30 de abril de 2008

A teologia da nudez

A teologia da nudez

Nus, nudistas, desnudados e a Palavra de Deus

Julio Severo

O mundo evangélico hoje parece um grande shopping center espiritual, onde há ofertas espirituais para atender a todos os tipos de gostos, por mais santos, estranhos ou profanos que sejam.

A lista de ofertas (e a fila de clientes evangélicos) é enorme, abrangendo desde músicas até canetas. Nada contra as canetas, mas o comércio, a exploração, a ganância e a lascívia estão indo muito mais longe do que isso.

Durante o ministério dos 12 apóstolos de Jesus e do apóstolo Paulo, não havia shopping centers em nome da Bíblia. Se você fosse sadomasoquista, nudista ou homossexual, você teria a opção de entregar sua vida a Jesus e ser transformado. Se você se divorciasse e recasasse, você automaticamente perderia toda chance de ocupar cargos na igreja. Em todos esses casos e várias outras categorias, você seria bem-vindo no banco da igreja para ouvir a Palavra. Dirigir igreja, nem pensar, enquanto não houvesse arrependimento e abandono genuíno do pecado.

Hoje, tudo mudou — ou imundou! Os sadomasoquistas ainda não têm uma igreja evangélica para seu tipo de vida, mas os homossexuais não precisam tolerar igrejas onde os pastores pregam o verdadeiro Evangelho da Bíblia — que condena o pecado, porém mostra o amor de Jesus pelo pecador, com real esperança de libertação do pecado. Eles podem agora optar por uma variedade chocante de igrejas evangélicas gays! Usando e abusando da mesma “graça”, os recasados hoje exigem o direito de ocupar todos os cargos de igreja.

Contudo, o que recasamento tem a ver com homossexualismo? Em 13 de março de 2008, um homossexual me escreveu perguntando o motivo por que os evangélicos reprovam tanto o homossexualismo, mas negligenciam o recasamento de divorciados. Ele menciona o fato de que a mesma Bíblia que condena o homossexualismo também condena o recasamento de divorciados. Ele disse:

“Por favor, não leve este email como um despeito. Li o teu artigo e me interessei muito. Não sou nenhum ativista gay. Tampouco defendo a classe gay, porque acho a classe muita pervertida. Sou homossexual… mas por que vocês pregam que o homossexualismo é uma vergonha e uma afronta a Deus? Para isso, vocês usam apenas dois ou três versículos que nos condenam, sendo que muitos versículos tanto no Novo quanto no Velho Testamento (que falam acerca do casamento) dizem que a mulher e o homem casados que se separarem é melhor ficarem separados. E isso hoje não acontece. Cada vez mais igrejas católicas e evangélicas aceitam membros que não seguem essa norma, e até dão benção a casais formados por pessoas separadas. Isso também não seria um grande afronta a Deus? Eles não estão seguindo a Bíblia”.

O homossexual percebeu uma incoerência nas atitudes evangélicas. Por exemplo, se os homossexuais não podem se casar nem se tornar pastores, então por que os divorciados podem? Evidentemente, os evangélicos estão abraçando um pecado e desprezando outro de modo assombroso.

Aliás, está se tornando difícil, no meio evangélico, tratar o divórcio e o recasamento como pecado. Um pastor, amigo meu, me contou que teve oportunidade de se dirigir a um grande encontro nacional de pastores, onde ele tocou no assunto sério do divórcio e recasamento e de como Deus odeia esse pecado. Ao sair do evento, ele precisou ser protegido e escoltado por seguranças até o aeroporto, por causa da fúria dos pastores divorciados e recasados.

Chegamos ao ponto em que podemos apanhar de alguns evangélicos se ousarmos dizer a verdade bíblica sobre o divórcio e o recasamento. O mesmo destino ocorrerá na questão homossexual? O Estado já está nos ameaçando de perseguição se dissermos que o homossexualismo é pecado. (Apedrejamento ou linchamento aos “homofóbicos”!) É de se temer que possa chegar o dia em que poderemos apanhar de alguns evangélicos se mencionarmos que a Bíblia condena a sodomia.

Na igreja dos apóstolos de Jesus, divorciados recasados e homossexuais não seriam aprovados nem para ser diáconos. Mas hoje é diferente. Talvez, com seu Evangelho puro e radical, os 12 apóstolos é que seriam destituídos ou isolados no mundo evangélico por violarem os “direitos humanos” dos que ambicionam posições de liderança sem terem as qualificações bíblicas necessárias. Eles sofreriam penalidades se não se prostrassem diante da religião politicamente correta e universal da tolerância, diversidade e pluralismo, onde o que vale é respeitar uma variedade de modas, idéias e até sentimentos humanos.

Vale tudo numa época em que os shopping centers espirituais oferecem tudo. Sua igreja está em pecado grave? Você pode sair dela e achar uma igreja melhor. Mas se você mesmo está em pecado sério e não se importa com disciplina bíblica, você tem a opção de escolher um monte de igrejas que aceitarão você com seu pecado. Ali, provavelmente você poderá chegar a ser pastor, bispo, etc. Nas igrejas-shoppings, as oportunidades e ofertas são inúmeras.

A distância espiritual entre a igreja de hoje e a igreja dos apóstolos é imensa. Há igrejas para tudo e para todos. E como no menu não pode faltar nada, há agora evangélicos nudistas que “adoram” a Deus, se reunindo em praias de nudismo para praticar sua “adoração”. É a “igreja” dos peladões. É a teologia da “prosperidade” sensual. Com a invasão e pressão de teorias psicológicas nas igrejas, era impossível que os membros conseguissem ficar por muito tempo sem sofrer suas conseqüências. Na psicologia, mesmo entre evangélicos, verdades bíblicas quanto à sexualidade e homossexualidade se tornam conceitos polêmicos e abertos a várias interpretações.

Na questão da nudez, a polêmica se torna pior. Mesmo alguns pastores formados ou deformados em psicologia, que conheci pessoalmente, não viam absolutamente nada de errado na nudez no meio da família. Isto é, pais podem livremente andar na moda de Adão e Eva com seus filhos pré-adolescentes e adolescentes dentro de casa. Tudo com respaldo psicológico. Na visão deles, a psicologia serve para preencher alegadas lacunas da Bíblia. Daí, se a Bíblia é silenciosa numa questão que a psicologia aprova, BINGO! Pode ir em frente!

Ou então, se a verdade da Bíblia se encontra no Antigo Testamento, a psicologia se torna uma ferramenta infalível e quase divina para superar as “falhas” dos patriarcas e profetas.

Portanto, os evangélicos nudistas, que até freqüentam praias do Brasil onde se reúnem para “adorar” a Deus, têm vários argumentos psicológicos para defender sua opção de nudez em nome de Adão e Eva. Resta às crianças criadas em tais ambientes uma perspectiva de vida de abusos, principalmente na área sexual. Quanto aos adultos, é impossível que homens que vivem em nudez, em praias de nudismo ou em seus próprios lares, não sejam influenciados pela visão do corpo nu mais jovem e atraente de suas filhas pré-adolescentes ou mesmo adolescentes. Embora não abusem das próprias filhas, eles podem se tornar mais atraídos a adolescentes do que às suas próprias esposas não tão jovens.

Meninas, embora escapem de abusos dos próprios pais, podem se tornar presas mais fáceis de outros homens. Não são poucos os casos de rapazes e moças sexualmente desencaminhados pela presença, em sua infância e pré-adolescência, de pornografia e nudez em lares evangélicos.

