10 de março de 2009

Governo está colaborando para o aumento da pedofilia?

Governo está colaborando para o aumento da pedofilia?

Casos de pedofilia têm índices mais elevados em estruturas familiares desajustadas, onde um padrasto ou amante da mãe substitui o pai legítimo

Julio Severo

Há casos de pais biológicos que estupram as próprias filhas? Sem dúvida. Mas esses casos raríssimos estão muito longe de ser padrão.

A pedofilia é muito mais comum em lares sem a proteção do pai biológico, que é o maior e mais ferrenho defensor de sua família. Os estupradores de meninas dentro de famílias são geralmente padrastos, homens que não têm nenhuma ligação biológica com as filhas da mulher com a qual estão.

Os exemplos são inúmeros. Quem é que conseguirá tão cedo esquecer a menina de 9 anos que, estuprada pelo padrasto em Pernambuco, ficou grávida de gêmeos? O padrasto, que vivia com a mãe dela, acabou se aproveitando da menina de 9 anos e de sua irmã um pouco mais velha.

Ele é o único padrasto do mundo a ficar interessado nas filhas da mulher? Infelizmente, não.

A partir do momento em que uma criança fica longe de seu pai e mãe biológicos, os riscos aumentam. Podem ocorrer vários tipos de abusos. Há o caso em que um conselho tutelar tirou os filhos de uma família, por uma questão do método de disciplina dos pais, e entregou as crianças para um casal adotivo, que acabou abusando sexualmente delas. Há também os famosos casos de orfanatos estatais, onde crianças eram abusadas aos milhares. E quem não se lembra da menina de quatro anos que o Estado entregou a um “casal” homossexual? A menina encontra-se agora traumatizada por abusos sexuais. Esses são apenas três exemplos onde a participação do Estado em crimes contra as crianças é direta e inegável.

O Estado não consegue proteger tão bem as crianças quanto seus pais legítimos. Se a família não tiver condições de proteger seus próprios filhos, então muito menos o Estado. Por isso, é fundamental que, em vez de tentar substituí-las em suas importantes funções, o Estado fortaleça e proteja as famílias.

A família natural — que é composta por um homem e uma mulher unidos em compromisso conjugal — é o único lugar certo para a criação e proteção de crianças. O divórcio e a promiscuidade sexual destroem a estrutura da família, expondo os adultos a problemas físicos e emocionais e expondo as crianças aos mesmos problemas, com a adição do risco do abuso sexual.

A estrutura da família natural, que precisa ser conservada intacta, é semelhante ao corpo humano. Quando um membro fica doente e é amputado, o corpo nunca mais funcionará de forma saudável e normal. Quando há um divórcio e o pai biológico é substituído por um padrasto ou amante, a família deixa de ser natural e intacta e nunca mais será normal. Pode haver exceções raríssimas, mas os exemplos negativos são abundantes.

É claro que, com relação ao corpo, o governo não cria leis e políticas que facilitam a amputação dos membros do corpo. Pelo contrário, o que existe é uma preocupação para que iniciativas de prevenção médica evitem tanto quanto possível a dolorosa e extrema solução da amputação.

Um governo saudável criaria incentivos para o casamento e penalidades para os que fazem escolhas moralmente nocivas e prejudiciais à ordem familiar. Entretanto, é o próprio governo que vem facilitando os divórcios e tornando o casamento quase que obsoleto.

Com o descaso estatal para com a estrutura familiar e para com o casamento, as pessoas entram hoje em vários relacionamentos sexuais, onde as mulheres têm às vezes um filho de cada amante, e o resultado são justamente os casos de abuso infantil.

A mulher de hoje, que está liberada – pelo Estado – da estrutura familiar tradicional, pode livremente se envolver sexualmente com um homem, ter uma filha com ele e depois se envolver com outros homens. As chances de sua filha não ser abusada num desses relacionamentos não são pequenas. O governo e a mídia chamam tudo isso de “liberação” da mulher.

