29 de outubro de 2007

Menina educada em casa sobressai em talentos e espiritualidade

Menina educada em casa sobressai em talentos e espiritualidade



Akiane Kramarik é uma delicada menina de 10 anos que vive com seus pais e três irmãos em Idaho, EUA. Ela desenha com precisão real desde os 5 anos de idade, vem ganhando atenção internacional e tem aparecido como convidada especial em muitos conhecidos programas de TV americanos. Suas pinturas são vendidas com preços que variam entre 25 e 55 mil dólares e ela tem feito grandes contribuições de caridade para aliviar a pobreza e a fome, principalmente entre crianças. Akiane é também uma poetisa muito elogiada e fala russo, lituano e inglês. Ela atribui seus talentos a Deus e seu maior desejo é que “todos amem a Deus e uns aos outros”.

LifeSiteNews.com falou com Akiane e sua mãe Forelli Kramarik sobre a arte dela e seu relacionamento com Deus. A Sra. Kramarik disse para LifeSiteNews.com que sua família inteira não cria em Deus e se converteu a Cristo por causa de visões que Akiane começou a ter com a idade de 4. São essas visões e conversas com Deus que conduzem Akiane em sua arte. Sua mãe destacou que a menina se levanta às 5 da madrugada diariamente para orar e então pintar. Akiane mesma descreveu suas experiências: “Todas as manhãs e todas as noites, converso com Deus. É como se fosse uma voz na minha mente conversando comigo”.

Akiane revelou para LifeSiteNews.com a origem de uma pintura de Cristo particularmente impressionante intitulada “Príncipe da Paz”. Akiane declarou que ela viu Jesus numa visão e por um longo tempo depois buscou um modelo apropriado para pintar Jesus do modo como ela o viu na visão. “Por dois anos, eu procurei um modelo de Jesus no Colorado, porém não consegui achar nada. Então nos mudamos para Idaho e orei a Deus: ‘Se você quer que eu pinte este modelo de Jesus, por favor traz na porta da minha casa’. Depois de dois dias, apareceu um carpinteiro bem na porta da frente, e ele era exatamente perfeito para minha pintura. Foi tão maravilhoso e ele concordou em servir de modelo para minha pintura”.

A pintura final foi incrível por sua qualidade artística. A Sra. Kramarik observou que Jurij Sizenov Nikolaevich, da rede de televisão russa Shabolovka, ficou de boca aberta diante da pintura de Cristo feita por Akiane.

Akiane estuda somente em casa, pelo método homeschooling (educação escolar em casa) e raramente vê televisão. Com relação à sua educação, ela comenta: “Adoro estudar só em casa. Assim, tenho mais tempo para orar, pintar, escrever, passar tempo com minha família e brincar com meu irmãozinho bebê e meu cachorro. Eu realmente gosto do homeschooling”.

Akiane está para publicar um livro sobre sua vida, intitulado Akiane, Sua Arte, Sua Poesia e Sua Vida.

Para mais informações sobre Akiane, visite seu site:
http://www.akiane.com

Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br

Fonte: LifeSite Daily News, 1 de setembro de 2004.

Para saber mais sobre o método de educação escolar em casa, visite o Blog Escola em Casa.

25 de outubro de 2007

Governo Lula dá prêmio e muito dinheiro para movimento gayzista

Governo Lula dá prêmio e muito dinheiro para movimento gayzista

Julio Severo

Luiz Mott, que aparece num artigo de Jael Savelli defendendo a pedofilia, será “agraciado” pelo governo Lula para receber a Ordem do Mérito Cultural 2007.

Pergunta: O que foi que Mott, o papa do movimento gayzista do Brasil, fez pela cultura nacional?

Alguém também saberia dizer o motivo por que o Ministério da Cultura do governo Lula dará 1 milhão de reais aos grupos gayzistas?

Meu Deus! Eu não sabia que um homem enfiar o sexo na traseira de outro homem era cultura!

Leitura recomendada:

Jael Savelli desmascara Mott defendendo a pedofilia:

http://juliosevero.blogspot.com/2007/08/luiz-mott-pedofilia-j.html

Governo Lula presenteia Mott com Ordem do Mérito Cultural 2007:

http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=30691&more=1&c=1&pb=1

Governo Lula vai dar 1 milhão de reais para grupos gayzistas:

http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/identidade_e_diversidade_cultural/noticias_sid/index.php?p=30584&more=1&c=1&tb=1&pb=1

Nota: Os dois últimos links foram enviados pelo leitor Leandro.

Entre o crime e a mentira

Entre o crime e a mentira

Olavo de Carvalho, filósofo

O episódio do Prêmio Nobel James Watson, suspenso do Laboratório Cold Spring Harbor por ter dito que os negros são inferiores aos brancos, é uma excelente ocasião para fazer recordar à comunidade politicamente correta alguns fatos que ela já conseguiu extirpar da mídia e dos livros didáticos, mas que, por milagre divino ou negligência da censura, ainda estão vivos nos documentos.

O racismo é, por inteiro, uma criação da modernidade, das luzes, da mentalidade científica, ateística e revolucionária, e não das tradições religiosas que formam a base da nossa civilização. Nem haveria como ser de outro modo. Não pode existir um sentimento de superioridade racial sem prévia identidade racial, nem muito menos esta poderia ter surgido antes que o conceito de raça fosse criado pelos biólogos iluministas no século 18. E mesmo que eles o tivessem inventado numa época anterior, ele não poderia ter-se transfigurado em instrumento de guerra cultural antes que a classe dos cientistas e dos intelectuais acadêmicos tivesse adquirido, em substituição ao clero, a autoridade pública de suprema instância legitimadora das idéias.