Aos nudistas que não se contentam apenas com a nudez conjugal, um alerta da Palavra de Deus:

“Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou o SENHOR. Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe: ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez. Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai. A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua nudez não descobrirás. A nudez da filha do teu filho, ou da filha de tua filha, a sua nudez não descobrirás; porque é tua nudez. A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai (ela é tua irmã), a sua nudez não descobrirás. A nudez da irmã de teu pai não descobrirás; ela é parenta de teu pai. A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois ela é parenta de tua mãe. A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia. A nudez de tua nora não descobrirás: ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez. A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; é a nudez de teu irmão”. (Levítico 18:6-16 ACF)

Essa passagem é geralmente interpretada como se referindo a relações sexuais. A interpretação mais provável é que a nudez liberal e fora dos limites conjugais leva ao risco de envolvimento sexual não conjugal — uma possibilidade que ninguém pode refutar.

É saudável e prazeroso marido e esposa estarem nus em sua intimidade. Mas que tipo de prazer há em estender essa intimidade a outros membros da família e até mesmo estranhos? Que tipo de prazer há em ficar contemplando a nudez dos outros? Mesmo assim, há evangélicos que praticam o nudismo. Se há evangélicos homossexuais e comunistas, por que não também evangélicos nudistas?

A Igreja Universal do Reino deste Mundo (IURMU) parece não ter nudismo no seu cardápio, mas oferece prosperidade e até aborto “biblicamente” justificado. Em troca, deixa muitos clientes religiosos praticamente só com a roupa do corpo e os bolsos totalmente vazios, de tanta sugança de ofertas. Mas se a IURMU exigir mais, os clientes provavelmente entregarão as próprias roupas no altar das ofertas, engrossando assim a fileiras dos “nudistas” de Bíblia na mão. É uma teologia de prosperidade que beneficia pastores e bispos gananciosos e deixa as ovelhas peladas. A semelhança entre essa nudez forçada e o nudismo voluntário de alguns evangélicos é mera coincidência!

Aos que sentem nojo das perversões entre os evangélicos, há um famoso “pastor” ex-evangélico que lançou um novo cardápio com diferentes opções para todos os evangélicos que estão desapontados com o mundo evangélico. Ele oferece o Caminho da [Des]Graça. Ele é um perfeito exemplo, conseqüência e produto da moderna diversidade evangélica, tendo adulterado, se divorciado, recasado e recentemente defendido posições de ambientalismo radical, esquerdismo, aborto, divórcio e homossexualismo, além de ser admirador do profeta AlGorento. Ele tem a liberdade de fazer cada uma dessas escolhas, pois o mercado evangélico e espiritual no Brasil é muito amplo e permite que todos os tipos de gurus façam sucesso do jeito que quiserem.

Antes de sua queda como o papa dos evangélicos no Brasil, ele havia, na promoção da sua autobiografia “Confissões de um Pastor”, prometido se desnudar. Não, ele não adotou — até onde sei — o conceito de nudismo, embora ele seja um grande amante e aplicante da psicologia. (Ele precisa, pois só a psicologia para lhe aliviar o coração onde ele não deixa o Espírito de Deus trabalhar.)

No entanto, sua autobiografia não desnudou quase nada. O desnudamento verdadeiro veio em seguida, com os escândalos financeiros e sexuais que o tragaram. Perto de sua contraditória realidade de vida, sua autobiografia mais parece uma “Confissões de um Perfil Fake” de Orkut. Hoje, ele sabe “explicar” questões de divórcio, recasamento e homossexualismo com muita “graça”, atraindo um grande público de consumidores religiosos com seu divã macio e espiritualmente exótico, mas sem nenhuma nudez de suas reais intenções.

Se Freud nunca tivesse existido, a glória da psicologia estaria hoje garantida ao desnudado e destronado papa dos evangélicos. Poucos, além de Freud e do ex-evangélico, se arrogam a pretensão de verem e conhecerem tão bem a nudez da alma humana.

Então, se você não está interessado no “diversificado” menu evangélico para satisfazer seus gostos, você agora tem a chance de escolher o menu de um ex-evangélico! Desse jeito, você tem mais opções para viver estilos de vida esquisitos amparado por interpretações bíblicas totalmente inovadoras feitas por grandes evangélicos ou ex-evangélicos.

Se você está desapontado com os evangélicos, não evangélicos e ex-evangélicos, a solução real é ficar totalmente nu. Mas não diante dos grandes homens e suas vãs filosofias.

O homem que ama e respeita a Deus sabe que a nudez é necessária. Mas não a nudez da carne, que leva ao pecado. A nudez necessária é se humilhar diante de Deus, mostrando a ele tudo o que somos e fazemos, e deixando-o assumir total controle, de acordo com a própria Palavra dEle, nos próprios termos dEle. Nessa nudez, é bom se reunir com outros crentes para adorar. Nessa nudez, é bom estar com a família, diante dos filhos e das filhas, para buscar a Deus.

Não sendo para finalidade conjugal, não temos o direito à nudez física com outros. Nossa responsabilidade é procurar, tanto física quanto espiritualmente, roupas.

A nudez da carne é sustentada pela psicologia, cujo autor é um viciado em drogas e ateu arrogante. Muitos são seus adeptos, entre evangélicos, não evangélicos e ex-evangélicos.

A nudez espiritual é sustentada pela Bíblia, cujo Autor é o Senhor Jesus. Poucos são seus adeptos reais.

O nudismo entre evangélicos e o exagerado menu de ofertas espirituais das igrejas-shoppings são um dos sintomas da “prosperidade” sensual expondo um estado negativo, vergonhoso e deplorável de nudez espiritual. Na teologia da prosperidade sensual, os adeptos se tornam nudistas por opção. Na teologia da prosperidade material, os adeptos podem se tornar “nudistas” por sobrecarga de ofertas. As palavras de Jesus se aplicam igualmente aos defensores de ambas as teologias:

“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. (Apocalipse 3:17 ACF)

Aqueles que escolhem não se humilhar e se desnudar diante do Senhor serão por ele desnudados e humilhados em seus próprios pecados.

Aqueles que escolhem se humilhar e se desnudar diante do Senhor serão honrados e vestidos por ele em “vestes de justiça”.

Aos evangélicos nudistas (em casa ou em praias de nudismo), é tempo de arrependimento e de se desnudar diante de Deus. Aos ex-evangélicos que condenam os evangélicos sem nunca olharem sua própria nudez espiritual no espelho da Palavra, é tempo de arrependimento e de se desnudar diante de Deus.

“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. (Hebreus 4:13 ACF)

“Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”. (Apocalipse 16:15 ACF)

A verdade é que todos nós somos chamados à nudez. Só o que precisamos fazer é escolher a nudez certa para nós e nossas famílias — a nudez de um coração sincero derramado na presença de Deus, inteiramente aberto para ser transformado e receber as “vestes de justiça”.

Fonte: www.juliosevero.com

29 de abril de 2008

CRIME DE HOMOFOBIA

CRIME DE HOMOFOBIA

Dr. Zenóbio Fonseca

No Congresso Nacional encontram-se tramitando 2 projetos de lei que “criminalizam a homofobia”, ou seja, introduzem novos tipos penais referentes à discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Esses projetos são o PLC nº 122/2006 (em tramitação no Senado) e o PL nº 6.418/2005 (em tramitação na Câmara dos Deputados).

Inicialmente, deve ser esclarecido que o termo “homofobia” é um neologismo[1] inventado pelos ativistas homossexuais[2] americanos. Esse termo significa literalmente aversão a pessoas do mesmo sexo. Seu antônimo seria “homofilia”. Portanto, “homófobo” não é quem tem apenas aversão a homossexuais: é quem tem aversão a todas as pessoas do mesmo sexo, sendo pois incapaz de amizade, camaradagem ou coleguismo.

Nesse sentido, o termo “homofobia” aplicado ao tema não é correto pela orientação etimológica da palavra.

