26 de agosto de 2009

Grupos homossexuais querem “melhorias” no ECA

Grupos homossexuais querem “melhorias” no ECA

Movimento de “direitos” das crianças se une ao movimento homossexual para defender a “autonomia sexual” das crianças, o Estado laico e o enfrentamento do ativismo cristão na sociedade

Julio Severo

Grupos homossexuais radicais juntaram-se a organizações governamentais e não governamentais de “direitos” das crianças e adolescentes em Brasília nos dias 6, 7 e 8 de maio de 2009 para debater e apontar planos para promover como direitos humanos os “direitos sexuais” de crianças e adolescentes.

Esse importante encontro, que uniu o movimento homossexual e o movimento de “direitos” das crianças, teve como título “Direitos Humanos e Diversidade Sexual dos Adolescentes do Distrito Federal”.

No encontro, os seguintes líderes participaram do debate “Direitos Humanos e Diversidade Sexual do Adolescente”:

Márcio Sanches, do Centro de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente (Cedeca DF).

Liliana Lemus, diretora geral da Associação Fomento Social Planejamento e Gestão de Projetos.

Leila Paiva, coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), Cedeca DF

Tony Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Representantes da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED).

Representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

Jimena Grignani, secretária do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA).

Benedito Rodrigues, secretário executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

No debate sobre “Um Olhar do movimento LGBT sobre a violação dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes” participaram:

Alessandra Guerra, coordenadora do Grupo Liberdade de amor entre mulheres do Ceará (LAMCE).

Beto de Jesus, secretário para América Latina e Caribe da Associação Internacional de Gays, Lésbicas e Trans.

Fernanda Benvenutty, relações públicas da Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa).

Com exceção dos ativistas homossexuais, cuja missão é a promoção do homossexualismo, a missão dos ativistas dos “direitos” das crianças no Brasil é promover o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma legislação conhecida pelo sofrimento e injustiças que vem provocando no Brasil.

A sociedade brasileira geme sob o peso e ameaça de assassinos e criminosos. A sociedade geme com a omissão e falta de seriedade das leis. A sociedade geme com a parcial impunidade com que muitas vezes as leis tratam assassinos e criminosos adultos. No caso de criminosos menores de idade, a impunidade é total — para o total desespero da população.

Mesmo no Brasil da impunidade, se um assassino adulto de 50 pessoas for pego, ele pode ser condenado a passar quase o resto da vida na cadeia. Contudo, se o assassino em questão tiver menos de 18 anos, o ECA garante impunidade total: Condenar tal assassino a passar quase o resto da vida na prisão é, de acordo com a filosofia dos que defendem — e vivem à custa — da promoção dos “direitos” das crianças, violação dos direitos das crianças. Ele ficará em instituição estatal de “reabilitação” até à maioridade. Depois, liberdade total, com ficha totalmente limpa.

De onde veio o ECA? Para onde o ECA levará o Brasil?

Embora o Brasil seja capaz de criar seus próprios males e embora o ECA seja elogiado como uma das legislações mais “avançadas” no mundo no que se refere aos “direitos” das crianças, a verdade é que o Brasil foi obrigado a criar o ECA. Todo país que ratifica os documentos da ONU fica sob o compromisso de prestar-lhe submissão. Desde que o governo brasileiro assinou e ratificou a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança (CDC) em 1990, o Brasil automaticamente fez o compromisso de gerar uma legislação nacional que espelhasse os interesses e imposições da CDC.

Sob a monitoração da ONU, que supervisiona e cobra os “progressos” da obediência de cada país à CDC, o governo brasileiro vem procurando fortalecer e ampliar, através dos conselhos tutelares e outros órgãos estatais, a implementação do ECA.

Os Estados Unidos ainda não estão debaixo do peso dessa cobrança do governo mundial, pois o governo americano nunca ratificou a CDC. Grupos cristãos tiveram visão e senso de direção para ver antecipadamente os perigos e ameaças dessa abrangente e imponente legislação da ONU sobre as crianças e famílias.

Sob o socialista Obama, o governo americano quer seguir o caminho do Brasil, ratificando a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança e criando seu próprio “ECA”, mas os grupos cristãos, como o site Direitos dos Pais, estão alertando os pais americanos sobre os seguintes perigos:

* Os pais não mais poderão administrar disciplina física em seus filhos.

