23 de março de 2009

O Doloroso Segredo dos Muçulmanos Convertidos ao Cristianismo

O Doloroso Segredo dos Muçulmanos Convertidos ao Cristianismo

Ergun Caner

Você nunca leu uma história como esta

Era uma reunião como centenas de outras de que tínhamos participado durante vinte anos. Meu irmão estava envolvido num debate amistoso com um outro árabe cristão, num seminário sobre os melhores métodos de pregar o Evangelho de Cristo aos muçulmanos. Os "pontos de discordância" eram praticamente os mesmos de sempre. De fato, já tínhamos discutido os mesmos assuntos em incontáveis reuniões e de várias maneiras. Tudo estava dentro dos padrões normais, até que um inocente estudante levantou-se para fazer a pergunta fatídica:

Como podemos proclamar fielmente o Evangelho a Israel? Os judeus estão envolvidos numa guerra horrível e pagando um preço tremendo. Como a experiência de ex-muçulmanos os ajuda a falar de Cristo aos judeus?

Meu irmão sorriu consigo mesmo. Embora ele soubesse a resposta, até aquele momento não sabia qual era a posição de seu colega. Seu companheiro de debates nesse fórum era um cristão evangélico muito culto que, como nós, se convertera do islamismo. Ele já havia falado inúmeras vezes a milhares de evangélicos americanos e era considerado um especialista em evangelização do Oriente Médio. O homem se ajeitou na cadeira, quase imperceptivelmente, e arrumou seus papéis, esperando que Emir respondesse a pergunta. Mas meu irmão ficou quieto e deixou que o silêncio pesado forçasse o outro a responder.

Lentamente, sem levantar os olhos, ele disse: "Bem, com relação à evangelização dos judeus, devemos sempre apresentar Jesus como o Messias. Isto é ponto pacífico. Entretanto... no que se refere ao conflito entre palestinos e israelenses... acho que devemos permanecer... neutros".

Bem-vindo ao nosso mundo!

"Abrindo o jogo"

Esta história poderá ser um choque ou uma surpresa para os leitores. Em todo caso, decidi contá-la, e "seja o que Deus quiser". Levei vinte anos para escrever este artigo. Estou prestes a trair meus irmãos segundo a carne. Estou prestes a revelar nosso terrível segredinho.

A maioria dos artigos e livros que escrevi em parceria com meu irmão foram trabalhos acadêmicos ou obras que falavam sobre como entender e alcançar os muçulmanos. Em 2002, quando nosso livro Unveiling Islam (O Islã Sem Véu) tornou-se um best-seller, ficamos sob os holofotes da mídia. Nossos debates, sermões e palestras passaram a ser assistidos por milhares de pessoas. Por duas vezes falamos aos milhares de pastores presentes à reunião anual da Convenção Batista do Sul dos EUA. Aparecemos em incontáveis programas de televisão, entrevistas e programas de rádio transmitidos em todo o país.

Em 2003, O Islã Sem Véu conquistou o Gold Medallion, prêmio concedido anualmente às melhores publicações cristãs dos Estados Unidos. Além disso, nossos livros More Than a Prophet (Mais Que Um Profeta) e Voices Behind the Veil (Vozes Detrás do Véu) – ainda não publicados no Brasil – também foram sucessos de venda e concorreram a vários prêmios. Atualmente, estamos escrevendo nosso maior livro, um manual de referência de um milhão de palavras que será o primeiro comentário cristão abrangendo todos os versos do Corão. Nosso editor vendeu todas as cópias de nosso último livro, Christian Jihad (Jihad Cristã), numa só conferência, em meados de 2004. Isso basta para mostrar quanto gostamos de escrever.

Porém, esses livros foram fáceis de escrever, se comparados com este artigo. O que escrevi aqui é algo extremamente pessoal e pensei e orei a respeito durante semanas.

Entretanto, por mais difícil que fosse, senti que, finalmente, deveria contar a história. Porém, isso significava que meu irmão e eu, ambos professores em universidades cristãs, seríamos objeto de escárnio. Na verdade, já estamos acostumados com o desprezo dos muçulmanos. Eles vivem atrás de nós e nos ameaçam toda semana por e-mail, por carta ou pessoalmente. Eles protestam quando aparecemos em programas de TV e fazem escândalos nas igrejas onde pregamos.