Outro aspecto conflitante e conceitual apresentado pelos PLC 122/06 e PL 6.418/05 é no tocante aos tipos conceituais de “gênero”[3] e “identidade de gênero”, pois não existe conceito jurídico determinado para tais termos, o que dá margem à discricionariedade através do uso de conceitos indeterminados e elásticos nos textos legais, ferindo o princípio da legalidade, inserto no art. 5º, XXXIX, da Carta Maior, ocasionando insegurança jurídica na aplicação da lei.

O PLC 122/06 e PL 6.418/05 (substitutivo) inclui a orientação sexual como crime de discriminação, conferindo ao comportamento homossexual as mesmas garantias previstas na Lei Caó (Lei nº 7.716/89), que formalmente erigiu à categoria de crime os atos “resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A “Lei Caó” é uma regulamentação do artigo 5º, inciso XLII do texto Constitucional, que disciplina a pratica de racismo como crime imprescritível e inafiançável, sujeito à pena de reclusão até 5 anos.

Dessa forma, as alterações legislativas em tramitação no Senado e Câmara, ao inserir o conceito de orientação sexual no texto da Lei Caó, de forma “indireta” garante ao comportamento homossexual status e garantias Constitucionais, já que os projetos de lei alteram a lei que regulamentou o artigo 5º da Carta Magna.

As propostas em tramitação no Senado e na Câmara, ao nosso ver, são inconstitucionais, pois entram em conflito direto com os princípios irrevogáveis de garantia à liberdade de pensamento, de consciência, crença, de religião ou convicção filosófica, expressos no Artigo 5º, incisos IV,VI, VII e IX da Constituição Federal.

Na prática, ao se aprovar essa lei, estará sendo criado o chamado “crime de delito de opinião” no tema da homossexualidade, ou seja, ninguém poderá expressar manifestação contrária ao comportamento homossexual, sob pena de prisão e multa. Para alguns, trata-se da chamada “mordaça gay”.

Em tese, haverá sérios transtornos de ordem social, filosófica cultural e religiosa, pois existem valores e comportamentos inseridos no cristianismo, judaísmo e islamismo que são contrários aos valores do homossexualismo. Esses valores se encontram tipificados como condutas criminalizadas nos projetos de “lei da homofobia”.

Nesse particular, temos a nítida impressão que querem criminalizar e calar os religiosos e cidadãos de se manifestarem, de se expressarem e mesmo de opinarem sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social. Contudo, nada pode ser incriticável.

A educação familiar sofrerá forte impacto, pois o conceito de família natural à luz da Bíblia está sendo questionado e a legislação da homofobia pode vir a causar conflitos.

Esses projetos tentam estabelecer no Brasil uma legislação que muito se assemelha aos Estados totalitários, criminalizando qualquer opinião contrária a determinado comportamento social, limitando liberdades individuais e coletivas em suas manifestações de consciência e de crença, retirando livros de circulação, proibindo a veiculação de programas de rádio e televisão com temas contrários ao homossexualismo e, inclusive, suspendendo as atividades de pessoas jurídicas.

Tais atitudes são violações expressas ao principio constitucional da dignidade da pessoa humana, prevista no artigo 1º, inc. III da Constituição, pois todos têm o direito de ter a sua fé e expressá-la livremente. Esse direito é inerente à existência humana.

Outro ponto em que os projetos de lei ferem a Constituição Federal é no tocante à gravidade das penas aplicadas em razão das condutas apresentadas como crimes, ou seja, a punição do Estado ao crime deve guardar proporção ao mal causado pelo ofensor à sociedade. Aliás, os projetos contrariam o princípio da proporcionalidade das penas quando aplicam penas severas de 1 (um) a 5 (cinco) anos por delito de opinião.

Portanto, com fundamento nas proposições em tramitação, toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo se tornará crime inafiançável e imprescritível.

Não é razoável a aprovação desses projetos de lei como garantia e efetividade dos direitos das minorias sexuais, em razão dos instrumentos jurídicos já existente no Brasil.

Autor: Zenóbio M. Fonseca Junior – Msc

Consultor Jurídico e Professor Universitário

E-mail: zenobiofonseca@gmail.com

Leitura recomendada: A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs. Autor: Zenóbio Fonseca

Divulgação: www.juliosevero.com

Notas:

[1] Neologismo: Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua devido à necessidade de designar novas realidades.

[2] Em grego moderno, designa-se o homossexual não como “homófilo”, mas como “homofilófilo”, ou seja, o indivíduo que gosta de quem gosta de pessoa do mesmo sexo. É diferente do indivíduo que simplesmente gosta de alguém do mesmo sexo, ou seja, do amigo, do companheiro, do colega ou do mestre. Ao dizer “homofilófilo”, os gregos sublinham a idéia da reciprocidade, de que se trata de ligação sentimental entre invertidos.

[3] “Gênero”, pode ser entendido como papéis socialmente construídos. Não existe homem e mulher natural, o ser humano nasce sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou femininos. Conferencia Episcopal Peruana. Comisión Episcopal de Apostolado Laical. Disponível em http://www.vidahumana.org/vidafam/iglesia/genero.html.

28 de abril de 2008

Especialista alerta sobre agenda gay

Especialista alerta sobre agenda gay

Oziel Alves

O impasse sobre a aprovação dos dois projetos de lei que prometem criminalizar a homofobia no Brasil – o PL6418 e o PLC122, largamente explanados na reportagem “Querem nos calar”, publicada na edição de outubro/2007 de Enfoque – passaram a virada do ano repousando no Congresso Nacional como lava dentro de um vulcão prestes a entrar em erupção. Retomadas as atividades parlamentares na Câmara e no Senado, o assunto volta à mesa de negociações.

Enquanto isso, o povo evangélico se divide em dois grupos distintos. Aqueles que lutam contra os avanços da agenda gay e aqueles que apenas assistem ao resultado desta efervescente discussão, dispensando qualquer ação efetiva por julgarem alarmismo toda esta mobilização. Mas, afinal, haverá de fato uma mordaça gay? Os cristãos correm riscos de terem sua liberdade de expressão cerceada? Qual o futuro da causa homossexual no Brasil e no mundo?

Para esclarecer essas dúvidas e estabelecer um panorama do movimento gayzista brasileiro, que é diretamente influenciado pelas conquistas norte-americanas, Enfoque entrevistou o cientista político Peter LaBarbera, 45, especialista em questões ligadas aos movimentos de desconstrução social. LaBarbera também é presidente-fundador da associação Americans for Truth About Homossexuality (Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade), uma organização não-governamental criada em 1996 que, alicerçada nos princípios contidos na Bíblia, tenta expor e conter o avanço da agenda homossexual na América do Norte. Usamos a expressão “tenta” porque a AFTAH é apenas uma pequena organização cristã diante das gigantescas ONGs pró-homossexualismo que recebem verbas de até 30 milhões de dólares para militar em prol dos direitos que visam indiretamente criminalizar o posicionamento cristão com relação à prática homossexual.

LaBarbera é considerado o maior ativista em oposição à militância gay nos Estados Unidos. Ex-repórter do jornal Washington Post e ex-editor do jornal Human Events, há 18 anos deixou a carreira jornalística para se dedicar ao ativismo pró-vida e pró-família. Trabalhou como diretor executivo do Illinois Family Institute, foi analista de estudos culturais do Family Research Council, e também editor/escritor da CWA (Concerned Women of America) uma organização feminina com mais de 400 mil associadas que visa restabelecer os alicerces da família tradicional através dos princípios bíblicos.

Na mídia impressa, os maiores jornais e agências de comunicação do mundo (The New York Times, Los Angeles Times, Wall Street Journal, Washington Post, Associated Press, Reuters, Chicago Tribune, entre outros) costumam destacá-lo como especialista em questões homossexuais.

