31 de dezembro de 2008

O que esperar de Barack Obama?

O que esperar de Barack Obama?

Julio Severo

Barack Obama teve uma das vitórias mais fáceis da história eleitoral mundial. Nunca um candidato político conseguiu ganhar o ambicionado apoio da ampla maioria da imprensa, que estava cativada e cativa da onda obâmica.

Muitas igrejas evangélicas, embaladas pela surpreendente propaganda promocional pró-Obama, terminaram igualmente cativadas e cativas da onda obâmica.

A promoção eleitoral transformou Obama num messias político com qualificações para preencher as necessidades e aspirações de cristãos, muçulmanos, budistas, ateus, comunistas, etc. O apelo messiânico, com a colaboração estratégica da mídia liberal, direcionou os olhos do público para longe da verdade política de Obama, mantendo a atenção deles somente nos slogans promocionais positivos.

Qual é a verdade política de Obama? Há muitos anos ele é militante pró-aborto e pró-homossexualismo. Isso significa então que a maioria dos eleitores dele tem sentimentos pró-aborto e pró-homossexualismo? Não. Há diferenças marcantes e colossais entre Obama e seus eleitores. Na Califórnia, que é um dos estados mais liberais nos EUA, a maioria dos eleitores votou em Obama, e a maioria também votou contra o “casamento” homossexual.

A imprensa vendeu ao público um Obama miraculoso, e o público comprou a imagem. Apesar disso, por honestidade e coerência, um político deveria respeitar a vontade de seus eleitores. A maioria deles já demonstrou que não quer ativismo pró-homossexualismo e pró-aborto. Obama irá respeitá-los?

Sem se importar com os sentimentos e vontade da população americana e de seus próprios eleitores, Obama vem fazendo nomeações de indivíduos pró-aborto e pró-homossexualismo para fazer parte do seu governo. Até mesmo indivíduos declaradamente homossexuais foram escolhidos para cargos altos.

Logo que Barack Obama for empossado como presidente dos Estados Unidos, Hillary Clinton se tornará secretária de Estado. Ela é considerada a “Dama do Aborto”.

Lembro-me dos anos em que Bill Clinton era presidente dos EUA. Seu governo promovia cruelmente o aborto na Organização das Nações Unidas (ONU). Seu governo também promovia o homossexualismo.

Por influência de um governo americano sob a presidência de um Clinton esquerdista, a ONU se tornou um real playground de feministas e esquerdistas. Cristãos que defendem a vida e a família eram ridicularizados e perseguidos por autoridades da ONU simplesmente por lutarem em defesa das crianças em gestação. O pesadelo está para continuar e será muito pior do que antes.

Barack Obama é o presidente mais pró-aborto que os Estados Unidos já tiveram. Ele promoverá o aborto de todas as formas possíveis. Será pior na ONU. Por que? Por que praticamente ninguém dá atenção ao que acontece na ONU. Daí, o que Obama fizer na ONU ficará longe dos olhos do público. E o que ele fizer na ONU será decisivo para fortalecer um governo mundial pró-aborto e pró-homossexualismo.

Será bem pior desta vez porque Obama será também o presidente mais pró-ONU que os EUA já tiveram. Obama e sua equipe acreditam que a ONU deve ser o supremo governo mundial. Ele crê realmente que cada país deve entregar sua soberania à ONU.

Mas será pior desta vez do que durante o governo Clinton precisamente porque a equipe de Obama na ONU será dirigida por Hillary Clinton, que tem muita experiência em lutar a favor do feminismo e aborto na ONU.

Para avançar sua agenda esquerdista radical, a ONU muito depende de líderes esquerdistas no governo americano. Por isso, durante o governo de Bush, a ONU não pôde realizar suas habituais conferências de controle populacional. De dez em dez anos, a ONU faz suas conferências de população: Bucareste, 1974; Cidade do México, 1984; Cairo, 1994. Mas nada houve em 2004, porque a ONU temia Bush e sua posição contra o aborto. No que se refere às verbas e recursos financeiros, o governo de Bush deixou a ONU passando fome durante 8 anos.

O que acontecerá a partir de 2009:

· A ONU realizará uma conferência mundial para lidar com a saúde das mulheres, a saúde maternal e a violência contra as mulheres. O propósito oculto dessa conferência, porém, será avançar o feminismo e um direito universal ao aborto.

· A ONU realizará uma conferência celebrando e avançando a Conferência de População do Cairo. Durante o governo Bush a ONU não realizou tal conferência por temer que Bush impediria a ONU de promover o direito ao aborto.

· A ONU realizará uma conferência celebrando e avançando a Conferência das Mulheres de Beijing. Durante o governo Bush a ONU não realizou tal conferência por temer que Bush impediria a ONU de promover o direito ao aborto.

· O governo de Barack Obama financiará o FNUAP, o Fundo de População das Nações Unidas, o principal órgão da ONU que promove o controle de população e o aborto no mundo inteiro.

· O governo de Barack Obama derrubará as leis que Bush instituiu proibindo que o governo americano financie os grupos ao redor do mundo envolvidos no aborto.

· O governo de Barack Obama investirá bilhões de dólares não só na promoção do aborto, mas também do homossexualismo, tanto nos EUA quanto ao redor do mundo.

Os tempos são difíceis. Mas os cenários difíceis não desanimam o intercessor, que se coloca nas brechas para orar e clamar diante de Deus. Os profetas ficam vigilantes para escutar a orientação que vem do alto e alertar o povo de Deus a dar atenção à mensagem da Palavra de Deus, não às mensagens ofertadas pela imprensa liberal.

Estes tempos são proféticos. As profecias da Bíblia estão se cumprindo, e temos a oportunidade de sermos usados profeticamente por Deus neste dias.

Mas muitos, sem perceberem, se deixam usar não por Deus, mas por forças das trevas que movem os cristãos e não cristãos a usar seu poder de voto para eleger criaturas ímpias. Depois, se queixam das políticas anticristãs pró-homossexualismo e pró-abortos instituídas pelos políticos eleitos por eles.

Os filhos de Deus devem recusar continuar entregando seu poder de voto aos ímpios. Esse poder deve ser entregue e consagrado a Deus. Nenhum político contrário a Deus e seus valores merece o voto de filhos e filhas de Deus. Errar no voto é dar oportunidade para Satanás colocar na liderança de uma cidade, estado ou país um homem ou mulher que, sendo eleito por maioria cristã, depois age como um oportunista traiçoeiro, promovendo legislação contra a vontade de seus eleitores.

Assim como Lula, Barack Obama chegou ao poder também com muitos votos cristãos. Por isso, é hora de os cristãos repensarem seu modo de votar. É hora de parar de promover o aborto e o homossexualismo por meio do voto, pois quando o cristão vota em políticos pró-aborto e pró-homossexualismo, ele também está promovendo essas perversões.

É hora de parar esse círculo vicioso. Sem voto cristão, os Obamas e Lulas não têm chance. Vamos então cortar as chances deles.

Vamos dar a políticos genuinamente cristãos a oportunidade de ocuparem posições de liderança na nação. Nosso voto pode ajudá-los. Por isso, na hora de votar, vamos depender da direção de Deus e entregar nosso voto somente para pessoas escolhidas por Deus.

Fonte: www.juliosevero.com

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30 de dezembro de 2008

Assembléia Geral da ONU recebe declarações que se duelam na questão da “orientação sexual”

Assembléia Geral da ONU recebe declarações que se duelam na questão da “orientação sexual”

Dr. Piero A. Tozzi

(Nova Iorque, EUA — C-FAM) Duas declarações que se duelam foram apresentadas na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de dezembro de 2008 no polêmico assunto de “orientação sexual e identidade de gênero”. A primeira, apresentada pela União Européia (UE) sob a liderança da França e assinada por aproximadamente 65 nações, pede que todos os países membros da ONU incluam a “orientação sexual” e a “identidade de gênero” como categorias protegidas contra a discriminação e “garantam que a orientação sexual ou a identidade de gênero não sejam sob circunstância alguma base para penalidades criminais”.

