21 de abril de 2007

A volta do profeta Elias: o que a unção de Elias representa para as famílias e para o mundo político nestes últimos dias


A volta do profeta Elias: o que a unção de Elias representa para as famílias e para o mundo político nestes últimos dias

Julio Severo
O profeta Elias era um homem de Deus profundamente envolvido em atividades políticas. Ele não era um político, mas exortava e repreendia os políticos.
Elias inicia seu ministério sem medo de entregar uma palavra dura para o rei Acabe (criatura política semelhante ao presidente Lula do Brasil e ao ex-presidente Clinton dos EUA):
“Você e o seu pai… são criadores de problemas, pois abandonaram os mandamentos do SENHOR Deus e adoraram as imagens de Baal”. (1 Reis 18:18 NTLH)
Elias continuou confrontando o rei Acabe posteriormente, com muitas outras palavras proféticas. (Para ver como Deus usou Elias na esfera nacional de Israel, leia os capítulos 17, 18, 19 e 21 do livro de 1 Reis e o capítulo 1 do livro de 2 Reis, no Antigo Testamento.)
Depois de cumprir missões proféticas incríveis na política de Israel, Elias foi levado por Deus (veja o capítulo 2 do livro de 2 Reis). Mas ele não experimentou a morte. Pelo que se indica no livro do profeta Malaquias, Elias voltará. Deus diz: “Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do SENHOR. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário, eu virei e castigarei a terra com maldição”. (Malaquias 4:5-6 NVI)
Entretanto, mesmo antes da volta de Elias, já houve um cumprimento parcial inesperado (assim como é possível que ocorram outros cumprimentos parciais inesperados):
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista”. (Mateus 17:11-13 ACF, o destaque é meu.)
Quando Jesus disse que Elias restaurará todas as coisas, ele também quis dizer que Elias colocará tudo em ordem — principalmente na esfera política. O Novo Testamento Philips diz que Elias “iniciará a reforma do mundo”. O mundo político, com toda a sua corrupção, hipocrisia e maldade, precisa de ordem, e Deus enviará Elias para esse propósito.

João Batista: o primeiro homem a ter a unção de Elias?

Na vida de João Batista, o próprio Jesus reconheceu e explicou que houve um cumprimento parcial para essa profecia, isto é, além da vinda de Elias, João Batista também era um Elias de Deus para o mundo. Provavelmente, o ministério de João Batista também mostra que Deus pode levantar homens na unção de Elias. Recebendo a unção de Elias, João Batista fez o que Elias fazia. O que Elias fazia? Ele repreendia os governantes conforme a poderosa Palavra de Deus.
Assim como Elias, João Batista passava sua vida num isolamento profético “nos desertos”, para poder buscar melhor a Deus, para poder ouvir melhor a voz do Espírito Santo e ser um instrumento poderoso de Deus na sociedade.
Com a unção de Elias, João Batista confrontou Herodes (outra criatura política semelhante ao presidente Lula e ao ex-presidente Clinton dos EUA) por causa de um pecado sexual em sua vida:
João dizia a Herodes: “Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão”. (Marcos 6:18 NVI)
Outras versões da Bíblia revelam que João fazia essa repreensão freqüentemente a Herodes. Não só uma, duas ou três vezes, porém toda vez que via Herodes, João abria a boca. Ele não perdia a oportunidade de dizer que o rei havia quebrado os limites legais de Deus.
De forma estranha, o que João estava fazendo era cumprimento parcial da promessa de Deus em Malaquias. No entanto, ninguém poderia imaginar que incluída nessa promessa estava também a volta da unção de Elias. João Batista pode ter sido o primeiro servo do Senhor a desfrutar essa unção.
A missão profética de João Batista era preparar o coração do povo de Deus para a maior visitação do Senhor na história humana. É claro que, espiritualmente, o Senhor continuará visitando seu povo, para operar grandes obras, e servos do Senhor ajudarão a preparar o coração do povo de Deus para as visitações do Espírito Santo nestes últimos dias. Se o Senhor continuar derramando a unção de Elias, veremos homens ousados no Espírito Santo, prontos para, conforme a Palavra de Deus, repreender governantes que estão em pecado e corrupção.
O que João Batista fazia freqüentemente diante de Herodes é um contraste surpreendente com a realidade de nossos dias, onde é comum homens e mulheres que professam ser de Deus apoiarem políticos e governantes com um comportamento moral e sexual pior do que o comportamento de Herodes. Contudo, o envolvimento político de João ia até onde esses homens e mulheres não ousam ir. Seu envolvimento político não adulava os poderosos, mas refletia fielmente a perspectiva de Deus para lidar com problemas morais específicos e sérios.
Onde entra a unção de Elias, entra a cobrança profética diante de autoridades políticas, a fim de que as políticas se alinhem com as políticas de Deus e a fim de que os políticos se alinhem moralmente com a vontade e leis de Deus.
Enquanto Elias no Antigo Testamento cobrava dos governantes judeus um estilo de vida justo que agradasse a Deus, no Novo Testamento João cobrou de Herodes (que nem judeu era) um comportamento sexual justo. Herodes tinha muitos problemas sérios (inclusive desonestidade, corrupção e violência) que mereciam forte reprovação. João poderia ter confrontado todos esses pecados, pois ele tinha conhecimento, através de seus pais que eram de famílias de sacerdotes, do importante papel dos profetas do Antigo Testamento na denúncia contra a corrupção e opressão contra os pobres praticadas por autoridades políticas.
No entanto, ele agiu de acordo com a prioridade de justiça que Deus colocou em seu coração, talvez por que não fizesse muito sentido pressionar um político a tentar “consertar” as coisas na sociedade quando sua vida particular precisava de “conserto” moral. Ele não dispersou suas energias atacando todos os pecados de um político. Ele começou atacando de frente o pecado que sua visão espiritual via como mais grave no momento. Sua prioridade absoluta era lidar diretamente com a questão moral, muito embora ele também condenasse outros pecados na vida do rei Herodes. Por sua atitude de repreender o pecado sexual de um homem da política, João acabou sofrendo prisão e morte.
Jesus aprovou o comportamento profético de João. Enquanto João estava na prisão pagando pelo “crime” de condenar o pecado sexual de Herodes, Jesus só teve comentários de elogio sobre ele. “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: De todos os homens que já nasceram, João Batista é o maior… E, se vocês querem crer… João é Elias, que estava para vir.” (Mateus 11:11,14 BLH, o destaque é meu.)
Se estivesse vivo em nossa época, não há dúvida de que João abriria a boca diante de políticos como Lula, que promovem ativamente a agenda do aborto e do homossexualismo na sociedade. Contudo, quem poderia dizer que a unção de Elias não pode ser dada a homens de Deus no Brasil? Enquanto não se vê o derramamento dessa unção, nada impede o povo de Deus de clamar incessantemente: “Senhor, o Brasil tem no governo Herodes e Acabes, mas onde estão os teus Elias para o Brasil?”

