19 de maio de 2008

A irrelevância e o perigo das políticas socialistas de segurança

A irrelevância e o perigo das políticas socialistas de segurança

Novas políticas de segurança não reduzem a criminalidade, mas reduzem a liberdade e os direitos naturais dos cidadãos que não cometem crimes

Julio Severo

O maior problema hoje do Brasil é a insegurança pública. Ninguém está a salvo, no Brasil, de assaltos, seqüestros relâmpagos, estupros e assassinatos. Até parece uma guerra não declarada, onde o papel do governo tem sido fazer guerra de desarmamento, não contra os criminosos de fuzis e metralhadoras, mas contra os cidadãos que ousam reivindicar o direito de portar uma arma de defesa para proteger suas famílias contra a rotineira violência.

Seria de esperar que o governo acordasse para a realidade infeliz da precária segurança em que vivem milhões de homens, mulheres e crianças no Brasil. Mas não. Com muito alarde, tudo o que o governo consegue ver é que, já que os grupos gays defendem uma estatística de 100 homossexuais assassinados por ano, então o Estado tem a obrigação de mobilizar toda a força policial para proteger uma minúscula minoria de indivíduos que praticam o homossexualismo.

O mesmo Estado que não consegue oferecer segurança adequada para milhões de brasileiros agora é convocado, por manobras políticas e midiáticas, a garantir super-direitos de segurança para cidadãos que praticam o homossexualismo.

Assim, o número insuficiente de policiais e viaturas policiais, que deveriam estar disponíveis para proteger crianças de escola ou trabalhadores que sustentam suas famílias com crianças, deverão ser destacados para proteger indivíduos que, por instinto de desvios sexuais, sentem necessidade de andar às 2h da madrugada em zonas onde há prostituição, drogas, violência e até assassinatos.

O bom senso diria que homens honestos e ajuizados evitam as zonas de perigo. Mas estamos em tempos diferentes, onde os cidadãos mais ousados querem o sabor do pecado nos lugares mais arriscados, e ainda por cima exigem o direito à proteção policial! E quando um deles tomba às 2h da madruga, ecoa o grito: “Mais um crime homofóbico!” E o coro começa: “Queremos mais direitos!” “Queremos andar em zonas de prostituição com segurança!”

Nem passa pela cabeça do governo incentivar os homossexuais, ou outros com problemas de desvio sexual, a evitar zonas de prostituição e violência. O que passa pela cabeça do Estado são os números que os grupos gays martelam insistentemente: “Cem assassinatos homofóbicos por ano!” Alguns desses crimes podem até ter como infratores os próprios homossexuais.

Enquanto isso, o Brasil inteiro sofre 50.000 assassinatos por ano, onde homens, mulheres e crianças são mortos sem direito a super-direitos, privilégios, mobilizações governamentais, etc.

Em sua política de segurança pública, o maior inimigo hoje do governo não são os assassinos, os estupradores, os pedófilos, etc. O maior inimigo é a intolerância — opiniões e atitudes que não aceitam as imposições politicamente (e estatalmente) corretas.

A população, desesperada por segurança, suspira e anseia do governo atitudes concretas de proteção. Com a suposta finalidade de responder ao clamor público por segurança, o governo Lula adotou medidas.

Está tramitando no Senado o PLV 11/8. Esse projeto de lei é proveniente da MP 416/08, que altera a Lei 11.530/07, que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), destinado a articular ações de “segurança” por meio do estabelecimento de determinadas políticas sociais. A idéia do Pronasci, que agora está em fase final, avançou no Congresso Nacional sem nenhum impedimento ou oposição.

Entre outras medidas, a missão do Pronasci é a promoção dos direitos humanos (mais direitos para quem assassina e estupra), intensificando uma cultura de paz (combatendo toda intolerância contra as imposições estatais), medidas de desarmamento da população civil e combate sistemático aos preconceitos de gênero (homossexualismo) e orientação sexual e de diversidade cultural (religiões afros), etc.

Mesmo com o referendo sobre desarmamento 2005, onde o povo votou e decidiu em massa contra a vontade do governo Lula de desarmar os cidadãos, o Estado, em sua ambição totalitária, continua trabalhando para violar a vontade do povo no seu direito legítimo à defesa armada contra a reinante insegurança brasileira. Não só isso, mas o governo Lula conseguiu enfiar questões de preconceitos de gênero (homossexualismo) e orientação sexual nas políticas de segurança pública. Não só isso, mas o Pronasci está também estabelecendo medidas para recrutar as mulheres para o programa nacional Mulheres pela Paz, onde elas serão treinadas para o feminismo, a fim de lutarem pela aprovação dos interesses do governo.

Tal recrutamento tem como alvo vencer e mudar a vontade da maioria das mulheres, pois as pesquisas de opinião pública mostram uma enorme rejeição pelo aborto, fato que foi fartamente comprovado quando o Projeto de Lei 1135/91 (que pretendia liberar o aborto durante os nove meses de gestação no Brasil) foi derrotado por 33 votos contra zero na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. A utilização das mulheres, já prevista pelo Relatório Kissinger em 1974, está sendo aplicada pelo governo petista para a execução de seus objetivos pró-aborto, pró-homossexualismo e sobretudo antifamilia.

O projeto estatal Mulheres pela Paz supostamente defenderá ações de cidadania, tendo em vista a emancipação das mulheres para um envolvimento feminista em causas sociais, inclusive aborto, e cursos de capacitação legal, com foco em direitos humanos, gênero (homossexualismo, entre outros desvios), e reeducação e valorização dos jovens e adolescentes. Nesse treinamento ideológico, as mulheres “descobrirão” que o instinto materno não existe, que a maternidade é uma imposição da cultura “patriarcal”, que casar-se com um homem é tão “natural” quanto praticar o lesbianismo e que o direito ao aborto é supremo grito de “libertação” feminina. O Estado assim assume a cobertura sobre esposas e filhas, substituindo maridos e pais na função de dirigir e prover e dirigindo-as para atividades de interesse estatal longe do lar.

