31 de março de 2008

Auto-Estima Para Cristãos?

Auto-Estima Para Cristãos?

- Martin e Deidre Bobgan -

Crianças e adultos precisam realmente de auto-estima? A baixa auto-estima conduz a sérios problemas na vida? Os pais deveriam se esforçar para desenvolver a auto-estima em seus filhos? A Bíblia incentiva a auto-estima? Muitos cristãos têm suposições sobre este assunto; mas, o que diz a Bíblia? O que dizem as pesquisas?

A gênese da auto-estima

O movimento da auto-estima tem seus fundamentos mais recentes na psicologia clínica, isto é, nas teorias da personalidade elaboradas por Wiliam James, Alfred Adler, Erich Fromm, Abraham Maslow e Carl Rogers, cujos seguidores popularizaram o movimento. Contudo, as raízes do movimento da auto-estima retrocedem aos primórdios da história humana.

Tudo começou no terceiro capítulo de Gênesis. Inicialmente, Adão e Eva tinham consciência de Deus, consciência um do outro, das coisas à sua volta e não de si próprios. A percepção de si mesmos era incidental e secundária na sua focalização em Deus e um no outro. Adão compreendia que Eva era osso dos seus ossos e carne de sua carne (comp. Gn 2.23), mas não estava consciente de si do mesmo modo que seus descendentes seriam. O ego não era problema até a queda.

Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal não trouxe a sabedoria divina. Resultou, sim, em culpa, medo e na separação de Deus. Assim, quando Adão e Eva ouviram que Deus se aproximava, esconderam-se entre as árvores. Mas Deus os viu e perguntou: "Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?" (Gn 3.11).

O ego pecaminoso

Adão e Eva responderam dando-nos o primeiro exemplo de autojustificação. Primeiro Adão culpou Eva e Deus, e então Eva culpou a serpente. O fruto do conhecimento do bem e do mal gerou o ego pecaminoso representado pelo amor-próprio, auto-estima, auto-aceitação, autojustificação, hipocrisia, auto-realização, autodifamação, autopiedade, e outras formas de autofocalização e egocentrismo.

Desse modo, o atual movimento da auto-etc. tem suas raízes no pecado de Adão e Eva. Através dos séculos, a humanidade continua a se deleitar na árvore do conhecimento do bem e do mal, que tem disseminado seus ramos do saber mundano, incluindo as vãs filosofias humanas e, mais recentemente, as filosofias "científicas" e a metafísica da psicologia moderna.

As fórmulas religiosas do valor-próprio, do amor-próprio e da auto-aceitação escorrem do tubo da televisão, fluem pelas ondas do rádio e seduzem através da publicidade. Do berço ao túmulo, os defensores do ego prometem a cura de todos os males da sociedade por meio de doses de auto-estima, valor-próprio, auto-aceitação e amor-próprio. E todo mundo, ou quase todos, repetem o refrão: "Você só precisa amar e aceitar a si próprio como você é. Você precisa se perdoar", e: "Eu só tenho de aceitar-me como sou. Eu mereço. Eu sou uma pessoa digna de amor, de valorização, de perdão."

A resposta cristã para o mundo

Como o cristão deve combater o pensamento do mundo, que exalta o ego e o coloca no centro como a essência da vida? Como o cristão deve ser fiel à ordem de nosso Senhor, de estar no mundo mas não ser do mundo? Ele pode adotar e adaptar-se à filosofia/psicologia popular de sua cultura, ou ele deve manter-se como quem foi separado por Deus e encarar sua cultura à luz da Palavra? Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30).

Este é um convite para deixarmos o nosso próprio caminho, submetendo-nos a um jugo de humildade e servidão – com ênfase no jugo – num relacionamento de aprendizado e vida. Jesus fez Seu convite ao discipulado com palavras diferentes, mas para o mesmo relacionamento e o mesmo objetivo, quando disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á" (Mt 16.24-25).

Nenhum mandamento para amar a si próprio

Jesus não nos ordena que amemos a nós mesmos, mas que amemos a Deus e ao próximo. A Bíblia apresenta uma base para o amor completamente diferente daquilo que a psicologia humanista anuncia. Ao invés de promover o amor-próprio como a base para amarmos os outros, a Bíblia diz que o amor de Deus é a fonte verdadeira. O amor humano é misturado com o amor-próprio e, em última análise, pode estar em busca de seus próprios interesses. Mas o amor de Deus entrega a si mesmo. Portanto, quando Jesus convida Seus discípulos a negarem a si próprios e tomarem sobre si o Seu jugo e a Sua cruz, Ele os conclama a um amor que doa a si mesmo, não a um amor que satisfaz a si mesmo. Até o advento da psicologia humanista e de sua intensa influência na igreja, os cristãos geralmente consideravam a auto-estima como uma atitude pecaminosa.

Apesar da Bíblia não ensinar o amor-próprio, a auto-estima, o valor-próprio ou a auto-realização como virtudes, recursos ou objetivos, um grande número de cristãos de hoje têm sido enganado pelos ensinos pró-ego da psicologia humanista. Ao invés de resistirem à sedução do mundo, eles se submetem à cultura do mundo. Não somente eles não resistem à gigantesca onda do egocentrismo; como estão na crista da onda da auto-estima, da auto-aceitação e do amor-próprio. Na área do ego, dificilmente se pode perceber a diferença entre o cristão e o não-cristão, exceto que o cristão afirma ser Deus a fonte principal de sua auto-estima, auto-aceitação, auto-valorização e amor-próprio.

Através de slogans, bordões e textos bíblicos deturpados, muitos crentes professos seguem a onda existencial da psicologia humanista e estabelecem seu próprio sistema motivacional. Desse modo, qualquer crítica contra os ensinamentos do valor-próprio, amor-próprio e auto-estima é considerada, por isso mesmo, como prova de que se deseja que as pessoas sejam infelizes. Além do mais, qualquer crítica contra o movimento da auto-estima é vista como um perigo para a sociedade, já que a auto-estima é considerada como panacéia para seus males. Então se alguém, na igreja, não apóia completamente a teologia da auto-estima, é acusado de promover uma teologia desprezível.

Se há algo que o mundo e muitos na igreja têm em comum nos dias atuais, é a psicologia da auto-estima. Embora cristãos professos possam discordar em algumas das nuanças da auto-estima, auto-valorização, auto-aceitação, e mesmo em alguns dos pontos mais delicados de suas definições e de como elas são alcançadas, muitos têm reunido forças contra o que acreditam ser um inimigo terrível – a baixa auto-estima. Contudo, mesmo o mundo ainda não consegue justificar o incentivo da alta auto-estima pelos seus próprios métodos de pesquisa.

As pesquisas não apresentam justificativas em favor da auto-estima

Há alguns anos, o legislativo da Califórnia aprovou o projeto de criação da "Força-Tarefa Californiana para Desenvolver a Auto-Estima e a Responsabilidade Social e Pessoal". O legislativo reservou para o projeto 245.000 dólares ao ano durante três anos, num total de 735.000 dólares. O duplo título da Força-Tarefa foi realmente muito pretencioso. Ninguém nunca conseguiu demonstrar que o estímulo à auto-estima está, de algum modo, ligado com a responsabilidade social e pessoal. Nem se provou que todos aqueles que demonstram responsabilidade social e pessoal possuem auto-estima elevada. Na verdade a auto-estima e a responsabilidade social e pessoal têm relação negativa e não positiva.

A Declaração do Objetivo da Força-Tarefa foi a seguinte:

Procurar determinar se a auto-estima e a responsabilidade social e pessoal são as chaves para descobrir os segredos do desenvolvimento humano sadio, de modo que consigamos atingir as causas e desenvolver soluções eficazes para os principais problemas sociais, fornecendo a cada californiano as mais recentes experiências e práticas quanto à importância da auto-estima e da responsabilidade social e pessoal.(1)

A Força-Tarefa acreditava que apreciar a si mesmo e fortalecer a auto-estima reduziria "dramaticamente os níveis epidêmicos dos problemas sociais que enfrentamos atualmente".(2)

Há uma relação positiva entre a alta ou baixa auto-estima e a responsabilidade social e pessoal?

Com o objetivo de pesquisar esta relação, a Força-Tarefa estadual contratou oito professores da Universidade da Califórnia para examinar a pesquisa sobre a auto-estima e sua relação com as seis áreas seguintes:

1. Crime, violência e reincidência;

2. Abuso de drogas e álcool;

3. Dependência da Previdência Social;

4. Gravidez na adolescência;

5. Abusos sofridos por crianças e esposas;

6. Deficiência infantil no aprendizado escolar.

Sete dos professores pesquisaram as áreas acima e o oitavo resumiu os resultados, que foram publicados num livro intitulado The Social Importance of Self-Esteem (A Importância Social da Auto-Estima).(3) Esta pesquisa confirmou a relação entre a auto-estima e os problemas sociais?

