26 de setembro de 2009

Revolta pública com discurso “ilegal” de Obama na TV dirigido aos estudantes dos EUA

Revolta pública com discurso “ilegal” de Obama na TV dirigido aos estudantes dos EUA

Peter J. Smith

WASHINGTON, D.C., EUA, 4 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O plano do Presidente Barack Obama de falar aos estudantes dos EUA do jardim-de-infância até o grau 12 em 8 de setembro ao meio-dia provocou revolta pública depois que os pais ficaram sabendo que o governo de Obama também forneceu materiais para uso em sala de aula para os educadores. O propósito dos materiais é fazer com que as próprias crianças perguntem a si mesmas como podem “ajudar” o presidente. Um grupo de defesa do consumidor diz que a medida pode também ser “ilegal” sob a lei federal.

Presidentes dos EUA dando um discurso para as crianças de escola dos EUA e lhes oferecendo algumas palavras de incentivo para perseverar em seus estudos tem um precedente na recente história americana: George H.W. Bush deu um discurso para alunos em 1991 durante as horas escolares sobre a importância da educação. Os oponentes democratas também atacaram Bush acusando-o de enviar uma mensagem politizada para os alunos.

Contudo, a decisão de Obama de discursar para as crianças das escolas públicas — e algumas escolas e professores católicos estão também participando — revoltou muitos país e conservadores, principalmente por causa dos materiais educacionais preparados pelo Ministério da Educação (ME) designados para guiar os professores de escolas públicas a promover debates em sala de aula em torno do discurso.

O ME desenvolveu materiais de ensino por meio de seus Teaching Ambassador Fellows que recomendava que os professores incentivassem os estudantes a “escrever cartas para si mesmos sobre o que eles podem fazer para ajudar o presidente”.

Os professores também poderiam dirigir debates para perguntar aos estudantes tais questões como: “O que você pensa que o presidente quer que façamos? O discurso faz você querer fazer alguma coisa? Será que podemos fazer o que o Presidente Obama está pedindo de nós?”

A medida foi fortemente criticada por muitos conservadores e outros críticos do governo de Obama por remover os pais do debate e fomentar o culto da personalidade que tem cercado o presidente, cujos índices de aprovação entre a população jovem recentemente começaram a cair abaixo do patamar de 50 por cento, de acordo com algumas pesquisas de opinião pública.

Jim Greer, presidente do Partido Republicano da Flórida, criticou fortemente a mensagem planejada de Obama por “passar por cima dos pais americanos por meio de um abuso invasivo de poder” para ensinar estudantes facilmente influenciáveis a admirar as políticas públicas do presidente.

Desde então, a Casa Branca vem recuando, dizendo que a seção onde está a frase sobre como “ajudar” o presidente foi “formulada sem nenhuma malícia” e revisada para incentivar os estudantes a “escrever para si mesmos sobre como podem alcançar suas metas educacionais de curto e longo prazo”.

No entanto, a organização de defesa do consumidor Advogado da Liberdade declarou que milhões de pais têm outro motivo para ficarem revoltados: a lei federal declara como “ilegais” as ações do Ministério da Educação preparando materiais para uso em sala de aula e incentivando os diretores a cessar a atividade normal de sala de aula.

Um comunicado à imprensa do Advogado da Liberdade declarou que a lei federal expressamente proíbe o ministro da Educação ou qualquer autoridade do governo de exercer “qualquer direção, supervisão ou controle sobre o currículo, programa de instrução, administração ou corpo de funcionários de qualquer instituição educacional, escola ou sistema educacional” (20 U.S.C. § 3403).

Mat Staver, fundador do Advogado da Liberdade, acusou Obama de subverter os direitos dos pais promovendo sua “agenda política” nas crianças no próprio momento em que o povo americano está rejeitando “sua visão de governo inchado” e seus planos impopulares de reformar o sistema de saúde.

“Os americanos não apreciam a tentativa do presidente de usar nossas crianças como peões políticos em seu jogo de xadrez. Sr. Presidente, você tem de agir de acordo com a lei e cessar essa atividade ilegal”, disse Staver. “Nossos filhos não pertencem a você”.

Muitos distritos escolares em Illinois, Minnesota, Missouri, Virginia, Texas e Wisconsin anunciaram que estão recusando transmitir o discurso do presidente depois que receberam uma inundação de telefonemas de pais. Alguns declararam que estão permitindo que os pais removam seus filhos das aulas em que o discurso de Obama é exibido, enquanto outros distritos continuaram a aguardar para ver aonde a controvérsia levará.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=09090411

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3 comentários:

Daivid silva disse...

eu sabia que esse Obama era bonzinho demais. sempre desconfiei dele e agora então.
bom que os norte-americanos reclamem das besteiras que ele quer fazer.

Carlos Latorre disse...

Caro Julio.
A cada dia que passa fico mais admirado com o povo americano. De vez em quando eles são enganados, como no caso da eleição do delinquente do Barack Hussein Obama, mas logo eles voltam a si e demonstram o grande povo que são.
Nós, brasileiros, ao invés de ficarmos com este anti-americanismo cretino deveríamos aprender com nossos irmãos do norte e, quem sabe assim, seremos um país melhor.

Continue com este trabalho maravilhoso.

Que Deus o abençoe.

Carlos Latorre

Marcia disse...

Olá,

Seria bom que os pais brasileiros se importassem mais c/ seus filhos e supervisionasse, pelo menos, o que seus filhos estão aprendendo em sala de aula.
O que se observa são pais sem tempo descarregando apressadamente seus filhos a meio fio da calçada, pois assim acreditam estar exercendo sua paternidade!!!
Quem cuida de sua família cuida da sociedade.

Deus o abençoe Júlio bem como sua família.