14 de julho de 2009

Geração de ofendidos

Geração de ofendidos

Isaias Medeiros

Vivemos numa sociedade de pessoas “ofendidas”. O negro, por exemplo, que nunca soube que ser chamado de tal forma fosse ofensivo, aprendeu a se ofender com o nome que sempre designou a sua etnia (não raça, pois raça existe somente uma, a humana, da qual todos igualmente fazemos parte). Dessa forma, o negro agora não quer ser chamado de “negro”, pois alguns brancos lhe disseram que este termo é pejorativo, que significa algo ruim, inferior, e ele acreditou. Assim sendo, não existem mais os “negros”, e sim os “afro-descendentes”. O irônico (para não dizer perverso) é que este nome é bem mais “branco” do que qualquer outra coisa. É uma terminologia muito mais familiar ao mundo acadêmico (majoritariamente branco e elitista), do que à realidade daqueles que ela própria designa. Eu nunca vou ouvir um morador de alguma periferia (onde reside a maior parte dos negros) dizer com naturalidade que é um “afro-descendente”, ou mesmo que mora numa “área em situação de risco social” (só mesmo em propaganda política do PT). Quem fala bobagens deste tipo normalmente é funcionário público, pertence à classe média, e só lembra-se dos companheiros proletários “menos favorecidos” (os antigos “pobres”) na época das eleições.

Estas são expressões típicas das esquerdas, criadas pela moderna “elite intelectual” stalinista, e elegantemente mugidas pelos seus subalternos. Os conhecidos criadores de casos, ratos de diretórios acadêmicos e fãs de pós-graduações, chegaram à brilhante conclusão de que é mais vantajoso para eles lutar para “resolverem” problemas que não existem, do que tentar melhorar as situações reais, que objetivamente necessitem de mudanças. A estratégia é a seguinte: Elege-se um “grupo em situação de risco social”; elencam-se “discriminações”, “preconceitos” e outras “ofensas” que esse grupo nunca tomou conhecimento que sofria, e então se inicia um agressivo trabalho de “vitimização” dos seus integrantes, até que estes acreditem que realmente haviam sido injustiçados, “postos à margem da sociedade”, “excluídos do sistema” e outras asneiras parecidas com essas.

A esquerda, além de até hoje não ter resolvido nenhum dos nossos problemas, ainda gasta o nosso dinheiro para gerar e promover novos distúrbios sociais. E nem estes ela consegue solucionar. Mas, isto não é de causar estranheza. Os revolucionários nunca apontam soluções ou as põem em prática, mesmo quando podem.

O que eles querem é: 1º - fragmentar a sociedade em grandes “minorias”, assim as pessoas perdem a noção de sociedade como um todo e pensam que aqueles que supostamente as defendem irão fazê-lo especialmente ainda mais, caso estejam ou permaneçam no poder; 2º - colocar cada um desses fragmentos em alvoroço, num estado permanente de insatisfação, impulsionado por uma sensação artificialmente criada de estar sendo violado em seus direitos fundamentais o tempo todo; 3º - chegar ao poder; 4º - tomar o poder. O PT ainda não conseguiu tudo o que quer. É por isso que ele continua a fomentar a histeria coletiva de várias “minorias discriminadas”: os homossexuais, as mulheres, os “afro-descendentes”, os abortistas, os adoradores do diabo etc.

Aproveitando o ensejo, eu também quero reivindicar publicamente a minha condição de “ofendido”. Como cristão que sou, venho me sentindo ameaçado em minha diversidade religiosa. Faço parte de uma comunidade em situação de risco social, que vêm sendo constantemente discriminada pelo movimento gay e pela grande mídia, que ameaçam censurar o meu livro de fé em todos os trechos que lhes convém. Em face disto, exijo a implementação de políticas públicas que assegurem a nossa liberdade de consciência e de culto judaico-cristão. Nossa pluralidade cultural (pois temos irmãos em praticamente todos os países e, portanto, representantes de inúmeras culturas) não está sendo valorizada enquanto manifestação multifacetada que reflete uma organização social composta por atores sociais ricos em diversidade de dons e participantes de uma graça multiforme. Também desejo expressar a minha indignação contra o preconceito que os evangélicos sofrem, ao serem rotulados de ignorantes por pessoas que nunca puseram os pés em uma igreja evangélica e, evidentemente, baseiam-se em idéias pré-concebidas sobre os crentes para formularem suas opiniões a respeito dos mesmos.

