18 de janeiro de 2009

O primeiro ato de Obama como presidente

O primeiro ato de Obama como presidente

Chuck Norris

Obama prometeu enfaticamente mais que um ano atrás que “A primeira coisa que farei como presidente é aprovar a Lei de Liberdade de Escolha. Essa é a primeira coisa que farei”. Obama manterá sua palavra?

A Lei de Liberdade de Escolha, ou LLE, é um projeto de lei abrangente que abolirá todas as leis pró-vida nos Estados Unidos, desde leis que ordenam que os pais sejam notificados antes que filhas menores de idade façam aborto em hospitais até leis que proíbem o governo federal de financiar o aborto. A Conferência Nacional dos Bispos dos EUA identificou 13 categorias de leis pró-vida que serão aniquiladas e anuladas pela LLE. Embora a decisão Roe v. Wade — que legalizou o aborto nos EUA em 1973 — tenha entrado na jurisdição dos estados e nossas vidas, até mesmo Roe v. Wade, por exemplo, mostrava certo respeito pelas leis de cada estado e limites reguladores na área médica. A LLE não mostra restrição alguma, mas elimina todas as restrições e escolhas pró-vida.

E por que motivo Obama se comprometeu a aprovar a LLE? Não só porque ele tem o histórico mais ardentemente esquerdista e pró-aborto entre praticamente todos os políticos americanos, mas, conforme ele declarou numa reunião da organização pró-aborto Planned Parenthood durante sua campanha, “é hora de virar a página” para um novo dia em que as opiniões, leis e debates pró-vida acerca do aborto sejam coisa do passado. E se ele e a maioria do Partido Democrático conseguirem fazer o que querem, os Estados Unidos terão esse novo dia, um dia em que mais centenas de milhares de abortos serão realizados anualmente. Eu ainda penso que é totalmente hipócrita que um presidente e um partido político que se orgulham de ajudar e proteger as minorias não incluam entre elas as crianças em gestação.

A luta para aprovar a LLE está sendo travada apesar de uma nova pesquisa nacional revelando que de cada cinco adultos americanos, quatro (82 por cento) querem limitar a legalidade do aborto. De cada três, um (38 por cento) quer limitar o aborto apenas aos casos de estupro, incesto ou para salvar a vida da mãe. De cada três, um (33 por cento) quer também limitar o aborto até os primeiros três meses ou até os primeiros seis meses. Só nove por cento disseram que o aborto deveria ser legal por qualquer motivo por qualquer razão em qualquer momento da gravidez. Essas estatísticas contrastam fortemente com as metas e objetivos da LLE, que encerrará o debate cultural sobre o aborto de um modo sem precedente para impedir qualquer legislação que tente proteger os bebês em gestação.

Quanto à data em que pretendem aprovar a LLE, tenho motivo suficiente para crer que Pelosi e Reed (e talvez o próprio Obama) já tenham feito planos para introduzir e aprovar a LLE com rapidez e em segredo por meio do Congresso mais cedo do que a maioria espera. E eles usarão qualquer meio para distrair a atenção da oposição, até mesmo mimos financeiros pessoais. Creia-me quando digo que estão aguardando o momento preciso em que haverá mínima atenção pública e reação e oposição política.

Com tanto foco e frenesi cercando a ostentação da posse de nosso novo presidente, eles poderiam até mesmo tentar agir no Congresso durante a semana da posse. Alguns relatórios apresentam a posição de que a LLE poderia ser rapidamente reintroduzida no dia 22 de janeiro, no próprio aniversário em que a Suprema Corte legalizou o aborto. Por isso, fique alerta. Mas, por causa da natureza política matreira de publicamente apresentar e aprovar tal projeto de lei abrangente e polêmico como a LLE, creio que o governo de Obama fará tudo o que puder para distrair os conservadores e os evangélicos.

Essas táticas de distração podem até mesmo incluir parcialmente o motivo por que Obama escolheu Rick Warren para orar por sua posse. Quer Warren esteja certo ou errado para essa posição não vem ao caso, à luz da motivação política deles de usar a presença e oração dele. Warren poderia ser usado não só para aplacar os conservadores e evangélicos, mas também para distrair a atenção deles e minimizar a reação deles às iniciativas esquerdistas maiores, como estratégias sorrateiras em prol da LLE. Em resumo, Warren poderia ser uma isca de distração para a proliferação do aborto, principalmente se a aprovação da LLE for iminente.