Em vez de proteger as mulheres e suas filhas desses riscos, aplicando penalidades para a irresponsabilidade sexual de homens e mulheres e criando incentivos para o casamento e família natural, o governo realiza imensas campanhas de contracepção, onde a mensagem clara é: “Não se preocupe com casamento nem com filhos. Faça sexo à vontade!”

Homens, totalmente despreocupados com casamento, fazem sexo com uma multidão de mulheres, sem se importarem com os filhos que são gerados. Sexualmente, eles são os grandes beneficiários das políticas governamentais que promovem a irresponsabilidade sexual. Mulheres fazem sexo à vontade sem se preocuparem com o futuro e a segurança dos filhos que lhes são gerados. É um jogo de poder onde o Estado sai fortalecido, à custa do bem-estar das crianças e suas mães.

Desde que parou de cumprir sua função principal de punir criminosos – os mais de 50 mil brasileiros assassinados por ano são um poderoso atestado da total incompetência do Estado brasileiro – e passou a querer substituir à força o papel do pai na família, o papel de Deus na sociedade e o papel das igrejas nas comunidades, o Estado vem representando ameaça tão grande quanto a ameaça dos próprios criminosos que era sua função castigar.

O Estado, que devia castigar estupradores de crianças com pena capital, dá educação sexual pornográfica nas escolas e a pena capital do aborto para as meninas estupradas. O Estado, que não consegue impor a lei e a ordem diante do elevadíssimo número de assassinos no Brasil, impõe verdadeira ditadura nos relacionamentos da família, facilitando divórcios, adultérios, promiscuidade sexual, nascimentos ilegítimos, etc. O Estado, que se diz tão anti-pedofilia, fomenta e apóia a mídia pornográfica do Brasil.

Tragédias estão no encalço das ações governamentais que interferem na estrutura da família intacta. Uma das tragédias é justamente o aumento da violência doméstica, cujas estatísticas, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, não envolve exclusivamente os membros da família natural. Quando vêem notícias sobre violência doméstica pela TV, as pessoas imaginam que é assunto ligado diretamente à família natural.

No entanto, a violência doméstica, quando apresentada pelo Estado e por sua mídia comprada, engloba, muito além da família normal, casais amigados, casais divorciados, casais promíscuos, mães solteiras, etc. Se o governo separasse as famílias normais nos resultados finais dessas estatísticas, ficaria muito óbvio que o foco do problema são as “famílias” onde não há a presença do pai biológico.

Mas o governo não faz essa importante distinção e ainda usa as estatísticas de violência doméstica para justificar maior intrusão nas famílias intactas.

Em vez de dar soluções, o Estado gera problemas para as famílias. Se impusesse restrições ao divórcio e promiscuidade sexual e proteção para a família intacta, a menina de 9 anos e muitas outras meninas não estariam sendo criadas por padrastos, mas pelo pai legítimo.

Depois que cria seus próprios problemas, o Estado propõe mais “soluções”. Depois que a menina de 9 anos engravidou de gêmeos, o Estado, com a cumplicidade da mídia esquerdista, explicou para a população que matar os gêmeos estava nos melhores interesses da menina. O Estado lhe deu aborto como solução.

O Estado, que está abortando milhões de famílias naturais com suas políticas insanas de divórcio fácil e sexo fácil, agora traz o aborto diretamente no colo de meninas novas. É o governo especialista na destruição de valores morais, famílias e meninas.

Políticas governamentais que afastam as crianças de seus pais biológicos são ou não uma forma de entregá-las de bandeja para situações de risco sexual?

Políticas governamentais que priorizam o sexo fácil, mas não a sacralidade do casamento e da família natural intacta, expõem ou não crianças a situações de abuso sexual?

Políticas governamentais que impõem a pornografia dentro da sala de aula e através da TV como educação sexual e entretenimento são ou não uma forma de abuso sexual, preparando as crianças para muitos outros abusos?