Mesmo sendo alguém que rejeita a hipótese do nascimento gay e que trata o homossexualismo como uma orientação sexual pecaminosa, cujos adeptos – acredita ele – podem ser libertados, LaBarbera não se enquadra na caricatura de homofóbico zangado, ainda que alguns ativistas o descrevam assim. Ele debate com civilidade e respeito, embora diante de acusações absurdas como as que freqüentemente ouve, do tipo “Você é um homossexual reprimido!”.

Nesta entrevista exclusiva à Enfoque, ele fala sobre as tentativas de criminalização do cristianismo no mundo, dos perigos do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da importância da igreja em combater veementemente a glamorização da cultura homossexual que se propaga pela mídia, em escolas e universidades, afetando crianças e jovens adolescentes.


ENFOQUEComo você classifica a agenda gay no mundo? Está se tornando mais forte do que a Igreja?

LABARBERA – A agenda gay, atualmente conhecida como GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), é basicamente tudo o que promove a aceitação do homossexualismo em qualquer uma de suas quatro categorias (confusão de sexos) diante da sociedade e da lei. Isso inclui a defesa da união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo, adoção de crianças por parte de casais homossexuais, lançamento de programas educacionais pró-homossexualismo nas escolas, assim como leis que, visando combater os crimes de ódio, serão utilizadas para restringir a liberdade de expressão dos que se opõem à homossexualidade e à orientação sexual ilícita.

São leis de combate à discriminação que erroneamente criam “direitos civis” e “direitos humanos” baseados na imoralidade, no comportamento homossexual destrutivo; leis que trazem aceitação para a idéia radical de que homens podem mudar seus sexos – dados por Deus –, tornando-se mulheres e vice-versa. Além disso, busca-se a mudança de preceitos militares para que haja a aceitação de homossexuais nas Forças Armadas; a imposição de portarias que forçam os cristãos e aqueles que se posicionam contra o homossexualismo a ouvirem palestras pró-gay em seus trabalhos; e a luta de teólogos simpatizantes à causa que desejam reescrever a Bíblia na tentativa de retificar as passagens que consideram a prática homossexual ato pecaminoso. São esforços que se unem para negar a verdade de que Deus pode ajudar homossexuais a mudar suas orientações, já que eles não nascem dessa forma.

ENFOQUENa sua opinião, o povo cristão conseguirá resultados contra os avanços da militância gay, considerando que esta recebe subsídios de fundações multimilionárias? Você não sente que às vezes a nossa cruzada parece em vão e que deveríamos apenas nos limitar a pregar o Evangelho?

LABARBERA – Eu não sei. Nós perdemos a batalha contra a legalização do aborto nos Estados Unidos, mas agora o movimento pró-vida vive um grande momento, por isso as coisas podem mudar. A Bíblia diz que dias difíceis aguardam a humanidade, ao passo que o mundo, da maneira como o conhecemos, aproxima-se do fim. No entanto, ela também nos diz para não tentar prever o retorno de Jesus. Alguns cristãos optam por abandonar as guerras culturais, pois eles presumem que isso tudo se trata apenas de sinais do fim dos tempos.

Imagine como os cristãos devem ter se sentido na Alemanha quando Hitler começou sua expansão genocida contra os judeus e outros povos! Foi errado os cristãos tornarem-se alheios aos acontecimentos políticos e culturais – isso teve conseqüências devastadoras – por isso considero igualmente errado fazer isso hoje. Cristãos que vivem em sociedades democráticas têm obrigação de estar a par de todos os acontecimentos. Muito me entristece ver o povo cristão alheio às políticas públicas em sociedades democráticas, enquanto ativistas trabalham sem trégua para alcançar seus objetivos destrutivos. Democracias de qualidade necessitam de cidadãos bons e informados; aqueles que se envolvem com os problemas locais são de alguma forma recompensados. O problema é que nos Estados Unidos a esquerda é superenvolvida no meio político, enquanto que dezenas de milhões de evangélicos e cristãos que acreditam na Bíblia não estão envolvidos de nenhuma forma.

Eu não acho que os cristãos precisam fazer uma escolha entre se engajar no meio político e serem fiéis praticantes do Evangelho. Você pode fazer as duas coisas. Certamente, precisamos de reavivamento espiritual para conseguirmos promover mudanças em países como o Brasil, os Estados Unidos ou outra nação – e nós estamos testemunhando nos Estados Unidos a profunda crise moral que ocorre quando um povo deixa Deus para trás. Mas no que diz respeito à política pública, se os verdadeiros cristãos não se opuserem à legislação homossexual opressiva, que ajuda a solidificar a aceitação do comportamento imoral, então quem o fará?

ENFOQUEEm breve o mundo conhecerá o novo presidente dos Estados Unidos. Sabemos que as decisões tomadas por essa nação têm grande impacto nas iniciativas de muitos outros países, como o Brasil, por exemplo. Diante deste cenário, que conseqüências devem afetar o mundo nos próximos anos?

LABARBERA
– Se um democrata for eleito em novembro, certamente leis e portarias serão aprovadas em favor dessa causa. A “criminalização do cristianismo” evoluirá nos Estados Unidos. Isso ajudará a difundir a causa pelo mundo. Se um republicano (John McCain) for eleito, as coisas provavelmente continuarão da mesma maneira que estão atualmente, com Bush no comando. Mesmo assim, não podemos afirmar se McCain será mais aberto do que Bush às questões da legislação pró-homossexualismo. Nos últimos dias da administração de Bush, parece que a Casa Branca está se tornando mais branda em relação aos direitos dos homossexuais.

ENFOQUEAlguns grupos gays como o NAMBLA já lutam em prol da legalização de relações homossexuais entre homens e meninos, menores de 18 anos. Você acha que a conquista de liberdade sexual entre adultos e crianças será o futuro da agenda gay ou isso nunca irá acontecer?

LABARBERA – A NAMBLA (Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Meninos) é apenas um pequeno grupo que costuma participar de paradas gays aqui, mas agora é denunciada pelas demais entidades homossexuais. Afinal, eles sabem que associar-se a organizações que defendem abertamente a pedofilia é um ato deletério para a causa em si. No entanto, os ativistas homossexuais estão trabalhando para diminuir a idade de consentimento para o sexo entre iguais, fato este que de certa forma vai ao encontro de um dos objetivos da NAMBLA, pois tornará a prática legal para adolescentes que praticam a sodomia. A realidade alarmante é que muitos jovens hoje morrem de Aids após serem infectados por homossexuais mais velhos.

ENFOQUERecentemente, diversos escândalos envolvendo pastores renomados da sociedade americana vieram à tona. Um deles foi o caso de Ted Haggard, ferrenho oposicionista da causa homossexual, na época presidente da Associação dos Evangélicos dos Estados Unidos e conselheiro pessoal do presidente Bush. Foi descoberto que há três anos ele mantinha relações homossexuais com um garoto de programa. Outro caso foi o do pastor Jeff Devore, preso por ter distribuído pornografia infantil. Que efeitos esses constantes escândalos estão causando na luta do povo cristão contra a agenda gay nos Estados Unidos?

LABARBERA – Os escândalos sexuais obviamente diminuíram o respeito pela igreja cristã nos Estados Unidos. Não há nada que a mídia e a esquerda gostem mais do que sinais de hipocrisia na igreja. No entanto, eu considero que as três grandes ameaças, no que diz respeito à homossexualidade e à igreja, são: a resistência contínua de muitos pastores e igrejas de se envolverem em questões políticas e culturais, ou seja, utilizar-se desses recursos para a defesa da moral bíblica; crescimento de movimentos ateístas no país; desenvolvimento do chamado evangelismo de esquerda. Líderes como Tony Campolo e Jim Wallis, por exemplo, que defendem publicamente a criação de leis que favoreçam os homossexuais em nome da justiça cristã.