Restaurando e reformando o mundo político

Ao mesmo tempo em que declarou que João simbolizou Elias, Jesus também deixou claro que Elias realmente virá para restaurar tudo e iniciar a reforma do mundo. Há muitas coisas tortas, pervertidas e diabólicas nas lideranças políticas e nas próprias políticas e leis criadas por eles, e Elias virá com a poderosa Palavra do Senhor para reprovar o mundo político, para manifestar aos arrogantes governantes mundiais que Deus exige que os governos e as nações se conduzam conforme a justiça da Palavra de Deus.
Talvez, a exemplo de João Batista, Deus poderá também levantar nestes últimos dias homens que simbolizem Elias. Afinal, há muitos Acabes e os Herodes nos governos de hoje e eles também precisam ser repreendidos conforme a Palavra do Senhor. Eles precisam saber e reconhecer que Deus não age só dentro das igrejas cristãs, mas também entre os arrogantes governantes mundiais. Eles precisam sentir, através da unção profética de Elias nos servos escolhidos de Deus, que suas políticas e condutas são abominação diante de Deus.
Os Acabes que promovem a idolatria estatal, a feitiçaria, a prostituição e o homossexualismo precisam conhecer o poder de Deus através de seus profetas. Os Herodes que vivem condutas sexuais erradas precisam ser repreendidos pelos profetas com a unção de Elias.
Os governantes do mundo não têm direito nenhum de fazer o que bem quiserem, pois Deus lhes deu a obrigação específica de servirem a Deus castigando os maus e elogiando os bons. A Palavra de Deus deixa claro que os governantes são “enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem.” (1 Pedro 2:14 ACF)
Todo governo humano foi chamado para ser servo de Deus nesta obrigação fundamental:
“Porque [o Estado] é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.” (Romanos 13:4 ACF)
Entretanto, o governo hoje invade até mesmo a esfera de Deus, prometendo dar tudo (saúde, educação, etc.) à população e suprir-lhe todas as necessidades, como se fosse o próprio Deus! Gerald Ford, presidente dos EUA na década de 1970, disse uma grande verdade sobre o governo:
“Se o governo é grande o suficiente para lhe dar tudo o que você quer, é grande o suficiente para lhe tirar tudo o que você tem”.
Quando o governo deixa de ser servo de Deus na missão que Deus lhe deu de castigar os maus e elogiar os bons e invade áreas que Deus não lhe permitiu (o controle das crianças e da educação), então o Estado se torna um Monstro.
O governo brasileiro vem falhando sistematicamente na área da segurança, que é sua obrigação e também o dever que Deus lhe impôs. Vem falhando também sistematicamente na área da educação e saúde, que Deus não lhe autorizou. Resultado: o governo tira quase tudo de seus cidadãos, mas não lhes dá quase nada, e o pouco que o povo recebe é precário e ruim.
Quando o Estado quer fazer tudo, acaba não conseguindo fazer quase nada, a não ser sobrecarregar a população com um número grande de impostos elevados e injustos. Tanto dinheiro para impostos de segurança, saúde e educação e, no final, os cidadãos ficam sem dinheiro e sem os “produtos” estatais que foram obrigados a pagar a preços tão elevados.
Nenhum governo tem chamado de Deus para se envolver no controle de famílias, crianças e promoção de políticas de aborto, homossexualismo e outras perversões. A responsabilidade fundamental que Deus deu ao governo é “castigar o que faz o mal”. O que passa dessa obrigação é intromissão estatal e pode seriamente cair dentro da categoria de ilegalidade diante de Deus. Os Elias de Deus confrontarão os presidentes, governadores, prefeitos e outros políticos na negligência à sua obrigação e os repreenderão por invadirem áreas que não lhes competem.
No entanto, onde estão os Elias de Deus para avisar os presidentes e outros governantes que seu governo e suas políticas são ilegais aos olhos de Deus? Onde estão os Elias de Deus para dizer ao governo que sua responsabilidade é apenas a segurança? Onde estão os homens de Deus para imitar João Batista e dizer aos Herodes modernos: “O que você está fazendo é contra a Lei de Deus”? É bem fácil chegar até um presidente ou outra autoridade corrupta e imoral e limitar-se a elogios e cumprimentos. Multidões de líderes religiosos que se encontram com elevadas autoridades agem exatamente assim. Não buscam a face de Deus e quando estão face a face com um governante, só têm elogios, para quem com justiça merece uma palavra de repreensão e aviso. Há aduladores em abundância. Mas onde estão os Elias? Onde estão os homens com a coragem ungida de dizer aos presidentes que seu governo passou dos limites que Deus deu?

A chave para cultivar a unção de Elias: o envolvimento direto dos pais na criação e educação dos filhos