David L. Kirk, colunista do jornal San Francisco Examiner, disse rudemente:

Esse... volume erudito, The Social Importance of Self-Esteem, resume todas as pesquisas sobre o assunto numa ridícula abordagem maçante de cientistas pretensiosos. Economize seus 40 dólares que o livro custa e conclua: Há pouquíssima evidência de que a auto-estima seja a causa de nossos males sociais. (ênfase acrescentada.)

Mesmo tendo procurado uma conexão entre a baixa auto-estima e o comportamento problemático, eles não puderam encontrar uma relação de causa e efeito. (Contudo, estudos mais recentes indicam uma clara relação entre o comportamento violento e a alta auto-estima.) Apesar disso, a fé na auto-estima não morre, e as escolas continuam a trabalhar para elevar a auto-estima.

Pior do que a continuação nos ensinamentos da auto-estima no mundo é a confiança que cristãos professos continuam a depositar nos ensinamentos da autovalorização e do amor a si próprios. Assim, o movimento secular da auto-estima não é um ataque frontal contra a Bíblia com linhas de batalha claramente demarcadas. Ao invés disso, é habilidosamente subversivo, e realmente não é obra de carne e sangue, mas dos principados e potestades, dos dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, como Paulo diz em Efésios 6.12. Lamentável é que muitos cristãos não estão alertas para os perigos. Muitos mais do que podemos enumerar estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho: o evangelho do ego.

O amor bíblico

Jesus convida os Seus para um relacionamento de amor com Ele e de um para com o outro. A alegria dos Seus deve ser encontrada nEle, não em si mesmos. O amor vem de Seu amor por eles. Assim o amor deles, de um para o outro, não vem do amor-próprio e da auto-estima, tampouco aumenta a auto-estima. A ênfase está na comunhão, na frutificação e na prontidão para ser rejeitado pelo mundo. A identificação do crente está em Jesus ao ponto de sofrer e segui-lO até a cruz. Somente através da semântica forçada, da lógica violentada e da exegese ultrajada alguém pode querer demonstrar que a auto-estima é bíblica ou mesmo parte da tradição ou do ensino da igreja.

O foco do amor na Bíblia é para cima e para fora ao invés de ser para dentro. O amor é tanto uma atitude como uma ação de uma pessoa para com a outra. Embora o amor possa incluir sentimentos e emoções, ele é essencialmente uma ação determinada pela vontade para a glória de Deus e para o bem dos outros. Assim, quando Jesus disse: "Amarás, pois o Senhor, teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Mc 12.30), Ele quis explicar que todo o nosso ser deve estar comprometido para amar e, portanto, agradar a Deus. O amor a Deus é expresso com um coração agradecido e determinado a fazer o que agrada a Ele de acordo com o que está revelado na Bíblia. Não se trata de um tipo de obediência mecânica, mas de um desejo para conformar-se à Sua graciosa vontade e de concordar que Deus é a fonte e o padrão para tudo que é certo e bom.

A segunda ordem é uma extensão ou expressão da primeira: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31). João acrescentou detalhes a respeito. Ele descreveu a seqüência do amor. Em contraste com os mestres do amor-próprio, que dizem que as pessoas não podem amar a Deus e aos outros até que amem a si mesmas, João diz que o amor começa em Deus e, então, se estende aos outros: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão" (1 Jo 4.19-21).

Deus nos amou primeiro, o que nos capacita a amá-lO, o que se expressa, então, em amar uns aos outros.

Desde o primeiro fôlego de Adão, os homens foram destinados a viver em relacionamento com Deus, e não como egos autônomos. A Bíblia inteira está apoiada nesse relacionamento, porque após responder ao fariseu, afirmando que o grande mandamento é amar a Deus e o segundo é amar ao próximo como a si mesmo, Jesus acrescentou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas " (Mt 22.40). Jesus veio para nos livrar do ego e para restabelecer esse relacionamento de amor para o qual fomos criados. Durante séculos, foram escritos livros sobre amar a Deus e uns aos outros. Contudo, atualmente, cada vez mais, a igreja está sendo inundada por literatura ensinando-nos como amar-nos melhor, nos estimarmos mais, aceitar-nos como somos e desenvolvermos o nosso próprio valor. (Martin e Deidre Bobgan BDM 12/97 – extraído e/ou adaptado das edições 3-4 e 5-6/96 da PsychoHeresy Awareness Letter - http://www.chamada.com.br).

Notas:

  1. California Task Force to Promote Self-Esteem and Personal and Social Responsibility. "1987 Annual Report to the Governor and the Legislature", p.V.
  2. Andrew M. Mecca, "Chairman’s Report". Esteem, Vol.2, nº 1, fevereiro de 1988, p.1.
  3. Andrew M. Mecca, Neil J. Smelser e John Vasconcellos, eds. The Social Importance of Self-Esteem. Berkeley: University of California Press, 1989.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 1999.

Divulgação: www.juliosevero.com

30 de março de 2008

Como posso criar um criminoso?

Como posso criar um criminoso?

A Bíblia nos ensina em Provérbios 22.6: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou as seguintes diretrizes irônicas sobre a educação de filhos:

Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?

  1. Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
  2. Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
  3. Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
  4. Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
  5. Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
  6. Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
  7. Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
  8. Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
  9. Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
  10. Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!

Quem "educar" seus filhos dessa maneira, realmente deve esperar anos difíceis, pois a Bíblia diz em Provérbios 29.15b: "...a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". Aquele, entretanto, que seguir a Palavra de Deus na educação, experimentará o que diz Provérbios 29.17: "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma." (Norbert Lieth)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 1997.

Fonte: Chamada da Meia-Noite

Divulgação: www.juliosevero.com

28 de março de 2008

Médico diz acerca de homem “com morte cerebral” que foi salvo pouco antes de lhe removerem os órgãos: a “morte cerebral” nunca é realmente morte

Médico diz acerca de homem “com morte cerebral” que foi salvo pouco antes de lhe removerem os órgãos: a “morte cerebral” nunca é realmente morte

Especialista diz: o termo “morte cerebral” foi inventado a fim de se obter órgãos. Nunca foi baseado na ciência”.

John Jalsevac

OKLAHOMA, EUA, 27 de março de 2008 (LifeSiteNews.com) — Zack Dunlap, um rapaz de 21 anos diagnosticado como “cerebralmente morto” e que estava a minutos de ter os órgãos removidos por uma equipe médica, agora diz, quatro meses depois do acidente que o levou à beira da morte, que ele se sente “muito bem”. O caso de Dunlap foi noticiado pela NBC no começo desta semana, e ele próprio foi entrevistado.

O caso de Zack está sendo louvado nos meios de comunicação como “milagre”, porém um neonatologista e especialista em morte cerebral relatou para LifeSiteNews.com que o caso de Zack, ainda que seja num sentido extraordinário, não é tão raro quanto o noticiário da grande mídia faz parecer.

“O jovem nunca morreu”, disse o Dr. Paul Byrne, ex-presidente da Associação Médica Católica. Ele começou a escrever sobre o tema da morte cerebral em 1977. O que torna o caso de Dunlap raro, ainda que não inédito, diz Byrne, é que Zack foi sortudo o suficiente para ser constatado com vida antes da remoção de seus órgãos vitais.

“Embora a história dele seja apresentada como algo miraculoso”, ele disse para LifeSiteNews, “não quero remover nada que seja de Deus, mas não é sobrenatural o que ocorreu. Se há algo sobrenatural nisso, é que não conseguiram os órgãos dele antes que alguém pudesse notar algum tipo de outra reação. Ele estava sempre vivo — seu coração estava sempre batendo, havia sempre pressão sangüínea, ele estava sempre bastante vivo”.

O Dr. Byrne diz que durante anos ele vem coletando informações sobre numerosos casos em que pacientes rotulados como cerebralmente mortos “voltaram dos mortos”. O motivo, diz Byrne, é que “morte cerebral jamais é realmente morte”.

Zack Dunlap sofreu numerosos ossos quebrados e grave traumatismo craniano em novembro passado depois de se envolver num acidente, em que ele perdeu o controle do carro que estava dirigindo e capotou. No hospital os médicos diagnosticaram o jovem como “cerebralmente morto”. Autoridades de Oklahoma foram informadas de que Zack estava legalmente morto e que seus órgãos deveriam ser removidos.

“Queríamos nos assegurar de que alguma pessoa sortuda continuasse a viver com o coração de Zack”, Pam, a mãe de Zack, disse para a NBC.