Entretanto, aproximadamente sessenta países, principalmente do mundo muçulmano, da África subsaariana e da Oceania, apresentaram uma declaração alternativa que alerta contra a tentativa de se criar “novos direitos” ou “novos padrões” ao “interpretar de forma errada” as cláusulas anti-discriminação de documentos bem estabelecidos de direitos humanos. A declaração alternativa condena “todas as formas de estereotipagem, exclusão, estigmatização, preconceito, intolerância, discriminação e violência contra as pessoas, comunidades e indivíduos em qualquer base e onde quer que ocorram”, e defende o direito de as nações soberanas decretarem leis que preencham os “justos requisitos da moralidade, ordem pública e o bem-estar geral”.

A declaração alternativa frisa o perigo de se introduzir termos “que não têm nenhuma base legal em nenhum documento internacional de direitos humanos”, tais como “orientação sexual”, os quais “jamais foram apresentados claramente e nunca tiveram consenso entre os países membros da ONU”.

Depois que as declarações que se duelavam foram lidas na sessão da manhã da Assembléia Geral da ONU, um grupo de alto nível que estava debatendo o tema “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero” pesou o efeito da declaração dirigida pela França e considerou as próximas medidas a serem adotadas. O grupo de discussão foi presidido pela Associação Internacional de Lésbicas e Gays. Rama Yade, ministra das relações exteriores e direitos humanos da França que anunciou em setembro que seu país promoveria a declaração de orientação sexual na ONU, estava entre os participantes. Outros apoiadores incluíam o Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos e o ministro das relações exteriores da Holanda.

Embora as duas declarações não sejam obrigatórias nem tenham sido votadas, os ativistas homossexuais rapidamente retrataram a declaração da UE/França como vitória. Falando no grupo de discussão, o ativista homossexual e parlamentar holandês Boris Dittrich chamou a declaração um “evento histórico” e “um avanço na descriminalização das leis contra a sodomia”. Yade ecoou isso, declarando que o “objetivo final era a descriminalização universal”, e prometeu que a declaração da UE/França é “apenas o ponto de partida, não o ponto final”.

Analistas antecipam que a declaração não obrigatória da UE/França reaparecerá numa forma mais permanente, talvez como uma resolução a ser votada na Assembléia Geral da ONU. Eles também vêem a declaração da UE/França como implicitamente avançando as radicais metas das políticas sociais nos Princípios de Yogyakarta, uma declaração não obrigatória promovida por certos membros da sociedade civil e de comitês da ONU que fiscalizam a obediência dos países aos tratados da ONU. Fontes governamentais da UE declararam para Friday Fax que, a fim de manterem consenso, referências aos Princípios de Yogyakarta foram deletadas de uma versão mais antiga da declaração da UE/França.

Os Estados Unidos iam se pronunciar numa declaração deplorando a violência baseada na orientação sexual. Dentro do Departamento de Estado dos EUA estão aparecendo indivíduos favoráveis à declaração da UE/França, mas grupos pró-família americanos interviram para garantir que os Estados Unidos não assinassem a declaração da UE/França.

A Rússia, a Bielorússia e a Santa Sé fizeram declarações separadas criticando a iniciativa da UE/França, independentes dos países que assinaram a declaração alternativa.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: C-Fam

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Aconteceu em 2003: Ativistas gays ameaçam campanha agressiva para que paí­ses apóiem resolução do Brasil na ONU

Aconteceu em 2004: Governo Lula luta para favorecer homossexualismo na ONU

Texto completo da declaração alternativa

Em 10 de dezembro de 2008, a família humana comemorou o sexagésimo aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos e fez, mais uma vez, um compromisso inequívoco com os princípios nela entesourados. Naquela augusta ocasião, nós reiteramos que todos os direitos humanos são universais, indivisíveis, inter-relacionados, interdependentes e, mutuamente, os reforçamos. Havia igualmente um reconhecimento universal de que, em nenhum país ou território, poderia ser reivindicado que todos os direitos humanos tinham sido inteiramente realizados todas as vezes para todos. Os Estados-membros declararam que a realização plena de todos os direitos humanos para todos permanece um desafio do qual não se pode recuar diante de sua magnitude.

Os princípios de não-discriminação e de igualdade são duas faces da mesma moeda. São certamente princípios que cortam transversalmente vastas áreas relativas à realização plena de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos. Tal princípio está bem entranhado na Carta das Nações Unidas e concordamos internacionalmente com os instrumentos de direitos humanos, enquanto eles reafirmam a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e valor da pessoa humana e nos direitos iguais entre homem e mulher, sem distinção.

Neste contexto, nós estamos seriamente preocupados com a tentativa de introduzir nas Nações Unidas algumas noções que não têm nenhuma fundamentação legal em nenhum instrumento internacional de direitos humanos. Nós estamos preocupados ainda mais com a tentativa de focalizar determinadas pessoas com base em seus interesses sexuais e seus comportamentos, enquanto se ignora que a intolerância e discriminação que deploravelmente existem em várias partes do mundo fazem-se com base na cor, na raça, no sexo ou na religião, para mencionar somente alguns.

Nossa perplexidade não provém meramente das preocupações sobre a falta de fundamentos legais, ou de que a dita indicação investiga matérias que caem essencialmente dentro da jurisdição nacional dos Estados em sentido contrário ao compromisso da Carta das Nações Unidas de respeitar a soberania dos Estados e o princípio da não-intervenção. Mais importante do que isso, levanta-se em razão do uso sinistro daquelas duas noções. A noção da orientação abrange uma larga extensão de áreas que muito excedem o interesse sexual do indivíduo no comportamento copulatório com adultos normais e que tenham capacidade de consentimento, desse modo abrindo a porta para a normalização social e, possivelmente, a legitimação, de atos deploráveis tais como a pedofilia e a bestialidade, ou mesmo o incesto. O segundo é sugerido frequentemente para atribuir interesses ou comportamentos sexuais particulares a fatores genéticos, uma matéria que tem sido cientificamente recusada de maneira reiterada.

Nós afirmamos que aquelas duas noções não são nem deveriam ser ligadas aos instrumentos internacionais de direitos humanos existentes. Nós acreditamos que as pessoas não são inerentemente vulneráveis, mas alguns indivíduos são tornados vulneráveis devido ao cenário sócio-econômico em que vivem. Segue-se que os indivíduos e os grupos vulneráveis são aquelas mulheres, crianças, pessoas idosas, povos sob ocupação estrangeira, refugiados, candidatos a asilo político e pessoas internamente deslocadas, imigrantes, pessoas destituídas de sua liberdade, pessoas que pertencem às minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas, que se tornam vulneráveis em conseqüência inter alia da intolerância e da discriminação contra elas.

Nós lamentamos fortemente todas as formas de estereotipagem, de exclusão, de estigmatização, de preconceito, de intolerância, de discriminação e de violência dirigidos contra os povos, as comunidades e os indivíduos, sob qualquer base e onde quer que ocorram.

Nós, igualmente, reafirmamos o artigo 29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito de os Estados-membros decretar leis que encontrem "…as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar geral em uma sociedade democrática".

Nós reconhecemos que os direitos enumerados contidos na Declaração Universal de Direitos Humanos foram codificados nos instrumentos jurídicos internacionais subseqüentes. Nós anotamos com preocupação as tentativas de se criar "novos direitos" ou "novos padrões", que, através de má interpretação da Declaração Universal e dos tratados internacionais, incluam noções que nunca foram articuladas nem fruto de acordo por parte de todos os membros da Organização. Estas tentativas minam não somente a intenção dos arquitetos e dos signatários destes instrumentos de direitos humanos, mas igualmente comprometem seriamente a estrutura internacional inteira dos direitos humanos.

Nós convidamos todos os Estados-membros a continuar e intensificar seus esforços para a total eliminação de todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e de intolerância relacionada a elas.

