3 de janeiro de 2009

Grupos pró-Israel dizem que autodefesa motivou ofensiva em Gaza

Grupos pró-Israel dizem que autodefesa motivou ofensiva em Gaza

Israel foi forçado a lançar ataques aéreos em Gaza no sábado passado para se defender dos ataques de foguetes do Hamas no sul de Israel, dizem líderes.

Paul Steven Ghiringhelli

[30.12.08] Observadores cristãos e judeus dizem que Israel foi forçado a lançar ataques aéreos no sábado passado para se defender dos ataques de foguetes do Hamas.

O analista político e comentarista cristão Mike Evans disse na segunda-feira que os principais meios de comunicação ignoraram a principal razão para os ataques aéreos de Israel em Gaza. “A resposta é bem simplesmente uma que a maioria não que ouvir”, disse Evans. “Autodefesa”.

Ele disse que não é certo os veículos de comunicação darem tratamento suspeito às ações que Israel tomou, agora no quarto dia de incursões aéreas nos centros de comando, campos de treinamento e instalações de fabricação e armazenamento de foguetes do Hamas.

“Precisamos perguntar a nós mesmos se permitiríamos que a al-Qaeda fizesse moradia no bairro do Brooklyn e começasse a atirar a esmo foguetes na cidade de Nova Iorque”, disse Evans, buscando comparar um caso hipotético de terrorismo nacional com a situação em Israel. “Não se pode esperar que Israel reaja de forma diferente do que o governo dos Estados Unidos reagiria sob circunstâncias idênticas”.

Evans apontou que o Hamas — um grupo reconhecidamente terrorista que os palestinos, em eleições livres monitoradas por especialistas internacionais, elegeram em 2006 — tomou de forma violenta o controle de Gaza em 2007 e desde janeiro de 2008 lançou mais de 2.500 foguetes e bombas de morteiros contra Israel. “É vital que a comunidade internacional e o mundo árabe voltem a atenção ao Hamas como o perpetrador e o pressionem para cessar os ataques contra a população civil de Israel”.

Na terça, o líder judeu de um influente lobby cristão pró-Israel declarou para a revista Charisma que sua organização está contente com a reação dos Estados Unidos diante da ofensiva de Israel em Gaza. “O governo Bush está até agora permanecendo firme com Israel”, disse David Brog, diretor executivo da organização Christians United for Israel (Cristãos Unidos por Israel). “Eles publicamente reconhecem que foi o Hamas que violou o cessar-fogo e que o Hamas é responsável pela violência persistente”.

Brog disse que ele está incentivando os cristãos a entrar em contato com a Casa Branca e agradecer ao Presidente Bush por ficar com Israel. “Nosso interesse fundamental é que toda nação soberana tem um direito fundamental para tentar deter mísseis de serem lançados contra seu território”, disse ele. “Se você apóia o direito de Israel se defender, você precisa abrir a boca, pois os que criticam Israel estão com certeza abrindo a boca”.

Num vídeo de YouTube lançado na terça, Earl Cox, fundador e co-apresentador do programa Frontline Jerusalem, divulgou um urgente alerta mundial pedindo que cristãos de todos os países orem com todo o coração por Israel. Ele incentivou os crentes a intercederem por três horas no Dia do Ano Novo, das 9h ao meio-dia, para que Deus proteja “Sua terra e Seu povo”.

Sentimos que a oração é provavelmente a coisa mais importante que alguém possa fazer agora”, Cox disse. “A prioridade da oração é que Deus coloque Sua mão de bênção sobre Israel e para que Ele proteja os soldados israelenses”.

Tzipi Livni, ministra das relações exteriores de Israel, disse ao parlamento na segunda que Israel esteve sob ataques provenientes de Gaza por aproximadamente uma década. “Fizemos tudo o que podíamos para impedir a deterioração da situação”, disse ela. “Conduzimo-nos com uma moderação que nenhum outro país já demonstrou. Rangemos os dentes e mordemos os lábios para impedir a necessidade de ações amplas”.

“Contudo”, disse ela, “nossa responsabilidade é garantir a segurança de nossos filhos, seu direito de caminhar até a escola e jardim-de-infância. Israel está deixando claro de novo hoje que seu desejo de paz não é um sinal de fraqueza”.

Livni disse que a comunidade mundial está numa situação agora que divide a liderança entre moderados e extremistas e todos estão sendo forçados a escolher um lado.