* Um assassino de 17 anos, 11 meses e 29 dias no momento do seu crime não mais poderá ser sentenciado à prisão perpétua.

* As crianças terão o direito de escolher sua própria religião e a única autoridade dos pais será aconselhar seus filhos sobre religião.

* O princípio dos melhores interesses da criança dará ao governo a autoridade de prevalecer sobre toda decisão feita pelos pais se um funcionário do governo discordar da decisão dos pais.

* O “direito de a criança ser ouvida” permitirá que um funcionário do governo busque avaliação governamental para todas as decisões dos pais com as quais a criança discordar.

* As crianças adquirirão um direito ao lazer que será implementado com a força da lei [se a criança quiser assistir a um filme no cinema do qual os pais discordem, a lei prevalecerá sobre a vontade dos pais].

* Ensinar crianças sobre o Cristianismo nas escolas é considerado violação às normas da CDC.

* Permitir que pais removam seus filhos de aulas de educação sexual é considerado violação às normas da CDC.

* Crianças terão o direito a informações e serviços de saúde reprodutiva, inclusive abortos, sem o conhecimento ou consentimento dos pais.

Na realidade, a “progressão” da CDC levará a muitas outras aberrações. A ONU tem há muitos anos sido uma arena onde ativistas radicais usam — quando não, criam — toda oportunidade e brecha para promover o aborto e o homossexualismo. Até mesmo o direito da mulher a uma maternidade segura tem sido usado como porta para impor a legalização mundial do aborto. E direitos reprodutivos e sexuais é um termo da ONU que, além do aborto, também inclui a promoção de liberdade sexual, inclusive o homossexualismo.

Nesse sentido, o que poderia haver de estranho num evento no Brasil onde os que vivem à custa dos “direitos” das crianças se aliam ao movimento homossexual para fazer “melhorias” no ECA? É uma progressão natural. A criatura brasileira da ONU — o ECA — seguirá cedo ou tarde todos os caminhos do monstro que a gerou.

Se a ONU, que é a responsável direta pela criação do ECA, já credenciou a ABGLT como participante oficial das reuniões da ONU, por que o governo brasileiro — que está tão empenhado nas questões homossexuais e está tão submetido aos interesses da ONU — deveria proibir a participação da ABGLT numa reunião de especialistas que vivem às custas do ECA?

A exemplo do movimento homossexual mundial, que há anos está criando estreitos laços com a área de promoção dos “direitos” das crianças nos chamados países desenvolvidos, no Brasil esses laços estão começando a se fortalecer.

Caio Fabio Varela, ativista gay conhecido por sua assessoria a Fátima Cleide — a senadora do PT que quer impor o PLC 122 no Brasil custe o que custar —, foi um dos elaboradores do infame programa federal “Brasil Sem Homofobia”. Varela participou do evento “Direitos Humanos e Diversidade Sexual dos Adolescentes do Distrito Federal” como mediador no debate “Um Olhar do movimento LGBT sobre a violação dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”.

Com a assessoria dele, que “melhorias” o ECA precisará ter? Será que agora o ECA, que impõe as vontades do governo na esfera familiar, deverá ter um programa federal “famílias sem homofobia”? Os agentes do ECA monitorarão cada lar em busca de atitudes, gestos e opiniões contrárias ao sacralizado direito humano homossexual?

Recado aos pais: proibido proteger os filhos contra o homossexualismo

Em vez de se dedicar à sua função básica de punir criminosos e desencorajar crimes, o Estado agora faz parceria com o movimento que promove o homossexualismo — um comportamento sexual antinatural responsável por muitos abusos sexuais contra meninos.

Em vez de proteger meninos da ameaça do homossexualismo, o Estado fará as vontades do movimento homossexual, trabalhando para classificar como “violação de direitos humanos” toda tentativa de pais protegerem seus filhos pequenos ou adolescentes de influências homossexuais.

Agora, filhos serão doutrinados e condicionados nas escolas públicas não só a denunciar os pais por disciplina física, mas também por trabalharem para livrar os filhos de todo tipo de tendência que possa conduzir ao homossexualismo? O pai e a mãe que não permitirem que seu filho siga o “curso natural” do homossexualismo vão sentir o peso do ECA, sendo classificados como “violadores dos direitos humanos de crianças e adolescentes”?