Onde estão os Elias de Deus? Eles estão, ou poderão estar, no ambiente espiritual ideal para seu desenvolvimento. Deus diz:
“Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do SENHOR. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário, eu virei e castigarei a terra com maldição”. (Malaquias 4:5-6 NVI, o destaque é meu.)
Em nossa época, o Estado vem levando os filhos a se distanciar dos pais, porque os pais não estão se investindo devidamente na vida dos filhos. Com esse distanciamento, fica bem fácil pais se voltarem contra filhos e filhos contra pais.
O Estado, que Elias e João Batista tanto repreendiam e confrontavam, hoje tem como uma de suas metas prioritárias controlar as crianças — por meio das escolas. O controle estatal sobre as crianças e a educação é uma novidade recente na história da humanidade. É claro que o Estado alega defender o “direito à educação” das crianças. Contudo, mesmo que os pais tenham formação universitária pós-graduada na área da educação, o Estado brasileiro, por exemplo, não dá a esses pais o direito de dar a seus filhos educação escolar em casa, sob o pretexto de querer “os melhores interesses das crianças” — que são, na verdade, apenas uma camuflagem para proteger os melhores interesses estatais.
Um filho aprendendo em casa pode receber uma boa educação, se os pais têm meios para se sacrificar nessa educação, e será difícil semear novos e estranhos valores neles com os pais por perto. Na escola, mesmo que as crianças não recebam uma educação adequada — e pesquisas indicam que a saúde da educação no Brasil não anda nada bem —, o importante, para o Estado, é que longe dos pais pelo menos fica mais fácil colocar as crianças em contato com valores diferentes dos pais, valores aprovados pelos critérios estatais. O deus estatal exige o sacrifício de crianças no altar da doutrinação governamental.
O que está em jogo é a direção de vida e valores das crianças. O Estado bem sabe que o controle sobre a educação e as crianças é fundamental. Por isso, o governo não abre mão de sua própria lei que exige que as crianças freqüentem a escola institucional. A meta em si não é a educação. É distanciar a criança do lar e mantê-la no ambiente institucional — longe da família e seus valores — o máximo de tempo possível. O resultado? Depois de alguns anos expostos à doutrinação estatal, muitos adolescentes de famílias evangélicas começam a se desviar. Quando terminam uma faculdade, a grande maioria se desapega de Deus e seus valores ou da família e seus valores. Terminam “educados” e imorais, “educados” e rebeldes, “educados” e distantes de Deus, “educados” e longe dos valores da família.
“Educados” é uma expressão praticamente vazia de seu real sentido, pois a maioria dos alunos que saem da escola hoje é funcionalmente analfabeta, escrevendo e lendo de modo precário, porém muito bem “educada” em assuntos totalmente desnecessários, como namoro com sexo livre e educação sexual pornográfica com direito à imoralidade homossexual.
O fato é que os filhos estão se desviando dos pais e de seus valores, porque os pais os entregaram à influência nociva da doutrinação estatal das escolas institucionais.
De que adianta então uma grande formação “educacional” com o preço da vida e valores espirituais de nossos filhos? Provavelmente, os apóstolos do Senhor Jesus Cristo prontamente sacrificariam tais oportunidades acadêmicas, em vez de sacrificar seus filhos por amor a esse tipo de educação. Eles jamais veriam a educação como mais importante do que a vida e valores espirituais de seus filhos.
Se os apóstolos tivessem apenas essas duas opções, é claro que eles escolheriam proteger seus filhos. Entretanto, não há apenas essas duas opções. No que se refere à educação, a escola institucional não é a única escolha! Quando o coração dos pais se volta para os filhos, assumindo a supervisão direta de sua educação e formação e recusando-se a entregá-los ao Monstro estatal, o coração dos filhos volta-se — não para as drogas, rebelião e comportamentos errados. O coração deles volta-se para seus pais. Não é à toa que no movimento de educação escolar em casa a maioria dos filhos admire e respeite os pais, um comportamento cada vez mais difícil quando os filhos já estão freqüentando uma escola institucional há alguns anos. A educação é a chave. O Estado sabe disso. A Palavra de Deus ensina isso. Resta aos pais agora descobrirem essa importante verdade.
Quem tiver controle sobre a educação de uma criança terá influência decisiva sobre seus valores. É por isso que o Estado exige esse controle, por mais preparo acadêmico que os pais tenham. O Estado precisa controlar a educação, a fim de que tenha total liberdade de pregar e ensinar seus valores “democráticos” — que nada mais são do que seu “evangelho” do humanismo, socialismo, feminismo, homossexualismo e liberalismo. O Estado precisa controlar as crianças, a fim de que tenha total liberdade de torná-las discípulas desse “evangelho”.
O Monstro estatal usa o sistema de educação para formar monstrinhos e monstros conforme a sua própria imagem e semelhança, para que aprendam com os mestres estatais que o que é abominação aos olhos de Deus é normal para o Monstro estatal, e o que é justo e certo aos olhos de Deus é abominação para o Monstro estatal. Há exemplos abundantes dessa realidade. O Monstro estatal do Brasil vê como abominação a orientação do livro de Provérbios que dá aos pais o direito e a plena liberdade de disciplinar, com a vara da correção, o mau comportamento dos filhos. Mas vê como normal e justo entregar, em adoção, crianças para casais homossexuais.
O programa Brasil Sem Homofobia do governo Lula quer que todos os brasileiros respeitem a sodomia. Os pais que não respeitarem a sodomia estarão arriscados a perder a guarda dos filhos — a qual poderá ser entregue a um “casal” homossexual. Só um Monstro poderia fazer agir assim. E tal Monstro existe: é o Estado.
O Monstro estatal vê como normal entregar crianças em gestação ao extermínio do aborto legal. Para ele, é normal ensinar crianças de escola que o homossexualismo e o sexo fora do casamento são opções de vida e merecem respeito.
O Monstro estatal exige que, nas aulas de religião das escolas públicas, Jesus Cristo seja colocado no mesmo nível dos deuses do candomblé e outras religiões afro-brasileiras e pagãs.
O Monstro estatal exige a exclusão de Deus e seus valores das escolas e da esfera pública, com a desculpa de que o Estado é laico. A exclusão é propositada, a fim de que o lugar de Deus seja ocupado pelo Monstro estatal. Assim, o Estado moderno é semelhante aos reinos antigos, onde o paganismo usurpava o lugar que pertencia a Deus. Hoje quem usurpa é o humanismo, o estatismo, o secularismo, o socialismo e ideologias afins.
Mesmo com um controle tão forte e com políticas e leis draconianas na área da educação, o governo Lula, depois de vários anos de investimento na “melhoria” da educação, reconhece que seu “objetivo fracassou” e que na educação brasileira o “quadro é negativo”. Aliás, reconhece também que, embora a educação institucional seja compulsória e a educação escolar em casa seja proibida, o analfabetismo está relativamente alto e que as crianças terminam a escola primária praticamente sem saber ler e sem entender o que lêem. Em outras palavras, o próprio governo está dizendo que sua educação é um desastre!
Apesar desse fracasso muito bem reconhecido, o governo Lula conseguiu abaixar a idade da obrigatoriedade escolar, modificando a lei para que os pais sejam forçados agora a mandar os filhos para a doutrinação estatal da escola institucional não mais aos 7 anos de idade, mas aos 6. Contudo, a meta estatal é muito mais ambiciosa:
Dados divulgados pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação mostram números preocupantes no Brasil. De acordo com a Campanha… mais de 50% das crianças entre 0 e 6 anos não estão na escola… [1]
Esses dados apontam para uma realidade assustadora: apesar do fracasso estatal da educação para crianças acima de 6 anos que são obrigadas por lei a freqüentar uma escola institucional, agora o Estado se preocupa com o fato de que, abaixo de 6 anos, só 50% das crianças freqüentam escolas. A solução? Tornar a freqüência escolar abaixo dos 6 anos compulsória também! O Estado está considerando medidas legais e políticas para estender seu controle sobre essas criancinhas.
O governo pode não estar feliz com seu desempenho na área da alfabetização, mas pelo menos contenta-se com o fato de que suas próprias leis mantêm as crianças mais sob seu próprio controle e supervisão do que sob o controle e supervisão dos pais. O que então o governo pode fazer quando as crianças estão longe da supervisão direta dos pais?
O próprio governo Lula confessou não está conseguindo alfabetizar os alunos de forma minimamente satisfatória, mas quer garantir que eles tenham acesso  a camisinhas e cartilhas pornográficas dentro das escolas. O Estado brasileiro quer compensar seu fracasso educacional com camisinhas e pornografia. Assim, os alunos não se preocuparão com suas notas baixas, pois estarão embriagados de sexo livre e de uma auto-estima induzida por técnicas psicológicas de lavagem cerebral. Eles se tornarão burros e idiotas alegres.
Os pais que desejarem se investir em seus filhos por amor a Jesus, criando filhos que tenham o coração voltado para os pais, precisarão da unção de Elias, para desafiar as imorais imposições estatais que exigem controle das crianças na esfera da educação. Aliás, o Superior Tribunal de Justiça, percebendo o “perigo” da educação escolar em casa para as ambições estatais, chegou a afirmar que “os filhos não pertencem aos pais”, numa decisão judicial contra uma família que educava em casa. O Estado moderno, assim como os reinos pagãos do passado, exige o sacrifício de crianças em seus altares, e todo esforço dos pais cristãos para resgatar seus filhos desse sacrifício secularista e pagão exige a unção de Elias, exige o sacrifício dos pais na vida dos filhos, assumindo a educação deles e a supervisão e formação de seus valores.
A unção de Elias é para estes últimos dias. É para os pais — para capacitá-los a enfrentar o absolutismo estatal. É para os pais — para capacitá-los a se dedicarem à educação total de seus filhos. É para os pais — para lhes dar coragem de não entregar seus filhos no altar da educação do Monstro estatal. É para os pais — para capacitá-los a criar filhos proféticos, na unção de Elias e João Batista.
Elias (e sua unção profética dos últimos dias) convencerá os pais a assumirem completamente a criação e educação de seus filhos e os filhos a respeitarem e admirarem os pais. Essa meta já está se cumprindo de forma espantosa no movimento de educação escolar em casa, onde pais se voltam para os filhos e filhos se voltam para os pais.

