Decapitados e decapitadores
Olavo de Carvalho
Num seriado da TV estatal britânica BBC, uma organização cristã “de extrema-direita”, com nome sutilmente racista ( White Wings , “Asas Brancas”), decapita um inocente muçulmano “politicamente moderado”, sob o pretexto — oh, quão paranóico! — de que a tradição cristã do Reino Unido está sob ameaça. Não sei precisamente a quantidade de cabeças cristãs que têm rolado no mundo islâmico nos últimos anos — várias dúzias, até onde acompanhei o noticiário —, mas sei o número exato de muçulmanos decapitados pelos cristãos, fundamentalistas ou não, no Ocidente ou no Oriente: zero.
Quando uma TV estatal decide chamar os decapitados de decapitadores, atribuir a eles o fanatismo sangrento daqueles que os matam e ainda acusá-los de paranóicos quando se sentem ameaçados, uma coisa é clara: o proprietário dessa TV está em guerra contra a religião dessas pessoas e, na ânsia de extingui-la, não se vexa de recorrer à calúnia deliberada e cínica. Quando esse proprietário é o governo de uma das nações mais poderosas do mundo, o risco que a comunidade visada está exposto não é nada pequeno. É pelo menos tão grande quanto a imaginária White Wings diz que é.
Semanas antes, quase ao mesmo tempo que o governo britânico legalizava a poligamia e autoridades judiciais proclamavam que a implantação da lei islâmica no Reino Unido era apenas uma questão de tempo, a BBC havia proibido seus redatores de usar o termo ditador para referir-se ao falecido Saddam Hussein, aquela gentil criatura que consolidou seu poder presidencial matando os deputados de oposição e depois espalhou cemitérios clandestinos por todo o Iraque, preenchendo as valas comuns com centenas de milhares de rebeldes e indesejáveis em geral. Simultaneamente, uma pesquisa do American Textbook Council ( www.worldnetdaily.com/index.php?pageId>63872 ) mostrou que os livros de História distribuídos na rede de escolas públicas dos EUA são francamente pró-islâmicos, enquanto toda expressão pró-cristã é ali cada vez mais desestimulada e reprimida sob todas as formas, incluindo expulsão, prisão e estágios obrigatórios de "reeducação da sensitividade".
Também quase ao mesmo tempo, a Suprema Corte dos EUA concede aos terroristas islâmicos presos em território estrangeiros os mesmos direitos dos cidadãos americanos, enquanto a grande mídia e os megabilionários globalistas conjugam esforços para eleger presidente dos EUA um muçulmano (relativamente) enrustido.
Mas, é claro, só um fanático militante da White Wings veria em tudo isso uma convergência entre os três grandes projetos de dominação mundial — o metacapitalista , o comunista e o islâmico —, num esforço comum de realizar a velha meta do filósofo marxista Georg Lukács: destruir a civilização judaico-cristã .
Judaico-cristã não é só um modo de dizer. A guerra não é só contra os cristãos: a BBC tanto demonizou Israel que o governo de Tel-Aviv decidiu vetar a entrada de representantes dessa emissora nas entrevistas coletivas oficiais. Claro: de que adianta contar tudo a repórteres que depois escrevem o contrário? De que adianta mostrar-lhes dezenas de bombas lançadas diariamente contra Israel se depois eles vão pintar toda e qualquer reação israelense, mesmo desproporcionalmente modesta, como se fosse uma iniciativa isolada, sem motivo, inspirada pela pura brutalidade?
Fonte: Jornal do Comércio
Divulgação: www.juliosevero.com





7 comentários :
Sinto pena do povo de Israel...Tem seu povo assassinado o tempo inteiro, e não pode reagir. Quando reage...Já viu.
Quem visitou Israel, sabe o clima de tolerância do povo Judeu, são hospitaleiros ao extremo...Até banda de rock anti-semita inglesa já tocou por lá.
Israel, país tão pequeno, um Davi em meio ao Golias que é o mundo Árabe. Ainda têm que disputar sua terra com esses terroristas palestinos. O que não é sagrado para os muçulmanos? Onde eles poem os pés, se torna "sagrado".
As grandes perguntas são as seguintes: o cristianismo fracassou?
O Cristinaismo ainda se constitui em alternativa espiritual?
O Cristianismo ainda se mantém como proposta de um Reino de Deus Universal?
A decadência católica, os padres gays e pedófilos e a Teologia do Reino individual por parte dos protestantes não seria causa de abandono por parte daquelas pessoas que sabem o que significa RELIGIÃO?
Antonio Ahmed Ramadan
O cristianismo nunca fracassou. Já são mais de 2000 anos e com toda a perseguição e escândalo ainda hoje ele existe. Não os cristãos cometeram erros. Os mulçumanos cometeram muito mais. Os comunistas assassinaram muita gente. O homossexual Hitler tem até hoje os seus seguidores.
O cristianismo não é uma alternativa espiritual, é a ÚNICA.
Não importa os Judas da vida. Não importa a falsa igreja católica. Não importa os padres gays, a Teologia do Reino individual. È mister que venham os escândalos. Só Jesus continua o mesmo. A igreja de Cristo prosseguirá, quer queiram ou não.
Nossa. Não sabia que a situação da BBC era tão extrema.
vc viu isso? http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL689269-5604,00-JUSTICA+DETERMINA+QUE+IRMAOS+QUE+SAO+EDUCADOS+EM+CASA+FACAM+UMA+PROVA.html
A Inglaterra como nação cristã está definitivamente nos estertores da morte. É triste ver o pais de onde sairam Wesley, Spurgeon, Hudson Taylor, "Doc"Martin Lloyd Jones e outros, se render tão abjetamente ao principado islâmico. O SENHOR está mesmo às portas!!!
Caro Júlio,
Sinceramente não entendi porque não foi publicado meu comentário. Mesmo que vc não tenha interesse nas traduções que mencionei vc poderia publicá-lo.Caso tenha sido alguma falha da web vou repeti-lo:
No programa Casseta e Planeta quando é feita sátira do Bin Laden sempre tem a seguinte mensagem: O fim da civilização judaico-cristã está próximo.Considero isso uma ameaça disfarçada de piada.
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