29 de setembro de 2008

Entendendo algumas questões homossexuais

Entendendo algumas questões homossexuais

Julio Severo

Origem Genética?

O movimento homossexual costuma citar pesquisas que dizem provar que um indivíduo pode se tornar homossexual por causa de fatores genéticos. O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês especializado em tratamento psicoterapêutico da homossexualidade e problemas de família, oferece a seguinte opinião:

…os padrões de comportamento comprovam a improbabilidade de que a orientação sexual tenha uma origem genética. Sabe-se, por exemplo, que até mesmo em pessoas com cromossomos anormais a orientação sexual depende principalmente do papel sexual em que a criança foi criada. Sem mencionar os tratamentos psicoterapêuticos que têm tido sucesso em mudar radicalmente a orientação de indivíduos homossexuais. Será que esses tratamentos então causam mudanças genéticas nas pessoas? Isso é improvável.[1]

A questão mais séria é que os ativistas gays estão, de uma forma ou de outra, por trás das pesquisas que “provam” que o homossexualismo tem origem genética. Quem diz isso é o Dr. Vern L. Bullough, defensor do movimento homossexual e da pedofilia. Ele afirma:

A política e a ciência andam de mãos dadas. No final é o ativismo gay que determina o que os pesquisadores dizem sobre os gays.[2]

Um Ex-Homossexual Fala

No entanto, ainda que conseguissem provar algum dia que o homossexualismo é causado por algum fator na natureza, isso não quer dizer que somos obrigados a aceitá-lo. Sinclair Rogers, que era homossexual antes entregar sua vida para Jesus Cristo, diz:

Certamente, as pessoas não escolhem desenvolver sentimentos homossexuais. Mas isso não significa que quando alguém nasce ele já está pré-programado para ser homossexual para sempre. Não somos robôs biológicos. E não podemos ignorar as influências ambientais e nossa reação a essas influências. Ainda que em certos casos alguns indivíduos se tornassem homossexuais como “produto” da natureza, isso quer dizer que poderíamos desejar o homossexualismo e considerá-lo normal? A natureza produz muitas condições por influência biológica, tais com depressão, desordens obsessivas, diabetes… mas não consideramos esses problemas “normais” só porque ocorrem “naturalmente”. Então por que é que o homossexualismo é colocado numa categoria diferente? Vale a pena mencionar que há alguns estudiosos sugerindo que a atração sexual de um adulto por crianças poderia ser também produto de alguma influência biológica inerente. Se conseguirem provar isso, então teremos que aprovar a relação sexual entre adultos e crianças?… Por exemplo, alguns cientistas crêem que há pessoas que nascem com influências biológicas para com o alcoolismo, vício de drogas, comportamento criminoso e até mesmo o divórcio. Mas isso significa que tais pessoas são obrigadas a se tornarem e permanecerem viciadas e criminosas? A biologia pode influenciar, mas não justifica automaticamente a possível conseqüência de todo comportamento. E também não elimina nossa responsabilidade pessoal, vontade, consciência ou nossa capacidade de escolher controlarmos ou ser controlados por nossas fraquezas.[3]

Nem mesmo o famoso Dr. Alfred Kinsey, que os ativistas gays não se cansam de citar para apoiar suas práticas sexuais, parecia acreditar que o homossexualismo tem causas genéticas. Ele disse: “Eu mesmo cheguei à conclusão de que o homossexualismo é em grande parte uma questão de condicionamento.”[4]

A Homossexualidade é Doença?

O movimento homossexual diz que a conduta sexual dos homossexuais não é doença.[5] Concordamos que o homossexualismo não é doença, e também concordamos com o Dr. Sigmund Freud quanto à categoria em que a homossexualidade está. Embora rejeitasse a tradição judaico-cristã, Freud, psiquiatra e fundador da psicanálise, recomendou um critério útil pelo qual podemos avaliar as atividades sexuais. Ele disse:

Nosso dever é oferecer uma teoria satisfatória que esclareça a existência de todas as perversões descritas e explicar sua relação com a chamada sexualidade normal.

Tais desvios do objetivo sexual, tais relacionamentos anormais ao propósito sexual, têm se manifestado desde o começo da humanidade em todas as épocas das quais temos conhecimento, e em todas as raças, das mais primitivas às mais altamente civilizadas. Às vezes têm tido êxito em alcançar a tolerância e a aceitação geral.

