30 de novembro de 2007

Como as igrejas da Venezuela estão desafiando Hugo Chávez

Como as igrejas da Venezuela estão desafiando Hugo Chávez

J. Lee Grady

Embora os cristãos estejam profundamente divididos por questões políticas, um número crescente de crentes está abrindo a boca contra seu presidente socialista.

Dependendo das pessoas com quem se conversa em Caracas, o presidente Hugo Chávez é um messias socialista ou um tirano demoníaco. Ele cita a Bíblia, mas incita a violência. Ele fala de libertar os pobres e goza o apoio deles, mas ele é o melhor amigo dos ditadores mundiais — inclusive Mahmoud Ahmadinejad do Irã.

Poderíamos imaginar que a maioria dos cristãos venezuelanos está unida contra Chávez, mas essa não é bem a realidade. Aliás, num país em que as igrejas pentecostais têm crescido rapidamente em recentes anos, os crentes estão igualmente divididos pelo homem que uma vez chamou George W. Bush de “diabo”. Muitos pentecostais são na verdade chavistas, o rótulo usado para classificar os fãs de corpo e alma de Chávez.

A divisão entre os cristãos se revelará em 2 de dezembro de 2007, quando os venezuelanos votarem abrangentes reformas constitucionais que eliminariam limites de mandato e dariam a Chávez poder quase ilimitado. Pesquisas de opinião pública feitas nesta semana indicam que a medida poderia ser derrotada — e se for, é porque alguns pastores do país estão corajosamente mobilizando oposição a Chávez pela primeira vez.

“Hugo Chávez não é cristão. Ele tem uma mente entenebrecida”, diz o pastor Jaime Salinas, um líder de igreja em Caracas. Entrevistei-o quando eu estava na Venezuela no verão passado, e de novo na semana passada. Prometi não usar o nome real dele porque Chávez é conhecido por prender os que o criticam e até ameaçou usar violência contra os que votarem contra suas reformas propostas.

“Se você não está totalmente com ele, você é inimigo dele”, Salinas diz. “Mas até mesmo cristãos cheios do Espírito caíram na dele porque ele lhes dá dinheiro”.

Quando visitei a Venezuela no ano passado, fiquei sabendo que aproximadamente metade das igrejas pentecostais do país havia aceitado dinheiro do governo de Chávez, que é rico por causa do petróleo, para financiar programas de igrejas. Muitos pastores que receberam o dinheiro o viram como bênção de Deus e se tornaram apoiadores de Chávez. Uma igreja grande até pintou um mural imenso do presidente em seu santuário.

Mas Salinas diz que esses cristãos ficaram “cegos pelo dinheiro e pela corrupção” e que eles estão fazendo pouco caso das óbvias ligações de Chávez ao ocultismo. Sabe-se que Chávez participa de rituais da religião Santeria [religião sincrética afro-cubana], e que tais cerimônias são realizadas dentro do palácio presidencial. Chávez também participou de ritos ocultos em Cuba durante suas muitas visitas com seu mentor de confiança, o ditador cubano Fidel Castro.

Os cristãos muitas vezes relatam uma informação não confirmada de que Chávez sacrificou um tigre em Caracas no ano passado e mandou aspergir seu sangue pelas ruas — numa iniciativa de aumentar seu poder sobre as pessoas. Mas os cristãos chavistas negam tais informações e afirmam que Chávez é realmente cristão porque ele cita a Bíblia muitas vezes.

“É verdade que ele cita a Bíblia, mas ele também cita Maomé”, observa Salinas. “No meio tempo, ele apóia o Irã e diz que quer erradicar o Estado de Israel. Como é que um cristão pode apoiar isso? Como é que um cristão pode apoiar Fidel Castro?”

Um irmão cristão da cidade de Maracay me disse que ele votou em Chávez em 1998, mas hoje lamenta. “Não sei o motivo por que fiz isso”, disse ele. “Penso que foi medo. Havia preocupações de que as pessoas sabem como você vota e elas prejudicarão você se você não votar em Chávez”.

Outro pastor em Maracay confirmou que as igrejas evangélicas em seu país estão igualmente divididas por questões políticas. Ele vê os presentes monetários de Chávez às igrejas como subornos descarados para ganhar apoio político, e ele abandonou sua denominação em parte porque sua consciência não permitiria que ele se tornasse um chavista.

Aparentemente, mais venezuelanos estão lamentando o apoio que deram no passado ao líder exagerado. Chávez é conhecido por fazer discursos de quatro horas e uma vez deu uma palestra de oitos horas diretas em seu programa de entrevistas de TV. Na semana passada um grupo de pastores de Caracas assinou um documento denunciando a proposta de Chávez de abolir os limites de mandato. Crescentes distúrbios entre estudantes universitários estão levando a imensas marchas da oposição que são marcadas por violência.

Samuel Olson, pastor principal da Igreja Las Acacias em Caracas, viu muitos de seus membros chavistas deixarem a igreja em meses recentes porque ele veio a ser identificado pela oposição. “As pessoas estão passando por um questionamento profundo de suas consciências” neste exato momento, Olson declarou para o jornal The Washington Times há duas semanas.

Os cristãos venezuelanos estão também orando com fervor, e Salinas incentiva os cristãos dos Estados Unidos a orar com eles, principalmente pela eleição de domingo.

Ele comentou como a oração começou um milagre na cidade turística de Mérida em outubro. Depois de ficarem sabendo que o governo havia erigido uma estátua do revolucionário marxista Che Guevara numa das montanhas mais elevadas do país, Salinas e outros pastores oraram pedindo a intervenção de Deus.

“No dia seguinte”, ele diz, “ouvimos que um grupo de pessoas anônimas foi até aquela montanha de noite e derrubou a estátua. Eles deixaram uma nota que dizia que eles são ‘Venezuelanos Preocupados’ que não conseguiam agüentar que aquela estátua ficasse naquele lugar belo”.

Muitos cristãos na Venezuela estão pedindo um milagre semelhante quando os eleitores forem às urnas neste fim de semana. Incentivo vocês a unirem sua fé à fé deles

J. Lee Grady é editor da revista Charisma.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: Charisma Online: How Venezuela’s Church Is Challenging Hugo Chávez, 30 de novembro de 2007.

29 de novembro de 2007

Homossexuais brasileiros entram com ações legais por crime de ódio contra cristãos brasileiros

Homossexuais brasileiros entram com ações legais por crime de ódio contra cristãos brasileiros

Matthew Cullinan Hoffman

SAO PAULO, 28 de novembro de 2007 (LifeSiteNews.com) — A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) apresentou queixa criminal contra o ativista cristão Julio Severo e a Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC) por incitarem “ódio” contra os homossexuais, e por “homofobia”.

A queixa foi feita porque Severo, em seu site (http://juliosevero.blogspot.com), regularmente denuncia a conduta homossexual como imoral, e se opõe às metas do movimento homossexual. A VINACC está também sendo acusada porque publica textos de Severo.

Luiz Mott, que é geralmente reconhecido como o líder do movimento homossexual no Brasil, se regozijou com a notícia. “Estamos todos orgulhosos da ABGLT pela denúncia contra este nosso arquiinimigo Julio Severo”, ele foi citado como declarando numa lista homossexual de emails do Yahoo. “Tomara que ele seja condenado à prisão perpétua em Sodoma e Gomorra”.

Mott é um militante promotor da agenda dos “direitos gays” no Brasil e aliado do governo socialista de Lula. Ele também é um promotor aberto da legalização da pedofilia e pederastia, um fato que Severo ajudou a expor (veja cobertura anterior de LifeSiteNews em http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html).

Severo nega promover ódio aos homossexuais. “Oponho-me à conduta homossexual, e isso é muito claro no meu blog”, Severo declarou para LifeSiteNews. “Penso que essa conduta é prejudicial para os gays e para a sociedade, espiritualmente, mentalmente e fisicamente. Contudo, não odeio as pessoas que vivem no homossexualismo, adultério, fornicação, roubos. Odeio os atos deles. Pela Palavra de Deus, amo os pecadores e tento levá-los a Cristo por meio do Evangelho”.

