28 de fevereiro de 2007

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

Dr. Zenóbio Fonseca

Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão breve da nova variação penal com relação à orientação sexual e os seus reflexos junto às entidades religiosas cristãs. Essa nova variação será introduzida na ordem jurídica da nação, através da aprovação em 23/11/2006 do Projeto de Lei nº 5003/2001, pela Câmara dos Deputados.

O mencionado projeto de lei altera a Lei Federal nº 7.716/89, que trata de crimes de preconceito de raça ou de cor, e altera também o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940) e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto Lei nº 5.4252/1943), introduzindo novos tipos penais referentes à discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Verifica-se que essa proposição parlamentar, em tramitação atual no Senado Federal sob a forma de PLC nº 122/2006, é motivo de grande anseio de todo movimento pró-homossexualismo no Brasil e demais países simpatizantes do tema, conforme amplamente noticiado por toda a mídia, pois torna crime o preconceito por gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero[1].

O ponto crítico da questão é uma lei nova que vem tratar de tema importante, isto é: a discriminação em razão da orientação sexual.

O que temos de tão importante nesse assunto que possa chamar a atenção dos cristãos no Brasil? Os cristãos são contra exclusão de pessoas, e o Cristianismo ensinado pelas Sagradas Escrituras nos mostra o amor e o compromisso com os valores bíblicos como meta que temos de perseguir.

Teoricamente, pode-se afirmar que o “conflito” se dará entre as normas introduzidas no PL 5003/2001 e os valores cristãos que a Bíblia defende. De modo especial, o “conflito” com as pessoas e/ou entidades religiosas cristãs, ou seja, qualquer pessoa física ou jurídica (igreja) que de alguma forma não aceite que o comportamento homossexual ou a orientação sexual seja uma prática ou padrão social aceitável em qualquer lugar público ou privado.

Para melhor compreensão do assunto que estamos tratando, citamos o que vem proposto no art. 8º-A e 8º-B do projeto de lei:

Art. 8ºA — Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Art. 8º-B - Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs:

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

O Projeto de Lei, que poderá entrar em vigor a qualquer momento em 2007, poderá trazer sérios conflitos jurídicos para as entidades religiosas cristãs, seus líderes e membros no Brasil, pois os mandamentos e princípios que a Bíblia defende são contrários aos valores, ensinamentos e doutrinação referentes à orientação sexual, que é apenas um dos muitos termos para designar e proteger o homossexualismo.

Algumas pessoas sustentam que, ao ser aprovado, esse projeto de lei de forma alguma atingirá por meio direto ou reflexivo as igrejas evangélicas (ou, na expressão jurídica, entidades religiosas), sob alegação de que a Constituição Federal garante a liberdade de crença, credo e culto[2]. Entretanto, a Constituição fala em proteção na forma da lei.

Eis aqui a maior dúvida: a Constituição fala em proteção aos templos religiosos na forma da lei. No entanto, por outro lado, o Projeto de Lei nº 5003/2001 traz em sua essência que a orientação sexual é um princípio universal e humano, amparado pela mesma Constituição. Ou seja, trata-se do princípio da dignidade da pessoa humana[3].

Tanto é assim que, ao tratarem do assunto, alguns tribunais brasileiros já fundamentam as suas decisões sob essa nova ótica, isto é, tratando a questão como princípio da dignidade humana e igualdade.

Não se pode esquecer que existem projetos de emenda à Constituição tramitando em diversos Estados e na própria Câmara dos Deputados, introduzindo o termo orientação sexual como princípio expresso no capítulo dos princípios fundamentais.[4]

A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziram resolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU). A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos[5].

Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução[6], agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana, tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.

Nesse sentido é que vemos com grande preocupação a aprovação desse projeto de lei, sem qualquer tipo de exceção aos dogmas, liturgias e valores cristãos, que são contrários à orientação sexual e homossexualismo.

Para entendermos a questão e suas conseqüências legais e religiosas, usamos um simples exemplo argumentativo: um cidadão comum que tem seu filho matriculado em uma escola ou creche pública, onde lhe é ensinado sobre a livre escolha sexual, orientação sexual[7], casamento e adoção para pessoas de mesmo sexo. Além disso, a criança é exposta à tendência atual de se divulgar que o comportamento homossexual é algo que nasce com o ser humano. Nesse ponto, o pai ou mãe cristão, ao saber que tais valores são ensinados obrigatoriamente na grade escolar de seu filho, se posiciona contra esses ensinamentos, por causa dos valores da Bíblia. A direção do colégio, o professor ou o Conselho Tutelar poderá denunciar os pais por discriminação de orientação sexual, com pena de até 5 anos de prisão.

Aqui temos o ponto principal de abrangência e reflexos da lei, pois quem é a igreja e o corpo de Cristo? São os membros, as pessoas que professam a fé em Cristo Jesus.

Em verdade, se a igreja (templo físico) não for atingida de forma direta em sua liturgia de culto, os seus membros serão, ao defenderem os valores cristãos como forma e prática de vida nos conflitos diários, em contraponto ao homossexualismo, amplamente propagado.

Essa é a pior das ameaças desse projeto de lei, porque atingirá qualquer pessoa cristã que expressar opinião contrária à livre expressão da orientação sexual e os seus valores, que têm sido institucionalizado como programas de Governo,[8] nas políticas dirigidas ao população GLBT[9], no programa federal Brasil Sem Homofobia[10], através do Ministério da Cultura, Educação, Saúde e Secretária Nacional de Direitos Humanos.