Por isso mesmo, você não encontrará nos dogmas da Igreja, nas sentenças dos papas ou nas decisões conciliares uma só frase que sugira, nem mesmo de longe, a superioridade dos brancos sobre os negros. Em compensação, encontrará muitas nas obras dos enciclopedistas, de Kant, de Voltaire, de Karl Marx e de Charles Darwin — os gurus máximos das luzes, do progressismo e da revolução. Se Voltaire enriqueceu no comércio de escravos e Kant assegurou que “os negros da África, por natureza, não têm sentimentos acima da frivolidade”, Marx e Darwin, em especial, fazem daquela pretensa superioridade branca um argumento ostensivo em favor do extermínio das “raças inferiores”, que o primeiro considerava necessário ao progresso histórico e o segundo, um pressuposto básico da evolução humana, concordando nisso com seu antecessor Herbert Spencer e sendo ecoado fielmente por seus dois principais discípulos, Thomas Huxley e Ernst Haeckel, o que mostra que toda tentativa de separar evolucionismo e racismo é pura maquiagem ex post facto.

A rigor, a declaração de James Watson contra os programas sociais, ante a qual os paladinos da boa imagem da ciência tanto se fingem de escandalizados, não passa de uma versão atenuada do seguinte parágrafo de Charles Darwin:

“Entre os selvagens, os fracos de corpo e mente são logo eliminados. Nós, civilizados, fazemos o possível para evitar essa eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados, os doentes; instituímos leis para proteger os pobres... Isso é altamente prejudicial à raça humana”.

Se, após ter espalhado no mundo esse apelo genocida, a ideologia progressista-científica tenta inculpar por isso as épocas anteriores que o desconheciam, não há aí nada de estranho: é da essência do movimento revolucionário inverter a ordem do tempo histórico e, com ela, a autoria das ações, transfigurando a inocência alheia em crime e a sua própria abjeção em motivo de vanglória.

Lênin viria a resumir esse procedimento-padrão na máxima: “Acuse-os do que você faz”. Isso é assim nos grandes como nos pequenos lances da história desse movimento. Quando nossos políticos de esquerda fomentam a criminalidade e depois a diagnosticam como criação perversa da “sociedade de classes”, ou quando vão construindo o mensalão em segredo ao mesmo tempo que brilham ante os holofotes como perseguidores de corruptos, não lhes falta a quem imitar. A tradição revolucionária é o perfeito casamento do crime com a mentira.

Fonte: Jornal do Brasil, 25 de outubro de 2007.

Divulgação: www.juliosevero.com.br

24 de outubro de 2007

Promover ou diminuir o aborto?

Promover ou diminuir o aborto?

ANTONIO MARCHIONNI

O “delírio de onipotência” da razão científica põe em perigo o planeta. Costuma-se falar das patologias da religião. E as da razão?

O “DELÍRIO de onipotência” da razão científica e utilitarista põe em perigo o planeta e a sociedade. Costuma-se falar das patologias da religião nos séculos. E as patologias da razão? O que fez a razão médica em Auschwitz e a razão psiquiátrica nos manicômios? O que fez a razão tecnológica em Hiroshima, nas trincheiras com gazes asfixiantes, nas hecatombes das guerras mundiais, no envenenamento do planeta? O que fez a razão política nos “gulags” e nas câmaras de tortura? O que faz a razão sociológica na sociedade terapeutizada sob insônias e psicanalistas? O que faz a razão jurídica quando agracia os juízes com salários 70 vezes maiores que os do povo, ao preço de uma guerra fratricida com 50 mil execuções anuais? O que fará a razão ativista e feminista ao propor a eliminação aos milhões de embriões e fetos?

Ninguém é inocente. Vistamos a humildade e não olhemos o aborto a partir do nariz adulto, mas nos curvemos sobre a fofura do feto. Nenhuma das ciências, todas elas incipientes, pode excluir que o feto sente alegria-dor, entende as bisbilhotices dos adultos e treme ante o bisturi.

Por qual insensatez debatemos como legalizar as mortes por aborto, e não como diminuí-las? A proliferação do mal à sombra da lei não comporta a legalização, como o aumento do roubo não faz concluir por sua permissão. O Brasil, primado mundial em assassinato, não necessita ampliar a mentalidade de morte. É hora de um levante cultural pela diminuição das mortes.

Diminuiria a gravidez indesejada se ensinássemos a virtude aos jovens, se reconstituíssemos a família e os rituais de iniciação religioso-civil para crianças e adolescentes, se forjássemos a alma da nação com uma televisão pública mais forte que a intriga novelesca das privadas, se superássemos a monocultura materialista-relativista das universidades.

Diminuiria a tentação de abortar por razões econômicas se, longe de ensangüentar bilhões de reais em centros cirúrgicos de extermínio, a classe política destinasse tal dinheiro ao sustento das crianças nascidas da gravidez indesejada.

Diminuiria a tentação de abortar por razões emotivas se a comunidade adquirisse a cultura de abraçar, e não socar, a menina grávida.

