4 de outubro de 2009

Camisinhas, contracepção e aborto como “método mais barato para combater as mudanças climáticas”

Camisinhas, contracepção e aborto como “método mais barato para combater as mudanças climáticas”, de acordo com a Escola Londrina de Economia e Ciência Política

Hilary White

LONDRES, Inglaterra, 10 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O melhor jeito de combater o aquecimento global é reduzindo o excesso de população por meio da contracepção e do aborto, de acordo com um relatório da prestigiosa Escola Londrina de Economia e Ciência Política (ELECP).

De acordo com o relatório, comissionado pelo grupo ambientalista radical pró-aborto e anti-seres humanos Optimum Population Trust, cada 4 libras gasta em “planejamento familiar” durante os próximos quarenta anos reduziria as emissões globais de CO2 em mais que uma tonelada. Isso ultrapassaria os ganhos de se gastar em “tecnologias de baixa emissão de carbono” em 15 libras.

“Considerado puramente como um método de reduzir futuras emissões de CO2” tais métodos de “planejamento familiar” como aborto, esterilização e distribuição em massa de anticoncepcionais “deveriam ser vistos como os principais métodos de redução de emissões”. Com base em seus dados em relatórios do UNICEF e do FNUAP sobre a “necessidade não atendida” de “planejamento familiar” no mundo em desenvolvimento, o relatório concluiu que se essa necessidade for atendida, haverá uma economia de 34 bilhões de toneladas de CO2”.

As agências da ONU citadas no relatório da ELECP afirmam que 40 por cento de todas as gravidezes mundiais não são planejadas e portanto indesejadas. Isso, dizem eles, significa que há uma necessidade não atendida de aborto, esterilização e contraceptivos artificiais que, se atendidos, reduziriam o número de gravidezes não planejadas em 72 por cento.

Os termos “emissores” no relatório intitulado “Menos Emissores, Menos Emissões, Menos Custos” se refere aos seres humanos. Roger Martin, presidente de Optimum Population Trust na ELECP, disse: “Sempre foi óbvio que as emissões totais dependem do número de emissores bem como suas emissões individuais — não dá para abaixar a tonelagem de carbono como queremos, enquanto a população não parar de aumentar”.

Gerald Warner, colunista do jornal Telegraph, comentou que a proposta para reduzir as emissões de carbono reduzindo-se as pessoas não é suficiente para os extremistas ambientalistas anti-seres humanos. “Por que não economizar 80 bilhões de toneladas acabando completamente com a gravidez? Há só um jeito garantido de impedir o aquecimento global provocado pelos homens e esse é abolindo o homem”.

Warner continuou: “Tendo gerado histeria em massa muito lucrativa e tendo excluído cientistas honestos que mostram que a calota polar ártica está crescendo, não diminuindo; que a população de ursos polares está aumentando, não diminuindo; e que a contribuição humana total para o CO2 atmosférico é minúscula, tornando irrelevantes quaisquer ajustes em seu tamanho, os fanáticos do aquecimento estão aprendendo as alegrias da coerção”.

A classe científica discute muito a equação da “explosão populacional” com o aumento de “emissões de carbono” e portanto “mudanças climáticas” provocadas pelo homem, e muitos deles estão denunciando-a como ciência falsa de inspiração ideológica. Contudo, é o alicerce de boa parte da teoria ambientalista moderna, inclusive de uma organização chamada Movimento em prol da Extinção Voluntária dos Seres Humanos, cujo lema é “Que vivamos muito e que a morte extermine a todos nós”.

As críticas da classe científica não impediram os governos de aceitar essa doutrina sem questionar. Nesta semana, a Comissão sobre Mudança Climática do Parlamento, criada pela Lei de Mudança Climática de 2008, orientou o governo trabalhista a descartar planos para construir uma terceira pista de decolagem no aeroporto de Heathrow, um dos mais ativos do mundo, dizendo que tem de haver um “limite global nas emissões da aviação”.

A menção do relatório da ELECP ao carbono sendo “economizado” é em referência à crescente prática administrativa dos governos chamada de “comércio de emissões”, às vezes denominada de “limite e comércio”. Um governo que colocou um limite nas emissões permitidas de CO2 dá “licenças de emissões” ou “créditos de emissões” que permitem que empresas emitam uma quantidade específica de CO2. As empresas que querem aumentar sua concessão de emissões poderão comprar esses créditos de empresas que poluem menos, o que significa em efeito que a empresa compradora poderá continuar a emitir poluentes na mesma taxa, e que as empresas que não poluem poderão vender seus créditos para a empresa que oferecer o melhor preço.

Os que criticam essa prática dizem que embora tenha criado um novo comércio lucrativo e esteja aumentando os ganhos do governo, muito pouco faz para reduzir as emissões de carbono. O maior sistema de comércio de “mercado de carbono” no mundo é o administrado pela União Européia. O comércio de emissões de carbono vem aumentando sem parar em anos recentes, com o Banco Mundial calculando que cresceu de 11 bilhões de dólares em 2005 para 30 bilhões em 2006 e 64 bilhões em 2007.

Leia a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

No Such thing as a Right to Have Babies: Population Trust
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08071509.html

Government Must Institute Two-Child Policy says Leading UK Population Control Group
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/jul/07071201.html

Environmentalist Extremists Call Humanity "Virus", a "Cancer", Large Families Guilty of "Eco-Crime"
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/may/07050812.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091002.html

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