Tais fatos aqui mencionados não são novidades em alguns países que já possuem semelhantes leis em vigor, onde os cristãos e as igrejas começam a sofrer o grave impacto de sua liberdade de expressão e fé , quando em confronto com o homossexualismo.

Na Inglaterra, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento de pessoas de mesmo sexo e a adoção de menores por “casais” homossexuais.[11]

No Estado americano de Nova Jérsei, os prefeitos e juízes foram alertados sobre a possibilidade de serem processados se se recusarem a aplicar leis anti-discriminação pró-homossexualismo, sob pena de multa de 10 mil dólares[12].

Na Pensilvânia, duas avós, uma de 75 anos e outra de 70 anos, juntamente com 9 evangélicos foram presos por falarem de Jesus em uma calçada pública. A lei contra ódio e discriminação foi à base das prisões. Os pastores locais estão buscando a contratação de seguro para se protegerem dos processos da lei[13].

Vê-se que nos países em que já existe , leis anti-discriminação, posteriormente a sua regulamentação tornou-se mais rígida e ampla.

Importante apresentar esse breve panorama mundial para trazer à reflexão dos cristãos o que poderá acontecer no Brasil, se houver a aprovação do projeto de Lei nº 5003/2001.

Não se pode deixar de mencionar que o sistema jurídico brasileiro possui diversos instrumentos processuais e constitucionais protetores dos direitos humanos, seja através do habeas corpus, do mandado de segurança individual ou coletivo, e da ação civil pública, bem como as ações individuais de reparação por danos morais a pessoas que se sentirem atingidas em seus direitos individuais.

Dessa forma, não seria razoável a aprovação deste projeto de lei como garantia e efetividade dos direitos das minorias sexuais, em razão dos instrumentos jurídicos já existente no Brasil.

Rio de Janeiro, em 24/02/2007.

Autor: Zenóbio Fonseca, M.Sc., Consultor Jurídico e professor Universitário.

Email: zenobiofonseca@gmail.com

Notas:

[1] Art. 2º do PL nº 5003/2001: “Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.” (NR)

[2] Art. 5º, inciso VI da CRFB – “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da Lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.”

[3] Art. 1º, inciso III da CRFB. “dignidade da pessoa humana.”

[4] O site da Associação Nacional do pró-vida e pró-família apresenta relação de diversas tramitações neste sentido : http://www.providafamilia.org/novosite/index.htm

[5] Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/02/274038.shtml. Acessado em 04/02/2007.

[6] Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20657. Acessado em 04/02/2007.

[7] Referências bibliográficas de monografias sobre o tema da orientação sexual do INEP. Site:http://www.inep.gov.br/PESQUISA/BBE-ONLINE/lista.asp?navegacao=proxima&Doc=M&cod=37341&Assunto=EDUCA%C3%83%C6%92%C3%86%E2%80%99%C3%83%C2%A2%C3%A2%E2%80%9A%C2%AC%C3%82%C2%A1%C3%83%C6%92%C3%86%E2%80%99%C3%83%E2%80%A0%C3%A2%E2%82%AC%E2%84%A2O+SEXUAL&P=1&nl=20. Acessado em 04/02/2007.

[8] Fonte: http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=45269 . Acessado em 04/02/2007.

[9] Fonte: http://www.planalto.gov.br/seppir/clipping/set2006/MixBrasil_1809.pdf . Acessado em 04/02/2007.

[10] Fonte: http://www.mj.gov.br/sedh/documentos/004_1_3.pdf. Acessado em 04/02/2007.

[11] Fonte: http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19122.htm e http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19094.htm. Acessado em 04/02/2007.

[12] Fonte: http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19031.htm. Acessado em 04/02/2007.

[13] Fonte: WND. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br.

27 de fevereiro de 2007

Uma decisão necessária

Uma decisão necessária

Anos atrás, um evangélico, que estava de mudança para os Estados Unidos, declarou:

“Antigamente o homossexualismo no Brasil era condenado. Depois passou a ser tolerado. Agora é incentivado. Estou indo embora antes que passe a ser obrigado”.

Com o programa Brasil Sem Homofobia do governo Lula, o Brasil está se transformando rapidamente em Sodoma. Cedo ou tarde, a ordem divina será: fuja de Sodoma!

www.juliosevero.com.br

Leitura recomendada:

Brasil Sem Homofobia: o que o governo Lula está fazendo para impor o homossexualismo no Brasil

26 de fevereiro de 2007

Escolas públicas: os direitos dos pais em perigo

Não concordo com alguns pequenos pontos do texto abaixo, mas a maior parte do artigo traz questões muito importantes. O autor aceita as escolas públicas e a vacinação infantil, mas até ele reconhece que ambas passaram dos limites. Afinal, se a vacinação contra o HPV só afeta mulheres sexualmente ativas, por que meninas, até mesmo evangélicas, que não serão sexualmente ativas na adolescência têm de ser obrigadas a receber uma injeção só porque outras adolescentes se envolvem com sexo? Outra questão importante é: por que ninguém está vendo que por trás das campanhas de promoção da vacina do HPV está uma poderosa empresa farmacêutica ávida por convencer os governos, até mesmo do Brasil, a obrigar a vacinação das meninas, chegando ao ponto de investir seus recursos em operações sofisticadas e caras de lobby para pressionar os médicos e os políticos a apoiarem legislação de vacinação compulsória? Essa empresa também está por trás de outras vacinas e a criação de leis que forçam a vacinação compulsória. O público merece saber tudo o que está oculto na história das vacinas, indústrias farmacêuticas e leis que protegem seus interesses e ambições e também as leis que obrigam a vacinação das crianças enriquecendo assim essas indústrias.