Mas esse escárnio seria de um tipo completamente diferente. Ele viria de nossos próprios irmãos cristãos. Seríamos desprezados porque revelamos o segredo daqueles que, como nós, são crentes [em Cristo] de origem muçulmana.

Finalmente, decidi "me expor" na revista Israel My Glory. Conhecendo os editores como conheço, eu sabia que eles ficariam ao nosso lado. Pelo menos, Emir e eu não estaríamos sozinhos.

Um ódio residual

Como muçulmanos, fomos ensinados a odiar os judeus. Como cristãos convertidos do islamismo, muitos de nós ainda os odiamos.

Leia de novo essas palavras, com atenção. Deixe seu significado e importância penetrar na sua mente. Com certeza, você já conheceu centenas de pessoas como nós durante sua vida. Os ex-muçulmanos saíram do segundo plano e subiram ao palco central de muitas conferências e reuniões denominacionais [nos EUA]. Embora todos nós sejamos questionados sobre assuntos ligados à apresentação do Evangelho aos muçulmanos, raramente nos perguntam a respeito de Israel, da nação judaica e das alianças entre Deus e Seu povo, narradas nas Escrituras.

Muitos de nós, cujos nomes você conhece e cujos livros já leu, ficam agradecidos porque ninguém os questiona sobre isso. Por quê? Porque muitos ex-muçulmanos que hoje são cristãos ainda sentem desdém, desprezo e ódio pelos judeus. Entre estes, estão muitos que falam em conferências, escrevem livros e pregam nas igrejas. Realmente, este é o nosso segredinho terrível.

Emir e eu chamamos isso de vestígios do islamismo. Quando éramos crianças, aprendemos nas madrassas (escolas religiosas islâmicas) que os judeus bebiam o sangue das crianças palestinas. As mensagens pregadas pelos imãs destilavam ódio aos judeus e à nação judaica. Para nós, eles eram os "porcos" e "cães" que tinham roubado nossa terra e massacrado nosso povo.

Então, quando um muçulmano se converte e abandona o islamismo, convencido de que Isa (Jesus) não era um profeta de Alá, mas sim o próprio Messias, ele se defronta com a mesma ameaça que nos atinge a todos. Muitos de nós fomos repudiados, expulsos de casa, deportados, presos, ou sofremos algo pior. Os que sobrevivem, começam vida nova separados da tradição de seus ancestrais e de sua família. Não resta quase nada de nossa vida antiga – exceto uma tendenciosidade que teima em não ir embora. Nós ainda odiamos os judeus. Tenho que confessar uma coisa: isso também aconteceu com meus irmãos e comigo.

No início da década de oitenta, após nossa conversão, meus irmãos e eu começamos uma nova vida em Jesus Cristo. Em muitos aspectos, a igreja tornou-se nossa família, já que nosso pai nos renegou. Eu estava ávido por conhecer nosso Senhor e a Sua Palavra, e lia a Bíblia apaixonadamente, às vezes durante três ou quatro horas por dia. Eu gastava muitas canetas marcadoras de texto à medida que ia estudando o Antigo Testamento.

Quando cheguei à aliança abraâmica, em Gênesis 12, tropecei. "Antigo Testamento" – resmunguei – "Jesus acabou com isso". Em pouco tempo, comecei a ficar aborrecido com a constante repetição do refrão: Abraão... Isaque... Jacó... José. Eu tinha sido ensinado a acreditar no que Maomé tinha escrito: Abraão... Ismael... Jesus... Maomé.

No Corão está escrito que Ismael, e não Isaque, foi levado para ser sacrificado no Monte. Essa é a doutrina central de nossas celebrações (Eid). Agora, eu estava sendo confrontado com o fato de que, 2200 anos depois de Moisés ter escrito Gênesis 22 e quase 2700 anos depois do evento ter ocorrido, Maomé mudou a história.

Rapidamente, pulei para o Novo Testamento. Eu tinha certeza de que iria descobrir que Jesus, meu Salvador, havia repudiado o Antigo Testamento e que meu preconceito poderia permanecer intocado.