O texto “ofensivo” que formou a base para a queixa não traz nenhum indício de “ódio” aos homossexuais, mas critica fortemente a conduta deles.

“A minoria homossexual perde numericamente para a vasta maioria cristã, mas cresce em poder político, legislativo, social e midiático, ameaçando uma dominação assustadoramente opressora”, escreveu ele. “A maioria — composta de cristãos, nominais ou não — fica parada e de boca aberta enquanto a minoria grita exigindo direitos. Seu grito essencialmente clama: ‘Sodomia já! Abaixo a normalidade sexual! Abaixo o casamento homem mulher!’”

O texto também critica os católicos e protestantes liberais por apoiarem o governo socialista do Brasil, o qual por sua vez apóia o movimento de “direitos” homossexuais.

Há possibilidade significativa de um veredicto contra Severo e a VINAAC no atual clima político do Brasil, o qual é extremamente favorável à causa homossexual.

A VINACC foi processada vários meses atrás simplesmente por denunciar a conduta homossexual como pecaminosa durante uma campanha para promover a heterossexualidade e os valores da família. A manifestação “ofensiva” que resultou numa acusação foi um outdoor onde se lia: “Homossexualismo: E fez Deus homem e mulher e viu que era bom”.

Como conseqüência, a VINACC recebeu ordens de cancelar completamente sua campanha e todos os eventos relacionados. A organização obedeceu (veja cobertura anterior em http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073108.html).

Embora não existam leis que proíbam os cristãos de falar contra a conduta homossexual, os juízes ativistas liberais do Brasil, em muitos casos, agem simplesmente como se tais leis existissem, e decretam veredictos contra os que ousam se expressar contra a sodomia. Os ativistas homossexuais, em união com o governo Lula, estão tentando aprovar leis que criminalizarão explicitamente toda a oposição à conduta homossexual no Brasil.

“Por um longo tempo, os militantes gays vêm tentando me pegar”, Severo declarou para LifeSiteNews. “Agora eles pensam que tiveram êxito, pois leram meu artigo recente que diz que os cristãos precisam se arrepender. Eles precisam se arrepender porque seus próprios pecados impedem os pecadores no mundo de se arrependerem e ajudam o pecado (homossexual ou outro) a se espalhar na sociedade”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Veja aqui na íntegra o artigo completo de Julio Severo que atraiu tanto a fúria dos militantes homossexuais que eles acionaram o Ministério Público Federal:

Impotência cristã diante da militância homonazista

28 de novembro de 2007

Famoso filósofo Olavo de Carvalho menciona Julio Severo em seu programa de rádio de 26 de novembro de 2007

Olavo de Carvalho menciona Julio Severo em seu programa de rádio de 26 de novembro de 2007

Famoso filósofo brasileiro expressa revolta contra nova tentativa de militantes gayzistas de fechar Blog Julio Severo. Para ouvir o programa, clique aqui.

Aviso: A excelente mensagem de Olavo de Carvalho, que reflete o pensamento filosófico não bíblico, contém termos moralmente impróprios, que não devem ser expostos a crianças. Contudo, a mensagem é muito aproveitável, para os que sabem “examinar tudo e ficar com o que é bom” (1 Tessalonicenses 5:21)

25 de novembro de 2007

Eles só querem igualdade: homossexuais de calcinha e sutiã e seu direito de livre expressão

Eles só querem igualdade: homossexuais de calcinha e sutiã e seu direito de livre expressão

Julio Severo

No lançamento da Frente em Defesa da Comunidade Gay na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, um homossexual dançou de calcinha e sutiã na frente dos deputados. Parece piada? Não é. O fato ocorreu em 24 de outubro de 2007.

Até há pouco tempo, presumia-se que as casas legislativas eram lugares onde o decoro e o respeito eram obrigatórios, nos trajes e nas atitudes.

Eu próprio tive de me conformar semanas atrás, quando estava passando na entrada do plenário de uma casa legislativa sem terno e gravata. O segurança me alertou que com trajes comuns eu não poderia passar por ali. Obedeci à lei. Ai de mim ou de qualquer outro cidadão comum se tentarmos entrar nesses lugares sem terno e gravata em pleno horário de sessão legislativa!

Agora, um homossexual de calcinha e sutiã pode se sentir mais à vontade, pois talvez a primeira preocupação do segurança ou dos políticos não seja deter o escândalo moral em público, mas evitar processos ou rótulos de preconceito!

O noticiário G1, do decadente império Globo, registrou o evento da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, mas evitou a responsabilidade de condenar o fato patentemente pornográfico, limitando-se a relatar as palavras de revolta do Dep. Waldir Agnello:

“Roupas mínimas — calcinha e sutiã — para uma mulher já seria inadequado. Para um homem, continua sendo inadequado também. Podem usar nos lugares digamos privados, mas num lugar público não. Aqui é a casa do povo. Por isso, tem que ser respeitada e respeitar todos os tipos de pessoas que temos aqui”.

Mesmo com o protesto do Dep. Agnello, nenhum segurança apareceu para deter o homossexual desrespeitoso.

No entanto, o deputado socialista Carlos Gianazzi, organizador do evento, defendeu o ato do homossexual de calcinha e sutiã, dizendo: “Foi uma normalidade até porque a Parada Gay de São Paulo, do orgulho gay de SP, isso é absolutamente natural e isso é transmitido por toda imprensa, toda imprensa transmite, fotos em jornal, a televisão, as pessoas participam, os deputados participam também”. Interessante confissão, pois embora ninguém imagine que eventos contendo semi-nudez sejam apropriados para crianças, os organizadores das paradas gays insistem em defender a idéia de que as paradas são espetáculos para a família toda — e até a mídia pró-homossexualismo colabora com essa idéia equivocada mostrando crianças, mas ocultando todo tipo de imagem que assustaria olhos e corações desacostumados a ver orgias em público.

Contrariando todos os seus amigos esquerdistas, que defendem as paradas como atrações para a família inteira, Gianazzi preferiu dizer a verdade sobre o clima normal de bordel desses eventos. Nas paradas gays, é comum a semi-nudez — e muito mais. Os ativistas homossexuais sabem e reconhecem isso. Daí, a explicação deles é que o homossexual de calcinha e sutiã na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo não fez absolutamente nada de anormal pelos padrões das paradas gays, onde ocorre tudo, desde homossexuais de trajes mínimos até nudez, uso de drogas e sexo explícito.

Já que nem mesmo numa casa legislativa os seguranças conseguiram intervir contra o exibicionismo imoral de um homossexual, e agora? O que será do resto da sociedade? E se um professor homossexual sentir vontade de um dia aparecer de calcinha e sutiã diante dos alunos? E se um empregado homossexual quiser um dia aparecer de calcinha e sutiã na loja onde trabalha? Seus defensores poderão alegar que tal comportamento é perfeitamente normal, pelos padrões das paradas gays. Se essa desculpa não funcionar e algum “moralista fanático” tentar deter sua exibição homoerótica, seus defensores poderão alegar o enfadonho argumento de que eles estão sendo vítimas de perseguição, humilhação, discriminação, etc. Esse truque não falha, pelo menos não diante da mídia liberal.

Por enquanto, nenhum professor homossexual saiu do armário pornográfico para se assumir de calcinha e sutiã em plena sala de aula, mas um caso recente deixou a Rede Globo escandalizada. Duas professoras lésbicas, que iniciaram um namoro na escola, foram demitidas, porque seu comportamento impróprio era uma afronta e desrespeito aos alunos e seus pais.

