4 de fevereiro de 2008

Como as igrejas castram os homens

Como as igrejas castram os homens

Tristan Emmanuel

Já parou para pensar no motivo por que os homens cristãos estão como se tivessem sido capados? Ou por que a maioria dos homens másculos acha absolutamente impossível ter um bom relacionamento com a liderança cristã?

Você não está sozinho.

Eu costumava pensar que o problema estava comigo, que eu era antiquado ― pelo menos, era isso o que me diziam.

Mas então tive um encontro com Deus.

Deus não enviou homens efeminados para pregar o Evangelho, construir igrejas e reformar a sociedade na época da igreja primitiva. E certamente ele também não fará isso hoje.

Venho escrevendo uma pequena minissérie sobre o estado de nossa sociedade. Tenho declarado tudo numa estratégia: Se reformarmos e reavivarmos a igreja, veremos reforma e reavivamento na sociedade também.

Na semana passada senti-me tocado durante o momento de adoração. Nesta semana, o foco é a masculinidade. Como parte de uma estratégia para mudar a sociedade precisamos parar de castrar a masculinidade dos homens.

A solução é simples. Comece a incentivar os homens da igreja a serem homens ― não mulheres vestidas em roupas masculinas

Não sou o único a dizer isso.

O escritor David Murrow escreveu um livro muito importante sobre o assunto: “Why Men Hate Going to Church” (Por que os Homens Odeiam Ir para a Igreja). Ele confirma minha teoria. Os homens não se sentem bem-vindos mais nas igrejas, porque o Cristianismo vem sendo feminizado.

Murrow relata várias estatísticas importantes em seu livro:

•Uma típica congregação americana atrai um público adulto que é 61 por cento de mulheres e 39 por cento de homens. Essa diferença entre homens e mulheres aparece em todas as categorias.

•Em qualquer dado domingo há 13 milhões de mulheres adultas a mais do que homens nas igrejas dos Estados Unidos.

•Neste domingo quase 25 por cento das mulheres evangélicas casadas irão ao culto sem o marido.

•As atividades de culto no meio da semana atraem de 70 a 80 por cento de participantes do sexo feminino.

•Noventa por cento dos meninos que estão sendo criados nas igrejas as abandonarão ao chegarem à idade de 20 anos. Muitos deles jamais voltarão.

•Mais de 90 por cento dos homens nos EUA acreditam em Deus, e cinco de cada seis homens se classificam como cristãos. Mas só dois de cada seis deles freqüentam uma igreja em qualquer domingo determinado. Geralmente, os homens aceitam a realidade de Jesus Cristo, mas não conseguem ver nenhum valor em ir para a igreja.

Essas são estatísticas absolutamente assustadoras, mas não são de surpreender.

J. Grant Dys argumenta em seu blog que dá para se ver os desdobramentos dessa realidade em nossas famílias (ou pelo menos no que restou delas), nossas escolas, nossos clubes e nas prisões de nossa sociedade. E ironicamente, com a morte da masculinidade verdadeira, um número crescente de rapazes está buscando recuperar na homossexualidade sua masculinidade.

Num nível cultural, nós todos sabemos que a idéia de um “homem real” foi quase que totalmente eliminada de nossa consciência social. Os homens são objetos de zombaria e difamação. Assista a qualquer comercial ou comédia de TV e você verá com os próprios olhos um fogo cerrado de ataques, todos designados para agredir a dignidade da masculinidade real e o papel modelo histórico do homem como provedor e protetor.

Não estou dizendo nenhuma novidade. Muitos já tocaram nesse assunto, alguns muito melhor do que eu. Mas o que me preocupa não é que a sociedade em geral tenha rejeitado a masculinidade. O que me preocupa é que as igrejas agem como cúmplices dos que promovem o conceito de se excluir a masculinidade. E não são apenas as igrejas liberais que são culpadas nesse negócio.

Na vasta maioria das vezes, o “papel modelo” pastoral nos círculos evangélicos reflete aquele personagem dos “Simpsons”, o Rev. Love Joy. Nossos pastores são tapados estranhos, esquisitos ou inofensivos, ou são tipos astutos de homens efeminados que conseguem literalmente derramar lágrimas ao som de uma moedinha, mas não têm absolutamente nenhuma coragem de assumir uma posição contra o mal ou ensinar a verdade inequívoca com autoridade.

Suprimiram a assertividade masculina santa, optando em vez disso por serem “bacanas”. Eles abdicaram do seu chamado de “falar a verdade”, por puros interesses politicamente corretos. E decidiram que manipular as pessoas com livros emocionais de auto-ajuda e pregações engraçadas é melhor como ponto principal do que treinar e ensinar os homens de suas congregações a serem líderes e guerreiros de Cristo. E como resultado, a igreja evangélica está sofrendo de escassez de homens de verdade.

A culpa é do feminismo?

