5 de outubro de 2009

Autoridade da ONU excede mandato ao apoiar parada gay na Sérvia

Autoridade da ONU excede mandato ao apoiar parada gay na Sérvia

Dra. Susan Yoshihara

24 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O diretor da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na Sérvia recentemente promoveu uma demonstração muito polêmica de direitos homossexuais em Belgrado contra a oposição pública e além de seu mandato para trabalhar “intimamente com governos nacionais” para “defender os interesses e mandatos da ONU”.

O Coordenador Residente da ONU William Infante apoiou uma parada do “orgulho gay” marcada para 20 de setembro, um evento que os sérvios rejeitaram desde a última vez em que foi organizado em 2001. De acordo com a Associated Press (AP), os organizadores cancelaram a marcha em vez de aceitar a oferta do governo de um percurso alternativo, que foi uma resposta às preocupações sobre sua capacidade de dar segurança adequada devido à crescente oposição pública ao evento. A defesa de Infante ao evento destinado ao fracasso revoltou grupos preocupados com a crescente pressão que as instituições da ONU e da União Européia (UE) vêm impondo sobre a Sérvia para adotar uma agenda homossexual radical que vai muito além das justificáveis proteções contra a discriminação.

Observadores conservadores na ONU ficaram também alarmados com o fato de que um coordenador residente, que é o “representante designado do Secretário-Geral de operações de desenvolvimento” de acordo com a ONU, assumiu uma posição oficial contrária ao consenso dos países membros da ONU que têm repetidamente rejeitado a inclusão de “orientação sexual e identidade de gênero” entre as categorias aceitas de anti-discriminação nos documentos obrigatórios de direitos humanos da ONU.

Apesar do fato de que os membros da ONU rejeitaram essa idéia, mesmo assim Infante indicou que a categoria especial já existe quando defendeu o evento junto com seus colegas da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Infante declarou: “É muito importante que todas as nações protejam todas as pessoas contra todo tipo de discriminação. Os direitos humanos são universais e inalienáveis para todos, e esses dois princípios de universalidade e não discriminação têm de ser sustentados”. Numa reunião recente, Infante também citou uma recente pesquisa de opinião pública apoiada pela UE e pelo Programa de Desenvolvimento da ONU (PDONU) para sugerir que os sérvios estavam dispostos a adotar uma visão ampla de “não-discriminação”, mas um exame detalhado da pesquisa revela que aproximadamente quarenta por cento dos sérvios estão preocupados com a proteção de seus filhos e com o “mau exemplo” que pode ser dado com a promoção da homossexualidade na sociedade sérvia.

A Sérvia vem sofrendo intensa pressão da UE e de ONGs militantes para liberalizar as leis e políticas públicas com relação à família e sexualidade. Muito embora nenhum tratado obrigatório da ONU nem chegue a mencionar orientação sexual ou homossexualidade, a influente ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou uma carta ao vice-primeiro ministro sérvio afirmando que a Sérvia tinha de adotar a legislação polêmica ou estaria violando suas obrigações sob o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) de 1966. A HRW baseou seu argumento no fato de que o comitê encarregado de monitorar o tratado “afirmou… que a orientação sexual é um fundamento protegido contra a discriminação”, mas o comitê não tem autoridade para interpretar o tratado, e só tem um mandato para monitorar a obediência das nações.

Infante assumiu apenas recentemente seu posto na ONU da Sérvia. Ele trabalhou na Sérvia de 2001 a 2004 como diretor da Secretaria de Finanças e Políticas Econômicas da Agência Internacional de Desenvolvimento dos EUA (conhecida pela sigla em inglês USAID) sob William S. Foerderer.

(Artigo publicado com a permissão de www.c-fam.org)

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09092411.html

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