Os Estados Unidos não precisam “virar a página” nas guerras culturais, como no caso do aborto. Os EUA precisam reabrir as páginas de sua história para as opiniões elevadas de nossos fundadores e para os direitos de todos os seres humanos, conforme estão documentados na Declaração de Independência e nossa Constituição. E precisamos reviver e reincutir esse valor da humanidade de volta na sociedade, em nossos filhos e em nossos netos.

Sob nossa Constituição, o governo federal tem de proteger esse direito à vida. Mas além de defender esse direito humano fundamental, os detalhes e debates das leis que lidam com o aborto devem ficar sob a responsabilidade de cada estado. Apesar de que a Suprema Corte derrubou todas as leis de aborto em cada estado em 1973, e instituiu um direito federal ao aborto completamente inconstitucional, há ainda muito que podemos fazer a nível estadual para proteger a vida humana, promovendo legislação e educação pró-vida. A menos, é claro, que a LLE seja transformada em lei.

Algumas pessoas pensam que depois de 35 anos de incessante controvérsia desde a decisão da Suprema Corte, que é melhor deixar prá lá a “velha” questão do aborto. Mas como meu amigo e escritor Randy Alcorn escreveu em seu livretinho “Why Pro-Life?” [Por que ser pró-vida?]: “O aborto nos colocou numa rota perigosa. Poderemos acordar e abandonar essa rota. Ou poderemos segui-la até o seu fim inescapável — uma sociedade em que os poderosos, para seus interesses próprios, determinam quais seres humanos viverão e quais morrerão”.

Aborto não é sobre o “direito de a mulher escolher”. É sobre um “direito à vida” mais fundamental, que é um dos três especificamente identificados direitos inalienáveis na Declaração de Independência (e na Constituição por meio do Artigo VII e da Declaração de Direitos). E é uma violação do principal propósito do governo: proteger a vida humana inocente.

Thomas Jefferson escreveu em 1809: “O cuidado da vida humana e a felicidade, e não a sua destruição, é o principal e único alvo do bom governo”. Ele, é claro, não estava escrevendo acerca dos EUA de hoje, que tem aborto aprovado e subsidiado pelo Estado, e tem um movimento para promover a matança dos idosos por meio da eutanásia. Mas ele poderia ter escrito. E sua convicção no que deveria ser “o principal e único alvo do bom governo” deveria ainda ser válida — e isso inclui o presidente dos Estados Unidos da América. Mas se o presidente e seu governo não protegerem os direitos dos vivos (até mesmo no útero), então quem fará? Um Congresso de tendência esquerdista?

Todos os políticos que elegemos têm de sustentar o objetivo supremo do governo e se esforçarem para nos levar de volta à visão da humanidade que enfatiza o valor imortal de todo ser humano. Sem isso, nunca poderemos crer que todas as pessoas (inclusive aquelas no útero) são criadas iguais, que elas têm direitos inerentes e inalienáveis e que a proteção desses direitos é “o principal e único alvo do bom governo”.

E, se nossos políticos não protegerem a vida humana em gestação, nó deveremos fazê-lo. Com o Domingo da Santidade da Vida* em 18 de janeiro, com Obama tomando posse em 20 de janeiro, com a Marcha pela Vida anual em Washington DC ocorrendo em 22 de janeiro (no exato aniversário de Roe v. Wade) e com a LLE ameaçando no precipício legislativo do Congresso e da Casa Branca, agora é hora de marchar e agir de novo para defender os bebês em gestação.

Chuck Norris estrelou mais de 20 filmes, inclusive a famosa série “Texas Ranger”. Seu mais recente livro tem o título de “Black Belt Patriotism”. Para conhecer mais sobre a vida e ministério de Chuck Norris, visite seu site oficial: http://www.chucknorris.com

* Como um de seus últimos atos como presidente dos EUA e na iminência de tomar posse um presidente publicamente pró-aborto, George Bush declarou 18 de janeiro de 2009 como Domingo da Santidade da Vida. Para mais informações, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/01/dia-nacional-da-santidade-da-vida.html

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

8 comentários :

Jorge Fernandes disse...

