27 de agosto de 2007

O Evangelho segundo Luiz Mott

O Evangelho segundo Luiz Mott

Olavo de Carvalho

O líder gay Luiz Mott, que se diz “Professor Doutor” e talvez o seja mesmo, já que os portadores desses títulos abundam nesta parte do universo, enviou ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara uma carta em que faz restrições literárias e teológicas ao meu artigo “Conspiração de Iniqüidades” (aqui publicado em 25 de junho, http://www.olavodecarvalho.org/semana/070625dc.html). Sob o primeiro aspecto, ele o chama de “prolixo e pedante texto”. Achei particularmente adorável esse negócio de “tetexto” logo na entrada de uma reprimenda estilística. Mas deixemos isso para lá. Os professores doutores, no Brasil, escrevem assim mesmo, e de há muito já desisti de fazer algo por eles.

No que diz respeito ao conteúdo, meu artigo, segundo o referido, “peca pelo abuso dos silogismos e calúnias contra a estratégia do Movimento Homossexual Brasileiro em ter reconhecidos seus direitos elementares de cidadania: do mesmo modo como os pastores e padres não podem nos púlpitos ou nas suas televisões citar e defender os versículos bíblicos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa, assim também, a Lei deve proteger os homossexuais dos ataques e calúnias de quantos abusam do santo nome de Deus para semear o ódio contra cidadãos homossexuais que jamais foram condenados pelo Filho de Deus, Nosso Senhora Jesus Cristo. Portanto, Olavo de Carvalho, o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva podem espernear a vontade, pois a história mais cedo que se espera, fará justiça contra esses fariseus, reconhecendo que também os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus. É legal ser homossexual!”

Eu gostaria de responder a isso, mas creio que não posso fazê-lo. A mensagem, breve o quanto seja, traz tantos pressupostos subentendidos que o simples esforço de elucidar o seu sentido vai consumir praticamente todo o espaço desse artigo.

Em primeiro lugar, se há na Bíblia “versículos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa”, então, evidentemente, o delito nefando de homofobia não está só nuns quantos padres, pastores e rabinos que “abusam do santo nome de Deus”, e sim na própria Bíblia. O livro sagrado dos cristãos e judeus, segundo o Professor Doutor Mott, é criminoso em si. O Professor Doutor se faz de humilde e inofensivo, fingindo criticar apenas uns tantos abusados, quando na verdade ataca e criminaliza duas religiões na sua base mesma, na raiz da sua tradição.

O Professor Doutor não prega abertamente a proibição do livro, mas deixa claro que só está disposto a permitir sua leitura em voz alta se ele for expurgado de todos os trechos considerados inconvenientes. A pergunta “Quem fará a seleção?” é ociosa, pois, de um lado, o Professor Doutor já considerou desqualificados para essa função “o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva”, subentendendo por esta expressão latina todos os desafetos do movimento gay; de outro lado, ele próprio já fixou o critério seletivo: devem ser excluídos todos os versículos desagradáveis aos gays, às feministas, aos abortistas, aos adeptos de religiões fetichistas e animistas, bem como aos não-cristãos e não-judeus em geral, que se sentem barbaramente discriminados ao ouvir dizer que os primeiros são Filhos de Deus e os segundos são o Povo Eleito. Também não é preciso perguntar o que sobrará da Bíblia depois dessa amputação. Não sobrará nada daquilo que hoje se entende por judaísmo ou cristianismo. O resíduo final não soará ofensivo a ninguém, exceto aos cristãos e judeus, esses discriminadores malditos.