É quase impossível ver tais indagações na TV, que é hoje cúmplice das intrusivas políticas governamentais voltadas para a sexualização precoce das crianças.

Mas na hora em que surgem os problemas que eles próprios cultivaram, eles têm a cara de pau de aparecer para apontar para o público suas soluções, que mais tarde trarão mais problemas, que mais tarde trarão mais de suas soluções, etc.

É um infindável círculo vicioso, onde o Estado pró-pornografia escolar incha e se fortalece, onde a mídia pornográfica incha e se fortalece, porém onde as famílias sofrem e as crianças gemem.

O Estado está ilegalmente ocupando o lugar central de Deus na vida das pessoas, substituindo o papel de liderança dos pais nas famílias e substituindo o papel de reabilitação das igrejas. Mas quando as famílias colocarem suas esperanças em Jesus Cristo, o Rei do universo, haverá solução para tudo, pois Jesus é a única solução. Enquanto confiarem no governo para tudo, as famílias continuarão a viver muitos problemas, pois o maior problema do Brasil é o próprio governo do Brasil.

Eu tenho esperança. Um dia, o Estado opressor gemerá e a mídia totalitária chorará, mas as famílias e as crianças se alegrarão.

Fonte: www.juliosevero.com

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Família: beneficiária, refém ou vítima de políticas públicas?

Outros artigos que falam de pedofilia:

Menina de 4 anos que vivia com “casal” gay é violentada

Grupo Gay da Bahia premia colaboracionistas da agenda gay no Brasil

Safernet de olho nos “criminosos” que não aceitam a agenda gay

Combate à pedofilia: cavalo-de-tróia estatal contra a “homofobia” e a “intolerância religiosa”?

Lula culpa hipocrisia religiosa por abusos sexuais a menores

CPI da Pedofilia de Magno Malta ajuda governo e ONGs radicais a tirar vantagem do combate à pedofilia


7 comentários :

Marcel Victor Sousa disse...

Júlio Severo:

Parabens pela sua iniciativa corajosa e louvável de denunciar as mazelas fomentadas por esse governo corruPTo que tomou o poder, mas que sairá em breve, se Deus quiser.

Enquanto a mídia tenta demonizar a Igreja Católica, tachando-a como opressora dos 'direitos da mulher' pela excomunhão dos médicos aborteiros e induzir as pessoas a acreditarem que a criança de 9 anos também está excomungada, as pessoas sequer enxergam os fatores que provocam tragédias como essas. Estão mais preocupadas com os resultados do que com as raízes desse problema.

Em meu blog, escrevi um artigo questionando onde estavam os parentes, amigos e vizinhos da garota que, durante três anos, nunca sequer perceberam uma única mudança de comportamento desde que ela começou a ser abusada pelo padrasto. Nenhuma criança consegue fingir quando está sendo abusada. Os sinais são claros: tristeza, crises de choro, pesadelos, sentimentos de culpa, dificuldade de concentração em qualquer atividade, medo e por aí vai. As pessoas à volta dessa garota foram omissas, de uma forma ou outra. Se sabiam do que acontecia com ela, por que não denunciaram? Se não sabiam, onde estavam e o que faziam enquanto ela passava horrores nas mãos daquele monstro?

Não justifico o aborto sob hipótese alguma, mas no caso dessa criança, suas estruturas física e mental não estão preparadas de forma alguma para encarar uma gravidez e a maternidade, responsabilidades estas já grandes para uma jovem e mulher adulta, que dirá uma menina de 9 anos.

A verdade é que a tragédia do estupro culminou na tragédia maior do aborto. O silêncio, a omissão da família e a negligência de todos para com essa criança antes de isso acontecer é que são os causadores, e não a Igreja Católica e seus posicionamentos.

Mais uma vez, meus parabens por um texto tão brilhante e aclareador.

Andreia disse...