Despencaria a gravidez indesejada se, numa reengenharia social de profissões e remunerações, voltássemos ao casamento no começo da maioridade, como foi durante 100 mil anos desde as cavernas até 1950, quando a juventude curtia uma sexualidade diária, que nossos jovens nem sonham. De alguma forma será refeita essa sociedade se quisermos sobreviver no planeta em febre.

O Brasil não precisa macaquear a França e os países avançados que, em sala de aula, são imperialismo cultural e, em tema de aborto, viram paradigma de progresso. O que está em jogo no século 21 é a vitória da “cultura da vida” sobre a “cultura da morte”: o Brasil pode muito bem encabeçar, uma vez na vida, a fila dos países jovens em luta pelo Bom.

Cuidemos dos termos. O aborto é algo grave, é a ocisão (ato de matar) do feto. Sufocar o inerme nunca será um direito humano. Inutilmente usaremos eufemismos, como interrupção da gravidez ou direito humano de decidir ou saúde da mulher ou caso de saúde pública. Essas roupagens coloridas não mudam a substância: trata-se de uma ocisão, que mancha a mão de sangue e faz muito mal ao filho, aos pais, ao grupo social.

Mas, se dirá, aquilo não é pessoa humana, é punhado de células. Então, perguntemos à ciência, à filosofia e à teologia.

A ciência psicológica diz que a mãe desejosa de engravidar vê naquele milímetro pulsante os olhinhos e a boquinha do filho: o resto é conversa.

A ciência biológica diz que o óvulo fecundado é um ser humano, e não um ser eqüino ou um fenicóptero: só por interesse um cientista afirma o contrário.

A filosofia diz que o óvulo fecundado pertence ao gênero Homo sapiens e é “pessoa” tanto quanto o será como bebezinho na maternidade e garotinho na escola: só traindo a missão de sentinela do ser humano um filósofo ensina o contrário.

A teologia diz que o embrião é filho do Altíssimo e possuidor da alma imortal, que permanece viva após a ocisão do corpo: os pais reencontrarão esse filho no além e terão que explicar-se.

Dar licença ao aborto é um atalho rápido, mas espinhoso. Promover a vida é escalada longa, mas radiosa.


ANTONIO MARCHIONNI, 63, mestre em teologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e doutor em filosofia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é professor de teologia na PUC-SP e de filosofia medieval na Unifai. É autor, entre outras obras, de "Deus e o Homem na História dos Saberes".

Fonte: Folha de S. Paulo, 24 de outubro de 2007.

Divulgação: www.juliosevero.com.br

23 de outubro de 2007

A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

O Projeto de Lei que criminaliza a homofobia, PLC 122/06, será apreciado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa — CDH do Senado — no próximo dia 24/10/2007, quarta-feira.

O projeto, dentre outras coisas, institui no Brasil o delito de opinião. Ainda havia outras três audiências públicas marcadas para a análise do projeto, mas a relatora decidiu passar por cima da agenda da comissão e colocar o assunto em discussão assim mesmo. Eles têm pressa em aprovar esse PLC, mas nós podemos orar e agir rapidamente, fazendo a nossa parte!

Disseram-me que o manifesto tem melhor efeito através de FAX e telefonemas para o gabinete dos Senadores. Use todos os recursos, mas quem tiver FAX, utilize-o!

No final desta mensagem tem um modelo de carta e os endereços dos Senadores para o envio de mensagem.

1. Envie e-mails;

2. Coloque no final do modelo da carta o seu Nome, Cidade, União Federativa e RG ou Título Eleitoral;

2. Escreva para o Senador do seu Estado. Deixe claro que você está atento ao trabalho dele no Senado. Ele depende do seu voto, afinal foi você quem o colocou no Senado. Ele está ali para aprovar as leis do seu interesse e não para trabalhar contra você!

3. Ligue para o ALÔ SENADO: 0800 61 22 11 e peça para todos os Senadores votarem CONTRA o PLC 122/2006.

Que Deus nos abençoe!

Carlos Garcia Costa

Ichthus/Urro do Leão

www.urrodoleao.com.br

E-MAILS:

1) E-mail da Comissão de Direitos Humanos:

sqm@senado.gov.br

2) E-mails dos senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (selecione o grupo de e-mails e envie sua mensagem):

flavioarns@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, patricia@senadora.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, leomar@senador.gov.br, geraldo.mesquita@senador.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, jonaspinheiro@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, papaleo@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br

3) E-mails dos Demais Senadores (selecione e envie cada grupo com 15 e-mails por vez):

antval@senador.gov.br, adelmir.santana@senador.gov.br, alfredon@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, edison.lobao@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, eduardo.azeredo@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br

expedito.junior@senador.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, gerson.camata@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, joaquim.roriz@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, jayme.campos@senador.gov.br, jefperes@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br

jtenorio@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, jose.maranhao@senador.gov.br, katia.abreu@senadora.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, mercadante@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br

osmardias@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, roseana.sarney@senadora.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, sergio.zambiasi@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, siba@senador.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, valterpereira@senador.gov.br

MODELO DE CARTA:

Excelentíssimos Senhores Senadores,

Assunto: Manifesto Contra o PLC nº 122, de 2006

Solicito à Vossas Excelências a reprovação ao Projeto de Lei em epígrafe que será votado no dia 24 de outubro de 2007, quarta-feira.

O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso da Presidência da República, acarretará uma convulsão social sem precedentes em nosso país.

Eis que o projeto de lei em discussão não admite a diversidade de pensamento e, nem no foro mais íntimo, de crença.

