16 de setembro de 2007

Governo Lula adota medidas para fortalecer Programa Saúde da Família

Governo Lula adota medidas para fortalecer Programa Saúde da Família

Brasileiros enfrentarão nos próximos anos sérios e crescentes riscos de invasão de privacidade

Julio Severo

Quando o governo decide agir em determinada área, é porque tem interesse nessa área. Mas quando o próprio presidente intervém, é porque o interesse é vitalmente estratégico.

Sob a intervenção direta do presidente Lula, conforme informação da Agência Estado, foi aprovado no Congresso Nacional acordo para que estudantes de medicina do Brasil recebam na Cuba ditatorial de Fidel Castro treinamentos que não são disponíveis aqui. De todos os estudantes brasileiros que estudam medicina no exterior, só os que estudarem em Cuba serão favorecidos de forma especial pelo governo Lula. O acordo prevê também a realização de convênios para que professores brasileiros sejam enviados a Cuba.

O Conselho Federal de Medicina do Brasil classifica esse acordo de injusto, porém o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, está aplaudindo. Cuba foi o primeiro país latino-americano a legalizar o aborto e é também muito conhecida por perseguir, prender, torturar e matar cristãos e ativistas dos direitos humanos. Embora Temporão também tenha uma posição bem favorável ao aborto, o que o deixou contente com esse acordo é que os brasileiros serão treinados a se envolver profundamente na implementação do Programa Saúde da Família.

O que Cuba tem para ensinar ao Brasil? O governo cubano tem larga experiência comunista na monitoração e controle da sua população, inclusive mediante os serviços de assistência médica. O governo ditatorial de Fidel Castro sabe exatamente onde está cada homem, mulher e criança, o que fazem, com quem vivem, e sabe também muitas outras informações pessoais de seus cidadãos-escravos. Todos os cubanos são vigiados. Não é a toa que Cuba seja vista como uma ilha prisão, de onde todos querem fugir.

O interesse do governo Lula num acordo com Cuba é tudo, menos obscuro. Seu desejo é usar a bem-sucedida experiência cubana para capacitar o Programa Saúde da Família no papel instrumental de vigilância aos membros da família brasileira. É o próprio espírito comunista emergindo ameaçadoramente das sombras.

Esse espírito está se espalhando pelo Brasil, com o pretexto de “melhorar” o Programa Saúde da Família, pois alguns estados do Brasil também estão fazendo acordos com Cuba. Nessas regiões, já há grandes ensaios e vislumbres dos perigos no horizonte: agentes de saúde — verdadeiros inspetores estatais — fazem “visitas” regulares de residência a residência, registrando dados importantes dos moradores. Contudo, a população inocente só consegue enxergar a coleta de informações pessoais como medida do governo para melhor atender aos necessitados.

O governo Lula quer agora ampliar esses esforços a nível nacional, criando o Cartão Nacional de Saúde, onde um banco de dados centralizado monitorará e controlará a vida particular dos brasileiros. Enquanto milhares de pacientes morrem nos hospitais públicos por falta de recursos, o governo está gastando milhões para construir seu grande aparelho tecnológico de monitoração que lhe permitirá literalmente fiscalizar a todos. O pior é que ninguém, nem no Congresso nem na sociedade, está protestando contra esses primeiros passos assustadores da implantação de um sistema que, quando estiver pronto, deixará as pessoas sem liberdade e escolha, transformando os brasileiros em verdadeiros cubanos sob os “cuidados” de uma potente e onipresente Vigilância Sanitária.

O Programa Saúde da Família é muito mais do que só uma medida bondosa para atender à população. Na verdade, é mais uma medida para manter a população sob rigorosa vigilância, característica comum dos governos comunistas e ditatoriais.

Sob a desculpa de ofertar aos cidadãos assistência médica, a privacidade será extinta. É uma barganha onde se vende a alma ao diabo em troca de alguns míseros e precários serviços de saúde.

Geralmente, o diabo se disfarça de anjo de luz para enganar os religiosos. Em Cuba, ele aparece como anjo de medo, trevas e tirania. No Brasil, ele aparece com mentiras cubanas, inclusive um suposto interesse estatal de nos oferecer gratuitamente assistência médica, em troca da nossa liberdade e dos nossos dados pessoais.

O projeto de controle e monitoração estatal sobre os cidadãos através dos serviços de saúde pública só está começando. Enquanto a população reclama por melhor atendimento na área da saúde, a “resposta” governamental está chegando — mas de uma forma que a vasta maioria da população não antecipa.

Se nada fizermos agora, depois será impossível deter a maciça invasão de privacidade que ocorrerá por meio do Programa Saúde da Família, Cartão Nacional de Saúde e outras engenhosas emboscadas estatais.

Contudo, mais forte do que o governo e seus ardis é Deus e seu poder, e devemos recorrer a ele, que tem as respostas certas para as ameaças que o Brasil está enfrentando.

Jesus alerta: “Vigiai e orai, para que não entrei em tentação”. Vigiar, no sentido bíblico, é prestar muita atenção a fim de que possamos detectar os movimentos das forças ocultas que estão agindo contra nós. É estar atento aos avanços malignos, para que não nos peguem de surpresa.

A oração, nesse sentido, deve direcionar-se contra essas artimanhas, para que fracassem, e deve elevar-se a Deus em clamores, para que tenhamos força e graça a fim de não cairmos em ciladas sedutoras, originárias do supremo tentador e seus muitos instrumentos que estão sempre prontos para fazer a sua vontade.

Quem vigia, vê longe. Tempos atrás, numa cidade do interior de Minas, pude testemunhar a ação dos agentes de saúde, que recebiam ordens de seus superiores para visitar as residências e registrar os moradores. Ninguém podia se isentar desse registro. As visitas eram periódicas e sistemáticas, e ninguém podia recusá-las. Para quem não está acomodado e desatento, essas iniciativas são invasivas, importunantes, preocupantes e inegavelmente suspeitas. Hoje entendo com mais discernimento o que está acontecendo.

Não é tragicamente irônico? Antes, o povo pedia melhor assistência médica do governo. Agora, tal “assistência”, embora continue de péssima qualidade, é cada vez mais obrigatória e intrometida e o povo não tem a liberdade de recusá-la ou de usá-la apenas quando quer e precisa. Para olhos normais, isso é cubanização. Para olhos espirituais, isso pode ser também algum tipo de satanização.

Enquanto o governo Lula, sob inspiração cubana, procura nos manter sob maligna vigilância, os seguidores de Cristo são chamados para uma vigilância inteligente e oração estratégica, para vencerem as forças do mal que estão atuando contra nós nas diversas esferas sociais, políticas e espirituais.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

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