino fundamental e médio já se envolveram em ato de violência.

As duas principais características de uma educação excelente são qualidade e liberdade. Evidentemente, as famílias têm o maior interesse em que seus filhos tenham uma educação com essas características.

Contudo, o controle sobre indivíduos requerer que a qualidade e a liberdade sejam descartadas e sacrificadas em troca da doutrinação compulsória. Para um Estado sob possessão socialista, não importa que os alunos de escolas não estejam aprendendo a ler e escrever satisfatoriamente. O que importa é distanciar as crianças da esfera dos pais, sua autoridade e seus valores a fim de doutriná-las diretamente nos interesses estatais.

Essa doutrinação é realidade comprovada em todo o Brasil. Em matéria longa sobre as escolas brasileiras, a revista Veja de 20/08/2008 fez as seguintes constatações:

* Uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças.

* A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA.

* É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva apenas em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras.

* A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3 000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal — algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" — à frente de "ensinar a matéria".

* Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo.

Essa realidade das escolas do Brasil está em perfeita sintonia com as políticas do governo, cuja preocupação não é a qualidade nem a liberdade, mas exclusivamente o controle educacional das crianças. Essa realidade faz com que o Brasil se pareça mais com a China comunista, onde crianças de 4 anos são obrigadas a ir para a escola apenas para receber doutrinação estatal. Aliás, de acordo com a Folha de S. Paulo, o Brasil e a China anunciaram recentemente a “criação de um plano quinquenal de metas, aos moldes dos adotados pelo regime comunista chinês, para criar uma pauta comum na área da educação”.

Se a meta é controlar as crianças de 4 anos, ninguém melhor do que a China para ajudar o Estado brasileiro.

O socialismo não tolera uma Constituição que garanta os direitos das famílias de escolher livremente uma educação de qualidade para seus filhos. O ideal socialista exige que em vez de garantir os direitos naturais dos pais, a Constituição seja alterada para proteger os caprichos ideológicos do Estado. Quando essas alterações fundamentais ocorrem, todas as coisas são possíveis para o Estado.

Portanto, não é de surpreender a aprovação da PEC para impor a escravidão educacional de todas as crianças do Brasil a partir de 4 anos. E também não é de admirar que o Ministério da Educação do governo Lula tenha recentemente declarado que a educação domiciliar é inconstitucional. Tudo do jeito que a China gosta — e não muito diferente do nazismo.

Em 1937, o ditador Adolf Hitler, líder do Partido dos Trabalhadores Nacional Socialista (mais conhecido como Partido Nazista), declarou: “As crianças de hoje sempre serão os adultos do futuro. Por esse motivo, colocamos diante de nós a tarefa de inocular nossas crianças com o espírito de sociabilização em idade bem nova, numa idade em que os seres humanos são ainda inocentes e portanto estão ainda intactos. O governo nazista tem as crianças como sua base e está se construindo para o futuro nessa base. E o governo nazista não dará suas crianças a ninguém, mas assumirá o controle delas e dará a elas a própria educação e a própria criação do governo”.

Em 1938, Hitler tirou dos pais alemães o direito de decidirem livremente a educação de seus filhos, proibindo oficialmente a educação escolar em casa. O próprio Hitler explica o motivo por que ele queria as crianças obrigatoriamente nas escolas:

Quando um inimigo declara, “Não passarei para o seu lado”, eu digo calmamente, “Seu filho já pertence a nós… O que é você? Você passará. Mas seus descendentes agora estão na esfera do nosso partido. Em pouco tempo eles só conhecerão essa nova identidade”.

Quem livrará as criancinhas do Brasil desse destino cruel?

Fonte: www.juliosevero.com

Versão em inglês deste artigo: Educational slavery for four-year-old children

Veja também: Golpe nos direitos dos pais

Visite o Blog Escola em Casa: http://www.escolaemcasa.blogspot.com

Embora todos os senadores já tenham aprovado a nociva PEC, você pode se manifestar e pedir para que eles detenham a PEC 96A/03. Para escrever para todos os senadores de uma só vez, consulte os emails deles neste link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html

Para ligar gratuitamente para o seu senador, disque: 0800612211

Para ter o email e telefone do seu senador, siga este link: http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=1&u=*&p=*


9 comentários :

Anônimo disse...