A orientação sexual de um indivíduo não se enquadra no conceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, a menos que se queira, por força de lei, impingí-la como tal à população brasileira. A condição homossexual não é raça, nem tampouco a bissexual é etnia ou o travestimo é religião.

Com tal legislação o Brasil estaria instituindo o chamado delito de opinião, o que é inadmissível. É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” — e qualquer proibição ou oposição a esse corolário de “verdade” (é passível de prisão), nada importando que a oposição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso.

A proposta pretende punir com 2 (dois) a 5 (cinco) anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) (art. 7°), fato já previsto aos heterossexuais no Código Penal com penas menores.

Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).

A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, tratar do assunto condenando poderá ser enquadrado no artigo 8°, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).

A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno é prevista pena para 3(três) a 5(cinco) anos de reclusão (art. 5°)

No entanto, as conseqüências acima não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei.

O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é pela flagrante antijuridicidade e má técnica legislativa descrita a seguir:

A prática do homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O toxicônomo, o bêbado e a prostituta têm direitos como pessoas, mas não por causa da toxicomania, embriaguez ou prostituição. Mas pelo simples fatos de serem pessoas!

O que direciona a governabilidade do povo brasileiro é a isonomia, ou seja todos são governados pela mesma lei, sendo, portanto iguais perante ela, princípio este assegurado pela Lei Maior. Os direitos que devem ser garantidos aos “gêneros” são aqueles que devem ser garantidos a todas as pessoas; e não, criar super direitos para tal ou qual grupo de pessoas, tornando-a imune a críticas.

Pelo exposto, e por tudo o mais do que foi relatado nosso parecer é pela inconstitucionalidade, antijuridicidade e má técnica legislativa, sem análise do mérito.

Agradeço.

Coloque aqui seu Nome

Cidade e Estado (UF)

RG ou Titulo Eleitoral (opcional)

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22 de outubro de 2007

Estudo revela que professores homossexuais têm a probabilidade mais elevada de abusar sexualmente de estudantes

Estudo revela que professores homossexuais têm a probabilidade mais elevada de abusar sexualmente de estudantes

SALT LAKE CITY, EUA, 22 de outubro de 2007 (LifeSiteNews.com) — Professores homossexuais do sexo masculino são os mais capazes de ter sexo com seus alunos, de acordo com um estudo abrangendo 7 países. De modo geral, 43% dos professores que acabaram nos noticiários por terem sexo com seus alunos nos últimos 27 anos estavam envolvidos no homossexualismo. Professores homossexuais violentaram 1.925 (56%) das 3.457 vítimas. Mulheres perfaziam 11% dos abusadores sexuais, mas as professoras heterossexuais tinham a menor probabilidade de ter sexo com os alunos. As vítimas, por medo e vergonha, freqüentemente guardam segredo dos incidentes de abuso sexual, de modo que o número real de tais professores abusadores provavelmente é maior.

Lexis-Nexis foi investigada de 1980 até 2006, revelando 902 professores que se sabia terem tido sexo com alunos. Os professores envolvidos no homossexualismo constituíam 63% dos estupradores na Irlanda, 62% na Nova Zelândia, 60% no Canadá, 54% na Escócia, 48% na Austrália, 47% na Inglaterra e 35% nos EUA. As estatísticas são de modo particular importantes considerando que os homossexuais perfazem apenas 3%-5% da população.

“Estupendo”, disse o Dr. Paul Cameron, do Instituto de Pesquisas da Família, uma entidade de Colorado Springs que conduziu a investigação: “Resultados semelhantes foram registrados em estudos americanos de 1978 a 1996. Estudos anteriores incluíam duas pesquisas de opiniões envolvendo supervisores (os homossexuais constituíam 27% e 29% dos estupradores), condenações em 10 estados (os homossexuais constituíam 32% dos estupradores), uma pesquisa envolvendo diretores (35% das queixas eram sobre professores homossexuais) e adultos relatando suas experiências como estudantes (23% dos relatos envolviam homossexualismo). É raro obter tal consistência de método para método, muito menos de país para país”.

A maioria dos professores (54% dos 810 homens, 83% das 92 mulheres) violentou apenas alunos do sexo oposto, e 1.889 (55%) das 3.457 vítimas eram meninos. O estudo foi publicado na Revista Empírica de Conduta do Mesmo Sexo.

Veja o estudo completo aqui:

http://www.ejssb.org/6.html

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

21 de outubro de 2007

Senador Magno Malta discursa contra projeto pró-sodomia

Senador Magno Malta discursa contra projeto pró-sodomia

Excelente discurso do Senador Magno Malta. Ele merece ser cumprimentado pelas palavras corajosas. Por isso, envie-lhe uma mensagem de email congratulando-o.

Contudo, ele sempre apoiou Lula, cujo governo promove o programa federal Brasil Sem Homofobia. Por esse apoio, Malta merece ser alertado. Portanto, mande-lhe mensagem mostrando a incompatibilidade de um cristão verdadeiro apoiar um presidente fomentador de políticas homossexuais.

Email do Senador Magno Malta: magnomalta@senador.gov.br

Divulgação: www.juliosevero.com.br

19 de outubro de 2007

Os cristãos estão confundindo ser humilde com ser fraco

Para que pedir desculpas?

Os cristãos estão confundindo ser humilde com ser fraco

Tristan Emmanuel

Esta semana foi de modo particular uma semana ruim para o Cristianismo na América do Norte.