Foi aí que cheguei a Romanos 9-11. "E o prêmio vai para"... os judeus, como a nação sacerdotal de Deus. Eu comecei a fazer perguntas. Comecei a ler livros. Cheguei até a assistir cultos de judeus messiânicos.

Então, lentamente... muito lentamente... comecei a amar os judeus com o mesmo amor que nosso Pai celestial tem por eles. Eles são os escolhidos de Deus – e a terra de Israel lhes pertence.

Levou algum tempo até que isso acontecesse comigo e com meus irmãos, e nós achávamos que todos os ex-muçulmanos passavam pela mesma experiência e chegavam à mesma conclusão que nós. Aparentemente, estávamos errados.

O mito da substituição

Pouco depois que apareci no programa de TV de Zola Levitt pela primeira vez, recebi uma enxurrada de e-mails de muçulmanos furiosos. Eu já esperava por isso. O que eu não esperava era um número tão grande de e-mails indignados vindos de cristãos anglo-saxões. "Meu caro irmão em Cristo" – escreviam eles – "a Igreja substituiu Israel!".

Um dia, depois de uma reunião, um ex-muçulmano, que na época pastoreava uma comunidade cristã egípcia, me chamou num canto e disse: "Você está prejudicando seu testemunho, meu amigo". Sua repreensão não muito amigável continuou: "As alianças de Deus com Israel através de Abraão, Davi e Ezequiel eram condicionais. Ele veio para os Seus, mas eles O rejeitaram. A Igreja agora é o novo Israel".

Depois disso, ele me indicou vários livros evangélicos para provar seu argumento. Comecei a ler esses estudos teológicos e sei que você, caro leitor, tem muitos deles em sua estante. Seus autores são protestantes reformados, escritores evangélicos e até pregadores muito conhecidos no rádio e na televisão. Todos eles diziam a mesma coisa: Israel foi substituído pela Igreja.

Bem, agora, vinte anos depois, permitam-me ser enfático, para que não haja nenhum mal-entendido:

A aliança de Deus com Israel foi incondicional. Israel continua sendo a nação escolhida por Deus.

Embora os judeus sejam, em termos bíblicos, um povo "teimoso" e de "dura cerviz", Deus não os abandonou. Qualquer outro ensino é anti-bíblico, ímpio, racista e anti-semita. Não me importa o quanto esses autores sejam respeitados nem o que isso vai me custar, em termos de amizades. Eu não posso abandonar o povo de Deus nem mudar o plano divino. Romanos 9 a 11 ainda fazem parte da Bíblia.

O mito da Palestina

Atualmente, os conflitos sobre a posse de Jerusalém estão todos os dias no noticiário. Diariamente, vemos bombas e balas voando para todos os lados, enquanto ressoa uma luta que já dura cinqüenta anos. E eu pergunto: "Onde está a voz dos cristãos?" Infelizmente, muitos estão emudecidos pelo resíduo do ódio a Israel que trazem em seu coração.

Já perdi a conta de quantas vezes Emir e eu pedimos que outros ex-muçulmanos nos mostrassem onde fica a "Palestina" no mapa. Perguntamos também quando foi que os palestinos tiveram um governo estabelecido, uma capital, uma embaixada?

É claro que a resposta é "nunca". O conceito de um país chamado "Palestina" só surgiu depois que Israel se tornou uma nação. Trata-se de um país inteiramente hipotético, baseado não numa origem étnica comum, mas sim num ódio comum a Israel. Conforme ilustrei no início deste artigo, nossos colegas árabes e persas têm encontrado companheiros entre os teólogos ocidentais que adotaram todo um esquema teológico e escatológico baseado nesse ódio comum. Meu irmão e eu estamos agora na irônica posição de sermos ex-muçulmanos e turcos persas defendendo Israel contra cristãos anglo-saxões e europeus de raça branca. Que mundo estranho!

Concordo com o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: "Jerusalém é a eterna e indivisível Cidade de Deus". Esperamos, um dia, encontrá-lo e dizer-lhe isso.