Vale a pena ler artigo.

Julio Severo

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Escolas públicas: os direitos dos pais em perigo

Paul Weyrich

Pode-se achar uma das medidas mais claras de uma sociedade em seu sistema de escolas públicas. Por exemplo, não é por acaso que nos Estados totalitários, tais como a Coréia do Norte, o que pode ser ensinado vem diretamente do governo. As crianças são sistematicamente doutrinadas desde cedo a crer que seu presidente está sempre certo, ainda que muitas não tenham comida suficiente para comer. Em países devastados por guerras ou nações profundamente divididas por diferenças religiosas há poucas escolas públicas em funcionamento.

Em contraste, os Estados Unidos têm uma orgulhosa história de educação pública para todas as suas crianças. Ou pelo menos tinha. Venho assistindo enquanto as escolas públicas americanas mudaram de geralmente boas para muito ruins, por causa das muitas mudanças em nossa sociedade e por causa das intromissões do governo. Do transporte obrigatório de ônibus escolar às aulas ensinadas em todas as línguas (exceto inglês), à remoção do termo “Sob Deus” do Juramento de Fidelidade, nossos governos estaduais e federais vêm invadindo violentamente a esfera das escolas locais durante mais de 30 anos e as escolas estão em sua pior situação por causa dessas intervenções.

Um dos últimos avanços na educação pública é que as escolas crêem que são realmente elas que são os pais dos filhos que as freqüentam. Com tantas crianças vivendo apenas com a mãe ou com um pai e mãe que trabalham fora, com quem sabe quem cuidando delas, não é de admirar. Agora alguns estados estão tentando exigir que todas as meninas entrando na sexta série sejam vacinadas contra algo chamado HPV (Vírus do Papiloma Humana), um vírus que só dá para se transmitir por sexo e que causa certos tipos de câncer. O que isso mostra sobre nossas escolas públicas e sobre a situação de nossa cultura?

Há tantas coisas erradas com essa idéia — e com o fato de que essas vacinações seriam compulsórias, em vez de voluntárias — que é difícil saber onde começar. Contudo, farei uma tentativa. Primeira, o óbvio: o que sabemos acerca da vacina? Sabemos que é fabricada pela indústria farmacêutica Merck, uma empresa muito grande que vem muito se ocupando em empregar lobistas e em fazer muita propaganda e promoção da droga, chamada Gardasil (que é marca registrada), em revistas e na televisão. Sabemos que a vacinação consiste numa série de três injeções ao custo de aproximadamente 400 dólares por menina. Uma das metas da Merck é tornar essa vacina obrigatória. Sabemos que os lobistas da Merck estão inundando as assembléias legislativas do país inteiro e criaram um grupo chamado Mulheres no Governo, que tem em seu site amostras da legislação “correta”. E sabemos que a FDA [agência governamental americana que regula e fiscaliza a fabricação de drogas] aprovou a vacina no ano passado.

O que não sabemos é se a vacina é segura. Não houve nenhum estudo de longo prazo quanto aos possíveis efeitos colaterais da vacina — que incluem náuseas, dores de cabeça e febres — e os poucos estudos de curto prazo envolviam apenas mulheres já na faculdade, não as meninas novas que são o principal alvo dessa legislação. Infelizmente, muitas assembléias legislativas parecem hesitar muito pouco e estão caindo como dominós, uma após outra, apressando-se para fazer a vontade da indústria Merck. Entre muitos outros estados, Kansas, Carolina do Sul, Indiana e Colorado têm projetos de lei pendentes ou já aprovaram o plano da Merck. O maior estado a aprovar legislação para obrigar a vacinação nas escolas é geralmente o “inteligente” Estado da Virgínia, enquanto o governador do Texas Rick Perry — que muitos acreditam tem aspirações a presidente — acabou de assinar uma ordem executiva exigindo vacinação obrigatória para todas as meninas.

Certamente, uma vacina que impede algum tipo de câncer é o tipo de avanço médico pelo qual muitos de nós estão orando. Talvez ainda venham a provar que a vacina contra o HPV é segura, mas exigir vacinações compulsórias depois de tão pouca pesquisa coloca um precedente perigoso.

É claro, há as implicações culturais e morais óbvias. O que tal situação mostra sobre nossa sociedade, quando meninas de 11 e 12 anos precisam ser vacinadas contra um vírus que só pode infectá-las se elas se tornarem sexualmente ativas? Não dá para entender o motivo por que meninas novas deveriam receber essa vacina. A tentativa de forçar essa vacinação nas escolas dá a mensagem de que os educadores, os pais e os guardiões simplesmente não se importam. O mais importante: como é que nós pais conseguiremos explicar para nossas filhas e netas que é melhor elas se absterem sexualmente até o casamento quando as escolas exigem que elas sejam forçadas a receber injeções de uma vacina criada para quem já pratica o sexo? Não faz absolutamente nenhum sentido. Gardasil (marca registrada) não é uma vacina para a pólio ou catapora, ambas das quais acabaram sendo — depois de muitos anos de estudo e introdução gradual — exigidas por lei para todas as crianças em idade escolar. Não dá para se transmitir o vírus HPV por meio de espirro, tosse ou brincadeira entre crianças.