Os tapados covardes se manifestaram publicamente aos montes, fazendo pedidos de desculpas por coisas que não eram para eles pedir desculpas e por de modo geral baterem em retirada da guerra cultural.

O primeiro exemplo de covardia veio do arcebispo católico de San Franciso. No domingo passado, o arcebispo George Niederauer estava celebrando missa na Igreja do Santíssimo Redentor. Os membros que estavam comungando haviam feito fila para participar. Então entraram na fila dois caras vestidos com roupas de freira. Ficou logo evidente que eles eram membros do grupo militante “Irmãs do Vício Perpétuo” — um grupo de ativistas gays cujo lema é: “Vá em frente e peque mais”.

Os espectadores devotos ficaram imóveis e impotentes enquanto os dois homens permaneciam na fila. Eles até deram um no outro um beijo de deboche antes de receber a hóstia do arcebispo.

A intrusão foi tão rude que o promotor público municipal de San Francisco — uma cidade famosa por não ter simpatia alguma para com o Cristianismo — indicou que ele estaria disposto a iniciar um processo. Mas o arcebispo recusou processar. Aliás, ele não só recusou a assistência, mas nem mesmo emitiu uma nota condenando o ultraje.

Em vez disso, o arcebispo fez um pedido de desculpas.

Não é brincadeira, não.

Ele pediu desculpas à sua congregação porque ele alega que não percebeu quem eram os homens, embora assistindo-se ao vídeo online seja difícil entender como ele conseguiria ter confundido os militantes com outra coisa qualquer.

O segundo incidente desta semana envolve Ann Coulter e a legião de comentaristas “conservadores” covardes que “bravamente” ecoaram manifestações dos liberais condenando-a.

Se você não teve oportunidade de assistir, Ann Coulter estava num programa de entrevista de TV na semana passada, e o apresentador lhe perguntou como seria para ela o país ideal. Entre outras coisas, Coulter disse que seria habitado por cristãos. Quando o apresentador lhe perguntou acerca da inclusão dos americanos judeus, Coulter disse que eles precisavam “se aperfeiçoar” se tornando cristãos.

Barbara Simpson, que escreve na coluna “Babe in the Bunker” de WND, respondeu dizendo que o comentário de Coulter a tornou pior do que um liberal. Ela escreveu: “Com amigos como ela, quem precisa de inimigos?”

Por que motivo Simpson confrontou Coulter? Porque Ann crê que os judeus só podem ir para o céu se crerem que “Cristo morreu por nossos pecados”. Em outras palavras, Coulter crê no Cristianismo básico.

Simpson disse: “Com toda a sua formação educacional e experiência nos meios de comunicação, Ann Coulter se mostra uma cristã santarrona, de mente estreita, do pior tipo”.

Ao que tudo indica, certos “conservadores” não acham admissível expressar publicamente a convicção de que a razão está com a espiritualidade que seguimos. Porque, de acordo com Simpson, essa noção dá “uma péssima fama a todos os cristãos e católicos equilibrados e cultos”.

Mas em minha avaliação o pior tipo de covardia nesta semana foi um pedido de desculpas que Mocidade para Cristo fez para uma escola em Willmar, em Minnesota.

MPC havia recebido solicitação para providenciar uma palestrante para a assembléia de uma escola secundária. A palestrante veio a ser Tina Marie, escritora, atriz e — imaginem isso — cristã. Entre outras coisas, Marie disse aos estudantes que quase “metade de sua geração” se perdeu para o aborto. Ela também compartilhou que a maioria das músicas, filmes e revistas de adolescentes diz mentiras acerca da promiscuidade e homossexualidade.

O representante de MPC Bob Poe disse que os comentários de Marie podiam ser interpretados como ofensivos.

“A questão… era que a palestrante indicou uma posição pró-vida na questão do aborto, e na questão da homossexualidade ela poderia ser interpretada como antigay”.

Por isso, ele fez um pedido de desculpas à escola.

Com toda essa onda de pedidos de desculpas, sinto-me compelido a fazer meu próprio pedido de desculpas.

Peço desculpas porque a maioria dos cristãos não sabe discernir entre ser humilde e ser fraco.

Peço desculpas porque confundimos virtudes como compaixão com motivações inferiores como covardia.

Peço desculpas porque os ativistas gays podem debochar de ritos cristãos sagrados na presença de cristãos devotos, enquanto todos nós sabemos muito bem que eles não escapariam com vida se tentassem as mesmas façanhas pervertidas em alguma mesquita.

Peço desculpas porque alguns “conservadores” sentem que precisam empilhar condenações em cima de Ann Coulter simplesmente porque eles não gostam do estilo dela, ou porque ela teve a coragem de dizer o que a Igreja Cristã vem dizendo por mais de 2.000 anos.

E peço desculpas profundas por impostores como Bob Poe, que alegam falar no nome do “Cristianismo” quando realmente são uma vergonha para a fé cristã. Para que pedir desculpas porque alguém teve a coragem de se levantar e dar exatamente o tipo de mensagem que os adolescentes precisam ouvir hoje?

Peço desculpas, sim.

Em vez de defenderem e avançarem um Cristianismo coerente, um número grande de líderes “cristãos” está tornando o problema muito pior.

Estou convencido de que o problema não é que os liberais seculares têm uma estratégia brilhante para “assumir o controle da sociedade”.

