3 de janeiro de 2008

Implorando perdão do islamismo?

Implorando perdão do islamismo?

Joseph Farah

Nesta era de ilusões, era de se prever que aconteceria o que estamos vendo.

Depois que 138 líderes muçulmanos escreveram, em novembro de 2007, uma carta aberta à Cristandade pedindo aparentemente coexistência pacífica e compreensão mútua, líderes que se proclamam cristãos e outras celebridades cristãs morderam a isca.

A resposta ideal seria pesquisar suas próprias Bíblias, se ajoelhar para suplicar que Deus lhes desse sabedoria, buscar o conselho de outros, principalmente daqueles que são especialistas em islamismo, história e a perseguição da igreja em países muçulmanos. Em vez disso, alguns cristãos que vão na onda do mundo pediram desculpas pelas ações passadas e atuais de outros cristãos ao defenderem suas vidas e suas crenças contra as agressões e terror islâmico.

Entre os mais de 100 teólogos, líderes ministeriais e famosos pastores que assinaram a carta estavam o ultraesquerdista Jim Wallis, presidente de Sojourners, Rick Warren, pastor principal da Igreja Saddleback e Leith Anderson, presidente da Associação Nacional de Evangélicos.

Como cristão, quero deixar claro que esses homens não falam por mim. Mais importante ainda: não creio que eles falam por Jesus.

“Se pudermos alcançar a paz religiosa entre essas duas comunidades religiosas, a paz no mundo será claramente mais fácil de se alcançar”, escreveram eles. Eles pediram diálogo inter-religioso para construir relações que “remoldarão” as duas comunidades para que “reflitam genuinamente nosso amor comum por Deus e uns pelos outros”. E eles pediram que os líderes muçulmanos perdoassem os cristãos por seus pecados — inclusive as Cruzadas e “os excessos da guerra contra o terrorismo”.

Algumas dessas questões poderiam parecer apelar bastante. Aliás, sem verdadeiro discernimento espiritual, a essência da carta aberta dos líderes muçulmanos poderia parecer ser um progresso genuíno no entendimento mútuo, digno de tal resposta contrita.

Por exemplo, leia o verso do Corão que serviu como inspiração para os líderes muçulmanos em “Uma Palavra Comum Entre Nós e Vocês”.

Dize-lhes: Ó adeptos do Livro, vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamo-nos, formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus. Porém, caso se recusem, dize-lhes: Testemunhais que somos muçulmanos. — Aal ’Imran 3:64

Soa bacana. Mas qualquer estudante do islamismo entenderia a mensagem real. O que significa? A chave é a terceira sentença: “caso se recusem, dize-lhes: Testemunhais que somos muçulmanos”.

A palavra “muçulmano” significa literalmente “aquele que se submete a Alá”. Em outras palavras, longe de tentar encontrar pontos em comum com os cristãos, esses líderes muçulmanos estão de fato usando as palavras de seu próprio “livro sagrado” para se proclamarem como os únicos monoteístas verdadeiros no mundo hoje. Embora os muçulmanos, é claro, tenham liberdade de crer nisso, isso dificilmente dá para servir de base para um diálogo inter-religioso e para busca de pontos em comum.

Examinando o verso em contexto, é óbvio que essa parte do Corão é pouco mais que um argumento com outros “adeptos do livro” — isto é, judeus e cristãos.

3:65: Ó adeptos do Livro, por que discutis acerca de Abraão, se a Tora e o Evangelho não foram revelados senão depois dele? Não raciocinais?

3:66: Vá lá que discutais sobre o que conheceis. Por que discutis, então, sobre coisas das quais não tendes conhecimento algum? Deus sabe e vós ignorais.

3:67: Abraão jamais foi judeu ou cristão; foi, outrossim, monoteísta, muçulmano, e nunca se contou entre os idólatras.

3:68: Os mais chegados a Abraão foram aqueles que o seguiram, assim como (o são) este Profeta e os que creram; e Deus é Protetor dos fiéis.

3:69: Uma parte dos adeptos do Livro tentou desviar-vos; porém, sem o perceber, não fez mais do que desviar a si mesma.

3:70: Ó adeptos do Livro, por que negais os versículos de Deus, conhecendo-os?

3:71: Ó adeptos do Livro, por que disfarçais a verdade com a falsidade, e ocultais a verdade com pleno conhecimento?

Essa seção do Corão, como a maioria das seções do Corão, é mal um pedido para se encontrar pontos em comum. É uma denúncia contra o Judaísmo e o Cristianismo, um forte chamado à conversão.

Aliás, isso é tudo o que é.

Aos olhos do Islamismo ortodoxo, há só um jeito de judeus, cristãos e muçulmanos se darem bem — os judeus e os cristãos precisam parar de aceitar mentiras, se submeterem ao Islamismo, se tornarem muçulmanos e aceitarem o tratamento duro que eles merecem vivendo como cidadãos muito inferiores sob às ordens dos seguidores do Corão.

De forma semelhante, é perverter a Bíblia presumir que os cristãos precisam buscar paz primeiro acima da verdade. Não é nada parecido com o que Jesus pregou em Mateus 10, onde Ele declarou aos crentes que eles seriam “odiados por todos os homens por causa do meu nome” — até mesmo dentro de nossas próprias casas e famílias.

“Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”, disse Jesus em Mateus 10:34.

Essa mensagem vem repetida em Lucas 12:51: “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão”.

Jesus não ensinou os crentes a buscar pontos em comum com o mundo. Ele não nos ensinou a nos adaptar aos modos daqueles que O negam. Ele não nos ensinou a fazer concessões de nossa fé para buscar a paz. Contudo, ele nos deu a ordem: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16:15 ACF)

Se os líderes cristãos de hoje querem paz, eles deveriam cuidar dos assuntos de seu Senhor, espalhando o Evangelho aos muçulmanos e outros não crentes, em vez de conduzirem diálogos inter-religiosos com aqueles que mantém os não crentes na escuridão.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

3 comentários :

soaresinfo disse...

Muito boa essa mensagem, Jesus nos dá a mensagem para que possamos nos salvar e salvar a todos a nossa volta, pois é um dever cristão ajudar os outros a se salvarem, espalhando o Evangelho. Não podemos aceitar um consenso inter-religiões e acreditar que cada um vai se salvar do seu modo. Temos que lembrar mesmo entre nós que Jesus é o único caminho da salvação.

Marcelo Costa
Uberlândia - MG

MM disse...

Concordo plenamente com seu artigo. Tenho estado envolvida em alcance a mulcumanos nos últimos 8 anos, tempo suficiente pra saber que há uma guerra declarada do isla contra a fé crista. Temos que saber o que cremos e ter muito amor por eles, ao ponto de tirá-los das das garras do islamismo.
Abracos,
Mariam

scouta disse...

graça e paz.
amado irmão peço a Deus que lhe abençoe em seu ministério,lhe dando força para resitir as adilosas investidas do diabo.. abraço..ademir braga. belém-Pa