O mito de Alá

Outro componente estranho dessa questão é o uso da palavra "Alá". Recentemente, ouvimos um missionário evangélico falar sobre o movimento "Alá-leuia", em que os missionários estão usando a palavra árabe "Alá" para proclamar o Evangelho. Alguns chegam ao cúmulo de entrar nas mesquitas e ficar na posição de oração (rakat), mas orando a Jesus em pensamento. Alá, concluem eles, é só o nome árabe de Deus. Adonai e Alá seriam o mesmo Deus.

Mesmo correndo o risco de ofender mais alguns leitores, quero deixar uma coisa registrada: Alá não é o nome árabe de "Deus". Alá é um ídolo.

Em todos os debates de que participamos em universidades e entre colegas, meu irmão e eu nunca encontramos um ulema muçulmano que acredite que o Alá do Corão e o Deus da Bíblia sejam o mesmo Deus. Nunca. Se o monoteísmo é o único critério para distinguir a verdade neste caso, então deixe-me dizer uma coisa: se Alá é o mesmo deus que o Deus vivo, então Elias deve desculpas aos profetas de Baal (que também eram monoteístas).

Então, por que usar essa palavra? Perguntei a um árabe cristão por que ele continuava usando o termo "Alá" quando orava, e ele me respondeu baixinho: "Eu não consigo me convencer a usar os nomes hebraicos, sabe?"

Sim. Eu sei. Infelizmente, eu sei.

Estou ciente das implicações deste artigo. Eu as aceito. Numa única crítica dura, de poucas páginas, ataquei a teologia da substituição, a escatologia puritana, os teólogos modernos e denominações inteiras. Entretanto, meus vinte anos de silêncio acabaram. Nosso segredinho terrível foi revelado.

Emir e eu continuaremos do lado de Israel no conflito contra nossos parentes segundo a carne. Continuaremos contestando a teologia da substituição sempre que necessário.

Também continuaremos a defender Israel como nação escolhida por Deus, porque Ele nos manda fazer isso no Antigo e no Novo Testamento. Os judeus precisam aceitar Jesus como o Messias, isto é certo. Mas eles também precisam que a comunidade cristã – a Igreja – fique ao lado deles num mundo que quer a sua destruição. Isso começa agora. (Israel My Glory - Ergun Caner - http://www.beth-shalom.com.br)

O Dr. Ergun Mehmet Caner é professor de Teologia e História da Igreja na Liberty University, em Lynchburg, Virginia (EUA). O livro O islã sem véu, escrito em co-autoria com seu irmão, Dr. Emir Fethi Caner, pode ser pedido em nossa livraria virtual.

Fonte: Beth Shalom

Divulgação: www.juliosevero.com

 

14 comentários :

Marcelo disse...

Ótimo artigo. Interessante saber que ainda há tantos cristão que desconhecem o papel dos judeus nos planos de Deus.

Élio disse...

Interessante.
Hoje sou cristão, mas venho de família comunista, e desde cedo aprendi que Israel era um câncer que precisaria se extirpado.
Foi muito difícil conseguir enxergar Israel como o povo de Deus.
Para os islâmicos isso fica muito mais difícil.
Corajoso esse artigo.

Anônimo disse...

O Israel étnico é o povo de Deus, estando eles na sua incredulidade e tendo Jesus Cristo como FALSO PROFETA, TRAIDOR E INIMIGO ??? Não !!!
Deus não tem DOIS POVOS, nem DUAS ESPOSAS ! DEUS NÃO É POLÍGAMO !!!

Entendam de uma vez por todas, IGREJA, ISRAEL DE DEUS, POVO DE DEUS ou espiritualmente ESPOSA DE DEUS são somente aqueles que CRÊEM EM JESUS CRISTO E OBEDECEM ÀS SUAS PALAVRAS !!! Sejam eles judeus étnicos ou gentios.

"Não que a palavra de Deus haja falhado. PORQUE NEM TODAS OS QUE SÃO DE ISRAEL SÃO ISRAELITAS;NEM POR SEREM DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO SÃO TODOS FILHOS; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, NÃO SÃO OS FILHOS DA CARNE QUE SÃO FILHOS DE DEUS; mas os filhos da promessa são contados como descendência." Rm 9.6 e 7


"Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia DOS QUE SE DIZEM SER JUDEUS, E NÃO O SÃO, porém SÃO SINAGOGA DE SATANÁS." Ap 2;9 >>> Aqui João se refere aos judeus éticos que eram contrários ao EVANGELHO DE CRISTO.

