12 de agosto de 2008

O que está acontecendo com os pentecostais?

O que está acontecendo com os pentecostais?

Pastores pentecostais que apóiam políticos pró-aborto e pró-homossexualismo

Julio Severo

Tanto no Brasil quanto nos EUA, o surgimento e crescimento do movimento pentecostal foi acompanhado por marcas fortes de consagração e santidade na vida dos pastores. Além disso, muito antes do moderno movimento de direitos civis que é hoje visto como início da luta para dar aos negros direitos iguais, o movimento pentecostal já dava espontaneamente amplas oportunidades aos negros e outras raças, pois o que valia era a santificação pessoal diante de Deus. Racismo era problema peculiar da sociedade secular, não das igrejas pentecostais.

Quando nem se pensava em oportunidades iguais para todos, pastores negros já eram comuns nas igrejas pentecostais. A característica importante é que essas igrejas alcançaram tal igualdade sem nenhum tipo de medida ou coerção política. Aliás, os pentecostais eram tradicionalmente avessos à política, vendo-a como esfera demoníaca.

Talvez eles estivessem certos, até certo ponto.

Hoje os pastores pentecostais se envolvem fortemente na política e o movimento pentecostal moderno exibe marcas bem distantes de santificação, preferindo muitas vezes ser levado por interesses políticos em vez de ser de levado pelo vento do Espírito.

Esses interesses estão criando estranhas alianças, afastando radicalmente os pentecostais de suas raízes de santidade tradicional. É na política que a decadência espiritual mais sobressai. Nos EUA, durante as eleições para a presidência, quem está desempenhando papel importante na campanha de Barack Obama é a pastora pentecostal Leah Daughtry.

Obama é do Partido Democrático que, no que se refere a questões morais como aborto e homossexualismo, é bem parecido com o Partido dos Trabalhadores do Brasil. Nessas questões, quem é Obama?

O jornal secular americano Washington Post, que geralmente é bem liberal, informa que Obama tem uma postura radicalmente a favor do aborto, apoiando-o mesmo que o bebê seja condenado a ser morto no próprio dia do nascimento! Ele literalmente defende essa prática por toda e qualquer razão, como direito da mulher.

Quanto à questão gay, Obama declarou: “Colocarei todo o peso do meu governo para aprovar” leis anti-homofobia. Ele também se comprometeu a eliminar das leis toda referência e defesa ao casamento como somente entre um homem e uma mulher, a fim de abrir espaço a quem pratica o homossexualismo. Peter LaBarbera, que dirige um ministério evangélico de alerta contra a agenda gay, declarou que nenhum candidato presidencial na história dos EUA mostrou tanto apoio ao homossexualismo quanto Obama.

Sobre Israel, Obama quer a divisão da Terra Prometida entre judeus e árabes palestinos, que são na maior parte muçulmanos radicais. Ele também quer que os árabes palestinos tenham controle sobre Jerusalém. Essa posição radical de Obama está em choque não só com posição do ex-presidente Ronald Reagan, que era contra a criação de um Estado palestino dentro da Terra Prometida, mas também contra a própria Palavra de Deus.

Bastaria o apoio a apenas uma dessas questões para qualquer humilde pentecostal de décadas atrás pregar que Obama tem parte com as trevas — e nem é preciso ter dom de profecia ou revelações sobrenaturais para entender que homossexualismo e aborto estão profundamente ligados às trevas.

Contudo, o que era bem óbvio aos pentecostais do passado está hoje envolvido em obscuridade. A Pra. Leah Daughtry, cujo pai, avô, bisavô e tataravô eram pastores, assumiu o papel estratégico de conduzir os evangélicos americanos a apoiar Barack Obama.

Há a suspeita de que Obama seja um muçulmano disfarçado. Contudo, o que ele não tenta ocultar são seus sentimentos pró-aborto e pró-homossexualismo.

Então, como é que a Pra. Daughtry consegue conciliar sua fé pentecostal com o assassinato de bebês defendido por Obama? Nessa questão, ela desconversa: “Teologicamente, cremos que na maior decisão de nossas vidas inteiras — se devemos seguir a Deus ou não — Deus nos permite escolher. Se Deus é grande o suficiente para permitir essa escolha, então quem somos nós para ditar escolhas para outras pessoas? Nossas escolhas têm conseqüências, mas devemos ter a liberdade de fazer essas escolhas.”

Sim, o ser humano tem o livre arbítrio de praticar estupros, roubos, assassinatos e até abortos (e tem feito uso abominável dessa liberdade), mas nenhum pastor pentecostal do passado jamais apoiou a posição de que as leis devem defender ou espelhar esse tipo de livre arbítrio, que tornaria a sociedade um caos.

