Autoridade da ONU excede mandato ao apoiar parada gay na Sérvia
Dra. Susan Yoshihara
24 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O diretor da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na Sérvia recentemente promoveu uma demonstração muito polêmica de direitos homossexuais em Belgrado contra a oposição pública e além de seu mandato para trabalhar “intimamente com governos nacionais” para “defender os interesses e mandatos da ONU”.
O Coordenador Residente da ONU William Infante apoiou uma parada do “orgulho gay” marcada para 20 de setembro, um evento que os sérvios rejeitaram desde a última vez em que foi organizado em 2001. De acordo com a Associated Press (AP), os organizadores cancelaram a marcha em vez de aceitar a oferta do governo de um percurso alternativo, que foi uma resposta às preocupações sobre sua capacidade de dar segurança adequada devido à crescente oposição pública ao evento. A defesa de Infante ao evento destinado ao fracasso revoltou grupos preocupados com a crescente pressão que as instituições da ONU e da União Européia (UE) vêm impondo sobre a Sérvia para adotar uma agenda homossexual radical que vai muito além das justificáveis proteções contra a discriminação.
Observadores conservadores na ONU ficaram também alarmados com o fato de que um coordenador residente, que é o “representante designado do Secretário-Geral de operações de desenvolvimento” de acordo com a ONU, assumiu uma posição oficial contrária ao consenso dos países membros da ONU que têm repetidamente rejeitado a inclusão de “orientação sexual e identidade de gênero” entre as categorias aceitas de anti-discriminação nos documentos obrigatórios de direitos humanos da ONU.
Apesar do fato de que os membros da ONU rejeitaram essa idéia, mesmo assim Infante indicou que a categoria especial já existe quando defendeu o evento junto com seus colegas da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Infante declarou: “É muito importante que todas as nações protejam todas as pessoas contra todo tipo de discriminação. Os direitos humanos são universais e inalienáveis para todos, e esses dois princípios de universalidade e não discriminação têm de ser sustentados”. Numa reunião recente, Infante também citou uma recente pesquisa de opinião pública apoiada pela UE e pelo Programa de Desenvolvimento da ONU (PDONU) para sugerir que os sérvios estavam dispostos a adotar uma visão ampla de “não-discriminação”, mas um exame detalhado da pesquisa revela que aproximadamente quarenta por cento dos sérvios estão preocupados com a proteção de seus filhos e com o “mau exemplo” que pode ser dado com a promoção da homossexualidade na sociedade sérvia.
A Sérvia vem sofrendo intensa pressão da UE e de ONGs militantes para liberalizar as leis e políticas públicas com relação à família e sexualidade. Muito embora nenhum tratado obrigatório da ONU nem chegue a mencionar orientação sexual ou homossexualidade, a influente ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou uma carta ao vice-primeiro ministro sérvio afirmando que a Sérvia tinha de adotar a legislação polêmica ou estaria violando suas obrigações sob o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) de 1966. A HRW baseou seu argumento no fato de que o comitê encarregado de monitorar o tratado “afirmou… que a orientação sexual é um fundamento protegido contra a discriminação”, mas o comitê não tem autoridade para interpretar o tratado, e só tem um mandato para monitorar a obediência das nações.
Infante assumiu apenas recentemente seu posto na ONU da Sérvia. Ele trabalhou na Sérvia de 2001 a 2004 como diretor da Secretaria de Finanças e Políticas Econômicas da Agência Internacional de Desenvolvimento dos EUA (conhecida pela sigla em inglês USAID) sob William S. Foerderer.
(Artigo publicado com a permissão de www.c-fam.org)
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09092411.html
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