O movimento de educação escolar em casa oferece excelentes oportunidades de criar homens e mulheres na unção profética de Elias e João Batista

Elias (e sua unção profética dos últimos dias) convencerá os pais a rejeitarem as imposições estatais injustas na área de criação e educação de filhos. Como sempre, ele desafiará governos e políticos. Será unção para abalar o que precisa há muito ser abalado. Diante da determinada oposição estatal à educação escolar em casa, não há como os pais se envolverem nesse movimento profético sem desafiar o Estado corrupto, pagão e imoral.
Entretanto, o preço vale a pena. Não existe bênção maior, para uma família, do que ter os filhos aos pés do Senhor Jesus, não debaixo das patas do Monstro estatal e seus valores imorais. Para que tal bênção seja realidade, o povo de Deus, a exemplo de Elias, terá de confrontar governos e autoridades.
A característica fundamental do estilo de vida profético de Elias, que entrará em ação nos últimos dias, é o isolamento profético. Elias se isolava completamente dos pecados da sociedade. Certamente, se houvesse escolas públicas (estatais) em Israel na época dele e se ele tivesse família, ele não enviaria os filhos à escola. Ele assumiria a educação deles, no Senhor. Esse isolamento necessário é parte da educação escolar em casa, onde as crianças cristãs recebem uma boa educação, sem a doutrinação estatal e sem as pressões e influências de colegas de classe que têm comportamentos moralmente problemáticos.
Em seu isolamento, Elias sempre buscava a Deus e se preparava para atender toda vez que Deus o chamava para ir ao meio da sociedade e confrontar seus líderes políticos e valores errados. Na educação escolar em casa, os pais dedicados têm a oportunidade de investir fortemente na formação espiritual, moral e educacional dos filhos, preparando-os para atender ao chamado de Deus na esfera social, combatendo valores nocivos. Assim como Elias, o movimento de educação escolar em casa oferece excelentes oportunidades para os pais criarem e educarem filhos que desafiarão o moderno sistema político secularista, pagão, abortista, homossexualista e imoral.
Enquanto a meta do Senhor na educação é que os pais formem seus filhos na unção de Elias nestes últimos dias, a meta do Monstro estatal é formar a nova geração na anormalidade ética, sexual e espiritual de Acabe e Herodes.
O Brasil e o mundo precisam da volta de Elias e de muitos outros homens como ele e João Batista.
Não sabemos como ou quando Elias virá, mas Elias ou as pessoas com a unção de Elias que virão farão um trabalho profético de restauração nos governos, abalando as estruturas de pecado e arrogância. Essas pessoas terão um preparo de vida semelhante ao próprio preparo de vida que tiveram Elias e João Batista.
É bem possível que Deus tenha escolhido o movimento de educação escolar em casa para dar aos pais a oportunidade de criar filhos na unção de Elias. Essas crianças, criadas e educadas de modo isolado da doutrinação estatal, serão fortalecidas em valores bíblicos que lhes darão condições de serem instrumentos de Deus para repreenderem futuramente líderes políticos, seus comportamentos imorais e suas políticas injustas.
A educação escolar em casa, onde pais se voltam para os filhos e filhos e voltam para os pais, é o terreno ideal para o “cultivo” de novos Elias. É só desse modo que será possível escapar da maldição que sobrevirá como castigo à nação por causa do distanciamento entre pais e filhos e entre filhos e pais e por causa das pervertidas políticas do Monstro estatal que provocam e facilitam esse distanciamento. (Cf. Malaquias 4:6)
As oportunidades de bênçãos são muitas no movimento de educação escolar em casa, mas os pais que quiserem a unção de Elias para seus filhos precisarão pagar um preço elevado em face das ameaças violentas dos Acabes, Herodes, Lulas e outros lacaios do Monstro estatal. Eles exigem total controle sobre a educação de nossos filhos, um controle que Deus não lhes deu autoridade nem permissão de exigir.
No passado, o Monstro estatal exigia o sacrifício de crianças. Essa exigência não mudou. O Monstro estatal continua sedento de crianças.
A quem então entregaremos nossos filhos? Em que altar os ofereceremos?
Seja através da educação escolar em casa ou outros movimentos do Espírito Santo, o Deus que agiu através de Elias vai mostrar ao mundo que não parou suas atividades no mundo da política. Ele vai mostrar que não parou de confrontar os políticos em sua imoralidade e injustiça.
O melhor de Deus ainda está para vir.
Elias voltará.
Importante recomendação para leitura: A Marca da Besta: A Educação do Futuro, de Julio Severo.
Se desejar saber mais informações sobre como educar os filhos em casa, visite o blog Escola em Casa.
[1] http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=13683

18 de abril de 2007

Cristãos e impostos pesados e injustos: oportunidade para ação ou acomodação

Cristãos e impostos pesados e injustos: oportunidade para ação ou acomodação

Julio Severo

ESTADOS UNIDOS, SÉCULO 18 — Havia muito pecado na sociedade americana e no governo inglês que a controlava, mas Deus teve misericórdia. Através da pregação de Jonathan Edwards, John Wesley e George Whitefield, houve muita abertura ao Evangelho. As pessoas começaram a se arrepender. Os líderes das igrejas evangélicas começaram a se arrepender. Grande foi o quebrantamento.

A sociedade americana experimentou o impacto da presença e convicção do Espírito Santo. As pessoas começaram a mudar. O resultado foi um grande reavivamento. Contudo, o governo inglês, que dominava a sociedade americana, não se deixou afetar por nenhum arrependimento ou quebrantamento. O governo continuou em seus pecados. O governo, como faraó, começou a impor sobre a população americana impostos mais elevados

Entretanto, o arrependimento, quebrantamento e reavivamento entre os americanos lhes deram condições de se abrirem profundamente para Deus. Nessa abertura espiritual, Deus os abençoou. Eles já estavam há muito tempo inconformados com as injustas políticas de impostos do governo. Com sua abertura espiritual, depois de poucas décadas essa inconformação acabou se transformando em bem-sucedida ação social. O pingo d’água foi a taxação excessiva e absurda do rei da Inglaterra sobre o preço do chá que os americanos tomavam. Como protesto, os americanos trocaram o chá pelo café — e mal poderiam imaginar que por causa dessa substituição o café acabaria se tornando um hábito é até vício não só nos EUA, mas também no Brasil! Sem perda de tempo, o povo americano, em grande parte evangélico, se uniu, rejeitou o governo inglês e sua terrível opressão tributária, e assim começou a guerra de independências dos Estados Unidos.

A bem-sucedida revolta dos americanos contra os ingleses e seus abusos foi espetacular, pois a Inglaterra era o maior império na face da terra e ninguém sonharia em desafia esse gigante militar — principalmente os americanos, que poucos recursos tinham. No entanto, os reavivamentos que ocorreram anos antes da revolta foram fundamentais para preparar espiritualmente o coração dos americanos. Sem preparo espiritual, todo planejamento e preparo físico, material e humano é inútil. Sem preparo espiritual, os poderosos exércitos ingleses exterminariam facilmente a revolta e o anseio americano de liberdade. Por trás da vitória dos americanos sobre o Império Britânico está a preparação espiritual que Deus lhes concedeu — um segredo que poucos conhecem.

BRASIL, SÉCULO 18 — Inspirados pelo exemplo americano, brasileiros planejaram se revoltar contra o governo português, que dominava a sociedade brasileira. O povo estava cansado dos impostos pesados e injustos. Houve todo o empenho e sacrifício para libertar o povo da tirania portuguesa. Mas não havia pregações precedentes de homens como Jonathan Edwards, John Wesley e George Whitefield. Havia muito pecado na sociedade brasileira e no governo português que a dominava, mas não houve nenhum arrependimento, quebrantamento e reavivamento — nada espiritualmente relevante que ajudasse o povo brasileiro a abrir o coração a Deus para ter sua bênção muito antes da revolta planejada. Resultado: Joaquim José da Silva Xavier, também conhecido como Tiradentes e líder da revolta contra o governo português, foi enforcado e esquartejado, e os impostos continuaram altos.