Júlio,
Interessante saber que Norris não apenas dava "pancada" no cinema e na tv. Seu texto é lúcido e lógico.
Mais interessante ainda é ver um líder tão cultuado (e idolatrado) na atualidade como Rick Warren e o seu pragmatismo mercadológico evangélico associado a Obama. Não digo que seja o encontro da luz com as trevas, mas fusão de trevas com trevas. E ainda há uma legião de cegos que são guiados pelo cego Warren, como se fosse o próprio braço direito de Deus na terra.
Mas ainda fica a pergunta: Onde está a igreja nessa hora?
Ontem, em reportagem nacional, dois gays ganharam a guarda de 04 irmãos abandonados pelos pais. E nos revoltamos quando vemos dois homossexuais educando e criando crianças abandonadas. Novamente, fica a pergunta: Onde estava a igreja nessa hora? Se nós, como cristãos (e faço a minha mea-culpa) esquecêssemos um pouco os próprios umbigos e olhássemos para o próximo, provavelmente não existiriam crianças adotadas por gays (na verdade, poucas seriam abandonadas). Isso somente acontece porque não fazemos a nossa parte, não salgamos o mundo, e somos tão permissivos como ele é.
PS: Sei que o problema não foi criado diretamente pelos cristãos, mas ao permitir que o mundo invada a igreja ao invés do contrário (como os "warrenanos" parecem aprovar), tornamo-nos coniventes com toda a depravação e dissolução a qual a sociedade está imersa; e isso, é pecado.

Anônimo disse...

"A maior destruição da paz é o aborto, pois se uma mãe pode matar sua própria criança, o que impede de eu matar a você e de você me matar? Não há nada que impeça." Madre Teresa de Calcutá

paulo silveira disse...

Uma das leis que Obama vai acabar é aquela que os médicos não são obrigados a realizarem aborto se objetarem problemas de consciencia.

Obama quer obrigar todo e qualquer médico da rede pública a realizar todos os abortos que forem socilitados nos hospitais.

luiz.mezzomo disse...

Repentinamente tornei-me fã incondicional do Chuck Norris.

Ismael disse...

Chuck Norris, ao contrário da imensa maioria dos atores, e do pessoal do show business, compreende em que bases a nação americana foi fundada.
Norris é um ardente defensor da moral cristã, um homem de verdade, não como Brad Pitt, Tom Hanks, e outros atores de Hollywood, que pensam que os EUA são uma nação libertina.
É incrível que muitas mulheres que se dizem cristãs idolatrem homens como Brad Pitt, que pode ter uma aparência bonita mas que faz de tudo para destruir o cristianismo, como demonstrado na sua participação pela imposição do "casamento sodomita" na Califórnia, apesar da ampla discordância da população do estado.

Ademar Couto disse...

lEGAL. AS PESSOAS NO MEU TRABALHO ME CHAMAM DE CHUCK NORRIS, PELA POSTURA JUSTA E INTRANSIGENTE QUANTO AO OBEDECER O QUE É JUSTO (COM DIREITO A POSTER NO QUADRO DE AVISOS E TUDO). FICO AINDA MAIS FELIZ COM ISSO.

VOU COLOCAR EM MEU BLOG

Anônimo disse...

CONCORDO COM TUDO QUE O JORGE DISSE ACIMA, E DIGO MAIS, O QUE NÓS VAMOS FAZER? NÃO ESTÁ NA HORA DE ACORDADR, NÃO? LÁ NOS EUA NADA PODEMOS FAZER, MAS AQUI, TEMOS QUE NOS MOBILIZAR, POIS HÁ UMA CERTA "QUEDA" DO GOVERNO BRASILEIRO EM IMITAR OS DE FORA.
PARABÉNS AO ATOR, SEMPRE FUI FÃ, AGOAR AINDA MAIS.

El Misionero Matsuura Junichiro disse...

Vamos acordar!!!! O tempo de "brincar de crentes" ACABOU!!!! Entenderam???? ACABOU!!!! Vamos esquecer "teologia da prosperidade", "triunfalismo", "tome posse da vitória", essas palhaçadas todas, e acordar para a dura realidade da vida. vamos esquecer os "assiessamalacai", os "ripalapatrás", os "siriandalanapraia", os "trepanavassoricanta", os "situmicantatumileva", os "umcomelefácil", e baboseiras semelhantes, e VAMOS NOS CONVERTER!!!! Enquanto a igreja está dormindo, o mundo está agindo. E agindo radicalmente para frear a igreja, com "leis" iníquas, injustas e cruéis.
VAMOS NOS CONVERTER!!!!