Para finalizar, como integrante de uma “maioria duramente discriminada”, a das pessoas que não são perfeitas, mas tentam ao menos ser decentes, passo a expor a seguir, sete coisas que me ofendem profundamente:

1. O Brasil possuir um Presidente da República “altamente inflamável”, “ligeiramente analfabeto”, “quase corrupto” e que ainda defende o homossexualismo como “direito humano inalienável” na ONU;

2. Nós termos um Ministro de Estado (Carlos Minc) que participa da mui digna “Marcha da Maconha” e depois disso pensa que tem “um teco” de moral para criticar os evangélicos;

3. Num país de maioria cristã, um ministro do candomblé ter sido nomeado Ministro de Estado (adivinha de qual Gilberto Gil eu estou falando);

4. O Terrorismo de Estado que vem sendo praticado pelo governo do PT, através do programa “Brasil sem homofobia”, usado para perseguir politicamente e criminalizar toda e qualquer manifestação contrária ao movimento gay e ao homossexualismo, desrespeitando assim os valores cristãos, a família e os direitos constitucionais da esmagadora maioria dos cidadãos brasileiros, que não concordam com o modo de vida gay (segundo pesquisas recentes deste mesmo governo);

5. Um indivíduo que declarou publicamente ter tido mais de 500 “parceiros sexuais”, e que é acusado de cometer o crime de apologia à pedofilia, o “Professor-Doutor” Luiz Mott, “Decano-do-Movimento-Gay-no-Brasil”, como ele mesmo gosta se intitular, receber a mais elevada condecoração do Ministério da Cultura, a “Medalha de Comendador da Ordem do Mérito Cultural”, sem aparentes justificativas;

6. Certas religiões “afro-brasileiras” que fazem trabalhos para destruir a vida financeira, familiar e espiritual das pessoas; que sacrificam e estupram crianças em rituais de magia negra; que possuem entidades espirituais que só “incorporam” em indivíduos gays, deixando clara a relação entre o homossexualismo e essas crenças (“quimbanda” significa também “homem efeminado”);

7. A absoluta falta de respeito dos nossos governantes pelos valores cristãos da imensa maioria do povo brasileiro, que têm a Bíblia como livro sagrado e norma de conduta moral e espiritual. Pesquisas recentes mostram que 99% dos brasileiros não consideram normal o homossexualismo, 92% crêem que Deus criou o homem e a mulher com sexos diferentes para que tenham filhos e 66% o consideram um pecado contra Deus. **Mas, ao invés de o governo respeitar a liberdade de consciência destas pessoas, ele as rotula preconceituosamente de “preconceituosas” e criminosamente de “homofóbicas”, pois imputa a elas um “crime” que nem sequer existe.

Irmãos cristãos, não votem em esquerdistas nas próximas eleições. Nós somos maioria.

Nenhum assassino de crianças (abortista), anti-família, ou anticristão chegará ao poder se nós não permitirmos.

Basta você colocar a sua fé em Jesus e seus valores morais acima de qualquer simpatia pessoal por algum candidato ou mesmo por uma ideologia política.

Lembre-se: VOCÊ NÃO PODE SERVIR A DOIS SENHORES. É a Palavra de Deus quem diz (Mateus 6:24).

Decida-se!

*Isto se configura, inclusive, como um atentado ao Estado Democrático de Direito, pois viola os direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros (Art. 5º, inciso VI da CF), sendo esta conduta agravada pelo fato de o Estado ameaçar puni-los pela prática de suposto fato típico e antijurídico (crime) não previsto pela lei (“homofobia”), ao arrepio do Código Penal Brasileiro, que declara em seu art. 1º que não há crime sem lei anterior que o defina. Além disso, de acordo com o art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei nº 4.657, de 4/7/1942), “quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do Direito”. Para isso, ele lançará mão do recurso da analogia, dos costumes jurídicos e do conjunto de pressupostos consagrados que inspiram a legislação. Um desses princípios afirma que “quem exerce seu próprio direito não prejudica ninguém”. Como pode então o mero exercício da liberdade de consciência, que é direito fundamental de cada brasileiro, previsto na CF do Brasil, prejudicar a outrem, ameaçando-lhe direito? Só mesmo na fantástica República das Bananas, que é dirigida por uma lula com cabeça de camarão.