Parece que a Globo ficou escandalizada porque as crianças, que podem ver homossexualismo em suas novelas, estão sendo impedidas de vê-lo ao vivo nas salas de aula. “Oh, que horror! Desse jeito, como é que as crianças respeitarão os direitos homossexuais se não podem testemunhar duas lésbicas de mãos dadas ou se beijando?”, imaginam os lunáticos globais. Ou você fica com a mídia liberal, ou é sumariamente tachado de preconceituoso e aliado de skinheads.

Sem dúvida alguma, se tivessem feito a cobertura da destruição de Sodoma, os jornalistas globais teriam aproveitado para atacar não os pecados abomináveis dos sodomitas, mas o “preconceito” de Deus, que decidiu eliminar de uma vez por todas um lugar culpado de viver em farras segundo sua peculiar orientação sexual.

Sodoma, de acordo com a Bíblia, foi destruída porque era um bordel de sodomia, onde os cidadãos viviam paradas gays 365 dias por ano. Os sodomitas queriam estuprar até anjos enviados por Deus! É de preocupar que, do jeito que está em suas concessões ao homossexualismo, São Paulo acabe também se tornando uma cidade onde até anjos poderão correr o risco de ser alvos do mesmo tipo de taradice.

O começo da homoerotização brasileira em público chegou, onde uma casa legislativa, que existe para respeitar e defender os cidadãos e os bons costumes, se prostra diante de um homossexual de calcinha e sutiã apenas para mostrar que defende direitos homossexuais — direitos que inevitavelmente protegerão e promoverão maior homoerotização em todo o Brasil.

Hoje, toleram-se homossexuais em trajes mínimos. E amanhã? Tolerarão o que? Nudez, uso de drogas e sexo homossexual explícito em casas legislativas, escolas e outros lugares públicos?

Lembre-se: Os militantes gayzistas só querem igualdade. Igualdade de fazer em toda a sociedade exatamente o que fazem nas paradas gays.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Depois da Parada Gay: a sujeira gay

Mídia exagera os números da Parada Gay do Brasil e minimiza os números da Marcha para Jesus

24 de novembro de 2007

Jerusalém, cidade de Deus para os judeus

Jerusalém, cidade de Deus para os judeus

Letra da música do vídeo

Jerusalém de Ouro
Composição: Naomi Shemer

O ar de montanhas, cristalino como vinho,
e aroma de pinhos
Voam com o vento da tarde,
e sons de campainhas

No adormecer da árvore e da pedra,
aprisionada em seu sonho
Está a cidade que habita solitária,
e no seu coração uma muralha.

Jerusalém de ouro, e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções serei o violino

Secaram os poços das águas
e o mercado está vazio
Ninguém visita o templo da montanha
dentro da cidade velha

Nas cavernas das rochas,
choram os ventos
Ninguém desce para o Mar Morto,
via Jericó

Jerusalém de ouro,
e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções,
serei o violino

Mas venho hoje para cantar a ti,
e a ti amarrar coroas
Sou menos que o mais jovem de seus filhos,
e do último dos poetas

Porque seu nome queima os lábios,
como um beijo se Seraph
Se a ti esquecer oh Jerusalém,
que és toda ouro

Voltamos aos poços de água,
e aos mercados e a praça
Se ouve o shofar no Monte do Templo,
na cidade Velha

E nas cavernas das rochas,
milhares de sóis iluminam
Novamente desceremos ao Mar Morto,
via Jericó

Jerusalém de ouro, e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções serei o violino

Tradução: Dori Azoubel

Fonte: UnisiBlog

Leitura recomendada: O que todo cristão precisa saber sobre Israel

23 de novembro de 2007

Apocalipse no Brasil

Apocalipse no Brasil

Julio Severo

Quando se lê o Apocalipse, o último livro da Bíblia, percebe-se dois pontos principais: um governo mundial de natureza demoníaca e o Anticristo ocupando papel central nesse governo.

Esse governo já existe? Há algum modo de podermos avaliar a presença do espírito do Anticristo em nossa época?

O tipo de governo exposto em Apocalipse será sedutor e dominador, invadindo a privacidade dos cidadãos e suprimindo sua liberdade de viver conforme os mandamentos de Deus.

Quando se lê Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, vê-se que no Jardim do Éden a serpente enganadora tentou o primeiro casal com promessas que acabaram em destruição. No governo mundial, ela seduzirá todos os cidadãos com suas promessas que acabarão igualmente em destruição. Como todos os governos assistencialistas modernos, o governo do Anticristo prometerá suprir tudo, oferecendo saúde, educação e emprego para os cidadãos. Mas por trás da nova sedução está a antiga serpente.

Se não fosse pela revelação profética de Deus no livro de Apocalipse, o governo mundial, com suas ilusões, surgiria sem que ninguém se preocupasse com seus perigos ou mesmo percebesse sua chegada. Graças ao poder profético da Palavra de Deus, nenhum governo mundial ou local tem chance de enganar o seguidor de Cristo que se mantém em vigilância e oração incessante.

Um governo dirigido pelo Anticristo é, como a própria palavra diz, um governo contra Cristo e seus valores. Cristo é a libertação do pecado, da doença e da morte. Ele veio para trazer vida em abundância.

O Anticristo tem uma missão contrária. Ele representa a escravidão ao pecado, à doença e à morte. Ele vem para trazer morte em abundância.

Se o Anticristo governará o mundo inteiro, então é evidente que o Brasil também sofrerá sua influência. Há sinais claros de que essa influência já começou:

1. Morte em abundância: O Estado e o aborto. Esforços feministas, com apoio do governo e entidades estrangeiras, para implementar e ampliar políticas de aborto, tratando-o como questão de saúde pública, em vez de questão criminal. A antiga serpente da sedução venda os olhos dos legisladores e da sociedade, para que em vez de verem e respeitarem o valor da vida humana inocente, vejam e respeitem a vontade de uma minoria que tem sede de sangue. Nos bastidores espirituais, o derramamento de sangue inocente através do aborto legalizado garante o aumento da atividade satânica na sociedade. Por meio de suas políticas de aborto, o Estado anticristão e antivida serve a políticas satânicas onde o sacrifício dos inocentes é essencial para abrir as portas da sociedade para que os demônios façam invasões em todas as esferas.

2. Escravidão ao pecado sexual: O Estado e o homossexualismo. O homossexualismo e outras relações deliberadamente estéreis são a negação do papel criativo que Deus deu ao relacionamento sexual. Deus criou o primeiro casal como modelo da vida sexual fundamental entre homem e mulher, e lhe deu o primeiro mandamento: Crescer e frutificar. Nas novas ofertas e tentações da antiga serpente, o menu sexual apoiado e promovido pelo Estado agora inclui homossexualismo e outras perversões. Contrariando o projeto de Deus, não é possível criar nova vida através dessas uniões.

3. Escravidão à bruxaria: O Estado e as religiões sincréticas afro-brasileiras. O Estado ocupa ilegitimamente agora a função de protetor da bruxaria, distanciando-se dos valores cristãos sob o pretexto de ser um Estado laico, mas promovendo idéias de bruxaria, sob a desculpa de valorização da “cultura” dos afro-descendentes. Resultado: as religiões sincréticas afro-brasileiras estão começando a experimentar aumento depois da intervenção estatal de proteção às suas práticas.

4. Preconceito aos valores morais da Palavra de Deus: O Estado e os cristãos. O Estado, que foi criado por Deus para ocupar o papel de repressor da criminalidade e dos criminosos assume agora, cada vez mais, a função de repressor dos cidadãos bons que discordam de suas políticas de aborto, homossexualismo e proteção à bruxaria. Quem não aceita o aborto é classificado como machista contra os direitos das mulheres. Quem se opõe ao homossexualismo é tratado como criminoso homofóbico. E quem não respeita as religiões sincréticas afro-brasileiras é condenado como racista e preconceituoso.