Planos para remover os órgãos dele, porém, foram adiados de forma dramática.

Dois dos primos de Zack, ambos enfermeiros, disseram que, nos momentos finais antes da chegada da equipe médica que iria remover os órgãos de Zack, eles sentiram que seu primo não havia verdadeiramente morrido. Confiando num pressentimento, Dan Coffin passou seu canivete no pé de Zack. O paciente com suposta morte cerebral reagiu imediatamente afastando o pé. Coffin então enfiou sua própria unha debaixo da unha de Zack, um lugar especialmente sensível do corpo, e seu primo de novo reagiu afastando o braço.

“Passamos de um momento de extrema tristeza para, ‘Oh, meu Deus, nosso filho ainda está vivo!’” relatou Pam Dunlap.

A avó de Zack disse que ela também sentia, como os primos de Zack, que seu neto não estava pronto para morrer. Logo antes que seu neto começou a mostrar sinais de vida de novo, ela entrou no quarto dele e orou por um milagre. “Ele era jovem demais para Deus levá-lo”, ela disse com lágrimas nos olhos na entrevista da NBC. “Não era a hora”.

“Eu havia ouvido de milagres minha vida inteira. Mas nunca vi um. Agora, eu vi um milagre. Tenho prova disso”, disse ela.

“Ambos sentimos que Deus tem algum plano grande para Zack. Faremos tudo dentro de nossas possibilidades para ajudá-lo a alcançar esse plano — qualquer que seja”, disse a mãe de Dunlap.

O próprio jovem disse para a NBC que ele ouviu os médicos o declararem cerebralmente morto, e comentou: “Estou contente que eu não conseguia me levantar para fazer o que eu queria fazer”. Quando lhe perguntaram o que ele queria fazer, ele respondeu: “Provavelmente, eu lançaria os médicos pela janela”.

“Estou muito, muito agradecido que eles não desistiram”, ele disse sobre as últimas tentativas de seus primos de descobrir se ele ainda estava vivo. “Só os bons morrem cedo. Por isso, não morri”, brincou ele.

O pai de Zack, Doug Dunlap, diz que ele não culpa ninguém, indicando que os médicos lhe deram a certeza de que seu filho estava morto, e que não havia fluxo sangüíneo em seu cérebro. “Eles disseram que ele estava com morte cerebral, que não havia vida. Por isso, nos preparamos”.

Quarenta e oito dias depois do acidente de Zack, o jovem voltou para casa, andando sozinho. Ele ainda sofre alguns problemas emocionais, perda de memória e outras conseqüências do acidente, e uma recuperação total pode levar um ano. Mas seus pais dizem que estão simplesmente gratos que seu filho esteja vivo.

O Dr. Byrne, por outro lado, disse para LifeSiteNews.com que o caso de Zack deve ser visto como um aviso sobre a insuficiência dos critérios de morte cerebral. Ele disse: “Embora esse caso mostre que o jovem estava ouvindo os médicos conversando e declarando-o com morte cerebral, a pergunta é: Quantos outros doadores de órgãos estão em situação semelhante?”

“O termo morte cerebral foi inventado a fim de se obter órgãos. Nunca foi baseado na ciência”.

Em 2007 o Dr. John Shea, o conselheiro médico de LifeSiteNews.com, escreveu concordando com as preocupações de Byrne sobre morte cerebral, dizendo que o critério de “morte cerebral” é teoria científica, e não fato, acrescentando que é uma teoria que é particularmente aberta para abusos utilitários e portanto deve ser tratada com extrema cautela. Ele também apontou que há o problema adicional de que há vários conjuntos de critérios de morte cerebral, onde uma pessoa pode ser considerada morta de acordo com um critério, e não por outro.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Leitura recomendada:

O que é a morte?

27 de março de 2008

Ativistas gays arriscam nossa vida — e somos obrigados a tolerar

Ativistas gays arriscam nossa vida — e somos obrigados a tolerar

Matt Barber
CNSNews.com

A ciência moderna às vezes serve para confirmar verdades eternas da Bíblia (não que a verdade objetiva precise de confirmação). Romanos 6:23 contém duas verdades nesse sentido, mostrando-nos o outro lado de uma preciosa moeda e oferecendo-nos tanto uma advertência nua e crua quanto uma promessa eterna: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.

Vezes sem conta lançamos essa moeda, apostando nossos melhores interesses na cara ou coroa. Todos nós pecamos, mas pelo fato de que Cristo voluntariamente pagou a pena — sofrendo morte na cruz em nosso lugar — somos redimidos. Precisamos apenas crer nele, e o dom da vida eternal é nosso. Podemos confessar nossos pecados, nos arrepender (o que inclui nos esforçar para não repetir esses pecados) e seguir em frente.

No entanto, há gente que, em vez do lado polido da moeda, prefere o lado manchado. Com coração altivo e “orgulho” cínico, eles deliberadamente escolhem o pecado, em vez de Cristo; a morte, em vez da vida.

É uma verdade que todos vêem e a própria ciência médica a sustenta, mas a Palavra de Deus vai mais além ao nos fazer recordar que tanto no Antigo quanto no Novo Testamento aqueles que escolhem se envolver na conduta homossexual fazem essa opção correndo riscos deliberados.

Considere Romanos 1:26-27 (NVI), que um candidato presidencial esquerdista recentemente mencionou como uma “passagem obscura em Romanos”: “Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão”.

É triste quando as pessoas cedem a tentações sexuais descontroladas que podem literalmente matá-las espiritualmente, emocionalmente e fisicamente. Ninguém com algum sentimento de compaixão sente prazer em ver os outros “receberem em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão”. Mas uma das conseqüências do livre arbítrio é viver (ou morrer) com as escolhas que fizemos.

Entretanto, o assunto é totalmente diferente quando condutas depravadas colocam os outros em risco. Isso não deveria — e não deve — ser “tolerado”.

Os atuais regulamentos sanitários dos EUA proíbem homens que têm sexo com homens (HSH) de doar sangue. Estudos realizados pela Vigilância Sanitária (CDC e FDA) confirmam categoricamente que se os HSH tivessem permissão de doar sangue, a população geral seria colocada em risco.

De acordo com o FDA, os HSH “têm uma preponderância de ter o HIV 60 vezes mais elevada do que a população geral, 800 vezes mais elevada do que os doadores de sangue iniciantes e 8.000 vezes mais elevada do que freqüentes doadores de sangue. [Os HSH] também têm risco mais elevado de ter outras infecções que podem ser transmitidas a outros mediante transfusão de sangue. Por exemplo, a infecção com o vírus da Hepatite B é até 6 vezes mais comum, e as infecções do vírus da Hepatite C são até 2 vezes mais comum em [HSH] do que na população geral”, de acordo com o FDA.

Um recente estudo do CDC abalou a população homossexual ao descobrir que embora os HSH sejam apenas um a dois por cento da população geral, eles são responsáveis por 64 por cento de todos os casos da epidemia de sífilis.

E Matt Foreman, ex-diretor executivo da Força Tarefa Nacional de Gays e Lésbicas, abalou mais ainda seus camaradas ativistas gays ao confessar: “O HIV é uma Doença Gay”.

Embora os riscos se estendam muito além da infecção potencial do HIV, o FDA comenta: “Todo o sangue doado é testado para se descobrir a presença do HIV, mas se o sistema imunológico do doador não tiver produzido uma quantidade testável de anticorpos, o vírus pode passar sem ser detectado”. Isso representaria um “risco absolutamente maior para as pessoas que recebem transfusões de sangue, se houver uma mudança nas leis”.

Mas arriscar vidas é ao que tudo indica algo que preocupa muito pouco os ativistas homossexuais radicais, como Joe Solmonese, presidente da tão chamada “Campanha de Direitos Humanos” (CDH), o maior e mais radical grupo homossexual de pressão política dos EUA.

Solmonese recentemente colocou interesses políticos acima da ciência, declarando falsamente que essa precaução prudente de saúde pública é “discriminatória”. Ele exigiu a eliminação da proibição, alegando de forma extremamente irresponsável: “Não há argumento médico ou científico para sustentar essa política discriminatória”.

À luz dos dados médicos irrefutáveis, a exigência de Solmonese não é só negligente, mas incrivelmente perigosa. Infelizmente, seus colegas extremistas também fazem a mesma exigência.

Na África do Sul, militantes homossexuais fazem “manifestações de protesto” deliberadamente e secretamente violando a proibição dessa nação, tencionando inundar os bancos de sangue com 70.000 unidades. Quem é que sabe agora quanto sangue foi contaminado ou quantas pessoas inocentes foram infectadas? Isso não é forma de protestar. Isso é agir com violência.