ENFOQUEEm algumas regiões dos Estados Unidos, o casamento homossexual e a adoção de crianças por casais gays já são legalmente possíveis. Como as igrejas evangélicas localizadas nessas regiões têm lidado com esta situação?

LABARBERA – Eu não creio que tais igrejas estejam conseguindo ser efetivas em relação a essas questões, com algumas poucas exceções. Algumas, por exemplo, têm conseguido auxiliar na aprovação de emendas que ratifiquem apenas a união entre homens e mulheres. Entretanto, em alguns estados onde a causa homossexual é mais consistente, a igreja não parece ter voz ativa, e sua influência junto à população não é significante ao ponto de modificar opiniões a respeito desse tópico. É uma pena, pois os homens cristãos deveriam estar sempre em posição de liderança na batalha do bem contra o mal. Quando cristãos se abstêm dessa condição ou quando as ideologias cristãs são substituídas por teologias liberais, as conseqüências são nefastas.

ENFOQUEJá existe alguma igreja nos Estados Unidos que tenha sido obrigada a celebrar um casamento gay?

LABARBERA – Não. Felizmente isso ainda não aconteceu nos Estados Unidos, mas em um futuro próximo tenho certeza que haverá processos contra igrejas que se recusarem a fazê-lo. Afinal, os falsos liberais associam a oposição à homossexualidade ao ódio e ao racismo, e isso é proibido em nossa Constituição.

ENFOQUEVocê acredita que no futuro a liberação homossexual possa determinar o fim da liberdade religiosa?

LABARBERA – Eu realmente espero que não. No Canadá, nota-se uma oposição pública à mesma, já que em dada ocasião os tribunais de direitos humanos dos homossexuais, ligados à situação, excederam-se ao perseguir cristãos que se opuseram de maneira pacífica à liberdade homossexual. Como conseqüência, alguns segmentos da mídia reprovaram essa atitude e chegaram a sugerir que esses tribunais fossem fechados. O fato é que os “direitos” dos homossexuais e a fundada crença dos cristãos nas verdades da Bíblia são incompatíveis.

ENFOQUEQue resultados podemos esperar do movimento Pró-vida, organizado pela VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) aqui no Brasil?

LABARBERA – Minha esperança é que os membros da VINACC sejam bravos e capazes de propagar a verdade de Deus junto à população, não permitindo que o governo seja convencido de que deve apoiar a missão dos homossexuais como sendo um fundamento dos “direitos humanos”. Afinal, não é possível admitir que os “direitos humanos” sejam baseados em perversões sexuais e comportamentos pecaminosos que podem perfeitamente ser modificados. Eu torço para que a VINACC seja bem-sucedida em sua missão de fundar ministérios “ex-gays” por todo o Brasil, onde as pessoas que lutam contra esses desejos impuros possam se encontrar e receber auxílio na busca pela cura. Assim, a sociedade saberá que ninguém precisa ser gay se não quiser. Como exemplo, podemos citar o ex-gay Stephen Bennet, que criou seu próprio site – www.sbministries.org.

Eu ainda espero que através de conferências da VINACC, as pessoas possam realmente agir em favor de nossa causa pela verdade, não permitindo que o agressivo movimento homossexual tenha sucesso em aprovar leis e emendas que os beneficiem. Se os verdadeiros cristãos brasileiros não agirem agora na defesa de sua liberdade, seu direito de defesa da moralidade histórica que a Bíblia prega certamente também estará comprometido.

ENFOQUEExiste alguma conseqüência política para a Igreja como um todo se considerarmos o progresso dos movimentos homossexuais no Brasil e nos Estados Unidos?

LABARBERA – Sim, haja vista que eles simplesmente odeiam a Igreja em função de ela ser defensora dos preceitos bíblicos – que desaprovam comportamentos homossexuais – e de afirmar ser possível a “cura” desses indivíduos através da palavra de Jesus. Essa é a razão pela qual teólogos homossexuais especializados em revisão de textos estão se empenhando tanto para modificar os versículos que discorrem sobre a homossexualidade. Eles chegam ao ponto de inventar mentiras absurdas, como a de que Davi e Jônatas eram amantes.

Eis um bom site que refuta os absurdos propostos pela teologia homossexual – www.robgagnon.net. Todos os cristãos devem unir-se em nome de Deus contra a infundada causa homossexual.

ENFOQUEUm dos aspectos políticos adotados pela Americans For Truth About Homossexuality é não se envolver em nenhuma campanha política apoiando candidatos. Em relação ao futuro presidente dos Estados Unidos, a AFTAH apóia algum candidato?

LABARBERA – Por ser uma organização sem fins lucrativos e isenta de impostos, a AFTAH é proibida pela Constituição de se envolver nas campanhas políticas presidenciais. Eu fundei o site Republicans For Family Values (www.rffv.org), onde eu posso me manifestar em relação a essa questão e expor o quão radicais os candidatos democratas são, na verdade. Barak Obama e Hilary Clinton são extremamente radicais no que concerne à homossexualidade e ao aborto, defendendo-os incondicionalmente. No entanto, a maioria da população desconhece esses aspectos, pois eles não são veiculados na mídia.

ENFOQUENo caso específico do Brasil, se os projetos de lei forem aprovados em favor da causa homossexual, que tipo de conselho você daria aos pastores e à Igreja?

LABARBERA – Antes de tudo, IMPLORO à liderança brasileira para que se envolva imediatamente em nossa luta a fim de evitar que isso aconteça. Esse é o segredo, pois depois de as leis serem aprovadas, torna-se muito difícil revogá-las. A Igreja precisa conscientizar seus fiéis das conseqüências nocivas da aprovação de leis pró-homossexualismo, pois elas consideram nosso direito de lutar em nome de Deus como crime. Veja o que aconteceu em países como Canadá, Suécia e Inglaterra: pastores foram presos por se oporem ao homossexualismo durante os cultos.

Pregar contra a homossexualidade em nome de Deus nunca deveria ser considerado um ato criminoso. Essas leis serviriam como trampolim para que os casamentos homossexuais fossem aprovados, tornando árdua a tarefa de empregadores de coibir comportamentos depravados de seus funcionários, pois estariam assim infringindo uma lei. Quanto a coibir atos violentos contra os homossexuais, isso é serviço da polícia, que tem plena capacidade de fazê-lo. Não há a menor necessidade de o governo criar leis e programas que protejam os homossexuais e busquem tratá-los como iguais na sociedade. Assim como não se faz necessário implantar programas curriculares nas escolas que incentivem a aceitação do homossexualismo como sendo algo absolutamente normal.

ENFOQUEEm países onde o movimento homossexual já alcançou seus objetivos, como a Espanha, por exemplo, já é possível apontar alguma conseqüência para a Igreja e para a sociedade?

LABARBERA – Com certeza. Na Inglaterra um pastor foi preso apenas por distribuir panfletos cristãos durante um evento homossexual. Ele era apenas um servidor de Deus em ação, que foi punido por infringir as leis “contra a homofobia” naquele país. Essa palavra “homofobia” é relativamente nova na nossa língua, sendo utilizada para intimidar aqueles que se opõem ao homossexualismo.

