19 de maio de 2009

Nada de verdade sem amor e nada de amor sem verdade

Nada de verdade sem amor e nada de amor sem verdade

Albert Mohler

O envolvimento da igreja na sociedade envolve muitas questões, controvérsias e decisões — mas nenhuma questão está definindo nossa atual crise cultural com tanta clareza quanto o homossexualismo. Algumas igrejas e denominações já se renderam às exigências do movimento homossexual, e agora aceitam o homossexualismo como um estilo de vida totalmente válido. Outras denominações estão cambaleando, já a beira da rendição, e sem uma resistência conservadora em massa, é praticamente certeza que abandonarão a verdade bíblica e abençoarão o que a Bíblia condena.

Em poucos anos, vem se tornando evidente uma grande linha divisória — com igrejas apoiando o homossexualismo de um lado e outras igrejas resolutamente resistindo à maré cultural do outro.

O movimento homossexual entende que as igrejas evangélicas são um dos últimos movimentos de resistência fiéis a uma moralidade bíblica. Por causa disso, o movimento adotou a estratégia de isolar a oposição cristã, e forçar mudanças através de ações políticas e pressões culturais. Será que poderemos esperar que os evangélicos permaneçam firmemente bíblicos nessa questão?

Dificilmente. Pesquisas científicas e observações informais revelam que estamos experimentando uma perda significativa de convicções entre os adolescentes e os adultos jovens. Nenhuma revolução poderá ter êxito sem moldar e mudar a mente dos jovens e crianças. Inevitavelmente, as escolas se tornaram cruciais campos de batalha na guerra cultural. A cosmovisão cristã foi minada por currículos predominantes que ensinam o relativismo moral, reduzem os mandamentos morais a valores pessoais e promovem o homossexualismo como uma opção de estilo de vida legítima e atraente.

Outras igrejas precisam ensinar os aspectos fundamentais da moralidade bíblica aos cristãos que, sem tal ensino, nunca saberão que a Bíblia prescreve um modelo para os relacionamentos sexuais. Os jovens precisam de ensinamentos sobre a verdade acerca do homossexualismo — e ensinados a estimar o casamento como a intenção de Deus para a relação sexual humana.

Vivemos dias que exigem coragem dos cristãos. Nestes dias, coragem significa que os pregadores e os líderes cristãos precisam montar uma agenda de confronto bíblico, e não evitar a responsabilidade de lidar com as muitas e diversas questões relativas à homossexualidade. Precisamos falar sobre o que a Bíblia ensina acerca das diferenças sexuais — o que significa ser homem ou mulher. Precisamos falar sobre o presente de Deus que é o sexo e a aliança de casamento. E precisamos falar com honestidade sobre o que é a homossexualidade e por que Deus condenou esse pecado como abominação aos Seus olhos.

Coragem é raríssima em muitos círculos cristãos. Isso explica a rendição de tantas denominações, seminários e igrejas à agenda homossexual. Mas nenhuma rendição nessa questão teria sido possível se a autoridade das Escrituras não tivesse já sido sabotada.

No entanto, assim como a coragem é indispensável, nossos dias exigem dos cristãos outra virtude também: compaixão. O fato trágico é que quase todas as congregações têm pessoas em luta com desejos homossexuais ou até mesmo envolvidas em atos homossexuais. Fora das paredes das igrejas, os homossexuais estão aguardando para ver se as igrejas cristãs têm qualquer coisa mais a dizer, depois que declaramos que o homossexualismo é pecado.

As igrejas liberais redefiniram a compaixão para significar que a igreja muda sua mensagem para atender às exigências modernas. Elas argumentam que dizer a um homossexual que ele é pecador é crueldade e intolerância. Isso é a mesma coisa que argumentar que um médico é intolerante porque diz a uma paciente que ela tem câncer. Mas, na cultura politicamente correta, esse argumento possui uma atração poderosa.

Os cristãos bíblicos sabem que a compaixão requer dizer a verdade bíblica e recusar chamar o pecado como algo que não é pecado. Esconder ou negar a pecaminosidade do pecado é mentir, e não há compaixão em tal mentira mortal. A verdadeira compaixão exige falar a verdade em amor. E há um problema: Muito frequentemente, nossa coragem é mais evidente do que nossa compaixão.