Nós, igualmente, convidamos todos os Estados-membros a se abster da tentativa de se dar prioridade a direitos de determinados indivíduos, que podem conduzir à discriminação negativa e sacrifício do direito de outros, e, assim, cair em contradição com os princípios de não-discriminação e de igualdade.

Nós conclamamos os Estados-membros, o sistema das Nações Unidas e as organizações não governamentais a continuar a devotar atenção especial e os recursos para proteger a família como "a unidade natural e grupo fundamental da sociedade", de acordo com o artigo 16 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Nós, igualmente, conclamamos todos os Estados e mecanismos internacionais relevantes dos direitos humanos a intensificar seus esforços para consolidar o compromisso à promoção e à proteção dos direitos humanos de todos em um fundamento igual, sem exceção.

Traduzido pelo Dr. Francisco Caramuru

Fonte: www.juliosevero.com

29 de dezembro de 2008

O “socialismo dos tolos”

O “socialismo dos tolos”

Por: Nuno Guerreiro Josué*

Um glorioso choque cultural que recentemente aconteceu no Irã fez-me rir em voz alta. Os filhos de Che Guevara, o pin-up revolucionário, foram convidados à Universidade de Teerã para comemorar o 40º aniversário da morte de seu pai e para celebrar a crescente solidariedade entre “e esquerda e o Islã revolucionário”, participando numa conferência parcialmente custeada pelo presidente venezuelano Hugo Chavez.

Houve saudações fraternais e sorrisos gerais à medida que eram denunciadas “as ambições planetárias devoradoras” dos Estados Unidos da América. Mas foi então que um dos oradores, Hajj Saeed Qassemi, o coordenador da Associação dos Voluntários Mártires-Suicidas (que presumivelmente se mantém vivo desinteressadamente em nome da causa), revelou que Che era “um homem verdadeiramente religioso que acreditava em D-us e que odiava o comunismo e a União Soviética”.

Aleida, a filha de Che, interrogou-se se algo se teria perdido na tradução. “O meu pai nunca mencionou D-us”, disse ela, para consternação da assistência. “Ele nunca conheceu D-us”. Na confusão, Aleida e o irmão foram rapidamente acompanhados à saída e escoltados para o hotel. “No fim do dia, os dois Gueveras tinham-se tornado ‘não-pessoas’. A imprensa controlada pelo Estado subitamente esqueceu sua existência”, registrou o escritor iraniano Amir Taheri.

Depois da sua partida, Qassemi prosseguiu afirmando que Fidel Castro, o “guia supremo” de Che Guevara, é também um homem de D-us. “A União Soviética acabou”, disse ele. “A liderança dos oprimidos passou para a nossa república islâmica. Aqueles que querem destruir a América têm de perceber isto e deixar os jogos de palavras”.

Este texto é o princípio de um artigo assinado por Sarah Baxter no Sunday Times de Londres (onde são analisadas as irrefletidas e afetuosas relações entre a esquerda “revolucionária” ocidental e o fundamentalismo islâmico. O texto pode ser lido na integra em Times Online — Where do you stand in the new culture wars? (www.timesonline.co.uk/tol/news/world/middle_east/article2701379.ece).

Mas sintomático é também o fato dos emblemáticos filhos de Guevara (e Hugo Chavez, Daniel Ortega e Evo Morales antes deles) nem terem pensado duas vezes em associar-se à figura sinistra de Ahmadinejad – o testa de ferro de um regime que demanda o extermínio dos judeus, persegue minorias étnicas e religiosas no seu território (ver Iran: Death penalty/stoning — Amnesty International [http://web.amnesty.org/library/Index/ENGMDE131132006?open] e Murder with Impunity: Iran targets the Baha’i — again [www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/014/284idyfu.asp}; executa comunistas e homossexuais (ver Report: Iran Gay Teens Executed [www.365gay.com/newscon05/07/072105iran.htm}; Iran:Two More Executions for Homosexual Conduct - Human Rights Watch [http://hrw.org/english/docs/2005/11/21/iran12072.htm])… e nos últimos tempos, após a infame “conferência” para negar a veracidade do Holocausto, se tornou a “luz” que ilumina as cabeças (algumas raspadas) de energúmenos neonazistas.

Outro exemplo dessa estranha relação simbiótica, entre movimentos que racionalmente seriam naturalmente opostos, é o encontro que reúne anualmente, no Cairo, esquerdistas revolucionários europeus (a esmagadora maioria dos quais “ateus, laicos e republicanos”) e membros da Fraternidade Islâmica, uma organização cujo lema é: “Alá é o nosso objetivo. O Profeta o nosso líder. O Corão a nossa lei. Jihad é o nosso caminho. Morrer pelo caminho de Alá é a nossa maior esperança.” O programa da reunião de maio último, dispensa comentários e foi recentemente publicado na outrora respeitada revista marxista Monthly Review e pode ser lido em “Resistance Movements Unite! Cairo International Conference and Liberation Forum” (http://mrzine.monthlyreview.org/cairo021107.html).

Unidos por ideais comuns de um antiamericanismo e de um anti-semitismo primários, o fanatismo religioso e aqueles que sopram as últimas cinzas do materialismo dialético vão encontrando terreno comum naquilo que, nos finais do século XIX, August Bebel chamou “o socialismo dos tolos”.

* Nuno Guerreiro Josué é o proprietário e redator do excelente blog português "Rua da Judiaria" (http://ruadajudiaria.com).

Fonte: Visão Judaica Online

Divulgação: www.juliosevero.com

28 de dezembro de 2008

A ONU e a ameaça aos direitos humanos

A ONU e a ameaça aos direitos humanos

Entrevista com mons. Michel Schooyans

Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO, quinta-feira, 25 de dezembro de 2008 (ZENIT.org). — Quando se celebram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a maior ameaça ao documento e aos princípios ali proclamados vem da própria entidade que deu vida ao texto: a ONU.

Neste mês de aniversário da Declaração de 1948, Zenit entrevistou mons. Michel Schooyans, renomado especialista em filosofia política e demografia.

Mons. Schooyans é membro da Pontifícia Academia para a Vida, da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e professor emérito da Universidade de Lovaina (Bélgica).

— Fale-nos, por favor, do surgimento da Declaração de 1948.

— Mons. Michel Schooyans: A ONU foi criada em 1945 com a carta de São Francisco e, de certa forma, consolidada em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi consolidada na base de uma missão essencial que é a promoção dos direitos de todo ser humano. Todo ser humano tem direito à vida, afirma o artigo terceiro da Declaração. O texto convida todos os homens, países, governantes a reconhecer a dignidade de cada ser humano, qualquer que seja a sua força, a cor da sua pele, a sua religião, idade. Todos merecemos ser reconhecidos simplesmente pelo fato de sermos homens. É sobre esta base, diz a Declaração, que vamos poder construir novas relações internacionais, uma sociedade de paz e de fraternidade.

Se houve a Guerra Mundial que terminou em 1945, é porque houve um desconhecimento da realidade desses seres humanos que, todos, têm direitos inalienáveis e imperecíveis. A Declaração situa-se na continuidade de todas as grandes declarações que marcaram a história política e jurídica das nações ocidentais. Por exemplo, a Declaração da Independência dos Estados Unidos, de 1776, a Constituição dos Estados Unidos de 1787, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da França, em 1789, são as declarações clássicas. A Declaração de 1948 se situa na tradição mais fiel àquelas Declarações que demonstraram a sua eficácia no campo do reconhecimento e da promoção dos direitos humanos. Esses direitos são reconhecidos em decorrência de uma atitude moral e antropológica. Eu reconheço a realidade do meu semelhante. Eu me inclino na sua presença. Reconheço a sua dignidade. Ainda que ele seja doente, esteja no início ou no final da sua vida, ele tem uma dignidade igual à minha.

— Que tipo de documento é a Declaração de 1948?