"Qualquer que NEGA O FILHO, também NÃO TEM O PAI; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai." I Jo 2:23

"Responderam-lhe: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. VÓS FAZEIS AS OBRAS DE VOSSO PAI. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Respondeu-lhes Jesus: SE DEUS FOSSE O VOSSO PAI, VÓS ME >>AMARÍEIS<<, porque eu saí e vim de Deus; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. VÓS TENDES POR PAI O DIABO, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai;..." Jo 8:39 à 44

"Porquanto NÃO HÁ >>DISTINÇÃO<< ENTRE JUDEU E GREGO; porque o mesmo SENHOR É DE TODOS, rico para com TODOS os que O INVOCAM." Rm 10.12

Compreendam: Para Deus só existe um Israel que no NT é também chamada de Igreja, que é a TOTALIDADE DOS CRENTES DO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO. Nós gentios fomos ENXERTADOS NA VERDADEIRA OLIVEIRA (Rm 11;17), que é Cristo, PELA FÉ E ADENTRAMOS NA COMUNIDADE DE ISRAEL !

"estáveis(GENTIOS) naquele tempo sem Cristo, SEPARADOS da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. MAS AGORA,EM CRISTO JESUS , VÓS, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual DE AMBOS OS POVOS(JUDEUS ÉTICO E GENTIOS) FEZ UM(ISRAEL DE DEUS); e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade," Ef 2:12 à 14

A igreja de Cristo não SUBSTITUIU Israel mas é a sua CONTINUAÇÃO !
Mas não SE ENGANEM, os judeus étnicos incrédulos SÃO APÓSTATAS !

Reitero: Deus não tem DOIS POVOS, nem DUAS ESPOSAS ! DEUS NÃO É POLÍGAMO !!!

Jorge Fernandes disse...

Concordo com anônimo quanto à distinção entre Israel e Igreja. A questão de se achar que Deus tem uma promessa para Israel e outra para Igreja advém da idéia dispensacionalista que distingue os dois, ao invés de uni-los, como a Bíblia afirma, em um só povo: o povo de Deus, a nação de Deus (a exemplo dos versículos citados pelo anônimo).
Portanto, creio que devemos orar por Israel, da mesma forma que se deve orar pela Índia, pela Azerbaijão, pelo EUA, por Cuba, ou seja, para que o Evangelho de Cristo alcance todos os que estão destinados desde a eternidade à salvação, para os que Cristo quis chamar, regenerar e salvar.
Como o dispensacionalismo afirma erroneamente, não haverá chances de salvação para Israel ou qualquer outro povo sem Jesus Cristo, sem arrependimento, sem novo-nascimento, sem a regeneração e santificação pelo Espírito Santo.
Do ponto de vista político, ideológico e mesmo religioso, entendo a proximidade que nós, cristãos, temos com Israel, e a distância para com os árabes (uma inimizade milenar).
Mas o povo de Deus será formado tanto por israelitas, como por árabes, como por asiáticos, como por europeus, como africanos e americanos, e por todos aqueles desde Adão que foram salvos pela graça e misericórdia de Deus.
Defendo Israel por outros motivos, não por que são o "povo de Deus", o qual na verdade é formado por todos aqueles que se sujeitam ao senhorio de nosso Senhor. Este sim, é o Seu povo, o qual Ele escolheu dentre todas as raças e nações, segundo a Sua vontade.

Anônimo disse...

Prezados.

O barro do qual Adão foi formado não foi tirado de um único lugar, mas de várias partes do planeta. Logo, o barro do qual o judeu foi formado é o mesmo barro do qual qualquer homem foi formado. Deus, em absoluto, possui um "povo para si", ou um "povo eleito", porque assim significaria dizer que Deus formou criaturas de primeira e de segunda classe.

O problema judaico é, que pelo fato de acharem-se privilegiados, crêem que podem agir em relação aos outros como bem entendem.

Sobre a afirmação do anônimo acerca da etnia dos judeus, não há no mundo quem me faça crer que os judeus possuem uma raça definida ou uma etnia caracterizada, a não ser pela religiosidade que os distinguem.