O evento de Brasília produziu a “Carta de Brasília”, um documento apoiado por lideranças governamentais, que exige profundas “melhorias” nas leis para as crianças. A seguir, o documento completo:

Carta de Brasília: A serpente por trás do movimento de “direitos” das crianças

Os Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (filiados a ANCED), as organizações de defesa de direitos de crianças e adolescentes e organizações do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) que estiveram reunidos na oficina Direitos Humanos e Diversidade Sexual do Adolescente, realizada em Brasília nos dias 06 e 07 de maio de 2009, com o propósito de debater e apontar diretrizes para a promoção, defesa e garantia dos Direitos Sexuais como Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes declaram que:

A plena afirmação de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos passa pelo reconhecimento do exercício da sexualidade como um direito fundamental desses sujeitos. Para a afirmação dos direitos sexuais é fundamental garantir informação, livre expressão, bem como respeitar a autonomia e responsabilidade das crianças e adolescentes no desenvolvimento e exercício de sua sexualidade, livres de qualquer forma de preconceito, humilhação, omissão ou violência.

Os setores comprometidos com a garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes precisam ter como princípios de sua atuação: a necessária afirmação de um Estado laico e o enfrentamento aos fundamentalismos religiosos; rompimento com posturas que reproduzam hierarquias de gênero; garantia do direito de crianças e adolescentes à livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero, respeitando sua condição de pessoas em desenvolvimento.

Para a efetivação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes é necessário o desenvolvimento de projetos, programas e políticas públicas intersetoriais comprometidos com:

A efetiva participação de crianças e adolescentes na construção de propostas político-pedagógicas de promoção, defesa e garantia de seus direitos sexuais;

Garantia do acesso à informação sobre sexualidade, ligada à educação em direitos humanos, numa perspectiva emancipatória e inclusiva;

Afirmação da garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, como ação efetiva no enfrentamento ao abuso e exploração sexual;

Reconhecimento e afirmação da diversidade sexual;

Afirmação de toda forma de violência, discriminação, preconceito, humilhação, constrangimento por orientação sexual e identidade de gênero como violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Cientes da necessária mudança de concepções e práticas para a afirmação dos direitos sexuais como direitos humanos de crianças e adolescentes, entendemos ser de fundamental importância promover espaços de formação e debate que envolvam o conjunto de atores do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, bem como ativistas dos movimentos feminista e LGBT; e inclusão do tema dos direitos sexuais de crianças e adolescentes em Conferências e Fóruns do movimento de garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Dr. Alberto Thieme questiona envolvimento do movimento homossexual na “defesa” dos “direitos” das crianças

A “Carta de Brasília”, que está cheia de sutilezas e artimanhas, tem a esperteza de uma serpente venenosa. Só tive acesso à documentação desse evento pelas mãos do Dr. Alberto Thieme, que teve todo o trabalho de descobrir essa reunião onde líderes do ECA e do movimento homossexual dormiram na mesma cama debaixo da coberta dos “direitos” das crianças. A seguir, as indagações muito oportunas do Dr. Thieme:

1. A maioria dos homossexuais não tem experiência de ter filhos, nem de como criá-los. Como podem opinar sobre diretrizes de como educar sexualmente crianças e adolescentes?

2. Porque as pessoas responsáveis por esse evento não convidaram professores e diretores de entidades que cuidam de muitas crianças (como a que fundei que hoje acolhe mais de 1.000 crianças)?

3. Por que homossexuais envolvidos com a educação sexual de crianças? Será para descriminalizar os pedófilos e pederastas para aumentar mais os grupos homossexuais? Muitos dos meninos abusados sexualmente por um adulto acabam por acreditar que são homossexuais. É o predomínio do mais forte sobre uma indefesa criança ou adolescente?

4. Por que o governo Lula está direcionando sua política ultimamente somente para o segmento homossexual, dando-lhes tremendas regalias? Por que os lideres das maiores associações gays vivem pelos corredores do Planalto?

