27 de outubro de 2009

Representante do governo americano na ONU bajula mudança drástica do governo de Obama na questão do aborto

Representante do governo americano na ONU bajula mudança drástica do governo de Obama na questão do aborto

Dr. Piero A. Tozzi

NOVA IORQUE, EUA, 15 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Num discurso na semana passada na Faculdade de Direito da Universidade Howard, a embaixadora americana nas ONU Susan E. Rice repetiu que a política externa do governo de Obama abandonou a política externa do anterior governo de Bush. Rice também sutilmente redefiniu os termos usados nos documentos da ONU para marcar uma significativa mudança de posição na questão do aborto.

Examinando os primeiros nove meses do novo governo americano, Rice bajulou o fato de que Obama revogou a “política da Cidade do México” que impedia os EUA de financiarem organizações envolvidas em aborto no exterior e a decisão dele de financiar o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP). O governo de Bush havia cortado toda assistência a essa agência da ONU de controle populacional depois que o Departamento de Estado sob Colin Powell apurou que o FNUAP era cúmplice da política de abortos forçados da China.

Embora em seu discurso na Universidade Howard Rice jamais tenha expressado a palavra “aborto”, ela afirmou que a política da Cidade do México do governo de Bush havia “proibido assistência dos EUA a programas que apóiam o planejamento familiar e serviços de saúde reprodutiva” e que agora os membros da equipe de Obama na ONU “não mais reflexivamente se opõem a menções de saúde reprodutiva”.

Entretanto, William Saunders, vice-presidente de assuntos legais de Americans United for Life (Americanos Unidos pela Vida), notou que o governo de Bush “não se opunha ao planejamento familiar ou à assistência reprodutiva” em si, mas “só se opunha à terminologia ou práticas que promoviam o aborto”.

Dirigindo-se à sutil mudança semântica de Rice, Saunders chamou os comentários de Rice de “uma volta ao eufemismo” semelhante ao que existia no governo de Clinton. Ele disse para Friday Fax de C-Fam que a embaixadora Rice “parece estar dizendo que o governo de Obama está determinado a promover o aborto, mas fará isso escondendo os termos sob eufemismos”.

Especialistas atentos ao governo de Obama dizem que a evidente atitude de Rice igualando o aborto com “saúde reprodutiva” segue a atitude da secretária de Estado Hillary Clinton, que redefiniu o termo para incluir “acesso ao aborto” quando questionada pelo Dep. Chris Smith (R-NJ) diante da Comissão de Assuntos Externos da Câmara dos Deputados dos EUA. Contudo, os países membros da ONU jamais entraram em acordo com relação a tal definição, embora as agências pró-aborto da ONU e grupos pró-aborto rotineiramente o usem desse jeito.

A mudança lingüística poderia impactar o debate sobre a ratificação dos EUA da Convenção das Deficiências. Embora a Convenção das Deficiências seja o primeiro tratado obrigatório a mencionar “saúde sexual e reprodutiva”, o relatório oficial dos procedimentos notou que a inclusão do termo não era “com a intenção de alterar” as políticas pró-vida dos países que a ratificarem, e pelo menos 15 nações fizeram declarações na Assembleia Geral na época interpretando “saúde sexual e reprodutiva” como excluindo o aborto. A delegação do governo de Bush afirmou que a frase “não pode ser interpretada para apoiar ou promover o aborto”.

A mudança lingüística de Rice e Clinton dá munição para os críticos pró-vida desconfiados da ratificação americana de novos tratados tais como a Convenção das Deficiências.

Antes de assumir seu posto, a embaixadora Rice tinha uma óbvia falta de experiência nas questões sociais contenciosas. O centro das críticas estava em vez disso no modo como ela abordou o genocídio de Ruanda enquanto trabalhava para o Conselho de Segurança Nacional de Bill Clinton e então como assistente da secretária de Estado para assuntos africanos.

No entanto, os conservadores observam que Rice anteriormente trabalhava intimamente com o ex-senador Tim Wirth, que defendia políticas de controle populacional enquanto era vice-secretário de assuntos globais durante o governo de Clinton e quando presidia a delegação americana na Conferência Internacional de População e Desenvolvimento do Cairo em 1994.

Este artigo foi publicado com a permissão de www.c-fam.org

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/oct/09101513.html

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