Começemos com a pergunta: o que é um judeu? Um judeu é aquele de mãe judia ou quem se converteu ao judaísmo. Esta definição por si só desfaz a noção de que os judeus são uma raça ou um povo definido:

Sara, Rebeca, Raquel e Léa - heroínas da antiguidade - não eram judias de nascimento. E muitos rabinos eminentes e respeitados eram convertidos.

Moisés era casado com uma midianita.

Rute era moabita, pertencente a tribo de Moabe, inimiga do povo judeu.

Os únicos a darem uma raça aos judeus foram os nazistas.

E como bem afirma o historiador judeu Shlomo Sand, no seu interessante livro "When and How Was The Jewish People Invented" (Como e Quando o Povo Judeu Foi Inventado), o povo judeu foi originalmente inventado com o fim de justificar a fundação do Estado de Israel.

O fato é que, da missão original da serem uma nação santa e comunidade de sacerdotes, nada ficou: o povo judeu anulou o pacto divino e substituiu seus elevados ideais por um estado laico, modernoso, ilegítimo e Fraudulento.

Antonio Ahmed Ramdan Jamal.

Conspiracao disse...

Sugiro voces porcurarem na Net pelo documentario da CNN da conversão do filho de um dos membros do HAMAS e lider do movimento mulcumano estudandtil da Palestina. É imprecionante!!!
O cara deve que fugir para o EUA e hoje está jurado de morte pela Alqaida

Julio Severo disse...

Quanto ao filho de um líder do Hamas, a história está bem aqui no meu blog: http://juliosevero.blogspot.com/2009/01/lder-de-grupo-muulmano-ligado-ao-hamas.html

Quanto às outras indagações sobre o povo judeu, escrevi um artigo especialmente para esclarecer os leitores: http://juliosevero.blogspot.com/2005/12/o-que-todo-cristo-precisa-saber-sobre.html

Anônimo disse...

Qualquer alegação de que possa existir algum tipo de "raça superior" seja ela judia, árabe, ariana, Atlântida ou seja lá qual for, é simplesmente inadequada tanto à lógica quanto ao teor das escrituras sagradas. Deus não criou castas nem seres humanos para a divisão, mas para a comunhão e unidade em cristo pelo poder do evangelho da cruz. O sangue de Cristo foi derramado para resgatar a todos os seres humanos que O recebem como único e suficiente salvador. Fomentar a ideia de que existe uma raça superior às demais entre humanos é o mesmo que colocar Deus como o criador do caos social, tal ideia, como temos visto, tem sido geradora de porfias e contendas e não de paz e comunhão cristã. O que a bíblia diz é que há um só rebanho para um só Pastor - Jesus Cristo, autor e consumador da única fé que leva à salvação e à vida eterna; salvação esta que é indispensavelmente necessária para brasileiros, americanos, europeus, africanos, asiáticos, índios, esquimós, latinos, árabes até mesmo Judeus. Maranata.

"Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus." João 1:12,13

JOÃO BATISTA JÚNIOR

jacqueline disse...

Adorei este artigo, muito embora seja siga o budha-vacana e o budha-sãsana mais conhecido como budismo,tenho muita admiração e respeito pelo cristianismo,e considero os israelenses como vítimas de grande injustiças por parte dessa propaganda ideológica COMUNISTA. E fico feliz que exista um blog de uma pessoa tão corajosa que enfrente essa perversa ideologia.

Conspiracao disse...

Oi Julio, não é essa pessoa não. Eu me enganei tambem porque a reportagem é da FOX News e não da CNN.

Esses videos podem ser encontrados na integra tambem no youtube e tambem via torrent.

O video sobre a conversão de Mosab Hassan Yousef é emocionante e nos faz pensar em que preço estamos pagando por sermos cristão, (se é que pagamos algum preço aqui no ocidente.)

Segue alguns links com o nome do irmão convertido:

http://www.foxnews.com/story/0,2933,475226,00.html


http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/palestinianauthority/2613399/Mosab-Hassan-Yousef-son-of-Hamas-leader-becomes-a-Christian.html

Jan disse...

