27 de setembro de 2008

Obama: Lúcifer é da minha turma

Obama: Lúcifer é da minha turma

Ann Coulter

É mais uma temporada de eleições nos EUA, e isso significa que é hora de os democratas recomeçarem a fazer declarações bárbaras sobre a Bíblia Sagrada, fazendo assim parecer que eles acreditam em Deus.

Em 2000, Al Gore inverteu uma parábola cristã, quase que transformando-a numa parábola satânica. Defendendo suas idéias doidas sobre a Terra, durante um dos debates ele afirmou: “Segundo a tradição da minha fé, está escrito no Evangelho de Mateus, ‘Onde colocas o teu coração, lá se encontra o teu tesouro’. É por isso que devemos valorizar o meio ambiente”.

Primeiro, só para começar, pessoas que afirmam “tradição da minha fé” são balões vazios, apenas meio crentes, apenas meio cristãos.

Segundo, Jesus estava demonstrando quase que o diametralmente oposto, ao dizer: “Não acumuleis tesouros neste mundo, onde há traças, ferrugem e ladrões”, mas acumulem no Céu, porque, disse Jesus, “onde está o teu tesouro, lá também estará o teu coração”.

Na minha opinião, esse tipo de confusão é o que pode acontecer quando o seu “conselheiro teológico” é Naomi Wolf.

Depois, em 2004, Howard Dean, o candidato democrata a presidência e futuro defensor de banalidades, disse a um entrevistador que a sua parte preferida do Novo Testamento era o Livro de Jó. O repórter perdeu a oportunidade de perguntar se aquele livro seria o seu preferido nos “Três Testamentos”…

Agora, em 2008, os democratas atacam Sarah Palin por ser cristã, ao mesmo tempo em que comparam Obama a Jesus Cristo (E fazem isso com seriedade, não da forma sarcástica que nós fazemos).

Liberais indignados acusam Sarah Palin de pensar que foram os fundadores dos EUA que escreveram o Juramento de Lealdade aos EUA, o qual é “Olbermaníaco” no sentido de que: (a) “se verdadeiro” é banalidade, (b) é falso.

Essas “acusações” baseiam-se no fato de que Sarah Palin, quando candidata ao Governo do Estado do Alaska em 2006, respondeu a um questionário proposto aos candidatos assim: Pergunta — “Você se sentiria ofendida pela frase ‘debaixo da autoridade de Deus’ que consta no juramento de lealdade aos EUA?” Resposta — “De forma alguma! Se foi bom para os fundadores dos EUA, é bom para mim, e eu honrarei e lutarei na defesa do nosso juramento”.

Como qualquer um pode deduzir, Sarah Palin não estava “sugerindo” que os fundadores dos EUA escreveram o juramento de lealdade aos EUA. Ela disse que os fundadores acreditavam que os EUA eram um país debaixo da autoridade de Deus, o que evidentemente é o que nós também pensamos.

Para ajudar os telespectadores que crêem nas piadas que a mídia liberal faz das declarações dos políticos cristãos, o argumento principal da Declaração de Independência dos EUA era deixar claro o fato de que os fundadores dos EUA consideravam que os direito das pessoas não têm origem nos reis, mas em Deus, ou como diz a própria Declaração de Independência, “o Deus da Natureza”, “o Criador”.

Naquele verão de 1776, o General George Washington — um dos fundadores dos EUA — exortou as tropas dizendo: “É chegado o momento que provavelmente decidirá se os americanos serão homens livres ou escravos... O destino de milhões ainda por nascer depende, debaixo da autoridade de Deus, da coragem e conduta do exército”.

Assim, Washington não apenas utilizou a afirmação “debaixo da autoridade de Deus”, mas também deu a primeira referência conhecida ao “Direito dos que estão por Nascer”. Sim, George Washington era um “extremista pró-vida” assim como Sarah Palin.

Não há nenhuma dúvida de que uma nação “debaixo da autoridade de Deus” era “algo muito bom” para os fundadores dos EUA, exatamente como Sarah Palin afirmou.

