23 de janeiro de 2008

Ao decidir sobre Israel, Bush está decidindo o destino dos Estados Unidos

Ao decidir sobre Israel, Bush está decidindo o destino dos Estados Unidos

Sob a pressão de evangélicos esquerdistas, Bush quer a divisão da Terra Prometida entre judeus e árabes palestinos

Julio Severo

Em sua recente visita a Israel, o Presidente George W. Bush chamou os israelenses a se retirar das “terras árabes”. Isto é, Bush chamou as partes territoriais da Terra Prometida ocupadas pelos árabes palestinos de “terras árabes”. Ele causou sensação entre os muçulmanos ao declarar: “A ocupação [israelense] que começou em 1967 deve terminar. O acordo deve estabelecer uma Palestina como pátria para o povo palestino”. Essa pátria terá de ser criada com grandes sacrifícios dos judeus, que serão obrigados a renunciar a importantes partes da Terra Prometida aos árabes palestinos.

O Coronel Bob Maginnis, aposentado do Exército Americano, diz que como evangélico ele está angustiado com a mudança de política de Bush com relação a Israel. Maginnis comentou: “O presidente reescreveu a história quando fez tal declaração, depois de 60 anos de política americana afirmando bem claramente que nós cremos que aquela terra pertence a Israel”.

Sob a pressão de evangélicos esquerdistas e interesses políticos, Bush está pressionando os judeus a entregar parte de Jerusalém e da Terra Prometida aos árabes palestinos.

Contudo, será que Bush aceitaria a idéia de entregar partes territoriais dos EUA em troca de paz, ou então entregá-las aos árabes palestinos para a formação de um país palestino?

Os países árabes têm muito mais extensão territorial do que Israel e têm as mesmas tradições muçulmanas da maioria dos palestinos, porém não estão dispostos a sacrificar nenhuma parte de suas próprias terras muçulmanas para formar uma pátria para seus irmãos de fé e sangue.

O próprio governo Lula, que apóia ditadores muçulmanos e a causa palestina, estaria disposto a sacrificar a Amazônia para criar uma nação palestina? E não haveria problema algum se Lula assim agisse, pois não há nenhuma promessa bíblica dizendo que a Amazônia é para sempre dos brasileiros. Mas há promessas bíblicas que declaram que a terra inteira de Israel foi prometida por Deus para os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Aliás, aquela terra inteira é chamada de Terra Prometida porque foi prometida aos judeus, não para os brasileiros, não para os americanos e não aos árabes palestinos.

Ao se referir à permanência dos judeus em partes da Terra Prometida de “ocupação militar”, Bush, avançando na política de Bill Clinton de forçar os judeus a entregar suas terras em troca de paz, está também decidindo o destino do seu país.

Ao insistir que Jerusalém deve ser dividida entre judeus e árabes palestinos, Bush está a ponto de selar para sempre o fim da grandeza dos Estados Unidos. Nessa questão, Bush está seguindo os passos do esquerdista Clinton e se distanciando da firme e sensata política anti-esquerdista de Ronald Reagan. Reagan entendia que Jerusalém não poderia ser dividida, e que não pode haver um Estado palestino, porque um país palestino significaria o fim de Israel.

“Em Israel, homens e mulheres livres diariamente demonstram a força da coragem e fé”, comentou Reagan em certa ocasião. “Em 1948, quando Israel foi fundado, os especialistas afirmavam que esse novo país jamais conseguiria sobreviver. Hoje, ninguém tem dúvida disso. Israel é uma terra de estabilidade e democracia numa região de ditaduras e agitações”.

Por trás de Reagan, havia muitos líderes evangélicos sensatos orientando-o e ajudando-o nas questões de Israel. Esses líderes tinham a percepção correta de que a Terra Prometida era apenas dos judeus.

Hoje, há também líderes evangélicos com a mesma mentalidade tentando ajudar Bush, porém surgiram também no cenário outros líderes evangélicos, que pensam que as promessas de Deus para os judeus não têm mais validade e que a Terra Prometida pode ser dividida entre judeus e árabes palestinos, e com quem mais for possível.

Antes da viagem de Bush a Israel, em 8 de janeiro de 2008, a entidade evangélica ultra-esquerdista Sojourners enviou mensagem mobilizando evangélicos progressistas em todos os EUA a assinar uma petição para pressionar o governo americano. A mensagem ideologicamente inflamada diz:

“A extrema direita diz que os cristãos americanos se opõem à paz entre Israel e os palestinos. Diga ao governo americano que esses cristãos não falam por você. Bush está se preparando para viajar para o Oriente Médio pela primeira vez nesta semana. Ele vem escutando muitos evangélicos da extrema direita que se opõem a uma paz justa entre Israel e o povo palestino. Eles gostariam que nossos líderes políticos cressem que sua teologia fundamentalista mal-informada… representa as opiniões de todos os cristãos dos EUA. Diga ao governo americano que a direita religiosa não fala por você… Não subestime o extremismo desses grupos. O líder da entidade ‘Cristãos Unidos por Israel’ chegou ao ponto de sugerir que o Furacão Katrina foi um castigo de Deus porque os EUA [pressionaram] Israel a se retirar da Faixa de Gaza”.

