5 de junho de 2008

Onde Estão os Meus Direitos?

Onde estão os meus direitos?

Rev. Samuel Vitalino

Uma coisa me chamou a atenção na última “Parada Gay” na cidade de São Paulo: foi o grito por “direitos Iguais”. Isso me despertou para ver como andam os meus próprios direitos no Brasil.

Levando-se em consideração que sou homem, brasileiro, 32 anos, sem deficiência física, branco, classe média e heterossexual, comecei a me preocupar com a escassez de direitos dirigidos a minha pessoa.

Como sou homem, se esvaem pelas mãos os direitos próprios da mulher. A coisa estranha é que a isonomia nesses casos iguala as mulheres em todas as coisas, menos nas que os homens seriam beneficiados com a “igualdade”. Tudo bem. Abrimos mão de tudo pela fragilidade feminina. Elas merecem e nós até sorrimos!

Não sou estrangeiro, por isso não possuo alguns direitos dentro do meu próprio país que eles possuem. Um protecionismo internacional que só vejo precedente nos Estados Unidos. Lá eu tenho mais direitos que aqui: Soy latino!

Minha idade é uma lástima. Não tenho direito às leis de proteção à infância e adolescência nem à juventude. Mas também ainda não cheguei à boa idade e me escapam os direitos dos idosos. Também não tem problemas. Amamos as cãs e mesmo que não houvesse leis específicas creio que todos nós cederíamos os primeiros lugares nas filas para eles (e as grávidas, mães de colo e deficientes sem problema nenhum).

E por falar em deficientes, eu não tenho deficiência física (à parte da minha feiúra) e, embora assine em baixo as leis de proteção aos deficientes, temos o exemplo máximo de um dedinho que não permite o homem ser torneiro mecânico, mas o habilita a ser Presidente da República. Esse nosso país…

Sou branco. E por mais que espere o verão para “pegar uma corzinha” não se reserva cotas específicas aos bronzeados artificialmente. Por vezes me sinto discriminado com essas coisas.

Como pertencente à classe média, a coisa é muito esquisita. Não sou apto para ser beneficiado por nenhum dos projetos paternalistas do Governo, ao passo que não tenho recursos para não me preocupar com a situação financeira — tenho esposa e dois filhos para cuidar.

Mas o grito gay para mim foi o mais interessante. Assustador, até! O que significa “direitos iguais”? Primeiro, eles querem ser tratados como um sexo — mas não são. Querem ser tratados como uma raça – mas não são também. Mais ainda, querem ter todo o direito de liberdade de expressão (mesmo que invadindo preceitos de retidão e caráter), mas lutam para que alguém como eu — notadamente minoria — não tenha sequer a possibilidade de criticá-los (PL 122).

Quanta incoerência! Tentam se utilizar do Artigo 5 da Constituição Federal, mas interpretam ao seu bel prazer. Se não há distinção — porque eles buscam a distinção? Se há liberdade de crença, por que não posso crer que o homossexualismo é pecado segundo a Bíblia que creio afirma? Se há liberdade de expressão, por que não querem ouvir pela minha livre expressão que eles estão errados na escolha deteriorante que fizeram?

Mais incoerência. Ao falar contra o homossexualismo somos acusados de racistas. Certamente isso é uma grande loucura. Racismo existe (infelizmente) entre brancos, negros, índios e até argentinos, mas homossexual não pode ser considerado como raça. Não se pode admitir isso, por qualquer hipótese. Nem mesmo sexo. Sabemos da existência de dois sexos: macho e fêmea, homem e mulher. A terceira é a via da aberração — falo sem qualquer preconceito, mas com convicção.

Como parte de uma ínfima minoria (masculina, brasileira, branca, adulta e heterossexual), eu não conseguirei juntar 3 milhões de minha espécie na Av. Paulista. Afinal, sou minoria mesmo. Por isso, sozinho aqui, do meu dia-a-dia no Piauí, levanto a bandeira em passeata solitária: onde estão os meus direitos?