Com relação aos versículos condenados, o Professor Doutor afirma taxativamente que os sacerdotes “não podem” citá-los ou defendê-los nem mesmo dentro de seus templos respectivos. Notem bem. Ele não diz que eles “não devem” fazê-lo. Ele não diz que eles “não poderão” fazê-lo se for aprovada uma lei que os proíba. Ele diz simplesmente “não podem”, no presente do indicativo. A proibição vigora portanto desde já, independentemente de aprovado ou não o projeto de lei dito “anti-homofóbico”. E não estão proibidos só os versículos anti-homossexuais, mas também os anti-feministas, anti-fetichistas, etc. etc. Estão proibidos não por alguma lei aprovada no Congresso, mas pela decisão soberana do Professor Doutor. Mais ainda: a expressão “não poder” não significa apenas ilegalidade ou proibição. Significa impedimento real, impossibilidade objetiva. Tão logo o Professor Doutor anunciou sua vontade, ela se impõe por si mesma como uma lei cósmica, e contrariá-la se torna tão inviável quanto reverter o curso dos astros ou fazer com que dois mais dois dêem cinco.

Se os leitores duvidam que a autoridade do Professor Doutor é divina, onipotente e onipresente, leiam com atenção. Ele acaba de impugnar o texto da Bíblia, e no instante seguinte fala em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só podemos concluir que a fonte de onde ele recebeu a mensagem divina não é a Bíblia nem as tradições baseadas nela. É uma revelação direta, que revoga a anterior e traz ao mundo um novo corpo de mandamentos. Mas, se os senhores, com algum ceticismo, perguntam como chegou ao Professor Doutor essa revelação, é porque não entenderam a dupla afirmativa essencial da sua carta: “Os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus”. Com relação à primeira parte, é claro que templos do Espírito Santo somos todos nós, membros da espécie humana. O Professor Doutor não iria descer do seu pedestal só para repetir uma mensagem velha de dois mil anos. A novidade que ele introduz aí é formidável: os homossexuais são templos do Espírito Santo não enquanto meros seres humanos, mas enquanto homossexuais. Há portanto uma forma especial de ser templo do Espírito Santo, a qual não deriva da condição humana em geral, mas da prática do homossexualismo. O macho da espécie torna-se um templo do Espírito Santo no instante em que vai para a cama com outro igual. A sodomia tornou-se o oitavo sacramento, revelado ao mundo pelo Professor Doutor.

Mas não pensem, por favor, que ele é apenas um profeta a mais, um Jeremias ou Isaías qualquer. Seu verdadeiro estatuto espiritual, infinitamente superior, é elucidado na segunda parte da afirmativa, onde ele declara que o homossexual discriminado – ele próprio, modéstia à parte – “revela a verdadeira face de Jesus”.

Eis aí resolvido o enigma das fontes da revelação. O Professor Doutor não “recebeu” a revelação de parte alguma, ele simplesmente é a revelação, é o Logos encarnado que vem ao mundo castigar os fariseus, rasgar as páginas da Bíblia e instaurar a nova legalidade cósmica com a lista do que pode e do que não pode.

A diferença, a novidade radical desse acontecimento é que Cristo, na sua primeira vinda ao mundo, excluiu categoricamente a possibilidade de mudar uma só letra que fosse da Lei e dos profetas. O Segundo Advento copidesca, modifica e exclui páginas inumeráveis, institui o sacramento da sodomia e destina às penas do inferno todos aqueles que, como os profetas hebraicos, enxerguem nessa prática alguma coisa de errado.

Tão logo compreendido o sentido da mensagem do Professor Doutor, nota-se facilmente que ela não pode ser respondida. Não se discute com a autoridade divina, sobretudo quando ela não vem pelos canais indiretos da profecia e da tradição, mas pela própria presença do Verbo que se fez banhas e foi sacudi-las na Parada Gay.

Tudo o que posso fazer diante de acontecimento de tal magnitude é imergir em profundo silêncio contemplativo.

Fonte: Diário do Comércio, 2 de julho de 2007.

Leitura recomendada: Luiz Mott e pedofilia

4 comentários :

Anônimo disse...

http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html

Ana Paula disse...

Esse tal de Luiz Mott deve ser o pastor da Religião dos homossexuais que inventaram uma religião homossexual herética.

José Roberto Braz disse...