Entretanto, eu não me sinto de forma alguma intimidado pelos homossexuais, pois apenas sigo as determinações de Deus através da Bíblia. No Canadá, muitos cristãos tiveram que gastar grandes somas de dinheiro para se defenderem na justiça de acusações de discriminação e violação dos direitos humanos. Nos Estados Unidos, a perseguição também é crescente. Na Filadélfia, muitos cristãos foram presos e ameaçados com graves sanções penais somente por terem lido o Evangelho em um festival gay. Meu grande amigo Matt Barber foi despedido de sua empresa Allstate Insurance Corporation só por ter escrito um artigo na internet que criticava o casamento gay. Liberdades baseadas na religião e na moralidade não podem coexistir com leis que favoreçam o homossexualismo. Uma das duas deve prevalecer. No entanto, os homossexuais afirmam que o estilo de vida é mais importante do que a liberdade religiosa tradicional.

ENFOQUEAlguns ativistas pró-família no Brasil são radicais ao ponto de considerar a escola uma zona de prostituição em potencial. Com isso, grande parte deles defende o ensino caseiro, o famoso home school americano, proibido no Brasil. Você apóia esta idéia?

LABARBERA – Eu e minha esposa estamos educando em casa um de nossos filhos e eu já vejo uma grande vantagem nisso, pois os pais determinam o que deve ser ensinado às crianças. Aqui nos Estados Unidos, as orações diárias e as aulas de ensino religioso com ênfase na adoração a Deus já não fazem mais parte do cotidiano das crianças, mesmo em nosso país, que ainda é a nação com o maior número de cristãos do mundo. Muito me entristece constatar o quanto regredimos nesse aspecto. Isso se deve à perda de qualidade no ensino público e às estratégias sociais e ideológicas usadas para promover a imoralidade sexual e a chamada evolução radical.

Eu torço muito para que as escolas públicas brasileiras não sigam esse caminho. Nós temos testemunhado uma expansão considerável da aceitação do homossexualismo nas escolas. Isso começou nas universidades, expandiu-se para as escolas de ensino médio e já se faz presente em escolas de ensino fundamental e até mesmo nos jardins de infância! Tudo com base na ideologia de que uma família composta por membros do mesmo sexo é absolutamente normal.

The Gay, Lesbian, Straight Education Network é um grupo que promove a homossexualidade, bissexualidade e transexualidade nas escolas através do uso de várias táticas, tais como: inclusão de matérias pró-homossexualismo no programa curricular, criação de grêmios estudantis voltados aos homossexuais e treinamento do corpo docente com o objetivo de ser favorável a essa causa. O resultado é uma verdadeira lavagem cerebral, pois os alunos são expostos às opiniões de apenas um dos lados.

ENFOQUEPara finalizar, que mensagem você gostaria de deixar ao povo cristão brasileiro?

LABARBERA – Vocês não devem se intimidar diante da ofensiva ateísta e imoral proposta pelos homossexuais, que nada mais é do que a vanguarda da coerção dos direitos cristãos. Deus é o mesmo “ontem, hoje e sempre”. Ele não mudou sua opinião a respeito do homossexualismo, pois o considera tão deletério à sociedade como o era há 4.000 anos atrás. Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele está disposto a perdoar aqueles que nesse pecado se consomem. Devemos informar a população que as pessoas que incidem nesse grave erro ainda têm salvação através do honesto arrependimento e da comunhão com Deus.

Embora a humanidade esteja cada vez mais decadente, cabe a nós, cristãos de fé, tentar salvar essa nova geração tão confusa e superficial. Não devemos jamais temer nenhum ser humano em sua luta pela verdade, pois a verdade somente a Deus pertence, e aqueles que lutam ao seu lado serão recompensados. Assim como torço para que os brasileiros não cometam os mesmos erros que os americanos estão cometendo. Peço que torçam pelo nosso povo em nossa dura empreitada. Obrigado!

Fonte: Revista Enfoque Gospel

Divulgação: www.juliosevero.com

Versão em inglês: American expert warns about gay agenda

26 de abril de 2008

Psicose iluminista

Psicose iluminista

Olavo de Carvalho

Um dos traços constitutivos da mentalidade revolucionária é a compulsão irresistível de tomar um futuro hipotético – supostamente desejável – como premissa categórica para a explicação do presente e do passado. Nessa perspectiva, a história humana é vista como o trajeto linear – embora entrecortado de abomináveis resistências – em direção ao advento de um estado de coisas no qual o curso total dos acontecimentos encontrará sua consumação e sua razão de ser.

Que haja nisso uma inversão psicótica da ordem das causas é algo que nem de longe rebrilha no horizonte da (in)consciência revolucionária, tão embevecida na contemplação estática das suas próprias lindezas que até a claridade máxima do óbvio se torna a seus olhos treva densa e impenetrável.

Mais cômica ainda, ou tragicômica, torna-se essa inversão quando, à maneira iluminista, o futuro esperado é descrito como o triunfo da racionalidade científica sobre o obscurantismo das crenças bárbaras. Pois a concepção futurocêntrica da História, virando de cabeça para baixo a hierarquia do necessário e do contingente já traz em seu bojo a destruição completa da lógica, do método científico e de toda possibilidade de compreensão racional da realidade. Não foi à toa que Paul Ilie, no seu magistral estudo The Age of Minerva (2 vols., University of Pennsylvania Press, 1995), caracterizou o estilo mental do Século das Luzes como "razão anti-racional".

Não espanta que, mais de 200 anos depois de ter desencadeado a maior e mais duradoura epidemia de revoluções, tiranias e genocídios já registrada desde o início dos tempos, a vaidade iluminista ainda continue a se pavonear de campeã da liberdade e dos direitos humanos, como se fosse lícito a uma filosofia reconhecer-se a si mesma tão somente pelos ideais declarados na sua propaganda e não pelo desenrolar inevitável e previsibilíssimo da realização efetiva das suas premissas.

O ideal de uma sociedade regida pela "razão científica" é o cerne mesmo da proposta iluminista, e a ele deve-se o nascimento das duas tiranias mais sangrentas que o mundo já conheceu, uma fundada na biologia evolucionária, outra na ciência marxista da história e da economia. O mais recente e meticuloso estudo comparativo desses dois regimes, The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia, de Richard Overy (New York, W. W. Norton, 2004, especialmente pp. 637 ss.), destaca como primeira e essencial similitude entre eles o "culto da ciência". Auschwitz e o Gulag são a utopia iluminista materializada.

E não me venham com aquela idiotice de que o iluminismo não gerou só ditaduras totalitárias, mas também a democracia americana. De um lado, o iluminismo britânico que influenciou a independência americana nada teve da rebelião voltaireana e enciclopedista contra a religião e as tradições (ver Gertrude Himmelfarb, The Roads to Modernity: The British, French and American Enlightenments, New York, Vintage Books, 2004).

De outro, mesmo essa versão suavizada do discurso iluminista não foi subscrita no todo pelos founding fathers, os quais a modificaram e cristianizaram em tal medida que praticamente não há na declaração da independência, na Constituição americana ou nas constituições dos Estados uma só afirmativa ou dispositivo legal cuja inspiração bíblica não esteja abundantemente documentada.

Nenhum argumento racional foi jamais apresentado contra a massa de provas reunida por Benjamin F. Morris nas mil e tantas páginas de The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States em 1864. Tudo o que o partido iluminista pôde fazer, para tentar impor como puro constitucionalismo americano uma versão caricatural, "francesa", do Estado leigo compreendido como Estado ateísta militante, foi dar sumiço a esse livro e depois entrar em pânico quando da sua reedição em 2007 pela "american vision".

Fonte: Jornal do Brasil, 24 de abril de 2008

Divulgação: www.juliosevero.com

25 de abril de 2008

Quatro décadas de fraude

Quatro décadas de fraude

Olavo de Carvalho

Em 1965, o célebre editor comunista Ênio Silveira lançou o livro de Edmar Morel, O Golpe Começou em Washington. Desde então, cada ano traz uma nova safra de livros, teses universitárias e reportagens que, com pequenas variações, reiteram ad nauseam a mesma tese: o golpe que derrubou o presidente João Goulart foi obra da CIA.

