29 de janeiro de 2008

Don Feder para presidente dos EUA

Don Feder para presidente dos EUA

Don Feder

Tendo alternadamente sentido tédio e nojo da retórica banal e das posições melosas de candidatos competindo pela presidência dos Estados Unidos, decidi anunciar minha candidatura para presidente.

Já de início, uma promessa solene: não farei propaganda de mim mesmo como agente de “mudança”, como alguém de fora de Washington ou como um homem de negócios que pode trazer seus conhecimentos administrativos para influenciar o colossal monstro federal.

Não falarei de minha visão. Não me engasgarei ao lhe dizer que tudo o que “quero é que os EUA sejam um lugar melhor, e estou fazendo isso por amor às crianças”.

Não exibirei olhos molhados de lágrimas ao recordar minhas origens humildes, nem apresentarei minha adorável família em desfile diante de você para provar que eu realmente não sou um bicho estranho de duas cabeças e cauda. Aliás, não me pareço nem um pouco com Hillary.

Durante a campanha inteira, não olharei as pesquisas de opinião pública nem escutarei aos estrategistas. A única coisa que consultarei é minha consciência.

Eis minhas qualificações: nunca ocupei cargo público algum, por eleição ou por nomeação. Minha vida adulta inteira foi gasta no setor privado. Sempre fui pagador de impostos. Nunca fui consumidor de impostos.

Eu não “anulo minha consciência para se encaixar nas tendências da época”. Eu era um estudante conservador na década de 1960, líder de um movimento anti-impostos na década de 1970 e um colunista reacionário na cidade mais liberal do Gulag do Povo de Massachusetts de 1983 a 2002.

Sou casado com a mesma mulher há 34 anos. Criei quatro filhos e tenho um neto. Para sua informação, para criar crianças não é necessário uma vila ou uma comuna ou uma creche, ou psicólogos e assistentes sociais, apenas dois adultos responsáveis.

Não sou o produto de alguma universidade de altíssimo nível acadêmico. Minhas raízes estão na classe média e minha família, há duas gerações atrás, era pobre. (Tá certo, suponho que estou me gabando de minhas origens humildes.)

Minhas posições hoje se comparam com minhas posições de 25 anos atrás. A única questão em que mudei de idéia durante os anos é a imigração, depois que meu corpo foi golpeado pela realidade.

Creio em Deus, nos Estados Unidos e na família. Creio que a fé, a família e a liberdade se levantarão ou cairão juntos. Creio que os Estados Unidos foram fundados em valores judaico-cristãos e que sem adesão a esse código ético, não temos nenhuma razão de existir.

Creio que junto com o terrorismo, a imigração é a questão mais urgente que nos confronta.

Uma nação que não consegue controlar suas fronteiras perdeu sua soberania.

O terrorismo é o outro desafio importante para nossa sobrevivência nacional. Precisamos recordar constantemente que há pessoas por aí aos milhões que querem nos matar ou nos conquistar, nos governar e destruir nosso estilo de vida. Esses são gângsteres que não dá para apaziguarmos e acalmarmos. Com eles não dá para negociarmos.

Eles não nos amarão se eles nos entenderem melhor. Eles não nos amarão se formos bacanas com eles. Eles não nos amarão se lhes dermos mais território. Em vez disso, eles nos desprezarão por nossa fraqueza. Como os nazistas e os comunistas antes deles, nós os mataremos ou eles nos matarão.

O terrorismo é uma técnica, não uma ideologia. A ideologia se disfarçando como religião que fornece ímpeto intelectual e emocional para o terrorismo se chama Islamismo.

Não estou sugerindo que todos os muçulmanos são terroristas ou potenciais terroristas. A maioria apenas quer ficar longe dessas questões, como a maioria das pessoas no resto do mundo. Mas até mesmo os moderados têm inveja do sucesso do Ocidente, que tem um estilo de vida diferente. Eles reclamam incessantemente acerca de eventos históricos que ocorreram mil anos atrás enquanto ao mesmo tempo desculpam atrocidades cometidas ontem.