— Mons. Michel Schooyans: A Declaração não é um documento de Direito no sentido técnico da palavra. O documento enuncia os direitos básicos. Mas para que esses direitos básicos sejam colocados em prática, eles necessitam de uma tradução em textos legais. Precisam ser codificados. Devem ser prolongados em instrumentos jurídicos apropriados, no que se chama o direito positivo. Isso significa que os direitos proclamados em 1948 devem se exprimir em leis que serão aplicadas pelos governos das nações e controladas pelo poder judicial. São, portanto, duas coisas: primeiro, o reconhecimento da realidade de seres humanos que têm a mesma dignidade e os mesmo direitos básicos, e, por outro lado, instrumentos jurídicos que dão uma forma concreta, exigível, àqueles direitosreconhecidos como fundamentais.

Quando se trata da Declaração de 1948, convém perceber que os mesmos direitos fundamentais podem dar lugar a codificações diferentes de acordo com as diversas tradições jurídicas dos países. As nações podem traduzir diferentemente o mesmo respeito que elas têm aos direitos fundamentais dos homens.

O que acabamos de evocar é o que se chama a tradição realista. Essa tradição se inclina frente à realidade de seres concretos: você, eu e a universalidade dos seres humanos. Essa mesma tradição comanda todo o edifício das nações democráticas, não só o edifício jurídico, mas o edifício político, que também se baseia no reconhecimento da igualdignidade. Agora, hoje em dia, a Declaração de 1948, que se inspira nítida e explicitamente na tradição realista, e que foi redigida com a colaboração de um dos brasileiros mais ilustres da história, Alceu Amoroso de Lima, está sendo contestada.

— Que tipo de contestação?

— Mons. Michel Schooyans: Uma contestação que vem da influência da teoria positivista do Direito, elaborada sobretudo por um autor chamado Kelsen (1881-1973). Sob a influência de Kelsen, propagou-se uma nova concepção do direito e, portanto, dos direitos humanos. Tudo o que a gente explicou a respeito dos direitos inatos do homem que, por ser homem, tem naturalmente direitos, é contestado. Tudo isso é negado, é colocado entre parênteses, é desprezado e esquecido. Só subsistem as normas jurídicas; só subsiste o direito positivo, barrando toda referência aos direitos que os homens têm naturalmente. Nesse contexto, as determinações jurídicas são a única coisa que merecem estudo e respeito. Agora esses ordenamentos jurídicos, essas disposições lavradas nos Códigos, podem mudar ao sabor de quem tem força para defini-las. São puro produto da vontade de quem tem poder, de quem consegue impor a sua visão do que seja tal ou tal direito humano. De modo que, como salta aos olhos, a visão puramente positivista dos direitos humanos depende finalmente do arbítrio de quem tem a possibilidade de impor a sua concepção própria dos direitos humanos, já que não há mais nenhuma referência à verdade, concernente à realidade do homem.

— Quais as consequências?

— Mons. Michel Schooyans: São trágicas. O positivismo jurídico abriu e abre o caminho para todas as formas de ditadura. Como o próprio Kelsen dizia, na União Soviética de Stalin havia estado de direito, já que havia leis. Era um ditador, mas ele fazia a lei.  Mas que lei? A lei que era a expressão da  vontade dele, da brutalidade dele. Não tinha referência a direitos que seriam naturais, que seriam objeto de uma verdade à qual a gente adere e que se impõe pelo seu fulgor. A lei no tempo de Stalin era reflexo da vontade do mais forte. Hoje em dia, a lei que permite o aborto, que permite a eutanásia, não é outra coisa. É uma lei que permite que vença a força do mais forte, que diz: já que tal é a minha vontade, nós vamos decidir quem pode ser admitido à existência e quem não pode.

Essa mentalidade entrou em várias agências da ONU. E a ONU hoje em dia está se comportando como uma superpotência global, transnacional, na linha exata de Kelsen. Ele mesmo diz que as leis nacionais, as que conhecemos nos nossos Códigos nacionais, devem ser submetidas à aprovação, validação, de um centro  de poder piramidal. A validez das leis nacionais depende da validade outorgada, concedida pelo poder supranacional aos códigos nacionais, particulares. Isso significa que as nações ficam totalmente alienadas da sua soberania e os seres humanos de sua autonomia. A gente observa isso todos os dias, nas discussões parlamentares. Muitos parlamentos são simplesmente teatros de marionetes que executam determinações vindo de fora, cumprem a vontade de quem impõe suas decisões, eventualmente comprando os votos, através da corrupção.

Isso tudo se passa sob o simulacro da globalização, que merece muito a nossa vigilância. É que, na mentalidade de quem adere a essa concepção puramente positivista do direito, a lei não está a serviço dos homens e da comunidade humana; está apenas a serviço deste ou daquele centro de poder. Este pode ser uma nação como os Estados Unidos, mas pode ser sobretudo a trama das vontades que se aglomeram nas Nações Unidas, apoiadas por numerosas ONGs, e também por algumas sociedades secretas, como a maçonaria. Isso mostra que hoje em dia o direito internacional tende a prevalecer sobre os direitos nacionais, a esmagá-los, pois estão sendo aos poucos desativados. É uma coisa terrível! Estamos assistindo à emergência de um direito internacional tirânico porque puramente positivista, ignorando os direitos humanos inalienáveis proclamados em1948. E a gente não percebe...

— Um novo tipo de totalitarismo?

— Mons. Michel Schooyans: Sim, porque daqui em diante a soberania das nações é pura fachada. Kelsen explica muito bem isso: o direito internacional, que dita sua lei às nações, deve ser ele mesmo validado, aprovado, pelo topo da pirâmide, pela instância suprema. Vejamos um exemplo: no momento em que estamos falando, há uma discussão na sede das Nações Unidas sobre a introdução ou não do aborto como “novo direito humano”. Seria uma nova versão da Declaração de 1948. Uma modificação calamitosa porque introduziria sub-repticiamente um princípio puramente positivo numa declaração que é antropológica e moral. Ali se colocaria também o direito à eutanásia. Restaria às nações particulares ratificar estes “novos direitos humanos” emanando da instância suprema. Isso significa que, como a referência aos direitos naturais dos homens já teria sido desativada, essa nova Declaração se tornaria um documento de direito puramente positivo, que deveria ser aplicado por todas as nações que aderissem ao novo texto da Declaração ou a algum outro documento similar.

É uma coisa pavorosa o que está quase acontecendo. E vai mais longe. A Corte Penal Internacional, que foi instituída há alguns anos, vai ter como área de competência julgar as nações ou as entidades que se recusarem a reconhecer esses “novos direitos” inventados ou a serem inventados. A Igreja Católica é um dos alvos possíveis dessa Corte Internacional. Já houve quem dissesse há anos que o Papa João Paulo II poderia ter sido intimado a comparecer no Tribunal Internacional por se opor a um “novo direito”, o “direito” da mulher ao aborto. Ameaça semelhante paira sobre Bento XVI. E no domínio da educação é a mesma coisa com a ideologia do gênero. Em virtude de um “novo direito humano”, as pessoas escolheriam o seu gênero, poderiam mudar de gênero. Então o gênero deve ser ensinado nas escolas. É doutrinação ideológica em grande escala, a ponto de quem não subscrever a essa ideologia ser passível de punição por uma corte internacional.

— Discute-se então uma alteração do texto da Declaração?

— Mons. Michel Schooyans: A Declaração de 1948 enuncia princípios fundamentais. São verdades primeiras, fundadoras. Nós reconhecemos esse fato, que o ser humano tem naturalmente direito à vida, à liberdade, à propriedade, a se casar, a se associar, a se exprimir livremente e que tudo isso não decorre da vontade arbitrária dos homens. Mesmo antes de entrar numa sociedade política, organizada, o homem já tem direitos humanos fundamentais. E os direitos precedem a lei. Mas o homem precisa que a sociedade se organize para que esses direitos sejam aplicados, respeitados e que, eventualmente, as infrações sejam reprimidas. Tudo isso está sendo questionado atualmente. Circulam abaixo-assinados. Há um abaixo-assinado a favor do aborto e outro contra. Mas os que mais alto gritam são os partidários da introdução de uma modificação da Declaraçãode 1948 que alteraria a natureza da Declaração, bem como da própria ONU.

