15 de julho de 2009

Os primeiros cristãos condenavam o aborto como “entre os piores pecados”

Os primeiros cristãos condenavam o aborto como “entre os piores pecados”

Alex Bush

Quinze de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — David Brattston, um advogado e juiz aposentado, escreveu um artigo publicado por LifeSiteNews aqui, no qual ele investiga a questão do que os primeiros cristãos tinham a dizer sobre o aborto.

O artigo vem no rastro dos escândalos envolvendo Joe Biden, vice-presidente dos EUA, e Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, que são ambos católicos, mas que afirmam em entrevistas aos meios de comunicação que a moralidade do aborto tem sido uma questão de debate durante toda a história cristã.

Brattston mostra que, pelo contrário, o aborto era unanimemente considerado pecado de acordo com os primeiros pensadores cristãos. O autor investiga os escritos de pensadores cristãos desde a época de Cristo até o primeiro concílio ecumênico da Igreja em Nicéia em 325 AD.

Brattston escreve que sua conclusão é prontamente apoiada por fatos. Suas fontes foram escritas tão no começo da Era Cristã que os escritores teriam ou conhecido os apóstolos ou seus discípulos, ou os escritores teriam vivido apenas poucas gerações depois dos apóstolos.

Ele cita textos tais como o Didaquê, um “manual anônimo da igreja do fim do primeiro século”, que diz que “não matarás uma criança por meio de aborto nem assassinarás aquilo que é gerado”.

A obra Acerca da Alma, de Tertuliano, também declara que o aborto é imoral. “O embrião pois se torna ser humano no ventre a partir do momento em que sua forma está completa. A lei de Moisés, aliás, pune com devidas penalidades o homem que causar aborto, na medida em que já existe o início de um ser humano”.

Brattston conclui dizendo que entre os primeiros cristãos, o aborto era “proibido por Deus e estava na mesma categoria de qualquer outro assassinato”.

Veja o artigo complete aqui.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/06/os-primeiros-cristaos-condenavam-o.html

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jun/09061505.html

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3 comentários :

Tiago Fernandes disse...

Conhecendo tão bem a natureza humana como só Deus é capaz.Tenho para mim que Ele(Deus),está permitindo tantas desgraças no mundo de hoje,porque tem pressa em jugá-lo.Mas a sua justa justiça exige que a medida dos ímpios se completem.
Gen 15:16 - E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

Janela para cristo disse...

A Paz do Senhor meu amado irmão.
Tenho visto alguns blogs e no meio deles eu achei seu blog gostei muito dos artigos que ele retrata e sempre que puder voltarei aqui!

Se puder de uma olhadinha no meu.

http://janelaparacristo.blogspot.com/

Peregrino disse...

Eu encontrei o texto completo do Didaque em português aqui:
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http://www.psleo.com.br/pa_didaque.htm
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É muito bonito, recomendo que todos leiam. Algumas partes:
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"2 - Não matarás, não cometerás adultério; não te entregarás à pederastia, não fornicarás, não furtarás, não exercerás magia, nem bruxaria (charlatanice). Não matarás criança por aborto, nem criança já nascida; não cobiçarás os bens do próximo."
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Didaquê (Διδαχń em grego clássico) ou Instrução dos Doze Apóstolos, é um escrito do primeiro século que trata do catecismo cristão. Didaquê significa doutrina, instrução. É constituído de dezesseis capítulos, e apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico.
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O título lembra a referência de Atos 2,42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos ...”.
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Estudiosos estimam que são escritos anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90 d.C., contudo são coesos quanto a origem sendo na Palestina ou Síria.
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Quanto a sua autenticidade, é de senso comum que o mesmo não tenha sido escrito pelos doze apóstolos, ainda que o título do escrito faça menção aos mesmos; mas estudiosos acreditam na compilação de fontes orais tendo recebido tais ensinos que resultaram na elaboração do mesmo. Também é senso comum que tenha sido escrito por mais de uma pessoa.
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O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesaréia que viveu no século III, em seu livro "História Eclesiástica", mas a descoberta desse manuscrito, na íntegra, em grego, num códice do século XI ( ano 1056 ) ocorreu somente em 1873 num mosteiro em Constantinopla.
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Nos escritos da Didaquê, além da catequese e liturgia cristã, o evangelho de Jesus é recomendado. A Didaquê também cita a oração do “Pai Nosso” como sendo “ensinada pelo Senhor” e finda com a afirmação em consonância com o livro Apocalipse, do Novo Testamento, de que Jesus voltará:
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“ ... conforme foi dito: "O Senhor virá e todos os santos estarão com ele". Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu.” [Didaquê 16:7,8]
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Nos escritos da Didaquê também são reforçados o batismo no nome do Pai, Filho e Espírito Santo [7:1,3], sendo argumento para os que aceitam o dogma da Trindade, contrapondo-se a defesa dos não trinitários de que não existiam escritos cristãos do primeiro século que defendessem o batismo no nome de Jesus.
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A respeito de Jesus, ainda sobre o batismo, diz: “Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor [Jesus] disse: "Não dêem as coisas santas aos cães".” [9,5]
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Tais escritos também sustentam argumentos de que existiam escritos do primeiro século apoiando a defesa da tese teológica de que Jesus é Deus.
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Sobre questões polêmicas como o batismo, adverte para o batismo em imersão; sendo admitido por aspersão na inexistência de água corrente. A Didaquê também acentua a diposição ao jejum por parte do candidato ao batismo e daquele que o vai batizar por cerca de três dias antes do batismo.
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Nos escritos da Didaquê há uma similaridade quando se referencia hora ao Pai como o Senhor [Didaquê 10] e hora a Jesus como o Senhor [Didaquê 16], o que é aceito por alguns a interposição entre as duas pessoas. Também fazendo a distinção de pessoa chamando Jesus de servo do Pai.[9,3]
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A Didaquê faz registro da celebração da eucaristia no domingo (dia do Senhor):
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"Reuni-vos no dia do Senhor, para romperdes o pão e dardes graças" [Didaquê 14,1].
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A Didaquê cita diretamente ou faz menção indireta a diversos livros do novo testamento: sendo Mateus, Lucas, I Epístola aos Coríntios, Hebreus, I Epístola da Pedro, Atos dos Apóstolos, Romanos, Efésios, Carta aos Tessalonicenses e Apocalipse.