Para reforçar a pressão sobre Bush e seu governo, esses líderes progressistas elaboraram o manifesto “Declaração Evangélica sobre Israel/Palestina”. Esse manifesto diz:

“Como evangélicos comprometidos com a total autoridade das Escrituras, sentimo-nos compelidos a fazer uma declaração conjunta neste momento histórico da vida da Terra Santa. A Bíblia ensina claramente que Deus deseja justiça e paz para todas as pessoas. Cremos que os princípios acerca da justiça ensinados de forma tão forte pelos profetas hebreus se aplicam a todas as nações, inclusive os Estados Unidos, Israel e os palestinos. Portanto… convocamos todos os evangélicos, todos os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a se juntarem a nós para trabalhar e orar fielmente nos meses seguintes em prol de uma solução justa e permanente de dois países na Terra Santa”.

A declaração, que finaliza dizendo “Bem-aventurados os pacificadores”, vem assinada por muitos líderes evangélicos, inclusive Tony Campolo, Jim Wallis (editor da revista evangélica ultraesquerdista Sojourners) e David Neff, editor da revista Christianity Today (cuja versão brasileira é a revista Cristianismo Hoje).

No Brasil, a revista Ultimato, imitando ideologicamente a revista Sojourners, declarou:

“Por causa de certa linha de interpretação da escatologia cristã, muitos protestantes colocam-se em geral ao lado de Israel… O correto seria lutar pelo reconhecimento definitivo de ambos os Estados [judeu e árabe palestino dentro da Terra Prometida]”.

A Terra Santa, que foi determinada por promessa de Deus para ser apenas um país — Israel — é agora alvo das determinações de evangélicos esquerdistas, que querem transformar a Terra Prometida em dois países totalmente antagônicos, contrariando frontalmente as intenções de Deus.

O líder evangélico Gary Bauer, um importante ativista pró-Israel e membro de Cristãos Unidos por Israel, declarou: “Penso que os EUA estão pressionando de forma excessiva o Estado de Israel para fazer mais concessões. Penso que isso é muito perigoso e que não só prejudicará Israel, mas no final prejudicará também os Estados Unidos”.

Reagan foi agraciado por Deus com a presidência dos EUA e aproveitou a oportunidade para demonstrar e fortalecer sua amizade com Israel. Entretanto, Bush, que foi igualmente agraciado, está cedendo às pressões de evangélicos que querem que o governo americano dê continuidade às políticas progressistas de Clinton para com Israel.

Ao colocar a paz, a segurança e a estabilidade da Terra Prometida em jogo — sem mencionar as promessas de Deus —, os Estados Unidos estão também colocando em jogo sua própria paz e segurança, para sofrer as maldições que sobrevêm aos que interferem nos planos de Deus para os judeus e sua terra.

A busca pela paz com o sacrifício da Terra Prometida e seus legítimos e únicos herdeiros terá um preço: “Quando disserem ‘Há paz e segurança’, então lhes sobrevirá repentina destruição”. (1 Tessalonicenses 5:3)

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Versão em inglês deste artigo: By deciding on Israel, Bush is deciding the destiny of the United States

Leitura recomendada:

Deus abençoa quem abençoa os judeus

O que todo cristão precisa saber sobre Israel

Reagan: um amigo sólido de Israel

Quem ajudará os cristãos palestinos?

Cristãos Palestinos São Perseguidos

Site recomendado:

Beth Shalom

8 comentários :

Pericles disse...

Bem Júlio, aproveitando que este artigo foi escrito por você gostaria de perguntar se você conhece o site www.espada.eti.br, o qual foi um dos melhores que conheci sobre o estudo da escatologia bíblica.Nele são feitas muitas revelações sobre Bush, que fazem com que eu não fique surpreso com essa posição dele. Aproveito para fazer novamente essa pergunta: você é pré ou pós tribulacionista ?
Um abraço

Julio Severo disse...

Olá, Péricles! Conheço bem essas "revelações". Mas penso que Bush apenas precisa receber pressões positivas, pois ele vem recebendo muitas pressões negativas. Mesmo assim, ele tem feito muito melhor do que o presidente do Brasil. Enquanto o governo Lula promove educação sexual pornográfica, aborto e homossexualismo, o governo Bush promove abstinência nas escolas, a defesa da família e da vida. Bush é contra o aborto: http://juliosevero.blogspot.com/2008/01/proclamao-do-presidente-bush-dia.html

Se Lula estivesse na presidência dos EUA, eu não tenho a menor dúvida de que Israel estaria num tremendo sufoco. Lula é amigo de Fidel Castro, de Hugo Chavez e do presidente do Irã, que quer varrer Israel da face da terra. Mas Lula não é amigo de Israel.