Recentemente, a deputada estadual Sally Kern, de Oklahoma, foi cruelmente atacada e brutalmente difamada, até mesmo recebendo ameaças de morte, por dizer publicamente que “a agenda homossexual está destruindo a nação”. Ela foi ao ponto de dizer que, em sua opinião, as condutas homossexuais e o ativismo gay representam uma ameaça maior do que o terrorismo.

Pessoas inteligentes conseguem debater essa opinião, mas as ações dos ativistas gays da África do Sul dão um exemplo entre muitos que pareceriam ilustrar o que ela quis dizer. Deliberadamente e dissimuladamente desobedecer a legítimos regulamentos de saúde e segurança — com muita probabilidade contaminando o abastecimento de sangue e infectando incontável número de pessoas inocentes — parece bastante como terrorismo para mim.

Sally Kern não precisa se preocupar, pois sua declaração é bem confirmada, mas Joe Solmonese terá muita dificuldade para defender que não há perigo os homossexuais doarem sangue. Com seu erro estúpido, ele prejudicou seriamente sua própria credibilidade e provocou um tremendo atraso no movimento radical que ele lidera (o que em si é realmente algo muito bom).

É falta de consciência que ele queira colocar uma agenda política enganosa e perigosa acima da saúde e bem-estar de homens, mulheres e crianças. Os ativistas homossexuais que desonestamente clamam por “direitos iguais” deveriam colocar acima de suas próprias ambições egoístas os “direitos” dos outros que são saudáveis.

Não se deve ignorar — nem se deve eliminar — importantes regulamentos de saúde simplesmente para promover alguma noção torcida de “tolerância” e “diversidade” ou de modo que uma minoria pequena de pessoas possa se sentir melhor acerca das escolhas de estilo anormal de vida que fizeram.

Os usuários de drogas injetáveis também são proibidos de doar sangue, mas ninguém em sã consciência exigiria que os viciados tivessem permissão de doar. Não é por causa de quem eles são; é por causa do que eles fazem. Os estudos acima mencionados, e muitos outros como eles, provam que, como no caso do uso de drogas injetáveis, a sodomia anal homem com homem é uma conduta de risco extremamente elevado.

Como eu já disse muitas vezes, condutas anormais geram conseqüências naturais. Lamentavelmente, doenças infecciosas prejudiciais e muitas vezes mortais podem ser exatamente uma dessas conseqüências.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: CNSNews

26 de março de 2008

Encontro histórico de judeus e cristãos na sede da ONU

Encontro histórico de judeus e cristãos na sede da ONU

Líderes cristãos e judeus se reunirão na sede da ONU em 15 de maio para honrar o aniversário de 60 anos do moderno Estado de Israel

“Estamos nos reunindo no centro de influência mundial — judeus e cristãos, unidos em oração e solidariedade — para celebrar Israel”, disse Robert Stearns, diretor executivo dos Ministérios Asas Águias e co-patrocinador do evento.

O evento incluirá palestras principais de Asaf Shariv, cônsul-geral israelense em Nova Iorque; John Hagee, fundador de Christians United for Israel (Cristãos Unidos por Israel); e Shlomo Riskin, o rabino chefe de Efrat em Israel.

“Os cristãos evangélicos e o povo judeu estão juntos declarando um Deus de amor, não ódio — e pedindo paz, não violência”, disse Riskin.

A ser realizado no Salão dos Delegados da ONU, os organizadores do Banquete de Oração de Jerusalém deste ano o saudaram como uma rara chance para judeus e cristãos articularem seu apoio a Israel. Foi a Resolução 181 da Assembléia Geral da ONU que em 14 de maio de 1948 passou a propriedade da pátria judaica ao minúsculo remanescente de judeus, muitos dos quais sobreviventes da Alemanha nazista.

Líderes disseram que o local é também digno de atenção porque é o mesmo local que no ano passado esteve o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, que já pediu a destruição de Israel e nega a veracidade do Holocausto.

“Não sei de nenhum outro ponto na história”, disse Stearns, “em que judeus e cristãos tenham se unido na ONU desse jeito, para levantar a voz em oração e declaração em favor de Sião”.

Outros líderes cristãos marcados para comparecer incluem: Jay Sekulow, especialista em direito constitucional; Lou Engle, fundador de TheCall; o editor Stephen Strang; Fred Price, fundador do Centro Cristão Crenshaw; Larry Kreider, líder apostólico e fundador da Comunidade DOVE; Michael Little, presidente da Rede Difusora Cristã; e muitos mais.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: Charisma

25 de março de 2008

Em busca dos altares antigos: Rejeitando as raízes de Israel e acolhendo as raízes afros

Em busca dos altares antigos: Rejeitando as raízes de Israel e acolhendo as raízes afros

O significado espiritual da visita da Secretária de Estado Condoleezza Rice a Bahia

Julio Severo

Um secretário de Estado dos Estados Unidos ocupa uma posição privilegiada que lhe permite tomar decisões importantes nas questões de política externa. Por exemplo, se ele decide que Israel deve entregar suas terras aos árabes palestinos, essa determinação deve ser cumprida, com muita pressão sobre Israel para que obedeça aos caprichos americanos.

Quem ocupa essa posição hoje é Condoleezza Rice, filha de pastor presbiteriano. Apesar de ter vivido num ambiente evangélico, com muitas pregações, suas atitudes na política externa americana com relação a Israel não refletem nem respeitam as fronteiras estabelecidas por Deus para a Terra Prometida que Deus garantiu aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó.

De acordo com a política de Rice, pode-se dividir Israel e Jerusalém com os árabes palestinos, violando gravemente as raízes e alianças antigas do povo judeu com Deus, porém ela não demonstrou a mesma atitude de violar as raízes e alianças antigas da África. Pelo menos, é o que se viu em sua recente visita a Bahia, Brasil, de 13 a 14 de março de 2008.

Em todos os lugares aonde chega, Rice é recebida com muitos protestos. Contudo, a visita dela à Bahia foi estranhamente tranqüila. Não havia protestos antiamericanos. Aliás, os esquerdistas que estavam com ela — Marta Suplicy e Jaques Wagner, ambos do PT — foram extremamente amáveis. É de admirar (a menos que haja fortes interesses envolvidos) como eles conseguiram conter seus habituais sentimentos antiamericanas.

A feminista pró-aborto Suplicy, que é a Ministra do Turismo, fez pós-graduação na Universidade de Harvard, a mais famosa universidade “capitalista” do mundo. Ela é pioneira em projeto de lei de “casamento” homossexual no Brasil. Wagner é o governador da Bahia. Os fortes interesses deles eram atrair e aumentar o número de turistas negros americanos para conhecer raízes afros na Bahia, que é o estado brasileiro que mais preservou o sincretismo com as religiões africanas. E da Bahia os deuses dessas religiões se expandiram para o restante do Brasil, atingindo negros e brancos.

Eu poderia dizer, pela experiência de milhões de pessoas na África e no Brasil, que as religiões ocultistas de origem africana trazem miséria espiritual e material, porém não preciso usar a experiência dos outros. Dentro da liberdade de testemunhar o Evangelho, posso dizer que as religiões afros trazem destruição, pois minha mãe seguia essas religiões e chegou a trabalhar como ajudante de uma mãe-de-santo negra. Por experiência sabíamos o que era derrota em todos os sentidos, porém Jesus a libertou numa igreja batista renovada, e seus filhos puderam ter a oportunidade de se libertar das correntes da bruxaria afro-brasileira.

Por isso, como alguém que conheceu por dentro as raízes espirituais afros, vivendo num lar consagrado a orixás, posso alertar que é um perigo mortal tentar uma aproximação a qualquer ponto de contato com os orixás.

O primeiro ponto de contato de Condoleezza ocorreu em sua chegada à Bahia, onde uma baiana a presenteou com fitinhas religiosas de várias cores. A baiana disse: “Ela gostou, escolheu uma fitinha vermelha e fez questão de fazer os pedidos, seguindo a tradição da cultura da Bahia”. A fitinha vermelha foi amarrada no pulso esquerdo de Rice. No candomblé, o vermelho faz referência a Iansã, poderoso orixá (demônio) das tempestades.

Rice veio discutir principalmente o programa de incentivo ao turismo étnico-afro, que vem sendo elaborado desde o ano passado pelo ministério de Marta Suplicy e o governo da Bahia. Jaques Wagner, o governador da Bahia, declarou: “Nosso objetivo mesmo foi contar com o apoio da secretária, até por ela ser negra, aos nossos projetos de turismo, ampliando o fluxo de visitantes negros americanos para nosso estado, já que eles têm interesse pelas raízes culturais de matriz africana”. Os projetos, que já receberam investimentos de R$ 1,3 milhão, são inspirados pelo crescente interesse dos afro-descendentes americanos em conhecer lugares no mundo com fortes raízes africanas. A Bahia é o lugar certo, pois sua capital, Salvador, não só tem muitas de suas ruas com nomes de orixás da África, mas 82% dos 2,9 milhões de seus habitantes são negros. Salvador é considerada a maior cidade negra fora da África.