Quando os crimes e pecados se tornam direitos, os bons acabam se tornando vítimas de cruéis criminalizações. O resultado é que enquanto o Estado ocupa cada vez mais o seu tempo e nosso dinheiro na perseguição aos bons cidadãos e criminalizando os bons valores, os assassinos, os estupradores e outros criminosos ficam mais a vontade para cometer seus crimes.

Dá para duvidar que o governo do Anticristo já não está se manifestando no Brasil?

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Esse artigo, de autoria de Julio Severo, foi publicado originalmente no Jornal Rio Grande Gospel, edição de maio de 2007.

22 de novembro de 2007

As pessoas que Deus usa

As pessoas que Deus usa

Greg Laurie

Quando Deus procura alguém para realizar Seus propósitos na terra, que tipo de homem ou mulher Ele está procurando?

Pode não ser as pessoas que você imaginaria. Poderíamos dizer imediatamente: “Pessoas com nível universitário”. Ou talvez “pessoas talentosas”. Ou até mesmo: ”Pessoas que são quase perfeitas”.

Mas não é o que vemos nas páginas da Bíblia. Para começar, vemos que Deus usa pessoas comuns.

Sempre ouvimos a vibração animada quando algum atleta ou celebridade famosa abraça (ou pelo menos parece abraçar) a fé em Cristo. Queremos dizer aos descrentes: “Olha, agora temos a Celebridade X do nosso lado!” E então queremos apresentá-la nas televisões cristãs e apressadamente colocá-la diante do público para nos representar, negligenciando o aviso da Bíblia que nos orienta a não elevar um novo convertido. Mas na maioria das vezes, essa celebridade dura pouco tempo na igreja, e ficamos envergonhados.

Por Sua parte, Deus parece sair de Seu caminho para escolher a pessoa inesperada. Por que? A fim de que, como diz a Bíblia, “nenhum homem se glorie diante de Deus”. (1 Coríntios 1:29)

Quando a elite religiosa de Jerusalém se encontrou com Pedro e João depois da ressurreição de Jesus, eles não sabiam o que fazer com eles. Esses homens não eram apenas pescadores comuns sem escolaridade? De onde vinha toda a ousadia e penetrante jeito de falar? Por que é que esses homens eram tão diferentes? Então eles reconheceram que esses homens haviam estado com Jesus.

Entenda, Deus quer a glória pelo que Ele fez e está fazendo. E os recrutas que Ele procura para levar Sua obra a frente provavelmente se parecerão bem diferentes das pessoas que poderíamos ter escolhido. Nós nos apegamos à aparência das pessoas ou à lista de realizações que elas fizeram. Mas Deus olha direto para o coração.

Portanto, Deus usa pessoas comuns. Quem mais Ele usa? Ele usa pessoas verdadeiramente espirituais. Não estou falando aqui de algum tipo santarrão pomposo, mas de espiritualidade genuína. As pessoas mais espirituais que encontrei eram bem normais. Não tenho interesse em algum misticismo celestial falsificado, mas em vez disso num genuíno relacionamento diário com o Deus vivo.

Conhecer a Deus e andar com Ele é um assunto essencialmente prático, e aqueles que realmente O conhecem serão algumas das pessoas mais reais e tocáveis que você chegará a encontrar. Os heróis da Bíblia — homens e mulheres como Jacó, Moisés, Gideão e Ester — não eram personagens fictícios. Eles usavam sandálias como o resto de nós. Eles eram totalmente humanos.

Era assim com Davi também, que se tornou o mais renomado rei de Israel. Ele era um homem profundamente prático, mas também tinha um profundo compromisso com Deus. Ele tinha uma fome profunda de Deus e um compromisso forte com o que era certo.

No Salmo 57:7, Davi escreveu: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme”. Assim era o coração de Davi — não era instável, mas concentrado e meditativo, bravo e corajoso. O único desejo ardente de Davi na vida era agradar a Deus. Parece um pouco com o apóstolo Paulo. Ele também tinha esse claro alvo e singular objetivo. “Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:13-14)

Maria de Betânia também tinha esse coração, ao estar sentada aos pés de Jesus bebendo cada palavra dele. Nesse ponto, a irmã dela Marta não tinha esse foco singular, o que levou Jesus a dizer: “Marta, Marta, você está preocupada e aflita com muitas coisas. Mas uma coisa só é necessária, e Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada”.

Você tem esse claro foco e objetivo em sua vida? Ou você está olhando para dois lados enquanto se acha tentando viver em dois mundos? O maior perigo na nossa vida está em permitir que coisas urgentes — aqueles detalhes prementes e insistentes da vida — não deixem espaço para o que é realmente importante.

Quando Deus procura pessoas que Ele quer usar, Ele também procura pessoas fiéis. Como jovem, antes de ser ungido rei, a principal responsabilidade de Davi era as ovelhas de seu pai! Não exércitos. Não batalhas. Não reinos. Não alianças. Só um rebanho de ovelhas no campo.

Mas era uma responsabilidade que ele levava muito a sério. Ele mais tarde menciona que ele lutou sozinho com leões e ursos para proteger essas ovelhas — e ele os venceu! Ali, em campo aberto, ele costumava passar horas adorando o Senhor enquanto vigiava aquele pequeno rebanho.

Só porque Deus chamou você para ser líder não significa que você seja o certo neste exato momento! Há sempre uma série de testes primeiro. Foi desse jeito antes de Elias ungir Eliseu, antes de Moisés passar a liderança para Josué e antes de José estar preparado para assumir uma posição de responsabilidade imensa.

O jovem José, talvez você se lembre, estava cheio de visões de grandeza. Ele teve um sonho e acertadamente anteviu seus irmãos se prostrando diante dele. Mas a melhor atitude é guardar para nós mesmos algumas coisas. Talvez Deus tenha lhe dado um sonho, uma visão do que você será. Não saia por aí se gabando para todos. Apenas seja fiel no que Ele colocou diante de você. Se a visão ou sonho for realmente dEle, acontecerá, mas não por meio de manipulação e esquemas.

Mesmo depois que Davi havia recebido revelação de Deus de que ele estava agendado para receber uma grande promoção, ele não permitiu que essa revelação o tirasse de seu alvo ou mudasse sua vida. Em vez disso, ele simplesmente prosseguiu fazendo com fidelidade o que ele vinha fazendo anteriormente.

E quando ele encontrou Golias, naquele momento decisivo de sua vida, ele estava procurando fama e glória? Não, ele estava realizando pequenas tarefas para seu pai, entregando sanduíches de queijo para seus irmãos nas linhas de batalha. Às vezes é engraçado como Deus opera. Foi fidelidade na obediência a uma simples tarefa que traria como conseqüência a primeira grande vitória de Davi.

Essas são algumas das qualidades que atraem a atenção de Deus. Ele está procurando pessoas comuns que verdadeiramente querem agradar a Ele e mostrar amor a Ele por meio de sua fidelidade nas tarefas do dia a dia.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