Não, os secularistas não estão ganhando o combate.

Os cristãos é que estão perdendo o combate propositadamente.

Os cristãos é que estão descansando.

Os cristãos é que estão se entregando.

E os cristãos são culpados de atirar em sua própria espécie — criticando e atacando o número muito pequeno de cristãos que estão combatendo o bom combate.

Por isso, quero fazer meu pedido de desculpas.

A todos os secularistas da América do Norte:

Em nome dos muitos cristãos covardes, peço desculpas.

Peço desculpas porque vocês não têm suficientes oponentes dignos do combate.

Peço desculpas porque Ann Coulter geralmente tem de fazer tudo sozinha.

Peço desculpas, e prometo que farei mais para combater o bom combate.

Peço desculpas de coração.

E já que estamos no assunto de os cristãos não serem covardes, aproveito para dizer que os muçulmanos precisam também se converter para Cristo.

Tristan Emmanuel fundou e é presidente do ECP Centre — Equipping Christians for the Public-Square. Ele apresenta “No Apologies”, um programa online de rádio semanal dedicado a ilustrar o absurdo das idéias politicamente corretas, e é autor dos livros “Christophobia: The Real Reason Behind Hate Crime Legislation”e “Warned: Canada's Revolution Against Faith, Family and Freedom Threatens America”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

18 de outubro de 2007

Peter LaBarbera será convidado especial do encontro da VINACC em fevereiro de 2008

Peter LaBarbera será convidado especial do encontro da VINACC em fevereiro de 2008

O 10º Encontro para a Consciência Cristã terá a participação do ativista pró-família e palestrante internacional, Peter LaBarbera. Ele será convidado especial do I Fórum Nacional para a Capacitação de Lideranças Cristãs sobre Questões Éticas, um dos doze eventos paralelos que acontecerão dentro da programação do X Encontro para a Consciência Cristã, que ocorrerá em Campina Grande, PB, de 30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2007.

Ele falará sobre o avanço da militância homossexual no mundo e como podemos agir como cristãos e cidadãos, diante de tais organizações.

Peter Labarbera nasceu em Chicago, Illinois, em 1962. Foi criado em Elmhurst e Winfield até os 12 anos de idade. Formou-se pela Universidade de Michigan em 1985, em Ciências Políticas.

Ele vive na cidade de Naperville, IL, com sua esposa Cristina e seus cinco filhos.

Peter LaBarbera:

Especialista conservador em questões culturais: sua especialidade é no trato as questões ligadas aos movimentos de desconstrução social, enfocando o movimento de ativistas “gays”.

22 anos de experiência escrevendo e pesquisando questões culturais. Ele viajou para a América Central para fazer a cobertura jornalística da crise do comunismo na Nicarágua em 1989-90.

Ex-jornalista do jornal The Washington Times, 1987-89 e já foi um dos editores do jornal Human Events.

Ele costuma ser convidado para falar nos seguintes programas seculares de TV nos EUA:

FOX’s Hannity & Colmes

National Public Radio

CNN’s “The Larry King Show”

CNN’s “Crossfire”

Bill O’Reilly national radio program

CNN’s “Paula Zahn Show”

E filiais das redes de televisão WETA-TV, WGN; ABC, CBS, FOX

Ele já participou dos seguintes programas evangélicos e conservadores:

CBN News

“Focus on the Family” entrevista com o Dr. James Dobson

American Family Radio

“Coral Ridge Ministries” com o Dr. D. James Kennedy

Agape Press

World Magazine

WorldNetDaily.com

Cybercast News Service

USA Radio News

Os seguintes famosos jornais seculares americanos citam LaBarbera como especialista em questões homossexuais:

New York Times

Los Angeles Times

Washington Post

Washington Times

Associated Press

Reuters

Boston Globe

Associated Press

Chicago Tribune

Chicago Sun-Times

E outros jornais

Ele já trabalhou como especialista cultural para os seguintes grupos pró-família e conservadores:

Illinois Family Institute, ex-diretor executivo

Family Research Council, analista de estudos culturais

Concerned Women of America, editor, escritor e analista

Accuracy in Media, analista dos meios de comunicação

O I Fórum Nacional para a Capacitação de Lideranças Cristãs sobre Questões Éticas será de 3 de fevereiro (domingo), a 5 de fevereiro, nos turnos da manhã e tarde -- sempre de 10 às 12h e 15 às 17, respectivamente.

O evento será restrito a líderes. Os interessados devem enviar email para a VINACC (via página da instituição na internet), solicitando sua inscrição no I Fórum Nacional para a Capacitação de Lideranças Cristãs sobre Questões Éticas, fornecendo seus dados pessoais: nome, sexo, endereço, fone (DDD, fixo e celular), e-mail, denominação da qual faz parte, com o respectivo telefone da Igreja e o contato de sua liderança espiritual (pastor).

A entrada é franca, havendo apenas 100 inscrições disponíveis para todo o Brasil.

Realização: VINACC - Visão Nacional para a Consciência Cristã: www.vinacc.org.br

Divulgação: www.juliosevero.com.br

17 de outubro de 2007

Bispo Macedo e aborto

Bispo Macedo e aborto

Artigos neste blog sobre Bispo Macedo, IURD e aborto:

Os tempos mudaram? Os Herodes de ontem e os Herodes de hoje

O País da fantasia dos pró-aborto

Revista Veja confirma: posição pró-aborto da Rede Record é ordem direta do Bispo Edir Macedo

O “deus” de Edir Macedo perdoa corruptos, mas não perdoa os fetos

Igreja Universal, Caio Fábio, camisinhas, aborto…

Aborto nos casos difí­ceis: um teste para os lí­deres evangélicos?