Sem dúvida alguma o feminismo é uma força maligna na sociedade norte-americana. É maligna porque vem tentando estabelecer a igualdade. Mas a verdade é que é culpado de perpetrar uma fraude precisamente porque não estabeleceu a igualdade. O que o feminismo teve êxito em fazer é convencer ambos os sexos de que a única identidade masculina que é valiosa é um homem efeminado. Aliás, o único caminho para a igualdade existir é os homens serem como mulheres, ou simplesmente não existirem.

Agora, podemos culpar o movimento feminista por tudo o que quisermos ― mas nada mudará, porque no fim, os homens adotaram sua própria feminização. Conforme aponta Dys, os homens mesmos fizeram isso consigo porque se tornaram delicados e preguiçosos.

Os homens estão muito mais interessados em favorecer o movimento de mulheres do que em expressarem sua masculinidade. E quer seja porque queremos ser “populares com as garotas”, porque somos inseguros e incertos demais acerca de liderança, ou se é por pura exasperação (“Elas querem assumir a liderança? Vão em frente. Não vou mais discutir”), estamos abrindo mão de nossos papéis na família, igreja e Estado.

Mas vamos ser claros numa coisa: Não tínhamos nenhum direito de abdicar dessa responsabilidade.

A solução é bem simples: Os homens precisam ser homens de novo. Eles precisam assumir sua responsabilidade do jeito que Deus planejou que eles se conduzissem. E a igreja precisa reaprender como ajudá-los nisso de novo.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

14 comentários :

Wagner disse...

Como pego o link do post? Abraço!

Julio Severo disse...

Olá, Wagner! Aqui está o link: http://juliosevero.blogspot.com/2008/02/como-as-igrejas-castram-os-homens.html

Pericles disse...

Mais um texto super atual Júlio. Realmente existem vários efeminados nos púlpitos o que sempre me causou estranheza é essa é a primeira vez que leio algo sobre isto.O autor fala com muita sabedoria e isto acontece comigo, porque mesmo não sendo convertido a Cristo sempre gostei de vez ou outra frequentar a igreja para ouvir a palavra e orar e devido aos fatos relacionados tenho cada vez menos vontade.É uma choradeira para emocionar o coração e afrouxar o bolso.Vendo por outro lado, devem existir muitos falsos pregadores interessados nisso, já que sem homens de personalidade é muito mais fácil de manipular o rebanho.È óbvio que o homem é mais racional e se não nos deixamos levar pelo teatrinho de nossas mulheres, imagine de um barbado igual a gente. Quando questionados eles virão com aquele papo: "Não toque nos ungidos ! "

Jorge Nilson disse...

Não somente os homens estão sendo feminilizado como as mulheres estão sendo masculinizadas. As mulheres estãosendo consagradas a "pastoras", "bispas", "apóstolas" ou a quaquer outro termo que venha conferir-lhes autoridade na igreja. Quanto ao "papo" de não toqueis no meu ongido é biblico, concorde ou não. Não devemos porém, usar este "papo", para defender os erros que alguns cometem e após se defendem usando-o. Muito bom este texto. Parabéns!.

Marcelo disse...

Eu sou um cristão, mas não vou à igreja. Eu me sinto estranho quando vou lá, por isso deixei de frequentar. Rezo, medito e reflito sozinho, sinto que assim estou mais perto de Deus do que na igreja.

mara almeida disse...

Glória a Deus por esse blog e por tanto conhecimento vindo do céu para edificarnos nossas vidas ..Achei interessante esse artigo sobre a masculinidade , acho que isto daria um ótimo Best Seler .. Com certeza há mta gnt perdida sem identidade dentro das Igrejas. O silêncio de mtos , é sinal que falta direção em mtas áreas e principalmente na sentimental . Um abraço e que Deus continue te usando .
louvor.mara@yahoo.com.br

Marcos disse...

Paz e Graça Julio Severo e a todos leitores, mais um artigo para reflexão não devemos jamais generalizar irmãos e não nos afastarmos da casa de Deus por erros de alguns, existem sim denominações que erronaemante criam doutrinas não embasadas na bíblia mais nem todas as igrejas são assim pois a igreja e o corpo de cristo e cristo e a cabeça de igreja, devemos ao invez de afastarmos orarmos juntos com nossos irmãos para um consenso do evangelho de nosso Jesus Cristo para o agrado de Todos! E não criar artigos ou traduzilos como uma forma de denegrir denominações, erros existem sim e quem nunca errou? quem atira a pedra tem que estar preparada para responder pelo tal ato.;

e Parabéns Julio Severo por ter colocado esse texto para podermos debater


Fique na Paz de Cristo
Marcos
salvacao.wordpress.com

Pericles disse...