Finalmente, há o problema de se decretar leis que forçam todas as crianças ou todos os meninos ou todas as meninas a serem vacinados. As leis não deveriam obrigar ninguém, adulto ou criança, a receber uma vacina contra uma doença que não é uma ameaça à saúde pública. Tais tratamentos devem sempre ser voluntários, mas parece que nas últimas décadas muitas coisas foram ordenadas pelas autoridades mais elevadas e os cidadãos apenas foram orientados: “É a lei. Obedeça”. O que aconteceu com o direito de escolher se não desejamos cooperar com um programa ou uma nova tecnologia ou novo tratamento médico? Quando foi que decidimos que é certo forçar nossos cidadãos e seus filhos a obedecerem a novas políticas?

Os pais devem ter a liberdade de decidir se suas filhas devem receber ou não essa vacina. E só depois que houver mais estudos realizados na própria vacina, sobre a qual sabemos bem pouco, a não ser uma coisa: sabemos que com aproximadamente 2 milhões de meninas na faixa etária de 11 e 12 anos atualmente nos Estados Unidos, um programa de vacinação obrigatória custaria 400 dólares por menina. Esse custo de vacinação por menina equivaleria a uma quantia vastamente alta de dinheiro para uma empresa farmacêutica que está bastante a favor de leis que obriguem a vacinação dessas meninas.

Paul M. Weyrich é presidente da Fundação de Educação e Pesquisa do Congresso Livre.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Para mais informações, em português, sobre vacinas, clique aqui.

Fonte: http://www.w3.org/1999/xhtml

23 de fevereiro de 2007

Como chamar a polícia

Como chamar a polícia

George Phillips da cidade de Meridian, no Mississippi, EUA, estava indo para a cama dormir quando a esposa lhe disse que ele tinha deixado acesa a lâmpada do quarto de ferramentas.

George abriu a porta dos fundos para desligar a luz, mas viu que havia gente ali roubando coisas.

Ele ligou para a polícia, mas a resposta foi que as viaturas estavam ocupadas e que não havia policiais disponíveis.

George disse: “Tudo bem”. Ele desligou, aguardou um pouco e aí ligou de novo.

“Olá, eu havia ligado minutos atrás, porque havia gente no meu quarto de ferramentas. Olha, não precisa se preocupar agora, pois dei um tiro em todos eles”. Então ele desligou.

Dentro de cinco minutos, apareceram quatro carros de polícia e uma ambulância na residência dos Phillips e pegaram os ladrões em flagrante.

Um dos policiais disse para George: “Pensei que você havia dito que dera um tiro neles!”

George disse: “Pensei que você havia dito que não havia policiais disponíveis!”

www.juliosevero.com.br

22 de fevereiro de 2007

Novo artigo no Mídia Sem Máscara

Por que crimes violentos cometidos por menores de idade estão aumentando no Brasil?

Veja a resposta no meu artigo que foi publicado no site Mídia Sem Máscara:

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5586&language=pt

20 de fevereiro de 2007

Pastor afirma ser Deus, Jesus e o Anticristo ao mesmo tempo

Pastor afirma ser Deus, Jesus e o Anticristo ao mesmo tempo

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora”. (1 João 2:18 ACF)

Pois é, conforme a notícia abaixo da CNN que acabei de traduzir, mais um alucinado se fazendo de anticristo. Não me admira nem um pouco que ele já tenha sido viciado em heroína. Continua viajando — bem alto. E quem se julga muito alto pode cair feio.

Pelo menos, esse pastor enganador é sincero e já diz sem rodeios que é um anticristo. O pior são os pastores que têm o mesmo comportamento de vício ao luxo e amor a Mamom que ele tem, mas jamais se declaram anticristo, de modo que muitas pobres ovelhas acham mais seguro segui-los do que seguir aquele que já se confessa anticristo.

Julio Severo

Pastor com tatuagem 666 afirma ser Deus

John Zarrella e Patrick Oppmann

CNN

Destaques da matéria

• José Luis de Jesus Miranda, que é pastor, afirma ser Deus
• De Jesus prega que não há diabo e pecado
• Sua igreja afirma ter milhares de membros em mais de
30 países

MIAMI, Flórida, EUA (CNN) — O pastor tem o número 666 tatuado no braço.

Contudo, José Luis de Jesus Miranda não é um pastor como os outros. De Jesus, ou “Papai” como seus milhares de seguidores o chamam, não faz meramente orações a Deus: Ele diz que ele próprio é Deus.

“O espírito que está em mim é o mesmo espírito que estava em Jesus de Nazaré”, diz de Jesus.

As afirmações do Pr. Jesus sobre sua divindade vêm indignando os líderes cristãos, que dizem que ele é um enganador. Os especialistas religiosos declaram que ele pode ser algo muito mais perigoso, um líder de seita que realmente crê que é Deus.

“Ele está na cabeça deles, ele está na cabeça desse povo”, diz o Prof. Daniel Alvarez, um especialista religioso da Universidade Internacional da Flórida que fez debates com alguns dos seguidores do Pr. Jesus. “De Jesus fala com um tipo de convicção que me faz considerá-lo mais como David Koresh ou Jim Jones”.

Será que de Jesus é realmente um líder de seita como David Koresh, que morreu com mais de 70 de seus seguidores do Ramo Davidiano num incêndio fatal durante um impasse com as autoridades federais, ou Jim Jones, o fundador do Templo dos Povos que cometeu suicídio em massa com 900 seguidores em 1978?

Profetas ‘falaram comigo’

De Jesus e seus crentes dizem que a igreja deles — “Creciendo en Gracia”, palavra espanhola que significa “Crescendo na graça” — é mal compreendida. Os seguidores do movimento dizem que eles têm prova de que seu pastor é divino e de que sua igreja logo será uma grande religião no mundo.

Mas até mesmo de Jesus admite que ele é um líder não promissor de uma igreja que afirma ter milhares de membros em mais de 30 países.

De Jesus, de 61 anos, cresceu em Porto Rico. Ele diz que tem passagens pela polícia ali por pequenos roubos e diz que ele era viciado em heroína.

De Jesus diz que ficou sabendo que ele é o Jesus reencarnado quando num sonho ele recebeu a visita de anjos.

“Os profetas, eles conversaram comigo. Levou-me tempo para aprender isso, mas eu sou o que eles estavam aguardando, o que eles vêm aguardando há 2.000 anos”, declara o Pr. Jesus.

A igreja que ele começou a construir 20 anos atrás em Miami não tem nada parecido:

  • Os seguidores dele fazem protestos contra outras igrejas cristãs em Miami e na América Latina, tumultuando cultos e missas e esmagando cruzes e estátuas de Jesus.

  • De Jesus prega que não há diabo e pecado. Seus seguidores, diz ele, não podem literalmente cometer erro algum aos olhos de Deus.

  • A igreja chama-se o “Governo de Deus na Terra” e usa um selo semelhante ao selo do governo dos Estados Unidos.

Fazendo a obra de Deus com os carros e relógios mais caros

Se Creciendo en Gracia é um grupo religioso raro, de Jesus também não se encaixa no molde do líder comum de igreja. De Jesus zomba dos tradicionais votos de pobreza.

Ele diz que a igreja lhe paga como salário 136 mil dólares por ano, mas ele vive com mais extravagância do que essa quantia permite. Durante uma entrevista, ele mostrou aos jornalistas da CNN um relógio Rolex coberto de diamantes e disse que ele tem outros três iguaizinhos. Ele viaja em carros Lexus e BMW blindados, afirma ele, para sua própria segurança. Quem lhe deu todos esses presentes foram seus devotos seguidores.

E quanto à tatuagem do 666 no braço dele?

Embora seja um número geralmente associado a Satanás, não ao Filho de Deus, de Jesus diz que o 666 e o Anticristo são, como ele, mal compreendidos.

O Anticristo não é o diabo, de Jesus diz à sua congregação. Ele é o ser que substitui Jesus na Terra.

“O Anticristo é a melhor pessoa no mundo”, diz ele. “O Anticristo significa: não fixe os olhos em Jesus porque Jesus de Nazaré não era cristão. O Anticristo significa: não fixe os olhos em Jesus Cristo de Nazaré. Fixe em Jesus após a cruz”.

E de Jesus quer dizer: fixar nele mesmo.

Até agora, de Jesus diz que suas declarações de ser o Anticristo não assustaram nem afugentaram seu rebanho. Numa exibição da influência que ele exerce sobre o grupo, 30 membros de sua congregação foram terça a um salão de tatuagens para receber também a tatuagem permanente do número 666 na pele.

Ele exerce influência sobre eles, mas seus seguidores dizem que não irão pelo mesmo caminho das pessoas que creram em David Koresh e Jim Jones. Só pelo fato de terem encontrado de Jesus, dizem eles, eles já alcançaram propósito para suas vidas.

“Se alguém nos disser para tomar alguma bebida relaxante e que iremos para o céu, isso não é verdade. Já estamos nos lugares celestiais”, a seguidora Martita Roca contou a CNN depois de receber a tatuagem do 666 no tornozelo.

Fonte: http://www.cnn.com/2007/US/02/16/miami.preacher/index.html

‘Ajudando’ a matar a África

‘Ajudando’ a matar a África

Dr. Walter E. Williams

O primeiro ministro britânico Tony Blair, junto com outros líderes do G-8, pediu que a ajuda externa às nações africanas seja dobrada até 2010. A idéia de que a ajuda externa é a saída da pobreza e da instabilidade política é não só falida, mas também um trote cruel e maligno.

Praticamente, todos os países da África abaixo do Saara são hoje mais pobres do que quando se tornaram independentes durante as décadas de 1960 e 1970. Desde aquela época, a produção de alimentos caiu aproximadamente 20 por cento. Desde 1975, o PIB per capita vem caindo a um índice de meio por cento por ano. O presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, avaliou: “Os líderes africanos corruptos roubaram pelo menos 140 bilhões de dólares de seu próprio povo nas quatro décadas desde a independência”. O pedido de mais ajuda feito por George Bush, Tony Blair e outros líderes do G-8 não produzirá nada, a não ser mais do mesmo.

O Zimbábue oferece um exemplo excelente do motivo por que a ajuda externa, como saída da pobreza, é uma missão fracassada. O professor Craig Richardson, da Universidade de Salem, em Winston-Salem, N.C., explora mais esse assunto em “Aprendendo com o Fracasso: Direitos de Propriedade, Reforma Agrária e a Arquitetura Escondida do Capitalismo”, um documento escrito para o Instituto da Iniciativa Americana (2006).

Não muito tempo atrás, o Zimbábue era um dos países africanos mais prósperos. O professor Richardson escreve: “Poucos países fracassaram de modo tão espetacular ou de modo tão trágico como o Zimbábue durante a meia década passada. O Zimbábue, que vinha progredindo e experimentando sucesso, agora representa um dos piores desastres econômicos e humanitários”. O Zimbábue tem hoje um dos índices mais elevados de inflação do mundo, atualmente em 1.000 por cento. Só para termos uma idéia, em 1995 um dólar americano equivalia a oito dólares do Zimbábue. Hoje, um dólar americano equivale a 100.000 dólares do Zimbábue. O desemprego está nas alturas, atingindo aproximadamente 80 por cento da população. Suas instituições financeiras estão se desmoronando. O espectro de fome em massa paira sobre um país que no passado exportava alimentos.

