25 de dezembro de 2007

A longa marcha para Belém

A longa marcha para Belém

Joseph Farah

No passado, quando eu tinha um programa de rádio, na época de Natal eu sempre adorava ler acerca do nascimento de Jesus no livro Lucas.

É uma história poderosamente comovente, não importa de que modo nós a leiamos.

Mas eu gostava de colocar ênfase adicional em palavras que eu penso os leitores cristãos mais negligenciam.

Lucas 2:1-6 começa:

E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse taxado. (Essa primeira taxação foi feita sendo Quirino presidente da Síria.) E todos iam para ser taxados, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), A fim de ser taxado com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.

Note quantas vezes o assunto de taxas aparece nessa primeira seção da história de Natal. Esse foi o motivo por que José e Maria foram forçados — e eu uso essa palavra intencionalmente — a viajar para Belém. Eles foram obrigados a sair de Nazaré, fazendo uma difícil viagem de 112 km para uma jovem em seu sexto mês de gravidez. Eles tinham de preencher um formulário de imposto de renda.

O evento deveria ser lembrado como “a Longa Marcha para Belém”, por causa da semelhança com os deslocamentos forçados de pessoas de tantas ditaduras modernas. O nascimento de Jesus foi marcado pela primeira taxa (ou imposto) mundial. O Império Romano estava pronto, disposto e apto a obrigar milhões de pessoas no mundo inteiro a enfrentar sol, chuva, fome, sede, tempestades e tudo o mais, viajando longas distâncias, independente de suas condições físicas ou financeiras, de modo que elas fossem contadas e taxadas. Os romanos não toleravam nenhuma desculpa. Foi uma ação governamental dura até o fim.

José e Maria não eram “moradores de rua”, conforme alguns artistas modernos sugerem. Eles foram forçados a acampar num celeiro porque esse deslocamento de pessoas em massa, provocado pela ganância do império, trouxe como conseqüência falta de camas para os visitantes.

Observe o versículo seguinte: “E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”.

José era um carpinteiro — um homem que trabalhava — que tinha dinheiro para pagar um quarto numa pousada em Belém. O que aconteceu é que não havia mais nenhuma vaga, devido às condições de superlotação causadas pelo deslocamento forçado de pessoas.

O governo não é seu amigo; o governo é o inimigo da liberdade. O governo não é o Papai Noel; o governo é um estraga-prazeres. O governo não é seu servo; na vasta maioria das vezes, o governo tende a ser o senhor de engenho. O governo raramente ajuda as pessoas; o que o governo mais sabe fazer é escravizá-las.

Até mesmo no passado, há 2.000 anos, o governo era insensível e cruel. Forçava mulheres a marchar longas distâncias nos últimos meses de gravidez. É desse jeito que o governo sempre foi, e é desse jeito que sempre será — até que Jesus volte.

A propósito, acho interessante que foi a primeira taxa mundial que precipitou a primeira vinda do Salvador.

Parece que o mundo, com o apoio da ONU, está para impor a segunda taxa mundial. Graças ao mito do aquecimento global e várias conspirações para tornar as fronteiras internacionais virtualmente insignificantes, faltam poucos anos para se impor a segunda taxa mundial na história humana.

Portanto, vamos ficar de olhos bem abertos. Uma taxa global antecedeu o nascimento de Jesus 2.000 anos atrás. Será que a história poderia se repetir? Será que Deus poderia usar essa idéia extraordinariamente opressora e pesada como a preparação para a Sua volta dramática?

Se esse for o caso, mais uma vez comprovará a verdade do que a Bíblia diz em Romanos 8:28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Por isso, “Não temais“, como disse o anjo aos pastores naquela noite em Belém. Nesta época de alegria, há boas notícias. A verdade é verdade. A luz é luz. E Deus, não César, ainda está no trono.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

Leitura recomendada:

O papel do governo e os cristãos

A seita suicida do aquecimento global

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