BRASIL, SÉCULO 21 — Não há mais nenhum governo português dominando a sociedade brasileira. Os portugueses não têm mais nenhuma autoridade para cobrar impostos injustos e iníquos no Brasil. Dos portugueses, os brasileiros estão livres. Mas não estão livres dos impostos elevados, injustos e iníquos. Aliás, os impostos cobrados pelo atual governo do Brasil são muito mais elevados do que os impostos cobrados pela tirania portuguesa. Enquanto os portugueses cobravam de imposto do povo brasileiro o famoso “quinto”, ou 20% de toda a renda, Robson Alves Ribeiro, em seu artigo “Dois quintos do inferno — a derrama atual”, declara: “Hoje, a carga tributária é o dobro daquela época da Inconfidência Mineira, ou seja, pagamos hoje dois quintos dos infernos!!! A carga tributária brasileira atingiu 38,80% do PIB em 2006.

A diferença entre o Brasil do século 18 e o Brasil do século 21 é que no passado não havia um povo para buscar arrependimento, quebrantamento e reavivamento. Hoje o Brasil tem uma grande população evangélica. No entanto, os recursos e energias dos evangélicos não são gastos para buscar um reavivamento para mudar primeiramente seus corações, depois a sociedade e depois o governo. Seus recursos e energias são usados principalmente para a obtenção de prosperidade pessoal. Mas ao prosperarem, tudo o que esses evangélicos fazem é obter condições de pagar melhor os elevados impostos do governo! Em vez de se inconformarem com os impostos elevados do governo, a maioria dos evangélicos prefere se acomodar e engordar de impostos um governo que investe loucamente na promoção do homossexualismo e do aborto. Em vez de quebrantamento e arrependimento, vê-se o aumento do pecado na sociedade e no governo do Brasil.

A teologia da prosperidade prospera nas igreja, distraindo líderes e membros dos graves pecados e problemas que assolam a sociedade e a nação e distraindo-os também da busca de um reavivamento. Nas igrejas, também prospera a falta de arrependimento e quebrantamento. Na sociedade, prospera o pecado. Evidentemente, o governo não tem nada contra a teologia da prosperidade. Um cristão mais próspero significa simplesmente um cristão com mais dinheiro para pagar ao Leão do Imposto de Renda. Não se admire então com o fato de o presidente Lula se sentir tão a vontade com a visita de pregadores de prosperidade.

A sociedade está acomodada — e seus cidadãos, que pagam impostos elevados, estão satisfeitos e conformados com essa situação. As igrejas estão acomodadas — e seus membros, que pagam impostos elevados, estão também satisfeitos e conformados com essa situação. Só o governo não está acomodado, de tão ocupado que está com todos os impostos que recebe! O governo está muito satisfeito com os impostos e também com a acomodação da sociedade e das igrejas.

Como então o governo mudará quando não há no Brasil líderes e igrejas que têm experiência de arrependimento e quebrantamento?

O resultado da revolta americana contra os impostos injustos foi vitória — porque muitos anos antes multidões de americanos se abriram para Deus através de arrependimento, quebrantamento e reavivamento. O resultado da revolta de Tiradentes contra os impostos injustos foi enforcamento e morte — porque ninguém, nem Tiradentes nem multidões de brasileiros conheciam a preparação espiritual que precedeu a revolta americana. Se Tiradentes conhecesse o segredo espiritual dos americanos, ele mudaria de país. O Brasil estava sem solução no passado.

Tragicamente, o Brasil se encontra ainda sem solução. Os elevados impostos dos portugueses do passado são hoje o dobro do que eram. O brasileiro passa quase metade do tempo em seu emprego trabalhando exclusivamente para pagar impostos, perdendo uma parte vital de sua renda que poderia e deveria ser investida em sua própria família. Mas ninguém se importa. Nem mesmo os brasileiros cristãos se sentem incomodados, sendo forçados a pagar muito mais ao governo em impostos do que dão a Deus em dízimos e ofertas! Se isso não é escravidão, então é o que?

Os evangélicos nada vêem, mas se Moisés visitasse o Brasil moderno ele veria o óbvio: Faraó continua ativo e oprimindo com cargas e tributos.

EUA rico & Brasil pobre: realidades opostas

Os Estados Unidos têm uma história de mais de duzentos anos de independência dos ingleses e de sua opressão tributária. O Brasil tem uma história de quase duzentos anos de independência dos portugueses — mas não da opressão tributária. Os americanos, mesmo sendo muito mais ricos do que os brasileiros, pagam muito menos impostos do que os brasileiros. Talvez seja por esse motivo que os americanos prosperem tanto e os brasileiros não consigam sair da pobreza: o brasileiro vive basicamente para enriquecer o governo. Quando os ganhos de alguém são transferidos para outra pessoa, é natural que um empobreça e outro enriqueça. É de admirar então tanta pobreza entre os brasileiros e tanto acúmulo de riqueza entre os que “trabalham” no governo?

Aliás, a situação hoje no Brasil é tal que até Tiradentes ficaria desesperado. Ele estava revoltado contra os altos impostos do governo português daquela época. Mal ele poderia antever que, com a independência, o próprio governo brasileiro chegaria a dobrar essa opressão sobre o povo brasileiro! Sem perspectiva nenhuma de arrependimento, quebrantamento e reavivamento para preparar posteriormente o povo do Brasil para uma revolta necessária, como Tiradentes poderia evitar o desespero? Se ele e o povo brasileiro daquela época já estavam revoltados, eles ficariam duplamente revoltados ou duplamente desesperados se pudessem imaginar que no futuro o povo do Brasil sofreria uma carga dobrada de impostos!

Ninguém pode negar que o povo brasileiro seja provavelmente o povo mais pacífico do mundo. O brasileiro vive para trabalhar e o governo vive para lhe tomar boa parte da renda. Mas o brasileiro é calmo. Longe dele se revoltar contra essa injustiça, pois ele está ocupado demais preocupado com sua segurança — uma segurança que o próprio Estado não lhe dá, embora use a questão da segurança como um dos motivos para cobrar impostos elevados.

Contudo, mesmo tendo perdido a capacidade de se revoltar como Tiradentes, o brasileiro consegue ao menos entender que entre um país independente com impostos dobrados e um país independente sem tais impostos injustos, o melhor é trocar de país. Assim, a pobreza imposta pelos tributos e impostos do governo brasileiro leva todos os anos multidões de brasileiros a fugir para os EUA como imigrantes ilegais. É tudo o que o brasileiro consegue fazer para mostrar que Tiradentes estava certo: os impostos elevados são um absurdo. Para o brasileiro, lavar pratos nos EUA é melhor do que ser escravo tributário no Brasil!

Tiradentes se inspirou nos americanos para tentar mudar o Brasil. Duzentos anos depois, os brasileiros se inspiram nos americanos para mudar de país! Se toda a população brasileira conseguir se mudar, finalmente os impostos dobrados acabarão — o governo não terá mais ninguém de quem cobrar!