Quem, porém, captou melhor a importância da vinda de Rice foi o Ministro da Cultura Gilberto Gil, que declarou: “A vinda de Condoleezza Rice à Bahia foi antes de tudo a visita de uma afro-descendente a um berço importante da Diáspora Negra, uma visita pessoal, que vai além de sua missão enquanto secretária de estado americana”. Ele acompanhou Rice em sua estadia toda na Bahia.

Num país em que religiões como candomblé são consideradas cultura dos afro-descendentes, nada mais natural do que Gilberto Gil ser Ministro da Cultura. Quando a revista Almanaque Brasil lhe perguntou o que é ser ministro, Gil respondeu: “Ser ministro já sei o que é… Eu já era ministro do [orixá] Xangô lá no terreiro do Afonjá, na Bahia”. Embora tenha o maior respeito pelos orixás, sobre Deus Gil declara: “Deus é uma criação do homem. É o criador criado pelo homem”.

Gil é também um militante esquerdista radical. Durante o governo militar anticomunista no Brasil, ele foi exilado, passando seus dias viajando pela Europa e EUA, “sofrendo” muito conforto financeiro. Na mesma época, cristãos perseguidos pela ideologia esquerdista eram “exilados” na Sibéria ou outras prisões e campos de concentração, onde viviam anos de torturas e horrores — quando tinham a “sorte” de não serem imediatamente fuzilados. Nenhum deles “sofria” confortos financeiros nem sonhava em ter o privilégio de serem deportados e exilados em Londres ou Paris, cidades ricas que Gil suportou com muito sacríficio viver.

Por isso, sendo esquerdista, é estranho que ele tenha acolhido tão bem Rice, que está estreitamente ligada a Bush. Aliás, num show de Gil em 2004, um telão atrás dele mostrava o terrorista comunista Che Guevara fumando charuto e George Bush com uma corda de forca no pescoço e a seguinte frase: “Morra, Bush, morra!” Mais tarde, Gil alegou que não tinha nada a ver com a cena de seu show pedindo a morte de Bush.

Contudo, ele pôde deixar momentaneamente de lado suas posições antiamericanas a fim de que a espiritualidade da Bahia possa se expandir para a América do Norte. Essa chance veio com o interesse oficial de Rice em facilitar que os negros americanos venham a conhecer na Bahia as “raízes” afros. Qual é a lacuna que existe entre negros americanos e negros brasileiros para que se invista tanto para que um busque sentido no outro?

Em entrevista ao jornal esquerdista Folha de S. Paulo, o antropólogo Antonio Risério se queixa do “assassinato espiritual dos africanos nos EUA”. Ele declarou: “Se tivesse acontecido no Brasil e em Cuba o que aconteceu nos EUA, não teríamos hoje um só orixá em toda a vastidão territorial das Américas”.

A diferença fundamental entre negros do Brasil e dos EUA são os orixás.

O Brasil é abundante de seguidores (negros e brancos) de religiões sincréticas afro-brasileiras e seus deuses. Cuba tem a santeria, religião de Fidel Castro e Hugo Chavez, semelhante ao candomblé. Contudo, fenomenalmente, os descendentes de escravos negros nos EUA não têm nenhuma herança semelhante ao candomblé ou santeria.

Apesar dos muitos escravos negros no passado dos EUA, a “espiritualidade” deles vinda da África — juntamente com todos os seus orixás, deuses e demônios —, sucumbiu diante da cultura cristã dos americanos. Realidade oposta ocorreu no Brasil, onde a “espiritualidade” dos africanos se misturou à fraca e doente espiritualidade dos portugueses.

A fim de fortalecer essa “espiritualidade” entre os negros da Bahia, Gilberto Gil tem viajado até a África, fazendo contatos com grandes pais-de-santo. Ninguém melhor do que ele para ajudar Rice e muitos outros negros americanos a encontrar certas “raízes”. E nenhum lugar melhor para mostra essas raízes do que a Bahia.

Entretanto, se nem Rice, que é filha de pastor, conseguiu ver o perigo de seus contatos com orixás, como multidões de turistas negros americanos poderão ver? Provavelmente, muitos acharão que é mitologia, ou realmente “cultura”, e só tarde demais descobrirão que tocaram forças muito mais poderosas e malignas. O livro The Twilight Labyrinth: Why does spiritual darkness linger where it does?, escrito por George Otis (Chosen Books: Grand Rapids, Michigan, 1997), mostra como objetos, práticas e costumes de bruxaria podem trazer forças de destruição para indivíduos, famílias e sociedades inteiras.

Não é preciso conhecer o contato de Rice com Iansã para saber que algo está errado na vida cristã dela. A política dela com relação a Israel expõe as graves deficiências de seu próprio Cristianismo.

Ronald Reagan, como cristão e como presidente dos EUA, sempre se opôs ao estabelecimento de um Estado “palestino” dentro das terras de Israel, e jamais aceitou que Jerusalém fosse divida com os árabes palestinos. No entanto, Rice tem opiniões diferentes e opostas nessas duas questões, e essas opiniões estão determinando e forçando Israel a fazer concessões contra seu direito divinamente legítimo de ocupar as terras que seus inimigos mortais reivindicam com todas as forças do inferno.

Outros evangélicos negros americanos têm assumido posturas muito mais radicais contra Israel, como a igreja negra evangélica do candidato presidencial Barack Obama, que apóia um documento terrorista que não reconhece o direito de Israel existir e favorece grupos terroristas anti-Israel. Mas a mídia liberal americana não critica os negros radicais, mesmo quando é necessário, pois a ideologia anti-preconceito transforma as minorias em castas intocáveis. Se um homem branco dissesse apenas metade das asneiras deles, seria imediatamente tachado de nazista. Mas a tendência do multiculturalismo impede que o mesmo padrão seja aplicado às minorias, tornando-as impunes — mediante uma imunidade politicamente correta — em seu próprio radicalismo racial.

A maior tragédia não é quando os satanistas fazem a vontade de Satanás, mas quando indivíduos de origem cristã fazem tal vontade. É natural que satanistas, muçulmanos e até ateus queiram dividir a Terra Prometida entre judeus e árabes palestinos. Mas é natural cristãos terem esses mesmos sentimentos?

É principalmente estranho que a filha de um pastor tenha esse tipo de postura. Aliás, Rice também se considera às vezes levemente pró-aborto — como se fosse também possível, por exemplo, alguém às vezes ser levemente satanista ou assassino.

Quando um cristão anda errado, a única saída é ele se abrir para ser tocado pelo Espírito Santo. Depois de anos de políticas desfavoráveis a Israel durante sua administração, é de duvidar que Rice esteja conseguindo se abrir para Deus. Essa lacuna espiritual está dando abertura para influências espirituais que querem ainda mais afetar Rice e, conseqüentemente, a política externa americana — principalmente com relação a Israel.

Na Bahia, Rice visitou um terreiro de candomblé, considerado patrimônio cultural nacional. Isto é, ela entrou num lugar consagrado para a adoração e manifestação de orixás. Ela também tocou pandeiro com Gilberto Gil. Não se sabe o que foi que Gil tocou, mas o que é conhecido é que ele é compositor de músicas afro-brasileiras. Ele é autor das músicas Iemanjá e Iansã, em homenagem a dois poderosos orixás da “cultura” afro-brasileira.

Por coincidência, além da fitinha de Iansã, que recebeu na chegada à Bahia, antes de sair do Brasil a Secretária de Estado Condoleezza Rice ganhou uma estátua de Iansã. Essa entidade — muito venerada no candomblé e considerada deusa na “cultura” africana Yoruba — é a Senhora dos ventos, raios e tempestades. A política de Rice com relação a Israel anda tumultuada. Agora, para transformá-la em tempestade, só falta um toque Iansã.

O exemplo de Rice revela o que poderá acontecer com os negros americanos, que vierem para a Bahia em busca de suas raízes. Virão carregados de dinheiro e curiosidade e voltarão sobrecarregados da “cultura” de Iansã e outros orixás, levando para casa as mesmas entidades responsáveis por muitas das misérias e pobreza que Rice deve ter visto na Bahia.