Referências:

COTRIM, Vieira Gilberto. Direito e Legislação Introdução ao Direito. São Paulo – SP. Editora Saraiva. 21ª edição - 2000. 3ª tiragem – 2001. p. 79, 80, 93.

http://juliosevero.blogspot.com/2009/06/brasileiros-nao-apoiam-homossexualidade.html

http://juliosevero.blogspot.com/2009/05/ira-odio-aos-judeus-e-o-esquizofrenico.html

http://www.historia.uff.br/cantareira/edic_passadas/v9/6.htm

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/01/301883.shtml

Fonte: O Ccristão Revoltado

Divulgação: www.juliosevero.com

15 comentários :

Jefferson disse...

Júlio,

Você precisa divulgar as seguintes notícias no seu blog:

http://americansfortruth.com/news/american-psychological-association-backtracks-on-gay-gene-claim.html

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26688&op=all

As duas notícias, por sinal ignoradas pela mídia (lógico...), dão nota que as tais "influências genéticas" dos homossexuais são ínfimas. Ou seja, ninguém nasce homossexual. Torna-se um homossexual.

Tem que divulgar e levar adiante como eu estou fazendo.

Se não há prova de que alguém nasce gay, não há homofobia. Ninguém é obrigado a gostar ou aceitar de analsistas e oralistas em qualquer ambiente.

Michel Carvalho disse...

O problema não é ser chamado de Negro, mas a forma sim pejorativa que o termo já foi usado, porém
a terminologia Afro-descendente traz uma carga maior do que simplesmente cor é também cultura que
trazida pelos primeiros negros se fundiu com toda a diversidade encontrada no brasil isso desde
o comportamento religioso até mesmo na culinária.

Não venha me dizer que a questão religiosa se resume a simplesmente feiticeiros que trazem o
mal, que matam criancinhas, etc, pois isso é generalizar uma cultura muito rica e o cristianismo não
foi nada santo em sua trajetória.

Negar que haja discrimanação contra minorias entre outros preconceitos é negar que a maioria dos
negors como o próprio autor disse esteja na condição demiséria vivendo nas periferias (vai
me dizer que eles são incapazes de crescer e por isso ficam la), logicamente é um problema
bastante complexo para se resolver com politcas de cotas, mas esses mesmos devem se unir
na tentativa de melhoria de vida com ajuda mutua e muito trabalho.

Já coloquei os pés em uma igreja evangélica, católica e converso com mormom, Judeuse wiccas
para ter noção de que a grande maioria das pessoas vêem com desaprovação atitudes fundamentalistas,
em muito arrogantes como o blog jornada cristã. Para eles a verdade é absoluta e ponto, da até
medo de ver essas pessoas pleitiando vagas no estado, imagine uma ditadura evangélica (lembrando
que conheços pessoas do segmento que me identifico por serem abertas e boas e não desrespeitarem
ninguém).

Tenho certeza que vocês gostariam de ter nos postos mais altos do país representantes seus, mas
como não os tem em determinados, por favor não falem mal, pois quem está lá teve algum mérito para
isso e não é sua religião que o diminuirá, (vejo isso como preconceito, assim como aquele que vocês
sofrem não é mesmo).O ministério da cultura não é o ministério do brasil cristão e sim o da cultura
como já dito.

A união estável para os homosseuxais é a garantia de direitos que os mesmo não tem até o momento,
afinal de contas se um dos parceiros morre e antes disso não haviam pensado em textamento ou outros
meios legais, com quem fica a moradia, os bens etc? Já vi casos em que um dos parceiros que constuiu
toda sua vida junto ao outro companheiro ter a casa pilhada pelos parentes por não ter este tipo
de amparo legal.
Logo a união estável é um contrato civil a igreja deve continuar com o controle do que é divino.

carloshenrique disse...