Na vasta maioria dos casos, as opções parecem reduzidas a igrejas liberais pregando amor sem verdade ou igrejas conservadoras pregando a verdade sem amor. Os cristãos evangélicos precisam fazer para si algumas perguntas bem difíceis, mas a mais difícil é esta: Por que é que temos sido tão ineficientes em alcançar pessoas escravizadas a esse padrão específico de pecado? O Evangelho é para os pecadores — tanto para os pecadores homossexuais quanto para os pecadores heterossexuais. Como Paulo explicou para a igreja em Corinto: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. (1Coríntios 6:11)

Creio que estamos falhando no teste da compaixão. Se o primeiro requisito da compaixão é que digamos a verdade, o segundo requisito com certeza é que alcancemos os homossexuais com o Evangelho. Isso significa que precisamos desenvolver ministérios acolhedores que concretizem essa preocupação, e aprender como ajudar os homossexuais a escapar das poderosas cadeias desse pecado — do mesmo jeito que ajudamos outras pessoas a escapar de suas próprias cadeias pela graça.

Se de fato somos um povo do Evangelho; se realmente amamos os homossexuais como outros pecadores; então precisamos alcançá-los com uma sinceridade que torne esse amor palpável. Só teremos alcançado esse requisito quando estivermos prontos para dizer aos homossexuais: “Queremos que vocês conheçam a plenitude do plano de Deus para vocês, que vocês conheçam o perdão de pecados e a misericórdia de Deus, recebam a salvação que vem pela fé no Senhor Jesus Cristo, conheçam a cura que Deus opera nos pecadores salvos pela graça e se juntem a nós como discípulos de Jesus Cristo, vivendo nossa obediência e crescendo na graça juntos”.

Tais foram alguns de vocês… A igreja não é um lugar onde os pecadores são acolhidos para permanecer em seus pecados. Pelo contrário, é o Corpo de Cristo, composto de pecadores transformados pela graça. Nenhum de nós merece ser aceito dentro desse Corpo. É tudo pela graça, e cada um de nós saiu do pecado. Nós pecamos se chamarmos a homossexualidade como algo que não seja pecado. Pecamos também se agirmos como se esse pecado não pudesse ser perdoado.

Não podemos nos contentar com a verdade sem amor nem com o amor sem a verdade. O Evangelho resolve a questão de uma vez por todas. Essa grande crise moral é uma crise de Evangelho. O genuíno Corpo de Cristo se revelará mediante compaixão corajosa e coragem compassiva. Só veremos isso realizado quando homens e mulheres libertos pela graça de Deus da prisão do homossexualismo sentirem-se livres para se levantarem em nossas igrejas e declararem seus testemunhos — e quando estivermos prontos para recebê-los de braços abertos como condiscípulos. Milhões de pessoas que sofrem estão aguardando para ver se nossas intenções reais estão de acordo com o que pregamos.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: Albert Mohler

8 comentários:

Trindade disse...

A Biblía enfatiza o Amor e enfatiza tanto que é o único nome que Deus diz Ele ser: DEUS É AMOR, então realmente essa é a chave, peço que releiam o texto, mas antes peça entendimento à Deus e certamente ele dara e veras que esse entendimento trara compreenção da prisão em que vive o homossexual e suas atitudes contra nós só podera ser enfrentada com o Amor de Deus e como diz a Biblia que nã lutamos contra a carne então nossa luta não é contra o homossexual e sim contra o pai e criador do homossexualismo e esse todos sabem só se vence em nome de Jesus o Deus Amor.

Anônimo disse...

Caro Júlio:

Acredito que passada essa onda de esquerdismo no Brasil e no mundo muitas denominações religiosas não mais se recuperarão da ignomínia a que se expuseram e serão anatematizadas.

Provavelmente esse fenômeno social atual seja bíblico até mesmo para o povo eleito aprender a separar o joio do trigo pois muitos falsos profetas se levantarão para perder o povo.

Portanto, não procure mais defender o indefensável pois estas denominações adesistas aos novos tempos (novos tempos por pouco tempo, é claro) já estão podres há muito tempo em suas próprias bases teológicas.

Procure valorizar as denominações que estão resistindo à essa reforma social que nada mais é do que destruição social pois reforma visa melhorar o que já está bom e destruição acabar com o que está bom.

Abraços.

Anônimo disse...

Concordo com o "Anônimo" acima qdo diz que há denominações com bases teológicas falsas.

Só gostaria de acrescentar que isso tb acontece dentro das denominações, com algumas comunidades sérias, firmemente fundamentadas da Bíblia, e algumas sem muitos fundamentos. Pelo menos vejo isso na minha denominação.

Paulo Machado disse...

fui membro por muitos anos de uma comunidade cristã, onde por mais de uma década existiu o "grupo de amigos" um trabalho com os homossexuais. vi muitos homossexuais serem transformados em servos de Deus; alguns em abençoados líderes. Diante dessa mordaça gay de nossos dias, como pode um trabalho desse ser realizado?