É desse jeito que se deve ver o terrorismo. Temos de deter o avanço do Islamismo, quer na África, Ásia, Oriente Médio, Europa ou Estados Unidos. Jamais devemos apoiar um povo muçulmano acima de um povo não muçulmano — quer em Kosovo, a Caxemira ou Israel (a “Margem Ocidental” e Gaza).

Principalmente não em Israel. Israel é nosso aliado desde seu começo. Os palestinos têm sido nossos inimigos desde que declararam sua “identidade” (após 1967). Faz sentido combater terroristas no Iraque enquanto apoiamos a criação de outro Estado terrorista entalhado em Israel?

Nossas duas metas principais são: destruir a infra-estrutura do terrorismo e deter o avanço do Islamismo — não propagar a democracia no mundo islâmico.

Propagar a democracia por meio da força militar é uma ilusão do liberalismo wilsoniano. Como tal, é estranho ao americanismo.

Como presidente, enviarei americanos ao exterior para lutar e morrer apenas para defender nossos interesses nacionais vitais, jamais num esforço inútil de trazer governo representativo àqueles cujo sistema de crenças é mais compatível com a guerra santa, assassinatos de honra e a degolação de reféns do que com reuniões municipais no estilo da Nova Inglaterra.

Mas onde estiverem engajadas, eu apoiarei totalmente nossas tropas até que se alcance uma paz honrosa (semelhante à paz que asseguramos com a Alemanha e o Japão em 1945). E eu não cederei aos selvagens nos mares. Só tenho um conselho para os próximos iranianos que incomodarem nossos navios: é melhor fazerem as pazes com Alá.

Relacionado à guerra contra o terrorismo está a política energética. A RFNA (a Reserva da Fauna Nacional Ártica) poderia estar produzindo 1,4 milhões de barris diários de petróleo. Não está, graças aos aiatolás ambientalistas e seus lacaios no Congresso.

O ultimo reator nuclear comercial entrou online em 1996. A última nova refinaria de petróleo nos Estados Unidos foi construída em 1976. Os fanáticos da ecologia e aquecimento global, os inimigos da revolução industrial e outros trogloditas anti-energia fizeram muito bem o seu trabalho.

Quando a energia é a principal arma do inimigo, opor-se à produção nacional é um ato de traição. Como presidente, tratarei esse caso como tal.

Dizem que nas trincheiras não existem ateus. Nossa moeda diz: “Em Deus Confiamos”. Mas estamos levando isso a sério?

É hora de desmascarar a mentira de que a Primeira Emenda ordena a separação do governo e religião. As palavras “separação da igreja e Estado” não aparecem em lugar algum da Constituição. A república americana foi fundada por pessoas religiosas. A verdade é que foi fundada por cristãos, embora não exclusivamente para os cristãos.

A fantasia de que a Primeira Emenda foi designada para impedir orações nas escolas, exibição pública de símbolos cristãos, menorás e monumentos dos Dez Mandamentos, recitações do Juramento de Fidelidade com “uma nação, sob Deus”, etc., é uma invenção da ACLU e mutantes secularistas no judiciário federal.

Como presidente, lutarei pelo direito de o povo Americano manter a conexão histórica e sagrada dos EUA à fé em Deus — com a ajuda de Deus.

Como presidente, não exigirei um exame ideológico para os candidatos judiciais, apenas um teste de compreensão de leitura.

Pedirei aos candidatos potenciais que leiam a Primeira Emenda e me digam o que significa. Uma resposta errada os desqualificará. Nomearei e lutarei para confirmar juízes que têm o compromisso de interpretar a Constituição conforme foi escrita, em vez de seguirem precedentes deturpados deixados por Earl Warren, Harry Blackmun, David Souter, Anthony Kennedy e Ruth Bader Ginsburg.

Logo que passarem pelo processo de classificação, farei com que os candidatos assinem um juramento de sangue de que eles seguirão firmemente a intenção original, e memorizarão as decisões do Juiz Antonin Scalia.

Juízes ativistas forçaram uma terrível lei de aborto nos EUA há 35 anos. O resultado tem sido mais de 49 milhões de mortes. Já que o feto tem o código genético completo de um ser humano — todos os 48 cromossomos — e já que o processo do óvulo fertilizado até o recém-nascido é uma seqüência contínua, é ilógico negar a humanidade do bebê em gestação.

