11 de março de 2008

Índios estatizados: o papel do Estado no sufocamento do Evangelho entre as tribos

Índios estatizados: o papel do Estado no sufocamento do Evangelho entre as tribos

Julio Severo

O governo Lula gosta de ser pioneiro. É marcadamente o governo mais socialista que o Brasil já teve. Mas seu pioneirismo em favor do Estado absoluto e absolutamente dominante sobre tudo e todos — inclusive valores éticos e morais — não se restringe apenas ao fervor socialista.

Para que não reste a ninguém dúvidas acerca de suas pretensões, o governo Lula mostra, a nível internacional, aonde quer levar seu pioneirismo. Os representantes do Estado brasileiro introduziram na ONU logo no primeiro ano do governo Lula uma infame resolução classificando o homossexualismo como direito humano inalienável. Esqueça literalmente o que Deus diz sobre homossexualismo — o que vale agora é a lei e vontade do Estado. É a primeira vez na história da ONU que um país requer a defesa mundial do homossexualismo.

No próprio Brasil, o governo Lula é responsável pela criação e implementação do programa Brasil Sem Homofobia, em 2004. Como se esse programa federal não fosse o suficiente, Lula assina em 2007 decreto presidencial convocando os militantes homossexuais do Brasil inteiro para um grande encontro em Brasília — sob patrocínio do governo federal — para discutir a criação e implementação de muito mais leis e políticas públicas para beneficiar exclusivamente os que escolheram o vício da sodomia. É a primeira vez na história do Brasil que um governo impõe como prioridade a defesa do homossexualismo.

O Estado todo-poderoso decide se a sodomia deve ser considerada nojenta ou sagrada, e todos os outros deuses que se prostrem às sentenças estatais. Aliás, esse mesmo Estado vem decidindo se a vida humana pode ou não ser descartada — supostamente para salvar outras vidas por meio de experiências fatais com células-tronco embrionárias. De seu trono, o Estado laico arrogante decide tudo o que quer, não temendo ou respeitando nenhum deus, por não lhes reconhecer nenhuma autoridade legal. Para o Estado laico, todos os deuses — seja Jesus, ou qualquer outra entidade considerada divina por qualquer outra religião — são iguais e seus seguidores devem igualmente reconhecer a autoridade do Estado laico como suprema.

O Estado laico brasileiro tem assumido uma postura altiva nas decisões nacionais e internacionais envolvendo aborto e homossexualismo, sem se importar com nenhuma opinião divina ou humana.

Agora, seguindo seu padrão de pioneirismo e arrogância, o governo Lula iniciará a primeira grande ofensiva contra ONGS estrangeiras.

Será que finalmente o governo Lula descobriu que a mentalidade estatal atual em favor do aborto e homossexualismo no Brasil é conseqüência de investimentos bilionários de entidades e fundações dos países ricos? Será que finalmente o governo Lula chegou ao conhecimento de que a vasta maioria dos grupos de aborto e homossexualismo do Brasil recebe assistência financeira e logística estrangeira?

A operação Arco de Fogo, contra as ONGs estrangeiras, será realizada pela polícia federal — mas essa ação nada tem a ver com ONGs de aborto e homossexualismo. Essa ação não incomodará nenhum dos vastos investimentos externos de aborto e homossexualismo no Brasil.

O que então a polícia federal fará que já está estabelecendo o pioneirismo estatal na intervenção a entidades estrangeiras?

De acordo com o Jornal do Brasil de 21 de fevereiro de 2008, entre outras ações, “a polícia federal vai acertar nas ONGs estrangeiras que há décadas atuam na Amazônia tendo como pretexto… a evangelização. No mesmo período da operação, uma força-tarefa criada por portaria do ministro Tarso Genro, da Justiça, dará início à fiscalização de entidades suspeitas de… interferir na cultura indígena”.

O Jornal do Brasil relata que a polícia federal já elaborou uma “lista das principais ONGs a serem investigadas por supostas irregularidades. Não se sabe ainda que tamanho tem a lista, mas é maior que a elaborada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e encaminhada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No grupo há entidades acusadas de deturpar a cultura indígena ao introduzir rituais religiosos estranhos às etnias”.

Entidades missionárias evangélicas, que já estão sendo investigadas pela KGB brasileira, a Abin, agora sofrerão medidas repressivas mais pesadas do governo federal. Para não se ter dúvidas das intenções estatais, a Abin tem tido ligações com o infame serviço secreto comunista de Cuba. A ditadura de Fidel Castro é responsável pela tortura e assassinato de dezenas de milhares de pessoas inocentes, inclusive cristãos. Mesmo assim, Lula sente orgulho de ter amizade com a múmia comunista.