“O mundo está dividido, entre aqueles que crêem na idéia “viva e deixe viver” e aqueles que tentam impor suas convicções em cima dos outros”, disse ela. “Entre pessoas que desejam viver em paz e pessoas para as quais o ódio, a incitação, o terrorismo e a violência são sua rotina diária, a base para educar seus filhos, e as vozes que se originam de algumas de suas mesquitas”.

Evans, autor de livros famosos que lidam com o conflito no Oriente Médio, inclusive The Final Move Beyond Iraq, disse que os militares de Israel têm demonstrado moderação durante anos em sua fronteira com Gaza, enquanto os civis se acostumaram ao som das sirenes de aviso alertando-os a correr para o abrigo cada vez que foguetes são lançados de Gaza contra escolas, shopping centers e lares israelenses.

“Crianças na área crescem com o medo de que possam se tornar o próximo alvo”, disse ele.

Evans disse que o Hamas é conhecido por praticamente causar vítimas civis ao lançar foguetes de zonas residenciais. Muito embora os militares de Israel tenham como alvo apenas militantes do Hamas e as mortes em Gaza tenham em grande parte ligação com o terrorismo, ele disse que as táticas do Hamas colocam os civis na linha de fogo, e é por isso que Israel está enviando assistência humanitária, tal como alimento, medicamentos e eletricidade para os civis inocentes em Gaza.

“O Hamas não é o tipo de organização que deixaria de usar inocente sangue palestino para cumprir sua agenda radical”, disse ele. “É óbvio que esses líderes não se importam com a santidade da vida e farão qualquer coisa para alcançar seus objetivos extremistas. Essa conduta monstruosa expõe mulheres e crianças ao perigo… e coloca a culpa por quaisquer mortes no Hamas”.

Livni também fez uma distinção entre os terroristas que mandam em Gaza e o povo que está sob o governo deles. “Israel está agindo contra o Hamas e não contra a população palestina”, disse ela. “Israel gostaria de reiterar a todos os que têm queixas acerca da segurança da população, para que redirecionem suas queixas ao partido político diretamente responsável pela situação da população — o Hamas, que está mantendo a população como refém”.

Livni disse que a atual luta de Israel não é isolada e pediu ao Ocidente que mostre solidariedade às forças da liberdade. “Israel está nas linhas de frente na guerra do mundo ocidental contra o terrorismo, e esperamos apoio por fazer a coisa certa e lutar a guerra do inteiro mundo livre”.

David Rubin, fundador do Fundo Infantil Shiloh Israel, uma organização sem fins lucrativos com sede em Israel que apóia as vítimas do terrorismo, ecoou os sentimentos de Livni: “Israel está mais uma vez em guerra contra uma organização terrorista”, disse ele. “Por favor, lembrem-se de que o alvo dos grupos terroristas islâmicos é o mundo. O que acontece é que estamos nas linhas de frente”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: Charisma

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3 comments:

Anônimo disse...

Prezados, vocês podem estar errados a respeito dos judeus.

Em primeiro lugar, devemos reconhecer que o judeu moderno não é mais um produto da Torá, é produto dos Talmudes.

Exemplos:

"Os judeus são chamados seres humanos, mas os não-judeus não são humanos, eles são bestas". (Isto está escrito no Talmude Baba Meiza, no capítulo 114b);

"O Akum (não-judeu) é como um cachorro; sim, a escritura manda honrar mais a um cachorro do que a um não-judeu (Ereget Raschi Erod, capítulo 22:30).

Esses acima citados são apenas dois, de um vasto repertório de racismo contra quem não é judeu.

Mas o principal deles, que também deveria ser o principal para vocês evangélicos, é aquele no qual o judeu admite:

"... todo povo (judeu) respndeu e disse, que seu sangue (o do profeta Jesus) esteja sobre nós e nossas crianças". (Mateus 27:35).

Portanto, quem ainda insiste em confiar em judeus, que se torne igual a eles.

Antônio Ahmed.

geziel disse...

Parabéns peça postagem.

Na verdade, quase todos os veículos de comunicação, distoam quando falam de Israel.

Pelo que lemos, o principal culpado pelas mortes e pelos ataques, não é Israel, mas quem quebrou o acordo de paz, ecomeçou primeiro os ataques.

Jesus disse que eles seriam odiados de todas as gentes. É o que vemos hoje nos noticiários, ódio contra os Judeus.

Abraços

Victor Marcus disse...

É engraçada alguém falar de racismo contra não judeu sendo que os mulçumanos matam por conta disso, basta não ser mulçumano. Pode ser judeu, brasileiro, americano, etc, basta viver num país islâmico e sentirá "no lombo" esse problema.