Enquanto isso, na semana passada, Steve Cohen, deputado federal do Partido Democrata pelo Tennessee, comparou Sarah Palin (governadora do Alaska) a Pôncio Pilatos — e Obama a Jesus Cristo. Cohen disse: “Barack Obama era um líder comunitário como Jesus. Pôncio Pilatos era governador”. É claro, quem não lembra que Jesus fez os samaritanos sem-teto aderirem ao Partido Democrata em troca de promessas vãs?

Cohen deveria ser aconselhado a manter-se o mais afastado possível de referências ao Novo Testamento.

Como qualquer um que conhece bem o Novo Testamento pode facilmente confirmar para ele, não há parábolas sobre Jesus distribuindo coisas em troca de votos, fazendo lobby junto aos romanos por melhores leis trabalhistas, ou mesmo solicitando verbas para projetos comunitários. Ora, para os democratas, é como se Jesus tivesse dito: Não há tempo agora para salvar almas. Primeiro, vamos promover políticas socialistas em prol das comunidades pobres e diminuir os impostos sobre os lucros dos cambistas do Templo.

O maravilhoso livro recente de David Freddoso — The Case Against Barack Obama (Argumentos Contra Obama) — apresenta o famoso Saul Alinsky como antecessor dos líderes comunitários, tais como Barack Houssein Obama e Hillary Clinton.

Alinsky é uma espécie de “George Washington” dos líderes comunitários. Se existisse um panteão dos maiores odiadores dos EUA, a face de Saul Alinsky estaria lá. No seu começo, Alinsky tentou contratar Hillary Clinton logo que ela saiu de Wellesley (Universidade de Massachussets). Uma geração depois, aqueles treinados por Alinsky contrataram Barack Houssein Obama como “líder comunitário”.

No livro de Freddoso, ele cita trecho da dedicatória da primeira edição do livro doutrinatório de Saul Ailinsky “Rules for Radicals” (Regras para os Radicais), em que ele escreveu:

“Devemos olhar para o passado e dar algum crédito ao primeiro verdadeiro radical. De todas as nossas lendas, mitologias e histórias (e quem sabe onde a mitologia termina e a história começa — ou mesmo, qual é o que?), o Primeiríssimo Radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema o fez de forma tão eficaz que pelo menos conseguiu seu próprio reino — Lúcifer”.

Suponho que poderia ser pior. Ele poderia ter dedicado seu livro a George Soros (empresário judeu multimilionário que financia o avanço da esquerda nos EUA).

Até os liberais acabaram chegando à conclusão de que eles não deveriam ficar louvando Satanás em público. Por isso, o parágrafo que mostra que Lúcifer é a inspiração deles foi removido de todas as edições posteriores do livro de Alinsky. Mas a mídia liberal nem por isso deixou de adotar o lema: “e quem sabe onde a mitologia termina e a história começa — ou mesmo, qual é o que?”

É exatamente isso que acontece com a maioria das idéias dos democratas — tão logo proclamadas em altos brados, as pessoas reagem com repulsa, de modo que os democratas logo fingem que nunca as propagaram: Eu NÃO estava comparando Sarah Palin a um porco! Eu não tirei vantagem das leis anti-racismo para me auto-promover! Eu não disse que me encontraria com o ditador anti-Israel Ahmadinejad sem pré-condições!

Sarah Palin é o tempo para respirar que os democratas estão precisando. Como uma sólida pró-vida, Palin pode fornecer aos democratas a desculpa de se afastarem daqueles assuntos sobre os quais nada sabem (a Bíblia Sagrada, por exemplo), para abordarem assuntos sobre os quais eles sabem nos mínimos detalhes, como por exemplo, a questão do aborto.

Tradução: Mayr Sampaio Fortuna Neto

Revisão: Julio Severo

Publicado no site do Heitor De Paola

Fonte: WND

Divulgação: www.juliosevero.com

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