UMA PROFISSÃO QUE DEVERIA SER NOBRE - A PROFISSÃO DE PROFESSOR - NESSAS CONDIÇÕES ESTÁ TOTALMENTE PROSTITUÍDA!!!!!!

Anônimo disse...

Prezado Julio

Muito esclarecedora e preocupante esta sua matéria.

Bem lembrado também o fato de que o "partido nazista" na verdade se chamava "Partido dos Trabalhadores", uma semelhança que havia observado há tempos, mas que ainda não tinha visto outras pessoas denunciarem.

Sobre as intenções do governo em aliciar as nossas crianças, o que mais se poderia acrescentar? Que ele quer doutriná-las no homossexualismo e no ateísmo desde a mais tenra idade? Que um dia os bebês sairão da maternidade diretamente para os "campos de educação"? Bem, creio que para bom observador meia palavra basta.

Que Deus te conserve nesta força e nos ajude. Abraço.

Rafael Kafka disse...

É fundamental criar um selo do "Escola sem Partido".Infelizmente não acordamos ainda que essa é a única salvação.

Divalnir disse...

É tempo de mudanças no mundo inteiro.
Os EUA mudarão para muito pior. A Europa já é hostil ao Cristianismo. Lá o Islamismo parece muito mais vivo e vibrante.
A menos que a Igreja no Brasil desperte, nossa arma principal, a oração, continuará a ser deixada de lado, o que será grande lástima para nosso país. As bênçãos de uma nação só podem ser liberadas através de duas coisas: oração e Verdade proclamada. Uma sem a outra não surte efeito.
Onde está a inteligência de nossos líderes eclesiásticos, enquanto homens e mulheres da Verdade? Por que não se unem para unir o povo de Deus em objetivos únicos, em prol de nossa nação?
As trevas avançaram e avançam como inundação, em várias frentes. Temos podido contra elas?

De Divalnir Lima de Jesus
De Recife

Anônimo disse...

Eu concordo. No meu caso, de cada 10 professores que eu tive, 9 eram esquerdistas. Na faculdade era até um pouco pior. Assim, me tornei esquerdista "naturalmente", o que só reverteu depois que me formei.

amaury disse...

Divalnir,
para mim, o Brasil já está perdido. basta ver como a esmagadora maioria dos evangélicos não somente aceita se submeter e segue cegamente "apóstolos" e "bispos" desonestos e marqueteiros, como também abraça alegremente bandeiras da esquerda e do socialismo
experimente criticar, por exemplo, a liberação do aborto ou as leis da mordaça gay em um fórum cristão para ver como você será tratado pelos irmãos.

Tiago Fernandes disse...

Divalnir vc disse TUDO:"As bênçãos de uma nação só podem ser liberadas através de duas coisas: oração e Verdade proclamada. Uma sem a outra não surte efeito".

Amém,que o Senhor Deus tenha misericórdia de nós.

Israel disse...

Excelente artigo sobre a educação!!! Eu me lembro bem do colegial, quando, infelizmente, eu estava enfiado em ideologias porcas como o anarquismo, meus professores, dois deles afiliados do PT, diziam que Stalin nunca matou ninguém. O que me deixa triste é saber que essa gente não se mete com pessoas do tamanho deles, precisam de crianças para provar a força imbecializando da causa socialista.

Anônimo disse...

Que tristeza viu !!!!
Julio, peço desculpas, pois não tinha visto esse seu post, você foi o único que vi até agora a "tocar o alarme" de alerta. Não vejo ninguém comentando sobre isso, colocando em discussão ou protestando.

O que vai restar às pessoas de bem? Aos cristãos que prezam a educação com valores e a moral?
Refugiar-se em países que não tem um governo disfarçado de ovelhinha mas que por baixo estão sangrando tirania?

A cada dia que passa eu me decepciono mais, eu morava fora, voltei a morar no Brasil porque conheci meu marido...e pelo que vejo terei que continuar me munindo dessas tragédias para convencê-lo a ir embora daqui antes que nos comam vivos!!!!

Raquel - casalvintera@yahoo.com.br