Não devemos matar seres humanos inocentes — não por conveniência, não como método de controle da natalidade, não para realizar uma artificial igualdade sexual e não por oportunismo político.

Um presidente pode fazer mais para proteger a vida do que apenas nomear juízes honestos. Ele pode designar funcionários para todo órgão relevante que tenham o compromisso de defender a vida humana em cada fase de desenvolvimento. É isso que farei.

Lutarei pela aprovação da Emenda da Vida Humana na Constituição dos EUA. Em meados do século 19, a reação adequada para se lidar com a escravidão não era permitir que os estados decidissem se queriam tratar os negros como seres humanos ou propriedade. De forma semelhante, nos primeiros anos do século 21, a resposta adequada para se lidar com o aborto não é permitir que os estados decidam se sancionarão o assassinato de seres humanos no útero.

Ainda que não tenha chance de aprovação, lutarei por tal emenda como questão de consciência e como instrumento educativo.

O casamento é o alicerce da civilização. A vida é gerada por homens e mulheres, em parceria com Deus. Filhos criados em lares sem homens e mulheres são um tragédia, não uma família “alternativa”. Se dois homens se sodomizando mutuamente são família, então um nanico com uma arma de brinquedo é um exército.

Nas palavras de Alan Keyes, a única reação adequada para o casamento gay é gargalhada.

Se dois homens e duas mulheres podem “se casar”, por que não três mulheres e um homem, por que não um homem e sua irmã, por que não um homem e um cavalo? Se casamento é certo, por que não podemos nos casar com quem — ou com o que — escolhermos?

Como presidente, lutarei pela aprovação da Emenda do Casamento à Constituição, para realizar os desejos da maioria esmagadora dos cidadãos. E nomearei juízes que entendam que o que está em risco nesta batalha não são os direitos das minorias, mas o futuro da família, daí o futuro da civilização.

Falando de emendas à Constituição, a Segunda Emenda significa exatamente o que diz: “O direito do povo manter e portar armas não será infringido”. É difícil ser mais explícito do que isso. A cláusula das milícias é uma explicação (de um objetivo do exercício desse direito), não uma limitação.

Sem armas nas mãos dos cidadãos, os Estados Unidos não teriam tido nenhuma revolução de independência em 1776, daí nenhum país. O direito à vida exige um direito de defender a vida. Não é possível garantir o direito à vida ligando para a polícia quando um assassino já está na porta da sua casa.

Dá para entender quando as raposas no galinheiro não querem que os fazendeiros tenham uma arma.

Para o atual ano fiscal, o orçamento federal proposto é de 2.9 trilhões de dólares, em comparação aos 2.0 trilhões em 2002. Contudo, a dívida nacional está no incrível número de 9.1 trilhões.

Os impostos são excessivamente elevados porque os gastos são excessivamente elevados. O sistema de impostos dos EUA é repulsivamente injusto.

Lutarei também por alternativas privadas na questão da previdência social e escolas socializadas (também conhecidas como educação pública), ambas das quais têm um impacto decidido nos gastos e impostos federais. Os cidadãos estão sendo levados à falência para investirem em fraude e fracasso.

Não estou me candidatando para ganhar a oportunidade de implementar alguma grandiosa visão utopista. Não quero consertar os seres humanos. Minha meta não é um governo que nos salvará de nós mesmos. Não estou numa cruzada.

Minha missão é salvar o governo representativo, a liberdade e nossa soberania nacional.

Sou Don Feder — e nem dá para você imaginar quanto eu aprovo esta mensagem.

Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: www.donfeder.com

3 comentários :

Felipe Costa disse...

Olá Júlio, estou com uma dúvida. Por um acaso você seria protestante? Tudo me leva a crer que sim. Deus te abençõe.

linhares disse...

Texto fantástico!!! Apoio ele em tudo! Se eu fosse americano ele já teria meu voto!

Aprendiz disse...

Júlio

É interessante que a defesa dos cristãos nos EUA tem partido em grande parte de judeus como Don Feder. Assim como a defesa de populações cristãs indefesas em países mulçumanos e comunistas.

Enquanto isso, muitos dos "líderes" cristãos se associam com os nossos detratores e perseguidores.