Ao sr. Jorge Nílson: não disse que não é bíblico o fato de tocar nos ungidos, apenas que é usado pelos que são questionados sobre as atitudes contrárias a palavra de Deus e não aceitam críticas nem questionamentos. Existe fórmula para saber quem é ou não ungido? Não pode uma pessoa que foi muito usada por Deus de repente desviar-se? Cito como exemplo o Edir Macedo agora apoiando o aborto. Atenção agora: "devemos ao invez de afastarmos orarmos juntos com nossos irmãos para um consenso do evangelho de nosso Jesus Cristo para o agrado de Todos!". Pelo pouco que conheço o evangelho não foi escrito para me agradar e sim para ser seguido."E não criar artigos ou traduzi-los como uma forma de denegrir denominações". Ah então qualquer denominação por mais antibíblica que seja só por se dizer cristã não deve ser questionada? Tomem cuidado porque o ecumenismo e comunismo estão se alastrando nas igrejas.Como sei que importa mais agradar a Deus do que aos homens seguirei criticando o que achar que está errado sem medo de ser criticado.

salvacao disse...

pericles

Paz do Senhor não confunda ecumenismo como querer prevalecer e ser dono da verdade toda denominação deve ser sim critica mais vejamos quem esta a criticando, que moral nos temos de criticar alguma denominação , sem muitas vezes passamos horas na internet baixando musicas e não temos coragem de evangelizar ninguem.Que moral temos?

Vamos fazer uma auto analize e ser mais humildes e pregar o evangelho de Jesus Cristo como ele é.

Fique na paz do Senhor!

Jorge Nilson disse...

Ao Sr. Pericles no Amor de Cristo

Foi o senhor mesmo que deu a entender que os pastores são os ungidos. Quanto as "fórmulas" existem duas: 1ª A Igreja de Cristo é ungida do Senhor I Jo. 2:20. A 2ª é a seguinte: Se no Antigo Testamento os ungidos eram os líderes do povo de Deus (Profetas, reis, sacerdotes, juízes), hoje quem são os líderes? Os pastores. Até os governantes ímpios a Bíblia manda honra-los. Denunciar o erro não é o mesmo que fazer crítica. A critica geralmente é algo pessoal, denunciar o erro é espiritual.
Quanto ao ecumenismo católico, ele é questionável. Só o Espírito de Deus poderá fazer essa obra. Não é obra dos homens. Poderemos contribuir.
Os homens usados por Deus poderão cair sim. Reprovar o erro é dever de todo o cristão comprometido com a verdade bíblica.
Quanto aos artigos "criados ou traduzidos" é de responsabilidade dos que escrevem. Aceitar ou não é de fórum íntimo dos leitores. Sr. Pericles, continue expressando os seus pensamentos, pois isso é um direito que todos possuem. Mas saiba, que quem se habilita a falar o que pensa deve está preparado para ouvir o que não pensa. O trabalho de reprovar os erros doutrinários e as práticas
pecaminosas é árduo, porém tem a presença de Jesus consigo. Deus lhe cubra de proteção e bençãos. Um abraço.

Pericles disse...

Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Ezequiel 3:20
Eu não tenho autoridade moral para criticar ninguém,na verdade a expressão denunciar o erro é mais adequada.Tenho usado palavras de conteúdo mais agressivo, vou procurar moderar.Esse texto que li ontem é muito mais esclarecedor do que qualquer argumento meu:
http://www.cpr.org.br/nao_toqueis_ungidos.htm

Rev. Ageu Magalhães disse...

Caro Julio Severo,

Concordo plenamente e, na minha visão, a culpa de termos muito mais mulheres em nossas igrejas do que homens é da feminilização e do emocionalismo da adoração contemporânea. Atingindo muito mais a emoção do que a razão, os cânticos atuais são bem próprios para as emoções das mulheres, mas deixam uma lacuna grande na carência racional que o homem tem. Observe letras como "me derramar, dizer que te amo", "tu és formoso", "sentar no seu colo", etc... Letras românticas para expressar adoração a Cristo, que não é namorado, mas Senhor. Esta moda romântica já foi denunciada no livro de Michael Horton "A Face de Deus", mas a Igreja Evangélica brasileira não houve os seus críticos. Vamos nos conformando então, cada vez mais com o mundo. É hora de mudar. Abraço, Ageu.

Kennon disse...

Graça e Paz!
De fato, vemos em nossos cultos atividades, inclusive as músicas e as atitudes de adoração bem mais feminilizadas. É uma questão muito séria! Já tinha percebido tal coisa, mas não havia compartilhado com ninguém. Ainda bem que não sou o único a perceber isso. Mas diante disso, o que a igreja pode fazer? E em particular, nós, homens cristãos? Prezo muito a adoração a Deus e seria bom que a Igreja avaliasse nossas reuniões.

Claudivan Candido disse...

Concordo. Sou ex-homossexual e fiquei buscando uma referência masculina do meu pastor. Infeluzmente apesar dele ser legal. A lideranca estava na mao da sua esposa e pastora. A troca dos papeis eram visiveis.