— Isso é fruto unicamente da manipulação do poder ou também de um ‘obscurecimento das consciências’, utilizando uma expressão de Bento XVI?

— Mons. Michel Schooyans: Bento XVI tem motivos dos mais sólidos para insistir no papel e na nobreza da razão. Tudo o que acabamos de discutir são problemas de antropologia e de moral natural. Note-se que a defesa do ser humano não é um privilégio da Igreja; faz parte do patrimônio das grandes tradições morais da humanidade. A necessidade de defender o homem, de reconhecer a dignidade do homem é uma coisa à qual a gente tem acesso através do uso correto da razão. Infelizmente estamos assistindo a uma espécie de perversão da própria razão. A razão é utilizada para ser levada a certas armadilhas dela mesma. O homem é capaz de ser manipulado; é capaz de ser dominado. Em português há uma expressão muito bonita, ao que parece usada no candomblé, para dizer isso: a gente pode ‘fazer a cabeça’ de alguém. É exatamente isso. A razão de um indivíduo ou de um povo pode ser desconectada. E você pode encher a cabeça de alguém com idéias completamente malucas. É o caso do aborto e da eutanásia.

Na Bélgica, o aborto foi criminalizado pela lei em 1867. Quem mandou aprovar essa lei não eram os católicos, mas sim os liberais, que, naquela época, eram mais de tendência maçônica, como até hoje, aliás. Foram eles que fizeram essa lei. Os católicos aprovaram, mas a iniciativa veio dos liberais, então majoritários. Quer dizer que a razão funcionava. A razão deles tinha descoberto que era evidente que o ser humano devia ser protegido antes do nascimento. É uma questão de razão. Os tempos mudaram. Pode-se alterar a capacidade de raciocínio. Hoje assistimos a várias manobras que vão nesse sentido. Há os casos de aborto, de eutanásia, do gênero. Há o problema da homossexualidade: há 30 anos, quem teria pensado em promover um “novo direito” à homossexualidade? A razão humana é capaz de genialidade, mas é também uma faculdade delicada, vulnerável, frágil, uma faculdade que pode ser desmobilizada, hibernada. A pior forma de escravidão é a escravidão mental, a escravidão da razão, que comporta um brinde: o naufrágio da fé, porque não há ato de fé que não seja razoável. Então se você entra naquela confusão mental de dizer que o aborto é um direito, a eutanásia é um direito, você entra num processo que acaba corrompendo não só a sua razão, mas também a sua fé.

Fonte: Zenit

Divulgação: www.juliosevero.com

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ONU premia promotores do aborto e da agenda gay

26 de dezembro de 2008

Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa

Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa

Tribunal recusa examinar notas dos testes e relatórios psicológicos que provam a eficácia da educação escolar em casa

Matthew Cullinan Hoffman

MINAS GERAIS, BRASIL, 23 de dezembro de 2008 (LifeSiteNews.com) — Cleber e Bernadeth Nunes foram condenados por um segundo tribunal civil por educarem seus filhos em casa, apesar de eles terem passado em testes impostos pelo governo que os professores confessaram que eles mesmos não conseguiriam passar.

Uma turma de três juízes no tribunal de segunda instância recusou até mesmo examinar os resultados dos testes, onde os dois filhos de Cleber foram aprovados. Essa série de testes foi muito rigorosa, abrangendo várias matérias, inclusive matemática, geografia, ciência, história, português, inglês, arte e educação física.

“Não podemos permitir a análise aqui da qualidade da educação que está sendo dada em casa, pois a educação escolar em casa jamais poderá substituir a instrução normal”, disse o juiz Almeida Diniz, que fez parte da turma. Os testes foram feitos por ordem de um juiz criminal que está julgando o mesmo caso em seu próprio tribunal.

O tribunal civil também recusou receber como evidência uma avaliação que mostrava que os filhos são psicologicamente saudáveis, têm um bom relacionamento com seus pais e têm amizades fora do lar. Ambos os testes foram feitos por ordem de um tribunal criminal que está também julgando o caso dos Nunes.

Apesar de os testes nacionais mostrarem resultados horríveis do sistema brasileiro de educação pública, um dos três juízes afirmou em seu veredicto escrito que “a qualidade de nossa educação é inegável. Se compararmos, por exemplo, os cidadãos brasileiros normais com os cidadãos norte-americanos normais, a conclusão é devastadora. Os norte-americanos sabem pouco… em comparação com os brasileiros. Nosso sistema escolar é, ao contrário, muito bom em comparação com outros países”.

João Senna dos Reis, colunista do jornal Diário do Aço, fez pouco caso da declaração, observando que “uma simples verificação oficial de que 70% dos brasileiros não sabem ler e interpretar cinco linhas de texto banal representa uma confissão chocante de como está indo nosso sistema educacional”.

“Em algum ponto os magistrados tiveram de agir em má consciência antes de invocarem absurdos como vender a imagem falsa de que temos um sistema educacional no mesmo nível dos países do primeiro mundo”, acrescentou ele. “Como estamos em dezembro e todo tipo de lista de eventos notáveis começa a aparecer, não será surpresa se este tribunal for colocado na categoria da melhor piada do ano”.

Cleber Nunes disse para LifeSiteNews que ele planeja apelar o caso para o Superior Tribunal de Justiça, e se necessário ele apelará o caso para o Supremo Tribunal de Justiça.

“Penso que o tribunal não quis nem mesmo examinar o caso porque não quer mais famílias educando os filhos em casa”, disse Nunes para LifeSiteNews.

“Estava claro que os meninos estão indo bem, que não há abandono intelectual, mas as autoridades continuam defendendo sua posição, defendendo a lei e esquecendo que o foco da lei é as crianças”, disse ele.

Para ler mais sobre o caso da família Nunes em LifeSiteNews, veja:

Adolescentes que estudam em casa alcançam vitória surpresa em confronto com o governo

Casal que ensina em casa poderá ser preso se seus filhos falharem em duros testes governamentais

Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Para saber mais sobre a educação escolar em casa, clique aqui.

25 de dezembro de 2008

Natal

Natal

O nascimento de Jesus Cristo foi resultado do planejamento de Deus e do “sim” de uma jovem

Julio Severo
Muito longe da mentalidade puramente comercial onde os consumidores são estimulados a gastar tudo o que podem em presentes e banquetes, o Natal deveria ser comemorado como um dia de consagração para estarmos prontos para dizer “sim” aos planejamentos de Deus.
Natal é o nascimento dAquele que veio como presente de Deus para a humanidade. Sem o Natal, não haveria Jesus. Sem o Natal de Jesus, só há comércio. Com o Natal de Jesus, há salvação, libertação e esperança para homens, mulheres e crianças.
A Bíblia diz que o Natal foi possível porque uma moça muito dedicada à meditação da Palavra de Deus disse “sim” quando um anjo a visitou com uma proposta de Deus:
“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”. (Lucas 1:26-38 ACF)
O que Deus faz quando dizemos “sim” a ele? Ele cria milagres. Aliás, ele tem sempre seus planejamentos, e tudo o que ele precisa é de uma resposta afirmativa daqueles que o servem.
Um dos mais belos e significativos planejamentos de Deus tem incrível proximidade espiritual com o Natal. Esse milagre ocorre com a alegre cooperação e disposição de uma filha de Deus para acolher em seu ventre presentes de Deus. Jesus diz:
“Quem recebe uma criancinha em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”. (Marcos 9:37)
Onde há “sim” para Deus, acontecem milagres.
A concepção, gravidez e nascimento na família que ama e adora Jesus em espírito e verdade não são atividades animais ou mecânicas. São, na perspectiva divina, o cenário para o mover de Deus em famílias e sociedades inteiras.
No século XVII, Susannah Wesley, filha de um pastor evangélico numa família onde ela era a caçula de 25 irmãos, disse “sim” a Deus, e o milagre aconteceu. Entre seus 19 filhos, estavam John e Charles Wesley, poderosamente usados por Deus num grande avivamento na Inglaterra e nos Estados Unidos. John acabou se tornando o fundador da Igreja Metodista.
Com seu “sim” a Deus, a jovem Maria foi instrumento de Deus para a realização do primeiro Natal. Esse sim veio acompanhado, em sua vida pessoal, de muitas tribulações e desafios, onde ela própria engravidou do Espírito Santo durante o noivado, deixando seu noivo José perplexo, desconfiado e disposto a largar dela. Mas Deus foi fiel.
A jovem Maria deu o coração e o útero para Deus, e Deus deu Jesus para a humanidade.
Com seu “sim” a Deus, a mãe Susannah Wesley foi instrumento de Deus para a continuação do milagre do Natal, onde seus filhos também se tornaram instrumentos de Deus para dizer ao mundo que Deus é amor e que Jesus Cristo tem salvação para toda a humanidade. O sim de Susannah também veio acompanhado, em sua vida pessoal, de muitas tribulações e desafios. Mas Deus foi fiel.
Quem hoje dirá “sim” a Deus para que o milagre do Natal continue se multiplicando? Quem está disposto a pagar o preço para que nasçam neste mundo os milagres planejados por Deus?
Leia também:
Os anticoncepcionais estão contaminando as pessoas?