5. O Presidente Lula quer acabar com as instituições da família?

6. Em sua ambição de permanecer no poder e implantar um socialismo ou comunismo no Brasil, o Presidente Lula está enfraquecendo e destruindo as instituições brasileiras para não haver resistência?

Julio Severo responde aos desafios da “Carta de Brasília”

A “Carta de Brasília” (CB) é uma afronta à família brasileira e à maioria cristã do Brasil. Vejamos pois seus maiores pontos de afronta:

A CB diz: “Garantia do acesso à informação sobre sexualidade, ligada à educação em direitos humanos, numa perspectiva emancipatória e inclusiva”.

Resposta de Julio Severo: Desde quando crianças precisam de “emancipação sexual”? Sem mencionar que o termo socialmente construído “inclusividade” tem tudo a ver com a aceitação de invenções sociais antinaturais. Será então obrigatória a emancipação das crianças para poderem ser livres para viver tais invenções sexuais?

A CB diz: É “necessária a afirmação de um Estado laico”.

Resposta de Julio Severo: Entendo muito bem as intenções dessa parceria. Sem valores morais e cristãos, o movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças estão desimpedidos para controlar as crianças. Hitler e Stálin seriam grandes aliados deles. Se Estado laico é Estado sem Deus e sem valores cristãos, com certeza Hitler e Stálin — que eram hostis à família natural e controlavam todas as decisões sobre os filhos dos outros — são os maiores defensores e “heróis” do Estado laico.

A CB diz: É necessário o enfrentamento aos fundamentalismos religiosos.

Resposta de Julio Severo: A parceria entre o movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças quer agora políticas públicas para enfrentar os “fundamentalismos” religiosos. Confira agora se você estará na lista estatal e homossexual de “ameaça às crianças:

Você é contra a autonomia sexual das crianças? Então você é um fundamentalista religioso fanático que precisa ser detido pelo Estado laico e seus aliados.

Você é contra o “casamento” homossexual? Então você é um fundamentalista religioso fanático que precisa ser detido pelo Estado laico e seus aliados.

Você tem a opinião de que o homossexualismo não é normal? Então você é um fundamentalista religioso fanático que precisa ser detido pelo Estado laico e seus aliados.

Você é contra o aborto? Então você é um fundamentalista religioso fanático que precisa ser detido pelo Estado laico e seus aliados.

Você é contra os “direitos sexuais” e “direitos reprodutivos” que a ONU, o Estado laico e os grupos homossexuais estão defendendo para as crianças? Então você é um fundamentalista religioso fanático que precisa ser detido pelo Estado laico e seus aliados.

Graças à perversão moral da sociedade moderna — onde o certo é errado e o errado é certo —, os ativistas homossexuais não mais serão vistos como ameaças às crianças. Quem ocupará o lugar deles serão pais e mães amorosos que cometerem o crime politicamente correto de proteger seus filhos das reais ameaças do movimento de “direitos” das crianças e do movimento homossexual.

A CB diz: É necessário o rompimento com posturas que reproduzam hierarquias de gênero.

Resposta de Julio Severo: A parceria entre o movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças quer o aniquilamento da distinção entre homens e mulheres. Eles querem o extermínio das diferenças sexuais para que as portas sejam abertas para a feminilização dos homens e a masculinização das mulheres, construindo assim novos padrões e eliminando o padrão natural, tal como crianças sendo criadas por um pai e uma mãe. O novo padrão imporá o reconhecimento e a aceitação legal como “família” de duas mulheres lésbicas ou dois homens homossexuais “criando” crianças. A mutação desse padrão pode ainda trazer “famílias” inventadas com quatro ou mais homens homossexuais ou mulheres lésbicas criando crianças, e um aumento dramático na aceitação da idéia patentemente pedófila de que as crianças têm direito à “autonomia”. As portas já estão sendo abertas pelo movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças.

A CB diz: É necessária a garantia do direito de crianças e adolescentes à livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero, respeitando sua condição de pessoas em desenvolvimento.

Resposta de Julio Severo: Enquanto o Estado está diminuindo os direitos de pais naturais dirigirem a vida dos próprios filhos, a parceria entre o movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças exige que crianças e adolescentes tenham o direito à livre expressão sexual. A criança está sendo influenciada por fatores homossexuais? O Estado proibirá os pais de interferir e dará plena liberdade de os grupos homossexuais interferirem, com a cumplicidade dos que vivem à custa do ECA.