Desde a fracassada revolta de Tiradentes, o povo brasileiro nunca mais teve coragem de se levantar contra os impostos elevados do governo. Tudo o que o brasileiro consegue fazer é cruzar os braços e as pernas para tomar seu cafezinho — símbolo da própria revolta bem-sucedida americana contra a opressão tributária, embora milhões de brasileiros tomem café todos os dias sem jamais imaginar o motivo por que essa bebida se tornou tão popular no Brasil. Se Hugo Chavez, candidato favorito para ocupar o lugar da múmia ditadora Fidel Castro, descobrir esse “segredo”, ordenará um boicote internacional contra o café, sob a alegação de que a difusão do café no mundo todo foi uma conspiração dos imperialistas americanos…

Se imitarmos Tiradentes, que tentou imitar os americanos (mas sem os ingredientes vitais precedentes do arrependimento, quebrantamento e reavivamento), encontraremos um governo que, embora não mais enforque e esquarteje seus inimigos, tem ainda o poder e a autoridade de causar muitos infortúnios legais aos que se levantam contra suas injustiças.

A boa notícia é que não precisamos nos inspirar no exemplo de Tiradentes. Podemos nos inspirar em Moisés e também nos americanos do século 18, os quais o próprio Tiradentes tentou imitar.

O Brasil e suas igrejas precisam de quebrantamento e arrependimento

Enquanto o governo e a sociedade do Brasil abundam dos mesmos pecados que destruíram Sodoma e Gomorra, as igrejas brasileiras abundam de pregadores de prosperidade material. Mas onde estão os pregadores de quebrantamento e arrependimento? Onde estão os líderes evangélicos inconformados com o pecado na sociedade e no governo?

Onde estão os Jonathan Edwards, John Wesleys e George Whitefields para pregarem que o povo brasileiro e as igrejas evangélicas precisam se arrepender?

Deus quer realizar grandes obras no Brasil. Ele quer mudar a cara e o coração do governo do Brasil. Ele quer libertar a sociedade e o governo de seus horríveis pecados.

Mas primeiro, precisa haver quebrantamento e arrependimento nas igrejas e seus líderes.

Só depois o reavivamento virá.

E só depois, Deus preparará o coração do povo para uma justa mobilização social. E só depois, Deus levantará um povo inconformado com as injustiças e impostos elevados do governo. Essa inconformação santa deu certo entre os americanos do século 18, que venceram o domínio do faraó inglês sobre eles. Por que não haveria de dar certo no Brasil do século 21?

Os evangélicos americanos conseguiram com oração e ação obter a independência dos ingleses e de sua opressão tributária. O Brasil, praticamente sem nenhum evangélico, só conseguiu a independência. A opressão dos tributos continua ainda hoje pesando sobre os brasileiros, até mesmo sobre os evangélicos, numa escravidão que já dura séculos.

Como no caso dos americanos, só Deus pode ajudar o povo do Brasil. Os graves pecados da sociedade e do governo do Brasil são uma oportunidade para os cristãos se prostrarem diante de Deus por meio de quebrantamento e arrependimento. É só assim que o reavivamento virá. Depois dos reavivamentos, Deus levantará homens para fazer história neste país, e os dias de opressão tributária e investimentos loucos de impostos em políticas de aborto e homossexualismo estarão contados.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

16 de abril de 2007

Homossexualismo, uma visão universal e médica

Homossexualismo, uma visão universal e médica

Dr. Luiz A. Ovando, médico e professor universitário

Ao comentarmos sobre qualquer assunto é sempre importante analisarmos o conceito ou idéia expressa na terminologia usada. Além disso, toda expressão revela um propósito, já que, os fatos existem e têm uma causa e finalidade.

A expressão homossexual é uma palavra composta pelo prefixo homos (grego), que significa mesmo ou semelhante. Sendo assim, diz respeito ao mesmo sexo, ou ainda tendência ou desejo sexual por pessoa do mesmo sexo.

Para se entender o sexo é necessário compreender o seu propósito, que por sua vez retrocede ao propósito da existência do ser humano e do Universo. Aqui cabe uma reflexão sobre o funcionamento e dinâmica do sistema solar, onde estamos inseridos. O planeta Terra, entre 09, é o único que reúne condições para florescer a vida. A fonte de vida é o sol. É necessário que haja condições de proliferação e renovação da vida. É a condição extrínseca através da fonte energética. Só essa condição não é suficiente. Necessário se faz que haja outros elementos, principalmente a diferenciação sexual para que a condição energética seja usada.

Tudo já foi estabelecido, e a vida se renova pela dualidade sexual. Não há frutificação no homossexualismo. Essa prática é uma distorção diante do propósito de renovação e florescimento da vida. Todas as coisas no Universo têm uma finalidade. É pesaroso olhar para o ser mais evoluído do Universo e perceber que ele ainda não entendeu o propósito do ser humano e por conseguinte, do sexo. A sua única finalidade é dar ao homem o poder de criação, de renovação, mas não somente ao homem e sim a todos os seres vivos na face da terra.

Ninguém concebe usar o encéfalo que não seja para pensar, o estômago que não seja para digerir alimentos e se nutrir, veias e artérias que não sejam para transportar o sangue e reto-sigmóide que não tenha finalidade de excretar substâncias nocivas ao organismo. Qualquer indivíduo sensato, ao se deparar com o corpo humano vai perceber que cada órgão tem uma finalidade específica para manter, perpetuar e renovar a vida. Qualquer função comprometida pela doença ou distorcida no seu propósito, ameaça a vida em suas diferentes fases.

Diante dessa argumentação, não há exagero algum em afirmar que o homossexualismo contribui para a extinção da vida na terra, à semelhança da insensatez do homem em destruir o planeta, subtraindo os recursos naturais que condicionam a existência humana e renovação da vida. Homossexualismo é rebeldia, sedição contra os princípios de preservação da vida. É ameaça à integridade física e à saúde. É rebeldia contra o Criador. É a antítese do plano Divino.

Sendo assim, é fundamental deixar claro que, uma sociedade fundamentada, coerente e consciente dos princípios biológicos que a regem, não pode concordar com a oficialização da distorção que contraria todos os princípios e fundamentos de renovação da vida.

Portanto, vamos dizer NÃO a qualquer iniciativa que defenda, estimule e oficialize a relação homossexual, porque assim estaremos protegendo o futuro da vida e da sociedade.

Postado em www.juliosevero.com.br

14 de abril de 2007

Entrevista de Julio Severo sobre a questão da pena de morte

Entrevista de Julio Severo sobre a questão da pena de morte

Recentemente, a jornalista Jóice Almeida, da revista Enfoque Gospel, me entrevistou sobre a questão da pena de morte. Da entrevista completa, só uma parte muito pequena foi publicada na Enfoque Gospel deste mês. Mas para que o leitor possa se beneficiar, apresento aqui na íntegra minha entrevista, que contém respostas que ajudarão na compreensão desse assunto delicado. Abaixo, as perguntas da jornalista e as minhas respostas:

1) O senhor é a favor ou contra a pena de morte? Por que?

R: Sou a favor do que a Bíblia prescreve como penalidades sociais para crimes violentos, porém não sou a favor das tendências atuais, que procuram cada vez mais livrar criminosos perigosos da pena capital e ao mesmo tempo procuram cada vez mais aplicá-la aos inocentes, mediante procedimentos de aborto e mesmo sacrifico de embriões para supostos propósitos terapêuticos.

2) Qual sua opinião sobre a pena de morte?

R: Minha opinião se baseia na opinião de Deus antes da entrega da Lei à nação de Israel, onde o próprio Deus declara: “Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.” (Gênesis 9:5-6 ACF, o destaque é meu.) Ninguém é obrigado a matar. O indivíduo que cometeu o crime de tirar a vida inocente não pode ficar impune e deve, conforme mostra a Palavra de Deus, ser castigado na exata proporção de seu crime.

