24 de março de 2009

Vejam no que deu vender o patrimônio do povo brasileiro

Vejam no que deu vender o patrimônio do povo brasileiro

Bruno Pontes

Segundo a Anatel, foram registrados 152,36 milhões de assinantes de celulares no Brasil em fevereiro deste ano:

A teledensidade, índice que mostra o número de telefones móveis para cada grupo de 100 habitantes, registrou crescimento de 22,82% e saltou de 65,09 (0,65 celular por habitante) em fevereiro de 2008 para 79.94 em fevereiro deste ano - ou quase 0,8 celular por habitante.

Lembro do tumulto que a esquerda fez durante o processo de privatização da Telebrás. Eu tinha 13 anos e confesso que fui na onda dos nossos valentes nacionalistas... Eu era um menino ingênuo, me dêem um desconto. Posso alegar em minha defesa que deixei de ser um menino ingênuo (ou tento não ser na medida do possível), enquanto muitos daqueles senhores que protestavam histericamente continuam idiotas.

Lembro dos professores de história e geografia no colégio denunciando aquele crime de lesa-pátria. O patrimônio DO POVO BRASILEIRO seria vendido para os malditos capitalistas gringos que só pensam em lucrar. E o pior de tudo, vocês devem lembrar, é que iam vender o patrimônio do povo brasileiro A PREÇO DE BANANA! Entreguistas desgraçados!

Atenção para a militante com a bandeira do PT na mão. Bons tempos...

Todos os brasileiros que têm a pretensão de crescer deveriam confrontar os slogans esquerdistas do período com a realidade atual e tirar suas conclusões. Veja o que as forças reacionárias estavam dizendo em 1998: privatizar a Telebrás é calar o Brasil.

Nenhuma pessoa em sã consciência pode negar hoje os benefícios da privatização. O Brasil não calou. Aparelhos celulares viraram artigos comuns à maior parte da população, a mesma que dificilmente teria acesso a essa tecnologia no tempo da telefonia estatal. Eu tenho um e você aí também. Os modelos e planos ficam cada vez mais baratos.

Todos os estatistas que derramaram lágrimas de tristeza cívica, rigorosamente todos, andam por aí agora com seus aparelhos de última geração, alguns até batem foto e tocam MP3. Hoje em dia os militantes antiprivatização combinam os protestos pelo celular.

É como disse o Roger Prado: mesmo que alguns ainda não saibam, todos ficaram mais felizes. Empresas devem ser administradas por empresários, não por políticos. Por que você acha que essa quadrilha de Brasília adora uma estatal? A farra é garantida, e a fundo perdido.

Se a Telebrás ainda fosse "do povo brasileiro", as diretorias da empresa estariam loteadas entre os afilhados do petismo, cada um roubando a quantia determinada pela direção do partido. O "nosso" patrimônio estaria sendo cuidado por gente da qualidade de Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e ladrões semelhantes aliados da classe companheira. O dinheiro do povo brasileiro estaria sendo usado para pagar as comissões das negociatas. A preço de banana?

Fonte: Bruno Pontes

Divulgação: www.juliosevero.com

 

2 comentários :

Andarilho disse...

Eu também era um desses que estavam indignados com a venda do patrimônio estatal, na época eu era estudante de história em uma federal, e militante comunista filiado ao PC do B. Se não me engano participei até de passeata contra isto, devo ter perticipado. Só votava no Lula, votei nele quase todas as vezes, na última eleição não muito por convicção, apenas por inércia mesmo, força do habito, fazer o que? Dêem um desconto para mim também...

Mas hoje estou curado, Julio Severo e outros da net me curaram, sou um conservador cristão, na próxima eleição vou votar contra o Lula pela primeira vez, na de vereador do ano passado eu já votei contra o PT e a esquerda. O problema é que não existe ninguém realmente contra o Lula. Fazer o que...?

Mas pelo menos um fato eu tenho a meu favor. O meu celular não é de última geração, é bem simples e barato, quase pré-histórico. Pelo menos nesse ponto não fui totalmente contraditório.

Anônimo disse...

Bem , a paz de Cristo prezado Júlio. Quanto à matéria, muito bem feita, mas permita-me discordar de alguns pontos. Graças a Deus, me libertei da ilusão socialista e de seu "canto da sereia". Com certeza, agradeço a Deus e a esse abençoado blog por ter aberto meus olhos e perceber que o socialismo é diabólico. Para deixar claro para o prezado irmão que opinou.

Porém, como disse Olavo de Carvalho, cristão católico e intelectual respeitado, o Capitalismo sem seus padrões morais não passa de "um inferno dourado". Essa loucura em ganhar tudo em pouco tempo, inflingir ao trabalhador, que virou sinônimo de escravo após a revolução industrial, implantar o "terror" à população trabalhadora por parte das empresas e até agora mesmo no serviço público , tenho certeza que não tem a aprovação divina. É injusta e absurda. Volto a dizer, não sou socialista e nem de esquerda, mas o capitalismo selvagem, o neoliberlismo desumano que vê os homemns como números, somente, merece elogio de alguém com bom senso e de formação evangélica? Creio que a resposta é NÃO!

No caso das estatatais privatizadas, as "teles" como se diziam. Claro, houveram avanços, mais acesso à poulação, etc.. Mas, faltou ao Estado fiscalizar tais empresas e multá-las quando praticassem irregularidades contra os usuários. E o que vemos? Reclamações, denúnicias aos milhares, processos na justiça contra os abusos inacredditáveis que são cometidos contra os consumidores. Telefonia fixa virou sinônimo de terror e angústia. Todos os meses nos chegam contas irregulares e astronômicas. E o que a Anatel faz? NADA, uma vaca de presépio que está ali para defender os interesses das empresas de telecomunicações. Isso é bom? Uma "maravilha" oriunda da privatização ocorrida da década de 90?
Finalizando, creio que um estado apenas "policial" que não vê, não sabe de nada e deixa "o circo pegar fogo" entre os consumidores, trabalhadores e os que possuem poder, não está de acordo com a vontade de Deus. Então, continuo afirmando: o capitalismo de hoje é o que se diz"um inferno dourado". pois suas bases morais foram destruídas pela ganância. Opções? Creio que um estado mais fiscalizador e que se preocupa com seus cidadãos, menos impostos ,e uma capitalismo com base moral e cristã, mas temo que hoje é algo impossível de acontecer.

Maranata,
Marcos