Além disso, uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qual julgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente.

Você entenderá, pois, que o ponto decisivo no desenvolvimento da vida sexual está em subordiná-la ao propósito da reprodução… tudo o que se recusa a se adaptar a essa finalidade e só é útil para a busca de prazer é chamado pelo vergonhoso título de “perversão” e como tal é desprezado.[6]

A Homossexualidade é Natural?

Os ativistas homossexuais declaram que “a homossexualidade é natural.”[7] Os grupos gays, e todas as pesquisas modernas que defendem a conduta homossexual, se baseiam direta ou indiretamente no Relatório Kinsey de 1948, o qual afirma que 10% da população são exclusivamente homossexuais.

As alegadas “descobertas” básicas de Kinsey são:

Todos os orgasmos são meios de vazão e iguais entre marido e esposa, menino e cão, homem e menino, menina ou bebê — pois não há normalidade e anormalidade.

O objetivo da relação sexual é o orgasmo…

Os tabus sexuais e as leis envolvendo questões sexuais são rotineiramente quebrados. Portanto, todos esses tabus e leis têm de ser eliminados, inclusive na área de estupro de mulheres e crianças, a menos que haja o uso de “força” excessiva e sejam comprovados graves danos.

Todo contato sexual antes do casamento aumentará a probabilidade de um casamento duradouro e bem-sucedido…

Os seres humanos são por natureza bissexuais. O fanatismo e o preconceito religioso forçam as pessoas a viver na castidade, heterossexualidade e monogamia.

As crianças são sexuais e podem ter orgasmos a partir do nascimento. Elas não sofrem nenhum dano quando têm relações sexuais com indivíduos da família e com adultos…

Não há nenhuma razão médica para se proibir o incesto e o sexo entre adultos e crianças.

Todas as formas de sodomia são naturais e saudáveis.

Os homossexuais representam de 10 a 37% da população ou mais.[8]

Um ativista gay, que usou a pesquisa de Kinsey para avançar o movimento homossexual nos EUA, declarou:

“Eu fiz campanha com os grupos gays, nos meios de comunicação em todo o país, para promover a descoberta que Kinsey fez, de que os homossexuais estão em todos os lugares. E as questões que vieram por causa das implicações dos dados de Kinsey se tornaram as chaves para as campanhas políticas, educacionais e legislativas nacionais durante meus anos na Aliança Ativista Gay de Nova Iorque e na Força Tarefa Gay Nacional. Depois de anos trabalhando para educar os meios de comunicação e os legisladores, o conceito de que 10 por cento da população são gays se tornou um fato aceito pela maioria. Embora seja necessário continuar citando esse dado, o número de 10 por cento é regularmente utilizado por estudiosos, pela imprensa e pelas estatísticas do governo. Contar repetidas vezes um mito ou informação faz com que pareça realidade.”[9]

Os homossexuais são realmente 10% da população? De acordo com uma pesquisa nacional realizada nos EUA, só 1% dos entrevistados se declarou exclusivamente homossexual.[10] Então por que a pesquisa de Kinsey não conseguiu refletir a realidade?

Kinsey e os Pedófilos

Dois excelentes livros escritos pela Drª Judith Reisman revelam não só a metodologia fraudulenta de Kinsey, mas também o envolvimento dele com estupradores de crianças.[11]

Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey, conta a reação de Kinsey à preocupação (que Kinsey chamava de histeria) da sociedade com o grave problema de adultos que têm relações sexuais com crianças da família:

Kinsey zombava da idéia… Kinsey… afirmou, com relação ao abuso sexual de crianças, que a criança sofre mais danos com a histeria dos adultos [do que com o próprio estupro].[12]

Essa revelação deixa de ser estranha pelo fato de que Kinsey colaborava e mantinha amizade com o filósofo francês Rene Guyon, que era pedófilo. Ele também era amigo do Dr. Harry Benjamin, inglês que apoiava a pedofilia.[13] Pedofilia é o termo geral que define a relação sexual, hetero ou homo, entre adultos e crianças. Pederastia só se aplica à relação homossexual entre homens e meninos.