3) Acha compatível que um cristão seja a favor dessa condenação?

R: A pena capital, conforme prescrita na Palavra de Deus, é um instrumento social de combate e castigo aos crimes violentos. É uma pena prescrita pelo próprio Deus. Assim, conhecendo bem a Palavra de Deus, um cristão verdadeiro não tem motivo para achar tal pena incompatível com o que a Palavra de Deus prescreve como pena para os crimes violentos.

4) A Bíblia indica uma posição contra ou favor da pena de morte?

R: A posição da Palavra de Deus é bem clara e específica. Quando Deus formou a nação de Israel, ele deu os Dez Mandamentos, um dos quais diz: “Não matarás”. Aos que deliberadamente violam essa lei de respeito máximo à vida, Deus orientou as autoridades a aplicarem o castigo máximo. Aliás, a Bíblia contém leis diretas para as autoridades lidarem com crimes de assassinato deliberado: Êxodo 21:12-14; Números 15:20.

Mas a posição mais clara encontra-se no Novo Testamento, onde Deus dá ao Estado a autoridade de usar a espada para combater criminosos violentos. A espada, na época do Novo Testamento, era um instrumento exclusivo para matar.

5) O assunto é por si só polêmico, mas na sua opinião por que divide tanto os cristãos?

R: A opinião dos cristãos muitas vezes se divide por causa da forte influência do mundo. O clima social liberal hoje no Brasil manda, até mesmo no nome dos direitos humanos, a aceitação do aborto (pena de morte negativa para os bebês em gestação) e a rejeição da pena de morte para os crimes violentos. É um paradoxo incompreensível. Além disso, no nome dos direitos humanos, esse mesmo clima impõe a aceitação das práticas homossexuais. Daí, um número crescente de cristãos aceitando tendências sociais como aborto, homossexualismo, divórcio e rejeitando o padrão bíblico para as autoridades políticas lidarem com crimes violentos. A cosmovisão secular e liberal vem moldando gradativamente os cristãos que não têm uma cosmovisão sólida na Palavra de Deus. O resultado final seria desastroso, onde veríamos indivíduos que se classificam como cristãos, mas que têm cosmovisão e valores do mundo secular, em muitas questões importantes, como aborto, homossexualismo, divórcio, eutanásia, pena capital, clonagem terapêutica com sacrifício de embriões, etc.

6) Qual a sua opinião sobre o manifesto da Associação Evangélica Brasileira, divulgado em 1993, contra a pena de morte?

R: Desconheço esse manifesto.

7) O senhor acha que os evangélicos, em geral, são contra esta condenação por não terem conhecimento aprofundado da Palavra ou de questões éticas?

R: Veja resposta na pergunta 5.

8) A pena de morte poderia resolver o problema da violência no país? Se sim, por quê? Se não, qual seria a solução?

R: É claro que a solução prioritária para a sociedade brasileira é, de longe, o Evangelho. Enquanto o Evangelho é instrumento do Senhor Jesus mediante a igreja para abençoar a sociedade, a Palavra de Deus diz que a espada (que simbolicamente é a autoridade de pena capital que Deus deu ao Estado) é o instrumento do Estado para lidar com crimes violentos. É um direito que Deus deu ao Estado. “Porque [o Estado] é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.” (Romanos 13:4 ACF) Na sua função de executar a pena capital contra crimes violentos, o Estado cumpre missão de verdadeiro servo de Deus. Deve-se notar que a questão da segurança hoje no Brasil é justamente o ponto fraco do Estado. Onde Deus lhe deu autoridade para agir com toda a energia, o Estado brasileiro, para prejuízo de toda a população, mostra-se um fracasso. Além disso, a população inteira do Brasil exige solução para o problema dos crimes violentos. A falta de solução certa apenas piora o problema: “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” (Eclesiastes 8:11 ACF)

A missão da igreja é levar o Evangelho aos maus e aos bons. A missão do Estado é castigar os maus e elogiar os bons. É assim que Deus estabeleceu a missão de cada um.

9) O senhor considera que a pena de morte poderia ser um instrumento de “varredura social”, ou seja, apenas pobres e negros seriam condenados?

R: Não sei exatamente o que poderia ocorrer, mas a tal varredura social já existe, pois os pobres e negros são a população mais exposta à pena capital injusta que os criminosos impõem sobre os civis inocentes. O Brasil tem hoje um problema monumental de insegurança e mais de 50.000 assassinatos todos os anos. O Estado brasileiro já demonstrou sua total insuficiência para garantir um mínimo de segurança à população.

10) Um dos maiores argumentos daqueles que são contra a pena de morte é que inocentes poderiam ser executados pois a justiça é falha... Como fica essa questão?

R: Em todos os sistemas humanos, erros acontecem em todas as esferas o tempo todo. Mesmo sabendo que o ser humano é irremediavelmente falho, ainda assim Deus prescreveu a pena capital para crimes violentos e deu ao Estado o direito exclusivo de executar os indivíduos que cometem crimes violentos, sob os critérios apresentados pela Palavra de Deus.

11) Outro argumento comumente usado é que grande parte dos países que adotaram essa punição estão deixando de aplicá-la. Isso comprova que a pena de morte não é a solução para violência ou que sua aplicação é prejudicial?

R: Os países que compõem a União Européia são um exemplo nessa questão. A União Européia proíbe de modo absoluto a aplicação da pena capital para assassinos culpados, mas não admite, de forma alguma, que se proíba o direito “sagrado” de matar bebês em gestação por meio do aborto. Aliás, para que uma nação possa fazer parte da União Européia primeiramente deve rejeitar a pena capital para os assassinos culpados e deve aceitar o aborto. É preciso observar também que alguns países da União Européia, como a Holanda e a Bélgica, já permitem legalmente o assassinato de doentes, deficientes e idosos por meio da eutanásia — e a União Européia não aplica nenhum tipo de sanção contra a Holanda e a Bélgica por matarem inocentes. Agora, para que a União Européia tomasse medidas enérgicas e fulminantes, bastaria que a Holanda ou outro país começasse, em vez de matar inocentes, a executar assassinos. Assim, os europeus aceitam muito bem a pena de morte, contanto que não seja aplicada em criminosos violentos. Sacrificar bebês em gestação, doentes, deficientes e idosos é algo que não incomoda nem preocupa a insensível mente européia secularizada, mas eliminar assassinos deixa os europeus completamente horrorizados! Quase nenhum europeu consegue enxergar a insanidade de suas contradições sociais, morais e éticas.

A tradição cristã, baseada nos princípios bíblicos, manda respeito máximo à vida humana inocente e castigo máximo aos assassinos. Não há dúvida do propósito divino ao estabelecer castigo máximo para os assassinatos deliberados: A pena capital envia um aviso claríssimo aos que têm a idéia de desrespeitar a inviolabilidade e valor máximo da vida humana inocente.

A tradição humanista, secular, liberal, pagã inverte tudo, removendo o respeito máximo à vida humana inocente e transferindo esse respeito exclusivamente para onde não convém: os assassinos.

A cosmovisão liberal secular rejeita a pena capital para os culpados de crimes violentos e ao mesmo tempo aceita essa mesma pena através do aborto e eutanásia para pessoas totalmente inocentes — e não vê nada de errado no sacrifico de embriões para supostos propósitos terapêuticos. Assim, os criminosos são salvos da pena capital, enquanto os doentes e os bebês em gestação são colocados sob o peso dessa pena pesada. É assim que age o secularismo liberal: misericórdia para quem não teve misericórdia e crueldade absoluta para os inocentes.