O PT, o partido socialista que domina hoje o Brasil, prega muito o Estado laico e até violenta valores cristãos em sua promoção do aborto e homossexualismo — tudo em nome do Estado laico. Nada disso, porém, impediu os petistas Marta Suplicy, Gilberto Gil e Jaques Wagner de ajudarem os orixás no estabelecimento de uma ponte entre os negros americanos e raízes espirituais afros na Bahia.

Aliás, embora seja antiamericano, o PT vem importando e amplificando no Brasil a ideologia das minorias dos EUA. O governo socialista brasileiro implementa o programa federal “Brasil Sem Homofobia”, cujo objetivo é eliminar toda oposição ao homossexualismo na sociedade brasileira. O governo Lula vem também implementando cotas raciais para negros e até tem uma Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, cuja recente secretária, a negra Matilde Ribeiro, declarou: “Eu acho natural a discriminação dos negros contra os brancos”. Ela jamais foi repreendida por tal declaração racista, mas meses depois caiu por causa de corrupção financeira.

No Brasil, os cristãos já estão enfrentando perseguição por causa do favorecimento estatal à “cultura” negra. Livros cristãos que revelam as feitiçarias e sacrifícios de animais (e às vezes até de seres humanos) são proibidos, condenados como literatura racista. Há exemplos reais de importantes livros que foram retirados do mercado por denunciarem a feitiçaria das religiões afros no Brasil.

O esquerdismo dos EUA trouxe ao Brasil a ideologia da igualdade racial, que tem protegido a bruxaria africana como cultura. Qualquer crítica a essa “cultura” é considerada crime de racismo. Em sua visita ao Brasil, Rice também assinou acordos para fortalecer o combate à discriminação contra os negros — significando mais proteção à “cultura” deles. Agora, em troca, o esquerdismo do Brasil vai introduzir essa “cultura” nos negros (e brancos) dos EUA.

De acordo com a Bíblia, Rice se envolveu com demônios na Bahia. De acordo com as autoridades socialistas do Brasil, ela teve simplesmente um envolvimento “cultural”. Mas percebendo ou não, ela colaborou para que os deuses da Bahia se expandam para fora do Brasil.

Mesmo não conhecendo Cristo profundamente, algumas importantes autoridades americanas do passado tinham muito mais bom senso do que Rice. Depois de vencer o Japão na 2ª Guerra Mundial, o General Douglas MacArthur desafiou os missionários evangélicos nos EUA a aproveitarem a oportunidade para evangelizar o Japão. Ele estava tentando construir uma ponte de transformação espiritual entre os EUA e Japão.

A atitude de Secretária de Estado Condoleezza Rice de incentivar os negros americanos a encontrarem suas raízes espirituais na Bahia está construindo uma ponte espiritual. Do ponto de vista da ideologia da diversidade e multiculturalismo, as ações espirituais de MacArthur e Rice têm o mesmo valor. Mas na balança da Palavra de Deus, só alianças e raízes com Cristo trazem vida, não destruição.

Um cristão verdadeiro, sendo ou não Secretário de Estado dos Estados Unidos, não ajuda os orixás a destruir as pessoas, mas ajuda as pessoas a se libertarem dos orixás. Foi assim que, com a ajuda de cristãos que testemunham o verdadeiro Evangelho, minha mãe conheceu Jesus, foi liberta dos orixás e se tornou uma nova criatura. Dou graças a Deus porque na vida dela o poder do Espírito Santo prevaleceu sobre os orixás. Se não fosse o poder do Evangelho, eu mesmo hoje poderia ser um dos milhões de escravos dessa herança espiritual da África.

Fonte: www.juliosevero.com

Para ler a versão em inglês, clique: In search of the ancient altars: Rejecting the Israel roots and welcoming the Afro roots

24 de março de 2008

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Julio Severo

Josué Bueno, sua esposa e seus 9 filhos recebem ordens de se submeterem a tratamento psicológico sob assistentes sociais. Pelo fato de darem aulas escolares em casa, as autoridades ameaçam lhes tomar os filhos. Eles fogem para o Paraguai, onde o governo brasileiro envia um oficial de justiça para adverti-los a voltar para o Brasil e matricular os filhos na escola.

Cleber Andrade Nunes e sua esposa Bernadeth tiraram seus dois filhos adolescentes de uma escola pública para lhes dar aulas escolares em casa. Espantosamente, os rapazes ultrapassaram meninos de sua idade e foram aprovados para uma faculdade de direito com notas elevadas. Apesar disso, seus pais receberam a ameaça oficial: sem uma matrícula na escola, eles serão presos e perderão a guarda de seus filhos.

Ensinar os filhos em casa sempre foi um direito no Brasil, pois as constituições passadas do Brasil o garantiam. Por exemplo, a Constituição de 1946 (Artigo 166) diz: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana”. Nenhum pai ou mãe era ameaçado, multado ou preso por ensinar os filhos em casa.

Contudo, legisladores socialistas insistiam em que era necessária uma nova constituição. Sob a inspiração e esforços deles, nasceu a atual Constituição Federal de 1988, que diz:

“Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”. (Art. 208, parágrafo 3º)

Em 2001, Carlos Vilhena e sua esposa Márcia tentaram desafiar a lei que obriga a freqüência à escola lutando nos tribunais. O Sr. Vilhena era um famoso jurista que queria garantir, para si e para outras famílias, o direito de educar em casa. No entanto, o Ministro da Educação, um comunista, ordenou que seu ministério rejeitasse o pedido de Vilhena. O caso Vilhena, que recebeu cobertura nacional e internacional positiva, acabou terminando no Superior Tribunal de Justiça, onde Carlos e Márcia perderam e onde os juízes declararam: “Os filhos não são dos pais”. Não lhes sobrando escolha, os filhos dos Vilhenas foram matriculados numa escola.

A decisão contra a família Vilhena se tornou um precedente perigoso, prejudicando iniciativas legais adicionais para legalizar a educação escolar em casa de novo no Brasil.

Mesmo assim, muitas famílias brasileiras continuam dando aulas escolares em casa e entrando no movimento.

Josué Bueno, ex-pastor batista, ficou conhecendo a educação escolar em casa (ou homeschooling) em seus anos de juventude nos Estados Unidos. Retornando ao Brasil, ele estudou num seminário batista, se tornou pastor e, logo que se casou, buscou viver uma vida de família centrada na Bíblia, onde a educação em casa era fundamental.

Nos EUA, Bueno havia visto famílias livremente educando seus filhos. Assim, ele deu a mesma oportunidade a seus filhos, que nunca foram para a escola desde seu nascimento. Mas sua tentativa de viver a mesma liberdade e princípios cristãos lhe custou um preço elevado. Ele recorda: “Por causa de falsas acusações, que nunca foram provadas, promotores nos ordenaram enviar nossos filhos para a escola. Eles também discordaram de nosso modo de disciplinar nossos filhos”.

As acusações foram feitas em 2005 ao Conselho Tutelar, que é responsável pela implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles receberam intimação para comparecer diante de juízes e outras autoridades, por causa da educação escolar em cada e da disciplina física. Então o Sr. Bueno e sua família toda receberam ordens de se submeterem a tratamento psicológico e matricular os filhos numa escola. Depois de algum tempo em tal tratamento, sob grande pressão (principalmente sua esposa grávida) e não vendo nenhuma escapatória, eles fugiram para o Paraguai — exclusivamente para dar a seus filhos uma criação cristã.

O Sr. Bueno diz: “Fala-se muito em respeitar a diversidade, mas nossa maneira diferente de ser não foi respeitada. Tenho certeza que se meus filhos homens fossem homossexuais e minhas filhas lésbicas eles teriam a proteção do Estado de forma esmagadora.”.

Foi um grande sofrimento deixar o Brasil, mas sofrimentos maiores os forçaram a tal dura escolha. No entanto, o sofrimento deles não terminou. O governo brasileiro os descobriu e enviou um oficial de justiça para lhes dar uma intimação para voltarem ao Brasil, continuar o tratamento psicológico estatal e matricular os filhos numa escola.

Diferente da família Bueno, Cleber e Bernadeth Nunes não haviam educado seus filhos desde seu nascimento. Ele havia conhecido a educação escolar em casa em sua visita aos Estados Unidos. Depois de muita oração e consideração, houve a decisão e hoje ele diz: “Dois anos atrás minha esposa e eu decidimos tirar nossos dois filhos da escola pública e assumir a responsabilidade pela educação deles. Eu administrava um pequeno negócio e na época tive de reduzi-lo porque ambos de nós educamos em casa”. Seu motivo, conforme ele revelou numa entrevista a BandNews, é porque “não concordamos com o sistema educacional”.