24 de dezembro de 2008

BBC de Londres pergunta a Julio Severo sobre declaração do papa

BBC de Londres pergunta a Julio Severo sobre declaração do papa

Julio Severo

Dois anos atrás, a BBC de Londres havia telefonado para mim para perguntar sobre homeschooling no Brasil.

Ontem, dia 23, a BBC voltou a me telefonar, desta vez para perguntar sobre a declaração do Papa Bento 16 de que “salvar a humanidade do homossexualismo é tão importante quanto salvar as florestas tropicais”.

Eu respondi: “If Benedict XVI said that humanity should be saved from homosexuality, I agree. The pope is saying what all Catholic, Orthodox, and Protestant Christians would like to say. And the Bible, in 1 Corinthians 6, shows that the first Christians churches in Europe had some people that had been homosexual in the past. So, assistance and transformation for men in homosexuality has a long tradition in the European Christian churches. Did you see? The first record of people being saved from homosexuality is from Europe. I am sure that Benedict XVI, when speaking on homosexuality or abortion, represents the ‘silent majority’”.

Tradução: “Se Bento 16 disse que a humanidade precisa ser salva do homossexualismo, eu concordo. O papa está falando o que todos os cristãos católicos, ortodoxos e protestantes gostariam de dizer. E a Bíblia, em 1 Coríntios 6, mostra que as primeiras igrejas cristãs na Europa tinham algumas pessoas que haviam sido homossexuais no passado. Portanto, a assistência e transformação para homens no homossexualismo têm uma longa tradição nas igrejas cristãs da Europa. Viu? O primeiro registro de pessoas sendo salvas do homossexualismo é da Europa. Estou certo de que Bento 16, ao falar sobre homossexualismo ou aborto, representa a ‘maioria silenciosa’”.

Não sei se a BBC vai publicar o que eu disse, mas fico feliz que com sua elevada posição, a voz do papa não pode ser calada, e ele está falando exatamente o que todo cristão gostaria de ter a oportunidade de dizer.

Fonte: www.juliosevero.com

Para saber mais sobre homeschooling (educação escolar em casa), clique aqui.

Cosmovisão cristã ou subserviência intelectual tosca?

Cosmovisão cristã ou subserviência intelectual tosca?

Edson Camargo

Já está se tornando um personagem comum, típico em quase todas as igrejas, e principalmente, caricato. Mais ridículo ainda ficam seus trejeitos, cacoetes e mantras quando começa a liderar um “ministério”, uma “rede” ou uma ONG (uau...). Senhoras e senhores, eu duvido que vocês já não tenham trombado com o novo intelectual evangélico brasileiro. Aquele rapazinho entre 25 e 30 anos de idade, que trabalha como professor, com meia-dúzia de livros lidos e uma pós-graduação mequetrefe que lhe confere a sensação e o prestígio entre os incautos para falar com autoridade sobre assuntos como sociologia, economia política, globalização, etc...

Como todo intelectual, ele é questionador. Se vê e quer ser visto como alguém que tudo questiona. Reclama da “alienação” alheia (sim, o esclarecido é ele) e está preocupado com as injustiças desse mundo e com a pobreza (sim, os egoístas são os outros).

O mais esquisito é que ele sempre está com nomes como Spurgeon, Lewis e Baxter na boca, criticando a forma com que a igreja (aliás, ele não pára de criticar a igreja) deixou sua fé manifestar-se unicamente na esfera pessoal, privada, e não a aplicou a todas as amplas questões que envolvem o convívio humano, a sociedade, a cultura, etc. Na verdade, ele não tem muito mais do que isso para falar. É esquisito porque esse intelectualzinho que vive de barba mal-feita comete exatamente o mesmo erro. Quanto mais falam em “cosmovisão cristã”, em “visão integral” e afins, mais dá para perceber que ele entendeu muito pouco do que criam os autores que ele diz ser seus preferidos.

Na verdade, eles só citam desses autores aquilo que lhe interessam. O que nem sempre é tem a ver com o “examinai tudo, retém o que é bom”. Porque esse personagem tão comum aprendeu tantas coisas alheias não só ao que estes autores defendiam, mas à própria Bíblia, ao longo de sua vida, digamos, intelectual, que a última coisa esperável dessas figurinhas é essa visível incoerência e a fragmentação de seu conhecimento, não só digna de pena, porque ela é bem compreensível, tendo um fato claro a seu respeito: com a recusa metafísica característica da modernidade, houve a perda do sentido de conhecimento integrado, de uma cosmovisão cristã plena e articulada, na qual todas as principais teses convergem para os mesmas premissas, para os mesmos alicerces, numa epistemologia sólida, ao longo dos últimos dois séculos. Isso afetou também a igreja de Cristo, e num Brasil de educação precária, com os piores índices de desempenho educacional e com uma elite intelectual que taxa o Cristianismo, nos meios acadêmicos, como o pior conjunto de idéias que já apareceu sobre a Terra ao longo da história, não se poderia esperar outra coisa desse pelotão de presunçozinhos.

O resultado não poderia ser mais trágico: cristãos bem intencionados, mas sem o menor preparo para lidar com as questões as quais se propõem a lidar. Uma rápida passeada pelos blogs, pelos sites dos mil e um “ministérios” e das tais redes e ONG´s evangélicas, e um fato salta aos olhos: a “escolinha Jimmy Carter” deixou seus frutos (e frutas, mas deixa pra lá...). E o que é fazer parte da “escolinha Jimmy Carter”? Simples: é, com a melhor das intenções, confiar no seu próprio entendimento, para, como cristão, dar apoio a tudo aquilo que não presta e se opõe à fé cristã.

É trocar figurinhas, idéias e apoio com partidos políticos abortistas e defensores do lobby gay. É, criticar os EUA para defender grupos de assassinos de cristãos, como os comunistas e os radicais islâmicos. É defender vastas intervenções do Estado na economia, e reclamar da pobreza. E por quê eles fazem isso? Porque o típico intelectualóide evangélico quer agir como cristão, mas aprendeu a ver o pobre como Marx. Quer ver a natureza como Deus vê, mas Stephen Jay Gould e os impostores do Greenpeace não saem de sua cabeça. Quer educação cristã em toda parte, mas louva Paulo Freire. Quer uma economia próspera, como tudo que está alinhado com os valores do Reino de Deus, mas aprenderam que a receita certa está em Keynes, ou, pior, em Lênin. Sonha com uma arte cristã mais rica, mas não conseguem admirar o que vai muito além do punk-rock e da literatura beatnik.

Querem um Brasil entregue a Jesus, mas agem como Robinson Cavalcanti, Rick Warren e outros militantes que se alinham e defendem instituições com agendas anti-cristãs na base, na essência, e em cada linha de seus estatutos.

Notem: eles sempre têm uma crítica à igreja na ponta da língua. E um louvor a qualquer Dawkins, Gandhi ou John Lennon da vida. Ele está tão a frente da “mentalidade atrasada que ainda há em nossas igrejas”, que suas afinidades com os valores mundanos não podem ser tidas como esclarecimento. É pura subserviência, é puro medo de desagradar seus ídolos mundanos.

J.P. Coutinho tempos atrás chamou este típico evangélico “preocupado com questões sociais”, Jimmy Carter, de idiota útil. Útil aos que odeiam aquilo que Carter dizia defender. É difícil encontrar nome mais apropriado para esse imenso contingente de evangélicos brasileiros metidos a críticos, mas que nada mais são do que papagaios do Anticristo.

Fonte: Blog Profeta Urbano

Divulgação: www.juliosevero.com

23 de dezembro de 2008

Aguinaldo Silva: Um abuso que não virou novela

Aguinaldo Silva: Um abuso que não virou novela

Famoso escritor de novelas da Rede Globo confessa que foi sexualmente abusado por um homossexual quando tinha apenas 13 anos. Hoje, porém, em vez de fazer novelas desestimulando o homossexualismo, ele investe em cenas contra os cristãos

Julio Severo

Freqüentemente, homossexuais entrevistados em pesquisas admitem que foram abusados quando eram crianças. É um padrão onde um menino que se torna vítima de um maníaco homossexual acaba depois caindo nas práticas homossexuais, inclusive cometendo os próprios abusos dos quais ele foi vítima.

No caso de Aguinaldo Silva, tudo o que a sociedade brasileira sabia dele e da questão homossexual era o que ele mostrava em suas novelas, especialmente “Duas Caras”.

Propaganda pró-homossexualismo e anti-Cristianismo de Aguinaldo Silva

A novela “Duas Caras” mostrou cena onde Bernardo, o personagem interpretado pelo ator Nuno Leal Maia, viveu um drama desde que flagrou o filho — Bernardinho (Thiago Mendonça) — com um homem na cama. O propósito do drama foi desenvolver a idéia de que Bernardinho estava apenas exercendo um direito sexual enquanto que seu pai Bernardo precisava aprender a aceitar dentro de casa as escolhas sexuais do filho.

Mas, conforme diz Euder Faber, diretor da VINACC, “Duas Caras” foi muito mais longe. Faber diz:

Parte da grande mídia tem estado a serviço desses movimentos que visam amordaçar o discurso evangélico no país. Uma demonstração de tudo isso se deu na última quarta-feira, dia 12, onde em horário nobre a Rede Globo veiculou em uma de suas novelas (Duas Caras), uma das cenas mais discriminatórias e preconceituosas que se tem notícia na TV brasileira (http://duascaras.globo.com/Novela/Duascaras/Capitulos/0,,AA1674499-9156,00.html).

No capitulo da referida novela é mostrado uma turma, sendo comandada por um grupo de “evangélicos”, se dirigindo a uma casa onde dois homens e uma mulher mantêm um suposto triângulo amoroso — sendo um deles gay. Na cena vemos os “evangélicos” de Bíblia na mão e uma das “irmãs” gritando: “Nós vamos tirar o demônio de seu corpo e vai debaixo de pau e pedra”. Em outro momento se ouve uma delas dizer: “Eu sou a mão da força divina”. Daí, em certo momento, uma das “evangélicas” atira uma pedra na direção da mulher que estava sendo acusada de manter a aventura amorosa com os dois homens. Depois, ocorre a invasão da casa, onde os “crentes” gritam: “Quem não quiser arder no fogo do inferno me siga”. O desfecho da cena é lamentável. A “crente” por nome de Edvânia de faca na mão esfaqueia o colchão dizendo: “O sangue de Jesus tem poder”.

Mas o que mais chamou a atenção foi quando um dos homens que é apresentado como suposto homossexual, ao ser agredido, gritou: “O pecado está no preconceito, na intolerância, na violência”.

Entretanto, por trás da novela defendendo o homossexualismo está um homem que confessa ter sido estuprado por um homossexual pedófilo. Aguinaldo Silva faz essa confissão em seu blog pessoal no site Globo.com, em 19 de dezembro de 2008.

Bullying e estupro homossexual

Ele conta que ele sofria muito preconceito nas escolas e que, estudando no Colégio Americano Batista do Recife em 1957, ele sofreu uma sucessão de eventos negativos que o tornaram presa fácil de um predador homossexual:

“Pobre, feio, esquisito, e efeminado”. Por tudo isso acabei eleito como vítima preferencial de todas as brincadeiras malvadas...

E foi assim que nós chegamos ao tal concurso [Rainha da Primavera].

O colégio era misto, mas separado por sexos. Havia a ala das meninas e a dos meninos, e todos os dias eles só se reuniam no mesmo lugar na hora do culto.

Num desses cultos, por votação direta, seria eleita a tal rainha.

E foi então que um dos meninos mais velhos, ao me ver passar com meu andar de cisne envergonhado durante o recreio, teve a idéia: “vamos votar no Aguinaldo!”

Pra meu desespero sua sugestão se propagou. E vingou de tal forma que, no dia da eleição, o assunto da minha “candidatura” era o mais comentado.

O Pastor Albérico, encarregado da apuração diante do auditório lotado de alunos, professores e funcionários, em nenhum momento citou meu nome. Mas lá no púlpito, cada vez que abria um voto do qual ele constava, tratava de colocá-lo acintosamente de lado. Até que, no final da apuração, pelo tamanho da pilha era mais do que evidente: fora eu o mais votado.

Várias vezes, durante aquela hora de humilhação e escárnio, eu desejei estar morto. Mas - que esperança - continuaria vivo... E sem saber que aquilo fora apenas o começo.

Logo depois da eleição – da qual foi declarada vencedora a menina que teve mais votos depois de mim – era o recreio. E mal a campainha tocou, já prevendo a onda de escárnio que se abateria sobre o meu lombo, saí correndo para o único local que considerava seguro: os banheiros.

Mas não cheguei a me trancar num deles, pois os meninos, excitados por conta da brincadeira, sentindo o gosto de sangue na boca, me perseguiram e me acuaram. Enquanto eu gritava de pavor, não houve nada que eles não me jogassem: pedras, paus, sapatos, terra, cadernos, canetas, livros, a meia porta de um dos banheiros que acabou sendo arrancada... Tudo isso numa gritaria infernal, que só foi interrompida a muito custo quando o Pastor Albérico, temendo o pior – um linchamento – chegou lá e gritou mais alto.

Enquanto ele tentava enquadrar aquele bando de adolescentes histéricos, eu escapei sem ser notado. Em prantos, saí do colégio e fui sentar num banco da Praça do Entroncamento, onde fiquei a soluçar, em estado de choque.

Lembrem-se: eu tinha treze anos.

Enquanto eu estava lá, sentado no banco da praça, num pranto convulso e descontrolado, um homem se aproximou de mim e perguntou:

“Por que choras, linda criança?”

Em vez de lhe responder eu chorei ainda mais alto.

E então ele me tomou pela mão e me levou para o seu quarto, numa pensão ali mesmo na praça. Mas lá, o que ele me deu não foi propriamente consolo.

Quando saí do quarto do homem não chorava mais, porém estava ainda mais arrasado. Um drama sem precedentes acabara de acontecer na minha vida. Eu passara por uma sucessão de sérios, pesados, irreversíveis agravos; mas não tinha ninguém com quem pudesse conversar sobre o fato.

Pior ainda: eu tinha que esconder tudo aquilo da minha família. Não podia chegar em casa e dizer: fui humilhado, espezinhado, quase linchado, violentado... Pois, quando eles me perguntassem: “por quê?!” Eu teria que responder: “porque sou pobre, feio, esquisito, e efeminado!”

Vaguei durante horas, desnorteado, arrasado, me perguntando o que fazer. Até que uma luz se fez e eu descobri que podia fingir, e que talvez isso até me permitisse ficar menos pobre, feio, esquisito e efeminado, e mais parecido com os outros.