Sim, Bush precisa receber pressão positiva para apoiar Israel conforme as promessas bíblicas. Mas graças a Deus que ele não é um Lula. Se não, tudo seria muito pior.

Pericles disse...

Vamos com calma Júlio, eu nunca quis comparar Bush com Lula, apesar da imprensa demonizar um e canonizar o outro.Lula é um frouxo e o Bush sem dúvida defende os interesse dos EUA, ou seja é contra os desmandos da ONU.Não devemos examinar tudo e reter o que é bom? O site da Espada é uma excelente fonte de consulta, ainda mais sobre a ONU e a questão da apostasia nas igrejas, mas não é a verdade absoluta, que nós acreditamos que está na Bíblia.Você não precisa indicar os artigos do seu blog porque desde que o conheci sou um leitor dos mais assíduos assim como do mídia sem máscara.Aproveito para dizer que apenas gostaria de saber sua posição sobre o pré ou pós tribulacionismo, porque apenas recentemente fiquei sabendo que existia essa diferença.(só conhecia o pré)E ainda tem a questão dos Hernandes, que confessaram que estavam com dinheiro escondido na Bíblia e tenho visto pastores pelo qual tenho profundo respeito na tv tomarem partido a favor deles, como se fossem vítimas de um complô.Se fosse no Brasil tudo bem, mas nos EUA as instituições funcionam um pouco melhor do que aqui não é verdade?

Renato Ulisses de Souza disse...

Proponho uma blogagem coletiva. Cada um escreveria seu texto, comparando Judas, esse petralha da antiguidade, com os petralhas atuais, em qualquer país do mundo. Um bom texto para citar seria este, em que a irmã de Lázaro unge os pés de Jesus (Evangelho segundo S. João, capítulo 12):

2 Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
4 Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: 5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; 8 porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

No dia da malhação de Judas, malhemos os seus sucessores...


Ao Péricles

1. Concordo sobre os Hernandes.
2. Discordo sobre o espada.eti. Eles tem informações corretas misturadas com outras não confiáveis.

Pericles disse...

Um judas do Lula pendurado no poste no sábado? Não é má idéia... Quanto ao site da Espada existe um artigo muito interessante que é sobre o agente de desinformação.O conceito é que esse agente fornece 99% de informações corretas mas no momento crucial ele dá uma informação errada que compromete tudo.Esse conceito pode ser aplicado inclusive para o próprio site e acho que para todos os televangelistas, em que nenhuma vez eu vi falarem sobre o apocalipse ou o anticristo, à exceção do pastor Édino Fonseca em seu programa de sábado.

Ednei disse...

Infelismente, é uma tristeza mas é uma verdade. Bush vinha agindo tão bem, até este último ano, em relação a Israel. Resolveu, que quer deixar algo vamos dizer assim, de "concreto" para trás depois que deixar a Presidência. Preocupado com seu legado, começou a ouvir esquerdistas e a grande mídia liberal daqui que o acusava de sanguinário e senhor da guerra. Que pena !!!! Mas estamos orando, para que ele mude de idéia, porque ainda há tempo. Vários evangelistas, estudantes de profecias não estão calados. Hal Lindsey chegou mesmo a dizer em um de seus programas: "Até aqui tinha apoiado as ações de Bush em relação a Israel, mas de agora em diante, oro a Deus para que Ele os confunda, e que eles não tenham sucesso." E ele em seu programa "The wacthman on the wall" segue dizendo que a america já começa a pagar o preço por precionar Israel, porque Deus não deixa escapar impune que prejudica seu povo escolhido. E vários outros como John Hagee, Perry Stone, Grant Jefrey, Jack Van Impe, todos vem avisando: "Não faça, não faça acordo com o inimigo", todos eles declaram de antemão que este acordo não terá sucesso, porque a Bíblia assim o diz.Vamos orar também, para que Deus guarde o seu povo, e que mude o coração do Presidente Bush, que ele venha a reconhecer que o que Deus quer jamais pode ser mudado, e que assim ele evitaria a ira de Deus contra a América.

Ednei-Boston-USA

Michel disse...

Olá, fiquei surpreso ao ler sobre o presidente Bush e Israel, mas isso vem demonstrar que estamos mais perto do fim..Mas sei que Deus está no controle da situação, oremos por Israel e pelo presidente Bush.Júlio gostaria de saber se vc já recebeu algum convite para ministrar aqui no Japão? Se houver uma oportunidade, poderíamos tratar desse assunto.
Fica na paz
Michel - Japão

Julio Severo disse...

Olá, Michel. Por enquatno, ainda não recebi nenhum convite do Japão. Mas seria um grande prazer estar aí. Oremos por Bush, para Deus quebrar o poder das influências e pressões malignas sobre ele. Oremos para que Deus fale com ele nas orações dele.