Os missionários evangélicos são responsáveis pela introdução do Evangelho entre as tribos do Brasil e têm grande carinho pelos índios. Recentemente, a revista Istoé e meses atrás a revista Veja noticiaram o escândalo da matança de crianças índias por bárbaros costumes tribais — debaixo dos olhos da estatal FUNAI, que não intervém para salvar as crianças a fim de não “interferir” nas culturas indígenas. Agora, com a ajuda da KGB brasileira, o Estado policial paranóico — que nunca se importou com tal matança — está colocando os olhos nas ONGs missionárias que estão “interferindo” nas culturas indígenas.

Para que não “interferiram”, basta que os missionários façam exatamente o que o Estado faz — não se importar se tradições de bruxaria tribal condenam crianças inocentes a morte por enterramento, sufocação, tortura, flechadas, pauladas, estrangulamento, envenenamento, etc.

Contudo, o Estado quer muito mais indiferença. Não “interferir” também significa não introduzir Jesus e a Bíblia nas culturas indígenas. No que depender do governo, os missionários podem fazer as malas e voltar cada um para o seu lugar.

Todo cristão sabe que a principal missão de vida na terra é glorificar Jesus e levar o Evangelho a toda criatura. E os índios também são criaturas de Deus. Eles também precisam de Jesus e do Evangelho.

Opinião contrária tem o governo: os índios — com sua cultura de infanticídio e feitiçaria — não precisam da “cultura” de Jesus e do Evangelho. Eles não devem ser incomodados.

Enquanto a polícia federal se prepara para agir, os líderes evangélicos silenciam. Aliás, muitos deles não têm aberto a boca para denunciar o governo federal pelo seu apoio a políticas de aborto e homossexualismo. Seria então de estranhar que eles também não se levantem para defender os missionários que denunciam o infanticídio entre os índios? Mas durante a eleição e reeleição de Lula, muitos abriram a boca para apoiá-lo.

Silenciar na questão do aborto, homossexualismo e infanticídio entre índios é ato de grande negligência diante de Deus. Como podemos deixar de denunciar a maldade estatal? Restringir a atividade missionária entre os índios é abortar a eternidade deles. Se as vozes dos líderes evangélicos não se levantarem, as pedras clamarão. Aliás, já estão clamando.

O Dep. Márcio Junqueira, de Roraima, declarou na Câmara dos Deputados em 21/02/2008:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje venho à tribuna da Câmara dos Deputados trazer ao conhecimento do País fatos da maior gravidade, fatos esses que exigem de todos nós, Parlamentares e cidadãos, uma contundente e definitiva resposta, sob pena de estarmos acumplicidados pelo silêncio à prática da segregação racial e religiosa, em clara violação da Constituição da República Federativa do Brasil.

Sr. Presidente, uma grande nação somente será construída se calcada no respeito à liberdade e aos direitos humanos. Entre esses direitos sagrados se encontra aquele de professarmos, livremente, nossa crença ou de mudarmos, se assim nos convir.

Acontece, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, que o meu Estado, que há muito tempo vem sendo desrespeitado pelo arbítrio do Governo Federal, como se não fizesse parte da Federação, encontra-se agora vivendo momentos de perplexidade diante das medidas inusitadas tomadas pela FUNAI.

Não bastasse a violência de uma demarcação sem levar em consideração a segurança nacional, agora decidem que todos os missionários e pastores evangélicos não índios sejam expulsos da reserva… E notem, senhores, que o argumento utilizado para a retirada dos missionários evangélicos é o fato de não serem índios, apesar de serem brasileiros…

Fui procurado pelo Pastor José Dilson Reis de Mesquita, que lidera um movimento em defesa da liberdade religiosa nas áreas indígenas. Ele informa que diante das pressões da FUNAI e do Conselho Indígena de Roraima… algumas igrejas já retiraram os seus missionários, deixando seus fiéis sem orientação religiosa, razão pela qual consideramos que a hora é grave e o momento é decisivo. Por isso, os evangélicos reclamam posicionamento de todos.

Todos aqui conhecem a seriedade e os relevantes serviços prestados pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus nos mais distantes recantos do Brasil. Aliás, tenho em mãos uma notificação judicial que obriga a Assembléia de Deus a se retirar da Vila do Surumú, Município de Pacaraima, e das localidades de Água Fria e Socó.

Eu pergunto: quem é a FUNAI para dizer qual pode ser a minha fé? Manter-se na indiferença ou inatividade na presente hora é crime imperdoável de lesa-patriotismo. Por isso, conclamo todos os evangélicos e os amantes da liberdade a repudiarem essa atitude discriminatória do Governo Lula contra os evangélicos não só de Roraima e mas também de todo o Brasil.