Anônimo disse...

O que os pró-homossexuais estão fazendo é uma violência fatal com as mentes das crianças. São pessoas que perderam o guard-rail moral e sequer tem idéia do mal inominável que veneram. Cristo tenha piedade deles...

Anônimo disse...

Caro Júlio:

Muita gente não entende a função de Deus na sociedade e na mente das pessoas.

A linguagem religiosa é uma das poucas linguagens no mundo apreensíveis pelo nosso inconsciente sem muita crítica racional pelo nosso consciente pois toca fundo em nossas motivações irracionais dando-lhes uma direção e uma confiança no futuro.

As poucas pessoas que conheço que de alguma forma adoeceram mentalmente por motivos religiosos foram justamente aquelas que tentaram substituir sua racionalidade pela religiosidade tornando esta última a sua única maneira de interpretar o mundo.

Seria algo como se dar ao nosso ID toda a razão do mundo que, ao que parece, é aquilo que os políticos de esquerda já fazem.

Na verdade o discurso religioso visa dar-nos paz de espírito falando com nosso ID e dando-lhe esperanças para que ele permita ao EGO desenvolver-se de forma satisfatória a fim de se dar uma boa-vida e uma adequada satisfação de suas pulsões.

Sem a religião tornaríamo-nos imediatistas em suprir nossas pulsões e, com isso, o nosso EGO não se desenvolveria num paradigma social adequado.

É por isso que os ricos e abastados não precisam tanto de religião pois suas vontades, necessidades e pulsões são imediatamente atendidas dado o seu poder aquisitivo superior.

Ainda hoje uma garota no serviço, criada em orfanato, disse-me que não acredita em Deus, numa certa tentativa de confronto comigo.

Eu respondi-lhe que geralmente as pessoas que não tiveram pai a idéia de Deus é incompreensível para elas, apesar de haver lá no fundo uma necessidade de uma autoridade internalizada na psique da pessoa.

Sem essa autoridade internalizada a pessoa ora se deixa levar pelo ID ora pelo EGO.

Eu tinha esse problema denominado SUPER-EGO AUSENTE. Felizmente, tomei consciência do mesmo através da psicanálise e hoje estou frequentando a igreja que minha mãe frequentava e na qual nos criou.

Parece-me que finalmente minha mente sossegou, ou seja, não sinto mais aquele conflito interior entre fazer uma coisa ou outra coisa pois um vazio de minha mente foi preenchido pela vivência religiosa.

Pobre homem que não sabe o que está fazendo.

A própria ciência através da Psicanálise está desvendando os mistérios de nossa psicologia de forma racional e quase que concreta mas mesmo assim o homem não tem forças para fazer o que é certo para si e os demais.

Demorei cerca de 10 anos para compreender tudo isso desde que minha mãe morreu e eu me senti sem um esteio moral, já que minha mãe era a minha inspiração moral na vida e o respeito que eu nutria por ela além do temor era suficientes para eu me manter na linha.

Sem ela, precisei compreender racionalmente tudo aquilo que ela representou para mim de modo que minhas resistências fossem vencidas e eu de fato aceitasse o pai que ela tentou me incutir na mente.

Um grande abraço e continue na luta por uma religião elevada e coerente com os mandamentos bíblicos.

Se querem saber se a bíblia é correta em suas premissas basta apontar o exemplo do povo judeu que além de feliz ainda é bem sucedido em suas empreitadas.

Por isso que o anti-semitismo está tão em voga pois o único exemplo de povo realmente bem-sucedido segundo os preceitos bíblicos é o povo judeu.

Os demais ainda estão engatinhando nesse processo mas se perseverarmos no cristianismo que nada mais é do que um judaismo adaptado às necessidades de culturas heterogêneas com certeza cresceremos como povo assim como os judeus também cresceram e se mantiveram fiéis aos seus princípios milenares mesmo sem um território geográfico para chamarem de seu.

Abraços.

Anônimo disse...

PIOR DO QUE A MENTE DOS HOMOSSEXUAIS É A MENTE DAS NOSSAS AUTORIDADES! PENSEM NISSO QUANDO FOREM VOTAR.

Aprendiz disse...

Caro anõnimo

Psicanalise não é própriamente ciência, mais uma tradição. Usa técnicas de moldagem psíquica, segundo me parece. Parece uma extensão moderna do xamanismo. Pesquisas verdadeiramente científicas foram feitas para testar se psicanalistas tinham mais sucesso em ajudar pessoas do que a média dos conselheiros sem esse tipo de treinamento. Não foram encontradas evidencias estatísticas de que o uso da psicanalise seja melhor que outras técnicas.