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Discriminação contra os brancos

12 comentários :

Priscila disse...

Parabéns, Julio.
Mesmo com as ações infames que todos sabemos que estão sendo perpetradas contra você por pessoas que representam o que há de mais torpe nefftepaiff, você continua firme. Acho você admirável. Deus o abençoe, e siga em frente, sempre!
Um abraço,
Priscila Garcia

margarida disse...

Parabéns, definiu muito bem como tenho me sentido, diante de tanta falta de moral, tenho me sentido uma ET. Este não é o país que nasci.

antonio disse...

E o meu direito de liberdade de expressão? Ao ver o Presidente com a bandeira colorida na mão,temo por esse direito.

Orlando disse...

Excelente argumentário. Não podemos tratar igualmente coisas que são diferentes.

Ronaldo Cadena disse...

Para q o mal(mau) prevaleça, basta q os bons não façam nada.

na verdade essa bandeira de protesto na verdade é solitaria, infelizmente solitaria.
Existe até os q discordam, mas não levatam a bandeira de protesto.
Assim o mundo a cada dia de destroi, se destroi muitas vezes com sorriso no rosto, pintados e fantasiados.

Ronaldo Cadena disse...

Parabens Reverendo Samuel Vitalino pelo Sábio post.
Onde está nossos direitos????????
me sinto lezado e com as mão amarradas e uma mordaça na boca.

Esse Post me fez refletir e pensar de que maneira posso reagir.

Romero disse...

Parabéns pelo artigo, Samuel! Concordo com tudo o que foi dito. Realmente é uma situação complicada. Eles podem falar e agir como querem, mas nós, "que somos minoria" não. Para eles existe a liberdade de expressão, mas para nós, não. Inclusive para nós que somos pais, é muito difícil explicarmos para nossos filhos pequenos que existem pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e que elas estão erradas, porque a toda hora passa em jornais, revistas e televisões que tudo isso agora é "normal". Deus criou o homem e a mulher e um foi feito para o outro. Não existe um terceiro sexo.

Mais uma vez, Samuel, parabéns pelo artigo!

Anônimo disse...

Parabenizo o Meu amigo Samuel pela seriedade que trata esse assunto, sem nenhum preconceito para com as pessoas, precisamos ter direito de rejeitar os atos. É quando o certo se cala que o errado aparece. Somos de fato uma minoria.
Rogério Vasconcelos

Lavrador disse...

INfelizmente o mundo , ou a visão que os homens têm dele, obrigam-nos a aceitar o direito dos outros, muitas vezes autenticas aberrações, como muito bem diz, mas deixa-nos a si e a mim e felizmente à maioria, sem direitos nenhuns! Daqui resulta que só as minorias têm direitos!

bebeto_maya disse...

Ainda que se considere o homossexualismo como manifestação autêntica do indíviduo, o simples fato de não poder debatê-la em público é humilhante.

O simples fato de criminalizar e enfiar na cadeia um pai por se opor a postura sexual do filho, inda que suavemente, com uma expressão lisonjeira: "filho, você é um rapaz bonito, porque não arruma uma namorada", é enojante, humilhante e degradante. É uma aberração democrática, assim como esse misantropo analfabeto, que, pecaminosamente, ajudei a eleger.

Homossexualismo, pode até ser um direito, mas proibir os pais de educarem seus filhos numa conduta heterossexual, é uma aberração brutal, uma imposição cultural inconcebível. Como ficam os pais católicos, evangélicos, judeus e mulçumanos? Ah, já sei, Seu Lula já respondeu: São doentes.

Risemberg disse...

Conncordo plenamente com o pastor Samuel Vitalino. Por encaixar-me perfeitamente nessa minoria (branco, 32 anos e classe média), penso em exigir cotas nas universidades> Sa minorias devem ser protegidas! ou não?

ericboracine disse...

mando mto bem cara.