O Estado está enfraquecendo os direitos dos pais sobre os filhos e fortalecendo os grupos que defendem os “direitos”, a “autonomia”, a “emancipação” e a “livre expressão” sexual das crianças. Em retribuição, esses grupos defendem fortemente o Estado “laico” como forma de separar o Estado de valores que prejudicam a expansão dos “direitos” das crianças.

O sombrio resultado final será famílias com pouca ou nenhuma autoridade e crianças que, em vez de próximas dos interesses e orientações de suas famílias, estarão próximas dos interesses e orientações do Estado e de grupos homossexuais. Enquanto as famílias terão menos e menos direitos de dirigir seus filhos, o Estado e até mesmo os grupos homossexuais aliados do Estado terão cada vez mais direitos de controlar os filhos dos outros.

O que fazer para não ser considerado “fundamentalista religioso”?

Se você acha que é inútil remar contra a maré da parceria entre o movimento homossexual e o movimento dos “direitos” das crianças e se você não quer ficar na lista negra deles, você pode assumir as seguintes posturas:

Você pode dizer que o governo de Lula, de Obama e da ONU têm um interesse genuíno no bem-estar das crianças e famílias.

Você pode dizer que o “casamento” homossexual é um direito a que tem todo homem que pratica o homossexualismo.

Você pode dizer que toda criança tem direito à “autonomia” e aos direitos sexuais e reprodutivos.

Você pode dizer que o ECA é uma maravilha e que os seus defensores são maravilhosos.

Seguindo essa maré, você receberá os aplausos, não a condenação, do movimento homossexual e do movimento dos “direitos” das crianças.

Afinal, o que eles querem?

Os debates finais do evento que produziu a infame “Carta de Brasília” foram “O Marco Legal Brasileiro tem garantido a Autonomia dos Direitos Sexuais dos Adolescentes?” e “Debate sobre o Tema: Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes: como reconhecê-los e garanti-los?”

Na própria concepção ativista da ONU, direitos sexuais (ou direitos reprodutivos) envolvem direito à contracepção, direito a uma vida sexual livre (com ou sem casamento) e direito ao aborto, pois as maiores organizações que oferecem serviços de planejamento familiar para adolescentes também oferecem “serviços” de aborto. Essas organizações assessoram a ONU.

Sem dúvida alguma, é impossível implementar políticas que garantam os “direitos sexuais” sem primeiro garantir autonomia. Autonomia de quem? Autonomia do Estado? Autonomia dos grupos homossexuais? Autonomia de gente que vive à custa do ECA? Seria muito bom que as crianças tivessem autonomia desses seres.

Entretanto, o que eles querem é basicamente crianças independentes dos pais e seus valores. Crianças independentes de suas próprias famílias — mas jamais independentes do Estado. Para eles, a criança que, por alguma influência, começou a se encaminhar ao homossexualismo ou outras anormalidades tem direito à “autonomia”. A lei garantirá os direitos sexuais da criança, protegendo-a da “interferência” dos pais! Os pais nada poderão fazer para ajudar seus filhos pequenos e adolescentes, sob pena de sofrerem o peso das leis e de um ECA “melhorado” pelos ativistas homossexuais.

Enquanto o movimento homossexual vai ganhando mais acesso às crianças por meio da elaboração de leis que fortalecem um Estado que privilegia o homossexualismo, as famílias naturais estão perdendo seus direitos naturais de dirigir a educação, disciplina e agora até o curso sexual saudável de seus filhos pequenos e adolescentes.

Os pais perderão o direito de ensinar que só há dois sexos: macho e fêmea. E os ativistas gays ganharão o direito de impor seu terceiro “sexo” inventado. O poder do ativismo gay será assim muito maior do que a autoridade dos pais.

Nesse clima ideológico, onde o homossexualismo — que é puramente uma construção sexual de uma sociedade que está perdendo o senso ético, moral e natural — é exaltado como normalidade, ativistas homossexuais são vistos como parceiros perfeitos para a elaboração de políticas para crianças.