Qual é a causa? O presidente Robert Mugabe culpa os inimigos internos e externos, principalmente a Inglaterra e os Estados Unidos por tentarem provocar sua queda. É claro, de acordo com Mugabe e alguns membros da elite acadêmica do mundo, há aquela velha desculpa de muleta, o legado do colonialismo e empresas multinacionais explorando o Terceiro Mundo. A seca é utilizada para “explicar” a queda acentuada na produção agrícola. Culpam também a AIDS.

Vamos dar uma olhada no problema da seca e da AIDS. Botsuana, país vizinho do Zimbábue, tem o segundo índice mais elevado de infecção da AIDS no mundo, e se há seca no Zimbábue, provavelmente há seca também em Botsuana, cuja maior característica geográfica é o Deserto de Kalahari, que cobre 70 por cento de sua massa terrestre. No entanto, Botsuana tem um dos índices mais elevados de crescimento do PIB no mundo. Moody’s and Standard & Poor dão a Botsuana uma classificação de crédito “A”, o melhor risco de crédito do continente africano, um risco competitivo com países da Europa central e do leste asiático.

Em comparação com seus vizinhos africanos, Botsuana prospera não por causa de ajuda externa. Em Botsuana, a lei é respeitada, os contratos são sagrados e em 2004 a entidade Transparency International classificou Botsuana como o país menos corrupto da África, na frente de muitos países europeus e asiáticos. O Fórum Mundial classifica Botsuana como uma das duas nações africanas mais economicamente competitivas e uma das melhores oportunidades de investimento no mundo em desenvolvimento.

Botsuana tem a mesma herança que o Zimbábue tem, pois também era uma colônia britânica. O que explica o sucesso de Botsuana é exatamente o que não existe no Zimbábue: respeito à lei, corrupção mínima e, acima de tudo, respeito aos direitos de propriedade privada. Por maior que seja a ajuda do Ocidente, nada poderá ajudar a África a experimentar o clima político e sócio-econômico necessário para o crescimento econômico. Em vez disso, a ajuda externa permite que ditadores cruéis permaneçam no poder. Dá-lhes condições de comprar a aliança de outros ditadores e o equipamento militar para oprimir seu próprio povo, sem mencionar que lhes dá condições de abrirem contas em bancos suíços. A melhor coisa que o Ocidente pode fazer pela África é não dar nenhuma ajuda financeira e econômica.

Dr. Walter E. Williams é professor de economia na Universidade George Mason em Fairfax, Va, EUA. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=50817

19 de fevereiro de 2007

Ativistas gays criam estratégia para desafiar o casamento natural

Ativistas gays criam estratégia para desafiar o casamento natural

Tony Perkins

No Estado de Washington, EUA, um grupo de ativistas homossexuais diz que se os heterossexuais querem proteger o casamento, seria melhor que eles se disponham a ter bebês. Literalmente. Gregory Gadow está colhendo assinaturas para uma proposta que forçaria os recém-casados a ter filhos em seus primeiros três anos de casamento. Se eles se recusassem, a lei dissolveria sua união. Gadow disse que se os homossexuais não podem se casar porque não podem ter filhos, então os que podem deveriam ser obrigados a ter. A iniciativa pode ter sido feita para chamar a atenção, mas levantou algumas perguntas importantes. No mundo de hoje, cada vez mais vemos os filhos não como bênçãos, mas como pesos. De que outra maneira podemos explicar o índice de nascimentos caindo a nível tão baixo? Embora nem todo casal possa ou deva ter filhos, criar e educar a próxima geração deveria ser prioridade máxima. Obviamente, essa proposta é radical ao extremo, mas no fim, é um importante lembrete de que nossas políticas públicas precisam incentivar um ambiente onde os casais sejam encorajados a ter filhos.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: Childless In Seattle, Tony Perkins, Family Research Council, 19 de fevereiro de 2007.

Leitura recomendada:

Frutificai e multiplicai-vos: os cristãos e a escassez de nascimentos

Quando Maior é Melhor

A escolha deliberada de lares sem filhos: a rebelião moral com uma nova face

A Famí­lia Natural: Um Manifesto

O Mito de que Somos uma População Grande Demais

Educação pública: espelho do fracasso estatal

Educação pública: espelho do fracasso estatal

“O nível intelectual do brasileiro de maneira geral está abaixo do que era na década de 60 ou 70, porque as escolas são piores e o estudo já não é valorizado como antigamente”.

Silvio de Abreu


Fonte: Revista Veja, edição
1961, 21 de junho de 2006

“Em 2000, desabou na Alemanha uma notícia aterradora. O país estava em 25º lugar no Pisa, um teste que mede a capacidade de leitura e o aprendizado de matemática e ciências, entre jovens de 15 anos, em cerca de quarenta países. Educadores, pais e autoridades oscilaram entre traumatizados e enfurecidos. Até hoje, o clima está tumultuado, com comissões, seminários e uma enxurrada de novas leis. Nesse mesmo exame, o Brasil obteve o último lugar, bem atrás do México. Só que, no nosso caso, há outra notícia pior: o resultado não criou uma crise. A imprensa não fez barulho. A esquerda e a direita ficaram mudas. Pesquisas com pais mostram um resultado quase inacreditável: eles estão satisfeitos com a educação oferecida aos filhos”.