Bom, comentando sobre o post do Senhor Michael Carvalho.
Para começo de conversa sou negro, e não me envergonho de dizer que sou negro. E esta palavra não têm nada de pejorativa, mas muito de dignidade.
Em segundo lugar: feitiçaria, religiões espiritualistas, tais como candomblé, quimbanda, umbanda são religiões e não cultura. e não se pode se confundir cultura com religião.
Em terceiro lugar: a maior parte dos que vivem na África ou são cristãos ou são muçulmanos.
Em quarto lugar, essas religiões espiritualistas, como umbanda, quimbanda e outras não podem serem classificadas como religiões afros, como se tais religiões fossem religiões de negros, ou como se negros tivessem que seguir tais religiões, que nunca trouxeram e nunca trarão benefício algum para o povo brasileiro.
E em quinto lugar: a verdade só é chamada de verdade porque ela é absoluta. Não se pode relativizar a verdade, pois uma verdade relativa não passa de mentira, e nunca será uma verdade.
Jesus mesmo disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" E, em João 14 verso 6, está escrito que Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. E ninguém vem a o Pai senão por mim." Portanto, todo cristão têm o dever de anunciar e de pregar a verdade, a verdade absoluta, que é que só em Jesus há salvaçlão, pois este é o fundamento da fé Cristã, e negar isso é negar o próprio cristianismo.
Aliás, já está muito na moda falar "isso é preconceito". Bom, esse papo de preconceito, esse negócio de que isso é preconceito e aquilo é preconceito, não passa de um argumentozinho manjado e totalmente fajuto para denegrir o seu adversário, e para caluniá-lo quando não se têm mais argumentos para refutá-lo.
Bom, e antes de terminar esse comentário, quero aqui deixar bem claro que o mais correto seria negro do que essa invenção complicada, absurda e imperialista de afro-descendente, pois aqui todos os negros são nascidos no Brasil e não na África. Aliás, nem mesmo para negro que tivesse nascido na África isso seria correto. Portanto, para negros tanto para negros nascidos aqui no Brasil como na África e como para negros nascidos em qualquer outra parte, o correto é negro mesmo, e não esse absurdo de Afro-descendente.
Bom. Termino por aqui esse comentário.

Michel Carvalho disse...

Sr. Carlos em nenhum momento eu coloquei que o termo negro esteja errado, mas disse que ele
já foi usado em tom pejorativo (acredito que hoje não mais), por isso alguma dificuldade em
ser utilizado por algumas pessoas e que deve continuar sendo usado, porém não se deve desmerecer
o termo afro-brasileiro que designaria um outro contexto o cultural.

Cultura é tudo aquilo que diz respeito a um conjunto de pessoa sejam elas materiais ou não o que
inclui também a religião. Sendo a quimbanda, o candomblé entre outras manifestações religiosas
um mixto entre a cultura vinda com o negro africano e a existente nas terras portuguesas da América.
por isso ela é sim um patrimônio da cultura negra, lógicamente isso não significa que um negro deva
segui-la mesmo porque estamos falando sobre cultura e em cada indivíduo ela recebe
influência da sociedade dos pais e uma auto-procura de respostas. (Porém o cerne é africano).

Michel Carvalho disse...

Para complementar você usou uma palavra ambígua muito interessante que é denegrir = ação de deixar negro.

Tiago Fernandes disse...

Michel Carvalho,asneiras inomináveis vc disse.Carlos Henrique,cristalina tua réplica,parabéns.

carloshenrique disse...