Cai um “defensor” da autonomia e direitos sexuais das crianças…

O resultado é previsível. Na Escócia, James Rennie, que era o mais importante assessor do governo para questões de políticas públicas voltadas para as crianças, foi flagrado como líder de uma rede de pedofilia descoberta na Escócia. Rennie, que era diretor da organização Juventude Escocesa LGBT, foi condenado em 2009 por sua liderança na rede de pedofilia e por abusar sexualmente de um menino desde que a vítima tinha a idade de 3 anos

Quem foi que disse que homossexualismo nada tem a ver com abuso? Muitos homossexuais também relatam ter sofrido abuso sexual quando eram crianças. Isso tem um significado bem claro: um homossexual adulto estuprou um menino inocente.

A resposta do governo? Entregue nas mãos dos ativistas homossexuais a elaboração das políticas de promoção e defesa dos “direitos” sexuais e humanos das crianças!

Se essa falta de lógica e juízo virar moda, a proteção dos galinheiros será entregue às raposas e a proteção das ovelhas inocentes será entregue aos lobos.

Que tal garantir a “autonomia” dos direitos sexuais de seus filhos pequenos e adolescentes? As raposas e os lobos agradecem.

Jesus não estava brincando quando nos disse: “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas”. (Mateus 10:16 NVI)

Versão em inglês deste artigo: Homosexual groups ask reforms in the children’s “rights” in Brazil

Fonte: www.juliosevero.com

Líder de rede de pedofilia era influente assessor de assuntos homossexuais e crianças do governo escocês

Diretor de grupo homossexual declarado culpado de envolvimento com rede de pedofilia

Para entender os perigos do ECA, clique nos seguintes artigos:

O abuso estatal contra a ordem familiar

Direitos das crianças: O que a ONU e o Estado fazem para controlar as famílias

O que está por trás da campanha estatal pelos direitos das crianças

CRIMINOSOS PRIVILEGIADOS: Fortalecendo a impunidade em nome da reabilitação dos menores que estupram e matam

Insensatez na punição de menores

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Julio Severo e Heitor De Paola rebatem defesa ao ECA em programa de televisão

A ameaça da ONU: A destruição dos direitos dos pais

Governo Mundial: De que modo os Acordos da ONU sobre os Direitos das Mulheres e das Crianças Minam os Valores da Família, os Valores Evangélicos e a Soberania dos Países



13 comentários :

Ricardo disse...

Pois é Julio, o irmão Paulo já havia nos avisado, que nos fins dos tempos o trabalho seria muito dificil. O artigo acima retrata um passo a mais para a legalização da PEDERASTIA. "Seus filhos tem o direito sagrado de ser gay, e tem também o direito sagrado de ter sexo comigo, voce nao pode impedir, porque senão estará cometendo o grave crime de negar o sagrado direito humano de seu filho ter sexo homossexual comigo". Lamentável

Carla disse...

Pois é, Julio, o Brasil caminha a passos largos para a total perdição. Hoje chorei ao ver uma matéria sobre considerar o funk um "movimento cultural". Aliás, não deveria estranhar, visto que o que se considera "cultura" por aqui - desculpa para que o assunto não seja questionado, ganhando automaticamente o respeito das pessoas, a exemplo da farsa do homossexualismo ser um comportamento normal ou as religiões afro serem consideradas parte da nossa "cultura" e por isso temos o "dever" de aceita-la como mera expressão de um povo...blá blá blá - já foi ha muito deturpado. Agradeço a voce por artigos com os de hoje, como o das vacinas e muitos outros que voce escreve. Tem me feito enxergar o mundo sob a ótica real (e bíblica) dos fatos e não do que é passado para nós, que estamos no final da cadeia da informação. Continue sendo essa "voz no deserto". Precisamos de voce. Um abraço.

[C. R.] O Cristão Revoltado! disse...

É bom que comecemos a nos preparar para uma longa e traumática batalha. Em todos os sentidos possíveis.

marcelo victor disse...

Srs,
Vejam como caminhamos para o absurdo: imaginemos uma situação extrema em que um policial é chamado para atender uma ocorrência em que determinado pai corrigiu seu filho (menor de idade), este com um passado deplorável do tipo matou , roubou, etc, e, além disso, é homossexual.