Guyon, que era jurista, propunha leis para defender o relacionamento sexual de adultos com crianças como necessidade tão normal quanto a alimentação e a respiração.[14] No livro A Ética dos Atos Sexuais, de Guyon, há menções ao Relatório Kinsey e a introdução foi escrita pelo próprio Kinsey.[15]

Fonte: E-book As Ilusões do Movimento Gay, escrito por Julio Severo e disponível gratuitamente no JesusSite: www.jesussite.com.br

Divulgação: www.juliosevero.com

Notas:

[1] Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), p. 29.

[2] Drª Judith Reisman, Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990), p. 212.

[3] QUESTIONS I’M ASKED MOST ABOUT HOMOSEXUALITY, An Interview with Sinclair Rogers (Choices: Singapura, 1993), p. 4.

[4] ‘Sexologist’ Alfred Kinsey, quoted in Wardell B. Pomeroy. Dr. Kinsey and the Institute for Sex Research. New York: Harper & Row, 1972, pages 247 and 273.

[5] Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[6] Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 78,79.

[7] Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[8] Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 170,171.

[9] Bruce Voeller. “Some Uses and Abuses of the Kinsey Scale.” Concepts of Sexual Orientation>. The Kinsey Institute Series, June Machover Reinisch (general editor), Oxford University Press, 1990, pages 35 and 36.

[10] J. Gordon Muir, Homosexuals and the 10% Fallacy, The Wall Street Journal, 31 de março de 1993.

[11] Veja os livros Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990) e Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998).

[12] Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 234.

[13] Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 313.

[14] Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 221.

[15] Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 222.

5 comentários :

Jorge Nilson disse...

Júlio, se quiser mandar um exemplar deste livro para cada senador, darei a minha colaboração. Que tal enviar esse texto aos senadores por e-mail?

Um abraço.

francisco razzo disse...

Julio! Mais uma vez impressionante a análise e mais impressionante ainda é o que descobrimos: nunca imaginei que alguem um dia pudesse querer justificar a pedofilia "intelectualmente", já que isso realmente só pode ser fruto de uma doença profunda na alma: o pecado!
Seus textos tem contribuido muito pra desvendar a malícia que ataca por todos os lados!
Parabéns e obrigado.

Oswaldo Viana Jr disse...

Parabéns, Julio!

Recomendo vivamente a leitura deste EXCELENTE artigo do Charles Colson, "Defending traditional marriage". Trechos:

"In his book, The Clash of Orthodoxies, Princeton professor Robert George writes that matrimonial law reflects a moral judgment. That judgment is that marriage is inherently heterosexual, monogamous, and permanent — a union of one man and one woman. This judgment is based on both the biblical and natural law understandings — that marriage is a two-in-one flesh communion of persons. This communion is consummated and actualized sexually. (...)
"That is when we have to be ready with additional, non-religious arguments for traditional marriage. For instance, if we expand the meaning of marriage to include same-sex partnerships, on what grounds could we legitimately oppose marriages between three or more people? Or weddings between siblings?"

[http://www.breakpoint.org/listingarticle.asp?ID=8086]

Anônimo disse...

O livro da 1ª citação: The Battle for Normality do Dr. Gerard van den Aardweg parece ter sido traduzido para o português com o título A Batalha pela Normalidade Sexual e Homossexualismo da Editora Santuário e também com o título Homossexualidade e Esperança da Editora Diel; este último título encontrado na Quadrante.

Vânia disse...

Ando pesquisando sobre esse Kinsey e descobri coisas abominaveis sobre ele.
Inclusive que foi através de suas pesquisas fraudulentas que esse sujeito retirou a homossexualidade das doenças mentais. Pelo passado dele, da para se vê que em suas conclusões não há lógica, mas sim manipulação para promoção de sua agenda gay.
Fica fácil de saber porque o pseudo-geneticista, Eli Vieira, forjou dados e omitiu fatos científicos no vídeo de "refutação" a Silas Malafaia: O pai dele é o mesmo pai da revolução homossexual, Alfred Kinsey.
TODOS ELES SÃO FARINHAS DO MESMO SACO, não acredito em nenhum deles, pois cada vez mais se concretiza que eles militam fraudulentamente imoralmente em causas próprias ao homossexualismo