21 de novembro de 2007

Impotência cristã diante da militância homonazista


Impotência cristã diante da militância homonazista

O que está levando a minoria homossexual a prevalecer sobre a maioria cristã

Julio Severo
A minoria homossexual perde numericamente para a vasta maioria cristã, mas cresce em poder político, legislativo, social e midiático, ameaçando uma dominação assustadoramente opressora.
A maioria — composta de cristãos, nominais ou não — fica parada e de boca aberta enquanto a minoria grita exigindo direitos. Seu grito essencialmente clama: “Sodomia já! Abaixo a normalidade sexual! Abaixo o casamento homem mulher! Viva o pênis no ânus!”
Esse grito é ecoado, até com patrocínio governamental, no Congresso Nacional, nos estados, nos municípios, nas escolas — e timidamente (por enquanto) em alguns seminários evangélicos liberais.
A maioria católica fica parada e de boca aberta porque de modo geral a Teologia da Libertação escravizou o espírito dos líderes católicos, que não sabem pensar e pregar nada além da cartilha socialista em suas missas. Com tal exemplo que vem de cima, os membros católicos são automaticamente programados para votar no PT e em outros políticos e partidos cuja marca registrada é o socialismo. Graças à predominante Teologia da Libertação entre os católicos, o PT governa hoje o Brasil, criando não só a vasta maioria dos projetos de lei de aborto e homossexualismo, mas também rejeitando os valores cristãos em nome do Estado laico.
Os evangélicos também estão parados e de boca aberta enquanto a minoria homossexual marcha e grita, exigindo direitos e privilégios. Tal como os católicos, muitos evangélicos também se prostraram diante dos deuses da Teologia da Libertação. Muitos pastores, bispos e outros líderes levaram suas ovelhas a abraçar o socialismo, apoiando Lula como se ele fosse algum tipo de Messias ou Salvador político dos pobres. Pobre maioria agora, diante da opressão das minorias!
Não é só diante da minoria homossexual que a maioria cristã está enfraquecida. Os cristãos estão também perdendo diante do adultério, pornografia e sexo livre, pecados que invadem seus lares através da televisão, principalmente novelas. Bastaria um simples e fácil boicote a esses programas de TV, mas a maioria cristã prefere ficar parada e de boca aberta!
Por que a maioria cristã está impotente diante do avanço feroz da minoria homossexual? A resposta, ainda que estranhamente, vem de dentro do próprio movimento homossexual! Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, declara:
Estamos sendo julgados e condenados por igrejas em cujos quadros dirigentes encontramos ladrões, estupradores, pedófilos, traficantes de drogas, trambiqueiros, charlatões e toda a corja de aproveitadores a quem não restou outro golpe senão tapear a população ingênua e desesperançosa que precisa acreditar em milagres para sobreviver.
Pregam a virgindade pré-matrimonial, mas estão sempre envolvidos em relações clandestinas com suas ovelhas não-castas. Defendem a família e são incapazes de manter a sua.
Nenhuma das igrejas tem se mostrado pura o suficiente para trazer para a si a tarefa de educar nossos jovens e crianças. As igrejas não são confiáveis, fingem estar fincadas em bases teológicas e altruístas, mas dirigem suas ações com base nos aspectos econômicos que as sustentam e enriquecem seus padres e pastores. Graças à ingenuidade de milhares de infelizes cidadãos que os tornam cada dia mais ricos e poderosos.
Se Deus pôde usar um jumento no passado para repreender, por que é que ele não pode usar os jumentos de hoje com o mesmo propósito? A declaração forte do militante gay Oswaldo Braga mostra claramente o motivo por que a maioria cristã do Brasil está perdendo diante da minoria sodomítica. Não pode haver vitória para o acampamento de Deus enquanto Acã e seus pecados não forem tratados!
É certo que Deus promete bênção aos que obedecem. Mas também é igualmente certo que ele promete que por causa da desobediência de seu próprio povo ele permitirá que minorias opressoras e cruéis prevaleçam sobre a maioria que invoca hipocritamente o nome de Deus, sem nunca renunciar aos seus pecados.
“O SENHOR fará com que sejam derrotados pelos inimigos. Vocês atacarão juntos, em ordem, mas fugirão para todos os lados, em desordem. Todos os povos do mundo ficarão espantados quando souberem do que aconteceu com vocês”. (Deuteronômio 28:25 NTLH)
“Ficarei contra vocês e deixarei que sejam derrotados pelos inimigos. Eles os dominarão, e vocês fugirão mesmo quando ninguém os perseguir”. (Levítico 26:17 NTLH)
“Mil de vocês fugirão de um só inimigo que os atacar, cinco inimigos farão com que todos vocês fujam. Os poucos que restarem parecerão um mastro de bandeira sozinho no alto de um morro”. (Isaías 30:17 NTLH)
Esses avisos da Bíblia descrevem, literalmente, a situação dos cristãos no Brasil, onde o pecado deixou a maioria cristã fraca diante da minoria homossexual!
Que tipo de vitória esperamos no Congresso Nacional contra os projetos de aborto e homossexualismo (atuais e futuros) quando a bancada evangélica é composta de vários parlamentares culpados diante de Deus de adultério, prostituição, roubo, corrupção e apoio ao aborto?
Que tipo de vitória esperamos na sociedade quando nossas igrejas são compostas de vários bispos, pastores e outros líderes igualmente culpados diante de Deus de adultério, prostituição, roubo, corrupção, apoio ao aborto, pornografia e muitos outros vícios?
Enquanto esses líderes cristãos não se arrependem de suas prostituições, roubos e desonestidade, o juízo é inevitável. O movimento homossexual, o movimento socialista e o movimento feminista no tempo certo serão julgados por Deus — não antes de as igrejas e seus líderes sofrerem juízo:
“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1Pedro 4:17 ACF)
O movimento homossexual é essencialmente um movimento de pecados sexuais. O primeiro passo para se lidar eficazmente com o pecado é por meio do arrependimento. Sem arrependimento e renúncia genuína do pecado no meio cristão, como os pecadores do mundo virão ao arrependimento e renúncia de seus próprios pecados? Sem arrependimento e renúncia genuína do pecado no meio cristão, como os cristãos vencerão os movimentos de pecados que ameaçam a sociedade e as igrejas?
Enquanto não houver genuíno arrependimento e renúncia de pecados, a opressão da minoria homossexual e de outras minorias barulhentas será sempre uma ameaça para a maioria cristã.
Portanto, é hora de todos nós dobrarmos os joelhos e chorarmos diante de Deus pelas igrejas e seus líderes no Brasil. É hora de pedirmos perdão, em sincero arrependimento, e suplicar para que Deus traga quebrantamento para essas igrejas e seus líderes — antes que o juízo venha.
Nota importante em 1 de julho de 2012: Com base neste artigo, Toni Reis, o presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros), enviou carta ofício ao Ministério Público Federal denunciando Julio Severo. Cópia da carta denúncia, enviada em 2007, pode ser acessada neste link.

20 de novembro de 2007

A coragem prevaleceu: evangélicos de Rondônia tomam posição contra projeto de perseguição religiosa

A coragem prevaleceu: evangélicos de Rondônia tomam posição contra projeto de perseguição religiosa

Julio Severo

A criadora do projeto PLC 122/2006 — que estabelece inevitavelmente a censura a toda opinião, atitude e expressão moral, filosófica e religiosa ao homossexualismo — é a petista Iara Bernardi. A relatora desse projeto, que tem a autoridade de decidir sua constitucionalidade ou não, é a senadora Fátima Cleide, também do PT.

A ideologia socialista — que nunca consegue elaborar planos sociais e políticos eficazes para dar segurança à população em geral — agora aparece com uma preocupação obsessiva que, para impedir o pequeno número de crimes contra os homossexuais, é necessário ir à raiz do problema. Essa raiz, na visão deles, é o preconceito. Em outras palavras, é todo pensamento, atitude e opinião contrária ao homossexualismo.

Com base nessa visão, os socialistas alegam que um livro ou pregação contra o homossexualismo pode incitar alguns membros a sair do culto ou missa com o propósito exclusivo de matar ou agredir homossexuais. É como se depois de uma leitura à Bíblia ou depois de uma pregação contra o adultério, a prostituição, o álcool ou as drogas, os cristãos saíssem do culto ou missa prontos para assassinar o primeiro adúltero, prostituta, alcoólatra ou drogado que aparecesse na frente!

A ideologia socialista é cruel e usará e abusará de qualquer mentira para estabelecer sua agenda de controle social sobre os cidadãos. Aliás, a meta final do socialismo é encarcerar o próprio espírito da população.