Cláudio de Moura Castro

Fonte: Revista VEJA, edição 1953, 26 de abril de 2006

Essas citações da revista Veja mostram como está a educação que o governo impõe sobre as crianças do Brasil hoje. É com esse fracasso moral e educacional que o mesmo governo persegue as famílias evangélicas que escolham dar a seus filhos a educação escolar em casa.

Blog Escola em Casa

A África do Sul depois do apartheid

A África do Sul depois do apartheid

Walter E. Williams

Os militantes de questões sociais têm o hábito de partir para a próxima cruzada sem se importar para ver se algo saiu errado em sua última cruzada. Durante a década de 1980, vários grupos esquerdistas, inclusive estrelas de Hollywood, realizavam protestos enormes em universidades americanas e na Embaixada da África do Sul e pediam sanções contra a África do Sul por seu sistema racista de apartheid.

Não existe mais o apartheid. Quem governa a África do Sul hoje são os negros. Mas qual é o caso agora? Andrew Kenny escreve sobre isso em seu artigo, “Os Negros Não São Animais”. O artigo apareceu na revista britânica The Spectator, a revista inglesa mais antiga do mundo, publicada desde 1838.

Diariamente a população de 42 milhões de pessoas da África do Sul de hoje vê em média 59 assassinatos, 145 estupros e 752 agressões físicas graves. O novo crime é o estupro de bebês — alguns africanos com AIDS crêem que ter sexo com uma virgem cura. Doze por cento da população da África do Sul de hoje têm o HIV, mas o presidente Mbeki diz que o HIV não pode causar a AIDS.

Em resposta à violência crescente, o ministro da segurança da África do Sul, Steve Tshwete, diz: “Não temos condições de policiar essa situação. Não há mais nada que possamos fazer”. A moeda da África do Sul, o rand, se desvalorizou 70 por cento desde que o Congresso Nacional Africano [de linha marxista] começou a governar em 1994. Um número elevado de pessoas (principalmente a mão de obra especializada) está abandonando a África do Sul.

Kenny pergunta: “Será que a África do Sul está condenada a seguir o resto da África, tornando-se mais um país obscuro e sem expressão?” Ele diz que não, mas eu não tenho tanto otimismo, por causa do padrão comum em praticamente todos os países da África abaixo do Saara. O fato trágico da questão é que os africanos comuns viviam uma vida melhor durante a época do colonialismo. Os mestres coloniais jamais cometiam nem de perto nada parecido com o assassinato e genocídio que se viram nos governos dirigidos por negros em Ruanda, Burundi, Uganda, Nigéria, Moçambique, Somália e outros países, onde milhões de negros foram massacrados por meios que não dá nem para falar, tais como: morte a golpes de foice, cozimento em óleo, morte por queimadura e desmembramento. Se um número igual de elefantes, zebras e leões tivessem sido massacrados de forma cruel, os esquerdistas do mundo inteiro ficariam fora de si de tanta revolta.

Quando o Zimbábue, que era a antiga Rodésia, era governado por brancos, o Congresso Nacional Africano (CNA) exigia a remoção do primeiro ministro branco Ian Smith e a instituição de um governo dirigido por negros. Hoje, o primeiro ministro negro do Zimbábue, Robert Mugabe, comete imensas violações dos direitos humanos de negros e brancos. Com a ajuda de criminosos, Mugabe vêm empreendendo um programa de confisco de terras dos fazendeiros brancos. Em vez de condenar os abusos dos direitos humanos no Zimbábue, o governo negro da África do Sul dá a Mugabe apoio incondicional.

Kenny diz que os brancos tratam os negros como animais. Quando um cão não se comporta bem, não culpamos o cão — culpamos o dono por treinar o animal de forma inadequada. Na África, quando os negros se comportam muito mal, Kenny diz que o colonialismo, o imperialismo, o apartheid, a globalização ou o multinacionalismo são culpados por não educarem os negros de forma apropriada. Os liberais viam o apartheid da África do Sul e outros abusos dos direitos humanos como injustos porque os negros estavam sofrendo nas mãos dos brancos. Eles sustentam que os brancos são obrigados a dar contas se estão ou não vivendo de acordo com os padrões civilizados de conduta. Os negros não são obrigados a dar nenhuma satisfação na questão de padrões civilizados de conduta. Do ponto de vista dos liberais, poderia até ser considerado racismo esperar que os negros tenham de viver conforme os padrões civilizados de conduta.

Durante a época do apartheid na África do Sul, fiz várias visitas ao país e dei palestras em praticamente todas as universidades. Num artigo de 1987, escrevi: “A experiência do passado na África deveria fazer com que os ativistas antiapartheid do Ocidente parassem um pouco para pensar. Não seria a tragédia suprema se os negros sul-africanos pudessem ponderar em alguma data futura, como os animais da Mansão de Jones (Animal Farm de George Orwell), se eles viviam melhor durante os governos do apartheid? É por isso que os negros têm de dar uma resposta à pergunta: o que ocorrerá após o apartheid? Um governo dirigido por negros não garante que a população negra terá mais liberdade”.

Dr. Walter E. Williams é professor de economia na Universidade George Mason em Fairfax, Va, EUA. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Leia também, do mesmo autor, Ajudando a Matar a África.

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=25983

Wikipédia e o homossexualismo: visite e dê sua opinião

Wikipédia e o homossexualismo: visite e dê sua opinião

Julio Severo

Um irmão em Cristo chamado Robson recentemente entrou em contato comigo com sugestões incríveis sobre como nós cristãos podemos contribuir, de forma positiva, para expressar nossa posição cristã na Internet. Sua principal preocupação eram as investidas homossexuais na Wikipédia.