Júlio,acompanho com muita honra o seu blog.quase todas as coissas daí eu defendo veementemente,porem devo dizer que o ator vende livros.esta é a profissão dele.
Porem a promesa para Israel é para com aqueles que se 'dobram para Jesus Cristo".Os judeus acreditam que o Messias ainda virá. Hoje apenas os judeus messianicos fazem parte dos herdeiros da promessa.

power2007 disse...

Concordo com o Anônimo:
Deus prometeu a Abraão Que sua semente seria incontável...
DEUS Não mente jamais...
E É POSSÍVEL CONTAR A TODOS OS CONVERTIDOS, EM TODA A FACE DA TERRA?
Por maior que seja a tecnologia que o homem tenha conseguido, é possível apenas estimar determinado número. "Contar" efetivamente... Jamais.
Toda a ciência humana está eivada de vícios e graves falhas...
Mas a palavra do senhor é PERFEITA.

Deus deu a todos quantos o receberam, o poder se serem chamados filhos de DEUS.

Entretanto, exatamente por crer que a palavra de DEUS é perfeita, creio que enquanto essa terra existir, o pacto que DEUS fez com os JUDEUS está valendo:
Deuteronômio - 4:31
Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus misericordioso; ele não os abandonará, nem os destruirá nem se esquecerá da aliança que com juramento fez com os seus antepassados.
Salmos - 89:33
Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade.
Por este motivo, Mesmo que dentro do povo de ISRAEL haja tanta corrupção de valores, existem, ainda que poucos, fiéis ao SENHOR DEUS e ele por sua PERFEIÇÃO, jamais permitirá a destruição total desse povo.

Mas, de fato, o GRANDE ISRAEL do SENHOR, somos todos nós, se cumprirmos aquilo que ELE nos tem mandado.

telmo flores disse...

tá loco, como esse anõnimo fala besteira, misturou tudo de uma forma que demonstra que não entendeu o viés do texto, que coisa

Israel como nação é fundamental para os planos de Deus se concretizarem, a figueira brotou, Deus e ninguém mais constituiu o Estado Moderno de Israel, para desventura de jambuzeiros brabos que se acham especiais demais para com humildade tentarem entender as coisas do ponto de vista de Deus

Não há nação superior á outra, inclusive Deus mesmo disse que não escolheu Israel por ser a maior, ou a melhor, mas justamente por ser a menor

Que coisa, Júlio ajuda aí, essa gente não entende, lê lê, estuda estuda mas não compreende. Melhor que eles falem só da Igreja mesmo.

Afinal as profecias de Daniel não são para neófitos ensoberbecidos e iludidos "entendam de uma vez por todas" que barbaridade, parece até uns e outros da Portas Abertas
Que o Senhor tenha misericórdia de nós todos

Anônimo disse...

E ao cristão não cabe o ódio, não é fácil não odiar completamente, mas ser cristão é buscar Cristo como exemplo, busca diária pois não é fácil, essa busca não acaba na conversão ou no batismo, praticamente ela começa aí.

E os judeus precisam de nossa ajuda e nós a deles, pois no fim das contas, o mundo está se voltando contra nós todos e se isso ocorrer até os que são contra se darão mal, os ateus, os homosexuais, todos sofrerão com a distopia, um mundo totalitário e cruel, embora não se dão conta agora.

Triste ver que no Brasil muitos cristãos possuem idéias comunistas, cristãos de todas as denominações, até judeus com idéias comunistas, a todos esses falta conhecimento, a Bíblia fala muito sobre a importância do conhecimento. Lembrando a dica:
"O escarnecedor busca sabedoria e não acha nenhuma, para o prudente, porém, o conhecimento é fácil. Provérbios 14:6"

Lembrar sempre que no fundo, bem no fundo, por trás de toda essa babilônia que está o mundo hoje, essa confusão, está Lúcifer, sua especialidade é mentir, desviar, iludir e enganar. O levante comunista, ISIS, o que está acontecendo nos EUA, tudo indiretamente parte dali, vendo um apanhado geral da história vemos isso com clareza, e como não podem tirar a agulha do palheiro jogam mais e mais palha sobre a agulha.

Lembrando sempre que Deus é maior que tudo.