17 de julho de 2008

Congresso do Brasil rejeita esmagadoramente projetos de legalização do aborto

Congresso do Brasil rejeita esmagadoramente projetos de legalização do aborto

Matthew Cullinan Hoffman

BRASÍLIA, 11 de julho de 2008 (LifeSiteNews.com) — Dois projetos de lei para descriminalizar o aborto no Brasil foram derrotados pela terceira vez em semanas recentes, no que pode ser o golpe final para uma legislação sob consideração por mais de 17 anos no Congresso Nacional.

A derrota mais recente ocorreu na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, numa votação esmagadora de 30 a 4 depois que o relator da comissão, Eduardo Cunha, rejeitou a legislação em 26 de junho.

“O direito à vida constitui o valor supremo da Constituição, pois todos os outros direitos dele derivam”, disse Cunha na época, observando que não se pode abolir o direito à vida nem mesmo através de emenda constitucional.

O debate subseqüente na comissão provocou uma reação carregada de paixão por parte dos deputados pró-vida, que constituíam a maioria esmagadora.

O Dep. Carlos William trouxe um caixão de bebê e duas bonecas para ilustrar sua posição, e citou versículos da Bíblia. Dep. Miguel Martini e Dep. Luiz Bassuma trouxeram fotos do tamanho de pôsteres de crianças em gestação assassinadas por meio de aborto.

Depois de um breve período de discussão, a comissão votou a favor de uma moção para encerrar o debate e realizar a votação, irando os ativistas pró-aborto, que protestavam fora do prédio.

De acordo com o Jornal do Comércio, o projeto de lei será permanentemente arquivado sem nenhuma votação especial para levá-lo a plenário. “Esse projeto de lei não prosperará na Câmara”, disse Cunha.

A decisão ocorreu depois de uma rejeição anterior na Comissão de Seguridade Social e Família, que rejeitou a legislação em 7 de maio. A votação foi 33 a 0 depois que uma pequena minoria pró-aborto saiu em protesto.

A firme posição pró-vida da Câmara dos Deputados reflete a vontade da maioria dos brasileiros que, de acordo com as pesquisas, estão mais opostos do que nunca à legalização do aborto.

Depois que a CNBB lançou uma campanha pró-vida nacional no começo deste ano, os brasileiros opostos à legalização do aborto aumentaram de 63% para 68%.

Uma recente enquete online realizada pelo jornal liberal O Globo também resultou numa maioria clara contra os projetos de lei de descriminalização do aborto. Os leitores pró-vida expressaram abertamente opiniões contra a legislação em declarações publicadas pelo jornal em seu site.

Expressando incredulidade com a idéia, avançada por grupos pró-aborto, de que a descriminalização do aborto reduzirá o número de abortos, um leitor escreveu: “Pense antes de falar! Uma mulher pode decidir o que fazer com seu corpo, sim! Ao fazer isso, ela só não pode interferir com outra vida. Liberar a prática para reduzi-la? Isso não faz sentido! Proíba e processe para diminuí-la. Cumpra a lei!”

Outro leitor escreveu: “O aborto é uma atitude fraca que denota irresponsabilidade. É fugir das conseqüências das próprias ações. E, para os outros casos, há apoio legal para a questão. É inconcebível aceitar o aborto como um jeito de compensar pelos erros cometidos”.

O aborto é atualmente descriminalizado no Brasil em casos de estupro e para salvar a vida da mãe.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Outros artigos sobre o mesmo assunto:

Projeto de lei abortista sofre nova derrota

“Foi uma vitória e tanto! Nunca vi isso acontecer no Congresso Nacional!”

Derrota esmagadora para os militantes pró-aborto no Brasil

More than Two-Thirds of Brazilians are Against the Legalization of Abortion

Bispos do Brasil lançam importante campanha nacional contra o aborto, a eutanásia e as pesquisas com células-tronco embrionárias