De acordo com o irmão Robson:

Existe um site chamado Wikipédia que é uma enciclopédia de código aberto. Ou seja, qualquer pessoa pode se cadastrar e adquirir um login e uma senha e fazer inserções… A Wikipédia reúne mais de 3.1 milhões de artigos em 205 línguas e dialetos. Só em português, têm mais de 239.000 termos. O que acontece? As sociedades civis organizadas, associações e ONGs sempre vão lá e colocam a definição de inúmeras palavras e temas. As organizações homossexuais cravejaram o Wikipédia em português com definições a favor do homossexualismo. O que acontece? Nós, cristãos, também podemos ir lá, nos mesmos verbetes, e colocar as definições de acordo com a fé cristã. A Wikipédia somente recebe as alterações dos verbetes; não tem culpa do seu conteúdo ser a favor ou contra algo. A Wikipédia só é o espaço, não o discurso.

Mas o problema é o discurso empregado pelas pessoas pró-homossexualismo lá. Só para se ter uma idéia, leia os seguintes artigos:

— Ex-ex-gay, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex-ex-gay
— Ex-gay, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex-gay
— Orgulho gay, http://pt.wikipedia.org/wiki/Orgulho_gay
— Homofobia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Homofobia
— Gay, http://pt.wikipedia.org/wiki/Gay
— Lésbica, http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9sbica
— Bissexualidade, http://pt.wikipedia.org/wiki/Bissexualidade
— Homossexualidade, http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade

Todos esses artigos têm visão imparcial, mas no que podem argumentar, argumentam de forma pró-homossexualismo. E é nesse sentido que podemos ajudar: acrescentando o discurso cristão aos verbetes (o que é lícito, pois a Wikipédia se pauta exatamente pela mutação dos verbetes e pela atualização constante, feita pelos próprios usuários).

Segundo a Revista Época, de 23-01-2006, “o sucesso da Wikipédia vem da atualidade das informações e da pluralidade dos temas abordados. Ao contrário das enciclopédias tradicionais, a Wikipédia muda a todo instante, captura tendências e modismos na velocidade em que surgem, registra feitos em tempo real, é viva, é ágil, é pop”.

E como a Wikipédia consegue tudo isso? Usa a internet para transformar os próprios leitores em editores do conteúdo. O sistema está baseado no conceito dos wikis, sites em que qualquer pessoa pode colaborar, acrescentando, apagando e corrigindo as informações. Diferentemente dos blogs, em que o internauta coloca uma informação abaixo da outra, no modelo wiki os colaboradores editam o próprio texto da página publicada on-line. E assim, os cristãos podem estar registrando as suas idéias sobre homossexualismo, que até agora, só têm a colaboração das organizações a favor do homossexualismo.

Então, o que faço aqui é chamar a sociedade evangélica organizada para tomar partido da evangelização também no território da Internet. E lá é público. Não precisa pagar. Não sei qual a visitação dos internautas brasileiros ao site, mas sei que a Wikipédia é o segundo site na net ao qual os brasileiros mais acessam, perdendo apenas para buscadores como Google e Yahoo.

Finalizando, a Wikipédia deixa você colocar links. Poderíamos colocar links de sites evangélicas com testemunhos de ex-gays. O que acham? Imaginem quantos bi e homossexuais cristãos vão lá procurar entender melhor o que é ser gay, ex-gay, ex-ex-gay... então, temos que evangelizar de forma eficaz essas pessoas. Já vi no link http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia, por exemplo, links de matérias de revistas, links de dissertação de mestrado...e por aí vai. Podíamos colocar links para sites que têm testemunhos e tudo mais.

A argumentação dos verbetes, tidos como a enciclopédia da net, está sendo formada com valores mundanos que enfatizam que o homossexualismo é de ordem genética e não uma opção, que Deus aprova esse tipo de comportamento, que os evangélicos fazem “lavagem cerebral” em quem não quer mais ser homossexual. Fico revoltado com isso!!!!! Eles, as associações homossexuais, como grupo emergente, estão tragando pessoas confusas que não têm nem sequer convicção de sua homossexualidade na batalha de legitimação desse tipo de comportamento no espaço civil, religioso, cultural... com esse tipo de argumentação que é parcial. Eles não mostram os pontos de libertação, testemunho e tudo mais...coisa que podemos fazer lá no site.

Bem, é o meu recado.

Parabéns pelo seu trabalho. Conheci na última quinta-feira, pela net, e fiquei estarrecido.

Você é sem precedentes e uma pessoa que eu fico de cara: notável.

Louvo a Deus pela sua vida.

Robson

PS: Seguem alguns links com estatísticas da Wikipédia, em português, só para se ter uma idéia do impacto da evangelização nesse ambiente.

Tabelas: http://stats.wikimedia.org/PT/TablesWikipediaPT.htm

Gráficos: http://stats.wikimedia.org/PT/ChartsWikipediaPT.htm

Agradeço ao irmão Robson pelas informações extremamente valiosas, que estou disponibilizando a muitos outros irmãos em Cristo. Quem puder, entre lá na Wikipédia e registre suas opiniões cristãs. Quem puder mais, faça visitas regulares à Wikipédia para manter em dia os registros de opiniões cristãs. Enquanto temos oportunidade, temos de aproveitar todos os espaços disponíveis.

Para maior clareza, as informações do irmão Robson foram levemente editadas.

Fonte: www.juliosevero.com.br