Lula e os evangélicos

Lula & Bispo Macedo: alianças estranhas garantem a “liberdade de imprensa” no Brasil

O País da fantasia dos pró-aborto

O País da fantasia dos pró-aborto

Jorge Eduardo Antunes

Editor-Chefe

A revista Veja que chegou às bancas domingo passado trouxe duas defesas da legalização do aborto. Uma é do jornalista André Petry, que em seu artigo semanal insinua que se Elisabete Cordeiro dos Santos — que jogou a filha recém-nascida num ribeirão nos fundos de casa, provocando sua morte — pudesse abortar legalmente, não seria hoje uma criminosa. Outra voz que se levanta é a de Edir Macedo, dono da Rede Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que pediu ao vice-presidente da emissora, Honorilton Gonçalves, para que “conscientizássemos a sociedade da importância de a mulher poder decidir sobre o seu próprio destino”.

Não sei o que mais me choca nestas duas posições, se o simplismo das idéias ou se o fato de uma delas ser de um líder religioso e supostamente cristão (“amar a Deus sobre todas as coisas, e a teu próximo como a ti mesmo”, dizia Jesus Cristo — e nada mais próximo que um filho no ventre). Será mesmo que pessoas lúcidas e esclarecidas como o bispo Edir Macedo, André Petry e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, outro defensor da causa, acreditam que a simples legalização vai resolver o problema? Não creio.

Pensemos, juntos, leitor, na possibilidade da legalização do aborto. Onde eles serão feitos? Os próprios defensores admitem que, hoje, as mulheres mais ricas recorrem a clínicas clandestinas de ponta, não correndo riscos. As pobres servem-se de aborteiros e de preparados e beberagens com as quais arriscam a própria vida. Assim, com o aborto legalizado, não fica difícil crer que a prática passaria a ser feita nos hospitais públicos — ou seja, financiada com o dinheiro do contribuinte.

E é aí que entra a puerilidade dos argumentos pró-aborto. Imagine uma mulher pobre, da periferia, indo ao hospital porque “a regra atrasou dois meses”. Bem, ela entra na fila e pega a senha para a consulta. Que será daqui a um mês. Com três meses de gestação, ela finalmente chega ao médico. Que pede os exames de praxe para certificar-se de que aquele ventre pronunciado é mesmo gravidez. Ela, com o encaminhamento, entra na fila para pegar a senha e fazer o exame, marcado para daqui a 15 dias.

Na data correta, vai ao hospital, mas estão faltando seringas e agulhas. O exame é remarcado para daqui a mais 15 dias. Aos quatro meses, finalmente, ela faz os testes e a gravidez é confirmada. Ela volta, então, ao hospital, para marcar nova consulta com o médico. Pega a senha para daqui a 15 dias. Com quatro meses e meio, sem comer, ela chega ao hospital às 5h30, para ser atendida às 10h. Às 14h, a atendente, de péssimo humor, diz a ela que o médico entrou de férias. Mas, com pena, consegue marcar com outro médico, para daqui a uma semana.

No dia combinado, com quase cinco meses, o novo médico finalmente a examina e marca a curetagem. Para daqui a dois meses – se não houver greve na Saúde, como está previsto. Ela pensa bem e vê que, como terá sete meses de gestação, há dois caminhos: ou desiste e tem o bebê ou apela para a dona Xavantina, uma curandeira e aborteira do bairro, que faz milagres usando agulhas de tricô, chá de cabacinha do norte ou soda cáustica mesmo. Assim, acabará no SUS do mesmo jeito que agora, vítima de um aborto clandestino.

De um jeito ou de outro, legal ou ilegal, as mulheres pobres não escapam do risco. Para elas nada vai mudar.

É um caso a se pensar: em vez de todo esse trabalho para se iludir (ou iludir os outros), por que os defensores do aborto não passam a pregar plataformas mais humanas, como a adoção de um programa de planejamento familiar via rede pública? Por que não defendem a realização de campanhas de adoção de crianças rejeitadas pelas mães ou que sejam filhas de violência sexual (neste caso, o aborto assemelha-se sempre à condenação de morte de um inocente)?

No fim das contas, a posição dos pró-aborto pode ser resumida na frase do filósofo e jornalista Paulo Pestana: “Jabuti não sobe em árvore; se ele está nela, alguém o colocou lá em cima”.

Fonte: Jornal de Brasília

Divulgação: www.juliosevero.com

16 de outubro de 2007

Falta de bebês preocupa a Europa

Falta de bebês preocupa a Europa

Com redução de 2 milhões de pessoas por ano, população será 10% menor em 2050; grupo em idade produtiva cairá 20%

Joseph Chamie

A queda do Muro de Berlim, o colapso da União Soviética e a expansão da União Européia são conhecidos fatos históricos do final do século 20. Outro evento tão significativo quanto esses passou despercebido: depois de séculos de crescimento, a população da Europa está diminuindo. O impacto dessa tendência será sentido não só pela sociedade européia, mas também globalmente. A necessidade de repor a força de trabalho terá conseqüências a longo prazo para as relações da UE com seus vizinhos do Oriente Médio e do norte da África.