Caro Senhor Michel Carvalho, não se pode classificar religião como sendo cultura. E essa palavra afro-brasileiro não é correta e nem é certa, mas é uma forma de desmerecer os negros ou de impor toda uma ideologia..
Quimbanda, umbanda e candomblé não podem serem tidas em hipótese alguma como parte da cultura negra, pois são religiões, e isso é sim, querer impor uma religião sobre todos os negros, o que já é um verdadeiro ato de violência contra a liberdade de consciência e de religião, visto que há muitos negros que são cristãos, muçulmanos e de muitas outras religiões.
A Quimbanda, umbanda, candomblé deve ser tida, isto sim, como religiões espiritualistas, e não como sendo parte da cultura negra, pois são religiões.
E, quanto a palavra denegrir não usei nenhum pouco num sentido ambíguo, mas usei, no contexto do texto no sentido de caluniar, difamar. Portanto, caro Michel, só olhando o contexto do texto para entender que a palavra denegrir ao contrário do que você quer fazer parecer para o seu próprio proveito, está justamente no sentido de calúnia e de difamação, pois está no dicionário que a palavra denegrir significa caluniar, difamar, e é este o sentido usual que se é usado para a palavra denegrir.

Anônimo disse...

Esse Isaias "botou foi quente", tái gostei, ele tem nome de profeta.Da-lhe Isaias, estou contigo nessa empreitada.

Michel Carvalho disse...

O que é cultura cristã? toda crença se desenvolve no substrato social e toda e qualquer manifestação feita pela sociedade é cultura.
Você pode por exemplo isolar a religião para estuda-la, mas ela não existe em separado, pois precisa de todo o complexo cultural existente para também existir, logo ela faz parte da cultura.
Religiões afro brasileiras são aquelas em que o cerne é o sincretismo com as religiões africanas, no principio vindas com os negros (isso não os desmerece), mas após todos esses anos, após tantas gerações e missigenação o brasileiro tem uma identidade e uma cultura local independente das etnias que la vivem, ou seja em nenhum momento quiz subjulgar todos os negros a uma única religião, mas estou mostrando o gênesis destas religiões que tinham a particularidade de terem concepções vindas da África.
Por isso elas não são da cultura negra, pois temos a cultura brasileira, porém ela nasceu no encontro com os negros da África e isso não pode ser negado, ou seja é uma forma de classificar a carga cultural que veio da Africa.
Entendi muito bem o sentido da palavra degrenir, mas quiz mostrar como uma outra pessoa poderia ter usado a mesma em outro tom diferente.

carloshenrique disse...

Michel Carvalho, quando eu falo que Candomblé, Umbanda e Quimbanda não podem serem classificadas como cultura negra, me refiro justamente que não podem mesmo, pois queira ou não, ao classificar como sendo cultura negra, inocentemente ou não, ignorantemente ou não, está a se querer colocar tais religiões como sendo negras.
Agora, se se declarasse tais religiões como culturas religiosas, de fins puramente religiosos, dissociando-se de cultura negra ou de cultura popular negra, não às classificando como cultura negra, mas como cultura religiosa umbandista, ou cultura religiosa quimbandista, ou cultura religiosa candomblecista, ái sim está certo e correto.
Agora, quanto ao fato dos negros terem vindo da África, claro que sim, pois isto é fato.
Bom, quanto a umbanda foi fundada em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908 por Zélio Fernandino de Moraes. Portanto, é uma religião fundada no Brasil.
A quimbanda é uma ramificação da umbanda.
E, caro Michel, resumindo, o que digo é tão somente que tais religiões não podem serem classificadas como sendo cultura negra.
Bom, e quanto a esse comentário final: "Entendi muito bem o sentido da palavra degrenir, mas quiz mostrar como uma outra pessoa poderia ter usado a mesma em outro tom diferente."
Portanto ainda bem que entendeu o sentido em que usei a tal palavra. Mas também há muitas palavras, como por exemplo pizza, e outras que conforme o contexto do texto têm um sentido.

Michel Carvalho disse...

Chegamos a um consenso de que é cultura, porém não é cultura negra, embora tenha em sua gênese ritos e cânticos da cultura africana.

E retomando também o conceito de cultura acredito que não exista culturas predominantes negras ou brancas simplesmente porque no Brasil isso não seria possível nem mesmo interessante.

Foi muito bom bater esse papo e chegar a uma síntese satisfatória.

Renato disse...

Prezado Michel Carvalho

Talvez você não tenha percebido, mas não chegamos a síntese nenhuma. Dizer que candomblé é parte da cultura brasileira (no sentido geral de ser um fenômeno social que ocorre no Brasil) e dizer que tem raízes africanas é, por assim dizer, chover no molhado.