Foi assim que, embora tivesse só treze anos, dei meu primeiro passo em direção à dissimulação e o cinismo, os dois pilares sobre os quais se apóia o nosso mundo.

Combatendo o bullying criando outros bullyings

As pressões que Aguinaldo sofreu por parte de outros alunos por ser “pobre, feio, esquisito, e efeminado” são consideradas “bullying”. É claro que, para evitar esse tipo de bullying, os líderes cristãos (e não cristãos) têm de aprender a lidar com duas questões: 1) Ensinar os alunos de suas instituições escolares a não praticarem o bullying. 2) Oferecer acompanhamento moral às crianças que têm problemas de identidade sexual, social, etc.

Se o Estado entrar no cenário, haverá duas conseqüências:

1) O bullying anti-homossexualismo vai acabar, para dar lugar ao bullying estatal pró-homossexualismo. Quem não se prostrar diante da normalização forçada do homossexualismo sofrerá medidas estatais pesadas e cruéis.

2) A normalização do homossexualismo por imposição estatal vai aumentar, e não diminuir, os casos de meninos recebendo “acolhimento” de predadores homossexuais.

Então, vale a pena permitir que o Estado tente intervir no tipo de bullying que Aguinaldo sofreu? O bullying cultural hostiliza o comportamento efeminado em homens. O bullying estatal, que já está em plena fase de implantação, hostiliza a não aceitação do comportamento homossexual, criminalizando até mesmo críticas cristãs contra a sodomia. Por imposição do Estado, as escolas públicas já estão implementando políticas de educação sexual amplamente favoráveis ao homossexualismo.

O bullying estatal é muito pior do que o bullying cultural, pois tudo o que vem do Estado é universal, enquanto que o que não é estatal não é praticado por todos.

Além disso, Aguinaldo não foi a única criança a sofrer bullying na escola. Muitos meninos evangélicos sofreram e sofrem bullying por puro preconceito contra sua religião. Hoje, meninos de 13 anos — a idade em que Aguinaldo sofreu abuso sexual — são perseguidos por outros alunos por não quererem namorar e transar. Sem mencionar o bullying homossexual.

As próprias novelas de Aguinaldo hoje incitam a um bullying doentio contra pessoas que têm valores cristãos. O normal em suas novelas é ser depravado e anticristão. Em suas novelas é bonito ser homossexual. Em suas novelas o casal normal homem e mulher é o caso problemático com brigas, traições, separações e divórcios. O “casal” gay é exemplo de felicidade e harmonia, sem um pingo de traição.

Poderíamos achar que cenas pró-homossexualismo em novelas e programas da Rede Globo e outras emissoras não têm efeito, porém recente notícia da BBC mostra que o simples fato de a Globo apresentar nas novelas casais apenas com dois filhos está levando os telespectadores a querer dois ou menos filhos em suas próprias famílias. A audiência é tratada como robôs a serem programados. Aguinaldo Silva está feliz com sua posição de programador na área homossexual.

Abuso sexual de meninos: o crime que está superando o bullying

Aguinaldo teve sorte de não estudar numa escola moderna. Com as descaradas políticas pró-homossexualismo do governo federal, os alunos teriam medo de chamá-lo de “boiola” ou coisa parecida. Mas ele poderia enfrentar outro tipo de problema: predadores homossexuais. Aguinaldo encontrou seu predador homossexual adulto fora da escola. Com todas as suas deficiências, a escola dele não tinha esse problema. Mas hoje tudo é diferente.

Apesar de que a mídia prefere colocar os holofotes quase que exclusivamente nos abusos cometidos dentro da Igreja Católica, num sutil esforço de exterminar os valores cristãos da esfera pública, o maior índice de abusos contra as crianças não é cometido em instituições cristãs, mas exatamente em instituições estatais. Entre apenas 1991 e 2000, um número elevadíssimo de 290.000 crianças e adolescentes sofreu abuso sexual físico no ambiente escolar nos EUA. (Veja: http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=83705)

Em matéria de abusos, a Igreja Católica perde de longe para a educação pública. Um estudo feito pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA concluiu que 10.667 jovens foram sexualmente abusados por padres entre 1950 e 2002. A maioria das vítimas era do sexo masculino, comprovando assim o papel dominante do homossexualismo na área da violência sexual contra os meninos.

O mesmo padrão se revela na educação. Um estudo internacional sobre crimes sexuais entre 1980 e 2006 revelou 902 professores abusadores de alunos. Os professores envolvidos no homossexualismo constituíam 63% dos estupradores na Irlanda, 62% na Nova Zelândia, 60% no Canadá, 54% na Escócia, 48% na Austrália, 47% na Inglaterra e 35% nos EUA. As estatísticas são de modo particular assustadoras considerando que os homossexuais perfazem menos de 3% da população. (Veja: http://juliosevero.blogspot.com/2007/10/estudo-revela-que-professores.html)

A maior ameaça hoje para os meninos são exatamente os predadores homossexuais, e as iniciativas estatais de combater o bullying protegendo o homossexualismo apenas aumentam as oportunidades para os predadores homossexuais espreitarem meninos nas escolas.

Se em escolas, que não são ambientes exclusivamente homossexuais, ocorrem muitos abusos de natureza homossexual, e se até nas igrejas os meninos não estão a salvo de predadores homossexuais, o que dizer então de ambientes exclusivamente homossexuais?

Abusos iguais, porém histórias diferentes

Com sua experiência trágica, Aguinaldo Silva poderia, em vez de atacar ferozmente os evangélicos em suas novelas, usar sua inteligência para pedir que os pastores se envolvam no cuidado e atenção espiritual dos meninos em suas instituições de ensino.

Contudo, embora não poupe os evangélicos, ele poupa os homossexuais, se esquecendo completamente de que quando ele se sentou num banco de praça chorando, tudo o que um homossexual lhe ofereceu foi violência sexual.

Depois disso, Aguinaldo confessa que se entregou à dissimulação e ao cinismo. Dissimulação, de acordo com o Dicionário Aurélio, significa “encobrimento das próprias intenções”.

No entanto, nem todo menino que foi abusado acaba na vida adulta praticando ou defendendo o homossexualismo. O Dr. Paul Cameron, especialista americano em psicologia, foi abusado na infância e hoje, em vez de planejar novelas contra os cristãos e a favor da sodomia, ele dedica sua vida a pesquisas sobre os efeitos do homossexualismo nas pessoas, inclusive estudos sobre abusos sexuais de meninos. Não é necessário dizer que ele é detestado pelos militantes gays.

Mesmo quando a vida adulta perde o rumo por causa do abuso sexual na infância, o homem não é obrigado a optar pela permanência no comportamento homossexual. No Brasil, Claudemiro Soares, que também era “pobre, feio, esquisito, e efeminado”, acabou na adolescência e juventude conhecendo o mundo da depravação gay. Mas depois que aceitou Jesus, sua vida mudou e hoje ele tem uma linda esposa e filha.

Vindo da mesma origem “pobre, feio, esquisito, e efeminado”, Claudemiro encontra-se ainda hoje — muito diferente de Aguinaldo — sofrendo bullying. Uma palestra recente dele em Brasília para divulgar seu livro “Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?” foi hostilizada por militantes gays que estiveram presentes com o único objetivo de gritar e atrapalhar. Claudemiro assim sofre bullying não só de grupos homossexuais que rejeitam ferozmente a transformação de Jesus na vida de homossexuais, mas também da caracterização maldosa de novelas como “Duas Caras” que retratam evangélicos como Claudermiro como pessoas insuportáveis e desagradáveis.

“Duas Caras” omite a existência de predadores homossexuais, mas faz questão de pintar de bonzinho qualquer indivíduo que pratica o homossexualismo. E faz questão de pintar de fanática, irracional e violenta toda pessoa que discordar da visão de dissimulação e cinismo que Aguinaldo Silva impôs sobre si mesmo logo depois que se tornou vítima de um predador homossexual.

Fonte: www.juliosevero.com

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