12) Diante de tanta apologia pela defesa dos direitos humanos e diante dos ensinamentos bíblicos, como pode se posicionar um cristão que acredita que somente a punição com a morte pode dar solução a criminosos?

R: Os grupos de direitos humanos costumam defender o aborto como direito humano das mulheres. Por exemplo, o Dia Internacional da Mulher (8 de março) costuma ser usado como oportunidade para os grupos de direitos humanos reivindicarem o direito de abortar. Esses grupos também defendem as práticas homossexuais como questão de direitos humanos. Essa má interpretação de direitos humanos nada tem a ver com a Palavra de Deus e distorce completamente a essência e propósito dos direitos humanos. Os direitos humanos devem ser governados pela Palavra de Deus. Do contrário, serão governados por ideologias humanistas, que invertem os valores, inocentando os culpados e culpando os inocentes. Não é à toa, pois, que o povo brasileiro costume chamar os defensores dos direitos humanos como “defensores dos direitos dos bandidos”. Há muita verdade nesse sentimento popular de revolta e indignação. A resposta da elite liberal a esse clamor popular é educar sistematicamente o povo a nunca ver a pena capital como solução para resolver o gravíssimo problema dos crimes violentos. É uma diferença gritante, onde uma minúscula minoria rica e socialmente insensível e arrogante impõe brutalmente seus próprios valores sobre a maioria que mais sofre a “pena capital” que os assassinos impõem à vontade sobre a população indefesa.

13) O senhor acredita que existam casos sem solução, já que há indivíduos doentes e nocivos à sociedade? Ou seja, para esses, somente a morte?

R: Espiritualmente, a solução é o Evangelho, que poucos aceitam. Socialmente, na perspectiva bíblica, a solução é mais dura. Deus diz: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.” (Gênesis 9:6 ACF, o destaque é meu.) Ou seja, o assassinato intencional tira do assassino seu próprio direito de viver. Ninguém obriga um assassino a tirar do inocente seu direito de existir. A partir do momento em que o assassino toma a decisão de tirar a vida de um inocente, ele perde automaticamente, pelo padrão divino, seu próprio direito de existir. Além disso, o Estado sempre tem o direito de executar os assassinos. Os países que não aplicam a pena capital nos casos necessários estão não só deixando de exercer um direito que Deus lhes deu, mas também deixando suas populações vulneráveis a sérios perigos — e um dia essas nações e seus líderes terão de prestar contas a Deus por todo o derramamento de sangue desnecessário por permitirem que criminosos violentos escapassem da pena capital e voltassem a assassinar. No caso do Brasil, se o número de assassinatos e crimes violentos está aumentando é porque o Estado fracassou em sua responsabilidade de exercer o direito que já é seu por mandamento de Deus. Aliás, é notório o fracasso do Estado brasileiro na área da segurança.

14) É possível que todos devam perdoar e serem perdoados quando o criminoso estuprou e matou uma criança, por exemplo?

R: Todos os cristãos são chamados a perdoar. Mas, independente da atitude do cristão individual, o Estado tem de cumprir seu papel — o papel que Deus lhe deu de castigar os maus e elogiar os bons.

15) O que o senhor considera como justiça divina e justiça dos homens?

R: A justiça divina é a intervenção de Deus neste mundo para preencher e corrigir as lacunas da [in]justiça do homem. Sodoma e Gomorra, com seu dilúvio de homossexualismo e maldades, são exemplos da justiça de Deus em atividade na terra. A justiça divina é também sua justiça por vir: tudo o que não foi julgado e condenado aqui será devidamente julgado e condenado por Deus mais tarde. Aparentemente, a maioria das questões não resolvidas ou mal resolvidas na terra será plenamente resolvida por Deus na eternidade. A justiça dos homens deve-se guiar pelo padrão da justiça divina que se reflete na Palavra de Deus.

16) Como a igreja deve se posicionar sobre o tema?

R: A igreja deve sempre agir conforme a Palavra de Deus. Deve saber manter uma posição equilibrada diante das distorções de direitos humanos, condenando a pena de morte do aborto e eutanásia, condenando o sacrifico de embriões para supostos propósitos terapêuticos e deixando claro o que a própria Palavra de Deus deixa claro: Deus deu ao Estado o direito de usar a “espada” contra os criminosos violentos. A igreja deve valorizar e defender a vida onde o Estado a está condenando (aborto, clonagem terapêutica com o sacrifício de embriões, eutanásia, etc.) e deve educar o Estado a dirigir a pena de morte não para os inocentes, mas para os culpados. O Estado deve dizer um vigoroso NÃO ao aborto. O Estado deve ser ajudado a se libertar de seu desequilíbrio na questão da valorização da vida dos criminosos violentos e na questão da desvalorização da vida dos bebês em gestação. O Estado deve parar suas iniciativas de liberalização da lei do aborto. Essa liberalização nada mais faz do que valorizar a pena capital para o inocentes.

Uma das questões mais importantes que devemos considerar é de que maneira o assassinato de pessoas inocentes, através do aborto legal e da eutanásia, pode afetar negativamente a sociedade. Deus diz: “Portanto, não profanem com crimes de sangue a terra onde vocês vivem, pois os assassinatos profanam o país. E a única maneira de se fazer a cerimônia de purificação da terra onde alguém foi morto é pela morte do assassino”. (Números 35:33 BLH, o destaque é meu.) Nessa passagem, Deus indica que se a sociedade não tomar medidas sérias contra o assassinato de pessoas inocentes, o derramamento desse sangue poderá abrir brechas espirituais para os demônios espalharem maldições e morte pela sociedade. O Bispo Robson Rodovalho diz: “Ondas de homicídios, acidentes de trânsito, estupros, desempregos e outras tragédias semelhantes são ondas que têm origem em ações demoníacas”. Assassinatos de inocentes onde o criminoso não recebe uma pena capital podem também deixar a sociedade aberta a maldições espirituais.

A Igreja de Jesus Cristo conhece realidades espirituais e terrenas que precisa transmitir e aplicar na sociedade. Mas de que modo os cristãos, como igreja e indivíduos, podem realmente fazer uma diferença na sociedade em questões como o aborto e a eutanásia? Intercedendo pelas pessoas envolvidas e confrontando as forças espirituais, as leis e as tendências sociais que as favorecem. O Bispo Robson afirma: “Quando há realmente esse ministério de intercessão e confrontação, haverá evangelização. É aí que o poder do Evangelho precisa moldar, transformar e fazer a diferença da cultura”.

17) Acha que há alguma possibilidade de ela ser implantada no Brasil?

R: Praticamente impossível, por causa das distorções sociais, legais e políticas reinantes hoje no Brasil. Enquanto a pena de morte do aborto e eutanásia caminham em passos lentos, com a ajuda dos liberais, para a legalização, os assassinos se aproveitam de seus “direitos humanos” para continuarem a aplicar a pena de morte conforme querem na população indefesa. Assim, há pouca possibilidade de o fracassado Estado brasileiro implantar a pena de morte para os criminosos violentos, porém há grande possibilidade de o mesmo Estado implantar de forma mais expansiva a pena de morte nos bebês em gestação. Quanto aos 50.000 assassinatos por ano no Brasil, não há esperança de que essa injusta pena capital dos criminosos contra a população inocente seja desimplantada. Pelo menos, não enquanto o Brasil não se libertar do sistema humanista eticamente contraditório e falido que lhe vem corroendo tudo como um câncer.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com