19 de fevereiro de 2008

A guerra continua: os bispos católicos do Brasil levam batalha pró-vida à ONU e às fundações internacionais

A guerra continua: os bispos católicos do Brasil levam batalha pró-vida à ONU e às fundações internacionais

“Declaração de Aparecida em Defesa da Vida” é um chamado à guerra contra o controle populacional globalista

Matthew Cullinan Hoffman

APARECIDA, BRASIL, Fevereiro de 2008 (LifeSiteNews.com) — Os bispos católicos do Brasil têm um longo histórico de indiferença — ou até mesmo oposição aparente — ao ensino da Igreja Católica com respeito às questões da vida humana. No entanto, no Santuário de Aparecida dias atrás, eles fizeram o que parece ser uma declaração de guerra contra o aborto e outros crimes contra a vida humana.

O I Congresso Internacional em Defesa da Vida, que foi realizado em Aparecida de 6 a 10 de fevereiro, formulou a Declaração de Aparecida em Defesa da Vida, que foi lida pelo Bispo Dimas Lara, secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao final da conferência.

A Declaração busca levar a batalha pela vida humana e questões de família à ONU e às ricas fundações internacionais que vêm tentando impor o aborto, o controle da natalidade, a educação sexual liberal e o homossexualismo nas nações “subdesenvolvidas”, numa tentativa eugênica de suprimir suas populações e explorar suas economias.

“Desde 1952 um programa global foi conduzido que é dedicado ao controle populacional, principalmente dos países mais pobres”, diz a Declaração. “Esse programa foi inicialmente desenvolvido pelo Conselho de População, que foi criado pela Fundação Rockefeller, que incluía a promoção da mentalidade antinatalidade, inclusive a implantação de contraceptivos, aborto legal e outros ataques à vida, dentro de uma perspectiva geopolítica e eugênica, em vez de combaterem a pobreza investindo no desenvolvimento econômico dos pobres”.

“Tendo implantado essa mentalidade contraceptiva, o aborto e a eutanásia se tornaram parte de uma política demográfica integrada num programa político maior de globalização que busca implantar monopólios econômicos”.

“Desde a década de 1980, sob o plano estratégico designado pelas grandes fundações que promovem o aborto, as políticas de controle populacional vêm sendo deliberadamente apresentadas de forma camuflada sob a aparência de emancipação da mulher e a defesa de supostos direitos sexuais e reprodutivos disseminadas pela criação e financiamento de uma rede internacional de ONGs que promovem o feminismo, a educação sexual liberal e o homossexualismo”.

A Declaração também culpa a ONU e a Federação Internacional de Planejamento Familiar de promover a agenda do controle populacional nas nações mais pobres.

“A ONU, desde a década de 1980, está comprometida com políticas de controle da natalidade que hoje constituem um foco educacional imenso. Por meio de seus órgãos a ONU tem tido êxito em desafiar a Lei Natural Universal e os direitos positivos de cada nação”, declara a Declaração, que também acusa a ONU de “criar um sistema legal dominante no direito internacional pelo qual o relativismo de idéias e ações, para o benefício de interesses especiais, é consagrado, em detrimento dos direitos fundamentais da pessoa humana”.

“A IPPF (Federação Internacional de Planejamento Familiar)”, continua a Declaração no parágrafo seguinte, “que constitui a segunda ONG mais poderosa do mundo, depois da Cruz Vermelha Internacional, com suas filiais locais (no Brasil, a Bemfam), e seus organismos satélites, como o GPI (Grupo Parlamentar Interamericano de População e Desenvolvimento) e o IPAS, principal provedor de máquinas de sucção para abortos precoces e de cursos de capacitação em práticas de abortos para médicos, têm como objetivo respectivamente a implantação, nos países em desenvolvimento, da contracepção, esterilização, aborto e treinamento de profissionais da área da Saúde para a incorporação dessas práticas.”

A Declaração então faz várias denúncias, inclusive contra “a tentativa de descriminalizar e legalizar o aborto na América Latina”, “fraude no campo científico, a manipulação da linguagem e as autorizações estatais” que permitem a distribuição do controle da natalidade, “educação sexual hedonista”, “ideologia de gênero”, “que promove o homossexualismo entre crianças e jovens” e “as tentativas de implantar a eutanásia”.

A declaração finaliza propondo uma série de ações e estratégias para combater forças antivida, inclusive “observadores permanentes dentro do Congresso Nacional” para monitorar a legislação, “ações legais” contra as violações do direito à vida e programas educacionais por parte das autoridades da Igreja Católica. A declaração também ecoa o pedido do Vaticano em favor de uma “moratória” mundial na questão do aborto e da eutanásia.

O Bispo Dimas Lara, em sua declaração de abertura na conferência, também apontou a subversão dos católicos efetuada pelo materialismo do mundo moderno como fonte da cultura da morte.

As recentes declarações dos bispos brasileiros, que há anos estão em relativo silêncio com relação às questões da vida humana e se associaram aos movimentos socialistas do Brasil, parecem indicar um desejo quase militante de confrontar as forças do controle populacional global que fizeram profundas penetrações na América Latina em anos recentes.

Um jornal argentino está dizendo que a linguagem agressiva usada pelos bispos significa que eles estão “em guerra” com o Presidente Lula, cujo ministro da saúde promove a descriminalização do aborto. Atualmente, no Brasil o aborto não há penalidades legais para o aborto somente nos casos de estupro e risco de vida da mãe, embora ambos sejam tecnicamente proibidos.

Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Um comentário :

Marcelo disse...

Ótimo artigo. Para combater essa militância abortista e gayzista que claramente é liderada por forças do mal, só mesmo um "fronte de guerra" para o bem poderá ter forças para derrotar-los.