O cerne da discordância entre alguns leitores e você foi a questão central do texto comentado, isto é, o fenômeno do "coitadismo", a chamada "auto-vitimização.

Segundo a sua perspectiva, talvez tal fenômeno não exista, seria uma quimera na mente dos outros leitores. Note que o autor do texto não negou a existência de discriminação contra negros, ele simplesmente está falando de outro fenômeno, a "auto-vitimização". E tenho notado que há pouquíssimos negros influentes que tem apontado qualquer perigo nesse fenômeno. Vou contar uma história que talvez explique o que penso sobre isto:

Meu avô paterno era um homem branco, de olhos claros (pela descrição que me deram, não o conheci, pois morreu com menos de cincoenta anos). Minha avó paterna, uma mulher negra. Os filhos e filhas deles variavam do quase branco ao quase negro. Meu pai e meus tios estudaram, cada um na medida de suas possibilidades e trabalharam bastante. A situação econômica a que chegaram cada um dos filhos de meus avós variou de confortável a bastante boa (e eram quinze irmãos e irmãs), cada um dedicando-se a trabalhar por anos a fio, sem cotas nem mecanismos de "discriminação positiva".

Pois bem, felizmente não foram "conscientizados" por nenhum ativista negro. Pois já li e ouvi a conversa de muitos "conscientizadores" esquerdistas que dizem: "Os negros não tem chance, pois são discriminados". Já pensou qual o efeito de um discurso desses sobre a mente de uma criança negra? Desanimadas com esse discurso, muitas crianças negras deixam de se esforçar e tornam-se massa de manobra de "ativistas". Já pensou que esses ativistas querem justamente isso, pessoas que sejam dependentes deles?

Michel Carvalho disse...

Renato a discordância entendida por mim se deu a partir do momento que o Carlos Hernrique fez a seguinte colocação:

"Em segundo lugar: feitiçaria, religiões espiritualistas, tais como candomblé, quimbanda, umbanda são religiões e não cultura. e não se pode se confundir cultura com religião."

Daí por diante o assunto central foi se religião é ou não é cultura, chegando -se ao final com um consenso de que é cultura, como o próprio Carlos colocou:

"Michel Carvalho, quando eu falo que Candomblé, Umbanda e Quimbanda não podem serem classificadas como cultura negra, me refiro justamente que não podem mesmo, pois queira ou não, ao classificar como sendo cultura negra, inocentemente ou não, ignorantemente ou não, está a se querer colocar tais religiões como sendo negras."

Ou seja ele quiz dizer que essas crenças não podem ser colocadas e atribuidas a comunidades negras o que também eu concordei, logo sobre esse aspecto chegamos a uma sintese que aparentemente não se tinha de inicio.

Mas entendo a colocação que está fazendo agora e também pretendida pelo autor, pelo menos em partes.

Após tantos séculos do primeiro contato podemos dizer que os negros tem apenas heranças de negors? ou que exista ainda pelo menos genéticamente falando alguém que seja somente negro ou branco?. Não, como já visto em alguns estudos ha brancos que tem mais genes negros em sua composição genética daqueles que distinguimos como negros, Nesse ponto de vista entendo que seja um exagero a vitimização, porém não negando que exista o preconceito.

No entanto se levarmos em conta que a maioria dos moradores de periferia e boa parte da população pobre é negra a de se pensar em politicas para levantar-lhes a alto estima, lógicamente não deve ser generalizado de tal forma a dizer que o negro não tem chance... mas não deve também impedir que por iniciativas públicas ou privadas esses lugares e pessoas recebam algum tipo de ajuda e promoção.

Paulo Machado disse...

Michel a primeira coisa que você precisa aprender é: o que é História da Igreja e o que é o tema da Bíblia.

Se você entender o tema da Bíblia, tudo, mas tudo mesmo, que você tenta explicar, e é fácil de ver que não entendes nem o que falas, mudará!

Michel Carvalho disse...

Paulo gostaria muito que você enriquecesse a conversa dando algum tipo de contribuição plausível, além de explicar o que você quis passar com seu segundo parágrafo que a mim ficou muitíssimo difícil de entender.