Seria mesmo esdrúxulo ver o pai ser preso pelo policial (talvez sendo até algemado) e o filho com os seus "direitos" preservados duplamente pela lei.

Ou a população faz alguma coisa para evitar essa aberração, ou o melhor talvez fosse incorporar nas polícias um contingente exclusivamente de policiais homossexuais (e não só nas policiais, mas nos tribunais também). Isto porque, se assim fosse, certamente não haveria o menor constrangimento para prender e condenar pais que violam a lei, corrigindo seus pobres filhinhos rebeldes e pervertidos (aliás, penso que seria uma euforia só).

Serginho disse...

Graça e paz Irmão Julio,
Ainda bem que temos você irmão para nos revelar essas informações. A situação está cada vez mais terrivel, que o Senhor defenda nós e nossos filhos dessa raça promiscua. Devemos denunciar em alta voz essas coisas defendendo a familia e os padrões morais e cristãos.
Um abraço,

Serginho.

Anônimo disse...

Em preve teremos o termo pedofobia surgindo e se estabelecendo no seio da sociedade.
.
Mas de certa forma nada disso é surpresa para quem acompanha o seu blog, e assim sabe perfeitamente o que são os militantes gays.

Anônimo disse...

Júlio, você já teve contato com o senador Magno Malta sobre essa "Carta de Brasília"? Se teve, o que diz o senador sobre isso?

Anônimo disse...

Há Júlio, se ao invéz de ficarmos só comentando que o mundo está assim e assado e partissimos para as denúncias e ações como a que vc acaba de escrever de uma forma tão clara(só não enxerga quem é cego!) nós mudaríamos o quadro.A cada dia,com seus artigos minha ideologia muda para a melhor, estou até aprendendo com vc a combater o bom combate.Pode me chamar de moço do profeta, sou seu seguidor, admirador e estás embaixo de minhas orações sempre!Avante Júlio, até a morte, o reino dos ceus é nossa morada.Jesus está esperando o resto dos que serão mortos por causa do testemunho.....

Paulo César Cândido

Ismael Pio Elias disse...

Este artigo e o anterior demonstram de forma inequívoca que a pedofília caminha a passos largos para se tornar "socialmente aceita" como sendo uma atitude natural e saudável.
Trinta anos atrás os pederastas agiam nas sombras, hoje eles agem de forma totalmente clara e só são enganados por eles tolos como o senador Magno Malta, com a manipulada CPI da Pedofilia – que não passa de um "cavalo de Tróia" para avançar a causa pedófila e pederasta, não para combatê-la.
Décadas atrás ninguém se preocupava com o abuso de crianças, pois a sociedade não promovia atitudes pervertidas, em especial a sodomia. A atual sociedade não apenas aceita, mas promove os mais bizarros comportamentos "sexuais" – como se pudesse ocorrer relação realmente sexual entre um orgão sexual e o fim do intestino grosso – como direitos humanos inalienáveis, tão sagrados quanto o direito à vida.
Quanto mais as pessoas ouvem sobre a pedofília vão sendo cada vez mais condicionadas a pensar que trata-se de algo corriqueiro, até que não exista mais nenhuma resistência aos anseios do movimento pedófilo. Este movimento é muito bem organizado e conta com pessoas de grande destaque e influência por todo o mundo, na política, ma mídia, no "show business", et caterva.
Toda essa orquestração contra a pedofília que atualmente ocorre no Brasil segue fielmente o "Plano das Sete Etapas" para a mudança de comportamento. Homens bons, mas ignorantes do mal que os cerca, como o senador Magno Malta, estão sendo usados para enganar a população sobre a real situação da sociedade. L’ullah e seus asseclas fingem combater o abuso de crianças, como na lei que ele encaminhou semana passada que promete endurecer contra os pedófilos, enquanto usam de todos os meios disponíveis para promovê-lo, através da promoção da sodomia e sexualização precoce das crianças, não respeitando nem mesmo crianças de menos de 10 anos de idade.
Desgraçadamente, o Plano das Sete Etapas tem uma eficiência incrível. Após anos de cerco a resistência da sociedade-alvo esmorece e esta sociedade acaba depondo as armas em busca de paz. Esquece-se de que a única paz que conseguirá com esta atitude suicída será a paz que encontrará nos cemitérios, para onde caminha, conformada com seu destino. Em uma sociedade saudável e preocupada com a sua segurança e seu futuro tais tipos pederastas e pedófilos, da mesma forma que os pervertidos que tentam impor seu comportamento doentio à sociedade, seriam enviados à jaula, mas vivemos em uma sociedade corrupta e fatalmente doente.
A realidade é que para que essa sociedade seja curada sobram apenas duas alternativas: Terceira Guerra Mundial (a primeira realmente mundial), com milhões de mortos que farão as pessoas finalmente perceberem a realidade que está bem diante de seus olhos, pois guerras, gostem ou não, podem ter o poder de cura e de mudança de uma rota desastrosa anteriormente seguida; a volta de Jesus, o médico dos médicos, para trazer a cura de que a humanidade precisa. Mas cuidado, os satanistas da ONU estão ardendo de vontade de enganar as pessoas e encenar uma suposta vinda do "messias".
O século XXI será decisivo. Se não conseguirmos minorar (não digo extirpar pois só Deus pode conseguir isto) a devassidão que impera, o que infelizmente só viria depois de uma guerra terrivelmente mortal, Yahwé acabará com este mundo. Lutemos o bom combate, como fizeram Paulo e os apóstolos, com perseverança.
Que Deus proteja nossas crianças dos pedófilos seguidores de Michael Jackson, que cantam a plenos pulmões: "We want the world, we want your children...". Acorda Magno Malta! Acorda Brasil! Acorda humanidade!