Diante da gravidade dos fatos, o Movimento em Defesa da Liberdade Religiosa nas Áreas Indígenas estará organizando uma grande manifestação pública para o mês de abril, com o objetivo de chamar a atenção de toda a sociedade brasileira, para que essa situação absurda e inaceitável que hoje acontece em Roraima acabe. Os evangélicos são um segmento do cristianismo, que é uma religião universal. Todos os povos necessitam ouvir a Palavra de Deus. Em obediência a uma ordem imperativa do seu fundador, que disse: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Isso inclui os indígenas da área Raposa do Sol.

No Governo Lula, o Estado de Roraima está sendo privado da posse de suas terras, o povo já perdeu o direito de ir e vir em território nacional e agora até a liberdade religiosa nos é negada. É hora de nos unirmos para dar um basta a essa situação.

Não aceitamos esse tipo de coisa. Temos uma posição e cremos num só Deus.

O Dep. Márcio Junqueira declarou o que os líderes evangélicos já deveriam estar declarando.

O bem-estar espiritual — que também traz bem-estar físico e social — não é alcançado por meio da bruxaria ou do paganismo, e muito menos pelo Estado, mas unicamente através de Jesus Cristo. Seja índio ou não, velho ou jovem, brasileiro ou estrangeiro, adulto ou criança, todos os que desejam esse bem-estar espiritual devem estar dispostos a renunciar a tradições, costumes e práticas que interferem no reconhecimento do Senhorio de Jesus. Todos têm direito de conhecer Jesus e renunciar ao mal. Mas no que depender do governo federal, os índios não têm esse direito.

Os índios podem ficar sem Deus, por determinação do Estado. Mas o que o Estado jamais aceitaria é que os índios escolhessem ficar sem o Estado.

Quanto aos cristãos, eles farão o que para confrontar um Estado que age ilegalmente impedindo os índios de conhecer Jesus?

Sim, é hora de o governo federal saber que o Estado não é Deus nem está acima de Jesus. Mas quem lhe dirá essa verdade?

Os índios — e todo o restante da população brasileira — têm direito a um Estado que respeite seus direitos pessoais. E nenhum direito é maior do que a liberdade de conhecer e adorar o verdadeiro e único Deus. Qualquer governo que ouse interferir nessa liberdade é ilegal.

Portanto, o governo federal deve cessar seu controle e autoritarismo sobre a alma dos índios e respeitar a liberdade legítima de eles decidirem se querem ou não Jesus e se querem ou não o Estado e suas loucuras.

O Brasil precisa urgentemente de cidadãos sérios. Um governo que tem a cara de pau de lançar uma operação de investigação contra ONGs missionárias, mas joga para baixo do tapete suas próprias ligações com as FARC, merece muita intercessão e intervenção de seus cidadãos.

As ONGs evangélicas, em sua maioria, proporcionam o bem aos índios e ao Brasil. As FARC, o maior movimento terrorista comunista da América Latina — com toda a sua imensa rede de narcotráfico que opera na região amazônica, tirando vantagem até mesmo dos índios —, são uma das maiores ameaças ao Brasil e ao mundo. Contudo, o governo socialista do Brasil prefere voltar sua atenção não contra os terroristas comunistas narcotraficantes, mas contra os missionários.

O Brasil tem hoje o governo que o inferno pediu.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

2 comentários :

Pericles disse...

Ainda nem li a matéria mas só o título é um absurdo !!
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/03/11/aulas_sobre_historia_cultura_afro-brasileira_indigena_passam_ser_obrigatorias_nas_escolas-426180474.asp

flávio plácido guerra silva disse...

Isto não é governar !Trata-se de um desgoverno total.Desrespeito a liberdade de expressar a fé, e externar a esperança na qual confiamos.Aliás , o referido governo soube fazer uso do dinheiro público para financiar a praça dos orixás, na capital nacional; em defesa do afro- espiritismo, oriundo de práticas tribais; ensinando a toda população de origem cristã, à religião dos índios africanos, introduzida no brasil pelos escravizados.Desta forma o estado laico ensina que devemos aplaudir determinada religião. Usa o dinheiro do povo, não deles , nem das suas vontades e interpretações mascaradas em um suposto apoio ou defesa da cultura.
Seria mais interessante que a polícia federal, ao invés de se preocupar com ongs de missionários , investigasse sim , as ongs que foram motivo de polêmica no congresso nacional, acusadas de inúmeras irregularidades.