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrou com uma representação para processar a psicóloga Rozangela Alves Justino, que acusou o Conselho Federal de Psicologia, o Governo Federal e a ONU de aderirem ao “movimento homossexual”.

A ABGLT acusa a psicóloga de desrespeitar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, que proíbe o tratamento da homossexualidade como doença.
A ação, protocolada conta com assinaturas de mais de 70 profissionais de psicologia de diferentes regiões do país.

O mundo está mesmo ficando de cabeça para baixo! Semelhante a um rolo compressor, os gayzistas seguem a todo vapor, esmagando por completo e sem qualquer indicio de piedade, àqueles que ainda defendem a heterossexualidade.

Você não é militante? Então morra! Esse é o conceito. Um conceito que por sinal, não me surpreende pois, é natural do homem não permitir que seu semelhante pense diferente. É a intolerância mais viva que nunca!

A campanha para incentivar a homossexualidade caminha a passos firmes indicando claramente que veio para ficar e muitos são os que apoiam a brilhante empreitada. Recentemente uma empresa aérea anunciou que breve estará lançando um atraente pacote turístico destinado a casais gays com preços muito convidativos. Nossos nobres legisladores não ficam de fora, e preparam um pacote de medidas emergentes recheadas de privilégios e garantem, por exemplo, a pensão a casais gays que se separam, e isso, ocorrerá de forma bem rápida sem nenhuma burocracia.

E as mulheres? Estão de fora? Não! O dia 29 de agosto será marcado por manifestações e eventos em todo país. Em Curitiba, por exemplo, em Goiânia acontece o I Workshop Mulheres Lésbicas e Bissexuais, o evento prosseguirá por cinco dias terminando somente no domingo. Para quem curte um cineminha, agora elas também poderão curtir e usufruir do Festival de Cinema Lésbico denominado “Elas se Amam”.

Esconder-se de tudo isso? Impossível! O mundo todo está tomado por movimentos pró-homossexualismo. São filmes com temática GLS concorrendo a prêmios em Veneza; Organizações trabalhando arduamente para promover intercâmbio turístico cultural GLBT entre Miami e São Paulo; Uma nova novela em breve apresentará em horário nobre mais um artista famoso vivendo um adorável personagem gay e por aí vai...

Na política a mais recente noticia envolve o excelentíssimo prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, que acabou de aprovar dia 27/8, o artigo 5º da Lei Municipal 11.005, reconhecendo os direitos previdenciários dos cônjuges de servidores públicos homossexuais.

No município de São Paulo não é diferente, e o prefeito Kassab fecha o cerco aprovando a lei que obriga as escolas municipais a dar a “devida” educação aos pimpolhos no que tange a orientação sexual.


O sistema de Saúde para também participa privilegiando a nova classe sexual. Quem acompanhou o noticiário sabe que não demora muito e logo os militantes terão direito até mesmo a operação de mudança de sexo gratuita, tudo pago pelo estado.

A psicóloga Rozangela Justino não mentiu quando se referiu ao Governo Federal e a ONU, e isso, só não vê quem não quer! Não é difícil perceber que organizações internacionais poderosas tem um plano muito bem elaborado e de forma voráz estão empenhadas em tempo integral para estabelecer de uma vez esse processo sujo.

Será o fim dos tempos? Porque não escolheram um caminho diferente para conter a explosão demográfica? Agora mais do que nunca é hora dos heteros tomarem partido se posicionando, claro, na contramão dos movimentos sociais gayzistas, feministas e abortistas e abortando definitivamente essas idéias. Do contrário, o melhor mesmo é pedir a Deus que tome as rédeas da situação e interceda em favor da humanidade a exemplo de que ocorreu nos dias de Sodoma.

Anônimo disse...

Esse Luiz Mott é um mostro, eu me pergunto como o governo federal podê dar um premio a esse Homem, como esse governo é de baixo escalão.Novo slogan
"Homosexualismo uma Graça divina."
essa deve ser a nova Biblia do Governo.