O povo está tão desesperado para se ver livre dos criminosos que aprovará qualquer política que tenha o rótulo de “segurança”, jamais suspeitando que o governo transformou em cavalo de tróia as medidas políticas para lidar com esse anseio público. Enquanto o povo aguarda e anseia por políticas de segurança pública, o governo socialista do PT lhe dá um pacote inteiro que traz muito mais do que só ações sonhadas de segurança. Seu peso ideológico é muito maior do que um genuíno interesse de desarmar criminosos de fuzis e metralhadoras e castigá-los na devida proporção.

As atuais políticas de segurança recrutarão a população incauta para os objetivos sinistros de um Estado carregado de vontades totalitárias e carregado de disfunções no enfrentamento da real criminalidade.

O nazismo e o comunismo conseguiram desarmar suas populações civis e recrutá-las a força para as atividades estatais. Eles eram escravos… E nós? Hoje, cada vez mais desarmados e recrutados para programas estatais de cidadania, temos dificuldade de ver nossa própria realidade.

Vivemos numa sociedade onde o Estado quer total controle sobre as pessoas. Ficaríamos alegres e descansados se esse controle absoluto se limitasse aos assassinos, estupradores e outros criminosos. Mas, pelo contrário, o Estado tem hoje menos controle sobre a criminalidade e muito mais controle sobre todos os cidadãos comuns, cujas liberdades estão sob crescente ameaça de limitações, cuja privacidade vem sendo sistematicamente invadida e cujos valores cristãos vêm sendo agredidos por amor a uma cultura de paz imposta pelo governo. Aos que aceitam essa cultura pró-sodomia e pró-aborto, o governo dá sua “paz”. Aos “rebeldes”, o peso da lei, um peso que o Estado hoje mal sabe usar contra os verdadeiros criminosos.

Por imposições de interesses ideológicos, a democracia brasileira está se tornando uma escravocracia, onde cidadãos que pensam ter direitos e liberdade estão na verdade acorrentados a um sofisticado sistema de escravização estatal, onde o certo é errado, o feio é belo, o mal é o bem e a escravidão é liberdade e direitos.

O novo conceito de “segurança” do Estado brasileiro é o Pronasci, um perigoso oásis de ilusão no vasto deserto socialista. As políticas de segurança do Estado, que grande dificuldade têm de reduzir a real criminalidade e desarmar e prender estupradores, assassinos, traficantes e quadrilhas fortemente armadas, agora voltam seus canhões para os cidadãos comuns, que não vivem para o crime, impondo uma falsa segurança que lhes sacrifica a liberdade e a vida privada e desmantela os pilares da família saudável, tornando-os menos seguros em seus direitos naturais.

Na verdade, um governo socialista usará qualquer política, seja de saúde, educação ou segurança, para estabelecer sua agenda na sociedade. O real objetivo do Pronasci é impor a idéia de “crime de preconceito, identidade de gênero e orientação sexual” e assegurar a implantação e permanência da infecção socialista na sociedade brasileira, cultivando e promovendo uma cultura pró-aborto e pró-homossexualismo.

O povo que, graças aos criminosos, tinha pouca segurança, agora terá menos, graças ao Estado.

Fonte: www.juliosevero.com

Agradeço ao Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, que gentilmente leu e analisou juridicamente meu texto e ofereceu preciosas sugestões.

Leitura recomendada:

Governo Lula adota medidas para fortalecer Programa Saúde da Família

A cubanização da dengue e a idiotização dos que confiam no governo

2 comentários :

Anônimo disse...

Prezado Júlio, cada vez mais me decepciono com este (des)governo do Sr. Lula.A pervertida política pró-aborto, pró-homossexualismo e outros , agora ganha força com essa abominável "política de segurança" O que podemos esperar de um país assim? Vivemos em meio a feras , bandidos e assassinos, tolidos do direito de defendermos nossas vidas de forma eficaz; tal direito só os cidadãos de 1a classe:Juízes, promotores, militares, policiais, têm: a defesa de suas vidas usando, legalmente, uma arma de fogo. Ao restante da população indefesa e desarmada, só restou apelar para a misericórdia divina , suplicando proteção;pois, dificilmente diante de um assassino frio e violento ,sua será poupada se tentar dissuadi-lo de chegar às vias de fato, proferindo os chavões que o governo do PT tanto promove:" sou da paz"; "você é vítima do sistema econômico" etc.. o pobre cidadão não terminará de proferir essas frases , pois será brutalmente assassinado com mais fúria, ainda, pelo facínora. Até aonde chegará a extrema loucura deste presidente e suas "hostes" de ONG'S de "direitos humanos"? O povo precisa acordar! Os cidadãos deste país não podem "engolir" essas políticas infernais do governo. Do contrário, os 50 mil mortos por ano, dizimados pela violência, poderão chegar a números ainda mais assustadores!

Shalom do senhor Jesus.
Marco Antônio

Anônimo disse...

A participação dos evangélicos no congresso graças a coesão eleitoral dos mesmos faz com que, proporcionalmente, sejam mais numerosos. O objetivo do Lula é
neutralizar os evangélicos como força política. Ele já usou vocês para se eleger
e graças a sua "popularidade" quer descartá-los ou pelo menos enfraquecê-los.