O programa da BandNews, que foi transmitido em 28 de fevereiro de 2008, comentou que Bernardeth deixou seu curso universitário de arquitetura para se dedicar à educação de seus filhos. Quando a jornalista Adriana Spinelli entrevistou os rapazes, Davi respondeu: “Gostamos muito desse método porque somos livres para estudar o que queremos”.

Em sua jornada de educação em casa, o primeiro esforço da família Nunes foi “descolarizar” seus filhos, isto é, eliminar deles as influências negativas da educação pública.

Depois de apenas dois anos, os resultados foram dignos. Sob a acusação de negligência educacional pelo Conselho Tutelar, o Sr. Nunes tentou provar que não havia nenhuma negligência. Por isso, os rapazes fizeram testes de avaliação para entrar numa faculdade de direito. Davi, 14, foi aprovado em quinto lugar. Seu irmão Jonatas, 13, ficou no 13º lugar. A posição deles era excelente, mas o Conselho Tutelar, que vinha perseguindo-os desde 2007, não se mostrou comovido.

Apesar das excelentes notas de seus filhos, a família Nunes está sob a ameaça oficial de perder a guarda de seus filhos e irem para cadeia. Eles têm uma menina de 9 meses chamada Ana. Dois amáveis advogados voluntários estão lutando para defender a família Nunes contra o poder estatal oposto à educação em casa.

O problema deles começou quando alguém os denunciou ao Conselho Tutelar. Como todas as famílias no Brasil que educam em casa, as famílias Nunes e Bueno davam educação escolar em casa às escondidas. Quando oculta de forma adequada, não há perigos, mas muitas vezes um parente, um vizinho ou um indivíduo desconhecido intervém para delatar ao Conselho Tutelar, que tem lidado com todos os casos de educação em casa no Brasil.

Esse Conselho foi criado para implementar na sociedade brasileira o Estatuto da Criança e do Adolescente, que por sua vez foi criado para atender às demandas da Convenção dos Direitos da Criança da ONU. Como signatário desse documento da ONU, o governo brasileiro foi obrigado a refleti-lo nas leis nacionais. Nenhum líder cristão no Brasil conseguiu ver seus perigos, mas hoje os pais cristãos e envolvidos na educação em casa estão sofrendo suas conseqüências.

Um pastor evangélico me disse que ao disciplinar seu menino de 10 anos, o garoto ameaçou denunciar a ele e sua esposa ao Conselho Tutelar. Quando perguntado onde ele havia aprendido isso, o menino respondeu, “na escola”.

Mais e mais pais evangélicos e católicos no Brasil me contam a mesma história triste. Outras experiências semelhantes mostram que as famílias evangélicas estão sendo muito atingidas pela legislação da ONU imposta no Brasil.

O Conselho Tutelar e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que alegam defender as crianças e seu bem-estar, são conhecidos por sua omissão nos debates sobre a questão do aborto e por não protegerem as crianças em risco de serem adotadas por homossexuais. Mas não mostram omissão alguma no caso de famílias que educam em casa.

A família Bueno poderá ser deportada para o Brasil e, quanto à família Nunes, Cleber diz: “Fomos condenados a pagar uma multa de 12 salários mínimos e a matricular os meninos na escola imediatamente. Ameaçaram que perderíamos a guarda de nossos filhos. Podem até nos mandar para a cadeia se continuarmos a desobedecer”.

A família Nunes, que está lutando contra um radical sistema anti-escolha, poderia considerar fugir para o Paraguai. Contudo, mesmo no Paraguai, a família Bueno não está livre dos tentáculos do Conselho Tutelar.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

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23 de março de 2008

As destrutivas políticas anti-DDT do Ocidente

As destrutivas políticas anti-DDT do Ocidente

Walter Williams

Desde que Rachel Carson publicou em 1962 seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa), os ambientalistas extremistas têm procurado proibir a utilização do DDT. Usando estudos fraudulentos do Fundo de Defesa Ambiental e do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, a Agência de Proteção Ambiental (APA), sob controle dos ativistas ambientais, proibiu o DDT em 1972. Os extremistas convenceram a nação de que o DDT não só era perigoso para os seres humanos, mas também perigoso para os pássaros e outras criaturas. Desde então, os argumentos deles têm sido cientificamente refutados.

O DDT salvava não somente as colheitas, as florestas e o gado, mas também os seres humanos. Em 1970, a Academia Nacional de Ciências dos EUA avaliou que o DDT salvou mais de quinhentos milhões de pessoas durante o período em que foi amplamente utilizado. Uma comissão de avaliação científica da APA mostrou que o DDT não é prejudicial ao meio ambiente e revelou que o DDT é uma substância benéfica que “não deveria ser proibida”. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a malaria contagia trezentos milhões de pessoas no mundo inteiro. Aproximadamente um milhão de pessoas morre de malaria anualmente. A maioria das vítimas está na África, e a maioria são crianças.

No Sri Lanka, em 1948 ocorreram quase três milhões de casos de malaria e sete mil e trezentas mortes. Com a utilização extensiva do DDT, os casos de malaria caíram para 17, sem nenhuma incidência de morte, em 1963. Depois que a utilização do DDT foi suspensa, os casos de malaria no Sri Lanka subiram para dois milhões e meio nos anos de 1968 e 1969, e até hoje essa doença continua matando nesse país. Mais de cem mil pessoas morreram durante epidemias de malaria na Suazilândia e Madagascar em meados de 1980, depois da suspensão dos programas de dedetização doméstica. Depois que a África do Sul parou de usar DDT em 1996, o número de casos de malaria na província de KwaZulu-Natal subiu como foguete, de oito mil para quarenta e dois mil. No ano 2000, houve um aumento aproximado de 400 por cento nas mortes de malaria. Agora que o DDT está sendo utilizado de novo, o número de mortes de malaria na região caiu de quase 2000 para nenhuma no último registro oficial de fevereiro de 2003.

Na América do Sul, onde a malaria é endêmica, os índices de malaria elevaram-se em países em que a dedetização doméstica foi suspensa após 1993 — Guiana, Bolívia, Paraguai, Peru, Brasil, Colômbia e Venezuela. No Equador, aumentou-se a dedetização depois de 1993, e o índice de infecção da malaria foi reduzido em 60 por cento. Num estudo de 2001 intitulado “A Malaria e a História do DDT”, publicado pelo Instituto de Assuntos Econômicos com sede em Londres, Richard Tren e Roger Bate dizem: “A malaria é uma tragédia humana”. Eles também afirmam: “Mais de um milhão de pessoas, principalmente crianças, morrem da doença anualmente, e mais de trezentos milhões ficam doentes”.

O fato de que o DDT salva vidas podia ser, em parte, a explicação do motivo da hostilidade que existe contra esse produto. Alexander King, fundador do Clube Maltusiano[1] de Roma, escreveu num documento biográfico de 1990: “Minhas próprias dúvidas vieram na época do surgimento do DDT. Na Guiana, dentro de dois anos depois de sua utilização, o DDT tinha quase eliminado a malaria. Então minha principal briga com o DDT, em retrospecto, é que esse produto ajudou em muito a aumentar o problema populacional”. Conforme informações registradas, o Dr. Charles Wurster, um dos principais oponentes do DDT, disse: “As pessoas são a causa de todos os problemas. Há muitas pessoas. Precisamos nos livrar de algumas, e isso [referindo-se às mortes de malaria] é um bom meio”.

A dedetização doméstica com quantidades pequenas de DDT custa apenas 1 dólar e 44 centavos por ano; os meios alternativos são de cinco a dez vezes mais caros, tornando-os fora das possibilidades nos países pobres. Os próprios países ricos que utilizavam o DDT ameaçam represálias contra os países pobres que tentarem utilizá-lo.

Ficamos realmente perplexos então com a posição dos grupos religiosos, dos comitês de defesa dos negros no Congresso, das ONGs, dos políticos e outros que alegam estar preocupados com a situação dos pobres ao redor do mundo enquanto ao mesmo tempo aceitam ou promovem proibições contra o DDT e o sofrimento e mortes desnecessários que seguem o rastro dessas proibições. A malaria transmitida por mosquito não só tem conseqüências devastadoras para o sistema de saúde, mas também sufoca o crescimento econômico.



Dr. Walter E. Williams é professor de economia na Universidade George Mason em Fairfax, Va, EUA. Traduzido e adaptado, com a devida permissão, por Julio Severo: juliosevero@hotmail.com

www.juliosevero.com

Fonte: WND



[1] Maltusiano se refere a Malthus, que acreditava na necessidade da adoção de meios para reduzir a população (N.T.).