Embora a insistência em buscar novas provas sugira que as provas anteriores não provaram nada, o efeito dessa produção editorial se exerce automaticamente pelo número de obras, que não precisam ser lidas para funcionar como símbolos onipresentes de uma verdade venerável.

No entanto, essa imensa literatura vale rigorosamente nada. Toda ela, de alto a baixo, é puro charlatanismo, ainda mais criminoso quando praticado por historiadores e politólogos de ofício que a adornam com o prestígio do conhecimento acadêmico, da “ciência”.

Ciência – ou mesmo jornalismo, quando digno do nome – não é nunca empilhar indícios em favor de uma afirmativa. Não é nem mesmo organizá-los de modo a dar ares de consistência lógica a essa afirmativa. Ciência – ou mesmo investigação jornalística – é confrontar uma afirmativa com suas opostas, somando os fatores em favor de todas as alternativas com igual isenção, até que uma conclusão se imponha racionalmente contra ou a favor das preferências do investigador.

Se não há confrontação de hipóteses, não há ciência, não há jornalismo, não há conhecimento: há apenas oratória política, propaganda.

A obrigação do confronto é tão indispensável na busca da verdade, que, mesmo quando os próprios fatos não sugiram desde logo uma hipótese alternativa, o investigador tem a obrigação de criá-la como instrumento de aferição.

Mas se a alternativa já está presente, manifesta, visível, declarada no próprio tecido dos fatos, a teimosia em ignorá-la, a fuga à confrontação, a insistência obsessiva em argumentar a favor de uma única hipótese denotam algo mais que parcialidade: denotam a fraude pura e simples.

No caso da alegada participação americana na derrubada de João Goulart, o principal agente da inteligência soviética no Brasil na época, o tcheco Ladislav Bittman, já confessou claramente que ele próprio e seus colaboradores inventaram essa história em abril de 1964, produziram os documentos falsos necessários para dar-lhe verossimilhança e conseguiram impingi-la a toda a grande mídia brasileira (v. Sugestão aos colegas ).

Na História, na investigação jornalística ou num inquérito policial, nenhuma prova ou indício tem mais valor que a confissão do acusado. Até o momento, nenhum ex-agente da CIA ou de qualquer órgão do governo americano apareceu confessando intromissão em assuntos brasileiros, malgrado a mania notoriamente endêmica que, na terra de Phillip Agee e Daniel Elsberg, essas criaturas têm de abrir todas as caixas pretas tão logo saem do emprego. Na verdade, nenhuma das obras do vasto gênero aqui considerado jamais forneceu um só nome de agente da CIA comprovadamente lotado no Brasil em 1964. O único nome líquido e certo é o do homem da KGB – e ele confessa ter inventado ponto por ponto a versão que se consagrou como cláusula pétrea da memória nacional.

No mínimo, o golpe de 64 foi um episódio da Guerra Fria, e a Guerra Fria não se travou entre o malvado Império e meia dúzia de desamparados brasileirinhos. Travou-se entre uma democracia capitalista e duas ditaduras comunistas. É impossível descrever honestamente a ação de uma dessas forças num país do Terceiro Mundo sem levar em conta a presença da força contrária. A história da suposta interferência americana no golpe de 64 suprime sistematicamente metade do cenário, e tem dois bons motivos para fazê-lo. Primeiro: a prova da sua mendacidade está guardada na metade suprimida. Segundo: Bittman confessa que tinha a seu serviço algumas dezenas de jornalistas brasileiros. Eles não podem contar essa história direito porque ela é a sua própria história.

Fonte: Jornal do Brasil, 17 de abril de 2008

Divulgação: www.juliosevero.com

24 de abril de 2008

Fitna: a ameaça do islamismo radical

Fitna: a ameaça do islamismo radical

Apresentamos aqui o vídeo “Fitna”, do deputado holandês Geert Wilders. Embora seus esclarecimentos sobre o islamismo sejam muito importantes, deixamos claro que não concordamos com algumas das posições morais ou espirituais dele.

Fitna, parte 1, dez minutos

Fitna, parte 2, seis minutos

23 de abril de 2008

Sites internacionais mencionam Blog Julio Severo

Sites internacionais mencionam Blog Julio Severo

O Google, que está sob pressão do governo brasileiro para revelar a identidade de alguns usuários, inclusive os classificados como “homofóbicos” (pessoas que discordam do comportamento homossexual), traz uma lista de sites em que o Blog Julio Severo aparece com destaque na mídia internacional

Nos poucos exemplos abaixo, envolvendo apenas pesquisa no Google durante recente semana, há um site anglicano, alguns seculares e católicos. Dois em espanhol, 4 em inglês e um em polonês. Um dos sites pertence a uma emissora de TV nos EUA.

O Blog Julio Severo tem como missão fundamental promover os valores cristãos e defender a família natural.

Apesar da visibilidade internacional, o Blog Julio Severo vem sofrendo ações sistemáticas de ativistas radicais pró-homossexualismo, que o denunciam ao SaferNet e outros órgãos como promotor de violência e ódio. Muitas dessas denúncias resultaram na interdição do blog por alguns dias no ano passado. Contudo, graças à intervenção de vários advogados cristãos, inclusive um procurador da República e o filósofo Olavo de Carvalho, o Google o reativou.

Os denunciantes, é claro, não desistem, prosseguindo seu trabalho sujo, pressionando o Google, o SaferNet, o Ministério Público Federal e o governo para tentar fechar permanentemente o Blog Julio Severo.

Mesmo sob essas pressões implacáveis, o Blog Julio Severo prossegue sendo alvo de interesse internacional.

Amostra de resultado recente (em 18 de abril de 2008) acerca do Blog Julio Severo em pesquisa do Google durante uma semana:

SentidoG.com Conectando tus sentidos | Gobierno de Brasil busca ...

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18 Apr 2008 ... Por su parte, el blogger pro-familia, Julio Severo, cuyo blog fue bloqueado el año pasado por Google al ser acusado de "homofobia", comentó a LifeSiteNews ...
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“Homophobic” Censorship: Because our position is so strong….

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Julio Severo, whose Blogger site - http://www.lastdayswatchman.blogspot.com/ - was temporarily blocked last year by Google after he was accused of ...
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InsideCatholic.com - All Blog Entries

This story, written by a popular evangelical blogger Julio Severo, reveals the plight of some Brazilian parents who are being threatened with jail if they ...
insidecatholic.com/Joomla/index.php?Itemid=102&option=com_myblog&limit=30&limitstart=270 - 182k - 9 hours ago -
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••• Wybiórcza wyszukiwarka google - Dla Polski - Informacje donosi ...

