26 de setembro de 2008

As Palins entortadoras dos papéis sexuais

As Palins entortadoras dos papéis sexuais

Olivia St. John

Ela poderia algum dia ser vice-presidente dos Estados Unidos e, se McCain falecer na presidência, ela se tornará a pessoa mais poderosa do mundo. Com isso em mente, a feminista Sarah Palin disse para Charlie Gibson numa entrevista na Rede ABC que ela está pronta para a responsabilidade.

Então, será que Todd Palin está pronto para ser a “primeira dama”?

A porta-voz de Palin, Sharon Leighow, disse ao noticiário Anchorage Daily News que, embora Todd não participe das reuniões de alto nível do governo, ele está envolvido no cumprimento “dos deveres cerimoniais de um primeiro cavalheiro”. Aliás, ele recentemente atuou como mestre de cerimônias para ex-primeiras damas de estado na mansão da governadora em Juneau. Fico pensando se ele tomou chá com elas com toda a delicadeza de uma dama.

Abundam as perguntas acerca do papel que Todd desempenhará se sua esposa for eleita. Um escritor da revista People perguntou: “Então seu marido ficará indefinidamente de licença para ser o Sr. Mamãe?” Sarah respondeu: “Eu diria que sim!”

O jornal L.A. Times noticia que Todd deixou um emprego de administração quando Sarah foi eleita governadora em 2006. Ele voltou a um emprego não administrativo depois de sete meses. Se Sarah assumir um papel vice-presidencial, então, conforme ela mesma vem admitindo, Todd ser tornará um dono de casa.

A ABC News informou que se Todd for para Washington, seus amigos têm certeza de que “ele ficará por trás de sua esposa”. Todd concorda, dizendo que quando sua esposa fala sobre governo, “é melhor simplesmente sair do caminho”.

Scott Davis é o companheiro de Todd em corridas no gelo. Davis declarou para o L.A. Times que Todd trabalhava em seu veículo de andar na neve quando ele não estava “ocupado limpando e cozinhando e cuidando dos filhos”.

Quando o entrevistador da ABC, Charles Gibson, perguntou para Palin como ela conseguia administrar uma família de “sete” junto com a vice-presidência, ela respondeu que os papéis sexuais não são problema e que a pergunta era irrelevante. Ela admitiu que as pessoas têm perguntado como ela conseguia governar com um bebê. “Naquela época, respondi do jeito que responderia hoje. Farei do mesmo jeito que os outros governadores fizeram… Evidentemente, eles são homens, mas eu farei do mesmo jeito que eles fazem”.

É claro que os governadores homens aos quais se refere Palin não faziam do mesmo jeito que ela faz. Eles tinham esposas, enquanto que ela tem um dono de casa. E há uma diferença enorme entre os dois.

Homens não são mulheres com órgãos genitais diferentes, conforme insinua a Dra. Laura Schlessinger no prefácio do livro “No More Christian Nice Guy”, de Paul Coughlin. Coughlin credita um discurso dado pelo sociólogo Dr. Bradford Wilcox dizendo que homens e mulheres são diferentes “fisica, emocional e psicologicamente. As mães possuem uma capacidade maior de compreender bebês e crianças; elas reagem mais aos choros distintos dos bebês; elas têm melhor capacidade do que pais, por exemplo, de distinguir entre um choro de fome e um choro de dor”.

Estamos numa época de confusão sexual, incentivada por engenheiros sociais, feministas e vários tipos de pansexuais. Ensinam-nos que os papéis sexuais podem ser trocados um pelo outro, que eles não são nem biologicamente nem psicologicamente fixos, e que tais papéis não são muito importantes nos relacionamentos humanos. Não há dúvida alguma de que as Palins absorveram esse conceito de “torção sexual” e o estão agora modelando para nossa nação e para o mundo.

Sarah e Todd Palin não adotam os valores pró-família com relação aos papéis sexuais respeitados desde a antigüidade dentro da estrutura familiar. Em essência, tanto quanto Sarah deseja que as pessoas a vejam como uma mulher que pode fazer conquistas profissionais, junto com um elegante “almofadinha” ao seu lado, ela e seu marido trocaram de lugar. Todd assumiu o papel feminino, enquanto sua esposa assumiu o masculino.

O especialista em bioética Leon Kass diz que a atual torção de papéis sexuais é “prejudicial, até mesmo desumanizadora, para o homem, para a mulher e principalmente para as crianças”.

Tanto o homem quanto a mulher são igualmente inteligentes e dignos, mas projetados com forças diferentes que complementam um ao outro e adicionam estabilidade a uma família se entendidos dentro do contexto do casamento. E Todd deve ser elogiado por ser o tipo de pai que passa tempo com seus filhos. Mas seu papel não é ser o Sr. Mamãe conforme declara sua esposa.

A maior realização de um homem é obtida por meio de seu papel de família como guia, protetor e provedor, como declara Aubrey Andelin em “Man of Steel and Velvet”. Provérbios 31 diz que ele é “respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra”.

De acordo com Bryce J. Christensen, autor de “Divided We Fall: Family Discord and the Fracturing of America”, os grupos feministas da década de 1990 “reivindicavam a completa integração das mulheres em todas as operações militares, inclusive unidades de combate”. A meta delas era colocar as mulheres nos cargos dos “machos”, cargos que no passado não eram ocupados pelas mulheres. Essa medida nos aproxima mais do sonho feminista de que um dia uma mulher seja a suprema comandante das forças armadas de nossa nação.

Christensen também declara: “Os projetos utópicos para masculinizar as mulheres, marginalizar os homens e sumir com os lares de família são bem mais do que fantasias literárias. Pelo menos dois reais movimentos políticos mundiais — o marxismo e o feminismo — dedicam esforços consideráveis para promover tais objetivos utópicos”.

É irônico que os cristãos conservadores que estão com justiça acusando Obama de ser socialista prontamente aplaudam Palin, cujas opiniões feministas, quer percebidas ou não, têm muito em comum com o marxismo.

Louvada como virtuosa pelos conservadores desesperados, Sarah e Todd Palin se encaixam bem na versão moderna de Cristianismo onde a verdadeira masculinidade na forma de liderança masculina é ausente, e mulheres abdicam dos papéis femininos no lar.

Christensen diz: “Qualquer um que entende a cultura americana, qualquer um que entende a vida de família americana, qualquer um que entende as forças armadas americanas sabe que os homens — homens masculinos, viris, cavalheiros — são necessários. Nós precisamos desesperadamente de tais homens — exatamente como precisamos de mulheres femininas — para restaurar a sanidade dos papéis sexuais, a integridade da família e a força militar”.

Embora Sarah Palin seja a queridinha do movimento pró-vida, ela não é a favorita do movimento pró-família. Seus líderes podem estar na rota para experimentar algumas surpresas desagradáveis.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

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10 comentários :

Anônimo disse...

Julio,

Sem nem mesmo adentrar no mérito do artigo, penso que a situação das eleições americanas reclama optarmos pelo mal menor dentre as opções existentes. Visto isso, MCcain e Palin são incomparavelmente melhores do ponto de vista cristão do que Obama. Ressaltar demais supostos pontos negativos de Palin pode escandalizar pessoas com uma fé pouco madura.

Julio Severo disse...

Caro anônimo, eu jamais votaria em Obama bin Laden, por ser ele um socialista pró-aborto e pró-homossexualismo. Com relação a Palin, penso que possivelmente eu votaria nela. A posição pró-vida dela é excelente e elogiável. Apesar de apoiá-la em seus posicionamentos pró-vida, nada deve nos impedir de questionar o que é questionável nela.

Anderson Gonzaga disse...

Sim Júlio, eu concordo com sua posição.
Embora pense que numa época eleitoral, não devemos jogar lenha na fogueira do inimigo.....

jader maia disse...

jader maia

vcs nao passam de um bando de hipocritas assim como bush, palin, mcain e todos os republicanos, vcs envangelicos sao uma piada.
sou de esquerda e afirmo obama é que vai ganhar e vcs todos sabem disso tbm, o apóio por ser a favor dos homosexuais , sou heterossexual , mas apoio todas as formas de amor e sou contra a homofobia e o racismo.
viva lula, viva obama, viva a esquerda.
o povo brasileiro é amplamente de esquerda assim como o povo americano.
e assim como reelegemos tanto lula quanto fernando h. cardoso, ambos pró-gays, e com certeza nosso proximo presidente se´ra de esquerda tbm, só tenho a dizer a vcs qe por mais qe vcs conversem tudo vira contra vcs envangelicos, afinal tanto a midia, quanto o governo e a populaçao brasileira sao amplamente de esquerda, esta é a inveja que vcs envangélicos tem da comunidade gay, afinal todos estao do lado deles , o governo, a midia e a populaçao.
o que eu sugiro a vcs crentes hipocritas é que comecem a viver a realidade, porqe esta redoma de mentiras e hipocrisia qe vcs vivem no fim das contas de nada vao servir para vcs.

Anônimo disse...

Existe uma lei natural física e moral criadas por Deus. Homem e mulher são iguais em dignidade, em natureza; mas tem papéis específicos. Infelizmente o feminismo empurra cada vez mais as mulheres para os postos masculinos, expulsando os homens de seus lugares. Está havendo uma inversão da ordem natural. Ora quando a ordem é rompida, surge a desordem, com suas várias conseqüências negativas. Deve haver harmonia entre homem e mulher. Nem o homem deve dominar a mulher nem a mulher dominar o homem; mas cada qual deve exercer o papel natural que Deus concedeu a cada um.

Anderson Gonzaga disse...

Jader,

Infelizmente talvez você tenha razão em tudo o que escreveu.
Realmente as escolhas que as pessoas têm feito as leva cada vez mais para longe do propósito de Deus para a humanidade. Não é à toa que o nosso mundo tem piorado rapidamente não é?

Entretanto as pesquisas de opinião devem estar loucas, né?, pois mostram que a maioria do povo é conservador e não concorda com os pressupostos da esquerda, embora não saiba fazer essa diferenciação na hora de votar.

jader maia disse...

jader maia

isso mesmo anderson, continue tentando se convencer disso.
qual povo tem maioria conservadora, o povo brasileiro ou o povo americano?
concerteza eu tenho e vcs tbm que o brasil nao é , e passa muito longe de ser um país conservador, a propria cultura e a nossa realidade mostra isso e tantos eu quanto vcs vevem isso, só que vcs sao tao frustrados qe tentam se convencer do contrario, mas no fundo sabendo que o brasil é um país extremamente liberal, e que perquisas nao valem de nada, até porqe muitas e muitas perkisas sao a favor dos gays e nem por isso se deve levar em conta.
pesquisas nao refletem a opiniao geral , pois é feita no maximo com 5 mil pessoas e quando chega a isso, noso país tem 180 milhoes de pessoas e nao este minimos gatos pingados com quem sao feitas as peskisas, mesmo asim muitas e muitas sao a favor dos gays e nem por isso levo isso em conta.
o que eu sei é qe a realidade´brasileira é a que eu vejo e todos vcs vevem, nosso país é um país de esquerda e amplamente de esquerda e extremamente liberal, tanto que somos a capital mundial do sexo tanto gay quanto hetero, e infinitas outas coisas mais que vcs sabem, mas preferem viver hipocritamente , mas como disse e vcs sabem o brasil de conservador nao tem nada e o povo muito menos, e é isso que frustra vcs envangelicos, tanto que se isso nao fosse verdade vcs nao estariam preocupados com a realidade brasileira.
quanto ao povo americano eu nao sei exatamente mas creio eu qe a maioria seja democrata e nao republicana e a proxima eleiçao vai dizer isso.
por favor acordem pra realidade vcs envangelicos.

Anderson Gonzaga disse...

Jader,

Mais uma vez talvez você tenha razão em tudo o que escreveu.
Mas uma coisa reconheço: nós Cristãos sempre nadamos contra a maré. E Cristo nos alertava dizendo: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo".

Então meu caro, o incorformismo com o atual estado das coisa é sim uma marca registrada do cristão.
Enquanto as pessoas que não têm a marca de Cristo vêm os costumes todos se deteriorarem e aderem de bom grado, o Cristão sente-se impulsionado a lutar para que cessem as injustiças, os desmandos, as aberrações e, ainda que seja uma voz que clama no deserto, não se cala.

Um abraço,
Anderson.

Aprendiz disse...

Júlio

Concordo com noventa por cento do que você diz normalmente. Mas aqui, vou discordar. Quando não existe regra na Bíblia a respeito de algo, significa que pode haver uma tendencia geral quanto ao que é melhor, mas nem sempre. Assim é quanto ao alcool por exemplo. Freqüentemente causa problemas graves, mas a Bíblia nunca ordena como regra universal a abstinencia total.
Da mesma forma a Bíblia trata a situação de poder entregue a uma mulher. Jamais encontramos uma regra universal que o proíba, embora a regra geral fosse que o poder estivesse nas mãos dos homens. Mas o próprio Deus estabeleceu Débora como Juiza sobre toda a nação de Israel. Não queiramas ser "mais bíblicos" que a Bíbia. Como ficava o marido de Débora? Suponho que bem, visto que era da vontade do Eterno que ela fosse a principal lider da Nação.

Julio Severo disse...

Prezado Aprendiz

A Bíblia é melhor do que eu ou você para interpretar a si mesma. Citando as ações da época de Débora, o Novo Testamento, que é inspirado pelo Espírito Santo, em vez de citar Débora cita apenas Baraque, apesar de que ele demonstrou covardia. “E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas.” (Hebreus 11:32 RC) Se fosse você e eu, talvez preferiríamos citar Débora. Mas não Deus. Os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos. A inclusão do nome de Baraque nessa galeria de homens de fé, e a exclusão do nome de Débora, só pode significar uma coisa: 1) A Bíblia foi escrita por homens machistas e preconceituosos; ou, 2) A Bíblia foi inspirada por Deus. Portanto, foi Deus quem escolheu Baraque para honrar.

Para concluir, vou citar trecho do livro De Volta Ao Lar, escrito pela ex-feminista americana Mary Pride:

Débora era uma profetisa e uma mulher casada. Ela era líder em Israel na época dos juízes. “Os israelitas a procuravam, para que ela decidisse as suas questões”. (Juízes 4.5). O ponto importante que devemos ter em mente com relação ao que Débora fazia e às atividades de todas as pessoas do Livro de Juízes é que o comportamento deles não é uma norma que devemos seguir. Naquela época “não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo”. (Juízes 17.6;21.25). As pessoas estavam vivendo do jeito que queriam, não do jeito que Deus mandava. Elas adoravam ídolos. A tirania era comum. As mulheres eram raptadas como noivas e até estupradas por bandos de homens. Eu poderia prosseguir e dizer mais, mas por que você mesma não começa a ler o livro? Você verá que o tema de Juízes é “o que acontece com as pessoas quando elas abandonam as leis de Deus”.

Em outra parte da Bíblia Deus explica em maiores detalhes que não é seu plano que os jovens ou as mulheres governem um país. “Mas, ai dos ímpios!… Meu povo é oprimido por uma criança; mulheres dominam sobre ele. Meu povo, os seus guias o enganam e o desviam do caminho” (Isaías 3.11,12). Não devemos, pois, nos apoiar em Débora como exemplo de que as esposas podem seguir uma carreira profissional fora do lar.

Se você ainda não está convencida, considere isto: Sansão era um juiz que dormia com prostitutas (Juízes 16.1). Jogamos então 1 Coríntios 6.15 fora (que proíbe, nos termos mais fortes, os cristãos de serem fregueses de prostitutas) por causa do “bom exemplo” de Sansão? Fazemos votos de oferecer como sacrifício ao Senhor tudo o que sai da porta de nossa casa, e então mantemos o voto ainda que isso signifique sacrificar nossa única filha, tal qual fez Jefté (outro líder de Israel na época dos juízes)? O que você acha de pegar uma estaca e cravar a cabeça de um hóspede no chão, como Jael fez com Sísera? Isso não é absurdo? Não. Nós julgamos o comportamento dos juízes conforme os mandamentos claros de Deus, não vice-versa.

Seja como for, Débora não era uma mulher que trabalhava fora. Ela era uma governante, e o povo ia até ela. Talvez ela fosse viúva ou não tivesse filhos. O texto não nos diz. (Débora chama a si mesma de “mãe em Israel”, que no idioma hebraico poderia bem significar mãe de Israel, já que ela era “a mãe do país” naquele momento da História.) Débora não estava aflita para se aventurar no mercado de trabalho lá fora. Quando surgiu sua grande chance de conduzir o exército em batalha, ela não quis, e só a covardia do comandante Baraque a forçou a ir. Talvez Baraque só quisesse mostrar para Débora que ele era a favor da igualdade sexual. Mas Deus não o abençoou por sua disposição de seguir Débora até o campo de batalha. O castigo de Baraque foi que ele não receberia a glória da vitória. Quem a recebeu foi Jael, a mulher que cravou a cabeça de Sísera no chão.
Quando os homens são incapazes de assumir a liderança, uma mulher pode acabar dirigindo um país. Portanto, Débora era uma líder, não uma esposa que trabalhava fora. Seu exemplo não é uma norma que as esposas devem seguir. Nada na Bíblia diz que devemos abandonar o trabalho do lar e tentar recriar, deliberadamente, a atmosfera de decadência moral e social da época dos juízes, quando Débora governava.

(Extraído do livro De Volta Ao Lar, páginas 214 e 215. Para adquiri-lo, acesse este link: http://juliosevero.blogspot.com/2007/03/lanamento-de-volta-ao-lar.html)