Fátima Cleide é de Rondônia, onde há um grande número de evangélicos. Líderes evangélicos do estado dela a pressionaram com relação ao PLC 122/2006, porém ela, seguindo a velha estratégia socialista de iludir a oposição, tranqüilizou os cristãos com a seguinte resposta: “Asseguro que não tenho a intenção e não participo de qualquer ação no sentido de penalizar indivíduos ou Igrejas que tenham comportamentos ou opinião diferentes dos meus”.[1]

Na mesma resposta, literalmente entrando em questões criminais do livro de Levítico, Fátima Cleide anuncia: “Enfim, tais práticas recomendadas nas Escrituras Sagradas dos cristãos, graças a Deus, são agora consideradas crimes hediondos pelas leis brasileiras e da maior parte dos países em todo o mundo. Por isso, se alguém pratica ou estimula a prática daquelas punições recomendadas em Levítico, por exemplo, deverá ser impedido pelo serviço de segurança pública e responder judicialmente pelas conseqüências de tais atos — por exigência da própria sociedade, que evoluiu quanto a tais procedimentos”.[2]

Será que ela pensa que a abordagem divina para com o homossexualismo em Levítico deverá ser classificada como crime hediondo? O que exatamente Deus diz em Levítico acerca do homossexualismo?

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. (Levítico 18:22 ACF)

Há alguma dúvida sobre as intenções de Cleide e outros socialistas? Mesmo quando enganam, suas próprias declarações dissimuladas não conseguem esconder totalmente suas intenções.

E por que ela deveria agir diferente? O PT (partido fielmente ligado às PoTestades socialistas) nunca desistiu de seu compromisso de promover a agenda homossexual. Por isso, o governo Lula, criador do infame programa Brasil Sem Homofobia, apóia publicamente o PLC 122/2006.

Somente uma mudança radical poderia libertar Fátima Cleide e outros socialistas de suas inclinações a favor do aborto e do homossexualismo. Ela ainda não teve essa experiência, mas outro petista teve, e levou para Rondônia a Jornada Nacional Evangélica em Defesa da Vida e da Família. O petista é o Dep. Henrique Afonso.

Em Rondônia, a Jornada contou com três eventos durante o dia 16 de novembro de 2007.

EVENTO DA MANHÃ: Palestras sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na Assembléia Legislativa de Rondônia. Embora cristãos tenham tratado desse tema, não houve, infelizmente, nenhuma menção aos perigos do ECA. Por isso, gastei o tempo da manhã ministrando para equipes de gabinetes que estavam trabalhando de coração pelo sucesso da Jornada. Tal ministração foi necessária, pois homens e mulheres ali haviam sofrido ataques espirituais na noite antes do evento. O que eles sofreram é evidência de que a guerra é espiritual. A única palestra proveitosa no período da manhã foi dada pela Dra. Rozangela Justino, sobre desconstrução social.

EVENTO DA TARDE: Palestras na Assembléia Legislativa de Rondônia. Na minha opinião, foi o evento mais importante, onde o governador de Rondônia e um senador (ambos não evangélicos) se manifestaram claramente contra o PLC 122/2006, dizendo que as igrejas fazem pela população muito mais do que o Estado (recuperando jovens e desempenhando outras importantes responsabilidades sociais de apoio e reabilitação) e que não faz sentido criar-se projetos de leis para perseguir igrejas. As palestras da tarde foram as seguintes:

Pornografia e prostituição: Pr. Cláudio Rufino falou de modo eloqüente sobre a pornografia e seus efeitos, citando exemplos até de bebês que são estuprados por causa da pornografia.

Pedofilia e homossexualidade à luz da psicologia: Dra. Rozangela Justino apresentou a visão da psicologia sobre homossexualidade e abuso sexual de crianças.

Infanticídio em áreas indígenas: Bráulia Ribeiro, presidente da JOCUM, falou sobre o assassinato de bebês de tribos e o descaso e omissão das autoridades. Ela apresentou também um casal evangélico que adotara uma menina condenada para morrer por sua tribo. Foi provavelmente a palestra mais emocionante.

Aborto e sua legalização no Brasil: Dr. Paulo Fernando falou sobre as implicações legais e sociais do aborto, inclusive sobre métodos de contracepção abortivos.

Vitórias do movimento homossexual no legislativo e ações na sociedade: Esse tema ficou, pela graça de Deus, sob minha responsabilidade.

Questões importantes também foram tratadas pelo Dep. Henrique Afonso, que dirige a Jornada, e pela Dra. Damares Alves, que tratou de forma esclarecedora dos abusos de cartilhas pornográficas do governo que foram distribuídas em escolas públicas. Dep. Henrique tocou no assunto geral de todos os temas abordados.

EVENTO DA NOITE: Suponho que tenha sido bom. Evitei-o, por discordar da presença de um famoso cantor gospel que destruiu sua família por meio de adultério e divórcio. Esse cantor havia aparentemente sido contratado para atrair público ao evento da Jornada à noite.

O deputado estadual Valter Araújo e toda a sua equipe deram apoio total, alegre e carinhoso às necessidades da Jornada. Muitos evangélicos de Rondônia haviam aceitado as declarações de Fátima Cleide assegurando que o PLC 122/2006 não trará perseguição religiosa, porém o Dep. Valter, que é evangélico, trouxe com muito esforço e coragem a Jornada Nacional Evangélica em Defesa da Vida e da Família para Rondônia a fim de mostrar aos evangélicos de seu estado que, ao contrário do que alega a socialista Fátima Cleide, as leis anti-homofobia realmente representam perigo para a nação e para as igrejas.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Notas:

[1] Carta oficial de Fátima Cleide aos líderes da Igreja Evangélica Assembléia de Deus — Ofício - 01219/2007-GSFCLE.

[2] Idem.

19 de novembro de 2007

Na lista negra da História

Na lista negra da História

Olavo de Carvalho

Na mídia nacional inteira, assim como no meio universitário e, de modo geral, entre as camadas ditas cultas neste país, reina a certeza inabalável de que o senador americano Joseph McCarthy foi uma das piores criaturas já nascidas neste planeta, um mentiroso compulsivo, um caluniador desavergonhado e um perseguidor de inocentes. Crença idêntica vigora nos EUA, mas só entre pessoas que aprenderam História com filmes de Hollywood. Entre as demais sempre restou pelo menos a vaga suspeita de que as coisas não eram bem assim, de que havia realmente uma perigosa infiltração de agentes soviéticos no governo americano, de que talvez muitos deles fossem mesmo aqueles que constavam das execradas listas de “security risks” alardeadas pelo senador.

Durante cinqüenta anos a aposta numa dessas duas hipóteses foi uma questão de preferência política. Agora não é mais. A publicação dos códigos Venona finalmente decifrados pelo FBI (comunicações secretas entre o Kremlin e a embaixada soviética em Washington) e a abertura temporária dos arquivos do Comitê Central do PCUS eliminaram definitivamente a dúvida. Os primeiros historiadores que tiveram acesso a esse material ficaram atônitos. Alguns deles só deram o braço a torcer após longa hesitação e com indisfarçada má-vontade. Hoje sabemos quem mentiu e quem disse a verdade. E quem mentiu não foi Joseph McCarthy. Foi o establishment político, midiático e universitário praticamente inteiro, empenhado em proteger seus comunistas de estimação.

