16 de abril de 2008

Dr. James Dobson responde a uma pergunta sobre disciplina de crianças

Dr. James Dobson responde a uma pergunta sobre disciplina de crianças

Pergunta: Parece ser simplesmente selvagem provocar dor numa criança indefesa. É saudável dar uma surra numa criança?

Dr. James Dobson responde: O castigo físico, quando utilizado de forma amorosa e adequada, é benéfico para uma criança porque está em harmonia com a própria natureza. Considere o propósito de dores menores na vida de uma criança e como ela aprender com a dor. Suponha que o Pedrinho, de dois anos, puxe uma toalha de mesa, de modo que o vaso de rosas, que está na mesa, o atinja bem na cabeça. Com essa dor, ele aprende que é perigoso puxar a toalha da mesa, a menos que ele saiba o que está em cima dela. Quando ele toca num forno quente, ele rapidamente aprende que o calor tem de ser respeitado. Se ele chegar a viver cem anos, ele nunca mais tentará tocar num forno. Ele aprende a mesma lição quando puxa o rabo do cachorro e prontamente leva uma mordida na mão, ou quando sai do assento de bebê quando a mãe não está observando e acaba descobrindo tudo sobre a lei da gravidade.

Durante os anos de infância, ele tipicamente acumula galos, machucados, arranhões e queimaduras menores, cada um lhe ensinando acerca dos limites da vida. Essas experiências o tornam uma pessoa violenta? Não! A dor associada a esses eventos o ensina a evitar cometer os mesmos erros de novo. Deus criou esse mecanismo como valioso instrumento de instrução.

Quando um pai ou uma mãe administra uma surra razoável em resposta a uma desobediência deliberada, uma mensagem sem palavras está sendo dada à criança. Ela precisa entender que não só há perigos no mundo físico que devem ser evitados. Ela precisa também estar atenta aos perigos de seu mundo social, tais como desafio, desrespeito, egoísmo, pirraças, conduta que coloca a vida dela em perigo, aquilo que machuca os outros, etc. As dores menores associadas a esse mau comportamento tendem a inibi-lo, exatamente como o desconforto opera para moldar o comportamento no mundo físico. Essas dores não lhe ensinam ódio, nem trazem como conseqüência a rejeição, nem tornam a criança mais violenta.

Aliás, crianças que experimentam castigo físico de pais amorosos não têm dificuldade de entender seu sentido. Recordo meus bons amigos Art e Ginger Shingler, que tinham quatro belos filhos que eu adorava. Um deles passou por um período em que ele estava simplesmente “pedindo para receber”. O conflito chegou de cheio num restaurante, quando o menino continuou a fazer tudo o que podia para ser mal-educado. Finalmente, Art levou-o ao estacionamento para uma surra que já havia passado da hora. Uma mulher que estava passando observou o evento e ficou irada. Ela criticou o pai por “abusar” do filho e disse que ela tinha a intenção de ligar para a polícia. Com isso, o menino parou de chorar e disse para o pai: “Qual é o problema com essa mulher, pai?” Ele entendia a disciplina, muito embora a mulher que queria “resgatá-lo” não entendesse. Um menino ou menina que sabe que o amor abunda no lar não sentirá ressentimento de uma surra bem merecida. Alguém que não recebe amor ou é ignorado odiará qualquer forma de disciplina!

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://www.troubledwith.com/ParentingChildren/A000001024.cfm?topic=parenting%20children%3A%20discipline

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A Disciplina Física Deve Ser Proibida?

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