A população da Europa atingiu um pico de 730 milhões de habitantes e entrou em declínio. Espera-se que nas próximas décadas o ritmo da diminuição chegue a 2 milhões de pessoas a menos por ano. Assim, a Europa deverá ter, em 2050, cerca de 664 milhões de habitantes, 10% menos do que hoje. Com isso, a fatia européia da população mundial vai diminuir de 11% para 7% em 2050.

Os 664 milhões supõem um influxo médio de 800 mil imigrantes por ano e algum aumento no índice de fertilidade nas próximas décadas. Se a imigração para a Europa acabasse, seria pior: em 2050, a população teria 50 milhões de habitantes a menos do que o projetado. Se a imigração parasse e os índices de fecundidade não mudassem, a população ficaria abaixo de 600 milhões. Embora a população da Europa esteja em declínio, existem variações consideráveis no continente. Na Rússia, Ucrânia, Itália, Polônia, Romênia, Alemanha, Bielo-Rússia e Bulgária projeta-se uma diminuição substancial. Já Grã-Bretanha, França, Irlanda, Suécia, Noruega, Holanda, Albânia e Islândia terão crescimento, mas graças à imigração.

Desta vez, o declínio demográfico não é em razão de praga, fome, guerra ou alguma calamidade, mas resultado da opção dos casais terem menos filhos que o necessário para garantir a reposição populacional. À exceção da Albânia, todas as nações da Europa têm baixos índices de fecundidade. Na República Checa, Alemanha, Grécia, Itália, Polônia, Rússia, Espanha e Ucrânia, os índices estão mais próximos de um do que de dois filhos por casal.

Dois terços dos países europeus consideram os atuais índices de fecundidade baixos demais. Metade deles adotou políticas para elevá-los. Segurança no emprego, licença-maternidade e paternidade, creches, ajuda em dinheiro, jornada de trabalho flexível são incentivos considerados pelos governos.

Será que esses programas elevarão os índices até o nível de reposição? A fecundidade européia provavelmente aumentará um pouco em relação aos baixos índices de hoje. No entanto, a maioria dos países não elevará a fertilidade até o nível de reposição no curto prazo.

Além de encolher, a população continuará envelhecendo, o que preocupa quase todos as nações do continente. Em 1950, a idade média européia era de 30 anos. Hoje é de 40. A Europa é a região de população mais velha do mundo — 10 anos mais velha que a da América Latina e Ásia, e 20 anos mais velha que a da África. Em 2050, sua idade média será de 47 anos. Isso afetará a força de trabalho. Até 2050, a população entre 25 e 49 anos diminuirá em 75 milhões, enquanto a população a partir de 65 anos aumentará em 70 milhões. Sem imigração, o declínio do grupo em idade produtiva é impressionante. A população entre 25 e 49 anos diminuirá em 100 milhões — 20% menos que o nível atual.

Embora a Europa receba muitos imigrantes, o número atual - entrada de 1 milhão por ano — não será suficiente para compensar o baixo índice de natalidade. O continente precisará dobrar a imigração anual para deter o declínio populacional, triplicá-la para manter o tamanho da população em idade produtiva e quintuplicá-la para preservar a atual proporção entre idosos e trabalhadores. Além disso, a composição étnica dos grupos de imigrantes difere das populações que recebem os novos habitantes. No passado, a maioria deles vinha de países do sul da Europa, como Itália, Espanha e Portugal. Hoje, muitos vêm da África e da Ásia, causando mudança cultural nas comunidades anfitriãs. A presença de grande número de imigrantes ilegais, muitos sem escolaridade e qualificação, complica ainda mais a situação e provoca debates sobre integridade cultural, identidade nacional e integração.

Afinal, o declínio populacional e o envelhecimento da Europa são uma promessa ou um perigo? Depende. Vários governos estão armados com as conseqüências econômicas, sociais e culturais da diminuição populacional. Alguns países — como a Rússia, cuja população diminuirá em 20%, ou 30 milhões, até 2050 — vêem a baixa natalidade como uma crise que põe em perigo a sobrevivência da nação.

Com a perspectiva do declínio demográfico e do rápido envelhecimento, muitos governos ajustam suas políticas de imigração para aumentar o tamanho e a qualidade de sua força de trabalho, o que reduz as pressões fiscais sobre a aposentadoria e a saúde. Por outro lado, algumas pessoas vêem o declínio populacional da Europa como algo bem-vindo. Grande parte do público sente que o continente está superlotado e prefere menos densidade e menos imigração, especialmente a ilegal. Além disso, muitos acreditam que o declínio populacional reduzirá os efeitos nocivos do aquecimento global. Os ambientalistas, principalmente, questionam a crença de que uma população em perpétuo crescimento é necessária para manter a vitalidade econômica e o bem-estar social.

Promessa ou perigo, restam poucas dúvidas de que as nações da Europa entraram em território demográfico desconhecido. O declínio populacional em tal escala não tem paralelo histórico. Como esse fato ocorre em uma época em que os países relutam em abrir as portas à imigração, o desafio dos governos é maior. O declínio populacional não pode mais ser deixado apenas nas mãos de economistas, pois está chegando rapidamente ao topo da agenda política.

Publicado com autorização de Yale Global Online www.yaleglobal.yale.edu - 2007 Centro de Yale para o Estudo da Globalização

Fonte: O Estado de S. Paulo

Divulgação: www.juliosevero.com