Logo após a publicação de “Venona. Decoding Soviet Espionage in America” por John Earl Haynes e Harvey Klehr em 1999 (Yale University Press), um primeiro esboço das conclusões incontornáveis (que até Haynes e Klehr hesitavam em tirar) apareceu na biografia do senador por Arthur Herman (“Joseph McCarthy. Examining the Life and Legacy of America’s Most Hated Senator”, New York, Free Press, 2000). A reação dos bem-pensantes foi apegar-se aos subterfúgios mais frágeis e rebuscados para poder continuar negando o óbvio. Um sumário dessas reações quase psicóticas foi apresentado por Haynes e Klehr em “In Denial. Historians, Communism and Espionage” (San Francisco, Encounter Books, 2003). Agora, com a estréia do livro ansiosamente aguardado de M. Stanton Evans, “Blacklisted by History. The Untold Story of Senator Joseph McCarthy and His Fight Against America’s Enemies” (New York, Crown-Random, 2007), a fase substantiva do debate pode se considerar encerrada. Doravante, qualquer insistência na lenda macabra que fazia de McCarthy “um troglodita no esgoto” deve ser condenada como sintoma de desonestidade visceral ou estupidez obstinada. Os fatos revelados por Evans, com esmagadora abundância de provas, são os seguintes:

1. Os documentos principais que atestavam a infiltração comunista no governo americano simplesmente desapareceram dos arquivos oficiais. São milhares de páginas arrancadas, numa operação criminosa destinada a forjar as aparências de credibilidade que serviram de base à demonização do senador Joe McCarthy. Por ironia, os dados faltantes acabaram sendo supridos, em grande parte, pela documentação soviética.

2. Não só havia agentes soviéticos infiltrados nos altos postos do governo de Washington desde os anos 30, mas eles eram em número muito maior do que o próprio McCarthy suspeitava. A influência que exerceram foi tão vasta e profunda que chegou a determinar os rumos da política exterior americana, mediante bem urdidas operações de desinformação, em episódios tão fundamentais como a Revolução Chinesa e a tomada do poder pelos comunistas na Iugoslávia. Nos dois casos, uma enxurrada multilateral de informações falsas induziu o governo americano a trair seus aliados e a ajudar seus inimigos, semeando as tempestades que viriam a desabar sobre ele próprio no período da Guerra Fria.

3. Entre os suspeitos apontados por McCarthy, invariavelmente apresentados pela mídia e consagrados pela ficção histórica como vítimas de perseguição injusta, não apenas não havia inocentes, mas nenhum deles era sequer um puro militante ideológico: não se tratava de meros “comunistas”, mas de agentes pagos da KGB e do serviço secreto militar soviético, o GRU.

Bem sei que a revelação desses fatos não mudará em nada a atitude ou o vocabulário das Elianes Catanhedes, Emires Sáderes, Mauros Santayanas e Folhas de S. Paulo da vida. Mesmo que algum editor brasileiro tenha a coragem de publicar os livros acima mencionados, coisa improvável, nada pode obrigar os tagarelas iluminados a lê-los e a confrontá-los com suas crenças mais queridinhas. E é preciso levar sempre em conta aquilo que dizia Goethe: “Muitas pessoas não abdicam do erro porque devem a ele a sua subsistência.” Ao confiar seu destino às virtudes salvadoras da elite esquerdista, o Brasil disse um adeus definitivo ao desejo de conhecer. Se não queremos saber nem de onde surgiu a balela da participação americana no golpe de 1964 (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/sugestao.htm), por que haveremos de corrigir nossa visão fantasiosa da própria história americana? Diante dos fatos medonhos que atestam a mendacidade ilimitada daqueles que escolhemos como nossos professores de moral, reagimos com o horror do poeta espanhol ante a “sangre derramada” de seu amigo toureiro: “No, yo no quiero verla.” Progredimos da burrice endêmica à ignorância irreversível. A sombra que lançamos sobre o passado já começou a encobrir o nosso futuro. Logo será tarde demais para tentar removê-la.

Fonte: Diário do Comércio, 19 de novembro de 2007.

Divulgação: www.juliosevero.com

18 de novembro de 2007

Sodomia consagrada em lei e cristãos perseguidos pela lei

Sodomia consagrada em lei e cristãos perseguidos pela lei

A sociedade brasileira, nos últimos anos, tem sido marcada por uma tolerância que chega ao ponto da apatia. Tolerância com a corrupção na política, com a violência que ultrapassa as cercas das favelas tomando ruas e casas, com os abusos ao indivíduo como no caso dos atrasos nos aeroportos, deixando filas gigantescas e centenas à espera de seus vôos. Mas, de todas as tolerâncias, a mais estúpida é a apatia da Igreja em relação a projeto de lei contra homofobia (PL nº 5003/01 — atualmente PLC 122/2006), da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que transforma em crime a discriminação de pessoas em razão da orientação sexual.

Esse crime de discriminação inclui impedir “a manifestação de afetividade” de pessoas do mesmo sexo em “locais públicos ou locais privados abertos ao público”. Quem praticar atos de discriminação poderá ser punido com até cinco anos de prisão. Para tornar-se lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e, depois, sancionado pelo presidente da República.

Há várias ameaças. Com tal lei aprovada, não se poderá demitir uma pessoa do trabalho por ser homossexual. Hotéis não poderão se recusar a receber alguém ou cobrar mais pelo mesmo motivo. Os sistemas de seleção educacional e de recrutamento ou promoção profissional também não poderão considerar a orientação sexual. O projeto de lei, que tramitava na Câmara dos Deputados desde 2001, dá direitos especiais para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

As implicações são sérias. Qualquer creche, escola ou jardim de infância que se recusar a aceitar um travesti ou transexual como profissional de seu estabelecimento poderá ser processado e condenado por crime de discriminação. Será também considerado crime orfanatos, cristãos ou não, recusarem casais homossexuais que queiram adotar crianças.

Essa lei classifica como discriminação toda decisão que levar em consideração a orientação sexual do indivíduo para deliberar posse, permanência ou aquisição. Ou seja, nenhum pastor poderá se recusar a casar, ou batizar, alguém levando em consideração sua orientação sexual. Poderá também se caracterizar crime de discriminação, colocando a pessoa em situação de constrangimento, a pregação contra a prática homossexual, não considerar a união legal de casais homossexuais ou até mesmo não aceitar como “família” casais que tenham adotados filhos. Da mesma maneira, será considerado criminoso quem tentar atrapalhar “manifestação de afetividade” (como beijos, carícias e “rala-ralas”) dos homossexuais

Na tentativa de se levar o senado à sobriedade, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que é evangélico (porém tragicamente defende alguns tipos de aborto), faz várias críticas ao projeto, embora ressalte que respeita os homossexuais. “Se o projeto for aprovado no Senado, vamos ter de proibir o uso da Bíblia” — disse ele, reiterando que, apesar de ser contra a discriminação aos homossexuais, defende a “idéia da família composta por um homem, uma mulher e seus filhos”.

A declaração do senador, de que “A decisão dos deputados em aprovar a lei na Câmara acabou confundindo o respeito devido a uma opção individual da pessoa com o uso do poder do Estado, através do seu corpo de leis, para impor a todos os cidadãos um comportamento que é claramente antinatural”, gerou críticas e insatisfação de movimentos homossexuais disfarçados de “cristãos”, como O HARPAZO — MOVIMENTO CRISTÃO PELA DIVERSIDADE.

O maior de todos os argumentos é sempre o mesmo: “não devemos mais tratar o próximo com tamanha crueldade. Afinal de contas, o maior entre todos os mandamentos é o amor”. Os ativistas homossexuais “cristãos” invocam o tradicional argumento de que “todos somos filhos de Deus”, de modo que se “os homossexuais são filhos de Deus, então seu ‘amor’ homossexual merece ser tratados com respeito”.

Os ativistas gays acusam o senador de basear na lei do Antigo Testamento (Levítico 18: 22) seus argumentos sem levar em consideração o contexto histórico e cultural do povo hebreu há 4.000 anos! Eles alegam que o termo abominação “é um termo religioso comumente utilizado para condenar a idolatria e não propriamente um mal moral”. Eles dizem que “o sexo entre iguais era visto como algo fora do padrão aceito por aquela cultura, pois estava associado à prática da idolatria e à violência”.

A punhalada final destaca que os religiosos são “responsáveis por propagar aversão à homossexualidade, provocando o banimento de homossexuais” e “responsáveis por inúmeras mortes e suicídios num grau semelhante à responsabilidade pelo extermínio de bruxas e outros ‘heréticos’ durante a Idade Média e a Renascença”.