22 de março de 2008

Células-tronco: porta aberta para a aprovação do aborto

Células-tronco: porta aberta para a aprovação do aborto

Geremias do Couto

Poucos em nosso arraial conseguem vislumbrar que, por trás da liberação das pesquisas com células-tronco, as portas ficarão escancaradas para a aprovação do aborto. Caso o Supremo Tribunal Federal decida favoravelmente, quando voltar a se reunir para deliberar sobre a inconstitucionalidade da lei de biossegurança, não haverá mais nenhum empecilho constitucional para impedir que o aborto se torne uma prática de pleno direito em nosso país. Tudo já está orquestrado.

Como a Constituição assegura o direito à vida, a possibilidade do apoio ao aborto legal fica implícito no argumento que o ministro Carlos Ayres Brito, relator do processo, empregou para defini-la. Ele pressupôs que a Constituição não é precisa sobre a vida na fase embrionária e arrematou: “Vida humana, com personalidade jurídica, é fenômeno que ocorre entre o nascimento e a morte”. A prevalecer a sua tese, encerra-se toda a discussão sobre quando a vida começa e fica firmada a jurisprudência: vida, só com personalidade jurídica, ou seja, apenas após a criança nascida, mesmo que esta já esteja plenamente formada no ventre materno. É ou não é a porta escancarada para a aprovação do aborto?

Por outro lado, para abrir caminho à liberação das pesquisas com células-tronco, apela-se para o emocional, reunindo-se deficientes físicos na porta do STF, como se já houvesse certeza de que elas resolverão as anomalias congênitas ou qualquer outra que apareça durante a vida. Alimentam-se também sofismas como se fossem verdades incontestáveis para provar que qualquer um que se levante contra a liberação das pesquisas com células-tronco está impedindo o progresso da ciência ou se escudando em argumentos religiosos para impedir que doentes sejam tratados com as supostas descobertas que as pesquisas trarão para a humanidade. Somos retrógados. Intolerantes. Fanáticos.

É o que se depreende da entrevista que a bióloga Mayana Zatz concedeu semana passada à revista Veja, com a intenção de defender as pesquisas com células-tronco embrionárias. Ela simplesmente lançou mão de argumentos que, à primeira vista, parecem irrefutáveis, mas não resistem a uma simples análise lógica, para ficar apenas por aí.

Diz ela, entre outras coisas, que “os cientistas brasileiros só querem fazer pesquisa com os embriões congelados que permanecem nas clínicas de fertilização”, os quais ficarão ali até ser descartados, pois “não existe nenhuma possibilidade de vida para eles”. Absurda inverdade, que, de tanto ser repetida, acaba sendo aceita como fato. Ora, há diversos casos de embriões congelados que, depois, foram implantados em algum útero “generoso” e se tornaram bebês perfeitamente saudáveis. Se não há possibilidade de vida, como afirmou a bióloga, como então se explica isso?

O que dizer de Vinícius, um pequeno brasileiro sadio que permaneceu congelado por oito anos até ser implantado no útero da mãe? E de Laina Beasley, nos EUA, que passou 13 anos como embrião “descartável” e hoje alegra a sua família? Há, inclusive, uma entidade nos Estados Unidos (http://www.embryoadoption.org/) cuja especialidade é atuar na “doação” e “adoção” de embriões congelados que têm, sim, chances de nascer em perfeitas condições de saúde. Não, não é verdade, doutora Mayana, que os embriões congelados não têm nenhuma possibilidade de vida. A senhora cometeu um grave erro de informação!

A doutora Mayana Zatz repete também o surrado argumento de que não há “consenso sobre quando começa a vida”, numa referência aparentemente correta, pois os especialistas divergem entre si quanto a esse ponto. Para ficar apenas com duas diferentes opiniões, ela, por exemplo, pressupõe que a vida começaria quando o sistema nervoso já estivesse formado, enquanto outros concordam que esse começo ocorreria apenas a partir do momento em que o córtex cerebral estivesse em condições de cumprir o seu papel. Mas a verdade é que se o mundo existir daqui a um milhão de anos eles não terão chegado a nenhum acordo pela simples e única razão de que a vida uterina até o nascimento é um processo que se inicia, para dizer o óbvio, quando o óvulo é fecundado e só se completa quando o feto está pronto para nascer.

A partir do momento em que os 23 cromossomos masculinos se juntam aos 23 femininos aí se dá o start. Essas “divergências” são apenas sofismas para tentar encobrir um fato: a vida se inicia na concepção, da mesma forma como um processo começa exatamente quando ele começa. Não começa nem no meio, nem no fim. Ou faria sentido afirmar que a partida de futebol só tem início no momento do gol? Será que perdemos o senso de lógica? Pois é o que eles nos querem empurrar goela abaixo quando dizem que não há consenso sobre quando a vida começa. Querem com isso pressupor que o jogo jogado antes do gol não é jogo, embora o juiz tenha apitado o início da partida e as regras digam que o jogo tem início nesse momento.

Outra pressuposição equivocada da bióloga é quando ela diz que não se podem confundir células-tronco embrionárias com aborto, que, praticado, ocorre quando “há uma vida dentro de uma mulher”, diferente do que acontece com aquelas, que são retiradas de embriões gerados pela fertilização in vitro através da reprodução assistida. Segundo essa lógica, se não houve fertilização natural, não haveria nenhum problema ético no emprego dos embriões gerados artificialmente. A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, em entrevista concedida à mesma revista esta semana, segue o mesmo raciocínio, tendo inclusive declarado o seu voto favorável às pesquisas, quando a sessão foi suspensa semana passada com o pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. Segundo ela, “o nascituro, a criança que aguarda o nascimento no ventre da mãe, tem algumas expectativas de direito” e cita a herança como exemplo, para, logo a seguir, acrescentar: “Ora, o embrião criado in vitro não é nascituro, pois não foi implantado no útero da mãe, nem pessoa, no sentido técnico”. Entenda-se pessoa, no sentido técnico, a criança já nascida, com personalidade jurídica, como vimos acima.

O sofisma aí é que só teriam então algum direito – não todos – os embriões gerados no útero, na condição de nascituros. Mas que diferença têm esses embriões daqueles que são gerados in vitro? Para começar, eles são iguais em tudo, pois vêm da mesma matéria prima: a junção do espermatozóide com o óvulo. Eles cumprem, também, no útero, as mesmas etapas que cumprem os embriões gerados artificialmente. Com a fecundação, transformam-se em zigotos para logo depois virarem blastocistos, circunstância em que os embriões são já reconhecíveis num prazo máximo de 10 dias! Ou seja, nenhuma diferença! A única distinção é que aqueles se desenvolvem naturalmente e estes artificialmente em razão de o especialista repetir in vitro os mesmos processos que ocorrem na procriação natural. Só por isso os embriões gerados no útero – por terem algum direito, segundo a perspectiva da ministra – seriam cidadãos de primeira classe, com alguma perspectiva de proteção, enquanto os artificiais – pobrezinhos! – estariam fadados ao lixo, como estão, caso ninguém se compadeça deles para adotá-los! Ou seja, fora do útero podem ser dilacerados, rasgados, dissecados para pesquisa, dentro do útero não! Mas será verdade isso? Veremos.

Concluo – por já ter-me alongado bastante para um blog – desmascarando a falácia de que as pesquisas com células-tronco embrionárias garantem a descoberta de tratamentos para muitas doenças hoje incuráveis. Não há até agora nenhuma publicação científica que diga ter encontrado o rastro que leva ao ouro! A própria doutora Mayana admite em sua entrevista que não há, ainda, como controlar essas células. Veja o que ela diz ipsis literis: “eu injeto células-tronco para regenerar o músculo de alguém, mas essas células resolvem que vão virar osso. Se isso acontecer, não tenho mais como controlar o processo”. Esse é o fato. O resto é hipótese. Mas concedendo à ciência o direito que ela tem de avançar em suas pesquisas, não é por falta de células-tronco que os cientistas ficarão a ver navios, caso o Supremo Tribunal Federal acate a inconstitucionalidade da lei que permite o uso de células-tronco embrionárias, tese, infelizmente, pouco provável. As células-tronco adultas estão disponíveis e cumprem o mesmo papel como material de pesquisa, caso o propósito seja exatamente esse.

Mas não é por aí que a história caminha. A liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias é apenas uma porta de passagem para a aprovação do aborto, pois o nascituro (já vimos há pouco), dispõe apenas de “algumas expectativas de direito” – não todas – e uma pessoa só é considerada vida humana, como interpretou o ministro Carlos Ayres Brito, após o nascimento. Em outras palavras, embriões artificiais e embriões naturais estão na mesma condição: os primeiros poderão ser dissecados em pesquisas, os segundos poderão não muito depois ser legalmente abortados.

Que triste fim!

Fonte: Blog Geremias do Couto

Divulgação: www.juliosevero.com