3 de dezembro de 2007

Federação Americana de Pediatras: “É certo os pais darem surras”

Federação Americana de Pediatras: “É certo os pais darem surras”

John-Henry Westen

WASHINGTON, DC, 3 de dezembro de 2007 (LifeSiteNews.com) — A Federação Americana de Pediatras (FAP), uma associação médica nacional de médicos e profissionais da área de saúde autorizados e especializados no cuidado de bebês, crianças e adolescentes, divulgou sua posição oficial acerca do uso de surras por parte dos pais, bem no momento em que a assembléia legislativa de Massachusetts começa a considerar um projeto de lei que proíbe essa forma de disciplina por parte dos pais.

Apesar da evidência científica indicando que castigos físicos razoáveis aplicados pelos pais são benéficos para os filhos, a ONU vem forçando as nações a proibir os pais de usar a surra como forma de disciplina. Essa interferência nos direitos dos pais é uma das questões que tem causado muito alarme acerca da Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças.

A FAP examinou com cuidado as pesquisas disponíveis acerca do castigo físico e conclui, em sua posição oficial sobre o assunto, que surras disciplinares aplicadas por pais podem ser eficientes quando utilizadas de modo apropriado. “É claro que os pais não devem se apoiar exclusivamente em surras disciplinares para efetuar controle sobre a conduta de seus filhos”, diz a posição oficial recentemente divulgada. “A evidência indica que pode ser uma parte útil e necessária de um plano disciplinar bem-sucedido”.

O Dr. Den Trumbull, principal autor da declaração, explicou: “Quando uma criança desafia a instrução do pai ou da mãe, uma surra é uma das poucas opções que os pais podem considerar para corrigir a conduta errada”. O Dr. Trumbull acrescentou: “Dar surra pode ser mais adequado com crianças de 2 a 6 anos, e quando tipos mais brandos de correção fracassaram”.

A FAP criou um folheto para os pais intitulado “Recomendações para uso dos pais em surras disciplinares”. As recomendações aconselham que surras “só devem ser usadas quando a criança recebe pelo menos tanto incentivo e elogio por boa conduta quanto correção por conduta problemática”. As recomendações também dizem que “formas mais brandas de disciplina, tais como correção verbal, conseqüências lógicas e naturais, e pausas devem ser usadas inicialmente, seguidos por uma surra quando a desobediência persiste”.

“O pai ou a mãe não deve administrar uma surra quando sente vontade ou quando está fora de controle”, adverte o documento, observando que “uma surra sempre deve ser motivada por amor, com o propósito de ensinar e corrigir, e não com o propósito de vingança ou retaliação”.

As recomendações também apresentam as idades em que as surras são adequadas. “Uma surra é imprópria antes dos 15 meses e é geralmente não necessária até depois de 18 meses. Será menos necessária depois dos 6 anos de idade e raramente será usada depois dos 10 anos de idade”, diz o documento.

Além de sua posição oficial, a FAP publicou uma análise extensa da literatura científica sobre o assunto de castigo físico e seu uso na disciplina.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Leitura recomendada:

Direitos das crianças: O que a ONU e o Estado fazem para controlar as famílias

Quando um pai não disciplina o próprio filho

3 comentários :

Maxy disse...

O rei Salomão já dizia isso a milhares de anos atrás:
" O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga."

"A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe."
Provérbios 13:24 e 29:15.

É um absurdo a iniciativa da ONU de intervir até mesmo no modo como os pais devem disciplinar os seus filhos. Apesar disso ainda temos instituições que conservam um pouco de bom senso. Graças a Deus por isso!

Anônimo disse...

Prezado Julio Severo:
1. Ao ler este artigo lembrei-me de uma programação da TV americana voltada para o “socorro” de famílias que têm crianças, cujos pais perderam “aparentemente” o controle sobre eles. Inclusive, há versão brasileira desse programa.
2. Dá pra ficar impressionado, não tanto com a eficiência das “babás”, mas com a desorientação dos pais que se apresentam nesses programas.
3. As crianças, principais protagonistas desses programas, são submetidas (na minha opinião) a um condicionamento. E, logicamente, porque são seres humanos e não animais..., quanto tempo deve durar aquelas mudanças?
4. Crianças não são “anjos”. São seres humanos com todo potencial para a maldade. “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra for pura e reta.” - Provérbios 20:11).
5. A Ciência demonstra agora o que a Bíblia judaico-cristã há milhares de anos ensina. “A estultícia [insensatez, estupidez, grosseria, rebeldia] está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” - Provérbios 22:15.
6. Deus criou a humanidade perfeita. Adão e Eva a degeneraram com seu pecado (Salmos 51.1). Portanto, a ordem divina para disciplinar com a “vara” (Provébios 23.14), não é porque Ele seja “bruto”, “ignorante”, “insensível”, etc, mas porque é um recurso (não o único!...) à disposição dos pais para restringir o espírito de rebelião instalado no "coração humano" de seus filhos.
7. É interessante o que diz a Bíblia profeticamente sobre o relacionamento entre pais e filhos, nos “últimos dias” que antecedem a Segunda Volta de Jesus Cristo:
8. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, DESOBEDIENTES A PAIS E MÃES, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3.1-5).
9. O “castigo”, como um recurso legítimo e válido, é usado, inclusive, por Deus na educação de seus filhos espirituais (Hebreus 12.5-11).
10. Verdadeiramente, o espírito do “anticristo” está trabalhando para anular a autoridade dos pais sobre os filhos, a fim de que ele os adote. E, mais, uma vez os governos de todo o mundo patrocinam essa subversão.
Um abraço.
“ ... porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hb 12.6)
Paulo Ceroll.

observador disse...

Bem lembrado pelo sr. Paulo Ceroll o programa de tv, que no Brasil a protagonista declara-se evangélica, chama-se Chris Polly e é argentina. Nas vezes em que assiti lembro-me que em todas o pai é um frouxo pois ao ver as crianças " botando o terror na mãe " simplesmente continua vendo tv.Aproveito o gancho para comentar a recente propaganda do governo em que a filha chega com um cara em casa, informa que é o namorado e que vai dormir com ele lá.A mãe exclama : namorado novo, e pega uma camisinha ,dá para a menina e ainda fala para o rapaz cuidar da filha, que mostra que já tem uma camisinha com ela e exibe com orgulho. Depois outra garota fala: Você não espera que todos os pais sejam assim,né ? O pior desse comercial não é toda a situação absurda, e sim a mensagem subliminar caracterizada pela ausência do pai como tomador de decisões.(nem mesmo é mencionado se a garota possui pai)