Autor strony Julio Severo powiedział, że firma nie podała powodów, dla których jego strona została zamknięta. Colin Hart, dyrektor Instytutu ...
www.dlapolski.pl/Wybiorcza-wyszukiwarka-google-art3246.htm - 36k - 11 Apr 2008 -
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Fonte: www.juliosevero.com

22 de abril de 2008

O maior naufrágio do mundo


O maior naufrágio do mundo

O afundamento do Titanic e do Wilhelm Gustloff em perspectiva

Julio Severo
Mesmo com a sofisticada, rápida e elevada tecnologia de informação e notícias de hoje, o ser humano moderno tem dificuldade de enxergar ou reconhecer fatos comprovados.
Um desses fatos é que é impossível viver sem Deus e seus valores. Os nazistas tentaram, e colheram amargas e destrutivas conseqüências. Os comunistas tentaram, e fizeram e fazem a mesma colheita. Ambas as ideologias socialistas eram centralizadas no homem e baseadas na teoria da evolução, que destrona Deus e entroniza o homem, ou o macaco.
Sem Deus, a tragédia é certa. Na sua inauguração em 1912, o Titanic, que era o maior navio de sua época, foi saudado com as célebres palavras: “Nem Deus afunda este navio”.
Titanic
O navio afundou, produzindo o que é hoje apregoado como o maior afundamento da história moderna.
No entanto, essa não é a verdade toda. Houve uma tragédia muito maior.
O maior naufrágio do mundo ocorreu no inverno de 1945, bem no fim da 2ª Guerra Mundial.
Com o avanço do exército comunista soviético na região leste da Alemanha, milhões de civis alemães procuravam fugir das furiosas tropas vermelhas, que destruíam tudo, matavam e torturam, e estupravam todas as mulheres e meninas no caminho.
Quem podia, escapava. Assim, centenas de milhares de mulheres, crianças e feridos alemães tentavam fugir o mais rápido possível para zonas da Alemanha fora da esfera soviética. Os civis alemães estavam conscientes de que era sua única esperança de escapar do destino certo de morte, escravidão e estupros em massa nas mãos dos comunistas soviéticos. Os que não conseguiam fugir se tornavam vítimas totais dos caprichos e crueldades soviéticas, e as mulheres e meninas eram condenadas a torturas sexuais que durariam anos.
É nesse contexto de aniquilação de populações civis que o navio hospital Wilhelm Gustloff escapava da implacável invasão soviética carregando mais de 9 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças. Na metade do caminho, em sua viagem desesperadora para alcançar a região ocidental da Alemanha, o navio civil se tornará o principal personagem do maior naufrágio silencioso da história.
Na escura e gélida noite de 30 de janeiro de 1945, o navio hospital é avistado por um submarino soviético, que dispara três torpedos, condenando milhares de mulheres e crianças à morte em águas de 10 graus abaixo de zero.
No naufrágio do Titanic, morreram 1.517 pessoas — um número considerado elevadíssimo.
Contudo, no afundamento do navio hospital Wilhelm Gustloff, morreram 9.343 pessoas.
Wilhelm Gustloff
A ideologia comunista soviética — que não cria em Deus e cultuava a teoria da evolução — matou a sangue frio uma multidão enorme de mulheres e crianças indefesas. O fato de que os soviéticos estavam em guerra contra o nazismo — que igualmente desprezava a Bíblia e cultuava a teoria da evolução — lhes dava o direito de matar inocentes?
Mas como disse Dostoyevsky, escritor russo antes da era comunista: “Sem Deus, tudo é possível”.
O desprezo a Deus na cultura da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tornou possível que seus soldados não tivessem compaixão alguma por civis indefesos. O afundamento do navio hospital Wilhelm Gustloff traz inevitavelmente à lembrança de maneira acentuada o desrespeito aos direitos humanos mais básicos. A lembrança do Titanic poupa os socialistas dessa verdade incômoda.
Por isso, a insistência de se manter o afundamento do Titanic como o maior naufrágio do mundo parece ter o propósito exclusivo de acobertar o fato de que o verdadeiro e único maior naufrágio da história foi provocado pela covardia de homens movidos por uma ideologia sem Deus. A imagem do esquerdismo, comunismo e socialismo é assim protegida da brutalidade de suas ações. Nada aborrece tanto um esquerdista quanto a verdade.
A fim de suavizar a verdade terrível, historiadores esquerdistas costumam alegar que muitas das mulheres eram militares da SS — e possivelmente, as crianças eram militares SS mirins. (Possivelmente também, algum soviético pode ter testemunhado bebês armados de metralhadoras e granadas!) Outra desculpa era que o comandante do submarino soviético, com a escuridão da noite, não tinha como reconhecer que aquele enorme navio não tinha a aparência de navio de guerra. Supostamente, ele não tinha como saber que era um navio hospital carregando uma multidão de desesperados civis. Entretanto, sabe-se que em pleno dia os aviões soviéticos, ao avistarem multidões de civis alemães fugindo pelas estradas, as metralhavam como se tivessem competindo para ver quem derrubava o maior número de alvos. Aliás, até mesmo soldados ingleses e americanos, que eram prisioneiros de guerra dos nazistas no leste da Alemanha, não eram poupados de crueldades quando capturados pelo exército soviético.
A desumanidade comunista é muito bem conhecida. É por isso que durante o governo militar anticomunista no Brasil, os artistas e políticos que eram exilados não escolhiam viver em Cuba, União Soviética, Coréia do Norte ou outro paraíso socialista. Eles optavam por países capitalistas! Por exemplo, Fernando Henrique Cardoso escolheu exílio na França. Gilberto Gil, na Inglaterra. Para que se exilar numa favela socialista quando eles podiam optar pelo luxo capitalista?
Com a finalidade de não apavorar a população alemã com a divulgação de uma perda tão grande diante do avanço soviético, o próprio ditador nacional socialista Hitler ordenou que a imprensa alemã ficasse em silêncio sobre o afundamento do Wilhelm Gustloff. Os soviéticos nunca tentaram quebrar esse silêncio fazendo uma divulgação mundial em massa de seu grande feito de produzir um desastre pior do que o naufrágio do Titanic, pois as outras nações poderiam não ver como honra ou agradável o fato de que os soviéticos estavam alegres de afundar um navio que, além de não lhes representar perigo militar, estava resgatando refugiados civis desesperados.
Para alívio dos socialistas, o silêncio imposto por Hitler e a crença universal de que o Titanic foi o pior naufrágio do mundo mantêm o Wilhelm Gustloff e a covardia comunista nos porões do esquecimento da história mundial.
O navio hospital Wilhelm Gustloff, com seu carregamento enorme de mulheres e crianças, merecia ser propositadamente afundado? O que merecia esse afundamento era o nazismo e o comunismo. Embora o nazismo (que é a forma abreviada de nacional socialismo) tenha sido derrotado, o comunismo continuou sua marcha de sangue e destruição, condenando à escravidão, trevas e morte milhões de seres humanos, e muitas mentiras ligadas ao socialismo ainda não afundaram. Pelo contrário, toda forma de desinformação é usada para encobrir as covardias da ideologia comunista.
No Brasil, temos razões para dar preferência ao nome Titanic. É mais fácil de lembrar do que o complicado nome alemão Wilhelm Gustloff. Mas as razões dos simpatizantes da religião de Karl Marx são outras.
Tudo o que foi necessário para o Titanic ir a pique, com seus 1.517 passageiros, foi um enorme bloco de gelo, autor do acidente fatal. Tudo o que foi necessário para que o Wilhelm Gustloff  e seus 9.343 passageiros perecessem no mar foi um comandante soviético implacável de coração gélido, mulherengo, alcoólatra e que anos mais tarde acabaria indo para a prisão por roubo. Sendo educado em escolas ateístas do Estado laico soviético, ele é exemplo do que as idéias evolucionistas de Darwin e as idéias socialistas de Karl Marx fazem no coração, mente e alma de um homem. Sem Deus, todo tipo de mal se torna possível.
Pior do que o naufrágio do Titanic é o afundamento do Wilhelm Gustloff. E muito pior do que o afundamento do Wilhelm Gustloff é o naufrágio de sociedades inteiras nos abismos de destruição da camaleônica ideologia socialista.
Quer saber o resultado final de uma sociedade que é educada a desprezar a Bíblia e cultuar a teoria da evolução, destronando Deus e seus valores e entronizando Karl Marx, Hitler, Darwin ou outros homens e seus valores? Olhe para o que aconteceu com a Alemanha nazista e a extinta União Soviética: quando os seres humanos param de respeitar a Deus e passam a crer que vieram do macaco, eles se tornam piores do que os animais selvagens.
Versão em inglês deste artigo: World’s biggest shipwreck
Leitura recomendada: