Revolta pública com discurso “ilegal” de Obama na TV dirigido aos estudantes dos EUA
Peter J. Smith
WASHINGTON, D.C., EUA, 4 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O plano do Presidente Barack Obama de falar aos estudantes dos EUA do jardim-de-infância até o grau 12 em 8 de setembro ao meio-dia provocou revolta pública depois que os pais ficaram sabendo que o governo de Obama também forneceu materiais para uso em sala de aula para os educadores. O propósito dos materiais é fazer com que as próprias crianças perguntem a si mesmas como podem “ajudar” o presidente. Um grupo de defesa do consumidor diz que a medida pode também ser “ilegal” sob a lei federal.
Presidentes dos EUA dando um discurso para as crianças de escola dos EUA e lhes oferecendo algumas palavras de incentivo para perseverar em seus estudos tem um precedente na recente história americana: George H.W. Bush deu um discurso para alunos em 1991 durante as horas escolares sobre a importância da educação. Os oponentes democratas também atacaram Bush acusando-o de enviar uma mensagem politizada para os alunos.
Contudo, a decisão de Obama de discursar para as crianças das escolas públicas — e algumas escolas e professores católicos estão também participando — revoltou muitos país e conservadores, principalmente por causa dos materiais educacionais preparados pelo Ministério da Educação (ME) designados para guiar os professores de escolas públicas a promover debates em sala de aula em torno do discurso.
O ME desenvolveu materiais de ensino por meio de seus Teaching Ambassador Fellows que recomendava que os professores incentivassem os estudantes a “escrever cartas para si mesmos sobre o que eles podem fazer para ajudar o presidente”.
Os professores também poderiam dirigir debates para perguntar aos estudantes tais questões como: “O que você pensa que o presidente quer que façamos? O discurso faz você querer fazer alguma coisa? Será que podemos fazer o que o Presidente Obama está pedindo de nós?”
A medida foi fortemente criticada por muitos conservadores e outros críticos do governo de Obama por remover os pais do debate e fomentar o culto da personalidade que tem cercado o presidente, cujos índices de aprovação entre a população jovem recentemente começaram a cair abaixo do patamar de 50 por cento, de acordo com algumas pesquisas de opinião pública.
Jim Greer, presidente do Partido Republicano da Flórida, criticou fortemente a mensagem planejada de Obama por “passar por cima dos pais americanos por meio de um abuso invasivo de poder” para ensinar estudantes facilmente influenciáveis a admirar as políticas públicas do presidente.
Desde então, a Casa Branca vem recuando, dizendo que a seção onde está a frase sobre como “ajudar” o presidente foi “formulada sem nenhuma malícia” e revisada para incentivar os estudantes a “escrever para si mesmos sobre como podem alcançar suas metas educacionais de curto e longo prazo”.
No entanto, a organização de defesa do consumidor Advogado da Liberdade declarou que milhões de pais têm outro motivo para ficarem revoltados: a lei federal declara como “ilegais” as ações do Ministério da Educação preparando materiais para uso em sala de aula e incentivando os diretores a cessar a atividade normal de sala de aula.
Um comunicado à imprensa do Advogado da Liberdade declarou que a lei federal expressamente proíbe o ministro da Educação ou qualquer autoridade do governo de exercer “qualquer direção, supervisão ou controle sobre o currículo, programa de instrução, administração ou corpo de funcionários de qualquer instituição educacional, escola ou sistema educacional” (20 U.S.C. § 3403).
Mat Staver, fundador do Advogado da Liberdade, acusou Obama de subverter os direitos dos pais promovendo sua “agenda política” nas crianças no próprio momento em que o povo americano está rejeitando “sua visão de governo inchado” e seus planos impopulares de reformar o sistema de saúde.
“Os americanos não apreciam a tentativa do presidente de usar nossas crianças como peões políticos em seu jogo de xadrez. Sr. Presidente, você tem de agir de acordo com a lei e cessar essa atividade ilegal”, disse Staver. “Nossos filhos não pertencem a você”.
Muitos distritos escolares em Illinois, Minnesota, Missouri, Virginia, Texas e Wisconsin anunciaram que estão recusando transmitir o discurso do presidente depois que receberam uma inundação de telefonemas de pais. Alguns declararam que estão permitindo que os pais removam seus filhos das aulas em que o discurso de Obama é exibido, enquanto outros distritos continuaram a aguardar para ver aonde a controvérsia levará.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=09090411
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3 comentários:
eu sabia que esse Obama era bonzinho demais. sempre desconfiei dele e agora então.
bom que os norte-americanos reclamem das besteiras que ele quer fazer.
Caro Julio.
A cada dia que passa fico mais admirado com o povo americano. De vez em quando eles são enganados, como no caso da eleição do delinquente do Barack Hussein Obama, mas logo eles voltam a si e demonstram o grande povo que são.
Nós, brasileiros, ao invés de ficarmos com este anti-americanismo cretino deveríamos aprender com nossos irmãos do norte e, quem sabe assim, seremos um país melhor.
Continue com este trabalho maravilhoso.
Que Deus o abençoe.
Carlos Latorre
Olá,
Seria bom que os pais brasileiros se importassem mais c/ seus filhos e supervisionasse, pelo menos, o que seus filhos estão aprendendo em sala de aula.
O que se observa são pais sem tempo descarregando apressadamente seus filhos a meio fio da calçada, pois assim acreditam estar exercendo sua paternidade!!!
Quem cuida de sua família cuida da sociedade.
Deus o abençoe Júlio bem como sua família.
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