No avanço desse processo, nos deparamos com uma máquina que tem se encarregado não apenas de informar, mas também de formar a mentalidade coletiva, mudando princípios e conceitos que sirvam aos seus ideais de pensamento e consumo. Uma das principais armas usadas para esse fim é desacreditar o Cristianismo. Essa arma são os meios de comunicação. Outra arma importante é tornar o pecado um aspecto cultural e relativo.

A mídia constantemente mostra os cristãos de uma maneira depreciativa. Nos filmes e nas comédias de situação, eles são sempre retratados como indivíduos extremistas, quase loucos, ou como pervertidos. Os líderes cristãos e os pastores são o alvo predileto. Para completar o ideal de uma vida imoral e da manipulação de opiniões em massa é preciso mudar conceitos éticos que se contraponham a essas metas e a principal dela é o fundamento cristão.

Fundamentos e princípios são para o Cristianismo muito mais importantes do que doutrinas. O próprio nome “evangélico” expressa essa verdade. São inúmeros segmentos, diversas visões doutrinarias e comportamentais edificadas sobre o mesmo fundamento e crescendo com os mesmos princípios. Ser cristão não é a prática de uma religião, mas é apegar-se em fé a um Homem, que ser imitada e seguida, e adorada e respeitada. Esse Homem é Jesus, o Cristo. Jesus é o fundamento, a pedra principal, a Verdade absoluta que jamais poderá ser mudada. Esse fundamento incomoda e precisa ser vencido por aqueles que por ele se sentem ameaçados.

Aqueles que abordam aspectos culturais para fundamentar a idéia da liberdade sexual nada mais querem do que estabelecer a libertinagem como um padrão social, transformando aqueles que se recusam a se submeter à imoralidade em pessoas puramente racistas. Não é uma questão individual. O problema não é com o homossexual, mas com o homossexualismo. Não aceitar o homossexualismo como uma opção, mas defini-lo e tratá-lo como uma depravação, conseqüente da perda da identidade sexual, seja por abuso na infância, por falta de referencial familiar, ou puramente por uma perseguição espiritual, não é preconceito: é conhecimento profundo da verdade. Profundo porque o raso conhecimento apenas se afasta e isola e o profundo classifica e trata.

Não se trata de ter aversão a um determinado grupo de pessoas, mas trata-se de abominar o pecado. Vale a pena lembra que o que mudou com a morte e ressurreição de Jesus Cristo não foi o conceito de pecado, mas a Lei. Ou seja, a forma como o pecador deve ser tratado. No Novo Testamento vemos Jesus buscando levar o pecador ao arrependimento. “Arrependei-vos” dizia Jesus na pregação do Evangelho. Jesus se manifestou para destruir o pecado, para salvar o homem do pecado. O pecado aprisiona e mata!

Jesus, diante da mulher que foi flagrada em adultério (João 8:4-11), diz aos fariseus, os quais ele cansou de chamar de geração adultera e perversa: “Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que a atirar uma pedra nesta mulher”. O ponto central da questão não é se eles deveriam apedrejá-la ou não. Matar, agredir, impedir de ir e vir, humilhar, desrespeitar qualquer indivíduo (independente de sua condição física, mental, social ou sexual) sempre será um grande erro. O que está em jogo não é o crime cometido contra o indivíduo, mas o “imputar pecado”. Primeiro, o pecado foi claramente mostrado como pecado. “Aquele que ESTÁ sem pecado que atire a primeira pedra”. Uma geração adúltera jamais estaria na condição de aplicar a lei àquela mulher. Segundo, o pecado foi especificado: Adultério! Finalmente Jesus disse para a mulher arrependida: “Vai-te, porém não peques mais”.

A questão do homossexualismo em relação à igreja está exatamente nesse ponto. Fica claro que problema é em vez de se imputar pecado, mostra-se tolerância e admiração. Que fique bem claro que aqui essa abordagem se refere ao pecado e não ao indivíduo. O problema é que não é possível condenar o pecado sem confrontar o pecador. Por isso, aqueles que imputam pecado às praticas homossexuais são acusados de serem “responsáveis por inúmeras mortes e suicídios”. Uma das razões que leva o ser humano ao suicídio é a culpa. Onde não há pecado não há culpa e não existe a necessidade de perdão. Sem pecado, sem culpa e sem necessidade de arrependimento, também não há redenção. A relativização do pecado tira a dor da consciência, impossibilitando a reconciliação com Deus através de Jesus, estabelecendo definitivamente a crucificação como loucura – é a cruci-ficção.

Outro ponto fundamental é a morte da família. A violência é uma conseqüência direta da desestrutura familiar. Com a migração da censura inconveniente para a exposição da imoralidade, um processo de violência de desencadeou, porque, espiritualmente, a violência anda de mãos dadas com a sensualidade. Desde 1988, quando a censura foi abolida houve um processo de degradação da família, abriu-se a porta não da liberdade, mas da libertinagem. Antes era a “geração perversa” que ditava as regras, agora é a “geração adúltera”. A imoralidade, que muitas vezes é praticada livremente, desvalorizando o casamento, está diretamente por trás da destruição do padrão familiar, afetando a identidade do indivíduo. Os filhos são um produto direto do relacionamento familiar. Como filhos, somos resultado do perfil e relacionamento que nossos pais desenvolveram. Falhas em relação a princípios familiares são comprometedoras. O lar é a primeira e fundamental escola da vida. Do lar vem o homem de bem e o ditador.

Finalmente, querer não apenas obrigar a sociedade a engolir a prática homossexual pública como conduta normal absolutamente aceitável e comum (como o constituir família, casar-se e viver seus momentos “românticos públicos”), mas também obrigar as instituições religiosas a aceitar e ter que abençoar, sem direito a repudiar e condenar o pecado é, realmente, o fim do mundo.

Em resposta aos que contestam os argumentos bíblicos taxando-os de legalistas e preconceituosos, resta dizer que: filhos de Deus são todos aqueles que receberam a Jesus através do arrependimento e confissão de pecados. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12). Aqueles que se convertem dos seus maus caminhos. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor” (Atos 3:19). Jesus não veio para mudar a lei, mas para cumpri-la: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5:17).

O homossexualismo, assim como o adultério, o homicídio, a pedofilia, a prostituição... é PECADO e é condenado por Deus em sua Palavra, quer no Antigo quer no Novo Testamento. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (1Coríntios 6:9-10; I Timóteo 1.9-10).

Não existe amor sem justiça e o juízo de Deus vem para estabelecer a justiça. Em Jesus o pecado foi julgado. Ele veio para salvar o povo dos seus pecados (cf. Mateus 1.21). “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8:34). Esse é o verdadeiro amor. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.(Jo 3.16). Esse é o amor de Deus para com o justo e o juízo para com os injustos. “Quem é injusto, faça fará mais injustiça: e quem está sujo, sujar-se ainda mais; e quem é justo, será mais justo ainda; e quem é santo, santificar-se ainda mais. Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra”. (Apocalipse 22.11-12).

Cabe aqui refletir na realidade de que este artigo foi escrito porque ainda há liberdade na lei de se abordar a questão, do ponto de vista cristão, sem ser considerado crime. Mas até quando poderemos tratar o homossexualismo como pecado? Até quando teremos a liberdade de denunciar o pecado sem sofrer as conseqüências impostas por aqueles que querem calar a voz profética da igreja? E a Igreja? Vai enfrentar o espírito de Jezabel e arriscar a cabeça, ou vai se moldar e se adaptar ao mundo, assim como a igreja de Tiatira, que tolerava Jezabel? É bom lembrar que a condenação não é apenas para aqueles que praticam, mas também para aqueles aprovam os que as praticam. Quem não reprova, aprova.

“Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.

Fonte: O Renovo

Adaptação e divulgação: www.juliosevero.com