Lins disse...

Mais uma vez, ao ler um dos seus artigos, fiquei estupefato.
É claro que tenho acompanhado o teu blog e assuntos como estes já são familiares e minha visão de mundo mudou bastante também.
Mas é pra chorar mesmo. Suplicar a Deus que nos faça arrepender da nossa inércia (da minha) e combater de fato o bom combate.
Cedo ou tarde, quer ajamos ou não, o mal prevalecerá (não estou com isto querendo dizer que devemos depor as armas, pelo contrário). Revista-mo-nos, como nunca, diligentemente, de toda a armadura de Deus, pra resistir no dia mau, que sem dúvida, virá. Ai de nós se o senhor não nos equipar e proteger adequadamente! Mesmo aqueles que julgamos mais fortes e convictos sucumbirão e apostatarão. Ai de nós se o Senhor não for conosco. Não haverá socorro fora Dele.
Continua lutando Júlio, não estás só, há um remanescente, mesmo que eu e você não consigamos enxergar agora. Avante!

Rorschach disse...

Na Grã-Bretanha o controle já está muito mais avançado com um contrato assinado pelos próprios pais. http://planetaprisao.wordpress.com/2009/08/11/governo-britanico-instalara-cameras-de-vigilancia-nas-residencias/
Leiam também sobre a fragilidade da urna eletrônica e a violêcia da polícia contra uma senhora de 80 anos no mesmo blog.

Anônimo disse...

Julio, quem são os "fundamentalistas" cristãos que o movimento gay fala? De vc e Olavo de Carvalho? Tem outros, eu sei, mas são relevantes? Entendo que o ativismo cristão é basicamente na internet. O movimento gay está preocupado com a maioria sem imprensa? Ou eles tampam a boca de todo mundo ou o projeto deles não dá certo, é isso?

Jesser Medeiros disse...

A pergunta que não quer calar é a seguinte: Quem tem culpa nisso tudo? Não é a maioria pentecostal (Assembléia de Deus e outros ) que ajudaram a eleger o "sapo barbudo" oferecendo os púlpitos de suas igrejas para servir de palanque para o "molusco acéfalo"? Está aí o troco ou melhor dizendo o fruto da árvore que eles mesmo plantaram. Agora ficam aí com a viola no saco sem autoridade para reclamar de nada pois são culpados de A a Z nessa questão.
Como bem disse o Julio, vai ficar pior, a despeito de tudo que venhamos a fazer. Nas p´róximas eleições ainda corremos o risco de ver ou a terroista da Dilma ou outro capacho do "sapo barbudo" ser eleito e dar continuidade a tudo isso, legitimado pelo voto dos insensatos.
Como diz um locutor aqui da minha terra," me faça uma garapa de limão balão"!!