No passado, os pentecostais separavam-se totalmente da política. Eles diziam que política e Jesus não se misturam. Hoje, muitos deles entram na política, mas separam totalmente da política seus valores da Bíblia. Eles de fato não misturam Jesus com sua vida política. Se misturassem, haveria mudanças espirituais importantes na política nacional.

É pecado entrar na política? Não. Mas é pecado um cristão entrar ali sem a companhia e direção do Espírito Santo. É pecado permanecer ali sem permitir que o Espírito Santo tenha sempre vez e voz.

O que está acontecendo nos EUA é bem parecido com o que já ocorreu no Brasil, onde muitos pastores e bispos, que se julgam possuidores de incríveis dons de revelação, apoiaram Lula (o Obama brasileiro), não em uma, mas duas eleições presidenciais. Eu não me admiraria se, em futuro próximo, Lula ou o próprio PT empregasse pastores, bispos ou até mesmo apóstolos pentecostais para dar assessoria política.

O que está acontecendo nos EUA e no Brasil é bem parecido com o quadro político de Israel no Antigo Testamento, onde o povo de Deus, junto com seus líderes políticos e espirituais, se corrompia freqüentemente.

Eu sou bem a favor de que cristãos genuínos entrem na política — desde que levem junto seus valores. Mas hoje, quando vejo pastores pentecostais se corromperem com os valores do mundo, confesso: eu gosto muito mais dos pentecostais do passado que não se envolviam em política. Eu gostava mais deles quando viviam intensa e apaixonadamente para Jesus, vendo o mundo político como é: um mundo em trevas.

Em grande escala, os pentecostais foram pioneiros na derrubada das desigualdades em seu meio, pois seguiram o vento do Espírito. Mas ao seguir o vento político do liberalismo e esquerdismo, eles perderam seu espírito de pioneirismo e relevância espiritual, sucumbindo ao mau exemplo de outras igrejas. Muitas igrejas cristãs tradicionais são pioneiras no apoio ao aborto e homossexualismo e hoje amargam uma estagnação que lhes custa a perda de milhares de membros por ano, e é triste ver as igrejas pentecostais tentando imitá-las.

Se Leah Daughtry seguisse o bom exemplo dos pentecostais do passado, é certo que no melhor estilo pentecostal e profético ela esbravejaria contra Barack Obama, que personifica a forma mais moderna e politicamente correta de opressão, onde bebês são itens descartáveis na agenda do aborto e onde casamento, família e a saúde moral e física de crianças e jovens são sacrificados por amor à agenda homossexual.

Entretanto, o que se vê é pura cara-de-pau. Afinal, como é que uma pastora pentecostal consegue apoiar um político pró-aborto e pró-homossexualismo e ainda usar o púlpito para falar no nome de Deus como se fosse tudo natural? Pergunte ao pregador pentecostal Anthony Hopkins. Ele assassinou a esposa em 2004, depois que ela descobriu que ele vinha abusando sexualmente da filha. Em seguida, ele escondeu o cadáver da esposa no refrigerador. Nos quatro anos seguintes, ele continuou pregando “normalmente” nas igrejas. Seus crimes só foram descobertos recentemente, quando a filha abusada foi à polícia delatá-lo. Ele foi preso durante um culto de reavivamento, ao acabar de pregar para a congregação.

Se os pastores pentecostais do passado viram em visão os pastores pentecostais de hoje, eles choraram.

Fonte: www.juliosevero.com

Para saber mais sobre Barack Obama, clique aqui.

3 comentários :

Jorge Fernandes disse...

A questão é: qual a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo? Aquela que cumpre os preceitos bíblicos e tem as Escrituras como inerrante, infalível e divinamente inspirada, ou aquela que “acomoda” e distorce esses princípios ao melhor convir do mundo? Usando-o como diretriz para suas doutrinas, tornando-as normas extrabíblicas?
Qual a verdadeira Igreja: a que prima pela pregação expositiva das Escrituras, revelando Deus como Senhor supremo da história, e ao homem como o ser caído e depravado que se achegará a Ele pelo novo nascimento em Cristo? Ou a que prima pela pregação humanista, sentimentalóide, onde o homem acomodará os seus pecados e conviverá com eles naturalmente sem que haja arrependimento?
Qual Igreja é verdadeira: aquela que vê o mundo em oposição a Deus, ou aquela que vê o mundo como um aliado, servindo a outro senhor (Lucas 16.13)?
Qual Igreja está disposta a ser perseguida por amor a Cristo (Jo 15.10)? Qual Igreja diz como Pedro em Atos 5.29: “Mais importa obedecer a Deus do que os homens”?
Qual Igreja tenciona ser reprovada pelos homens, mas aprovada por Deus? E qual delas está disposta a abrir mão do seu prazer ou objetivos pragmáticos em favor da Verdade?
Vejam os dois lados da moeda:
1- Uma sociedade que reflete a fraqueza, omissão e desleixo da igreja;
2 - Servos fieis ao Senhor que resistem a despeito de todas as represálias que advêm da sua fé em Cristo:

“ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (*) - O Quarto Tribunal de Apelações decidiu no último dia 23 de julho que a assembléia municipal da cidade de Fredericksburg, na Virgínia, tem toda a autoridade para influenciar no conteúdo de orações proferidas em público a fim de que elas deixem de ter um caráter "sectário", ao se referirem ao nome de Jesus, e concordou em excluir o membro do conselho, o reverendo Hashmel Turner, porque ele orou desse modo.
A ministra da Suprema Corte de Justiça, Sandra Day O’Connor, justificou na decisão por escrito: “A restrição para orações de natureza sectária têm o objetivo de tornar as orações acessíveis às pessoas que vêm de uma variedade de crenças, sem exclui-las ou limitá-las a uma fé em particular.”
Ironicamente, ela admitiu que o reverendo Hashmel Turner foi excluído de participar do conselho da cidade única e tão somente por causa do conteúdo cristão da sua oração.
O governo de Fredericksburg violou todos os direitos coletivos ao estabelecer uma religião não-sectária e requerer que todas as orações sejam adaptadas mediante a ameaça de serem excludentes.
A juíza O"Connor mostrou seu perfil liberal, ao declarar a palavra de Jesus "como um discurso religioso ilegal que pode ser proibido por qualquer conselho que deseja ignorar a Primeira Emenda", assim como ela o fez.
O reverendo Hashmel Turner deveria recorrer ao prefeito, pedir que ele despedisse os demais membros do conselho e refizesse a política para as orações. E, se for o caso, levar a questão a instâncias maiores da Justiça.

Capelão processado

Em janeiro de 2007, o capelão da Marinha, Gordon James Klingenschmitt, foi levado à Corte Marcial por ter orado no nome de Jesus durante uma visita à Casa Branca e acabou sendo demitido como forma de retaliação porque levou o assunto até as últimas conseqüências, a ponto do Congresso norte-americano ter deliberado que todos os capelães estavam livres para orar em nome de Jesus.
“Essa batalha me custou a carreira, minha família está sem casa, perdi US$ 1 milhão em pensão, tudo pela nossa liberdade de orar. É um sacrifício e tanto mas valeu a pena porque os capelães ganharam o direito de orar no nome de Jesus sem serem punidos. Se eu pudesse voltar ao passado, faria tudo de novo”, disse Gordon em entrevista ao WorldNetDaily e ao Baptist Press.

Tradução: Tsuli Narimatsu
FONTE: www.portasabertas.org.br

Leco disse...

Julio, não vamos generalizar, sabemos que hoje no Brasil existem quatro linhas pentecostais conhecidas: 1 - Os neo-pentecostais, grupo propagador da doutrina da prosperidade, cuja ideologia doutrinária está profundamente contaminada com os preceitos do mentalismo e do pensamento positivista de Comnte, grupo este que não está preocupado com os fins do evangelho de Cristo, apenas estão visando seus benefícios, digo, lucro pessoal, como se o reino de Deus fosse aqui, denomino-os também de neo-libertinos (Nicolaítas modernos); 2- O Baixo-pentecostalismo, de base radical, que confunde santidade com fanatismo, mantendo as pessoas na ignorância de tudo, formado e liderado normalmente por pessoas que não têm base intelectual para interpretar os textos bíblicos e acabam por promoverem grandes distorções na doutrina bíblica, são os "Modernos fariseus", pois julgam as pessoas e as condenam, achando que assim estão agradando a Deus; Os Pseudo-Pentecostais, desse grupo é que fazem parte algumas figuras de renome, que só estão preocupadas em manterem-se na mídia, diante das pessoas são pura santidade, mas o que elas fazem escondidos quando vêm à tona, é puro escândalo, basta ver os famosos que se converteram agora e já são pastores e líderes que você identifica esse grupo; 4 - por últmo deixo para destacar os Pentecostais genuínos, que sabem muito bem o que convém, alguns líderes inclusive vem sendo ameaçados publicamente de terem seus direitos cassados e seus programas tirados do ar por se levantarem contra os movimentos pró-aborto, pró- sexo livre (use camisinha) e pró-homosexuais. esses pentecostais hoje, não fazem mais parte de uma única Igreja (Assembléia de Deus), mas estão espalhados em várias outras denominações, propagando o evangelho e incitando o povo a se levantar contra esses movimentos destrutivos.

Alex Souza (Pentecostal)

Pericles disse...

1 Timoteo Cap 2
¹¹A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
¹²Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
Acho que estes 2 versículos respondem as questões sobre a sra Leah Daughtry e outras mais que estão surgindo.