Concordo plenamente com voce Júlio, pois a culpa de tudo isso está interligada a governos e televisao.O bbb é um exemplo de imoralidades, as novelas tanto da globo como da pesudo-evangélica record só mal influenciam as familiase principalmente as crianças, e no panico da tv há mulheres quase nuas se submetendo a bestialidades com animais.E o governo tem culpa porque nao sanciona uma lei impedindo que tais produtos eroticos sejam reproduzidos na televisao brasileira.Mas claro que isso nao será possivel, pois a podridao começa no meio politico e se extende aos meios de comunicaçao.Só Deus mesmo pra vir julgar essa naçao que está perdida na lama do adulterio, da pornografia, da prostituiaçao, da pedofilia etc...

prjulio disse...

02/12/2006 - 19h13
Menina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru

LIMA, 2 dez (AFP) - Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.

O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI.

A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la.

"Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições", declarou.

A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.

O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país.

Fonte: UOL

http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/02/ult34u169397.jhtm

Jorge Fernandes disse...

Júlio,
Concordo com tudo o que disse, porém, a questão é muito mais grave, pois os males sociais estão diretamente ligados ao desprezo a Deus e Sua palavra. Se houvesse a aplicação da Lei Moral de Deus, com as punições descritas no A.T., ao invés da indústria do crime fomentada por advogados, juízes, psicólogos forenses, leis inócuas e o sistema prisional inepto, garanto que a criminalidade desceria a quase zero.
Temos de entender que os princípios bíblicos não são apenas para os crentes mas para toda a sociedade, cuja sabedoria de Deus entregou-nos a Sua Lei para que o mal fosse restringido. Contudo, o homem crê na sua falsa sabedoria, entrega-se ao racionalismo/humanista/liberalismo/esquerdista, e é vítima dos seus pecados, soberba e estupidez, deleitando-se na própria destruição.
Creio que a crítica maior está reservada à igreja que não tem sido luz no mundo, ao contrário, tem se aliado com as trevas e propalado o padrão iníquo de satanás, ao não somente permitir mas desejar guiar-se por ele.
Enquanto o homem rejeitar Deus e a Sua Lei, estará fadado à morte e a ruína. E cabe-nos, o corpo de Cristo, guerrear contra o mundo e pela verdade, o Evangelho de nosso Senhor Jesus, pois não estamos autorizados a rever os princípios bíblicos, mas a obedecê-los, simplesmente.
Abraços

Anônimo disse...

Eu tenho esperança. Um dia, o Estado opressor gemerá e a mídia totalitária chorará, mas as famílias e as crianças se alegrarão.

Eu também, mas para isso é preciso AÇÃO. Uma boa ideia seria a gente fazer uma passeata em todas as cidades e protestar contra o aborto, contra o estupro da menina e contra toda forma de desagregação familiar promovida pela mídia e pelo desgoverno Lula.

Pastor Moisés disse...

Amigo, congratulo a você e ao seu blog como um poderoso bastião na luta contra as forças nefastas que norteiam o poder público neste país
Contudo, se há consolo neste reinado do Mal é que certamente será um prenúncio da vinda próxima do Salvador, pois no livro do Apocalipse está predito que Satã escapará do abismo e reinará por algum tempo antes da Segunda Vinda de Jesus
Cabe a cada um de nós permanecer inabalável na Fé em Jesus e aguardar firme que nosso navio passe incólume por estas ondas crispantes e aterradoras para que possamos aportar na cálida praia do Paraíso

Anônimo disse...

A notícia que o Pr. Júlio noticiou aqui também foi divulgada com esta incivisa manchete:
"Peru não pune com aborto menina abusada
Em caso semelhante ao do Brasil, a vida não foi punida"; está no site católico http://www.misericordia.org.br/

Observação: O referido site que também veiculou essa notícia não coloca referências (endereços eletrônicos, links, não sei a expressão apropriada) às suas matérias.